quinta-feira, 24 de maio de 2018

William Holden: O Eterno “Golden Boy” de Hollywood.


Em mais de quatro décadas, William Holden (1918-1981) reinou  em Hollywood. Ator ganhador do Oscar (Inferno Nº 17/Stalag 17, 1953), além do talento nato da interpretação, Holden foi um dos homens mais charmosos e belos do cinema internacional, galã de inúmeras estrelas (Grace Kelly, Jennifer Jones, Loretta Young, Gloria Swanson, Audrey Hepburn, etc) e intérprete dos mais variados cineastas (Billy Wilder, Sam Peckinpah, Michael Curtiz, Robert Wise, George Cukor, Rouben Mamoulian, John Ford, etc). Apesar de angariar glórias artísticas em toda sua carreira e de sua prosperidade no ramo dos negócios, seu fim de vida não foi dos mais dignos.  Entretanto, o blog prestará uma homenagem a este grande astro das telas, com sua biografia e filmografia completa, celebrando no ano corrente de 2018 seu centenário de nascimento.


A VIDA E A OBRA DE WILLIAM HOLDEN

Por PAULO TELLES



William Holden nasceu William Franklin Beedle Jr em Ofalon, Illinois, Estados Unidos, a 17 de abril de 1918. Seu pai, William Franklin Beedle Sr, era químico industrial, e sua mãe, Mary Blanche, professora de inglês do ensino médio. Motivado pelos negócios do pai, sua família mudou-se para a Califórnia quando Holden tinha três anos. O Sr. William, um entusiasta da aptidão física, ensinou ao filho boxe e ginástica olímpica.  Adolescente, o jovem Beedle trabalhava no laboratório do pai durante as férias escolares. Nesta fase da vida, ele cantava e tocava clarineta, cantou em coro de igreja, e estudou arte dramática no Teatro de Pasadena.  Ainda no período escolar, o futuro astro de Hollywood se revelou também um craque nos esportes, como o futebol e o beisebol.

William Holden aos oito anos.
Em 1937, com 20 anos incompletos, Holden estudava Química na Universidade de Pasadena. Foi nesse período que passou a atuar no teatro para pagar seus estudos. Durante uma peça em que participou, sua atuação chamou a atenção de um agente cinematográfico, que o convidou para fazer um teste em Hollywood. O juvenil ator aceitou se submeter ao teste e foi aprovado, resultando num contrato com a Paramount (“A Marca das Estrelas!”) e mudando seu nome artístico para William Holden. Sua aparência de bom rapaz, porte de 1m81cm, olhos azuis, e sua inconfundível voz de barítono elevaram-no rapidamente ao estrelato.

CONFLITO DE DUAS ALMAS (1939)- 
A REVELAÇÃO EM HOLLYWOOD.

O jovem Holden havia estreado nas telas em 1938 em Penas de Amor (Prison Farm, 1938), de Louis King, estrelado por Lloyd Nolan, mas sua presença em curtas aparições não foi creditada, o mesmo ocorrendo no ano seguinte em Ela Prefere os Atletas (Million Dollar Legs, 1939), de Nick Grinde, comédia juvenil com Betty Grable (1916-1973).

O jovem William Holden em seu primeiro estrelato:
CONFLITO DE DUAS ALMAS (1939)
Em 1939, a Columbia Pictures adquiriu os direitos cinematográficos da peça Golden Boy, de Clifford Odets (1906-1963), que foi estrondoso sucesso na Broadway. Para o papel de Joe Bonaparte, o Golden Boy do título, o estúdio queria Richard Carlson, depois que a Warner Brothers se recusou a emprestar John Garfield, que havia participado da mesma peça com outro papel. Harry Cohn, o chefão da Columbia, estava de litígio com Jack Warner, dono da Warner, daí o motivo a negativa do empréstimo. 

Holden em guarda, sob os olhares de Adolphe Menjou e Barbara Stanwyck: CONFLITO DE DUAS ALMAS (1939).
Barbara Stanwyck (1907-1990) e Adolphe Menjou (1890-1963) já estavam escolhidos para os outros papéis principais. Entretanto, o jovem Bill Holden, que havia feito apenas duas pontas sem créditos em seus dois primeiros filmes, estava sendo observado pelo cineasta Rouben Mamoulian (1897-1987), que fez um teste com ele, contrariando o todo-poderoso Harry Cohn, que ainda nutria esperanças em ter John Garfield no papel principal. Mesmo depois da aprovação no teste, as objeções de Cohn continuavam. Mas como Jack Warner se mantinha irredutível na recusa, Cohn acabou cedendo que o jovem Holden fosse aproveitado.

Holden e Lee J. Cobb: CONFLITO DE DUAS ALMAS (1939).
Inexperiente (o que deixava o jovem ator em situação difícil perante Barbara Stanwick e Adolphe Menjou), acabou dando um enorme trabalho para Mamoulian, que de forma alguma poderia permitir o fracasso do então iniciante William Holden, senão ficaria mal com Cohn. Para isso, Holden começou a trabalhar 17 horas por dia, estudando e dedicando-se ao violino e treinando boxe para adquirir o necessário realismo em sua atuação no ringue. Muito agitado, ligava meia dúzia de vezes por dia a mãe em Pasadena. Após cabeçadas e mais cabeçadas com as complicadas cenas emocionais do filme, deu sinais de eminente colapso nervoso. Entretanto, a experiente colega Barbara Stanwyck estendeu-lhe a mão amiga em sinal de socorro, apoiando-o por todos os meios e modos, trabalhando com ele por longas horas, à noite, conforme tempos depois o diretor Mamoulian recordava com admiração.

Barbara Stanwyck e William Holden: CONFLITO DE DUAS ALMAS (1939). A experiente atriz ajudou no desenvolvimento do jovem Holden em seu primeiro trabalho estrelar.
O progresso de Bill Holden foi surpreendente, resultado do trabalho mantido pelo inexperiente ator de 21 anos e a experimentada atriz de 32 nessa rotina, noite após noite, durante várias semanas. Ainda segundo o cineasta, Babs não deixava que as tomadas de cenas fossem reveladas, mesmo se ela estivesse bem, se a atuação de Holden não fosse a melhor que se pudesse conseguir dele. Babs, melhor dizendo Barbara Stanwyck, foi a fada madrinha do jovem e novato William Holden, que nunca se esqueceu de sua solidariedade para com ele e desprendimento. E Conflito de Duas Almas (Golden Boy, 1939), de Rouben Mamoulian conquistou o público e a crítica, e William Holden passou a ser um astro popular no cinema, sobretudo para o público feminino.

Barbara Stanwyck, William Holden, Adolphe Menjou:
CONFLITO DE DUAS ALMAS (1939).
Até sua morte em 1981, Holden enviava para Barbara rosas vermelhas em cada aniversário de inicio das filmagens Golden Boy. Para ele, ela era a The Queen (a Rainha), e para ela, ele era o seu Golden Boy.



OS PRIMEIROS FILMES NO ESTRELATO

Com o sucesso e reconhecimento do público em Conflito de Duas Almas, Holden atuou em quatro filmes em 1940, sendo dois deles de grande sucesso: Nossa Cidade (Own Town, 1940), de Sam Wood (1883-1949), com Martha Scott (1912-2003); e Homens Marcados (Invisible Stripes, 1940) de Lloyd Bacon (1889–1955), com George Raft (1895-1980)e Humphrey Bogart (1899-1957). 

Holden com Martha Scott: NOSSA CIDADE (1940).
Os jovens William Holden & Glenn Ford no faroeste
GLORIOSA VINGANÇA (1940).
Estrelou com Jean Arthur (1900-1991) seu primeiro Western, A Amazona de Tucson (Arizona, 1940), Wesley Ruggles (1889–1972). A seguir veio outro faroeste, onde contracenou com o jovem Glenn Ford (1916-2006) e a já experiente Claire Trevor (1910-2000), Gloriosa Vingança (Texas, 1940), de George Marshall (1891–1975). Durante as filmagens, Holden e Ford fizeram amizade.

Glenn Ford, Claire Trevor, o diretor George Marshall, e Holden, num intervalo de GLORIOSA VINGANÇA (1940).
Em 27 de julho de 1941, William Holden se casou com a atriz Brenda Marshall (1915-1992), ex-esposa do ator Richard Gaynes e que já tinha uma filha, a qual Holden adotou. Com Brenda, o ator teve dois filhos: Peter Westfield "West" Holden (nascido em 17 de novembro de 1943) e Scott Porter Holden (nascido em 2 de maio de 1946, e falecido em 21 de janeiro de 2005). Scott também viria a ser ator. Pouco tempo teve para uma lua de mel, já que Holden e Brenda tinham compromissos de filmagem para o dia seguinte. Brenda teria que ir ao Canadá e Bill partiria para Los Angeles com seu padrinho de casamento Brian Donlevy (1899-1972) para as rodagens de uma comédia, Sombra Amiga (The Remarkable Andrew, 1942) de Stuart Heisler (1896–1979). 

Holden com sua esposa, a atriz Brenda Marshall.
Bill com seu filho Peter.


Com os Estados Unidos prestes a entrar na Segunda Guerra Mundial, Holden estrelou com Ray Milland (1905-1986), Wayne Morris (1914-1959), e Veronica Lake (1922-1973) seu primeiro filme bélico, Revoada das Águias (I Wanted Wings, 1942) de Mitchell Leisen (1898–1972). Com o estouro do conflito, Holden se alistou, passando os próximos quatro anos na Força Aérea dos Estados Unidos, período que ficou afastado dos holofotes sem estrelar qualquer produção cinematográfica. Ao dar baixa, Holden voltou a Hollywood e estrelou Quatro Homens a Queriam (Blaze of Noon, 1947) de John Farrow (1904-1963), com Anne Baxter (1923-1985), Sonny Tufts (1911–1970), e Sterling Hayden (1916-1986), um drama de ação.

