domingo, 26 de junho de 2016

O Mundo do Circo (1964): Wayne, Rita, e Cardinale no Fabuloso Mundo dos Espetáculos.


Em 1949, o produtor norte-americano Samuel Bronston (1908-1994) viajou por um período de dez anos por toda a Europa, penetrando na área de cinema de outros países para conseguir mais experiência. Durante este longo período, Bronston amou especialmente a Espanha, e quando finalmente se achou com firmeza para iniciar a fase de produções cinematográficas, inaugurou seus estúdios em terras espanholas. Em 1959, o produtor lançou um projeto faraônico: instalou um mega-gigantesco estúdio em Las Rozas,  perto de Madrid, e patrocinou uma série de superespetáculos épicos, destacando-se: Rei dos Reis (1961), El-Cid (1961), 55 Dias em Pequim (1962), e A Queda do Império Romano (1964). Foi o insucesso comercial deste último que deixou Bronston à beira da falência.


O Mega Produtor Samuel Bronston
O produtor Samuel Bronston em conversa com a atriz
italiana Claudia Cardinale.
Contudo, antes mesmo de declarar falência, Bronston ainda tentou uma última cartada, produzindo O Mundo Do Circo/Circus World, em 1964. Entretanto, a resposta das bilheterias para este último investimento do produtor (que só produziria mais quatro filmes depois deste trabalho: Terra Selvagem, em 1966; The Mysterious House of Dr. C. em 1976; A Seita dos Mormons em 1977; e Forte Saganne, em 1984) não foi o suficiente para aplacar o colapso financeiro de suas empresas.  Mas o filme reflete as intenções grandiloquentes de Bronston, onde incluem pelo menos duas sequencias de grande efeito cênico: um desastre de transatlântico e um incêndio de circo – colocadas estrategicamente no meio e no fim da longa narrativa de 131 minutos de projeção.


O Cineasta Nicholas Ray.
Tendo dirigido para Samuel Bronston dois épicos, Rei dos Reis e 55 Dias em Pequim, o lendário diretor Nicholas Ray (1911-1979) rompeu com o produtor após sofrer um colapso cardíaco devido ao stress e as ansiedades de Bronston durante as filmagens de 55 Dias em PequimContudo, o cineasta acabou deixando em poder do produtor um argumento de sua autoria, co-escrito por Philip Yordan (1914-2003), que serviu de base para O Mundo do Circo. Ray acabou vendendo para Bronston os direitos da história.


O roteirista Ben Hecht
O roteirista James Edward Grant.
Curiosamente, esta produção de Bronston veio a ser também o último script do celebrado Ben Hecht (1894-1964), que faleceu durante as filmagens, dividindo os créditos do roteiro com James Edward Grant (1905–1966) e Julian Zimet.


John Wayne, Rita Hayworth, e Claudia Cardinale:
O MUNDO DO CIRCO (1964)
Wayne entre Claudia e Rita, no fabuloso mundo do circo!
John Wayne é Matt Masters, empresário  de circo que
reencontra uma antiga paixão, Lili (Rita Hayworth)
A frente de um elenco primoroso e toda composta de estrelas – Rita Hayworth (1918-1987), Claudia Cardinale, Lloyd Nolan (1902-1985), e Richard Conte (1914-1975) – cintila o magnetismo de John Wayne (1907-1979), já sofrendo de câncer pulmonar, que seria logo diagnosticado após o término das filmagens. No outono de 1964, Wayne se submeteria a uma cirurgia para extirpar um dos pulmões, mas continuou ativo praticamente até a morte, quinze anos depois.


