Mostrando postagens com marcador homenagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador homenagem. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Tributo a Shirley Temple (1928-2014).


Morreu na segunda-feira, dia 10 de fevereiro, aos 85 anos, a atriz Shirley Temple, uma das maiores estrelas mirins da história de Hollywood. Segundo comunicado divulgado pela família nesta terça-feira, dia 11, ela estava em casa, em Woodside, na Califórnia, e morreu de causas naturais.  "Ela estava rodeada pela família", informa o texto. "Nós a celebramos por uma vida de realizações notáveis como atriz, diplomata e como nossa amada mãe, avó e bisavó, e adorada esposa, por 55 anos, do falecido e saudoso Charles Alden Black."


O BLOG FILMES ANTIGOS CLUB não poderia deixar de prestar uma singela homenagem a este ícone infantil das telas, como reproduziremos também um comentário feito em 2010 a respeito de um de seus filmes mais famosos e que é o preferido deste editor: O PÁSSARO AZUL,  abordado no tópico OS DEZ MAIORES FILMES INFANTIS DE ACORDO COM O EDITOR DO ESPAÇO - Publicado em 11 de outubro de 2010.



Shirley Temple começou a carreira aos 3 anos de idade e ganhou fama em filmes como "Olhos encantadores" (1934), "Alegria de viver" (1934), "A pequena órfã" (1935), "Heidi" (1937) e "A princesinha" (1939). A imagem da garotinha em produções leves e bem-humoradas dos anos 1930 serviu de alívio ao público americano durante o período da Grande Depressão. Suas músicas, dança e inocência funcionaram como contraponto a um momento de falta de empregos e de dinheiro.


A atriz era conhecida como America's Sweetheart ("a queridinha da América", em tradução livre). O presidente dos Estados Unidos entre 1933 e 1945, Franklin D. Roosevelt (1882-1945), elogiou na época o "otimismo contagiante" da pequena atriz e chegou a declarar que "desde que nosso país tenha Shirley Temple, nós vamos ficar bem".


Ela foi ganhadora do primeiro "baby Oscar" – uma estatueta com metade do tamanho de um Oscar normal –, entregue em 1935. A distinção era um prêmio especial dado a atores-mirins por seus papéis. As crianças não competiam com adultos nas várias categorias da premiação.

O site oficial de Shirley Temple lista que ela estrelou 14 curtas-metragens e 43 longas-metragens, a maioria deles antes de completar 12 anos de idade. Sua carreira foi de 1931 a 1961, mas seu último grande filme foi "A kiss for Corliss" (1949).

SHIRLEY com GARY COOPER
SHIRLEY com RANDOLPH SCOTT

Entre 1935 e 1938, a atriz foi campeã de bilheteria nos Estados Unidos, batendo produções com grandes estrelas hollywoodianas, como Clark Gable (1901-1960), Bing Crosby (1903-1977), Robert Taylor (1911-1969), Gary Cooper (1901-1961) Randolph Scott (1898-1987), e Joan Crawford (1906-1977).




Apesar de ter feito filmes como adolescente e jovem adulta, como "Solteirão cobiçado" (1947), com Myrna Loy e Cary Grant, e "Sangue de heróis" (1948), com John Wayne, Henry Fonda e John Agar (seu primeiro marido), Shirley Temple perdeu o brilho dos primeiros anos.

Depois de deixar o cinema, ela se candidatou ao Congresso dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, em 1967, mas não se elegeu. Depois, foi delegada dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), em 1969 e 1970, e embaixadora.  Serviu em Gana (1974-1976) e na antiga Tchecoslováquia (1989).


Em 1972, Shirley Temple recebeu o diagnóstico de câncer de mama. Foi uma das primeiras celebridades a falar abertamente sobre a doença. Numa seção de perguntas e respostas em seu site oficial, ela comentou a superação do problema.

"A alternativa é pior, se você não faz nada a respeito. Eu acreditei em meu médico e em Deus", afirmou. Também deu conselhos a outras mulheres: "Não fique em casa e não tenha medo. Vá ao médico e faça um exame".


Shirley Temple nasceu em 23 de abril de 1928, em Santa Monica, Califórnia, nos Estados Unidos. Era filha do executivo e banqueiro George Francis Temple e de Gertrude Amelia Krieger, que era apaixonada por dança e incentivou a filha desde o princípio. A pequena Shirley começou a ter aulas num estúdio de dança aos 3 anos, em Los Angeles.


Lá, em 1931, foi descoberta por dois produtores da Educational Films Corporation, que fazia uma série de curtas-metragens chamada "Baby burlesks" – eram paródias de filmes com adultos, mas estreladas exclusivamente por crianças. Em sua estreia, Shirley recebeu um cachê de US$ 10.

De acordo com a BBC, Shirley posteriormente descreveu esses trabalhos iniciais como "uma exploração cínica de nossa inocência infantil que ocasionalmente era racista ou sexista".
Com a falência da Edutional, em 1933, a atriz assinou seu primeiro contrato com um grande estúdio, a Fox. A estreia foi "Alegria de viver" (1934), e pequena estrela se destacou não só pela atuação, mas também por seus números de dança.