Com Brian Donlevy e Ellen Drew: SOMBRA AMIGA (1942).
Com Ray Milland, Constance Moore, e abraçado a Veronica Lake:
REVOADA DAS ÁGUIAS (1941).


Com Anne Baxter: QUATRO HOMENS A QUERIAM (1947).
A seguir, vieram outros dois faroestes: No Velho Colorado (The Man from Colorado, 1948), seu primeiro western em cores, contracenando novamente com o amigo Glenn Ford, desta vez, inimigos na trama; e O Homem que eu Amo (Rachel and the Stranger, 1948), onde Holden troca socos com Robert Mitchum (1917-1997) pelo amor de Loretta Young (1913-2000).

Recebendo de Glenn Ford distintivo de xerife, sob os olhares de Edgar Buchanan e Ellen Drew: NO VELHO COLORADO (1948).
Enciumado com Robert Mitchum por causa de Loretta Young:
O HOMEM QUE EU AMO (1948).


Em 1948, Holden fez um filme para Fox, a comédia romântica Apartamento para Dois (Apartment for Peggy, 1948), de George Seaton, atuando com Jeanne Crain (1925-2003) e Edmund Gwenn (1877–1959). Um criminal, Passado Tenebroso (The Dark Past, 1948), de Rudolph Maté (1898–1964), com Nina Foch (1922-2008) e Lee J. Cobb (1911-1976); outro western, Mosqueteiros do Mal (Streets of Laredo,1949) de Leslie Fenton, com Macdonald Carey (1913-1994); e uma comédia, Brotinho Infernal (Dear Wife, 1949) de Richard Haydn (1905–1985), com Joan Caulfield (1922–1991) – e entre outros filmes – encerraram o ciclo de trabalhos de William Holden na década de 1940. Entretanto, a década que se seguiria seria a mais gloriosa e produtiva para a carreira do astro, cada vez mais em ascensão.


A DÉCADA DE 1950 CHEGA COM

CREPÚSCULO DOS DEUSES (1950).
Primeira indicação ao Oscar.


A década de 1950 abriu com chave de ouro para William Holden. Em 1950, o cineasta Billy Wilder (1906-2002) junto com o colaborador Charles Brackett (1892-1969) estava prestes a iniciar os trabalhos para aquele que seria um dos mais absolutos clássicos de todos os tempos, Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard, 1950). Drama sobre Hollywood e a decadência de seus ídolos, realizado com exasperada morbidez e patética contundência de tragédia pelo mesmo diretor de Farrapo Humano.

William Holden e Gloria Swanson: CREPÚSCULO DOS DEUSES (1950), de Billy Wilder.
O papel principal de Norma Desmond, uma atriz da era do cinema mudo que vive seus dias presa ao saudosismo de sua glória foi oferecido a inúmeras atrizes veteranas, entre elas Mary Pickford e Mae West. Por fim, Gloria Swanson (1899-1983) aceitou a parte, o que a fez retornar as telas após nove anos de ausência.  Mas para a parte de Joe Gillis, um jovem e frustrado roteirista que acaba se tornando amante e gigolô de Norma, Wilder achou melhor escolha Montgomery Clift para desempenha-lo. Tudo parecia acertado entre Clift e Wilder, já que o ator lera o roteiro e disse ter se interessado pelo papel, mas na última hora recuou, alegando que estivera vivendo uma situação semelhante ao personagem na vida real, ao se envolver com uma mulher bem mais velha. 


O jeito foi Billy Wilder ir rapidamente em busca de um ator para encarnar Joe Gillis. A Paramount, que produziria e distribuiria Crepúsculo dos Deuses, recomendou William Holden, pois segundo o estúdio, poderia ser capaz de dar vida à Gillis, afinal, foi esta empresa que o astro ainda em firmamento havia iniciado seus primeiros trabalhos. Ao receber o roteiro, Holden tratou de aperfeiçoar ao máximo o personagem, e o resultado surpreendeu o diretor Wilder, que adorou sua performance.  Com Crepúsculo dos Deuses, William Holden recebeu sua primeira indicação a um prêmio da Academia. Mas na noite do Oscar de 29 de março de 1951, Holden, que competia com James Stewart (Meu Amigo Harvey, 1950), Jose Ferrer (Cyrano de Bergerac, 1950), Spencer Tracy (O Pai da Noiva, 1950) e Louis Calhern (Nobre Rebelde, 1950), perdeu a premiação para Ferrer, que não pôde comparecer ao evento, tendo a atriz Helen Hayes recebido o prêmio em nome do ator.


Holden, Nancy Olson, e Erich von Stroheim, observando Gloria Swanson: CREPÚSCULO DOS DEUSES (1950).

Mesmo não sendo agraciado com o Oscar naquele momento, a carreira de Holden favorecia, e ele recebia cada vez mais propostas e bons roteiros, que eram atrativos convites ao trabalho.


A CARREIRA FLORESCE

Após Crepúsculo dos Deuses, Holden estrelou um filme criminal, Rastro Sangrento (Union Station, 1950), também realizado pela Paramount, com Nancy Olson e Barry Fitzgerald (1888–1961). Na Columbia, atuou na divertida comédia Nascida Ontem (Born Yesterday, 1950), dirigida pelo lendário George Cukor (1900-1983). Embora as atrações fossem mais voltadas para a Judy Holliday (1921-1965), que arrebatou o Oscar de Melhor Atriz no papel de uma loura burra cujo amante gangster (Broderick Crawford, 1911-1986) contrata um jornalista jovem e culto (Holden) para um acidentado curso de cultura geral, a participação de Bill não deixou de ser menos importante, sendo um dos mais importantes trabalhos na filmografia do ator. 

Com Judy Holliday e Broderick Crawford: NASCIDA ONTEM (1950), de George Cukor.
A seguir vieram duas películas notáveis de guerra: Quando Passar a Tormenta (Force of Arms, 1951), de Michael Curtiz (1886-1962), e O Tigre dos Mares (Submarine Command, 1951) de John Farrow. Em ambas, Holden contracena com Nancy Olson (que foi seu par romântico em Crepúsculo dos Deuses). 

INFERNO 17 (1953)
Enfim, Veio o Oscar.

Billy Wilder gostou tanto da atuação de William Holden em Crepúsculo dos Deuses que resolveu convocar o ator para um novo trabalho, desta vez um filme sobre prisioneiros de guerra intitulado Inferno 17 (Stalag 17, 1953). Holden, como J.J Sefton, deu ampla vida ao personagem, um sargento oportunista que, num campo de concentração faz de tudo para obter vantagens ou ganhar dinheiro, desde organizar corrida de ratos e construir uma destilaria, até alugar um telescópio para os outros prisioneiros espiarem os alojamentos das prisioneiras russas. Por suas ligações com os alemães, ele se torna o principal suspeito de ser um espião dentro do campo, pronto a atrapalhar um plano de fuga dos companheiros.

Holden com Neville Brand: INFERNO 17 (1953), de Billy Wilder.
Com Otto Preminger: INFERNO 17 (1953)


Na noite da entrega de prêmios da Academia a 25 de março de 1954, Holden competia com Burt Lancaster (A Um Passo da Eternidade), Marlon Brando (Júlio César) e Richard Burton (O Manto Sagrado) para o prêmio de Melhor Ator do Ano. Bill foi o vencedor da noite. No momento de receber o Oscar, o ator teve a palavra cortada na TV, por falta de tempo, o que o deixou muito aborrecido, principalmente por não ter podido salientar a importância do diretor Billy Wilder em sua carreira, pois ele o tinha escolhido para dois trabalhos que transformaram seu perfil como ator – CREPÚSCULO DOS DEUSES e INFERNO 17 – libertando-o de papéis de rapaz bonzinho que lhe tinham marcado a trajetória até então.


O Oscar conquistado.
Vale destacar que Holden sentiu que não merecia o Oscar por Inferno 17, e que o prêmio deveria ter ido para Burt Lancaster por A Um Passo da Eternidade. Algumas pessoas próximas ao ator falaram que sua premiação foi uma desculpa tardia da Academia, por tê-lo esnobado em sua indicação por Crepúsculo dos Deuses, três anos antes

MAIS FILMES.

Após o Oscar conquistado por Inferno 17, Holden teve três trabalhos significativos para sua carreira no ano de 1953: A comédia romântica Ingênua Até Certo Ponto (The Moon Is Blue, 1953), de Otto Preminger (1905-1986), com David Niven (1910-1983) e Maggie McNamara (1929-1978). 

Com Ginger Rogers e Paul Douglas: NO ENTARDECER DA VIDA (1953).
Com Eleanor Parker no Faroeste de John Sturges
A FERA DO FORTE BRAVO (1953)
Outra comédia, No Entardecer da Vida (Forever Female, 1953), de Irving Rapper (1898–1999), com Ginger Rogers (1911-1995) e Paul Douglas (1907-1959) - e o ótimo Western da MGM A Fera do Forte Bravo (Escape From Fort Bravo, 1953), de John Sturges (1910-1992), onde Holden pôde exercitar seu lado mal como um implacável e famigerado comandante nortista de um forte que serve como prisão para os confederados, tendo que lhe dar com uma espiã sulista, vivida por Eleanor Parker (1922-2013).

O CAST de UM HOMEM E DEZ DESTINOS (1954)
Divulgação de UM HOMEM E DEZ DESTINOS nos jornais cariocas em 1955.


Em 1954, ainda na MGM (O estúdio da Marca do Leão), Holden estrelou um drama que reuniu grandes nomes de Hollywood, Um Homem e Dez Destinos (Executive Suite, 1954), direção de Robert Wise (1914-2005), versando sobre os bastidores de uma grande empresa onde pôde contracenar novamente com sua amiga e fada madrinha Barbara Stanwyck, reunindo ainda Fredric March (1897-1975), June Allyson (1917-2006), Walter Pidgeon (1897-1984), Shelley Winters (1922-2006), e Louis Calhern (1895-1966). 