John Wayne entre John Smith, Claudia Cardinale, e Lloyd Nolan:
O MUNDO DO CIRCO
Matt Masters, Steve McCabe (John Smith) e Toni (Claudia Cardinale)
A sequencia do incêndio que quase provocou a morte de Wayne
durante as filmagens de O MUNDO DO CIRCO
Os problemas de Wayne não ficaram apenas com o diagnóstico do câncer. Durante as filmagens de O Mundo do CircoDuke quase morreu na sequencia do incêndio do circo, quando o set em chamas caiu muito próximo dele, devido a uma falha de comunicação entre o ator e os assistentes de filmagem.Wayne vive Matt Masters, um empresário norte-americano que leva seu circo por grand tournée pela Europa. Além de promover o espetáculo e tentar sanar os problemas dos componentes da trupe, ele tem uma outra tarefa importante a cumprir: tentar encontrar a ex-mulher, Lili (Rita Hayworth), que o abandonara anos antes, deixando a filha do casal, Toni (Claudia Cardinale) para ele criar.


Matt e Lili.
Matt apresenta sua filha Toni a Lili.
John Wayne, Dimitri Tiomkin, e James Edward Grant.
Fantásticos números dos melhores circos europeus desfilam ao curso do relato, amparado em poderosos recursos técnicos e artísticos (os melhores da época), como o acabamento fotográfico de Jack Hildyard (1908–1990) e Claude Renoir (1913-1993), melhor apreciado originalmente em Cinerama. A partitura musical de Dimitri Tiomkin (1899-1979) é também um dos grandes destaques desta superprodução de Samuel Bronston.


John Wayne e Claudia Cardinale
John Wayne e John Smith
Claudia Cardinale interpreta Toni, artista circense
boa no trapézio e em tiro.
A princípio, parece uma cópia europeia de O Maior Espetáculo da Terra, de Cecil B. DeMille, onde como esse, enreda uma história de desencontros amorosos e familiares com o circo como pano de fundo, envolvendo uma tragédia que estimula a todos os personagens na famosa tradição de que o show deve continuar.


Rita Hayworth, já madura mas ainda bela e atraente
Lili (Rita) e Matt (Wayne): resgatando a antiga paixão.
 Rita Hayworth e Claudia Cardinale - mãe e filha.
Rita Hayworth faz a mãe de Claudia Cardinale e ela concorreu ao Globo de Ouro pelo papel. A eterna Gilda, aos 46 anos, ainda esbanjava beleza, se tornando mais humana e melhor atriz com o tempo, muito embora seja penoso pensar que grande parte de suas atuações de qualidade foram motivadas por seu alcoolismo. Já nessa época, a atriz já vinha sofrendo os primeiros sintomas do Mal de Alzheimer, doença que a mataria em 1987.


Muita descontração nos intervalos de filmagem.
Richard Conte também é um dos destaques de
O MUNDO DO CIRCO
O Fabuloso Mundo do Circo.
Mas por que uma produção com todos requintes de qualidade e um cast all star como Circus World não obteve o sucesso esperado, não conseguindo salvar os estúdios de Bronston da bancarrota que se encontrava?

Richard Conte e Rita Hayworth: O MUNDO DO CIRCO (1964)
Um dos estúdios de Samuel Bronston, na Espanha
O cineasta Frank Capra, um dos Mestres da Sétima Arte.
Piadas a parte, há quem diga que foi “praga” de Frank Capra (1897-1991), que iria dirigir o filme e chegou a viajar para Madrid para iniciar as filmagens. Contudo, quando chegou lá, ele não quis se submeter as maquinações do roteirista James Edward Grant junto com o amigo John Wayne, e para completar o trio, Samuel Bronston, que levaram o notável cineasta de A Mulher faz o HomemO Galante Mr .Deeds, A Felicidade Não se Compra, a ser afastado. Assim, Henry Hathaway (1898-1985), por sugestão de Wayne, assumiu a direção.

John Wayne, Claudia Cardinale, e o diretor Henry Hathaway
O Mundo do Circo consumiu vários milhões de dólares na produção e fabulosas verbas de publicidade no seu lançamento, mas os resultados foram um mega-desastre de proporções irreparáveis.