Quando ela tinha 6 anos de idade, recebia US$ 1,25 mil por semana. Em valores corrigidos, o salário equivalia a US$ 21 mil por semana. Os rendimentos se duplicaram com merchandising e produtos licenciados, como bonecas Shirley Temple e uma linha de roupas e acessórios para meninas.




Shirley se casou, aos 17 anos, com o Sargento da Força Aérea Americana  John Agar (1921-2002), que veio a se tornar ator em Hollywood, e com a atriz, atuou no clássico de John Ford (1895-1973) Sangue de Heróis/Fort Apache, 1947, ao lado de John Wayne (1907-1979) e Henry Fonda (1905-1982).  Ficaram juntos por quatro anos, até 1949, e tiveram uma filha, chamada Linda Susan. Em 1950, ela se casou com Charles Black, antigo oficial da marinha. Tiveram dois filhos, Charlie Jr. e Lori.


Questionada sobre o seu maior motivo de orgulho, Shirley costumava dizer: "Meus três filhos, minha neta e meus dois bisnetos". No questionário de seu site, há uma pergunta sobre qual carreira gostaria de ter seguido se não fosse atriz mirim. "Eu queria estar no FBI. Também queria ser vendedora de tortas", comentou.

Depois, lembrou-se de um episódio em que chegou a exercer a atividade. "Essa vontade era tão forte, que o estúdio providenciou um pequeno carrinho e o encheu de tortas. Eu circulava pelo set e as vendia para a equipe. Eu tinha cerca de oito anos de idade. Sempre vendia todas, e não tinha de pagar por elas. Era um grande negócio!"


Em 1960, Shirley ganhou uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. Em 1992, foi homenageada pelo National Board of Review. E, em 1998, pelo prestigioso Kennedy Center Honors. Foi ainda considerada uma das grandes estrelas do cinema em todos os tempos pela revista . Premiere e pela "Entertainment Week.

Já em 2006, ganhou um prêmio especial pelo conjunto da obra do Sindicato de Atores dos Estados Unidos (SAG). Também aparece na lista de "50 grandes lendas do cinema" feita pelo American Film Institute.

A FILMOGRAFIA de Shirley Temple chegou perto de incluir um outro clássico do cinema, "O mágico de Oz" (1939). A participação só não aconteceu porque a Fox se recusou a "emprestá-la" para a Metro Goldwyn Mayer (MGM). Assim, quem acabou ficando com o papel de Dorothy foi Judy Garland (1922-1969).


Shirley passou, mas seus filmes e sua presença marcante já são imortalizados mesmo por aqueles que não são tão amantes do cinema antigo como nós. Ela sempre será a Princesinha eterna nos corações dos cinéfilos, e uma estrelinha a mais na constelação.

 Produção e Pesquisa de PAULO TELLES,  baseado também em informações do site G.1.


Relembrando O PÁSSARO AZUL

O Pássaro Azul, de 1940, dirigido por Walter Lang (1896-1972), é um clássico em Technicolor para crianças, mas que também emociona os adultos. O típico filme da Sessão da Tarde que costuma reunir a família toda em frente à Tv. O filme narra a história da família Tyl, cujo patriarca (Russell Hicks, 1895-1957) é convocado para combater Napoleão e precisa deixar os filhos em casa sozinhos.


A garota Mytyl (Shirley Temple) e seu irmão Tytyl (Johnny Russel) passam a viver algumas aventuras depois que o melhor amigo de Mytyl adoece e a menina empenha-se em capturar o conhecido "pássaro azul da felicidade" para presentear o garoto. Após receber a visita da fada Berylune (Jessie Ralph, 1864-1944), os meninos são enviados, juntamente com o seu gato Tyllete e cachorro Tylo, transformados em humanos, em busca do “pássaro azul” através do passado, do presente e do futuro.


Durante a viagem por muitos reinos com fadas, magias e personagens enigmáticos, as crianças passam pelas mais inusitadas situações, e vão sofrendo transformações — relacionadas às mudanças da infância para a juventude — e transformam os lugares por onde passam, como a emocionante cena em que Mytyl se despede dos avós, já mortos, e que voltam a dormir num banquinho porque só acordavam quando alguém lembrasse deles. A menina ainda consegue ver o irmão caçula que está para nascer em outros dos mundos. Quando voltam para casa, encontram um lugar muito diferente do início da aventura. Ainda no elenco, Nigel Bruce (1895-1953) e a ganhadora do Oscar Gale Sodergaard (1899-1985).

Sinopse reproduzida do tópico MINHA LISTA, OS DEZ MELHORES FILMES INFANTIS, na visão do editor do espaço, PAULO TELLES, feita em 11 de outubro de 2010.