SABRINA (1954)-
Problemas com Bogart, e Paixão por Audrey Hepburn.


Outro reencontro entre Billy Wilder e William Holden se deu em 1954, na produção Sabrina (Sabrina, 1954), uma comédia romântica com toques dramáticos, cujo papel principal seria desempenhado por Cary Grant, mas na última hora foi substituído por Humphrey Bogart. Holden era desta vez o terceiro nome nos créditos, ofuscado pelo de Bogart (com quem havia contracenado em Homens Marcados, em 1940) e de Audrey Hepburn (1929-1993), que fazia aqui seu segundo filme consecutivo com o cabelo cortado que seria o símbolo de sua maturidade. 

Holden com Audrey Hepburn e Humphrey Bogart:
SABRINA (1954).
Entretanto, o tempo fechou durante as filmagens. Isto porque Bogart não admitia ter Audrey como sua parceira na trama, cuja parte da personagem Sabrina Fairchild estava reservada para a mulher do astro, Lauren Bacall. William Holden acabou se apaixonando por Audrey na vida real. A atriz correspondeu à paixão de Holden, e não demorou em ambos serem vítimas dos ataques de Bogart. Humphrey acusava-os de conspiração contra ele, já que mesmo tendo seu nome acima dos dois nos letreiros, seu salário era inferior. Bogart ganhou US $ 300.000 dólares. Holden recebeu US $ 1.500.000. Audrey ganhou US $ 500.000. Uma noite, Boggie falou abertamente que Audrey não tinha o menor talento e que jamais deveria interpretar. Não suportando ouvir as críticas à mulher amada, Holden pulou em cima de Bogart e o sufocou, quase o matando. Precisou então de Billy Wilder e alguns seguranças da Paramount separar os dois atores em contenda.


Os ricaços Irmãos Larrabee que disputam pelas atenções de uma simples moça, vivida por Audrey Hepburn.
Apesar destes problemas por trás dos bastidores, Sabrina foi sucesso de crítica e bilheteria e um dos grandes êxitos comerciais da Paramount, sobre os ricaços irmãos Larrabe, Linus Larrabee (Bogart) e o caçula playboy e mimado David (Holden), que se encantam por uma moça simples, Sabrina Fairchild (Audrey), que esta para viver um conto de Cinderela. Os críticos acharam o desempenho do trio bem sucedido, mas uma parcela da crítica achou que Humphrey Bogart foi mal escalado para o papel de Linus, e que era William Holden que deveria ter interpretado, tendo um ator mais jovem para a parte de David. Mais tarde, Bogart pediu desculpas ao diretor Billy Wilder por seu comportamento no set de Sabrina, citando problemas em sua vida pessoal. Holden jamais perdoou Boggie e em suas citações, disse sempre tê-lo odiado. 


Holden se apaixonou por Audrey na vida real.
William Holden, com seu casamento desgastado com Brenda Marshall, estava amando Audrey Hepburn, e pretendia obter o divórcio para pedir a mão de Audrey. Entretanto, o relacionamento dos dois chegou ao fim quando a atriz soube que Holden não poderia ter filhos. O ator havia se submetido a uma vasectomia. Foi a partir desta época que o Golden Boy passou a beber, infeliz com o rompimento do romance fora das telas. Audrey, por sua vez, casou com o ator Mel Ferrer, a 25 de setembro de 1954, e da união nasceria o filho Sean Hepburn Ferrer. Foi um golpe duro para Bill Holden.

GRACE KELLY


Tentando superar o fim do relacionamento com Audrey Hepburn, William Holden se envolveu com a jovem e ainda iniciante no cinema Grace Kelly (1929-1982), que fizera alguns trabalhos na TV, cuja estreia cinematográfica deu-se em 1952 com o clássico Matar ou Morrer (High Noon), de Fred Zinnemann, com Gary Cooper. O próximo projeto de Holden também envolveria a atriz em 1954, Amar é Sofrer (The Country Girl, 1954), de George Seaton (1911-1979) trazendo novamente Bill como terceiro nome nos créditos, ao interpretar Bernie Dodd, o amigo de Frank Elgin, vivido por Bing Crosby (1904-1977), ator decadente que não consegue papéis devido ao vício do álcool. Apoiado por Bernie e sua esposa Georgie (Grace Kelly), Frank tenta dar a volta por cima. Amar é Sofrer deu o Oscar de Melhor Atriz para Grace em 1954, em um papel antes cogitado para Jennifer Jones.

Com Grace Kelly e Bing Crosby: AMAR É SOFRER (1954).
Com Grace - AS PONTES DE TOKO-RI (1954).

Com Grace, Holden também estrelaria no mesmo ano de 1954 As Pontes de Toko-Ri (The Bridges at Toko-Ri, 1954), um drama romântico de guerra dirigido pelo magistral Mark Robson (1913-1978) que reuniu um elenco de primeira grandeza, como Fredric March, Mickey Rooney (1920-2014) e Robert Strauss (1913-1975). Como ocorrera com Audrey Hepburn, o romance com Grace também não floresceu, visto que ela tivera casos com outros astros (de preferência mais maduros), como Clark Gable, David Niven, e Bing Crosby.

SUPLÍCIO DE UMA SAUDADE (1955)
Com Jennifer Jones.

Um dos maiores clássicos do cinema romântico da década de 1950, Suplício de Uma Saudade (Love Is A Many Splendored Thing, 1955), de Henry King (1886-1982) levou plateias às lágrimas, ao contar uma história baseada em fato verídico ocorrido durante a Guerra da Coréia (1950) com um jornalista americano de nome Ian Morrison, que viveu um romance passageiro com uma médica de Hong Kong. Morrison foi morto enquanto cobria o conflito.

William Holden em um de seus filmes mais românticos: 
SUPLÍCIO DE UMA SAUDADE (1955), com Jennifer Jones.
Na trama roteirizada por John Patrick (1905-1995) com base no romance autobiográfico da médica Drª. Han Suyn (1916-2012), Morrison tem seu nome alterado para Mark Elliott, personagem de William Holden. Em Hong Kong, em 1949, o correspondente de guerra americano Mark Elliott e uma médica chinesa, Drª Suyn (Jennifer Jones, 1919-2009) se apaixonam. Entretanto, a felicidade deles é posta à prova quando se descobre que ele já é casado e o relacionamento passa a ser criticado pelos amigos e pela família dela. Quando estoura a Guerra da Coréia, o jornalista parte para acompanhar o conflito e o casal passa a se corresponder por cartas. Suplício de uma Saudade venceu o Oscar por Melhor Figurino Colorido, e Canção Original, a trilha sonora Love Is a Many-Splendored Thing, composta por Sammy Fain e Paul Francis Webster.


Nos bastidores, a relação dos atores principais não foi das mais cordiais. Nesta altura, o Golden Boy de Hollywood se tornara um mulherengo compulsivo, e Jennifer era casada com o magnata David O. Selznick. Várias vezes ela reclamou de Holden para o diretor Henry King, ameaçando o ator aos berros a contar tudo para o marido. Nas filmagens, Jennifer supostamente mastigava dentes de alho antes das cenas de amor para deter maior aproximação de Holden. Um dia, o ator tentou fazer as pazes com ela, oferecendo um buquê de rosas brancas ao visita-la em seu camarim, mas ela jogou de volta em seu rosto. 


FÉRIAS DE AMOR (1955)
A Dança com Kim Novak.

Um dos pontos marcantes na carreira de William Holden foi Férias de Amor (Picnic, 1955), baseado em peça de William Inge (1913-1973). A Columbia queria inicialmente Marlon Brando para a parte do enigmático Hal Carter, um jovem aventureiro amoral e sem metas, mas atraente e sedutor, que faz a cabeça das moradoras de uma comunidade do Kansas. Mas Brando achou o personagem parecido demais com seu Stanley Kowalski em Uma Rua Chamado Pecado (1951) de Elia Kazan e recusou. A Columbia, que tinha Bill Holden em alta cota como seu Golden Boy, apostava no ator para viver o personagem principal da peça de Inge, um papel que pedia alguém mais jovem. Holden precisou raspar o peito para parecer bem menos do que seus verdadeiros 37 anos de idade. 


A dança com Kim Novak: FÉRIAS DE AMOR (1955).
O ponto clímax de Férias de Amor foi a sensual dança entre Kim Novak (na flor de seus 22 anos) e o astro Holden. O ator inicialmente não queria fazer a cena da dança e esperou até mesmo o estúdio cortar a sequencia, chegando a confidenciar para o colega Cliff Robertson que não sabia dançar. Mas para surpresa de Holden, a Columbia pagou uma quantia extra e o astro se submeteu a cena. Muito embora estivesse ainda em boa forma física, Holden geralmente bebia durante os intervalos das filmagens. A famosa cena da dança entre Bill e Novak foi feita sob a influência do álcool, com autorização do estúdio.  Suplício de uma Saudade foi um dos quatro filmes em que ele dançou (os outros são Sabrina, de 1954; Crepúsculo dos Deuses, de 1951; e Ruth Querida, de 1947).

A PONTE DO RIO KWAI (1957)-
A Fortuna de William Holden.


Temáticas sobre a Segunda Guerra pareciam atrair William Holden. Em 1956, ele atuou em duas produções bélicas: O Fruto do Pecado (The Proud and Profane, 1956) de George Seaton, com Deborah Kerr (1921-2007) – e Rumo ao Desconhecido (Toward the Unknown, 1956) de Mervyn Le Roy (1905-1987), com Lloyd Nolan (1902-1985) e Virginia Leith.


