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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Especial: ...E as Estrelas sobem!


Já faz uma semana que publicamos o último tópico, em homenagem a Eleanor Parker, aqui no espaço, que morreu na Segunda feira dia 9/12, quando soubemos que além dela, partiram na mesma semana, Rossana Podestá, Audrey Totter, Peter O’ Toole, e no domingo, a lenda Joan Fontaine. Fica impossível prestar um tributo individual, considerando que estas estrelas se foram num curto espaço de tempo, uma sequência atras outra. Os textos desta vez são tirados integralmente de sites de notícias, mas o FILMES ANTIGOS CLUB não poderia deixar de homenageá-los, já que é um blog exclusivamente dedicado a estes astros e estrelas do passado.

IN MEMORIAN


ROSSANA PODESTÀ (1934-2013)

Morreu aos 79 anos, a atriz italiana Rossana Podestà, na terça feira, dia 10. Rossana, famosa entre nos anos 1950 e 1970, ficou inicialmente conhecida como "rainha do Peplum", gênero de cinema popular na Itália por se inspirar na história e na mitologia (Por aqui, conhecido como “Espadas & Sandálias”).


A atriz também se destacou como  femme fatale no longa 7 Homens de ouro (1965) e apareceu em comédias eróticas. Muitos de seus filmes, inclusive 7 Homens de ouro, foram dirigidos pelo cineasta e produtor Marco Vicario, com quem foi casada entre 1953 e 1976. Eles tiveram dois filhos, Stefano Vicario e Francesco Vicario, ambos diretores.


Rossana, que também atuou em Ulisses (1955),  Helena de Tróia (1956) e A mansão do homem sem alma (1963), saiu de cena em 1985, passando a viver ao lado do alpinista e escritor Walter Bonatti. Ficaram juntos até a morte dele, em 2011.


Provavelmente, Helena de Tróia seja um de seus trabalhos mais famosos, e os produtores do filme cogitaram outras estrelas para interpretar o papel título, como Lana Turner, Elizabeth Taylor, Rhonda Fleming, Ava Gardner e Yvonne De Carlo.


O diretor Robert Wise, entretanto, arriscou-se ao escolher Rossana, que não era um rosto conhecido fora da Itália e não falava inglês. Wise, então, usou um treinador particular para ajudá-la a decorar as falas. Infelizmente, o filme não aplacou bem nas bilheterias



AUDREY TOTTER (1918-2013)

Morreu aos 95 anos a atriz Audrey Totter, mais conhecida pela participação em alguns clássicos do cinema noir, como O Destino Bate à Porta (1946), A Dama do Lago (1947), Sem Sombra de Suspeita (1947), Muro de Trevas (1947) e Punhos de Campeão (1949).

Segundo a filha da atriz, Mea, em  declarações ao Los Angeles Times, Totter sofreu um AVC e padecia de insuficiência cardíaca, vindo a falecer na quinta feira passada num hospital californiano.


Nascida em Joliet, no estado de Illinois, em 20 de dezembro de 1917, Totter começou sua carreira no rádio e se mudou para Los Angeles em 1944, quando assinou um contrato com a MGM. Sua carreira no cinema foi memorável e incluiu alguns dos maiores clássicos do gênero noir, nos quais geralmente interpretava a bad girl, tirando proveito de situações ruins.

Após diversas figurações, seu primeiro papel de coadjuvante aconteceu em O Destino Bate à Porta (1946), uma das mais famosas histórias criminais já escritas, adaptada do romance de James M. Cain e estrelada por Lana Turner e John Garfield. Totter era a loira que se intrometia no meio do casal assassino, virando brevemente a amante do personagem de Garfield.

É um dia quente e estes são bancos de couro”, ela diz, sobre o conversível em que Garfield vai entrar, antes de acrescentar mais um detalhe: “E minha saia é fina”. Não precisava dizer mais nada.


Hollywood se viu seduzida por sua sexualidade e ela virou protagonista logo em seguida, em outro clássico noir: A Dama do Lago (1947), baseada no livro de Raymond Chandler. Audrey encarnou a editora de revista que contrata o detetive particular Philip Marlowe (Robert Montgomery) para encontrar a esposa desaparecida de seu chefe. Só que, durante a investigação, Marlowe se descobre incriminado num assassinato.

Em Sem Sombra de Suspeita (1947), Audrey foi dirigida pelo mestre Michael Curtiz (“Casablanca”), como a sobrinha interesseira de uma celebridade do rádio (Claude Rains), que, mesmo sendo casada, não pensa duas vezes antes de se atirar nos braços do suposto viúvo (Ted North) de sua irmã (Joan Caulfield) – que, por sinal, não morreu realmente e nem sabe quem é o homem que diz ser seu marido. Por curiosidade, o filme só se tornou cultuado com a passagem do tempo, já que, na época, seu clima de mistério, com alguns homicídios pelo meio, foi muito comparado ao intocável Laura (1944).