FILMOGRAFIA DE SHIRLEY TEMPLE

1934: Alegria de Viver (Stand Up and Cheer!)
1934: Capricho Branco (Mandalay)
1934: Olhos Encantados (Bright Eyes)
1934: Agora e Sempre (Now and Forever)
1934: Dada em Penhor (Little Miss Marker)
1935: A Mascote do Regimento (The Little Colonel)
1935: A Pequena Rebelde (The Littlest Rebel)
1935: A Pequena Órfã (Curly Top)
1936: Anjo do Farol (Captain January)
1936: A Princesinha das Ruas (Poor Little Rich Girl)
1936: A Pequena Clandestina (Stowaway)
1937: A Queridinha do Vovô (Wee Willie Winkie)
1937: Heidi (idem)
1938: Sonho de Moça (Rebecca of Sunnybrook Farm)
1938: Miss Broadway (Little Miss Broadway)
1939: A Pequena Princesa (The Little Princess)
1939: Susana (Susannah of the Mounties)
1940: O Pássaro Azul (The Blue Bird)
1942: Miss Annie Rooney (idem)
1944: Ver-te-ei Outra Vez (I'll be Seeing You)
1944: Desde que Você foi Embora (Since You Went Away)
1947: O Solteirão Cobiçado (The Bachelor and the Bobby-soxer)
1948: Sangue de Heróis (Fort Apache)
1949: Têmpera de Vencedora (The Story of Seabiscuit)
1949: O Gênio do Colégio (Mr. Belvedere Goes to College)
1985: Quando Hollywood Dança (That's Dancing!)

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Especial: ...E as Estrelas sobem!


Já faz uma semana que publicamos o último tópico, em homenagem a Eleanor Parker, aqui no espaço, que morreu na Segunda feira dia 9/12, quando soubemos que além dela, partiram na mesma semana, Rossana Podestá, Audrey Totter, Peter O’ Toole, e no domingo, a lenda Joan Fontaine. Fica impossível prestar um tributo individual, considerando que estas estrelas se foram num curto espaço de tempo, uma sequência atras outra. Os textos desta vez são tirados integralmente de sites de notícias, mas o FILMES ANTIGOS CLUB não poderia deixar de homenageá-los, já que é um blog exclusivamente dedicado a estes astros e estrelas do passado.

IN MEMORIAN


ROSSANA PODESTÀ (1934-2013)

Morreu aos 79 anos, a atriz italiana Rossana Podestà, na terça feira, dia 10. Rossana, famosa entre nos anos 1950 e 1970, ficou inicialmente conhecida como "rainha do Peplum", gênero de cinema popular na Itália por se inspirar na história e na mitologia (Por aqui, conhecido como “Espadas & Sandálias”).


A atriz também se destacou como  femme fatale no longa 7 Homens de ouro (1965) e apareceu em comédias eróticas. Muitos de seus filmes, inclusive 7 Homens de ouro, foram dirigidos pelo cineasta e produtor Marco Vicario, com quem foi casada entre 1953 e 1976. Eles tiveram dois filhos, Stefano Vicario e Francesco Vicario, ambos diretores.


Rossana, que também atuou em Ulisses (1955),  Helena de Tróia (1956) e A mansão do homem sem alma (1963), saiu de cena em 1985, passando a viver ao lado do alpinista e escritor Walter Bonatti. Ficaram juntos até a morte dele, em 2011.


Provavelmente, Helena de Tróia seja um de seus trabalhos mais famosos, e os produtores do filme cogitaram outras estrelas para interpretar o papel título, como Lana Turner, Elizabeth Taylor, Rhonda Fleming, Ava Gardner e Yvonne De Carlo.


O diretor Robert Wise, entretanto, arriscou-se ao escolher Rossana, que não era um rosto conhecido fora da Itália e não falava inglês. Wise, então, usou um treinador particular para ajudá-la a decorar as falas. Infelizmente, o filme não aplacou bem nas bilheterias



AUDREY TOTTER (1918-2013)

Morreu aos 95 anos a atriz Audrey Totter, mais conhecida pela participação em alguns clássicos do cinema noir, como O Destino Bate à Porta (1946), A Dama do Lago (1947), Sem Sombra de Suspeita (1947), Muro de Trevas (1947) e Punhos de Campeão (1949).

Segundo a filha da atriz, Mea, em  declarações ao Los Angeles Times, Totter sofreu um AVC e padecia de insuficiência cardíaca, vindo a falecer na quinta feira passada num hospital californiano.


Nascida em Joliet, no estado de Illinois, em 20 de dezembro de 1917, Totter começou sua carreira no rádio e se mudou para Los Angeles em 1944, quando assinou um contrato com a MGM. Sua carreira no cinema foi memorável e incluiu alguns dos maiores clássicos do gênero noir, nos quais geralmente interpretava a bad girl, tirando proveito de situações ruins.

Após diversas figurações, seu primeiro papel de coadjuvante aconteceu em O Destino Bate à Porta (1946), uma das mais famosas histórias criminais já escritas, adaptada do romance de James M. Cain e estrelada por Lana Turner e John Garfield. Totter era a loira que se intrometia no meio do casal assassino, virando brevemente a amante do personagem de Garfield.