A PONTE DO RIO KWAI (1957) - filme ganhador do Oscar. Holden entre Alec Guinness e Jack Hawkins.
Em 1957, Holden estrelou uma superprodução que fez história e é considerada a maior de toda sua carreira, A Ponte do Rio Kwai (The Bridge on the River Kwai, 1957), dirigido pelo cineasta inglês David Lean (1908-1991). Baseado no romance homônimo de Pierre Boulle (1912-1994), o mesmo autor de Planeta dos Macacos, e com script do competente Carl Foreman (1914-1994), o espetáculo é uma rara combinação de filme de diversão e de boa qualidade artística em suas duas horas e 41 minutos de projeção, com suspense, coragem, e demonstração da inutilidade e loucura da guerra. Prisioneiros de guerra ingleses nas selvas do Celião, constroem para os japoneses uma ponte de estrada de ferro sobre o rio Kwai.

O diretor David Lean, com Alec Guinness e William Holden.
Como nas antigas tragédias gregas, todos os principais personagens morrem. No final, quando um grupo de comandos destrói a ponte, um dos sobreviventes murmura: “É Loucura! Pura loucura!”. A Ponte do Rio Kwai ganhou sete Oscars, inclusive por Melhor Filme de 1957, e fez de William Holden um homem rico (ele aceitou como pagamento uma percentagem dos lucros).


MARCHA DE HERÓIS (1959)
Western de John Ford, com John Wayne.

Marcha de Heróis (The Horse Soldiers, 1959) marcou o início de grandes negócios para os astros John Wayne (1907-1979) e William Holden, que receberam para trabalhar no filme US $ 775.000 dólares cada, mais 20% dos lucros totais, uma soma inédita em 1959. O contrato envolveu seis empresas e numerou em dobro as páginas do roteiro. O filme, dirigido pelo mestre John Ford (1895-1973), lamentavelmente fracassou nas bilheterias, sem lucros a serem compartilhados no final. 


Holden com John Wayne, para divulgação do filme em Nova York em 1960.
Wayne & Holden em MARCHA DE HERÓIS (1959), de John Ford.


A história, baseada em episódio verídico da Guerra Civil Americana (1861-1865), é um Western do poético e humanístico estilo do cineasta Ford, contando sobre o conflito entre um duro comandante nortista, Coronel John Marlowe (Wayne), que recebe a missão de destruir uma ferrovia para cortar suprimentos de uma cidade sulista, e o médico de seu regimento, Major Henry Kendall (Holden), de índole humana e pacifista. O confronto entre os dois se acentua ainda mais quando Marlowe captura uma espiã sulista (Constance Towers), proprietária de uma fazenda que intencionava revelar os planos dos nortistas.


Wayne & Holden com Constance Towers: MARCHA DE HERÓIS(1959)
Por causa das visões políticas amplamente diferentes dos atores principais - Wayne um conservador, e Holden mais liberal - algumas das animosidades mostradas na tela entre os dois astros eram reais, resultado de conflitos pessoais. Após o fim, cada ator prometeu nunca mais trabalhar um com o outro.


A DÉCADA DE 1960.

Como uma das estrelas mais bem pagas no final da década de 1950, William Holden recebeu 10% do faturamento bruto de A Ponte do Rio Kwai, fazendo dele um multimilionário instantâneo. Ele investiu grande parte de seus ganhos em várias empresas, até mesmo em uma estação de rádio em Hong Kong. No início da década seguinte, ele mudou sua família para Genebra, na Suíça, mas passou cada vez mais seu próprio tempo viajando. Foi nesse período que Holden fundou o exclusivo Mount Kenya Safari Club com o bilionário do petróleo Ray Ryan e o financista suíço Carl Hirschmann. Sua fervorosa defesa da conservação da vida selvagem agora consumia mais de seu tempo do que sua atuação nas telas.


Com Nancy Kwain: O MUNDO DE SUZIE WONG (1960).
Em 1960, filmou na Inglaterra o drama O Mundo de Suzie Wong (The World of Suzie Wong, 1960), de Richard Quine (1920-1989), sobre um americano (Holden) cansado de sua vida de executivo que vai à Hong Kong para ser pintor, onde contrata uma jovem prostituta (Nancy Kwain) como modelo, por quem eventualmente se apaixona.


Holden como um padre, em TENTAÇÃO DIABÓLICA (1962), com Cliffton Webb.
O FALSO TRAIDOR (1962).


Em 1962, filmou Tentação Diabólica (Satan Never Sleeps, 1962) de Leo McCarey (1896-1969), sobre um padre americano (Holden) que chega a uma missão na China acompanhado por uma jovem nativa que se juntou a ele ao longo do caminho. No mesmo ano, atuou em O Falso Traidor (The Counterfeit Traitor, 1962) de George Seaton, uma espionagem de guerra com Holden no papel de um empresário do ramo do petróleo é contatado pela inteligência britânica para espionar seus clientes nazistas. No elenco, Lili Palmer (1914-1986) e Hugh Griffith (1912-1980). Ainda em 1962, filmou com a estrela Capucine (1928-1990) e Trevor Howard (1914-1988) O Leão (The Lion, 1962) de Jack Cardiff (1914-2009), uma aventura sobre a selva.


Com Capucine e Zamba: O LEÃO (1962).
Com Capucine e Susannah York: A SÉTIMA AURORA (1964).


Em 1964, voltou atuar com Capucine (com quem também teve romântico envolvimento, mas ela não levou a sério) e Susannah York (1939-2011) no drama de ação A Sétima Aurora (The 7th Dawn, 1964) de Lewis Gilbert. Atuaria novamente no mesmo ano com a querida Audrey Hepburn na comédia Quando Paris Alucina (Paris - When It Sizzles, 1964) de Richard Quine, com Tony Curtis (1925-2010).


MAIS FILMES.

A partir da primeira metade da década de 1960, o ritmo de trabalho de William Holden diminuiu no cinema, motivado em grande parte pelos seus negócios pelo mundo, e também por seus problemas com a bebida. Entretanto, ele ainda era um nome requisitado pelos grandes diretores.

Com Richard Widmark: ALVAREZ KELLY (1966).
CASSINO ROYALE (1967)


Voltou a morar nos Estados Unidos depois de se envolver seriamente num acidente de trânsito na Itália. Após dois anos sem atuar em produções, em 1966 voltou em Alvarez Kelly (Alvarez Kelly, 1966), um Western sobre a Guerra Civil Americana do conceituado diretor Edward Dmytryk (1908–1999), antagonizando com Richard Widmark (1914-2008). No ano seguinte, participou brevemente em Cassino Royale (Casino Royale, 1967), sátira aos filmes de James Bond com base no primeiro romance do personagem escrito por Ian Fleming (1908-1964), com um elenco all-star: David Niven, Orson Welles, Peter Sellers, Ursula Andress, Deborah Kerr, Woody Allen – entre outros – sob direção de John Huston, Val Guest, e Ken Hughes.


A BRIGADA DO DIABO (1968)
Em 1968, voltou a atuar em um filme bélico, A Brigada do Diabo (The Devil's Brigade, 1968), de Andrew V. McLaglen (1920-2014), onde Holden interpretou um coronel que tem a missão de treinar dois grupos de soldados, um desajustado batalhão americano e um grupo de comandos canadenses, transformando-os numa efetiva unidade de combate.


MEU ÓDIO SERÁ SUA HERANÇA (1969):
A Revitalização do Faroeste Americano.

Em 1969, o cineasta “Poeta da Violência” Sam Peckinpah (1925-1984) apresentou para as plateias do mundo seu surpreendente espetáculo Meu Ódio Será Sua Herança (The Wild Bunch, 1969), considerada por muitos sua obra máxima no cinema, que revitalizou o Western americano, até então superado pelas produções europeias do gênero
Holden com Sam Peckinpah, Ernest Borgnine, Ben Johnson, e um ator mexicano não identificado.
Para viver Pike Bishop, um velho bandido que comanda uma quadrilha de foras da lei, todos decadentes, que precisam provar para si mesmos que não estão obsoletos, Peckinpah convidou Burt Lancaster, James Stewart, Charlton Heston, Sterling Hayden, Gregory Peck, Richard Boone, Robert Mitchum, e Lee Marvin. Todos recusaram. Marvin na verdade chegou aceitar o papel, mas desistiu depois que ofereceram um salário maior para estrelar Os Aventureiros do Ouro (Paint Your Wagon, 1969).


Holden e o cineasta Sam Peckinpah revendo o roteiro para
MEU ÓDIO SERÁ SUA HERANÇA (1969).
Finalmente a escolha recaiu para William Holden, que gostou do script e aceitou fazer Pike Bishop. Meu Ódio Será Sua Herança reuniu grandes nomes além de Holden - Ernest Borgnine (1917-2012), Robert Ryan (1909-1973), Edmond O’ Brien (1915-1985), Warren Oates (1928-1982) e Ben Johnson (1918-1996). O astro e Peckinpah se deram muito bem durante as filmagens, tanto pelo lado profissional quanto pelo entretenimento com bebida, colocando o astro e seu diretor como bons amigos de copo, o que não impediu o sucesso de uma das obras mais revisionistas do faroeste americano, tornando-se um verdadeiro divisor de águas em seu gênero clássico. 


A QUADRILHA DE PIKE - Ben Johnson, Warren Oates, William Holden, Ernest Borgnine.
A Warner convocou uma comitiva de imprensa para o lançamento do filme, nos Bahamas. Mais de 400 jornalistas tiveram presentes e assistiram a sua pré-estreia. Opiniões foram divididas. A extrema violência para os padrões da época redundou em protestos da crítica, que achou o filme niilista e depravado. Uma jornalista do conceituado Reader’s Digest perguntou a Sam Peckinpah por que fizeram um filme tão violento. O diretor e William Holden, ambos de ressaca e com óculos escuros, se entreolharam e inclinaram suas cabeças como se quisessem fugir da situação. Mas o crítico Roger Erbert (1942-2013), que estava entre os presentes, pronunciou-se em defesa de Peckinpah, declarando que The Wild Bunch era uma Obra Prima.



