sábado, 1 de outubro de 2016

Os Últimos Durões (1986): Lancaster & Douglas pela Última Vez nas Telas, em Humorada Crítica Social.



Hoje, sabe-se que a relação entre estes dois titãs da cinematografia mundial, Burt Lancaster (1913-1994) e Kirk Douglas fora das telas não era das melhores. Embora tivessem atuado juntos em sete filmes (I Walk Alone,1948; Sem Lei e Sem Alma, 1956; O Discípulo do Diabo, 1959; A Lista de Adrian Messenger,1963; Sete Dias de Maio, 1964; Vitória em Entebbe, 1976, para TV; e Os Últimos Durões, 1986), os dois astros pareciam grandes amigos para as plateias, e mesmo em condições onde os dois concedessem entrevistas as vistas perante o público. Entretanto, Contudo, o elo entre os dois não passava apenas de uma grande fachada de publicidade promovida pelo agente de Kirk Douglas, pois Lancaster tinha na realidade uma personalidade arrogante. Muitas vezes, Burt tratava Kirk com ironia, crueldade, e indiferença.


Burt Lancaster e Kirk Douglas: Foto publicitária, 1956. 
Lancaster & Douglas no maior clássico da dupla: SEM LEI E SEM ALMA,
de John Sturges, realizado em 1956.
Lancaster sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) em novembro de 1990 enquanto visitava seu amigo Dana Andrews (que sofria de doença de Alzheimer e faleceria pouco tempo depois), e desde então, ficou internado até fevereiro do ano seguinte, incapacitado de falar e de se mover até seu falecimento, a 28 de outubro de 1994, aos 80 anos. Kirk Douglas, apesar de uma série de problemas de saúde e até mesmo de um grave acidente aéreo em fevereiro de 1991 (mesma época em que Burt obteve alta do hospital), e que acabou matando dois dos ocupantes do helicóptero sendo o ator o único sobrevivente (acidente este que lhe provocou uma lesão nas costas debilitante), ainda vive e esta prestes a completar 100 anos no próximo mês de dezembro. 


Burt Lancaster é Harry Doyle, e Kirk Douglas é Archie Long, que
saem do presídio após cumprir pena de 30 anos.
Os Últimos Durões (Tough Guys, 1986) marcou o último encontro destas duas lendas, registrando o retorno às telas de Lancaster e Douglas, numa intriga de muita ação e comicidade, dirigida por Jeff Kanew, que três anos antes (1983) havia dirigido Kirk no excelente policial Caçada Impiedosa/Eddie Macon's Run, realizado para televisão. Lancaster então com 73 anos, e Douglas com 70, esbanjam na Terceira Idade charme, simpatia, e até mesmo disposição para algumas eletrizantes cenas de ação.


Após saírem da prisão, a vida não será fácil para os já idosos
Archie (Kirk Douglas) e Harry (Burt Lancaster).
Harry Doyle (Lancaster) rendendo um assaltante, que tentou
assaltar um banco.
Dois veteranos assaltantes de trens, Harry Doyle (Lancaster) e Archie Long (Douglas), ganham a liberdade condicional após passarem exatos 30 anos na cadeia. Motivo da pena: os dois cometeram o último assalto de trem registrado nos Estados Unidos, em 1956. Ao saírem do presídio, anacronismos vivos, se deparam com uma Los Angeles completamente diferente da que conheceram. Acabam nas mãos do jovem assistente social Richie Evans (Dana Carvey), que os admira e tem conhecimento das façanhas dos dois ex-detentos. Mas movido pelas regras da lei, os dois amigos tem que se separar. Harry vai para uma casa de repouso para idosos e lá reencontra Belle (Alexis Smith, 1921- 1993), sua ex-namorada e uma ex-vedete. Archie, após experimentar diversos empregos (numa sorveteria e num restaurante) e ser discriminado pela sociedade por sua condição de ex-presidiário, vai trabalhar numa academia de ginástica e conhece a administradora, Syke Foster (Darlanne Fluegel), com quem inicia uma relação amorosa, e para surpresa de Archie, com maratona de muito sexo.


Archie e Harry são auxiliados pelo jovem assistente social Richie
(Dana Carvey), que assume ser fã da velha dupla. 
Archie (Kirk Douglas) não perdeu a boa forma e tenta provar
para a sociedade que não é um inválido.
Entretanto, sentindo que estão sendo tratados como inválidos pela sociedade, os dois voltam a se reunir e logo voltam a por em prática a velha ação. Contudo, fracassam em reunir a antiga quadrilha, e também em tentar assaltar um carro-forte. Até que a dupla tem em mente de repetir o assalto de trinta anos antes e que o fizeram ser presos, apoderando-se do trem Gold Coast Flyer, prestes a se aposentar após meio século de serviços. Mas para piorar a situação, os dois velhos fora da lei estão sendo perseguidos por um detetive aposentado que foi o mesmo policial que os prendera trinta anos atrás, e que não acredita na regeneração da dupla, Dake Yablonski (Charles Durning, 1923-2012).


