domingo, 6 de novembro de 2016

Charada (1963): Uma trama à Hitchcock dirigida por Stanley Donen.



Charada (Charade),foi dirigido por Stanley Donen em 1963, que também produziu esta que é considerada uma das aventuras de espionagem mais bem elaboradas de todos os tempos, bem ao estilo de Alfred Hitchcock. Segundo Donen, Charada é uma comédia de suspense, concebida um pouco de Indiscreta (uma das grandes obras de Hitch), porém bem mais visual e trabalhada no plano da estrita mise-em-scène.

O Cineasta e Produtor Stanley Donen
Uma narrativa Hitchconiana com Cary Grant (1904-1986) repetindo seu tipo de papel em Suspeita (1941) e Ladrão de Casaca (1955), ambas obras primas da magnificência do Mestre do Suspense, e ainda evocando Vincente Minnelli na sofisticação da comédia no bom gosto sempre em cena, onde adorna o engenhoso mecanismo que empurra a ação, de forma desinibida, para o thriller ou para um humor com suspense e exuberância cromática.

O Diretor Stanley Donen entre Audrey Hepburn e Cary Grant
Stanley Donen (ainda vivo) foi uma autoridade dos grandes musicais (Cantando na Chuva, Sete Noivas Para Sete Irmãos), e explora com muita vontade tudo que o script (de Peter Stone, 1930-2003) lhe proporciona. E como tudo de Donen sempre caiu na mais livre imaginação, a fita vai escalando os recursos necessários ao tom do divertimento, inclusive a vantagem de não poupar qualquer malabarismo ou respeito por fatos verídicos.

Cary Grant e Audrey Hepburn, o casal de CHARADA (1963)
Cary Grant e Audrey Hepburn, em frente ao Rio Sena: CHARADA (1963)

A inopinada, fascinante, e feérica desta narrativa de “comédia negra” que não precisaria ir tão longe para usar adequadamente uma fórmula, aprovado dentre os que Hitchcock (talvez o cineasta mais plagiado do mundo) proporcionou aqueles que usaram de seu estilo. Provavelmente, Charada seja o decalque hitchconiano mais assumido, até que Brian de Palma veio praticamente refazer Um Corpo que Cai em Trágica Obsessão, em 1976. Destarte, Donen sorve basicamente o Hitch de Ladrão de Casaca (1955) e Intriga Internacional (1959), cujas relações com Charada se estreitam na presença do mesmo astro principal, Cary Grant, de classe e garbo sofisticado para revestir onde atuou de verniz estilístico, quase inalterável (segundo postura do cronista Paulo Perdigão, já falecido, em crítica sobre Charada ao jornal O Globo, em 25 de agosto de 1985). Quando começa, aliás, com os créditos de Maurice Binder imitando os de Um Corpo que Cai, Charada já está na trilha certa. Instantaneamente inconfundível. Charada é um redemoinho de truques, trapaças, armadilhas, e reviravoltas. A trama coloca a eterna Bonequinha de Luxo, Audrey Hepburn (1929-1993) no centro de aterradora conspiração de silêncio e ameaças letais.

Audrey Hepburn é Regina Lampert, uma estilista de férias nos
Alpes Franceses.
Que de repente, se vê numa intriga de morte e mistério!
Audrey é Regina Lampert, uma estilista de moda que volta de uma temporada de esqui nos Alpes Franceses. Lá, ela conhece o empresário Peter Joshua (vivido por Grant). Ao voltar para Paris, Regina encontra o marido assassinado. Sozinha, passiva e amedrontada, Regina descobre que o marido, durante a II Guerra, havia roubado 250 mil dólares em ouro da Resistência Francesa, e que uma quadrilha está disposta a recuperar o tesouro, usando de todos os meios para faze-la contar o que ela sabe. A esta altura, Regina e a plateia desconfiam de tudo e de todos, inclusive do próprio Peter (com quem tem um envolvimento romântico), ou do Agente da CIA Hamilton Bartholomew (Walter Matthau, 1920-2000), que é incumbido de resolver o caso.