Considerado por muitos críticos americanos até mesmo superior a Rastros de Ódio (The Searchers, 1956), de John Ford, tal observação fez com que a obra de Sam Peckinpah fosse reprisada constantemente nos cinemas a partir de 1976, com seu relançamento mundial. Mais U$S 52 milhões de dólares foram então contabilizados, mas segundo a contabilidade da Warner, o filme continuava no vermelho. Dada à importância do western de Peckinpah, ocorreram outros relançamentos, até a morte do cineasta, em 1984. Somente os herdeiros de Peckinpah é que passaram a receber dividendos referentes aos direitos do diretor, o mesmo acontecendo com o astro Holden, que havia falecido em 1981.



A DÉCADA DE 1970.

Aos 52 anos, William Holden admitia que as compensações de uma carreira como artista vieram como circunstâncias da vida. Ele certa vez declarou:

- Uma possiblidade sempre gera a outra. Mas claro, eu gosto de representar, mas para mim isso não é tão importante.

O importante é que representar deu a ele as chaves do mundo, tendo viajado cinco milhões de milhas, e tendo casas em Hong Kong, Penang, Cingapura, Suiça, África, e Estados Unidos.

- Em todos os lugares por onde passei procurei criar raízes – disse.

Holden se envolveu com causas socais, como a preservação do meio ambiente e dos animais. Encontrou-se na Somália, por ocasião da tomada de poder pelo Conselho dos 17 Revolucionários. E Estava no Quênia durante o Mau Mau. Foi contra a caça de animais na África, participando de uma guerra contra a caça ilegal.  O ator ainda sabia que alguns caçadores usavam marfim precioso para pagar a China Comunista para construir uma rede ferroviária. Estava ciente do que russos estavam fazendo na África e tinha opiniões definidas sobre a política que os americanos deveriam seguir:

- O que é necessário são programas para ajudar as pessoas. Simplesmente o que a Igreja Católica faz há anos, e eu não sou católico. Mas ao fornecer medicamentos e ajuda básica, sem impor demais as doutrinas da Igreja, eles criaram uma área de troca que não é radical. Acima de tudo, os Estados Unidos deve ficar fora da política e não repetir os erros do Chile e Vitenã. Quanto a mim, recuso-me a deixar que animais e artes se tornem política. Declarou Holden.



OUTROS TRABALHOS
E CLINT EASTWOOD

Em 1970, Holden atuou para Terence Young (1915-1994) em Cada Dia Será Como Deus Quiser (L'arbre de Noël, 1970), drama franco-italiano com Virna Lisi (1936-2014).  A seguir, veio dois Westerns: Os Dois Indomáveis (Wild Rovers, 1971) única experiência do diretor Blake Edwards (1922-2010) no gênero, com Ryan O’ Neal; e Marcados Pela Vingança (The Revengers, 1972), de Daniel Mann (1912-1991), onde retornou a atuar com Ernest Borgnine desde Meu Ódio Será Sua Herança. O filme também registrou a última atuação de Susan Hayward (1917-1975) no cinema.


No drama europeu CADA DIA SERÁ COMO DEUS QUISER (1970),
com Virna Lisi.
Com Ryan O' Neal no Western OS DOIS INDOMÁVEIS (1971)
Em 1973, Clint Eastwood dirigiu Holden na história romântica Interlúdio de Amor (Breezy, 1973), sobre uma adolescente hippie (Kay Lenz), que precisa fugir de um motorista após pegar uma carona. Ela acaba se escondendo em uma casa isolada, onde vive um homem de meia-idade e divorciado (William Holden), por quem a moça se apaixona.


Com Kay Lenz: INTERLÚDIO DE AMOR (1973), dirigido por Clint Eastwood.
William Holden, Kay Lenz, e o diretor e ator Clint Eastwood, 
durante as filmagens de INTERLÚDIO DE AMOR (1973).

Sobre Clint Eastwood, Holden declarou: Ele é imparcial, um traço de personalidade que não é evidente entre os diretores. Toda a tripulação de atores esta sempre atrás dele para sanar dúvidas, e isso realmente ajuda as coisas a correrem bem. Por sua vez, Clint gostou de dirigir o veterano astro.

INFERNO NA TORRE (1974)-
Uma Constelação de Astros e Estrelas em Perigo.

Um Show de pirotecnia com cintilantes constelações de astros e estrelas que o cinema nunca imaginou antes reunidas. Ao longo de 185 minutos de projeção, os portadores de acrofobia (medo de lugares altos) passam a maior parte desta metragem sob tensão e calafrios. Assim é Inferno na Torre (The Towering Inferno, 1974), que surgiu em 1974, sob a onda e apogeu do então chamado Cinema Catástrofe, desencadeado dois anos antes com O Destino do Poseidon, e pelo mesmo produtor, Irwin Allen (1916-1991). 


CAST de INFERNO NA TORRE (1974) - Clássico do Cinema Catástrofe.
William Holden no papel do dono do arranha-céu considerado o mais seguro do mundo contra incêndios, cuja preocupação maior é mais em promover sua inauguração do que tirar todos os ilustres convidados (entre os quais políticos e empresários) do salão de festas onde um eminente incêndio esta prestes acontecer. Com Holden, compõem Paul Newman (1925-2008), Steve McQueen (1930-1980), Fred Astaire (1899-1987), Robert Wagner, Fay Dunaway, Jennifer Jones (1919-2009) – entre outros - a integrar um elenco todo estrelar para uma superprodução que fez história.


CAMPEÃO DE BILHETERIA

William Holden esteve entre os dez principais atores de Hollywood como Campeão de Bilheteria, seis vezes classificado pela pesquisa anual de exibidores da Quigley Publications, The Top Ten Money-Making Stars, lista definitiva que classifica os dez astros mais populares na vendagem de ingressos em todo mundo. Holden chegou ao topo em 1956, dois anos depois de entrar no 7º lugar em 1954, ano em que ganhou o Oscar de Melhor Ator por seu desempenho em O Inferno 17. Em 1955, ele ficou em 4º lugar, depois em 1º lugar em 1956, e então caiu para o 7º lugar em 1957, antes de se recuperar ligeiramente para o 6º lugar em 1958. Depois de cinco anos seguidos entre os dez maiores astros campeões das telas, ele saiu da lista em 1959 e 1960, mas reapareceu em 1961, classificado em oitavo lugar, sendo esta a última vez que se destacou entre os Top-Ten.


STEFANIE POWERS – O ÚLTIMO GRANDE AMOR.

Embora oficialmente casado com Brenda Marshall por mais de trinta anos, William Holden viveu separado. O divórcio só veio em 1970, período que Holden veio a conhecer a atriz Stefanie Powers, 24 anos mais jovem, divorciada do ator Gary Lockwood.  Bill conheceu Stef em um campeonato de celebridades no sul da Califórnia e vieram a se conhecer melhor meses depois, quando se encontraram na porta de uma livraria de Beverly Hill.Sobre sua mais recente conquista, Holden declarou:


- Tive sorte de encontrar Stef, porque, meu Deus do céu, ela é fantástica! Realmente quer vencer todas as barreiras. Stef tinha comprado livros sobre tapeçaria medieval e eu sobre literatura do sul da Ásia Oriental. Então comentei com ela: vamos trocar informações durante o almoço. Bem, o que fizemos foi falar sobre história e descobrimos que tínhamos muitos interesses em comum.



Holden e Stefanie Powers, em uma das exposições de peças de arte, em Los Angeles, em 1977.

E seguiu-se um romance. Stef viajou com Bill Holden para Nova Guiné e conseguiram 500 peças de arte nativa. A atriz fez uma exposição no Bloomingdale’s New York, e com Holden uma exposição em Los Angeles. Holden e Powers ainda viajaram juntos para a China, Ásia, e África. Por amor a Bill, Stef suportou até doenças, como malária, febre infecciosa, e hepatite. Ela mesma fez as seguintes declarações a respeito do amado:

Ele deve ter encontrado alguém mais compatível com seu estilo de vida, e eu também o que espero de um relacionamento. Estou feliz agora. Adoro meu ex-marido (sobre Gary Lockwood) e somos amigos, foram nove anos importantes na minha vida, ele foi meu primeiro grande amor. Mas com Bill (William Holden), é totalmente diferente, porque mostra que houve amadurecimento. Não regredi, procurando as mesmas coisas que me faziam sofrer



ÚLTIMOS TRABALHOS 
A vida feliz com Stefanie Powers e seus empreendimentos com o comércio de exportação e importação fizeram William Holden atuar pouco entre os anos de 1976 a 1981.  Para a televisão, estrelou Pânico em Munique (21 Hours at Munich, 1976), de William A. Graham (1926–2013), reconstituição do célebre atentado durante as olímpiadas de Munique em 1972 por árabes terroristas, com Holden no papel do Chefe de Polícia Manfred Schreiber, que se encarregou das investigações.

REDE DE INTRIGAS (1976): Hoden, Robert Duvall, Peter Finch.
Ainda em 1976, participou em Rede de Intrigas (Network, 1976), interessante saga sobre as maquinações da imprensa através dos telejornais dirigida por Sidney Lumet (1924–2011), com Faye Dunaway e Peter Finch (1916-1977), este em seu último trabalho nas telas.
Com Marthe Keller: FEDORA (1978) - reencontro com Billy Wilder.
Em 1978, o diretor e velho amigo Billy Wilder o escalou para Fedora (Fedora, 1978), um estranho drama romântico feito na França e Alemanha, sobre uma atriz de cinema que conserva a mesma aparência e corpo dos últimos cinquenta anos, com Marthe Keller e Michael York. No mesmo ano, Holden estrelou A Profecia 2  (Damien: Omen II, 1978), mal sucedida sequencia do filme anterior estrelado por Gregory Peck e Lee Remick. Em 1979, fez uma breve participação na aventura Ashanti (Ashanti, 1979), de Richard Fleischer (1916-2006), com Michael Caine e Peter Ustinov.