Audrey mudou brevemente de lado em Muro de Trevas (1947), como a psiquiatra que ajuda a provar que Robert Taylor não matou sua esposa, e em Punhos de Campeão (1949), obra-prima de Robert Wise como a esposa que tenta fazer um boxeador (Robert Ryan) se aposentar, apenas para testemunhar as consequências de sua última vitória contra apostas de um gângster.

Após se aposentar com 70 anos de idade, ela ainda recebia convites para voltar ao cinema, graças à revalorização do cinema noir. Mas preferiu preservar a lembrança dos fãs como uma loira sexy, gélida e fatal. “Quem eu poderia interpretar?”, ela disse em 2000 numa entrevista ao jornal Toronto Star -  “Uma avó legal? Que tédio! Os críticos sempre disseram que eu interpretava melhor com uma arma na minha mão.”

Ao contrário de suas personagens, Audrey foi casada apenas uma vez, com o professor universitário Leo Fred em 1953, e eles só se separam quando ele morreu em 1995. O casal teve uma única filha.



PETER O’ TOOLE (1932-2013)

O ator irlandês Peter O'Toole morreu aos 81 anos, disse neste domingo, dia 15, seu agente. O motivo da morte não foi divulgado. Ele estrelou o filme Lawrence da Arábia em 1962 e foi indicado oito vezes ao Oscar durante a carreira.

O agente Steve Kenis disse que o ator morreu no sábado, dia 14, em um hospital de Londres. Ele estava doente há muito tempo, disse Kenis, sem especificar a causa-mortis.

O ator também atuou em O Último Imperador, de Bernardo Bertolucci, de 1987,  O leão no inverno, com Katharine Hepburn, de 1968, e diversos outros filmes em quase seis décadas de carreira no cinema.


Nascido em County Galway, a 2 de agosto de 1932, na Irlanda, e criado em Leeds, na Inglaterra, ele começou a carreira no teatro britânico e se consagrou em um da das suas primeiras atuações no cinema, Lawrence da Arábia. O trabalho de 1962, na pele de um militar inglês que lutou no Oriente Médio na Primeira Guerra Mundial, foi o mais marcante do ator e  ajudou a transformar o longa em um clássico do cinema.


Ele recebeu um Oscar honorário em 2003 - uma forma de a Academia de Hollywood compensá-lo por não ganhar nenhuma das outras indicações ao prêmio. Ele foi premiado quatro vezes no Globo de Ouro, uma no Emmy e uma no Bafta, entre outros reconhecimentos.


O filme mais recente pelo qual ele havia sido indicado ao Oscar foi  Venus, de 2006. No ano seguinte, ele fez a voz do personagem Anton Ego, no popular filme de animação Ratatouille. Além de Lawrence da Arábia, os outros filmes que renderam indicações ao Oscar foram Becket, o favorito do rei (1964), O leão no inverno (1968), Adeus, Mr. Chips (1969),  A classe governante (1972), O substituto (1980) e Um cara muito baratinado (1982), onde interpretava um astro de cinema aos moldes de Errol Flynn, e que enfrentava problemas com álcool. Na vida real, O’ Toole chegou a ter problemas com a bebida, e geralmente seu parceiro de copo era o ator galês Richard Burton, que morreu de cirrose hepática em 1984, com apenas 58 anos de idade. Com Burton, atuou em Becket.


Em um comunicado divulgado em julho de 2011, Peter O'Toole disse que iria se aposentar e não mais atuar em filmes e no teatro. "O coração disso [ser ator] saiu de mim", disse, acrescentando que "não iria voltar". Mas o The Guardian disse que ele planejava voltar a atuar em um filme chamado Katherine of Alexandria. O site IMDb diz que ele também estava no elenco de um filme programado para estrear em 2014, Mary..

Ele deixa duas filhas, Pat e Kate O'Toole, de seu casamento com a atriz Siân Phillips, e um filho com Karen Brown, Lorcan O'Toole.



JOAN FONTAINE (1917-2013)

A atriz britânica-americana Joan Fontaine, vencedora de um Oscar por seu papel em Suspeita, morreu neste domingo (15), aos 96 anos de idade, de causas naturais, informou seu assistente ao site da revista The Hollywood Reporter, segundo as agências de notícias Reuters, AP e EFE.



Fontaine, ícone do cinema hollywoodiano nos anos 1940, morreu em sua casa de Carmel, na Califórnia, Estados Unidos, confirmou sua assistente.

Ela foi indicada três vezes ao Oscar de melhor atriz e venceu uma vez, em 1942, com o filme Suspeita, do diretor Alfred Hitchcock, em que contracenou com Cary Grant. Ela foi a única atriz a vencer o prêmio da Academia por um filme do mestre do suspense.