É um dia quente e estes são bancos de couro”, ela diz, sobre o conversível em que Garfield vai entrar, antes de acrescentar mais um detalhe: “E minha saia é fina”. Não precisava dizer mais nada.


Hollywood se viu seduzida por sua sexualidade e ela virou protagonista logo em seguida, em outro clássico noir: A Dama do Lago (1947), baseada no livro de Raymond Chandler. Audrey encarnou a editora de revista que contrata o detetive particular Philip Marlowe (Robert Montgomery) para encontrar a esposa desaparecida de seu chefe. Só que, durante a investigação, Marlowe se descobre incriminado num assassinato.

Em Sem Sombra de Suspeita (1947), Audrey foi dirigida pelo mestre Michael Curtiz (“Casablanca”), como a sobrinha interesseira de uma celebridade do rádio (Claude Rains), que, mesmo sendo casada, não pensa duas vezes antes de se atirar nos braços do suposto viúvo (Ted North) de sua irmã (Joan Caulfield) – que, por sinal, não morreu realmente e nem sabe quem é o homem que diz ser seu marido. Por curiosidade, o filme só se tornou cultuado com a passagem do tempo, já que, na época, seu clima de mistério, com alguns homicídios pelo meio, foi muito comparado ao intocável Laura (1944).


Audrey mudou brevemente de lado em Muro de Trevas (1947), como a psiquiatra que ajuda a provar que Robert Taylor não matou sua esposa, e em Punhos de Campeão (1949), obra-prima de Robert Wise como a esposa que tenta fazer um boxeador (Robert Ryan) se aposentar, apenas para testemunhar as consequências de sua última vitória contra apostas de um gângster.

Após se aposentar com 70 anos de idade, ela ainda recebia convites para voltar ao cinema, graças à revalorização do cinema noir. Mas preferiu preservar a lembrança dos fãs como uma loira sexy, gélida e fatal. “Quem eu poderia interpretar?”, ela disse em 2000 numa entrevista ao jornal Toronto Star -  “Uma avó legal? Que tédio! Os críticos sempre disseram que eu interpretava melhor com uma arma na minha mão.”

Ao contrário de suas personagens, Audrey foi casada apenas uma vez, com o professor universitário Leo Fred em 1953, e eles só se separam quando ele morreu em 1995. O casal teve uma única filha.



PETER O’ TOOLE (1932-2013)

O ator irlandês Peter O'Toole morreu aos 81 anos, disse neste domingo, dia 15, seu agente. O motivo da morte não foi divulgado. Ele estrelou o filme Lawrence da Arábia em 1962 e foi indicado oito vezes ao Oscar durante a carreira.

O agente Steve Kenis disse que o ator morreu no sábado, dia 14, em um hospital de Londres. Ele estava doente há muito tempo, disse Kenis, sem especificar a causa-mortis.

O ator também atuou em O Último Imperador, de Bernardo Bertolucci, de 1987,  O leão no inverno, com Katharine Hepburn, de 1968, e diversos outros filmes em quase seis décadas de carreira no cinema.


Nascido em County Galway, a 2 de agosto de 1932, na Irlanda, e criado em Leeds, na Inglaterra, ele começou a carreira no teatro britânico e se consagrou em um da das suas primeiras atuações no cinema, Lawrence da Arábia. O trabalho de 1962, na pele de um militar inglês que lutou no Oriente Médio na Primeira Guerra Mundial, foi o mais marcante do ator e  ajudou a transformar o longa em um clássico do cinema.


Ele recebeu um Oscar honorário em 2003 - uma forma de a Academia de Hollywood compensá-lo por não ganhar nenhuma das outras indicações ao prêmio. Ele foi premiado quatro vezes no Globo de Ouro, uma no Emmy e uma no Bafta, entre outros reconhecimentos.


O filme mais recente pelo qual ele havia sido indicado ao Oscar foi  Venus, de 2006. No ano seguinte, ele fez a voz do personagem Anton Ego, no popular filme de animação Ratatouille. Além de Lawrence da Arábia, os outros filmes que renderam indicações ao Oscar foram Becket, o favorito do rei (1964), O leão no inverno (1968), Adeus, Mr. Chips (1969),  A classe governante (1972), O substituto (1980) e Um cara muito baratinado (1982), onde interpretava um astro de cinema aos moldes de Errol Flynn, e que enfrentava problemas com álcool. Na vida real, O’ Toole chegou a ter problemas com a bebida, e geralmente seu parceiro de copo era o ator galês Richard Burton, que morreu de cirrose hepática em 1984, com apenas 58 anos de idade. Com Burton, atuou em Becket.