Cary Grant é Peter Joshua, que se torna uma espécie de guardião da viúva Regina, vivida por Audrey. De pé vemos James Coburn.
O mais inusitado acontece na cena do velório da vítima. Um dos membros da quadrilha que estava presente ao evento chega a espetar um alfinete no cadáver para certificar se está realmente morto. Outra cena marcante é quando uma pistola apavorante é apontada de perto para Regina, mas quando é disparada, nada mais expele do que um jato de água. Há muito movimento e correrias neste espetáculo pelas ruas de Paris, e até uma espécie de brincadeira de “esconde-esconde” pelo metrô.  A verdadeira heroína de toda a história, Regina, vivida com toda maestria e carisma por Audrey Hepburn, escapa por um triz de ser baleada por um pistoleiro sob a arcada da ópera, sem contar três impressionantes assassinatos que tem ao longo da película. São essas mortes o único desvio que o filme vem a sofrer em relação a linha de franco bom humor. 

Peter Joshua enfrenta um dos temíveis bandidos do filme, vivido pelo grandalhão George Kennedy.
Seria necessário tanto sadismo por parte de Donen e de seu roteirista? Quem pode saber, afinal tudo não passa de uma Charada! Apesar disso, a trama traz interlúdios alegres. Charada é um filme pândego, com mistura de riso e pavor, muito peculiar aos trabalhos de Alfred Hitchcock. Cary Grant trava eletrizante luta com o grandalhão George Kennedy, um homem que tem uma garra de aço no lugar de uma das mãos. Grant como Peter Joshua, deixa a luta como vencedor, mas com aparência de quem se tivesse visto frente a frente, nas escorregadias telhas, com um crocodilo feroz.  Entretanto, se mostra valente a ponto de defender Regina do trio violento de assaltantes, vividos por Kennedy, James Coburn, e Ned Glass. Mas a questão é: será que Joshua não pretende dar um bote sujo na pobre Regina? Afinal ela é herdeira do viúvo e Joshua pode pretender pôr as mãos na grana. Será? Quem pode prever? Seria hilário em vermos Grant como “gatuno” em um de seus últimos filmes. 

Joshua se encontra com os três temíveis vilões, vividos respectivamente por James Coburn, George Kennedy, e Ned Glass.
Charada foi totalmente rodado em Paris, exteriores e interiores, e até no mercado de Les Halles, hoje inexistente. Mas Donen confessa uma falha: neste passeio de Bateau Mouche, eles iluminaram apenas um dos lados do rio Sena, assim a projeção de fundo das cenas é sempre a da margem direita, nas cenas em que aparecem Cary e Audrey. É aqui que se ouve a famosa música tema de Henry Mancini (1924-1994), que só teve letra de Johnny Mercer (1909-1976) porque era obrigatório para poder concorrer ao Oscar, o que acabou acontecendo. 

A Luta de vida e morte entre Cary Grant e George Kennedy em CHARADA (1963).
Após a luta, Joshua é cuidado por Regina de seus ferimentos.

Donen confessa que usou um truque, numa cena logo no início do filme: a mão que segura a pistola é de um homem para não revelar a piada. As cenas iniciais foram rodadas num hotel ainda inacabado em Mégeves, Alpes Franceses. Audrey Hepburn, como sempre, vestia modelos de seu figurinista favorito Givenchy e como era seu hábito tinha três cópias de cada vestido. Aliás, figurinos bem realçados pela fotografia de Charles Lang (1902-1998). Cary Grant, embora não aparentasse, completou sessenta anos durante as filmagens e não queria mais ser galã. Foi por isso que a princípio recusou o papel. Não demoraria muito, Grant se aposentadoria das telas de cinema.