Fontaine também atuou em Rebecca: A mulher inesquecível (1940), De amor também se morre (1943), Carta de uma desconhecida (1948), Alma sem Pudor (1950) e Ivanhoé, o vingador do Rei (1952). Com a carreira cinematográfica em declínio já no fim da década de 1950, Fontaine atuou na televisão e em musicais da Broadway, como O leão no inverno.

Participou em várias produções da Broadway, substituindo Deborah Kerr em Tea and Sympathy, em 1954, e Julie Harris em Forty Carats, no final dos anos 1960.



Joan casou-se e divorciou-se quatro vezes, e divorciou-se do último marido, Alfred Wright, em 1969. Do segundo marido, William Dozier, deixou uma filha, Deborah. Em 1952 adotou uma menina peruana, Martita, que fugiu de casa em 1963.



A assistente da atriz, Susan Pfeiffer, informou ao Hollywood Reporter que a estrela faleceu de causas naturais em sua casa de Carmel, no norte da Califórnia.



JOAN FONTAINE era irmã de OLIVIA DE HAVILAND (que esta com 97 anos). Das duas irmãs, Olivia (um ano mais velha) foi a primeira a se tornar atriz. Quando Joan tentou seguir a mesma profissão, sua mãe, que supostamente favoreceu Olivia, se recusou a deixá-la usar o nome da família. Assim Joan se viu obrigada a inventar um nome, tendo em primeiro Joan Burfield e, posteriormente, Joan Fontaine. Segundo o que conta o biógrafo Charles Higham em sua obra Sisters: The Story of Olivia De Haviland and Joan Fontaine, as irmãs sempre tiveram uma relação difícil, começando na infância, quando Olivia teria rasgado uma roupa de Joan, forçando-a a costurá-la novamente. A rivalidade e o ressentimento entre as irmãs também alegadamente resulta da percepção de Joan em relação ao fato de Olivia ser a filha favorita de sua mãe.



Em 1942 as duas irmãs foram nomeadas para o Oscar de melhor atriz. Fontaine foi indicada pela atuação no filme Suspeita ("Suspicion", 1941), de Alfred Hitchcock, e De Havilland foi indicada pela atuação em A porta de ouro ("Hold Back the Dawn", 1941). Fontaine foi quem acabou levando a estatueta. O biógrafo Charles Higham descreveu os eventos da cerimônia de premiação, afirmando que, como Joan avançou empolgada para receber seu prêmio, ela claramente rejeitou as tentativas de Olivia cumprimentá-la, e que Olivia acabou se ofendendo com essa atitude. Higham também afirmou que, depois, Joan sentiu-se culpada pelo que ocorreu na cerimônia de entrega do prêmio.



Anos mais tarde, seria a vez de Olivia de Havilland ganhar o prêmio, em 1947, pela atuação no filme Só resta uma lágrima ("To Each His Own", 1946). Segundo o biógrafo, na cerimônia de premiação Joan fez um comentário sobre o então marido de Olivia, que ficou ofendida e não quis receber os cumprimentos de sua irmã por este motivo.



A relação entre as irmãs continuou a deteriorar-se após os dois incidentes. Em 1975, aconteceria algo que faria com que elas deixassem de se falar definitivamente: segundo Joan, Olivia não a convidou para um serviço memorial em homenagem a sua mãe, que havia morrido recentemente. Mais tarde, Olivia afirmou que tentou comunicar a Joan, mas ela se encontrava muito ocupada para atendê-la.



Charles Higham também diz que Joan tinha um relacionamento distante com suas próprias filhas, talvez porque tenha descoberto que elas estavam mantendo um relacionamento secreto com a tia Olivia.

A irmãs se recusavam, até recentemente,  a comentar publicamente sobre a sua rivalidade e relacionamento familiar, apesar de Fontaine ter comentado em uma entrevista que muitos boatos a respeito das irmãs surgiram dos "cães de publicidade" do estúdio.

FONTE: http://g1.globo.com/E WILKIPEDIA


COMENTÁRIOS DO EDITOR

Este mês foi que INACREDITÁVEL para os fãs da antiga Sétima Arte, dos saudosos clássicos do cinema, e dos antigos astros e estrelas do passado. Sempre pensamos que, mesmo envelhecidos, vivendo suas vidas, sejam dentro ou fora da mídia, que os artistas que tanto amamos são imortais. Contudo, a IMORTALIDADE ela vem quando o artista deixa seu legado, valoroso cumprimento do dever cumprido perante seus admiradores. Choramos a passagem de Eleanor Parker, Joan Fontaine, Peter O’ Toole, Rossana Podestá, e Audrey Totter, mas nenhum deles morrerá enquanto houver um só apreciador destes ícones das telas, independendo da idade que tenhamos, seja daqui a 10 ou 100 anos. Eles viverão eternamente nos nossos corações, já que tanto amamos o cinema antigo. AS ESTRELAS SOBEM.

Paulo Néry Telles Pereira - Editor

domingo, 11 de julho de 2010

Robert Ryan- Ator de Hollywood e Humanista Americano.