Em um comunicado divulgado em julho de 2011, Peter O'Toole disse que iria se aposentar e não mais atuar em filmes e no teatro. "O coração disso [ser ator] saiu de mim", disse, acrescentando que "não iria voltar". Mas o The Guardian disse que ele planejava voltar a atuar em um filme chamado Katherine of Alexandria. O site IMDb diz que ele também estava no elenco de um filme programado para estrear em 2014, Mary..

Ele deixa duas filhas, Pat e Kate O'Toole, de seu casamento com a atriz Siân Phillips, e um filho com Karen Brown, Lorcan O'Toole.



JOAN FONTAINE (1917-2013)

A atriz britânica-americana Joan Fontaine, vencedora de um Oscar por seu papel em Suspeita, morreu neste domingo (15), aos 96 anos de idade, de causas naturais, informou seu assistente ao site da revista The Hollywood Reporter, segundo as agências de notícias Reuters, AP e EFE.



Fontaine, ícone do cinema hollywoodiano nos anos 1940, morreu em sua casa de Carmel, na Califórnia, Estados Unidos, confirmou sua assistente.

Ela foi indicada três vezes ao Oscar de melhor atriz e venceu uma vez, em 1942, com o filme Suspeita, do diretor Alfred Hitchcock, em que contracenou com Cary Grant. Ela foi a única atriz a vencer o prêmio da Academia por um filme do mestre do suspense.



Fontaine também atuou em Rebecca: A mulher inesquecível (1940), De amor também se morre (1943), Carta de uma desconhecida (1948), Alma sem Pudor (1950) e Ivanhoé, o vingador do Rei (1952). Com a carreira cinematográfica em declínio já no fim da década de 1950, Fontaine atuou na televisão e em musicais da Broadway, como O leão no inverno.

Participou em várias produções da Broadway, substituindo Deborah Kerr em Tea and Sympathy, em 1954, e Julie Harris em Forty Carats, no final dos anos 1960.



Joan casou-se e divorciou-se quatro vezes, e divorciou-se do último marido, Alfred Wright, em 1969. Do segundo marido, William Dozier, deixou uma filha, Deborah. Em 1952 adotou uma menina peruana, Martita, que fugiu de casa em 1963.



A assistente da atriz, Susan Pfeiffer, informou ao Hollywood Reporter que a estrela faleceu de causas naturais em sua casa de Carmel, no norte da Califórnia.



JOAN FONTAINE era irmã de OLIVIA DE HAVILAND (que esta com 97 anos). Das duas irmãs, Olivia (um ano mais velha) foi a primeira a se tornar atriz. Quando Joan tentou seguir a mesma profissão, sua mãe, que supostamente favoreceu Olivia, se recusou a deixá-la usar o nome da família. Assim Joan se viu obrigada a inventar um nome, tendo em primeiro Joan Burfield e, posteriormente, Joan Fontaine. Segundo o que conta o biógrafo Charles Higham em sua obra Sisters: The Story of Olivia De Haviland and Joan Fontaine, as irmãs sempre tiveram uma relação difícil, começando na infância, quando Olivia teria rasgado uma roupa de Joan, forçando-a a costurá-la novamente. A rivalidade e o ressentimento entre as irmãs também alegadamente resulta da percepção de Joan em relação ao fato de Olivia ser a filha favorita de sua mãe.



Em 1942 as duas irmãs foram nomeadas para o Oscar de melhor atriz. Fontaine foi indicada pela atuação no filme Suspeita ("Suspicion", 1941), de Alfred Hitchcock, e De Havilland foi indicada pela atuação em A porta de ouro ("Hold Back the Dawn", 1941). Fontaine foi quem acabou levando a estatueta. O biógrafo Charles Higham descreveu os eventos da cerimônia de premiação, afirmando que, como Joan avançou empolgada para receber seu prêmio, ela claramente rejeitou as tentativas de Olivia cumprimentá-la, e que Olivia acabou se ofendendo com essa atitude. Higham também afirmou que, depois, Joan sentiu-se culpada pelo que ocorreu na cerimônia de entrega do prêmio.



Anos mais tarde, seria a vez de Olivia de Havilland ganhar o prêmio, em 1947, pela atuação no filme Só resta uma lágrima ("To Each His Own", 1946). Segundo o biógrafo, na cerimônia de premiação Joan fez um comentário sobre o então marido de Olivia, que ficou ofendida e não quis receber os cumprimentos de sua irmã por este motivo.



A relação entre as irmãs continuou a deteriorar-se após os dois incidentes. Em 1975, aconteceria algo que faria com que elas deixassem de se falar definitivamente: segundo Joan, Olivia não a convidou para um serviço memorial em homenagem a sua mãe, que havia morrido recentemente. Mais tarde, Olivia afirmou que tentou comunicar a Joan, mas ela se encontrava muito ocupada para atendê-la.



Charles Higham também diz que Joan tinha um relacionamento distante com suas próprias filhas, talvez porque tenha descoberto que elas estavam mantendo um relacionamento secreto com a tia Olivia.

A irmãs se recusavam, até recentemente,  a comentar publicamente sobre a sua rivalidade e relacionamento familiar, apesar de Fontaine ter comentado em uma entrevista que muitos boatos a respeito das irmãs surgiram dos "cães de publicidade" do estúdio.