Em toda a história, nunca existiu um gênio de publicidade que conseguisse vender um "mau produto" para certos padrões de qualidade, gastasse quanto fosse, levando infelizmente Samuel Bronston, talvez o mais extravagante, perdulário, e desorganizado produtor de cinema de toda a história a uma ruína definitiva, perdendo todo o controle sobre seus filmes anteriores. 


Em análise aprofundada, se o filme fosse dirigido por Frank Capra, talvez Circus World viesse a se tornar uma magistral obra prima sob a assinatura de um dos grandes Mestres da Sétima Arte, fazendo toda a fita valer seu peso em ouro, atraindo multidões para as salas de cinema, e ainda de quebra salvasse da falência o seu produtor.


Embora longe de ser um clássico, O Mundo do Circo remete um período de bom entretenimento para os espectadores da Sétima Arte. Visto hoje, parece datado, mas reunir três grandes nomes das telas como Rita Hayworth, John Wayne, e Claudia Cardinale em um único filme já valeria o ingresso. Afinal, respeitável público,o circo é o fabuloso mundo dos espetáculos, onde o cinema faz aqui a sua devida parte. 


Divulgação do filme para as salas de cinema do Rio de Janeiro.
Jornal Carioca, 1966.
FICHA TECNICA
O MUNDO DO CIRCO
Circus World

País : Estados Unidos/Espanha
Gênero: Drama
Ano de Produção: 1964
Tempo de Duração: 131 minutos
Direção: Henry Hathaway
Produção: Samuel Bronston para a Paramount Pictures
Roteiro: Ben Hecth, James Edward Grant, e Julian Zimet
Trilha Sonora: Dimitri Tiomkin
Fotografia: Jack Hildyard e Claude Renoir (em cores)

ELENCO

JOHN WAYNE ----MATT MASTERS
RITA HAYWORTH ----LILI ALFREDO
CLAUDIA CARDINALE ----TONI ALFREDO
LLOYD NOLAN ---- CAPITÃO CARLSON
RICHARD CONTE ---- ALDO
JOHN SMITH ----STEVE McCABE
KATHARYNA --- GIOVANA
KATHARINE KATH ---- HILDA
WANDA ROTHA--- SENHORA SCHUMAN
KAY WALSH ---FIO HUNT
ROBERT CUNNIGHAM ----RINGMASTER

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Na próxima semana!
Homenagem a
OLIVIA DE HAVILLAND
A Dama Lenda Viva da Sétima Arte completa cem anos.

sábado, 18 de junho de 2016

O Desafio das Águias (1968): Richard Burton e Clint Eastwood numa aventura de Guerra nas Montanhas dos Alpes.


Autor dos romances Os Canhões de Navarone e Estação Polar Zebra, que viraram tremendos sucessos cinematográficos, o escritor Alistair Maclean (1922-1987) também escreveu O Desafio das Águias (Where Eagles Dare). Contudo, diferente das duas obras literárias anteriores, Alistair escreveu especialmente para o cinema para depois lançar em livro. 


O escritor Alistair Maclean (1922-1987)
O ator Clint Eastwood e o cineasta (e ex-ator)
Brian G. Hutton (1935-2014)
Esta aventura de guerra realizada em 1968 e dirigida por Brian G. Hutton (1935-2014, outrora um ator, que chegou a participar do western Duelo de Titãs, dirigido por John Sturges em 1959 e estrelado por Kirk Douglas e Anthony Quinn), com externas nos congelados Alpes austríacos é o que se pode classificar de um superespetáculo de ação ininterrupta, quase a maneira de outra aventura ao estilo realizada no ano anterior pelo mesmo estúdio (a Metro Goldwyn Mayer) - Os Doze Condenados, de Robert Aldrich. Aliás, as duas produções quase que competem uma com a outra por terem sido lançadas praticamente na mesma época e por se tratarem de temas aventurescos de guerra.