Waltter Matthau é o Agente da CIA Hamilton Bartolomew
Audrey e o ator francês Jacques Marin, como um inspetor rumo as investigações.
Vale a pena destacar os atores que fazem os vilões de Charada. Muitos destes eram oriundos da televisão e ainda não eram famosos no cinema, como James Coburn (1928-2002), e George Kennedy (1925-2016), este alto e forte como um touro, além de Ned Glass (1906-1984), que havia sido carpinteiro depois de ter seu nome manchado na Lista Negra do McCarthismo. Na trilha musical, Henry Mancini franqueia sofisticação extra a um entretenimento impecável, que nem mesmo Stanley Donen logrou igualar, quando fez dois anos depois Arabesque, segundo sua idêntica concepção. 

CHARADA foi título de inauguração do novo
CINE-ODEON, localizado na Cinelândia,
Centro do Rio de Janeiro, a 17 de dezembro
de 1964. Bons tempos para o cenário carioca.

FICHA TÉCNICA
CHARADA
(Charade)
Ano de Produção – 1963
Gênero: Suspense
Direção: Stanley Donen
Produção: Stanley Donen e James H. Ware
Fotografia: Charles Lang, em cores.
Música: Henry Mancini.
Roteiro: Peter Stone, com base em seu argumento.
Metragem: 113 minutos.



ELENCO
Cary Grant – Peter Joshua
Audrey Hepburn – Regina Lampert
Walter Matthau - Hamilton Bartholomew
James Coburn – Tex Panthollow
George Kennedy – Herman Scobie
Dominique Minot - Sylvie Gaudet
Ned Glass - Leopold W. Gideon
Jacques Marin – Inspetor Edouard Grandpierre
        Paul Bonifas – Mr. Felix
        Thomas Chelimsky - Jean-Louis Gaudet

Produção e Pesquisa
Paulo Telles.

6 comentários:

  1. Telles,

    Serei mais que breve neste comentário por mais de uma razão;

    Primeiro eu não vejo mais filmes com o Grant. Vi muitos, mas não o vejo como muitos vêm. Não me é simpático e o acho sem qualquer graça.

    E isso comprovei revendo alguns filmes que havia assistido dele anos passados. Excluiria desta lista o filme sério que fez com a Loren e o Sinatra, Orgulho e Paixão/57, do Kramer, que é um grande filme e ele está muito bem. Mas como cômico, só deixa a desejar, na minha visão.

    Há quem o ache o máximo, talentoso e tudo o mais. No entanto, eu não o vejo grandão assim e, por isso, não revi Charada, que acabou de passar no Cult da SKY e até foi reprisado vezes outras.

    Nada contra o bom Donen, de quem vi bons filmes, principalmente dos da década de 1950, quando fez ótimas comédias musicais, como 7 Noivas Para 7 Irmãos, O Beijo da Despedida (que é apenas comédia), Cantando na Chuva, dentre outros.

    Sei que este Charada é um filme agradável diante do que li, porque o vi há muitos anos e de nada recordo dele. Entretanto, a postagem fala de suas qualidades, do bom diretor que comanda o bom elenco, mas ainda fico em dúvida quanto ao trabalho comediante do Grant.

    ´jurandir_lima@bol.com.br



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    1. Olá meu querido baiano!

      Bom, eu particularmente, gosto de Grant, mas não na mesma proporção como gosto de Cooper, Wayne, e sobretudo, Ryan. Pelos sobrenomes, vc sabe a quem os refiro, não é mesmo?

      Cary Grant, inegavelmente, foi detentor de grandes clássicos. Não era um grande ator de grandes recursos de interpretação, mas sabia exercer carisma, o que as vezes muitos grandes atores que sabem interpretar as vezes lhes carece. Não o acho o máximo, mas soube ser um dos grandes ídolos para os amantes da Sétima Arte, e se vc fizer um “censo” para saber qual dos dez maiores astros do cinema antigo, o nome de Cary Grant com certeza será pautado.