Com Larry Hagman na comédia S.O.B, NOS BASTIDORES DE HOLLYWOOD (1981). 
Última atuação de Holden nas telas. 
Em 1981, se despediu das telas na fraca comédia S.O.B - Nos Bastidores de Hollywood (S.O.B, 1981), um dos raros fracassos comerciais do diretor Blake Edwards (1922-2010), que mesmo reunindo um time de estrelas (Julie Andrews, Larry Hagman, Robert Preston, Marisa Berenson, Robert Vaughn, Rosanna Arquette, Shelley Winters) não foi suficiente para ajudar na contabilidade das bilheterias.

ÚLTIMOS ANOS

Nos últimos anos, William Holden foi um ativista pela ecologia, tendo viajado em missões antropológicas e culturais a África, Nova Guiné, e Papua, onde empregou dinheiro em parques de conservação de fauna e flora. Holden foi o que mais soube investir no âmbito dos negócios do que a maioria dos atores de seu tempo, mais pelo esforço ao longo de quatro décadas de carreira do que pelo sucesso de seus filmes.  Uma vez, ele falou de seus êxitos:


 - Se você faz um bom filme em cada 10 e um é fantástico em cada cinco, você tem uma carreira notória.

Mas apesar de toda a trajetória de sucessos e dos ótimos empreendimentos, as bebedeiras de Holden se tornaram homéricas em Hollywood, e por causa delas, sua aparência começou a alarmar seus amigos mais próximos e até mesmo os fãs, aparentando um homem bem mais velho. O galã que arrancava suspiros das moças das décadas de 1940 e 1950, outrora forte e viril, agora era um homem abatido, cansado, sem energia. Sua relação com Stefanie Powers também foi prejudicada pelo álcool. A atriz pôs fim ao relacionamento.  


Solitário em sua mansão em Palm Springs, Holden sentia que a residência era grande demais para ele, e resolveu mudar-se para um apartamento modesto em Santa Mônica, Califórnia, passando os dias em bebedeira descontrolada. Apenas uma semana depois de se mudar para o apartamento, a 16 de novembro de 1981, Holden foi caminhar da sala para a cozinha. Embriagado, desequilibrou-se e bateu com a cabeça de forma violenta numa grande e dura mesa de mármore da sala de jantar.  O ator sofreu grave ferimento na cabeça. Ao perder muito sangue, acabou morrendo. Seu corpo foi encontrado dois dias depois, já em adiantado estado de decomposição.

O atestado de óbito de William Holden, certificando a causa da morte.
A autópsia revelou que a morte de William Holden foi devida a consequência da queda, com ferimento profundo na fronte, e em seu organismo continha dose de álcool equivalente a oito ou doze doses. Segundo o legista, o ator ainda tentou estancar a hemorragia sem noção da gravidade do ferimento, perdendo a consciência dez minutos depois após o acidente, vindo a óbito esvaindo-se de sangue cerca de meia hora depois. Ainda foram encontrados manchas de sangue na cama do ator, junto com oito ou dez lenços de papel ensanguentados, o que significa que ao tentar estancar o sangue, Holden caiu da cama e morreu, pois seu corpo foi encontrado no chão. Ele tinha 63 anos de idade.

O casal Holden e Brenda Marshall, padrinhos no casamento de Ronald e Nancy Reagan.

Não houve quem lamentasse o falecimento do ator. O então Presidente dos EUA e ator Ronald Reagan (1911-2004), que teve Holden como seu padrinho de casamento com Nancy Davis (Nancy Reagan), ao ser informado de sua morte ficou atônito:

O que se pode dizer de um velho amigo? – disse Reagan – fico com um grande sentimento de perda pessoal de um bom homem. Nossa amizade nunca diminuiu com a passagem do tempo.

Stefanie Powers, apesar do rompimento da relação, nunca deixou de sentir um profundo carinho pelo ator:

Estou com o coração partido de perder uma pessoa tão maravilhosa – disse Stefanie – que deixa um vazio de ser preenchido em minha vida.

Glenn Ford, com lágrimas nos olhos, também deu seu depoimento:

Perdi meu melhor amigo. Ele foi meu padrinho de casamento e éramos amigos desde 1938.

Gregory Peck também comentou:

Bill era o que eu chamaria de um ator honesto e vigoroso. Ele transmitia muita coisa sem deixar transparecer que ele estava representando. Era um homem, um homem de verdade, que por acaso escolheu a representação como profissão.

O corpo de William Holden foi cremado, e suas cinzas espalhadas pelo Oceano Pacífico. 

A HOMENAGEM DE BARBARA STANWYCK

Desde que contracenaram juntos em Conflito de Duas Almas (1939), William Holden e Barbara Stanwyck nutriram amizade leal e sincera por mais de quarenta anos. Em 1978, Bill homenageou a atriz na 50ª Premiação Anual dos Prêmios da Academia. Antes de iniciar a apresentação do prêmio de Melhor Som, Holden agradeceu publicamente a Barbara pelo que ela fez a ele durante as filmagens de seu primeiro trabalho nas telas. Ela quase desmoronou em lágrimas e beijou o ator, e a troca recebeu aplausos estrondosos da Plateia.

Holden e Barbara Stanwyck na cerimônia do Oscar de 1978.
Quatro anos depois, em março de 1982, e quatro meses após a morte de Holden, Barbara Stanwyck recebeu um Oscar honorário pelo conjunto da obra, nas mãos de John Travolta. Durante o discurso, ela se lembrou do querido amigo:

- ... só lamento por Bill (William Holden) não estar aqui esta noite para me ver segurando esta estatueta. Ele sempre me disse que gostaria de me ver ganhando um Oscar um dia. – E estendendo para o alto o seu braço com o prêmio honorário na mão, Barbara prosseguiu: - Aqui está meu querido Bill. Esta noite ganhei um Oscar, e lhe dedico a você, meu “Golden Boy”.


William Holden se foi, mas seu legado no mundo da Sétima Arte é um dos mais sólidos que se tem notícia. Muitos dos seus filmes são prestigiados até hoje pelos amantes e estudiosos do cinema em todo mundo, e para seus leais fãs, sempre será o eterno Golden Boy.


FILMOGRAFIA



1938 – PENAS DE AMOR (Prison Farm) – Paramount . Direção: Louis King. Elenco: Shirley Ross, Lloyd Nolan, John Howard, J. Carrol Naish, William Holden (não creditado).

1939 - ELA PREFERE OS ATLETAS (Million Dolar Legs) – Paramount. Direção: Nick Grinde e Edward Dmytryk (Não creditado). Elenco: Betty Grable, John Hartley, Donald O’ Connor, Jackie Coogan, Buster Crabbe, Richard Denning, William Holden (não creditado).

1939 - CONFLITO DE DUAS ALMAS (Golden Boy) – Columbia – Direção: Rouben Mamoulian. Elenco: Barbara Stanwyck, Adolphe Menjou, Willaim Holden, Lee. J. Cobb, Joseph Calleia.


Holden com George Raft e Humphrey Bogart:
HOMENS MARCADOS (1939).
1939 – HOMENS MARCADOS (Invisible Stripes) – Warner – Direção: Lloyd Bacon. Elenco: George Raft, Jane Brian, William Holden, Humphrey Bogart, Flora Robson, Paul Kelly, Lee Patrick, Moroni Olsen.

1940- NOSSA CIDADE (Our Town) – Sol Lesser/United – Direção: Sam Wood – Elenco: William Holden, Martha Scott, Fay Bainter, Beulah Bondi, Thomas Mitchell, Guy Kibbe.


TUDO POR UM BEIJO (1942) - Comédia com Dorothy Lamour e Eddie Bracken.
1940 - A AMAZONA DE TUCSON (Arizona) – Columbia – Direção: Wesley Ruggles. Elenco: Jean Arthur, William Holden, Warren William, Porter Hall, Edgar Buchanan.

1941 – REVOADA DAS ÁGUIAS (I Wanted Wings) – Paramount – Direção: Mitchell Leisen. Elenco: Ray Milland, William Holden, Wayne Morris, Brian Donlevy, Constance Moore, Veronica Lake.

1941 – GLORIOSA VINGANÇA (Texas) – Columbia – Direção: George Marshall. Elenco: William Holden, Glenn Ford, Claire Trevor, George Bancroft, Edgar Buchanan, Don Beddoe.


REVOADA DAS ÁGUIAS (1941) - Com Veronica Lake.
1942 – TUDO POR UM BEIJO (The Fleet's In) – Paramount – Direção: Victor Schertzinger. Elenco: Dorothy Lamour, William Holden, Eddie Bracken, Betty Hutton, Leif Erickson, Netty Jane Rhodes, Barbara Britton.

1942 – SOMBRA AMIGA (The Remarkable Andrew) – Paramount – Direção: Stuart Heisler. Elenco: Brian Donlevy, William Holden, Ellen Drew, Montagu Love, Gilbert Emery.

1942 - CORAÇÕES ENAMORADOS (Meet the Stewarts) – Columbia – Direção: Alfred E. Green. Elenco: William Holden, Frances Dee, Grant Mitchell, Marjoire Gateson, Anne Revere, Roger Clark, Margaret Hamilton.

1943 – CLUBE DOS INOCENTES (Young and Willing) – Paramount. Direção: Edward H. Griffith. Elenco: William Holden, Eddie Bracken, Robert Benchley, Susan Hayward, Martha Driscoll, Barbara Britton, Mabel Paige, James Brown.

1947 – QUATRO IRMÃOS A QUERIAM (Blaze of Noon) – Paramount. Direção: John Farrow. Elenco: Anne Baxter, William Holden, Sonny Tufts, William Bendix, Sterling Hayden, Howard Da Silva, Jean Wallace, Johhny Sands.