FONTE: http://g1.globo.com/E WILKIPEDIA


COMENTÁRIOS DO EDITOR

Este mês foi que INACREDITÁVEL para os fãs da antiga Sétima Arte, dos saudosos clássicos do cinema, e dos antigos astros e estrelas do passado. Sempre pensamos que, mesmo envelhecidos, vivendo suas vidas, sejam dentro ou fora da mídia, que os artistas que tanto amamos são imortais. Contudo, a IMORTALIDADE ela vem quando o artista deixa seu legado, valoroso cumprimento do dever cumprido perante seus admiradores. Choramos a passagem de Eleanor Parker, Joan Fontaine, Peter O’ Toole, Rossana Podestá, e Audrey Totter, mas nenhum deles morrerá enquanto houver um só apreciador destes ícones das telas, independendo da idade que tenhamos, seja daqui a 10 ou 100 anos. Eles viverão eternamente nos nossos corações, já que tanto amamos o cinema antigo. AS ESTRELAS SOBEM.

Paulo Néry Telles Pereira - Editor

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Beleza Majestosa e Sublime Talento: Eleanor Parker (1922-2013)



"Eleanor Parker foi uma das mais belas mulheres que já conheci, como pessoa também era bela. Eu mal acredito nessa triste notícia, tinha certeza que ela era encantada e viveria para sempre." Christopher Plummer, ator e seu colega em “A Noviça Rebelde”


A Notícia impactou os fãs e saudosistas da Sétima Arte. Eleanor Parker, que havia saído da ativa já fazia mais de 20 anos, ficou fora da mídia, mas não ficou fora do coração de seus fãs e admiradores do cinema. Possuída de uma beleza majestosa, era também uma ótima atriz, e foi indicada três vezes ao Oscar. O Blog vai prestar uma homenagem a esta artista que atuou em muitos filmes nas décadas de 1950 e 1960 e que faleceu aos 91 anos na última segunda feira, dia 9 de dezembro de 2013.


Eleanor Jean Parker nasceu a 26 de junho de 1922, em Cedarville, Ohio, EUA, caçula de três filhos de um professor de matemática e sua esposa. Ela começou a atuar cedo em peças da escola, o que despertou o interesse dela, tão tenro, em se tornar atriz. Aos 15 anos de idade, participou do Teatro de Verão no vinhedo de Martha, em Massachusetts. A ela foi oferecida seu primeiro teste de cinema por um caçador de talentos da 20th Century-Fox, enquanto a jovem participava de uma de suas incursões teatrais, mas declinou do convite porque Eleanor tinha mais interesse em adquirir experiência profissional no palco de Cleveland depois de se formar no ensino médio. Ela mudou-se para a Califórnia para continuar seus estudos de atuação no Pasadena Playhouse.


Um empresário estava sentado na plateia de uma peça que Eleanor participaria no Playhouse, quando ele a convidou para um novo teste cinematográfico, mas desta vez oferecido pela Warner Brothers, mas novamente, teve que declinar, alegando que queria terminar seu primeiro ano no Playhouse.  No ano seguinte, Eleanor foi informada que a Warner Brothers estava oferecendo mais um teste para ela, que acabou por fim aceitando e foi aprovada. Logo, ela foi contratada pelo estúdio, e ela já estava no elenco na obra dirigida por Raoul Walsh (1887-1980) O intrépido General Custer (1941 ), mas sua participação acabou sendo cortada.


Ela foi então lançada em filmes de curta-metragem e dada a ela outras atribuições, praticamente em filmes estudantis, algo que foi capacitando a novata atriz para aprender o ofício, e  mesmo servindo de âncora para outros testes com atores novatos, como ela mesma. Assinando com a Warner, ela foi atuando em pequenos trabalhos e papéis menores até que o estúdio reconheceu sua profundidade dramática e a colocou como Mildred Rogers em 1946 no remake de Servidão Humana (Of Human Bondage). A história, baseada no dramático livro de W. Somerset Maugham (1884-1965) tinha feito de Bette Davis (1908-1989) uma estrela 12 anos antes, na primeira versão cinematográfica do livro. No primeiro dia de filmagem de Eleanor, Davis mandou flores e um bilhete para a atriz "Espero que Mildred faça tanto pela sua carreira como ela fez pela minha.”


Mas o filme fracassou (que ainda teria mais uma versão, em 1964, com Kim Novak), e muito embora Parker estivesse ganhando elogios e indicações ao Oscar até o início da próxima década, sua caraterização como a mundana e meretriz Mildred era fraco em comparação com o desempenho dinâmico de Bette Davis. Destarte, Parker foi novamente relegada a papéis medíocres até que seu desempenho inovador como uma presidiária numa brutal cadeia feminina em A Margem da Vida (Caged), em 1950, rendeu a talentosa e jovem atriz sua primeira indicação ao Oscar.



