sábado, 30 de dezembro de 2017

Um Convidado Bem Trapalhão (1968): Blake Edwards faz Peter Sellers acabar com uma festa de arromba.



UM CONVIDADO BEM TRAPALHÃO (The Party), produzido em 1968, é considerada a comédia mais hilariante do eterno Peter Sellers (1925-1980), no qual o argumentista e diretor Blake Edwards (1922-2010) exercita no astro o mesmo tipo de humor que o lançou na série do Inspetor Clouseau e a Pantera Cor de Rosa, comportando sequencias que poderiam figurar nos mais expressivos delírios das comédias dos Irmãos Marx, ou mesmo nas da dupla Laurel e Hardy (O Gordo e o Magro). 

O Diretor Blake Edwards (1922-2010)
O Astro Peter Sellers (1925-1980)
A exceção de um prólogo e de apenas poucos minutos no início e no fim, toda a trama passa numa moderna mansão de um produtor de Hollywood, Fred Clutterbuck (J. Edward McKinley, 1917-2004). Ali, acidentalmente convidado pelo anfitrião, comparece um ator indiano levado a Hollywood para filmar “O Filho de Gunga Din”, o desastrado e atrapalhado Hrundi V. Bakshi (Peter Sellers). O fenomenal indiano já havia se encarregado de levar pelos ares o mais milionário set do filme do qual participava, e agora promove uma série de confusões que acabam transformando a festa num verdadeiro caos.

Peter Sellers sendo filmado por Blake Edwards
Sellers é um ator indiano, Hrundi V. Bakshi. Apesar de toda pose para interpretar O Filho de Gunga Din...
... Hrundi não passa de um trapalhão desastroso!
Embora um trapalhão, Hrundi é polido, frugal, e abstêmio, mas em inconsciente cumplicidade com o garçom (Steve Franken, 1932-2012) que bebe todos os drinques recusados. Mesmo assim, vai com o convite que lhe chegou por engano para uma dessas típicas festas hollywoodianas. A casa é cheia de vidros, piscinas e fontes, e isso vai causando problemas variados, sendo que o mais famoso é justamente quando ele sente uma vontade irresistível de ir ao banheiro e não consegue para fazer o "número 2" (foi a primeira vez que se mostrou isso no cinema).

Hrundi é convidado por "acidente" para uma festa em Hollywood...
...e não demora, inicia seus desastres e suas trapalhadas...

...tendo no garçom (Steve Franken) um inconsciente cúmplice dos desastres. 
Por isso, Hrundi acaba estragando toda a dignidade exterior da festa, e termina com o “party” (festa na tradução em inglês) antes da hora, enlouquecendo literalmente o anfitrião.  Por pouco, Hrundi não destrói a casa, o que obriga a intervenção da polícia e do Corpo de Bombeiros. 

Uma atriz vivida por Carol Wayne simpatiza com o indiano, enquanto lá atrás os garçons parecem não se entender.
Hrundi tenta ajudar o anfitrião da festa, mas parece mesmo só atrapalhar.
A bela Claudine Longet no papel de uma atriz aspirante, que logo se simpatizará com o indiano atrapalhado vivido por Sellers.
Realizado em 1967 (estreou nos Estados Unidos em março do ano seguinte), UM CONVIDADO BEM TRAPALHÃO sugeriu aos críticos (o que seria previsto para 99 minutos de projeção) um curta metragem de Buster Keaton ou Harold Lloyd, com Sellers repetindo alguns dos traços característicos de seu imortal Clouseau (sobretudo sua predatória distração). A francesa Claudine Longet e a ex-bailarina Marge Champion participam do elenco, assim como o ex-Tarzan Denny Miller (1934-2014), que interpreta um astro cowboy de cinema, o fabuloso "Wyoming Bill" Kelso. Outro remanescente da série da Pantera Cor de Rosa, o compositor Henry Mancini (1924-1994), encarregou-se da trilha sonora. 

O Ex-Tarzan Denny Miller é um astro cowboy, que também simpatizará com Hrundi.


A agitação da festa.

UM CONVIDADO BEM TRAPALHÃO
se espelha perfeitamente em seu tempo, e em sua época. Não poderia faltar um toque do movimento hippie num filme feito e passado na Hollywood de 1968, tendo também referências aos constantes e diários protestos (como contra a Guerra do Vietnã, de modo velado). O pequeno elefante que adentra a mansão vem dentro dessa atmosfera hippie. A cítara que o personagem de Peter Sellers pratica em casa no momento em que chega o convite para a festa, e ele fumando maconha, também caracterizam o movimento.



