“O Filme mais famoso e mais visto na
História do cinema”.
Foi assim que a Rede Globo exibiu na TV, em 1983, um especial as vésperas
de seu lançamento pela televisão intitulado “A História
de E O VENTO LEVOU”. Sem dúvida, sua estreia na TV
brasileira (em duas partes) foi um evento inédito por aqui, mas não para
aqueles que assistiram a este grande alicerce do cinema na grande tela, visto que
este ano, esta grande obra prima da Sétima Arte completou em dezembro de 2013 seus 75 anos de lançamento, em Atlanta, Estados Unidos. Uma retrospectiva deste
espetáculo se faz necessária, visto ser um dos mais esplendorosos e importantes
filmes de todos os tempos, cuja saga de sua realização é tão épica quanto à própria
fita.
Por Paulo Telles.
E O VENTO LEVOU(Gone With The Wind, 1939), superprodução de David O’ Selznick (1902-1965),
continua sendo até hoje um dos maiores campeões de bilheteria de todos os
tempos. Desde 1939, o ano de seu lançamento, segundo cálculos à base do chamado
Dólar Constante (que é corrigido monetariamente), a película já arrecadou o
equivalente a 321 milhões de dólares, enquanto que Guerra nas Estrelas, o segundo colocado, aparece abaixo, com 272
milhões, pelo menos até 1983. Provavelmente hoje estes números estão defasados.
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| David O' Selznick |
Ao ser transmitido pela
primeira vez na TV americana, pela cadeia NBC de televisão, em 7 e 8 de
novembro de 1976, tornou-se também o filme de maior audiência já registrada até
então pela TV dos Estados Unidos: 47.7 pontos de rating, o ibope americano.
Ao ser lançado, há 75 anos,
era a produção mais cara de sua época (4 milhões e 250 mil dólares) e também o
filme mais longo do cinema até aquele momento, com suas 3 horas e 43 minutos de
projeção.
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| MARGARET MITCHELL, a autora do Best Seller E O VENTO LEVOU |
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| Vivien Leigh e Hattie McDaniel, numa cena de E O VENTO LEVOU |
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| HATTIE McDANIEL, a primeira atriz negra indicada e premiada pela Academia de Hollywood. |
Arquitetado a partir do
estrondoso best seller de Margaret Mitchell (1900-1949), lançado a 30
de junho de 1936, e vendeu até hoje 28 mil exemplares, sendo traduzido em 28
línguas (o romance foi escrito entre os anos de 1926 a 1929), E O VENTO LEVOU bateu ainda o recorde
de Oscars conquistados, no total de oito: melhor filme, melhor atriz (Vivien
Leigh, 1913-1967), melhor diretor (Victor Fleming, 1889-1949, sendo o único
cineasta creditado, embora tenha dirigido apenas 45%¨das cenas. Os demais que também
dirigiram mas não tiveram os créditos devidos foram Sam Wood, George Cukor, e
William Cameron Menzies, além também do próprio David O’ Selznick), melhor
roteiro adaptado (Sidney Howard, que morreu quatro meses antes do lançamento do
filme, sendo o único creditado entre doze roteiristas, entre os quais incluíam
F. Scott Fitzgerald), foto a cores, atriz coadjuvante (Hattie McDaniel,
1895-1952, a primeira atriz negra a ser indicada e a receber um premio da
Academia de Cinema), melhor cenografia e melhor montagem.
E O VENTO LEVOU ainda ganhou três prêmios da
Academia de Hollywood: O prêmio Irving Thalberg Memorial para David O’
Selznick, por sua coordenação para a produção dado a sua empresa, Selznick
Internacional; e um premio especial a William Cameron Menzies (1896-1957) pelos
desenhos de produção, e um prêmio especial para a britânica Vivien Leigh,
recebendo ainda mais um prêmio de melhor atriz pela crítica de Nova York.
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| Sidney Howard |
David O’ Selznick contratou
o consagrado escritor Sidney Howard (1891-1939) para condensar as 1.037 páginas do
estrondoso livro (precisando da colaboração de outros onze roteiristas), já que
o romance é detentor do Prêmio Pulitzer de 1937. Outros membros vieram a compor
a equipe: George Cukor, amigo pessoal de Selznick e o desenhista de produção William
Cameron Menzies
A
ESCOLHA DO ELENCO E A BUSCA PELA SCARLETT
Sellznick já estava
martelando as ideias para saber quem poderia interpretar os papéis centrais.
Para Rhett Butler, o personagem viril que arrebatava os corações femininos das
moças do Sul, ele pensou inicialmente em Gary Cooper, Ronald Colman e Errol
Flynn, enquanto Basil Rathbone era o
preferido da autora do livro, Margaret Mitchell. Contudo o escolhido pelo público foi Clark Gable
(1901-1960). De fato, nenhum outro ator de sua época se encaixaria melhor do que ele como o cínico aventureiro Rhett Butler, amoral e sedutor, mas que ao mesmo tempo demonstrava humanidade.