      Grant atuou em uma grande comédia, ESTE MUNDO É UM HOSPÍCIO, que não canso de assistir. Não tem como não rir das caretas do ator quando esta subjugado e querendo alertar os outros do perigo. É natural porque quando falamos de comediantes, lembramos logo de Lewis, Gordo e o Magro, Três Patetas, Chaplin...mas Grant foi um comediante diferente desses. Ele foi com sofisticado, como haveria de ser tempos depois David Niven, por exemplo, que sabia fazer este tipo de humor estiloso. Como disse, Grant não esta entre meus grandes preferidos, mas faço justiça pela sua grande obra cinematográfica e pelos grandes filmes (em sua grande maioria, muito bons, fossem não somente no teor da comédia, como também em filmes de romance, ação, guerra...E OLHA: POR QUE ELE NUNCA FEZ UM WESTERN, JURANDIR? Esta pergunta me passou pela mente agora) – pelos grandes filmes que ele deixou para a posteridade.

      Abraços do editor!

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  2. Telles,

    Um bom conteúdo em sua resposta aos meus dizeres, bom e quase amigo. Sinto que foste leve com o bahiano e que, se outro, a caneta bateria mais densa, mais aguda, mais direta, mas claro, sem atingir limites de ofensas. Isso não, nunca o carioca age ou agirá assim.

    Veja meu bom companheiro: que cômico dentro do estilo de Grant existia em sua época?
    Bem: alguns muito poucos e sem a beleza de seu porte e sem o seu carisma, ponto vosso que citaste muito bem.

    Ele o tinha, mas não era um homem engraçado, não era um ator de talento como um, até mesmo Lancaster, que fazia algumas comédias, nem como mais nenhum outro.

    Naquela época tínhamos muitos grandes atores. Citaste alguns, mas eu cito apenas um ou dois que não tem para ninguém; o Laurence Oliver e o Frederic Marc.

    Havia ainda o Rex Harrison, o Gable, o Cooper, o Douglas (que mata em Chaga de Fogo), e centenas de outros e onde o Cary Grant não entraria nem entre os 40. Mas em Orgulho e Paixão ele está bem porque talvez, comédia não houvesse sido a escolha certa para ele trabalhar no cinema.

    Agora: não vou negar que fez filmes de agrado popular além de ter seu fã clube, local onde não me encaixo. Sei que não era nenhuma porcaria, mas nunca vi graça nele, nunca. Ele tentava fazer graça e ficava desengonçado e sem graça.

    Não posso negar que quem lhe emparceirava pelo lado feminino, principalmente em Orgulho e Paixão (porque ali o Sinatra esnoba em talento, além da Loren). Ou seja, suas companheiras de trabalho conseguia segurar quase todas as pontas das películas, porque não se brinca com uma Audrey Hepburn, que era o top da qualidade feminina na arte de trabalhar no cinema. Não se pode tocar na qualidade inflexível e talentosa de uma Bette Davis, ou uma Loren, de uma Bergman, de Audrey Hepburn, de Jean Arthur dentre muitas outras musas da 7a. Arte com quem trabalhou.

    Possivelmente, jovem amigo, não se valorizaram tanto estas e outra mulheres nos filmes onde o Grant trabalhou porque ele era o mais visado, mais olhado, mais adorado, o achado mais importante do filme. Porém, muitas destas mulheres sustentaram os filmes que ele fez, com certeza.

    Será que olhavam isso ou apenas diziam que a Hepburn e outras eram grandes atrizes sem, no entanto, as enaltecer nos filmes que fazia com o grandão, que era bonito de face, tinha um corpo bem feito e tamanho elevado, o que mais ainda o despertava a atenção.

    Porém, bom, bom mesmo como dizem, ele nunca foi. Isto no ver do bahiano e esperando que o nosso editor, por gentileza, me dê resposta a esta meia empalidecida réplica. Rsrsrsrsrs

    Grande abraço do bahiano

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Baiano, Baiano!