Ela não ganhou a estatueta dourada, mas ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Cinema de Veneza. Eleanor também foi indicada no ano seguinte interpretando  a esposa do policial interpretado por Kirk Douglas, que acaba contando um segredo ao marido (sobre aborto, tema considerado um tabu nos anos de 1950) no clássico noir de William Wyler (1902-1981), Chaga de Fogo (Detective Storie), em 1951. Sua terceira e última indicação ao Oscar veio por Melodia Interrompida (Interrupted Melody) um musical dramático baseado em uma história real, e produzida em 1955, onde Eleanor interpreta a cantora de ópera Marjorie Lawrence (1907-1979), que no auge do sucesso foi acometida pela poliomielite. Eleanor confrontou um desafio e tanto ao treinar nove árias em três idiomas, ela se refugiou em uma cabana de Lake Arrowhead durante duas semanas, treinando de oito a dez horas por dia.



Sua carreira totalmente floresceu atuando em filmes de sucesso, como Scaramouche com Stewart Granger (1952), Seu nome e Sua Honra, com Robert Taylor (1951), A Fera do Forte Bravo com William Holden (1953), O Vale dos Reis,  novamente com Robert Taylor (com quem teve um affair), em 1953, e Selva Nua, com Charlton Heston, em 1953.


Eleanor Parker poderia facilmente ter sido indicada naquele mesmo ano por sua interpretação como a esposa que finge ser aleijada de Frank Sinatra (1915-1998) na Obra Prima O Homem do Braço de Ouro,  de  Otto Preminger (1905-1986) adaptado do romance de Nelson Algren (1909-1981). Parker provou ser uma atriz extremamente talentosa e muito versátil. A versatilidade era provavelmente uma das razões por ela nunca se tornar uma estrela de primeira grandeza. Contudo, Eleanor é mais lembrada por grande parte do público, como a Baronesa em A Noviça Rebelde/The Sound of Music (1965).


Apesar do sucesso de A Noviça Rebelde (1965), que foi totalmente atribuída a sensação Nº 1 do então momento,  Julie Andrews,  é provavelmente o papel mais lembrado de Parker no cinema (parte esta que foi, antes, oferecida a Hedy Lamarr).


Ela apareceu em Confidências de Hollywood (Oscar), de 1966, estrelado por Stephen Boyd (1931-1977), como a empresária artística que se torna amante do gigolô e aventureiro interpretado por Boyd. O Filme, dirigido pelo roteirista Russel Rouse (1913-1987), teve um elenco all star, que além de Eleanor e Boyd, também despontaram, Elke Sommer, Jill St John, Broderick Crawford, Joseph Cotten, Ernest Borgnine, e até o cantor Tony Bennett. A revista Playboy maldosamente criticou a atuação de Eleanor (que de fato, teve uma ponta sensual no filme, numa cena de amor com Stephen Boyd), como “uma mulher acabada”, o que nós, fãs desta diva, não concordamos, pois mesmo aos 44 anos de idade, ela era ainda uma mulher muito atraente e bela.

ELEANOR PARKER, no seriado de TV O BARCO DO AMOR, em 1977
ELEANOR PARKER num episódio do seriado de TV HOTEL (1984)

Seu último filme para o cinema foi o criminal A Morte Ronda a Pantera em 1979, estrelada por Farrah Fawcett (1947-2009). Posteriormente, ela apareceu um pouco mais na TV. Participou de várias séries de TV, como O Barco do Amor, Havaí 5-0, Veja$, A Ilha da Fantasia, Hotel, e Assassinato por Escrito.

O último trabalho de Miss Parker foi  Dead on the Money, filme para a TV, em 1991. Desde então se retirou e viveu aposentada e tranquila com sua família em Palm Springs, Califórnia.


VIDA PESSOAL, CASAMENTOS E UM GRANDE AMOR

Eleanor Parker foi casada quatro vezes: com Fred Losee, entre 21 de março de 1943 a 5 dezembro  1944; com Bert E. Friedlob, entre 5 janeiro de 1946 a 10 de novembro de 1953, com quem teve três filhos; Paul Clemens, entre 25 novembro de 1954 a 9 de março  1965, com quem teve um filho; e com Raymond Hirsch, com quem casou em 17 de abril de 1966 e com quem ficou casada até 14 de setembro de 2001, quando ele morreu.

Ela foi mãe de Susan Eleanor Friedlob (nascida em 7 março de 1948), Sharon Anne Friedlob (nascida em 18 de abril de 1950), Richard Parker Friedlob (nascido em 8 de outubro de 1952) e Paul Clemens Jr (nascido em 7 de janeiro de 1958, como Paul Day Clemens). Todos nasceram no condado de Los Angeles, Califórnia.