Para o papel
de Ashley Wilkes, Selznick tinha apenas um ator em mente, Leslie Howard
(1893-1943). Howard só aceitou a parte quando lhe foi assegurada uma
participação como produtor associado em Intermezzo, uma História de Amor /
Intermezzo, a Love Story / 1939. A contratação de uma atriz para Melanie não
tardou, pois Olívia de Havilland (a única ainda viva do cast principal) logo
ganhou o papel, sucedendo a Maureen O’ Sullivan, Janet Gaynor, Marsha Hunt,
Geraldine Fitzgerald, Priscilla Lane, Dorothy Jordan, Frances Dee, Ann Shirley,
e a irmã de Olívia, Joan Fontaine, na lista de candidatas.
Faltava apenas escolher a
intérprete de Scarlett O’ Hara. A primeira cogitada, Norma Shearer, recusou o
convite. A seguir, uma constelação de estrelas (Bette Davis, Tallulah Bankhead,
Miriam Hopkins, Joan Crawford, Claudette Colbert, Margaret Sullavan, Carole
Lombard, Jean Arthur, Loretta Young, Katharine Hepburn, Ann Sheridan Joan
Bennett, e Paulette Goddard, esta quase escolhida), algumas novatas, como
Lucille Ball e Doris Davenport, fizeram testes para o papel da indomável
personagem.
A fim de conseguir Clark
Gable, Selznick teve de entrar em acordo como seu então sogro, Louis B. Mayer.
A Metro cederia o seu astro, entraria com uma participação no valor da metade
dos dois milhões e 250 mil dólares e, em troca, seria responsável pela distribuição
e receberia 50% dos lucros. Em 1944, a marca do leão adquiriu direitos totais
sobre o filme.
Para a
trilha sonora de E O VENTO LEVOU, Selznick recorreu ao compositor vienense Max
Steiner (1888-1971), verdadeiro precursor da utilização de partituras
sinfônicas como acompanhamento de diálogos e a ele confiou o departamento
musical do seu estúdio. O ano de 1939 foi o mais ativo da carreira de Steiner,
pois ele criou nada menos que doze partituras para filmes, inclusive a de…E O
Vento Levou, uma das mais longas já concebidas para uma película (apenas 30 dos
222 minutos não possuem comentário musical). Cada personagem mereceu um tema, o
mesmo acontecendo com os três relacionamentos amorosos. Algumas canções
sulistas e hinos patrióticos foram adicionados mas, predominante, é o “Tema de
Tara”, motivo central da trama.
As filmagens começaram
bastante tumultuadas a 10 de dezembro de 1938, nos velhos estúdios da
RKO-Pathé, em Culver City, mas não havia ainda a atriz para Scarlett O’ Hara.
Sob a direção de William Cameron Menzies, encenou-se diante das câmeras
Technicolor a sequência do incêndio de Atlanta, com a utilização de antigos
cenários (de King Kong / King Kong /
1933, Jardim de Alá / Garden of Allah / 1936, etc.),
disfarçados com falsas fachadas. Sete câmeras Technicolor fotografaram os
dublês dos personagens de Rhett e Scarlett em planos médio e geral com o fogo
ao fundo. Foi necessário filmar esta cena antes do verdadeiro início da
produção, a fim de limpar a área para a construção do cenário de Tara, partes
de Atlanta e vários outros exteriores.
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| David O' Selznick, em reunião com Leslie Howard, Vivien Leigh, e Olivia De Havilland |
A imprensa e a sociedade
local estavam presentes e Selznick aguardava ansioso a vinda do irmão Myron,
que chegou acompanhado do ator Laurence Olivier e sua namorada Vivien Leigh,
uma jovem e promissora atriz inglesa. A apresentação de Vivien por Myron
tornou-se célebre: “Quero que conheça
Scarlett O’Hara”. A busca por Scarlett O’ Hara chegara ao fim.
A escolha de Vivien Leigh
para o papel não podia ser mais certeira; Scarlett se tornou inesquecível. arrogante,
fútil, vaidosa, mas também era uma mulher de uma força inquebrantável, capaz de
tudo, até enfrentar soldados inimigos para defender sua família e sua casa da
fazenda Tara. Tão corajosa até mesmo de se casar três vezes sem amor. Mas,
mesmo sendo tão esperta, chega a ser burra, não sendo capaz de reconhecer e
conservar o verdadeiro amor de sua vida, Rhett Butler.
As filmagens propriamente
ditas após a escolha da atriz principal começaram a 26 de janeiro de 1939. George
Cukor (1900-1983) deu início às filmagens, mas foi dispensado a pedido de Clark
Gable, que teria se incomodado com o fato de Cukor ser homossexual e ser
conhecido como grande diretor de mulheres, contudo o cineasta continuou assessorando
Vivien e Olivia secretamente.