No dia 11 de julho de 1973, falecia Robert Ryan. Era um ator de Hollywood muito admirado pelos grandes críticos de cinema do mundo todo, e foi ator preferido de grandes cineastas renomados e respeitados da Sétima Arte, como Robert Wise, Nicholas Ray, e Anthony Mann - e suas performances na tela variavam desde heróis a vilões, se notabilizando principalmente nas atuações destes tipos, em filmes tensos que abordavam o submundo, destacando-se nos criminais “noir”, em papéis de homens durões, frios, calculistas, e preconceituosos. Entretanto, em sua vida real, foi um lutador pelos direitos humanos, um liberal ativo, que segundo ele mesmo, “se transformava para fazer seus papéis”. Seu nome verdadeiro era Robert Bushnell Ryan, nascido a 11 de novembro de 1909, em Chicago.

Filho de um irlandês católico que trabalhava como executivo na área comercial, e de uma mulher que era descedente de ingleses, o jovem Ryan era uma criança tímida e nunca perdeu essa qualidade por completo - mesmo depois de se transformar num futuro astro de Hollywood.
Aos 8 anos, seu irmão mais novo morreu, lembrança cruel que o carregou até o fim de sua vida. Aos 26 anos, seu pai morre em conseqüência de uma batida de carro. Decidiu então entrar para uma academia de Boxe, e seu objetivo, era continuar os estudos para ingressar na faculdade, o que ele conseguiu. Lá, ele conquistou vários títulos como campeão amador de peso-pesado de Boxe. Seu gosto era pela literatura, e tinha intenção de se formar em jornalismo.


Entretanto, com a chegada do ano de 1929, o fatídico ano da depressão, com a queda da bolsa de valores de Nova York, Ryan se recusava a entrar para a área comercial de seu pai, por isso, ele engrenou em vários trabalhos, como folguista de navios, Guarda-Costa, vaqueiro, modelo fotográfico, e até cobrador de dívidas. Um amigo de sua mãe lhe deu uma nomeação no Serviço Público Municipal de Chicago, mas um investimento de sorte com petróleo permitiu Bob Ryan a procurar treinamento profissional em arte dramática. Ryan decidira ser ator quando um fotógrafo, que havia feito alguns ensaios de Robert como modelo fotográfico, achou que ele era fotogênico e que correspondia bem as câmeras, e que ele poderia, influenciado por seu porte atlético graças aos anos dedicados ao Boxe e a outros esportes conseguir fazer carreira no cinema. Ryan media 1m93 de altura.


Logo Bob foi para a Califórnia matricular-se no Playhouse de Pasadena, mas preferiu a Oficina Teatral de Max Reinhardt, uma das mais respeitadas em Hollywood. Lá, conheceu a aluna Jessica Cadwalader, com quem se casou em 1939, e que se tornaria sua companheira até o falecimento dela, em 1972. Jessica fez poucos trabalhos como atriz de cinema, preferindo ingressar na área de pedagogia e ensino, publicando livros infantis, e até histórias de mistério.Logo começou a trabalhar já como ator profissional, em filmes musicais, mas eram papéis pequenos, ganhando $75 dólares por semana. Começou a fazer algumas películas na Paramount, mas esta não se impressionou com o jovem ator de 30 anos, que ao contrário do que diria aquele fotógrafo que recomendou Ryan para o cinema por possuir fotogênia - a Paramount não o achou nada fotogênico, e que não se enquadrava as câmeras.
Ryan viu oportunidade no teatro. Sua primeira peça intitulou-se Um beijo de Cinderela, contracenando com Luise Rainer. O ex-marido dela, Clifford Odets, vendo-o na peça, viu nele uma presença viril que pudesse atrair o público feminino, e lhe ofereceu o papel de um jovem amante na peça Só a Mulher Peca(Clash By Night), na Broadway, e logo, foi visto nesta peça por Peter Lorents, executivo da RKO.