Em maio de 1950, ela foi escolhida como "Mãe do Ano" pelos floristas americanos. A 6 de março de 1951, Parker teve que abandonar seu leito de doente e fugir com os dois filhos pequenos quando um incêndio em sua casa em Beverly Hills se alastrou. Ela estava na cama com gripe quando foi despertada pelo cheiro de fumaça. Ela levou suas filhas, Susan, com três anos, e Sharon, de um, e deixou a casa em chamas. O incêndio destruiu uma escada e uma parede com  danos que estimaram em US $ 500. Na política, Eleanor era democrata, e sua atriz favorita, era Carole Lombard (1908-1942).


Em 1953, Eleanor conheceu o ator Robert Taylor (1911-1969). Ele já tinha 43 anos, ela, 31. Durante as filmagens de Seu Nome e Sua Honra/Above and Beyond, dirigido por Melvin Frank e Norman Panama, um romance floresceu entre os dois, contudo ambos informaram que nunca se casariam porque Taylor sentia que Eleanor tinha muito de Barbara Stanwyck, sua primeira esposa, e que ele havia alcançado um patamar em que já não necessitava e nem queria uma mulher assim na vida real.


O Vale dos Reis/Valley of the Kings, 1954 e Sangue Aventureiro/Many Rivers to Cross, de 1955, foram outros dois filmes que Taylor e Parker atuaram juntos. Foi durante as filmagens de Sangue Aventureiro que Bob Taylor se casou com Ursula Thiess (1924-2010), atriz e ex-modelo. Eleanor recebeu a notícia com decepção e muita tristeza, uma vez que ainda estava de amores com Bob e nutria esperanças de casar com ele, mesmo que fosse rotulada, pelo próprio ator, como “quase outra Barbara Stanwyck”.


ENTRANDO PARA A IMORTALIDADE

Em junho deste ano, Eleanor Parker foi homenageada pela emissora americana Turner Classic Movies, como a “ Estrela do Mês”, em celebração aos 91 anos da atriz. A 9 de dezembro, Eleanor morreu vítima de pneumonia. Após a sua morte, ela foi prontamente cremada e suas cinzas espalhadas no Oceano Pacífico, conforme seus últimos desejos.



Obrigado, bela e majestosa ELEANOR PARKER, Descanse em paz, com os anjos...como você.

Produção e Pesquisa: 
PAULO TELLES.


FILMOGRAFIA

1941 - They Died with Their Boots On6 (br: O intrépido general Custer)
1942 - Soldiers in White (Documentário)
1942 - Busses Roar
1943 - Mysterious Doctor
1943 - Mission to Moscow (br: Missão em Moscou)
1944 - Between Two Worlds (br: Um Passo Além da Vida)
1944 - Crime by Night (br: Uma Noite Trágica)
1944 - The Last Ride


1944 - The Very Thought of You (br: Pensando Sempre em Você)
1944 - Hollywood Canteen (br: Um Sonho em Hollywood)
1945 - Pride of the Marines (br; Uma Luz nas Trevas)
1946 - Of Human Bondage (br: Escravo de uma paixão)
1946 - Never Say Goodbye (br: Nunca me Diga Adeus)
1947 - The Voice of the Turtle (br: Centelha de amor)


1948 - The Woman in White (br: A Mulher de Branco)
1950 - Chain Lightning (br: A morte não é o fim)
1950 - Caged (br: À margem da vida)
1950 - Three Secrets (br: Três Segredos)
1951 - Detective Story (br: Chaga de fogo)
1951 - Valentino (br: Rodolfo Valentino)
1951 - A Millionaire for Christy (br: Quero Um Milionário)

TOTALMENTE INSINUANTE em SCARAMOUCHE (1952)
1952 - Scaramouche (br: Scaramouche)
1952 - Above and Beyond (br: Seu nome e sua honra)
1953 - Escape from Fort Bravo (br: A fera do Forte Bravo)
1954 - The Naked Jungle (br: A Selva Nua)
1954 - Valley of the Kings (br: O vale dos reis)
1955 - Interrupted Melody (br: Melodia interrompida)
1955 - The Man with the Golden Arm (O homem do braço de ouro)

Com WILLIAM HOLDEN: A FERA DO FORTE BRAVO (1953)
1955 - Many Rivers to Cross (br: Sangue aventureiro)
1956 - The King and Four Queens (Esse homem é meu)
1957 - The Seventh Sin (br: O sétimo pecado)
1957 - Lizzie (br: Desejos Ocultos)
1959 - A Hole in the Head (br: Os Viúvos Também Sonham)
1960 - Home from the Hill (br: A herança da carne)
1961 - Return to Peyton Place (br: De volta à caldeira do diabo)
1962 - Madison Avenue (br: Os Propagandistas)
1964 - Panic Button (br: Suave é o Amor)

Com CHRISTOPHER PLUMMER: A NOVIÇA REBELDE (1965)
1965 - The Sound of Music (br: A noviça rebelde)
1966 - The Oscar (br: Confidências de Hollywood)
1966 - An American Dream (br: Eu Te Verei no Inferno, Querida)
1979 - Sunburn (br: A Morte Ronda a Pantera)
1979 - Hans Brinker
1991 - Dead on the Money