Cukor só dirigiu cerca de 5% do filme,
incluindo as seguintes cenas: a de abertura com Scarlett e os gêmeos Tarleton
(um deles vivido por George Reeves, o futuro Superman da TV dos anos 50); Mammy amarrando o espartilho de Scarlett
antes do churrasco; Rhett visitando Scarlett com o chapéu parisiense; Scarlett
ajudando o parto de Melanie; Scarlett enfrentando o desertor nortista; Scarlett
sentada na escada ao lado de soldados sulistas sobreviventes dos campos de
batalha.
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| Victor Fleming |
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| Vivien Leigh, Clark Gable, e Victor Fleming |
Com a finalidade de agradar
Clark Gable, Selznick forneceu-lhe uma lista de nomes de diretores disponíveis
para ocupar o lugar de Cukor: King Vidor, Jack Conway, Robert Z. Leonard e
Victor Fleming. Sem vacilar, o astro da Metro optou por Fleming, que estava ocupado
com O Mágico de Oz / The Wizard of Oz
/ 1939 e teve de deixar as últimas duas semanas de trabalho aos cuidados de
King Vidor, responsável pela sequência de Judy Garland cantando Over the Rainbow.
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| Sam Wood |
Fleming teve um colapso
nervoso durante as filmagens e foi substituído por Sam Wood (1883-1949),
que assumiu a direção a 1º de maio,
iniciando seus 15% de participação no filme. Quando Victor Fleming recuperou-se
e voltou, os dois diretores continuaram na direção, mas em horas e sets
diferentes.
Somente Fleming recebeu
crédito pela direção o que, curiosamente, acarretou-lhe certa antipatia,
sobretudo por ter aceitado substituir Cukor.
O roteirista John L. Mahin, um dos colaboradores do Script, desmentiu que eles não se dessem bem, lembrando que ouvira
Fleming dizer várias vezes: “George
poderia ter realizado um trabalho tão bom quanto o meu. Ele provavelmente faria
melhor as cenas intimistas. Acho que me dei bastante bem com o material mais
espetaculoso”.
As filmagens terminaram a 1º
de julho de 1939, e Selznick tinha diante de si uma montanha de celulóide
revelado – cerca de 60.000 metros de filme, equivalente a 28 horas de projeção.
Trancado dia e noite com o editor Hal C. Kern e seu assistente James Newcom, o
produtor montou o filme sem consultar nenhum dos diretores que nela tomaram
parte e ordenou a filmagem de cenas adicionais, como aquela em que Scarlett se
esconde debaixo da ponte numa tempestade, enquanto uma tropa da União passa
sobre a mesma. Sob o comando de Victor Fleming, a cena de abertura foi mais uma
vez encenada. A montagem final redundou em 4 horas e 25 minutos de projeção.
Efetuaram-se novos cortes e o filme terminou com a duração de 3 horas e 43
minutos.
Em novembro do mesmo ano, Selznick
convenceu o chefe da censura, Will Hays, a deixar passar a famosa frase final
de Rhett Butler (“Frankly, my dear, I
don’t give a damn” – Francamente
querida, eu pouco me importo”). A palavra damn era considerada pesada na época, mas o produtor conseguiu sua
liberação.
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| A Noite de Gala de E O VENTO LEVOU, em sua première a 15 de dezembro de 1939, em Atlanta. |
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| Vivien Leigh, Clark Gable, Margaret Mitchell (autora do romance), David O' Selznick e Olivia De Havilland. |
A première teve lugar em
Atlanta na noite de 15 de dezembro de 1939, com a frente do cinema Lowe’s Grand
decorada como a mansão de Twelve Oaks. O Governador da Geórgia, E. D. Rivers,
decretou feriado estadual em virtude do lançamento de um filme. Para não ficar
atrás, o Prefeito de Atlanta, William B. Hartsfield, programou três dias de
festividades, substancialmente patrocinadas pela Metro. A imprensa estimou em
um milhão o número de pessoas aglomeradas na cidade – então habitada por 500
mil cidadãos – no dia da estreia de…E O
Vento Levou.
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| Clark Gable chega a estreia em Atlanta acompanhado por sua bela esposa, a atriz Carole Lombard |
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| Ronald Colman e senhora, acompanhados por Vivien Leigh e seu marido Laurence Olivier. |
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| Clark Gable, Margaret Mitchell (autora do Best Seller) e Vivien Leigh na noite de gala de estreia do grande épico, a 15 de dezembro de 1939. |
E O
VENTO LEVOU NO BRASIL
Segundo informações do
notável Mestre A. C Gomes de Mattos em seu blog HISTÓRIAS DE CINEMA, E O VENTO LEVOU estreou
na Cidade Maravilhosa a 12 de
setembro de 1940, às 20h45m, no Cine Metro do Rio de Janeiro (na ocasião só
existia o da Rua do Passeio), numa avant-première
de gala, sob o patrocínio da Sra. Darcy Vargas, em benefício da Cidade das
Meninas.