Feito os primeiros testes neste estúdio, Bob foi aceito, e logo assinou um contrato, ganhando inicialmente, $600 dólares por semana. Seus primeiros trabalhos na RKO foram películas de guerra, que serviam praticamente como propaganda americana durante a II Guerra Mundial, como Bombardeio(1943), como um jovem estudante da força aérea, contracenando com Randolph Scott.
Em 1944, Robert Ryan se juntou ao serviço de guerra, alistando-se nos fuzileiros navais. Sua carreira em Hollywood foi ligeiramente interrompida pela Segunda Guerra Mundial. Por dois anos , Bob trabalhou como um instrutor no Corpo de Fuzileiros Navais, no acampamento do Capitão Pendleton.
Testemunhou os efeitos psicológicos daqueles que combateram no Pacífico, e o difícil retorno daqueles que tentavam voltar a vida cívil. Prestou auxílio aos feridos e aleijados, e viu o horror atras do olhar assombrado dos que tinham vivido os eventos e a crueldade da Guerra, deixando seus camaradas, mortos em batalha, para traz. Isto fez com que, futuramente, Ryan se dedicasse mais as causas humanas e sociais.Com o fim da II Guerra, Ryan voltou as telas, chegando ao ápice de sua atuação, onde teve seu melhor desempenho e papel até então, como um policial da Guarda Costeira que se apaixona por Joan Bennett, e ambos combinam matar o marido cego desta, no clássico A Mulher Desejada/The Woman on The Beach, de Jean Renoir, também 1947. A partir deste momento, eletrizou platéias com a claustrofobia noir que muito identificou o ator, que se seguiria como o psicopata assassino e anti-semita procurado pela polícia em Rancor/Crosfire, de Edward Dmytrik, que lhe deu sua única indicação ao Oscar de melhor ator coadjuvante, em 1947.
Depois, veio o herói trágico em Punhos de Campeão/ The Set-Up, de Robert Wise (1914-2005), em 1949, interpretando Bill "Stocker" Thompson, um veterano boxeador que quer largar o Boxe, mas para isso, ele quer vencer sua última luta.
Depois de várias derrotas consecutivas, sua esposa, Julie, apela para que ele desista do campeonato, mas ele não atende. Seus promotores foram corrompidos pela Máfia do Boxe, e Thompson ignora ser seu dever perder a luta para um lutador mais jovem, patrocinado pelos mafiosos. Seguido em sua determinação de vencer, depois de muitos assaltos, Thompson finalmente ganha a luta, mas ignora o envolvimento de seus patrocinadores com os mafiosos até o último momento, quando eles combinaram entre si que Thompson deveria perder a luta, sem com isso, sequer avisá-lo. Na saída, Thompson é cercado pelos mafiosos, e tem suas mãos esmagadas por eles. Mesmo ferido e alquebrado, Thompson volta para casa, onde sua esposa a aguarda ansiosa, mas mal conseguindo ele caminhar em direção a porta, e cambaleante, cai em plena calçada. Da janela, Julie o vê, e sai em sua direção, acudindo-o. No fim, Thompson diz a esposa: Eu venci, Julie...eu venci. E ela responde: Sim, querido, nós vencemos esta noite...nós vencemos. Um dos melhores filmes de Boxe da história do Cinema. Aqui, Bob Ryan usou, sem o recurso de dublê, sua experiência como boxeador, sem precisar de aulas de pugilismo e segundo o diretor da fita, Robert Wise, foi um de seus filmes que menos deu trabalho a ele, por não exigir aulas de pugilismo ao ator principal, pois Bob Ryan havia sido campeão de boxe amador.
A Crítica Eileen Bowser realçou notas do filme Punhos de Campeão(“The Set-Up’’). Estas notas estão hoje preservadas no Museu de Arte Moderna de Los Angeles."O filme “The Set-Up” é poupado de qualquer lirismo, sobre o submundo e a humanidade tão baixa, revelada no soberbo desempenho de Robert Ryan. Tenho pouco a dizer. Thompson é tão ignorante e ignóbil quanto os outros boxeadores. Olhem seu rosto golpeado. É derrotado. Contudo, remanesce uma sensibilidade poética em seus olhos e em seu sorriso ocasional. Seus olhos estão sempre prestando atenção em volta do ringue, e o vemos constantemente fazendo isso enquanto espera o próximo assalto. Thompson tem bastante dignidade humana para recusar a corrupção, por isso ele sofreu uma brutal agressão, não mais importando com sua carreira medíocre no Boxe. Na extremidade, ele tem muito orgulho de si mesmo pela vitória ganha naquela luta, e não faz nenhuma avaliação da conseqüência dela"
Parece que Robert Ryan foi esquecido por alguns críticos de filmes de hoje, mas decerto que ele deve ser lembrado nas telas como um dos mais expressivos rostos “noir” da Sétima Arte. Os fãs de cinema em geral pensam em Humphrey Bogart e Robert Mitchum. Este atuou ao lado de Robert Ryan em “A Estrada dos Homens sem lei” (The Racket), de 1952. Apesar de Mitchum fazer o herói da história, foi Ryan que se destacou e roubou quase todo filme, como um mafioso cruel e arrogante, e na opinião deste bloguista um dos mais odiosos vilões de todos os tempos vistos no cinema.Para todos aqueles que acham que Robert Ryan era um excelente ator (e na minha opinião, era mesmo), com uma presença marcante e excepcionalmente intenso e pensativo nos filmes dos anos de 1940 até o início da década de 1970 quando ele morreu, recentemente foi descoberta uma carta, escrita de próprio punho pelo ator, descrevendo suas raízes em Chicago para seus três filhos: Cheyney (Hoje, um renomado Professor de Filosofia da Universidade de Chicago), Walker Tim, e Lisa Ryan.Ao longo do tempo, os papéis de homens angustiados e dolorosos, torcidos de uma raiva latente, tristeza e ódio, se tornaram quase que estereotipados para Ryan, desde sua brilhante interpretação como um soldado anti-semita e assassino que lhe deu sua única indicação ao Oscar de ator coadjuvante em Rancor/Crossfire.Como o ator desenvolvia seu caráter nas telas, usando o estreitamento de seus olhos escuros, sem atender aos anseios da audiência. De aparência simpática, em seu instinto o soldado de “Crossfire” carrega dentro dele um mal estar que parece carregar para toda parte que vai a um RANCOR agudo, dedilhado como se fosse um amuleto.
A Partir de então, Seu currículo de heróis e vilões continuou em: Nascida para o Mal, em 1951, contracenando com Joan Fontaine; O Melhor dos Homens Maus/The Best of the Badmen, no mesmo ano, com Claire Trevor; Horizonte de Glória/Flying Leathernecks, ainda em 1951, sua primeira parceria com o diretor Nicholas Ray, e antagonizando com John Wayne como um oficial americano humanista da Força Aérea Americana; Durante as filmagens, Ryan e Wayne não se “bicavam”, pois Wayne, como é de conhecimento geral, era um republicano radical, e que partia para discussões violentas com quem não compartilhava com suas visões políticas. Ryan ficava chocado com o apoio de Wayne com a lista negra do "Caça as bruxas".Cinzas que Queimam/On Dangerous Ground de 1952, outro filme da parceria Ryan/Ray, onde Bob, novamente em seu estilo noir, oferece o melhor de sua atuação, na pele de um amargo policial que perde a noção de justiça, mas se rende ao amor da cega Ida Lupino. Nesta que considero a película “noir” mais bem elaborada já realizada, que precisou da “humanização” do ator para o grande público, que revelou ao mundo o quão bom ator ele era. Sua interpretação como o policial amargo e violento passou para a amabilidade, quando seu personagem se apaixona pela Ida Lupino, mesmo depois de sair e matar o irmão dela que era um bandido, é algo de quebrar o coração