Leon B. Litle (Eli Wallach) quer levar a incumbência que recebeu 30
anos atrás: matar Archie e Harry, mas são impedidos por Richie
(Dana Carvey) e pela namorada de Harry, a ex-vedete Belle (Alexis Smith)
Archie Long (Kirk Douglas) em ação.
No encalço de Harry e Archie, ainda esta o esquisito Leon B.Litle (Eli Wallach, 1916-2015), um pistoleiro que recebera a incumbência de mata-los na mesma época em que haviam sido presos, e que mesmo passado tantos anos, ainda esta obstinado a dar cabo da missão, conforme acordo feito com um gangster há três décadas.  Entre todos estes obstáculos e perigos, os dois veteranos resolvem dar a empreitada, para mostrar a sociedade que são tão bons como antigamente.


A dupla de veteranos são verdadeiros mestres na arte da
malandragem.
Tanto que colocam pra fora do caminho uma gang de adolescentes
Os Últimos Durões é uma comédia dramática em tom policial, mas feita como uma resposta para a sociedade e como que eles podem maltratar seus idosos. A história é bem urdida, mesmo a despeito de algumas implausibilidades  a que se deixa levar o roteiro de James Orr e Jim Chuickshank, onde a direção de Jeff Kanew soube acionar com charme em proveito de cinco grandes veteranos do cinema, que são os ótimos Burt Lancaster, Kirk Douglas, Eli Wallach, Charles Durning, e Alexis Smith. 


O machão Archie vai parar sem querer num bar gay.
Archie cai no embalo com Syke, vivida por Darlanne Fluegel
As críticas à sociedade são ministradas logo na primeira metade do filme, onde as peripécias dos “idosos heróis” são imensamente hilárias, como num banco onde evitam um assalto, num bar gay onde Archie vai parar acidentalmente, e quando a dupla encontra uma gang de adolescentes e os tira do caminho.  Kirk Douglas esbanja boa forma física aos 70 anos, na cena em que entra para uma academia de ginástica e malha pegando em pesos e pulando na corda, como já fizera no clássico O Invencível, em 1949, um dos grandes filmes sobre o boxe. Aliás, entre a dupla de veteranos, Douglas é que tem as partes mais engraçadas e carrega sua graça ao longo do filme, enquanto Lancaster tem um desempenho mais dramático, sem perder o teor do humor. 


Archie tem um relacionamento romântico com uma moça trinta
anos mais jovem, Syke, regada a maratona de muito sexo.
Eli Wallach, responsável pela maior parte das cenas engraçadas.
O assalto ao carro-forte também merece destaque entre as cenas mais engraçadas, contudo, nenhum dos momentos mais hilários se compara ao personagem vivido por Wallach, um alopradíssimo pistoleiro que quer executar sua missão a todo custo e matar a dupla. Também não deixa de ser interessante a abordagem amorosa, onde vemos o reencontro de Doyle (Lancaster) e Belle (Alexis Smith, ainda bela e em boa forma), prestes a um encontro romântico num dos quartos do asilo, quando são impedidos pela proprietária, que acha ridículo duas pessoas idosas fazerem sexo. Mais bem aventurado é Archie (Douglas), que mesmo não sendo aceito pela sociedade pela sua condição de ex-detento e não conseguir parar em emprego, cede as aventuras amorosas com uma jovem de 20 anos, a dona de uma academia de ginástica vivida por Darlanne Fluegel.


Harry (Burt Lancaster) rende o maquinista.
Harry (Lancaster) e Archie (Douglas), planejando um novo assalto.
A partir das cenas do assalto ao Gold Coast Flyer, Os Últimos Durões comete algumas falhas, resvalando até mesmo em situações além dos surreais. Apesar dos momentos engraçados e um roteiro curioso, o filme fecha sem grandes repercussões, onde fica evidente a simpática homenagem a duas grandes lendas da Sétima Arte, Burt Lancaster e Kirk Douglas, mas mais do que isso representou uma crítica ao sistema, que se recusa a aceitar ex-presidiários no mercado de trabalho após cumprir seu débito para com a sociedade e lhes são negadas uma segunda chance, além do maltrato para com os idosos. Contudo, fica difícil imaginar que dois veteranos assaltantes que passem 30 anos atrás das grades não tenham acompanhado as mudanças socioculturais ao longo desse tempo. Talvez seja o maior deslize da fita.