      Como disse, o Cary não está entre meus prediletos atores. Tudo o que vc diz eu até concordo em parcialidade, entretanto não posso deixar de prestar justiça dizendo que em ESTE MUNDO É UM HOSPÍCIO o cara deu um show! Infelizmente, não tivemos mais interpretações assim de Grant no mundo do cinema. Mas Grant, embora fosse um astro, sabemos que ele não era possuidor de grande talento interpretativo. Como dizem as portuguesas, não passava de uma “bela estampa”, e era mesmo. Tinha porte e altivez. Sabia conduzir um filme até o final. E o filme que vc mencionou, ORGULHO E PAIXÃO, Grant conseguiu até dominar o filme pegando carona com Sophia Loren, pois o seu papel foge de tudo que ele fez e se caracterizou até aqui. Um épico que não era a cara dele, mesmo porque não era seu estilo, mas ainda assim, conseguiu. Quem sabe não era a paixão que nutria Grant por Sophia, já que durante as filmagens os dois tiveram um romance real? Grant queria até casar com ela, mas Sophia disse não e preferiu casar com o produtor italiano Carlo Ponti, que fez dela uma estrela internacional.

      Muitos atores que muito apreciamos tiveram passagens por comédias. Uns foram bem mais sucedidos que outros. Lancaster? Não era muito engraçado mas fez muito bem um filme com a Virginia Mayo e Chuck Connors que agora me foge o nome (creio que seja PECADORES DOS MARES DO SUL). Rex Harrison? Também não, mas talvez mais sofisticado que Grant. Fredric March no ótimo NADA É SAGRADO deu um show junto com Carole Lombard. March foi talvez o mais talentoso astro do seu tempo junto à Spencer Tracy (este sim, também sabia fazer comédias!!!) Mas e Cary Grant? Sim, talvez fosse em seu estilo.

      Não é sabido se Cary teve problemas com suas estrelas, pelo menos de minha parte eu nada sei. Mas para poder trabalhar com todas estas atrizes que vc mencionou, com certeza Grant tinha personalidade e respeitabilidade. Só se sabe que não tolerou Mae West, que foi um de seus primeiros pares românticos. Ele a detestou e a achou vulgar. Doravante acredito que ele seguiu com sua carreira e com seus filmes se dando bem com todas as suas colegas, entre as quais, se acha Audrey Hepburn, que muito embora fosse uma lady, tinha personalidade dentro e fora das telas, e como bem falou, não se brinca com Audrey. Assim como também não se brinca com Bette Davis, Sophia Loren, Jean Arthur, e Ingrid Bergman. Todas elas brilharam com Cary. E com toda razão, elas mais o sustentaram do que ele a elas, mas se não fosse seu imenso carisma nas telas, nem a ajuda destas estrelas iria prestar.

      O editor.






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  3. Telles,

    É. Não dava mesmo para se trabalhar com a Mae West. Vi apenas um filme dela. E afirmo que se passasse outro eu não me arriscaria, jamais, em ve-lo. Ela não tem mesmo a classe que o Grant falou e me pareceu mesmo ser um tanto vulgar. Horrivel a atriz e ponto para o Cary que, mesmo eu não o aceitando tanto quanto muitos o aceitam, o sujeito tinha sim um carisma de nivel alto.

    E se, como disseste, ele trabalhou com as estrelas Hepburn e a Davis, que tinham rigidez demasiada em seus pareceres, ou seja, eram mulheres de durissimas naturezas, pessoas de posições definidas, duronas. Então o cara deveria ter lá suas qualidades se trabalhou com ela sem problemas algum, como citas. Apenas eu não lhe tinha em um canto bom de meu coração, ou simpatia. Nada além disso e também por acha-lo um tanto sem ginga para comédias.

    Abração do bahiano

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Sabe Jurandir...

      A Mae West é considerada um tipo de mulher avançada para a época. O jornalista e escritor Ruy Castro, que publiocu um livro intitulado "Saudades do Século XX", dedicou uma breves páginas sobre a atriz, que segundo ele, era na vida real tímida e que sua personalidade como mulher vulgar era uma farsa, e era praticamente virgem. Com todo respeito a esse grande escritor, mas fica difícil acreditar, tendo conhecimento que Grant não gostou dela nem um pouco.

      Chegamos a um ponto de concordância, baiano. Grant tinha carisma, e tinha mesmo! Mas tem aqueles que não tem simpatia por ele ou não ligam. Afinal, ninguém consegue agradar a todos, não é mesmo?

      Abraços do editor carioca!

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