Em 1952, seu contrato com a RKO chegava ao fim, fechando com chave de ouro em um papel que ele havia desempenhado cerca de dez anos antes na Broadway: o de um amante cínico em Só a Mulher Peca/Clash By Night, atuando com Barbara Stanwyck e Paul Douglas, e a então iniciante Marilyn Monroe.


Agora trabalhando independente de qualquer contrato de estúdio, trabalhou para diversos deles, como a Metro-Goldwyn-Mayer, e a 20th Century Fox, ele ainda participou em: Nas Garras da Ambição/The Tall Men, em 1954, com Clark Gable; Conspiração do Silêncio/Bad Day at Black Rock, de 1954 com Spencer Tracy; O Preço de um Homem/The Naked Spur, de1953, com James Stewart; Cidade abaixo do Mar/City Beneath of Sea, em 1953, com Anthony Quinn; Rastros do Inferno/Inferno de 1954, com Rhonda Fleming.
Entre 1957 e 1958 respectivamente, atuou como ator principal em dois filmes dirigidos pelo grande Anthony Mann, o cineasta de "El-Cid", de 1961.: Os que sabem Morrer/Men in War e O Pequeno Rincão de Deus/God's Little Acre. No primeiro, um vigoroso drama de guerra, interpretando o Major Benson, que durante a Guerra da Coréia, entra em conflito com seu sargento (interpretado por Aldo Ray), por cada um possuir um ponto de vista sobre a guerra. Benson luta por dever, mas seu sargento luta por instinto. No segundo, Ryan tem a experiência de interpretar um caipira ingênuo e simplório, que acredita ter um tesouro em sua fazenda. A atuação de Ryan pode parecer cômica, mas seu personagem é dramático em toda sua inocência. Vale conferir.Em fins dos anos de 1950, Robert Ryan começa a atuar na televisão, sem preconeceitos como a maioria dos atores de sua época que viam no novo veículo uma ameaça para o cinema- e em filmes que iniciavam a dar seus primeiros passos na telinha, como O Grande Gatsby, em 1958, com Jeanne Crain, e As neves do Kilimanjaro, com Ann Todd. Em 1960, Ryan participou ativamente em peças teatrais. Uma delas, atuou ao lado da divina Katharine Hepburn, em Antonio & Cleópatra, de William Shakespeare, com Ryan e Hepburn, respectivamente, nos papéis títulos. Ficou em cartaz por meses seguidos.