Enfim, Harry e Archie conseguem a empreitada.
Os astros Burt Lancaster e Kirk Douglas, concedendo uma
entrevista nos bastidores
Divulgação do filme em um jornal carioca, em 1987.
Algumas citações no filme poderão ser reparadas pelos cinéfilos mais observadores, como a de Sem Lei e Sem Alma, grande clássico com Lancaster & Douglas, dirigido por John Sturges. A película ainda conta com um punhado de clássicos da música popular americana, que despontam Glenn Miller, Bing Crosby, Kenny Rogers e Janet Jackson. Pode não ser um dos melhores filmes com a dupla Lancaster & Douglas, mas na certa se tornou uma lembrança que registrou o último encontro dessas duas “feras” do cinema internacional, provando que a velhice não é empecilho para entreter plateias e até mesmo cativar novos fãs e admiradores no mundo da Sétima Arte. 

FICHA TÉCNICA
OS ÚLTIMOS DURÕES
(THE TOUGH GUYS)

País: Estados Unidos

Ano: 1986

Direção: Jeff Kanew

Produção: Joe Wizan, Richard Hashimoto
Kirk Douglas (produtor associado)

Estúdio: Touchstone Picture, Buena Vista, e Bryna Productions

Música: James Newton Howard

Fotografia: King Baggot

Roteiro: James Orr e Jim Cruickshank

Metragem: 99 minutos


O ELENCO PRINCIPAL: Acima, Eli Wallach, Dana Carvey, e Charles Durning.
Sentados, Alexis Smith, Burt Lancaster, Kirk Douglas, e Darlanne Fluegel.

ELENCO
Burt Lancaster – Harry Doyle

Kirk Douglas – Archie Long

Charles Durning – Dake Yablonski

Alexis Smith – Belle

Dana Carvey – Richie Evans

Darlanne Fluegel – Syke

Eli Wallach - Leon B. Little

Monty Ash – Vince

Billy Barty – Philly

Simmy Bow – Schultz

Darlene Conley - Gladys Ripps

PRODUÇÃO E PESQUISA
Paulo Telles

5 comentários:

  1. Olá, Paulo. Boa lembrança esta sobre os Tough Guys. A idade parecia estar pesando mais para Burt do que para Kirk, haja vista que a parte mais "braçal" do filme é feita por Kirk. Também pudera, a sua empresa Bryna era co-produtora do filme. Não obstante, o passado de acrobata de Burt e também seu maravilhoso filme The Swimmer (um dos meus preferidos dele).

    Este filme do seu tópico é um tributo aos dois dos maiores ícones de Hollywood. Precisaria de vários posts para cada um e para cada filmes deles.

    Veja quantos grandes filmes eles fizeram somados ou individualmente.

    Este é um bom filme e vale a penas mais pela presença carismática dos dois.

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    1. Boa observação caro Valdemir! Burt já nessa ocasião já não esbanjava tanta virilidade quanto Kirk, que como vc bem disse, faz a parte mais “braçal” do filme. Seu papel tem muito mais ação (e humor) do que a de Burt, cujo personagem é obrigado devido a avançada idade (Burt era mais velho que Kirk 3 anos) a não trabalhar e passar confinado a um asilo. Burt tem mais presença moral e de liderança, principalmente na cena em que Harry se recusa a comer a “gosma” da casa de idosos e exige da proprietária comida boa, e carne de primeira!

      Sobre postagens, realmente cada um merece uma atenção especial. Burt já fez por merecer em uma matéria de outubro de 2013 (que vc pode encontrar na ala de “Biografias- Astros e Diretores”, logo a direita do blog), onde esta narrada sua vida e obra, e com sua filmografia. Kirk terá seu foco, em uma biografia especial, em ocasião de seu aniversário de cem anos em dezembro, com uma justa homenagem a este grande ídolo das telas.

      Obrigado pela participação! Feliz semana!

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  2. Telles,

    Segundo tudo o que já andei lendo e sei sobre o Lancaster, o sujeito não era mesmo flor que se cheirasse.
    O mundo dele girava apenas em torno dele e de seus bolsos. Mas era um grande ator, nos deixando um rosário de grandiosos filmes.

    O Douglas, que vive ainda e, mesmo não esbanjando saúde como qualquer pessoa de sua idade, anda perto dos 100, o que é uma marca danada de boa e que percebo que o seu filho, o Michael também terá uma longa vida. Já tem idade superior à que o pai tinha quando fez o filme e segue ativo.

    Foi o único filme que vi do diretor Jeff Kanew. O homem me pareceu ser inteligente o bastante para juntar duas grandes estrelas, mesmo com ambos rondando os outonos de suas vidas, e fez um filme agradável, divertido, mesmo com muitos exageros.

    O principal deles é o Douglas segurar uma jovem sedenta de sexo como aquela e ele com a idade que tinha aguentar o rojão. O Kanew poderia ter dado uma diminuída na situação, porque nenhum homem aos 70 é dono de tanta virilidade.