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| Divulgação de um jornal na época de sua estreia no Brasil. |
Com os 1.400 lugares
inteiramente ocupados, no único intervalo da sessão, às 23 horas, o príncipe D.
João de Orleans e Bragança, auxiliado pelas Srtas. Perla Lucena e Maria da
Penha Affonseca e pelo Sr. Carlos de Laet, coordenou o leilão de exemplares da
obra de Margareth Mitchell, autografados pelos astros principais e em rica
encadernação oferecida pela Casa Vallele.
Na plateia, conforme um
jornal da época, “a mais brilhante
representação do nosso oficialíssimo Corpo Diplomtático e a elite patriota”,
além do galã John Boles que, de passagem pela cidade, fez questão de participar
da festa. No mesmo dia, diretamente de Hollywood, numa transmissão da A Hora do Brasil, servindo de locutor
Luis Jatobá, Clark Gable, Vivien Leigh, e o produtor Selznick saudaram D. Darcy
e contaram alguns detalhes da filmagem.
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| Relançamento do filme em São Paulo, nos anos de 1970 |
E O VENTO LEVOU ainda foi levado em cartaz as salas
de exibição por quase 40 anos em reprises nos extintos cinemas de rua em todo
Brasil, numa época em que ainda não tinhamos videocassetes (ou pelo menos muitos ainda não tinham acesso), locadoras de vídeo, DVDS ou
TVS por assinatura.
Sem dúvida, E O VENTO LEVOU É um clássico imortal
da antiga Hollywood, o filme mais famoso e o mais popular da história do cinema, símbolo da usina de sonhos em seus dias de fausto e
glória, a maior prova viva do poder mágico da Sétima Arte, capaz mesmo de
arrebatar multidões até os dias de hoje, conquistando cinéfilos da nova geração. Enfim, uma turbulenta história de amor que enferveceu e vem enfervecendo plateias de todo mundo.
FICHA
TÉCNICA
E O VENTO LEVOU-
GONE WITH THE WIND
Pais: Estados Unidos
Ano: 1939
Gênero: Romance, Guerra
Civil
Direção:
Victor Fleming
Roteiro:
Sidney Howard
Produção: David O. Selznick
Design Produção: William Cameron Menzies
Música Original: Max Steiner
Fotografia: Ernest Haller, Ray Rennahan
Edição: James E. Newcom,
Hal C. Kern
Direção de Arte: Lyle R. Wheeler
Figurino:
Walter Plunkett
Guarda-Roupa:
Edward P. Lambert, Michi Okubo, Edward Maeder
Maquiagem: Sydney
Guilaroff, Monte Westmore
Efeitos Sonoros: Fred Albin , Arthur Johns, Thomas T. Moulton
e outros
Efeitos Especiais: Jack Cosgrove, Lee Zavitz
Efeitos Visuais: Haller
Belt, Jack Shaw, Clarence Slifer e outros
ELENCO
Clark Gable- Rhett Butler
Vivien Leigh-Scarlett
O'Hara
Olivia de
Havilland -Melanie Hamilton
Hattie
McDaniel- Mammy
Thomas
Mitchell- Gerald O'Hara
Leslie
Howard- Ashley Wilkes
Evelyn Keyes -
Suellen O'Hara
Jane Darwell -Sra.
Dolly Merriwether
Barbara
O'Neil- Ellen O'Hara
Ward Bond -Tom,
Capitão ianque
Ann
Rutherford-Carreen O'Hara
Harry
Davenport Dr. Meade
Victor Jory- Jonas Wilkerson, o capataz
Lillian
Kemble Cooper- Cathleen Calvert
Laura Hope
Crews -Tia Pittypat Hamilton
George
Reeves- Stuart Tarleton
Ona Munson- Belle
Watling
Mary
Anderson- Maybelle Merriwether
Leona
Roberts- Sra. Meade
Mickey Kuhn- Beau
Wilkes
Butterfly
McQueen- Prissy
Howard C.
Hickman- John Wilkes
Alicia Rhett-
India Wilkes
Rand Brooks- Charles
Hamilton
Carroll Nye- Frank
Kennedy
Cammie King- Bonnie
Blue Butler
Fred Crane- Brent
Tarleton
Oscar Polk- Pork
Eddie
Anderson- Tio Peter
Robert
Elliott-Major ianque.
DISTRIBUÍDO PELA METRO
GOLDWYN MAYER
Produção e Pesquisa de PAULO
TELLES



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