Clint Eastwood e Richard Burton numa eletrizante aventura
de guerra nos Alpes austríacos.
Não é de desconhecimento por grande parte de cinéfilos entendidos (e sobretudo para os amantes dos filmes bélicos), que a Segunda Guerra Mundial é a maior aventura de todos os tempos. Dificilmente um roteirista poderia conceber uma obra tão brilhante, empolgante, e eletrizante. Alistair Maclean conseguiu esta proeza.


O tenente americano Scheaffer (Clint Eastwood) e o major inglês
John Smith (Richard Burton), já disfarçados entre os alemães.
Apesar do absurdo da verdadeira guerra, O Desafio das Águias é um espetáculo vibrante e colorido, visualmente charmoso e atraente. O sucesso da fita esta escudado pelo apelo da aventura, seguida de inteligente história de detetive.Obviamente, tudo significa um irrealismo que não foi convivida por aqueles que lutaram durante a Segunda Grande Guerra. E como no cinema a guerra também custa cara, filmes ao estilo deixaram a realidade de lado, não havendo limites para a ficção. Assim, O Desafio das Águias prometeu ser uma diversão descompromissada com fatos reais, pois para o escritor Alistair MacLean, que redigiu o roteiro para o filme e lançou um romance, “a guerra parece ser uma aventura acima de tudo”.


O major Smith rendendo os inimigos.
Entretanto, Smith sabe que entre seus homens, pode existir
um traidor que põe em risco o sucesso da missão.
O major Smith (Richard Burton) mandando fogo contra os nazis.
Em sua obra Os Canhões de Navarone , embora a narrativa fosse acionada pela ação física, o filme (de J. Lee Thompson e estrelado por Gregory Peck) tratava de tipos humanos e procurava não perder o contato com a plateia, que poderia muito bem se identificar com algum dos personagens. Já em O Desafio das Águias tal não procede. Os personagens parecem ter uma personalidade única, com um objetivo em comum. Afinal, a maior preocupação do filme dirigido por Brian G. Hutton é entreter o público, com uma aventura detetivesca e de suspense quase que espectral durante a Segunda Guerra Mundial.

Os nazistas dos Alpes.
O Chefe da Gestapo, coronel Von Happen, vivido por Derren Nesbitt.
O enredo é assim: Alguns meses antes do dia "D", da invasão da Normandia pelos exércitos aliados, um avião americano cai em território europeu dominado pelos alemães, e apenas um general americano sobreviveu ao acidente.Sete homens liderados pelo major inglês John Smith (Richard Burton, 1925-1984), executam uma missão quase que impossível: caem de paraquedas nos Alpes da Baviera afim de, passando-se por oficiais nazistas, recapturar este oficial americano, que acabou prisioneiro dos alemães.


Richard Burton em um papel de extrema adrenalina.
Clint Eastwood é o tenente americano Morris Scheaffer.
A prematuramente falecida Mary Ure como a agente Ellison
O general capturado é levado ao Quartel General dos Nazistas num mosteiro localizado no alto de uma montanha nos Alpes Suíços. O que os alemães não sabem é que esse militar conhece todos os planos de invasão, e a Inteligência Britânica é acionada para resgatar o General a qualquer preço, antes do Dia "D". Para ajudar o major Smith e seus homens, estes contam com a agente aliada Mary Ellison (Mary Ure, 1933-1975), que servirá de álibi para penetrar no Castelo das Águias, localizado no pico de uma montanha e ao qual só se tem acesso teleférico.


A Agente Mary Ellison (Mary Ure) auxilia o major Smith
(Richard Burton)
Smith e Scheaffer, prontos para dar o bote contra os nazistas.
Scheaffer tentando monitorar o teleférico.
Entretanto, existe entre os homens de Smith um traidor. Dois oficiais do grupo são assassinados assim que chegam aos Alpes. O restante, incluindo o próprio Smith e o tenente americano Morris Scheaffer (Clint Eastwood), dão prosseguimento à missão, desafiando situações de alto risco, suspense, e violência.