Na década de 1960, Ryan iria filmar superproduções européias ou ao menos, produções americanas filmadas na Europa, como O Mais Longo dos Dias/The Longest Day, 1962, ambiciosa produção da 20ºCentury-Fox sobre o Dia D, baseado no romance de Cornelius Ryan (nenhum parentesco com o ator), no papel do Brigadeiro americano James Gavin, rodado em locações de Marselha, França; na Inglaterra, atuou em Billy Budd, também de 1962, como um sádico Mestre de Armas de um navio, onde o personagem-título(interpretado por Terence Stamp) é torturado física e psicologicamente. A película foi dirigida pelo sempre competente, extraordinário, e saudoso ator e produtor Peter Ustinov, que fez também a parte de interpretação como o Comandante do navio; e A Guerra Secreta/La Guerre Secrète, em 1964, com Henry Fonda e Vittorio Gassman, na Itália e na França.

Na Política, Ryan foi um democrata ativo, trabalhou para as boas relações entre as raças, e para o desarmamento. Ajudou a organizar e a dirigir um grupo de teatro na Universidade da Califórnia, e em 1951, Ryan, ajudado por sua esposa Jessica, fundou a Escola de Oakwood, com a missão de promover valores humanísticos. A escola, que foi aberta no quintal da casa dos Ryans, é considerada até hoje uma das melhores dos Estados Unidos.

Fora do ambiente hollywoodiano, e vivendo bem modestamente, Ryan e Jessica educavam seus filhos dentro dos valores humanísticos, e a esposa de Ryan, uma educadora, juntamente com o marido, abriram um centro de aprendizagem que oferecia uma alternativa as escolas públicas que não tinham vagas devido a aglomeração, intitulado Escola de Oakwood, em 1951.
A escola foi aberta dentro do quintal de sua casa. Alguns vizinhos, de pensamentos conservadores e republicanos, não viram o projeto de Ryan e de sua esposa com bons olhos, e inclusive chegaram a pinchar as portas da casa do ator, com cruzes, e ofensas, chamando-o de "comunista".

Ryan era avesso a badalações hollywoodianas, e mesmo ganhando rios de dinheiro, preferiu levar uma vida modesta com sua família, ao invés de outros astros de seu tempo, que preferiam morar em mansões de Beverly Hills.
Decerto que suas ações nas telas, na personificação de vilões e até psicopatas, contrastavam com suas reais atitudes fora das telas. Sua capacidade de desempenhar pessoas que nada tinham a ver com a sua personalidade real era na realidade uma obstinada adesão a um padrão artístico que o ator desenvolveu a partir de suas próprias experiências.

Robert Ryan, cujo calor e bondades pessoais já foram citadas por aqueles que o conheceram e trabalhavam com ele, também foi um homem cuja política e social eram opostos a personagens fanáticos que ele interpretou em Conspiração do silêncio (Bad Day at Black Rock) e Odds Against Tomorrow, de Robert Wise, em 1959. Em ambas as películas, ele fazia papéis de reacionários e racistas.


Robert Ryan foi membro ativo do ACLU(do português, é UNIÃO AMERICANA DAS LIBERDADES CIVIS), um grupo de pensamento liberal e democrata americano, além de ser membro dos UN, sendo presidente na filial desta do sul da Califórnia. UN é outro grupo de pensamento liberal.

Na década de 1960, Robert Ryan se tornou uma "pomba militante", conduzindo o comitê que já fazia os primeiros protestos contra a Guerra do Vietnã. Em 1962, Ryan mudou-se com sua família para Nova York, onde ficou por três anos sem atuar em algum filme, preocupado com o ritmo de coisas que vinham acontecendo nos Estados Unidos, desde os problemas com oVietnã, até com possíveis ameaças a vida do Presidente John Kennedy (o que ocorreu de fato em novembro de 1963), e o ator, contribuindo, como podia, para as causas sociais e políticas dos EUA.

PARTICIPOU da Convenção Democrata de 1968, em sua terra natal, Chicago, apoiando o Senador Democrata Eugene McCarthy. Ryan, como muitos atores e profissionais de cinema americanos, foram chamados para interrogatório do famigerado “caça as bruxas” do Senador Joseph McCarthy. Ryan lembrou anos mais tarde:

"Quando McCarthy começou o interrogatório, eu esperei ser um alvo simples...mas não. Acho que ele viu que eu por ter um nome irlândes, ser filho de católico, e ex-Fuzileiro da Marinha, ele abrandou com suas perguntas".
De volta ao cinema, foi um dos atores principais em três filmes seguintes: Os Profissionais/The Professionals (1966), Western com Burt Lancaster e Claudia Cardinale; O cadáver ambulante(1967), uma rara excursão pela comédia, com Sid Caesar; e Os Doze Condenados/The Dirty Dozen, aventura de Guerra, onde Ryan interpretava um antipático coronel, em antagonismo aos heróis interpretados por Lee Marvin e Charles Bronson, embora este último filme tivesse sido rodado em locações e estúdios britânicos.

Entre 1967 e 1968, Bob Ryan realizou grande parte de suas películas na Europa, em produções italianas e espanholas, com dois Westerns Spaghetti, gênero em moda naquele momento: Os Bravos não se Rendem/Custer of the West, estrelado por Robert Shaw como o intrépido e arrogante militar norte-americano George Armstrong Custer, em um Western biográfico rodado na Espanha.