Com Joan Caulfield: RUTH QUERIDA (1947).
1947 – RUTH QUERIDA (Dear Ruth) – Paramount. Direção: William D. Russell. Elenco: Joan Caulfied, William Holden, Mona Freeman, Edward Arnold, Billy De Wolfe, Mary Philips, Irving Bacon.

1948 - NO VELHO COLORADO (The Man From Colorado) – Columbia – Direção: Henry Levin. Elenco: William Holden, Glenn Ford, Ellen Drew, Ray Collins, Edgar Buchanan, Jerome Coutland.


Com Lucille Ball: MINHA ADORÁVEL SECRETÁRIA (1949).
1948 - O HOMEM QUE EU AMO (Rachel and the Stranger) – RKO – Direção: Norman Foster. Elenco: Loretta Young, William Holden, Robert Mitchum, Gary Gray, Tom Tully, Sara Haden.

1948 – APARTAMENTO PARA DOIS (Apartment for Peggy) – 20th Century Fox. Direção: George Seaton. Elenco: Jeanne Crain, William Holden, Edmund Gwenn, Gene Lockhart, Randy Stuart.

1948 - PASSADO TENEBROSO (The Dark Past) – Columbia – Direção: Rudolph Maté. Elenco: William Holden, Nina Foch, Lee J. Cobb, Adele Jergens, Stephen Dunne, Lois Maxwell.


Com Lee J. Cobb e Nina Foch:  PASSADO TENEBROSO (1948).
1949 - OS MOSQUETEIROS DO MAL (Streets of Laredo) – Paramount. Direção: Leslie Fenton. Elenco: William Holden, MacDonald Carey, Mona Freeman, William Bendix, Stanley Ridges, Alfonso Bedoya, Ray Teal.

1949 – MINHA ADORÁVEL SECRETÁRIA  (Miss Grant Takes Richmond) – Paramount. Direção: Loyd Bacon. Elenco: Lucille Ball, William Holden, Janis Carter, James Gleason, Gloria Henry.

1949 - BROTINHO INFERNAL (Dear Wife) – Paramount. Direção: Richard Haydn. Elenco: William Holden, Joan Caulfield, Billy De Wolfe, Mona Freeman, Edward Arnold.

1950 - ALMA DE BOÊMIO (Father Is a Bachelor) – Columbia. Direção: Abby Berlin e Norman Foster. Elenco: William Holden, Colen Gray, Mary Jane Saunders, Charles Winninger, Stuart Erwin, Clinton Sundberg, Sig Ruman.


CREPÚSCULO DOS DEUSES (1950) - William Holden talvez em seu maior clássico, com Gloria Swanson, Erich von Stroheim, e Nancy Olson.
1950 - CREPÚSCULO DOS DEUSES (Sunset Blvd.) – Paramount. Direção: Billy Wilder. Elenco: William Holden, Gloria Swanson, Erich Von Strohein, Nancy Olson, Fred Clark, Lloyd Gough, Jack Webb- participações de Buster Keaton, Hedda Hopper, H. B. Warner, Cecil B. DeMille.

1950 – RASTRO SANGRENTO (Union Station) - Paramount. Direção: Rudolph Maté. Elenco: William Holden, Nancy Olson, Barry Fitzgerald, Lyle Betger, Jan Sterling, Allene Roberts.

1950 – NASCIDA ONTEM (Born Yesterday) – Columbia. Direção: George Cukor. Elenco: Judy Holliday, William Holden, Broderick Crawford, Howard St. John, Frank Oto, Larry Oliver.

1951 – QUANDO PASSAR A TORMENTA (Force of Arms) – Warner. Direção: Michael Curtiz. Elenco: William Holden, Nancy Olson, Frank Lovejov, Gene Evans, Dick Weeson, Paul Picerni, Ron Hagerthy.

1951 – O TIGRE DOS MARES (Submarine Command) – Paramount. Direção: John Farrow. Elenco: William Holden, Nancy Olson, William Bendix, Don Taylor, Arthur Franz, Darryl Hickman, Peggy Webber, Moroni Olsen, Jack Kelly.


O TRAPACEIRO (1952)
1952 – O TRAPACEIRO (Boots Malone) – Columbia. Direção: William Dieterle. Elenco: William Holden, Stanley Clements, Basil Ruysdael, Carl Benton Reid, Ed Begley, Hugh Sanders, Herry Morgan, Ana Lee.

1952 - TRIBUTO DE SANGUE (The Turning Point) – Paramount. Direção: William Dieterle. Elenco: William Holden, Edmond O’ Brien, Alexis Smith, Tom Tully, Ed Begley, Ray Teal, Danny Dayton.

1953 - INFERNO 17 (Stalag 17) – Paramount. Direção: Billy Wilder. Elenco: William Holden, Otto Preminger, Don Taylor, Robert Strauss, Harvey Lembeck, Richard Erdman, Neville Brand, Peter Graves, Sig Ruman.

1953 - INGÊNUA ATÉ CERTO PONTO (The Moon Is Blue) – United Artist. Direção: Otto Preminger. Elenco: William Holden, David Niven, Maggie McNamara, Tom Tuly, Dawn Addams, Fortunio Bonanova.

1953 - NO ENTARDECER DA VIDA (Forever Female) – Paramount. Direção: Irving Rapper. Elenco: Ginger Rogers, William Holden, Paul Douglas, James Gleason, Jesse White, Marjoire Rambeau, George Reeves, King Donovan.

1953 - A FERA DO FORTE BRAVO (Escape From Fort Bravo) – MGM. Direção: John Sturges. Elenco: William Holden, Eleanor Parker, John Forsythe, William Demarest, William Campbel, Polly Bergen, Richard Anderson, Carl Benton Reid, John Lupton.

1954 – UM HOMEM E DEZ DESTINOS (Executive Suite) – MGM. Direção: Robert Wise. Elenco: William Holden, June Allyson, Barbara Stanwyck, Fredric March, Walter Pidgeon, Shelley Winters, Paul Douglas, Louis Calhern, Dean Jagger, Nina Foch, Tim Considine.


Como David Larrabee, crianção e playboy, em SABRINA (1954).
1954 – SABRINA (Sabrina) – Paramount. Direção: Billy Wilder. Elenco: Humphrey Bogart, Audrey Hepburn, William Holden, Walter Hampden, John Williams, Martha Hyer, Marcel Dalio.

1954 - AMAR É SOFRER (The Country Girl) – Paramount. Direção: George Seaton. Elenco: Bing Crosby, Grace Kelly, William Holden, Anthony Ross, Gene Reynolds.

1954 - AS PONTES DE TOKO - RI (The Bridges at Toko-Ri) – Paramount. Direção: Mark Robson. Elenco: William Holden, Grace Kelly, Fredric March, Mickey Rooney, Robert Strauss, Charles McGraw, Earl Holliman, Willis Bouchey.

1955 – SUPLÍCIO DE UMA SAUDADE (Love Is a Many-Splendored Thing) – 20th Century Fox. Direção: Henry King. Elenco: William Holden, Jennifer Jones, Torin Thatcher, Isobel Elsom, Murray Matheson, Virginia Gregg.

1956 – FÉRIAS DE AMOR (Picnic) – Columbia. Direção: Joshua Logan. Elenco: William Holden, Kim Novak, Betty Field, Susan Strasberg, Clift Robertson, Rosalind Russell, Arthur O’ Connell, Reta Shaw, Nick Adams.


Com Deborah Kerr: O FRUTO DO PECADO (1956).
1956 – O FRUTO DO PECADO (The Proud and The Profane) – Paramount. Direção: George Seaton. Elenco: William Holden, Deborah Kerr, Thelma Ritter, Dewey Martin, William Redfield.

1956 – RUMO AO DESCONHECIDO (Toward the Unknown). Warner. Direção: Mervyn LeRoy. Elenco: William Holden, Loyd Nolan, Virginia Leith, Charles McGraw, Murray Hamilton, Paul Fix, James Garner, L. Q. Jones, Karen Steele.

1957 – A PONTE DO RIO KWAI (The Bridge on the River Kwai) – Columbia. Direção: David Lean. Elenco: William Holden, Alec Guinness, Jack Hawkins, Sessue Hayakaya, James Donald, Geoffrey Horne, Andre Morell., Percy Herbert.

1958 – A CHAVE (The Key) – Columbia. Direção: Carol Reed. Elenco: William Holden, Sophia Loren, Trevor Howard, Oskar Homolka, Kieron Moore, Bernard Lee, Noel Purcell, Brian Forbes.

1959 – MARCHA DE HERÓIS (Horse Soldiers) – United Artist. Direção: John Ford. Elenco: John Wayne, William Holden, Constance Towers, Judson Pratt, Hoot Gibson, Ken Curtis, Willis Bouchey, Bing Russell, Hank Worden, Denver Pyle, Strother Martin, Carleton Young, Althea Gibson.

1960 – O MUNDO DE SUZIE WONG (The World of Suzie Wong) – Paramount. Direção: Richard Quine. Elenco: William Holden, Nancy Kwan, Sylvia Syms, Michael Wilding, Jacqueline Chan, Laurence Naismith.

1962 – TENTAÇÃO DIABÓLICA (Satan Never Sleeps) – 20th Century Fox. Direção: Leo McCarey. Elenco: William Holden, Clifton Webb, France Nuyen, Athene Seyler, Martin Benson, Robert Lee.


Com Sophia Loren: A CHAVE (1958).
1962 – O FALSO TRAIDOR (The Counterfeit Traitor) - Perlberg-Seaton Productions/Paramount. Direção:  George Seaton. Elenco: William Holden, Lili Palmer, Hugh Griffith, Carl Raddatz, Ingrid van Bergen, Wolfgang Preiss.

1962 – O LEÃO (The Lion) – 20th Century Fox – Direção: Jack Cardiff. Elenco: William Holden, Capucine, Trevor Howard, Pamela Franklin, Zamba.