A Agente Ellison (Mary Ure) é pura adrenalina.
Um dos momentos mais tensos do filme: a luta de Smith (Richard
Burton) contra dois inimigos em cima do teleférico em movimento.
As bombásticas sequências de adrenalina foram realizadas por um veterano mestre de ação, Yakima Canutt (1895-1986), diretor de segunda unidade (Canutt realizou a sequencia da “Corrida de Quadrigas” em Ben-Hur, em 1959 e foi dublê de John Wayne em No Tempo das Diligências, em 1939). No elenco, ainda vale destacar a presença da bela Ingrid Pitt (1937-2010), como uma segunda agente aliada que auxilia “nossos heróis”.


A bela Ingrid Pitt, como uma espiã aliada.
Elizabeth Taylor, então esposa de Richard Burton, acompanha
o marido nas filmagens. Ao lado da atriz, Clint Eastwood.
Como curiosidade sobre esta produção, vale destacar a presença de Richard Burton num papel que exigia um grande preparo físico. Mas antes das filmagens começarem, Richard estava passando uma semana no mesmo hotel (com sua então esposa, Elizabeth Taylor, que acompanhou grande parte das filmagens) em que Clint Eastwood também estava hospedado, e Burton o convidou às dez da manhã para beber.


Clint Eastwood e Richard Burton. "Amigos de copo" antes das filmagens.
Ingrid Pitt, Clint Eastwood, Mary Ure, e Richard Burton,
brindando o término das filmagens.
Burton, já inchado de tanto álcool, bebeu até a noite três ou quatro garrafas de scotch e fumou mais de três maços de cigarro. Burton só aceitou o papel em O Desafio das Águias para satisfazer seus filhos, que queriam ver o pai em um filme movimentado de ação.


Edição americana do livro de Alistair Maclean
O DESAFIO DAS ÁGUIAS, com Richard Burton na capa.

Enfim, O Desafio das Águias é uma aventura de guerra que não tem compromisso com eventos verdadeiros sobre a Segunda Guerra, mas isso pouco importa quando se trata de cinema quando o objetivo máximo é alcançar o limite da aventura e do entretenimento das plateias, graças à magia da Sétima Arte. Por isso, esta fita estrelada por Richard Burton e Clint Eastwood pode ser considerada uma das mais cativantes e apreciadas por todos os amantes dos filmes de ação, conseguindo prender o espectador até hoje. No Brasil, o filme foi lançado a 7 de abril de 1969. A Trilha Sonora (antológica) é de composição de Ron Goodwin (1925-2003).


Divulgação do filme em um jornal carioca, em 1969.
O filme foi exibido no extinto METRO BOAVISTA,
localizado na Rua do Passeio, Centro do Rio de Janeiro.
FICHA TÉCNICA
O Desafio das Águias
(Where Eagles Dare)
Ano de Produção: 1968.
País: Estados Unidos e Inglaterra
Direção: Brian G. Hutton
Roteiro: Alistair MacLean
Gênero: Guerra
Fotografia: Arthur Ibbetson
Tempo de Duração: 158 minutos.
Estúdio: Metro Goldwyn Mayer


Elenco
Richard Burton – Major John Smith
Clint Eastwood – Tenente Morris Scheaffer
       Mary Ure – Mary Ellison
Patrick Wymark – Coronel Turner
Michael Horden – Almirante Rolland
Donald Huston – Christiansen
       Peter Barkworth – Berkeley
William Squire  - Thomas
Robert Beatty    - Carnaby
Brook Williams  - Sgt. Harrod
       Ingrid Pitt - Heidi
Derren Nesbitt - Von Happen
Ferdy Mayne - Rosemeyer

Produção e Pesquisa:
Paulo Telles.
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