    Gostei do filme por ver nossos velhos astros em cena e juntos mais uma vez. Idosos, claro, mas vivos, embora o Douglas se mostrasse muito mais ativo que o Lancaster, que parecia mais cansado e mais acomodado.

    Desconhecia o informe dado sobre a visita que ele, o Lancaster, fizera ao Dana Andrews e ali sofreu um AVC.

    Posso imaginar o que possa ter originado tal tragédia; com certeza os pensamentos que remoía o Lancaster ao se imaginar na situação do velho amigo Dana. São momentos psicológicos que trazemos para nós quando em situações daquele porte. Então seu estado emocional se deplorou, sua pressão se alterou e a coisa terminou muito mal para o velho ator. Não é um fato isolado, pois tal situação eu já presenciei ocorrer. É a vida!

    Vi o filme do Kanew na TV há uns oito/nove anos, o que não me deixa vivos muitos momentos da película para eu me alastrar um pouco mais em detalhes.
    É como digo; deveríamos sempre ver a pelicula antes de fazer um comentário da mesma. No entanto, quase nunca isso é possivel, por não te-la ou faltar chance outras para assisti-la.

    Porém, o vi e não é um filme sem qualidade. Ao contrário, é movimentado e com o Douglas dando muito de si e até roubando as cenas do Lancaster, que se mostra meio desolado ou fora de foco. Lamentavelmente, porque sempre foi um ator de qualidade e de uma agilidade sem par.

    jurandir_lima@bol.com.br

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    Respostas
    1. Saudações baiano!
      Realmente como bons leitores que somos, Ju, sabemos quem foi Burt Lancaster. Um ator inigualável mesmo a altura de seu talento, ganhador do Oscar, mas com certeza, jamais seria Prêmio Nobel da Paz. Mesmo durante os sets de filmagem, Lancaster era o “bam bam bam” e sabemos o que ocorreu durante a rodagem de VERA CRUZ, de Aldrich, em 1954, envolvendo ele e Jack Elam, em que Burt o humilhou na frente dos filhos. Isso por si só já revela o caráter de Burt.

      Quanto a Kirk, este é muito mais humanitário. Sabemos que Douglas reabilitou o roteirista Dalton Trumbo, uma das vítimas do Macarthismo , para redigir SPARTACUS, em 1960. E fora outras atitudes humanitárias de Kirk que são incontáveis e é impossível enumera-las aqui. Ambos, Kirk e Burt, eram democratas, mas Burt não tinha um lado tão humanitário e altruísta como Kirk, em seus quase cem anos, tem. Para sua informação, amigo baiano, Kirk fez uma declaração recente sobre o psicopata chamado Donald Trump, republicano fanático que quer ser o próximo “dono do mundo”. Falou umas boas e poucas pra ele com uma lucidez implacável!!! Sim, amigo, SPARTACUS continua Implacável!



      Só para encerrar ainda sobre Kirk. Quando aquele famigerado cineasta hipócrita chamado Michael Moore fez aquele filme TIROS EM COLUMBINE, em 2001, este miserável solicitou ser recebido pelo ator Charlton Heston, que o recebeu com toda a educação (e ele poderia não ter recebido, mas foi cortês). Moore o bombardeou com perguntas que o velho astro não era, em nenhuma circunstância, obrigado a responder e ainda ficou insistindo, e tudo isso ocorrido DENTRO DA CASA DE HESTON, seu lar. Muito abusado!!! Heston era republicano como bem sabemos, e Kirk Douglas, que era amigo de Heston apesar de suas diferenças políticas, desaprovou radicalmente a atitude desse cineasta de meia tigela que não se tem mais notícias. Só para vc ver como são as atitudes nobres de Kirk Douglas, que terá uma matéria especial quando chegar em dezembro!

      Forte abraço!

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  3. Valdemir,

    Esta é a segunda vez que intercedo no seu bem administrado e agradável comentário.

    O filme é mesmo um tributo a estes dois monstros sagrados do cinema americano, que nos deixaram, quer juntos ou individualmente, tantos sucessos que cada um deles mereceriam, de fato, uma postagem em separado.

    Sobre "Enigma de Um Vida/68", de Frank Perry, eu sempre falo desta película com amigos, que sempre ilustram demais muitos filmes do Lancaster e jamais tocam neste titulo.

    Esta é uma fita simples, mas muito bem cuidada e com o nosso herói, já aos 55 anos e fazendo aquela maratona toda, enfrentando seus problemas e desafetos e com uma interpretação além de marcante. Lembraste bem; uma fita para se ter de assistir.
    Ela, na sua simplicidade, me vem à frente de muitos outros grandes sucessos do nosso saudoso herói das telas.

    Abraço

    jurandir_lima@bol.com.br

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