A entrada do elefantinho na mansão, que provoca ainda mais confusão, e a cítara, não poderiam faltar em UM CONVIDADO BEM TRAPALHÃO (1968).
Todo filme precisa ter uma female interest, como se diz em Hollywood – uma personagem feminina, para tornar as coisas mais interessantes. A female interest de UM CONVIDADO BEM TRAPALHÃO é uma jovem atriz e cantora francesa, Claudine Longet. Ela interpreta Michele Monet, um personagem feito à sua imagem e semelhança. Michele é uma jovem cantora e aspirante a atriz francesa recém-chegada a Hollywood, em busca de um lugar ao sol. Ela é levada à festa por um diretor que trabalha para o estúdio de Clutterbuck, Divot (Gavin MacLeod). Divot está dando a maior força para que Michele tenha uma oportunidade, faça um teste e ganhe algum papel em um filme. Naturalmente, não faz isso de boa índole, e sim porque que deseja a aspirante atriz. Mas Michele vai simpatizar com o indiano trapalhão.


Um Convidado Bem Trapalhão foi o filme em que Edwards experimentou uma incrível liberdade de criação, falando de dentro de Hollywood – ou seja, um filme implosivo – como se estivesse ao mesmo tempo satisfeito e profundamente desdenhoso em relação a tudo que aquele universo representava. Não havia roteiro para o filme, apenas linhas gerais de ação e de descrição dos personagens, anotações a partir das quais tudo era improvisado. Aqui no Brasil se tornou uma das comédias preferidas do público brasileiro, que retornou várias vezes as salas em suas reprises, contudo não gozou do mesmo sucesso nos Estados Unidos. Mas se tornou uma obra Cult, sendo um dos melhores momentos do diretor Blake Edwards e de um dos maiores artistas cômicos do Século XX, Peter Sellers. 



FICHA TECNICA
Um Convidado Bem Trapalhão
(The Party)
Ano de Produção – 1968
País – Estados Unidos
Gênero - Comédia
Direção – Blake Edwards
Produção – Blake Edwards, Ken Wales, Walter Mirish, para a United Artist.
Fotografia – Lucien Ballard (em cores)
Música – Henry Mancini
Metragem – 99 minutos

ELENCO
Peter Sellers - Hrundi V. Bakshi
Claudine Longet - Michele Monet
Natalia Borisova -  Ballerina
Jean Carson - Nanny
Marge Champion - Rosalind Dunphy
Corinne Cole  - Janice Kane
Dick Crockett  - Wells
Carol Wayne - June Warren
Frances Davis  - Maid
Denny Miller - 'Wyoming Bill' Kelso
Danielle De Metz - Stella D'Angelo
Steve Franken – Levinson, o garçom
Kathe Green - Molly Clutterbuck
Allen Jung – Cook
Buddy Lester - Davey Kane
Gavin MacLeod - C. S. Divot
Fay McKenzie - Alice Clutterbuck
J. Edward McKinley - Fred Clutterbuck

Produção e Pesquisa de PAULO TELLES

O blog FILMES ANTIGOS CLUB- A NOSTALGIA DO CINEMA, e seu editor, desejam para seus leitores, amigos, e seguidores, votos de um feliz 2018, com saúde, paz, e alegria para todos. Até a próxima com novas matérias.

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domingo, 17 de dezembro de 2017

Sansão e Dalila (1949): A Magia em Cores e a Tradição do Espetáculo Épico Bíblico por Cecil B. DeMille.


Cineasta visionário considerado um exemplo de profissionalismo e perfeccionismo, Cecil B DeMille (1881-1959) foi não somente um dos pioneiros do cinema americano, mas um dos primeiros profissionais a promover a Sétima Arte como forma de entretenimento, através de grandes espetáculos cinematográficos de cunho religioso, onde muitas vezes, também poderia haver uma leve pitada de erotismo profano, mas sem ultrapassar os limites. DeMille tinha ciência dos escândalos hollywoodianos, e como se não bastasse, ele próprio não admitia este tipo de comportamento com seus atores e membros de equipe. Isto tudo fez com que o cineasta filmasse dramas religiosos e admitir que gostasse de fazê-los: “A Bíblia sempre foi um Best-Seller ao longo dos séculos. – dizia o cineasta – “Por que iria eu desperdiçar dois mil anos de publicidade gratuita?”- DeMille não estava blefando quando escreveu isso em suas memórias.