Caça ao Pistoleiro/Minuto por Pregare Un Instante Por Morire(Itália)/Dead Or Alive(EUA) - outro exemplar de Western Spaghetti, atuando ao lado de outro ator americano(e dos bons!), Arthur Kennedy, rodado na Itália. Na Itália ainda fez também uma participação especial na película bélica A Batalha de Ânzio/Anzio, em 1968. Encerrou seu ciclo europeu, interpretando Capitão Nemo para um filme da MGM,Capitão Nemo e a Cidade Flutuante, em 1969, na Inglaterra.

Voltando para os Estados Unidos, engrenou no elenco de um dos grandes Western da história do cinema, e que revolucionou uma nova linguagem para este gênero, dirigido pelo poeta da violência Sam Peckinpah, Meu ódio Será Sua Herança/The Wild Bunch, em 1969, ao lado de dois grandes nomes do cinema mundial: William Holden e Ernest Borgnine.


Quando a década de 1970 se inicia, Robert Ryan descobre que tem câncer, mas ainda trabalha constantemente em boas películas, como Mato em Nome da lei/Lawman, de 1970, dirigido por Michael Winner (cineasta de Desejo de matar, com Charles Bronson); e Assassinato de um Presidente/Executive Action, de 1973, ambos estrelados pelo amigo Burt Lancaster. Nesta última, retrata sobre o assassinato do Presidente Kennedy, e a possível conspiração dos bastidores de dentro da própria Casa Branca.

Ryan como mesmo ele dizia, cresceu para ser um solitário após a morte de seu irmão John em 1917. Algo que fez refletir durante muito tempo, principalmente em 1972, quando sua esposa Jessica faleceu vítima de câncer. Mas o ator também estava travando uma luta também contra esta doença, mas mesmo assim, não deixou de se entregar. Viúvo, e diagnosticado dois anos antes com o mesmo mal que matou a esposa, procurou, mesmo em seus derradeiros dias, decidir ainda atuar e trabalhar como vinha fazendo sempre.

Certa vez, concedeu uma entrevista , e veio a dizer:

Então o que diabos eu tenho para reclamar? Meu irmão morreu na idade de 8 anos e sempre pensei nele em toda a minha vida. Ele sequer começou a vida dele. No início, você entra em choque, e então depois, você se conforma. Eu sou muito mais tolerante agora do que antes, que sei que estou no fim do meu tempo. Eu vejo as árvores, as flores, e as meninas bonitas. Eu vejo a beleza que eu tinha esquecido. Em verdade, hoje aprecio melhor a vida no seu dia a dia”.

Robert Ryan morreu em 11 de julho de 1973, aos 63 anos de idade, de câncer no pulmão. Pouco antes de sua morte, Ryan mudou-se para um apartamento (número 72) no edifício Dakota, em Nova York. Mais tarde, seus filhos alugaram ( e em seguida, venderam) o apartamento para John Lennon e Yoko Ono. Também declarou publicamente seu uso constante de cigarros por causa de sua enfermidade.


Amigos próximos e colegas de profissão lamentaram muito a perda do grande ator, e possivelmente de um dos maiores humanistas do Século XX. De seus amigos mais chegados, talvez o mais saudoso seja o veterano Ernest Borgnine, hoje com 93 anos de idade. Pouco tempo atrás, um fã de Borgnine lhe pediu um autógrafo, e mostrou uma foto da equipe de atores de “Meu ódio Será sua Herança” (The Wild Bunch), e entre este grupo na foto estava Robert Ryan. Ao ver a foto, Borgnine se emocionou, dizendo que era um ator e ser humano maravilhoso, e nisso uma lágrima veio a escorrer no rosto do velho ator, com quem Ryan também havia trabalhado em outros dois filmes. Borgnine enxugou a lagrima, assinou a foto para o fã, e foi embora.Seu filho mais velho, Tim, declarou em um artigo recente no jornal Chicago Reader, que seu pai achava que “tinha um monte de demônios” e que falava freqüentemente sobre seu estado de espírito “negro irlandês”, como ele brincava. Quem sabe Ryan percebendo que tinha todas essas pessoas a agir dentro dele foi uma maneira de exorcizá-los? Ou quem sabe pudesse realmente conhecer alguém em seu passado que se tornou a inspiração para as almas danificadas que ele expressou no cinema? Seja o que for, Robert Ryan foi um grande tributo de Deus para o mundo da arte cinematográfica, e principalmente, para o mundo dos Direitos Humanos, onde precisamos exercitar elevados valores de Humanidade, Integridade, Justiça, e Igualdade. Precisamos de mais pessoas assim no nosso mundo.



Produção e pesquisa de Paulo Telles
Fonte: Site Wikipedia e o livro The films of Robert Ryan (1909-1973)
Site IMDB - Internet Movie Data Base.