1964 – QUANDO PARIS ALUCINA (Paris - When It Sizzles) – Paramount. Direção: Richard Quine. Elenco: William Holden, Audrey Hepburn, Gregoire Aslan, Dominique Boschero, Noel Coward, Tony Curtis.

1964 – A SÉTIMA AURORA (The 7th Dawn) – United Artist. Direção: Lewis Gilbert. Elenco: William Holden, Susannah York, Capucine, Tetsurô Tanba, Michael Goodliffe, Allan Cuthbertson.

1966 – ALVAREZ KELLY (Alvarez Kelly) – Columbia – Direção: Edward Dmytryk. Elenco: William Holden, Richard Widmark, Janice Rule, Patrick O’ Neal, Victoria Shaw, Roger C. Carmel, Richard Rust, Arthur Franz.

1967 – CASSINO ROYALE (Casino Royale) - Famous Artists Productions/Columbia – Direção: John Huston, Val Guest, Ken Hughes, Joseph McGrath, Robert Parrish. Elenco: David Niven, Peter Sellers, Ursula Andress, Deborah Kerr, Orson Welles, Joanna Pettet, William Holden, Charles Boyer, John Huston, Woody Allen, Daliah Lavi.

1968 – A BRIGADA DO DIABO (The Devil's Brigade) – Wolper Picture/United Artist. Direção: Andrew V. McLaglen. Elenco: William Holden, Clift Robertson, Vince Edwards, Andrew Prine, Jeremy Slate, Claude Akins, Jack Watson, Richard Jaeckel, Richard Dawson, Michael Rennie, Harry Carey Jr.

1969 – MEU ÓDIO SÉRÁ SUA HERANÇA (The Wild Bunch) – Seven Arts/Warner. Elenco: William Holden, Ernest Borgnine, Robert Ryan, Warren Oates, Ben Johnson, Jaime Sanchez, Emilio Fernandez, Strother Martin, L. Q. Jones, Albert Decker, Bo Hopkins, Dub Taylor.

1970 – CADA DIA SERÁ COMO DEUS QUISER (L'arbre de Noël) - Jupiter Generale Cinematografica. Direção: Terence Young. Elenco: William Holden, Virna Lisi, Bourvil, Madeleine Damien, Mario Feliciani, Friedrich von Ledebur.

1971 – OS DOIS INDOMÁVEIS (Wild Rovers) – MGM – Direção: Blake Edwards. Elenco: William Holden, Ryan O’ Neal, Karl Malden, Lynn Carlin, Joe Don Baker, Tom Skerritt, Leora Dana, Victor French, Rachel Roberts, Sam Gilman.


Com Susan Hayward: MARCADOS PELA VINGANÇA (1972).
1972 – MARCADOS PELA VINGANÇA (The Revengers) – Cinema Center Films. Direção: Daniel Mann. Elenco: William Holden, Ernest Borgnine, Woody Strode, Roger Hanin, Arthur Hunnicutt, Jorge Luke, Susan Hayward.

1973 – INTERLÚDIO DE AMOR (Breezy) – Malpaso Company/Universal. Direção: Clint Eastwood. Elenco: William Holden, Kay Lenz, Roger C. Carmel, Marj Dusay, Joan Hotchkis, Jamie Smith-Jackson.

1974 – CAÇADA IMPLACÁVEL (Open Season) - Pinewood Studios. Direção: Peter Collinson. Elenco: Peter Fonda, Cornelia Sharpe, John Phillip Law, Richard Lynch, Alberto de Mendoza, William Holden, Helga Liné.

1974 – INFERNO NA TORRE (The Towering Inferno) – 20th Century Fox, Warner, Irwin Allen Productions. Direção: John Guillermin. Elenco: Paul Newman, Steve McQuenn, Fay Dunaway, William Holden, Fred Astaire, Susan Blakely, Richard Chamberlain, Jennifer Jones, Robert Wagner, O. J. Simpson, Susan Flannery, Robert Vaughn, Norman Burton.

1976 – REDE DE INTRIGAS (Network) – MGM/United Artist – Direção: Sidney Lumet. Elenco: Faye Dunaway, Peter Finch, William Holden, Robert Duvall, Wesley Addy, Ned Beatty, Arthur Burghardt, Jordan Charney.

1978 – FEDORA (Fedora) - Bavaria Atelier/Lorimar. Direção: Billy Wilder. Elenco: William Holden, Marthe Keller, Hildegard Knef, Jose Ferrer, Henry Fonda, Mario Adorf, Stephen Collins, Michael York, Arlene Francis.

1978 – A PROFECIA II (Damien: Omen II) – 20th Century Fox. Direção: Don Taylor. Elenco: William Holden, Lee Grant, Jonathan Scott-Taylor, Robert Foxworth, Sylvia Sidney, Lew Ayres, Elizabeth Shepherd, Lance Henriksen.

1979 – FUGA PARA ATHENA (Escape to Athena) - ITC Entertainment. Direção: George P. Cosmatos. Elenco: Roger Moore, Telly Savalas, David Niven, Stefanie Powers, Richard Roundtree, Elliot Goud, Claudia Cardinale, William Holden (não creditado).

1979 – ASHANTI (Ashanti) – Columbia – Direção: Richard Fleischer. Elenco: Michael Caine, Peter Ustinov, Kabir Bedy, Beverly Johnson, Omar Sharif, Rex Harrison, William Holden.


O DIA EM QUE O MUNDO ACABOU (1980): Com Jacqueline Bisset e Edward Albert.
1980 – O DIA EM QUE O MUNDO ACABOU (When Time Ran Out...) - International Cinema/Warner. Direção: James Goldstone. Elenco: Paul Newman, Jacqueline Bisset, William Holden, Edward Albert, Red Buttons, Barbara Carrera, Valentina Cortese, Veronica Hamel, Alex Karras, Burgess Meredith, James Franciscus, Ernest Borgnine, Pat Morita.

1980 – A HISTÓRIA DE UMA VIDA (The Earthling) - Arkoff International. Direção: Peter Collinson. Elenco: William Holden, Ricky Schroder, Jack Thompson, Olivia Hamnett, Redmond Phillips,  Ray Barrett.

1981 – S.O.B – NOS BASTIDORES DE HOLLYWOOD – Lorimar Productions – Direção: Blake Edwards. Elenco: Julie Andrews, William Holden, Robert Preston, Marisa Berenson, Larry Hagman, Robert Loggia, Stuart Margolin, Robert Vaughn, Craig Stevens, Richard Mulligan, Robert Webber, Shelley Winters, Rosanna Arquette. 


Holden participando como ele mesmo em um episódio de I LOVE LUCY.


TELEVISÃO

1955 – LUX VIDEO THEATRE (Série de TV) – EPISÓDIO: Love Letters – Apresentado em 20 de janeiro de 1955, com apresentação de William Holden.

1955 - I LOVE LUCY (Série de TV) – EPISÓDIO: Hollywood at Last. Apresentado em 7 de fevereiro de 1955, com Lucille Ball, Desi Arnaz, Vivian Blaine, William Frawley, e William Holden como convidado.


Com Lee Remick: O CAVALEIRO AZUL (1973) -
Produção para TV.
1973 - O CAVALEIRO AZUL (The Blue Knight) – Lorimar Productions. Direção: Robert Butler. Elenco: William Holden, Lee Remick, Joe Santos, Sam Elliott, Anne Archer, Lucille Benson, Ja'net DuBois. Minisérie com 243 minutos de projeção.

1976 – PÂNICO EM MUNIQUE (21 Hours at Munich) - Filmways Television. Direção: William A. Graham. Elenco: William Holden, Shirley Knight, Franco Nero, Anthony Quayle, Richard Basehart, Noel Willman, Georg Marischka, Else Quecke, Paul Smith. 


PAULO TELLES

Produção e Pesquisa


Bibliografia
1-       Revista Cinemin nº 53 – 5ª Série – Maio de 1989 – Ed. Ebal
2-     Tudo Sobre o Oscar – de 1927 a 1990 – Autor: Fernando Albagli – Editora Ebal
3-     Reportagem William Holden – Jornal O Globo – 3/7/1978
4-    A Solitária Morte do Ator – Jornal O Globo – 17/11/1981
5-     Jornal O Globo – 18/11/1981
6- IMDB
7-Site TUDO SOBRE SEU FILME.

2 comentários:

  1. Caro Paulo,
    me rendo a este grandioso e magnífico artigo sobre William Holden. Um dos atores mais interessantes da Era de Ouro do cinema de Hollywood. Também sou fã do Cary Grant, ambos atores de verdade e não impostores que pretendiam ser atores.

    Fiquei maravilhado, aliás, há detalhes de sua vida que desconhecia. A começar pelo seu envolvimento com a atriz Stephanie Powers. Coincidentemente, assisti um filme dela chamado "Fanatismo Macabro" (1965) que ela fez com a Tallulah Bankhead. Filme que é parte de uma coleção que comprei dos estúdios Hammer. Não a conhecia. Linda e ótima atriz, apesar de pouco conhecida. Triste é saber da morte dele e também desconhecia o seu problema com bebida.

    Meus filmes favoritos dele são Crepúsculo dos Deuses e The Wild Bunch. Se não fizesse mais nada além destes filmes já entraria para a história.

    Forte abraço
    Rodrigo
    https://cinemarodrigo.blogspot.com.br/

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    1. Saudações Rodrigo Mendes, do Blog RODRIGO CINEMA.
      Fico grato com sua apreciação, e me perdoe por estar respondendo hoje ao seu comentário, quase dois meses depois da matéria ser publicada, mas não recebi nenhuma notificação do bloger quanto aos novos comentários de leitores. Agradeço de imenso sua observação e participação. Holden foi sem dúvida um dos maiores astros de cinema do Século XX, ou mais provável, de todos os tempos.

      Grande abraço do editor.

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