O Jovem Cecil B. DeMille.
O REI DOS REIS, de Cecil B. DeMille, 1926.
Mas ao mesmo tempo em que o próprio cineasta gostasse de filmar histórias da Bíblia e que exigisse que seus atores se comportassem condizentes com seus papéis, podemos dizer que DeMille descobriu como a fé, além de remover montanhas, também pôde produzir o milagre da multiplicação de renda nas bilheterias. Quando realizou O Rei dos Reis (The King Of Kings), em 1927, DeMille impôs nos sets de filmagem um clima de retiro religioso, obrigando toda equipe a assistir as missas celebradas todas as manhãs, e num requinte de veneração, fez questão de filmar a crucificação de Cristo em plena noite de natal. O efeito, na época, chegou a comover, e The King Of Kings é até hoje um dos mais importantes trabalhos da iconografia cristã.

O diretor Cecil B. DeMille (1881-1959)
O cineasta DeMille, supervisionando Victor Mature e Olive Deering, nas filmagens de SANSÃO E DALILA (1949)
DeMille sobreviveu com a transição do cinema mudo para o cinema sonoro, e com grande êxito. Mas esperou dezessete anos (desde O Sinal da Cruz/The Sign Of The Cross, 1932) para produzir mais um superespetáculo épico-religioso, agora com toda a tecnologia a sua disposição do jeito que queria, abusando dos efeitos especiais e da fotografia em cores. SANSÃO E DALILA (Samson and Delilah, 1949) foi o antepenúltimo filme do diretor a seguir a tradição demilleana do superespetáculo bíblico (três milhões de dólares em orçamento, 600 extras), e juntamente com Quo Vadis (de Mervyn LeRoy, 1951), da Metro, e Davi e Betsabá (David and Bathsheba, de Henry King, 1951) da Fox, trouxe o gênero épico de volta a Hollywood no pós-Guerra.

DeMille supervisionando a cena em que Sansão (Victor Mature) combate sozinho os filisteus
No final dos anos de 1940, DeMille queria filmar algo que dizia ser “uma das maiores histórias de amor da História e da Literatura, que é também um comovente drama de fé: a história de Sansão e Dalila”. Parece que outros executivos demonstraram ceticismo quanto à geração pós-guerra, supostamente mais sofisticada, em querer ver um filme bíblico. Então, o cineasta mandou um desenhista da equipe fazer o croqui de um cartaz com um “atleta alto e robusto e uma jovem esguia, atraente e encantadora olhando para ele com ar ao mesmo tempo sedutor e friamente calculista”.

Victor Mature é Sansão, juiz dos hebreus, conhecido por sua extraordinária força física. Entretanto...
...não resiste aos encantos de uma bela filisteia chamada Dalila (Hedy Lamarr).
Numa reunião com executivos da Paramount, segundo contou em suas memórias, DeMille mostrou o desenho e disse: “Senhores, isto é Sansão e Dalila”. Todos ficaram impressionados. O diretor contratou como o protagonista Victor Mature (1913-1999). Foi o último nome que o cineasta cogitou para interpretar Sansão, pois queria o mais talentoso e atlético Burt Lancaster, mas este recusou o papel. Em seguida, DeMille pensou em Steve Reeves, que acabara ganhando recentemente o concurso de Mr. América, mas a Paramount o achou jovem demais e sem experiência alguma de atuação. Para viver Dalila, o diretor chegou a pensar em Lana Turner, mas a parte coube como uma luva para a austríaca Hedy Lamarr (1914-2000), sendo, provavelmente, o papel mais famoso da atriz no cinema.


Hedy Lamarr como a sensual e traiçoeira Dalila. O papel mais popular da erudita atriz austríaca.
Nas bilheterias, a Paramount, através de SANSÃO E DALILA, arrecadou onze milhões e meio de dólares – uma fortuna para a época. E na distribuição dos prêmios da Academia de Hollywood, em 1950, o filme conquistou os Oscars de melhor cenografia em cores e melhor vestuário em cores (Edith Head, 1897-1981). Ao lado de O Maior Espetáculo da Terra (1952) e Os Dez Mandamentos (1956), SANSÃO E DALILA despontou como um dos trabalhos mais populares da fase sonora da extensa carreira de Cecil B. DeMille, que realizou entre 1913 e 1956 setenta filmes. Embora com toda a popularidade e angariação de prêmios conquistados pela Academia, não havia quem fizesse críticas ao filme por seu exagero no Technicolor ou mesmo pela atuação muitas vezes caricata de Victor Mature como o herói. Após seu lançamento oficial em 1949 (no Brasil, o filme chegou em 1951), SANSÃO E DALILA teve relançamentos e reprises pelo mundo nas grandes salas de cinema, e também pela televisão, como um dos cardápios principais da Semana Santa ou Natal. Justamente pelas reprises ao longo dos últimos cinquenta anos, que críticos divergem entre si quanta as qualidades de sua produção. DeMille era de extremo perfeccionismo, e isso pode ter atrapalhado (ou não) na confecção de sua obra ao ultrapassar os limites do espetáculo. Seria isso verdade?

Sansão se enamora de Semandar (Angela Lansbury), irmã de Dalila.
Dalila se apaixona pelo herói hebreu, e uma oferta de paz é oferecida pelo Saran de Gaza (George Sanders), rei dos filisteus.
Rejeitada por Sansão, Dalila (Hedy Lamarr) une-se ao Saran de Gaza (George Sanders) para capturar o líder hebreu.
Em 1949, o processo em cores era ainda algo muito inovador para as plateias. Filmes coloridos já existiam desde os primórdios da Sétima Arte (ainda pintadas à mão), e obras clássicas como E O Vento Levou (1939) e As Aventuras de Robin Hood (1938) de Michael Curtiz receberam tratamento em Technicolor. Assim como em Sansão e Dalila, se vistas hoje por um espectador moderno mais exigente, este muito provavelmente não vai entender as razões que levaram um cineasta que fez seu nome na cultura cinematográfica realizar uma obra que beira, segundo alguns críticos maldosos, a um desfile carnavalesco, indo atingir a meta do ridículo. No entanto, tais críticas são injustas. O cineasta tinha seu estilo e foi um dos muito poucos diretores que sabia dirigir cenas de multidão, que se preocupava desde elaboração do script, dos figurinos, e da fotografia. DeMille introduziu um espetáculo de proporções realmente monumentais ao exagerar nas cores, mas isto não quer dizer que caísse no estrambólico, pois sua produção Sansão e Dalila é a reminiscência de uma era de glamour para o cinema hollywoodiano, e não somente: é um registro indelével de um tempo quando o cinema não era apenas comercial ou espetacular, mas era a arte somada à diversão. Para DeMille, o espetáculo vinha em primeiro lugar, mas sua extensa e respeitosa filmografia é prova cabal que o cineasta soube introduzir juntos a magia, o espetáculo, e o artístico ao mesmo tempo.


Angela Lansbury como Semandar
O jovem Russ Tamblyn, aos quinze anos, como Saul.
George Reeves, o futuro "Super-Homem" da TV, numa ponta como um mensageiro ferido.
Baseado em conhecido episódio bíblico do Velho Testamento (Juízes 14:6; 15:14; 16:23), o cineasta trata com sua habitual espetaculosidade e uma ligeireza de aventura de histórias em quadrinhos, o relato com 128 minutos de projeção, abrigando a saga do famoso juiz dos hebreus Sansão (Victor Mature), conhecido por sua força descomunal, cujo segredo estava no cumprimento de seus cabelos. Ao mesmo tempo em que serve a Deus para defender seu povo dos inimigos filisteus, ele acaba se apaixonando por uma jovem filisteia, Dalila (Hedy Lamarr). Mas Dalila acaba traindo Sansão. O resto da trama, a humanidade inteira conhece ou ouve falar. O que poucos sabem é que diversas sequencias de SANSÃO E DALILA hoje constam das antologias do cinema épico - como a luta do herói contra um leão (aqui, Victor Mature foi substituído por um dublê, Mel Koontz, 1910-1992), o embate de Sansão contra os filisteus (Mature novamente substituído por um dublê, Ed Hinton, 1919-1958), e a destruição do templo do deus filisteu Dragon, controlado seguramente por um esquadrão de dinamites e outros efeitos especiais.


Dalila desarma o herói, descobrindo o segredo de sua força.
A fúria de Sansão
Arrependida, Dalila visita Sansão no calabouço.
SANSÃO E DALILA tem grandes nomes no elenco, como George Sanders (1906-1972) como o Saran de Gaza, líder dos filisteus que em certas ocasiões é capaz de demonstrar humanidade para com o inimigo Sansão; Henry Wilcoxon (1905-1984), ator da trupe demilliana, no papel do Príncipe Ahtur; Angela Lansbury, a Dama do Cinema e uma lenda viva da Sétima Arte, como Semadar; Russ Tamblyn, outro sobrevivente da obra, aos 15 anos como o menino Saul (creditado como Russell Tamblyn); e ainda Fay Holden (1894-1973), William Farnum (1876-1953), Moroni Olsen (1889-1954), Olive Deering (1918-1986), Julia Faye (1892-1966), Mike Marzurki  (1907-1990), Tom Tyler (1903-1954), e George Reeves (1914-1959), o futuro Super-Homem da TV, como um mensageiro filisteu ferido.

Dalila leva Sansão até o templo de Dragon, sustentado por colunas.
O último ato do herói dos hebreus.
Victor Young, o compositor do clássico SANSÃO E DALILA (1949).
A Lux Radio Theatre, popular programa de rádio nos Estados Unidos dirigido e apresentado por Cecil B. DeMille, onde transmitiam em versão radiofônica adaptações de grandes clássicos do cinema, transmitiu também uma adaptação de 60 minutos de Sansão e Dalila, numa segunda-feira, dia 19 de novembro de 1951, com Hedy Lamarr e Victor Mature reprisando seus papéis como haviam feito nas telas. O Imortal Soundtrack de Victor Young (1899-1956) de fundo exuberante é considerado uma das mais marcantes trilhas musicais para o cinema épico, em seu hino à Canção de Dalila.








Divulgação do filme nos jornais cariocas nas décadas de 1950 e 60.

O cineasta Billy Wilder (1906-2002) também incumbiu-se de homenagear e eternizar SANSÃO E DALILA e seu próprio diretor DeMille no clássico Crepúsculo dos Deuses (Sunset Blvd, 1950), em que Gloria Swanson (Norma Desmond) é vista visitando o set do filme e dialogando com Cecil. Nos Estados Unidos, Sansão e Dalila foi lançado na semana de Natal, em 21 de dezembro de 1949. No Brasil, chegou as grandes salas em 1951. Em 1984, a obra de DeMille teria um remake feito para a TV, dirigido por Lee Philips (1927-1999), com Anthony Hamilton (1952-1995) como Sansão, Belinda Bauer como Dalila, Max Von Sydow como o Saran, Maria Schell (1925-2005) como Deborah - a mãe de Sansão, e Victor Mature (o Sansão do eterno clássico) como Manoah, o pai do herói. 


Ficha tecnicA


SANSAO E DALILA
(Samson and Delilah)

País – Estados Unidos
Ano: 1949
Gênero: Épico Bíblico
Direção: Cecil B. DeMille
Produção: Cecil B DeMille, para a Paramount Pictures.
Roteiro: Fredric M. Frank, Jesse Lasky Jr.
Música: Victor Young.
Fotografia: George Barnes, Dewey Wrigley, em Cores.
Figurino: Edith Head, Gile Steele, Dorothy Jeakins, e Eloise Jensson.
Metragem: 128 minutos. 


ELENCO
Victor Mature - Sansão
Hedy Lamarr  - Dalila
George Sanders - Saran de Gaza
Angela Lansbury - Semadar, irmã de Dalila
Henry Wilcoxon - Príncipe Ahtur
Olive Deering - Miriam
Fay Holden - Hazel
Russ Tamblyn     - Saul
Julia Faye - Hisham
William Farnum - Tubal
Lane Chandler – Teresh
George Reeves – Mensageiro filisteu ferido
Moroni Olsen - Targil
William Davis - Garmiskar
Victor Varconi     - Senhor de Ashdod
John Parrish - Senhor de Gath
Fritz Leiber - Senhor Sharif
Frank Wilcox - Senhor de Ekron
Russell Hicks - Senhor de Ashkelon
Boyd Davis - Sacerdote de Dagon
Mike Mazurki - Líder dos soldados filisteus
Pedro de Cordoba - Bar Simon
Crauford Kent     - Astrólogo da Corte
Cecil B. DeMille  - Narrador

Paulo Telles
Produção e Pesquisa
As Maiores Trilhas Sonoras da Sétima Arte, e em todos os tempos!
Você somente encontra no 
CINE  VINTAGE..
Todos os domingos, às 22 horas.
SINTONIZE A WEB RÁDIO VINTAGE: 
REPRISE DO PROGRAMA NAS
QUINTAS FEIRAS (22 horas)
SÁBADOS (17 HORAS)