-Nenhum
talento- respondeu Audie com um sorriso.
DE
VERDADEIRO HERoi DE GUERRA A IDOLO DOS WESTERNS
Antes de
fazer outro filme, Audie foi o centro das atenções de um programa de rádio
chamado This is your Life, apresentado
por Ralph Edwards, o programa enfocou os anos de crescimento de Audie, os seus
dias na escola, e suas façanhas na II Guerra. Ele se reuniu novamente com seus
companheiros de luta, que ele já não os via há cinco anos. Audie ficou visivelmente emocionado por ver
seus amigos, não somente seus amigos e companheiros de farda, mas também os
amigos da sua cidade natal.
 |
| AUDIE E WANDA HENDRIX, casados, durante as filmagens de SERRAS SANGRENTAS |
Com o longo
contrato que conseguira, Audie decidiu comprar os roteiros que Paul Short
produziria para o cinema. No entanto, os dois nunca mais trabalharam juntos. Ele
rapidamente se lançou em MAIS DOIS WESTERNS: Cavaleiros da Bandeira Negra/Kansas
Raiders, e Serra
Sangrenta/Sierra. Justamente durante as filmagens de Serras Sangrentas, Audie e Wanda
Hendrix, sua esposa na vida real e seu par na fita dirigida por Alfred E. Green
(1889-1960), anunciavam o fim do casamento deles e o divórcio saiu no dia 20 de
abril de 1951.
Wanda não se
adaptou aos hábitos de Audie, que começava a ter os primeiros sintomas do que
hoje é conhecido como transtorno de estresse pós-traumático. Ele dormia
constantemente com uma pistola carregada debaixo do travesseiro, tinha
constantes pesadelos que lhe remetiam as tétricas lembranças do front, e passou
a dormir a base de calmantes.

Mas Audie já
tinha uma carreira cinematográfica se firmando, e como bom texano e criado em
uma fazenda, Audie sabia cavalgar e atirar muito bem, e se associou
perfeitamente como um dos mais destemidos Man
of The West do cinema, mesmo que seus faroestes fossem de baixo orçamento.
Sua estatura também não foi empecilho. Enquanto John Wayne (1,93cm), Gary Cooper
(1,91cm), Randolph Scott (1,89cm), Tim Mccoy (1,81cm), Buck Jones (1,82cm), e Tom Mix
(1,83cm), ícones do Western que eram de estatura alta, o bom Audie se saía muito bem
beijando a mocinha e triunfando sobre os inimigos numa boa briga de socos com
apenas 1,65 cm de altura, a mesma altura de Alan Ladd, outro ator associado ao faroeste americano.
A GLORIA DE UM COVARDE
Após a
conclusão de Sierra, Audie anunciou
que voltaria para o Exército. A Guerra da Coréia estourou em junho de 1950.
Em Julho, Audie voltou para Dallas para se alistar na 36ª Divisão de Infantaria
(Guarda Nacional do Texas). Esta divisão foi reativada como um Exército
efetivo, e Murphy iria outra vez a uma missão de combate. Ele foi um voluntário
para o serviço militar direto, mas a “ação policial” – como a guerra era
chamada – indicava um combate de curto prazo, e Audie tinha desejo de colocar
um laço integral de paz no Exército.
Entretanto,
dois outros fatores alteraram a decisão dele. Ele estava por estrelar o papel
principal no filme da Metro Goldwyn Mayer, a “Marca do Leão”, A Glória de um Covarde/The Red
Badge of Courage, e ele tinha um grande desejo de atuar neste filme,
mesmo que esse fosse o último de sua carreira.
Quando foi
anunciado que John Huston (1906-1987) iria dirigir The Red Badge of Courage, “Spec” McClure sugeriu Audie para o papel do jovem soldado Henry
Fleming. Entretanto, o filme estava no início e com uma discórdia sobre quem
seria o ator principal. Outro problema é que o lendário chefão da MGM, Louis B
Mayer (1884-1957) não queria fazer o filme de maneira alguma, e existiam mais
objeções em escalar Murphy para o filme.
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| O CINEASTA JOHN HUSTON E AUDIE MURPHY |
Huston
conseguiu convencer B Mayer com a ajuda da “fofoqueira de Hollywood” Hedda Hopper
(1885-1966) que tinha uma coluna sobre cinema. Hedda defendia Audie porque
pensava muitas coisas boas sobre ele. Huston gostou muito de Murphy e o chamava
de “olhos gentis de criança”.
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A Princípio,
Huston imaginou autênticas cenas de guerra ao ar livre e batalhas de Guerra
Civil Americana nunca vistas antes desde E
O VENTO LEVOU de 1939. Entretanto, o orçamento aprovado forçou o diretor a
filmar todo o filme dentro da Califórnia se passando pelos campos da Virginia e
do Tennesse. Algumas cenas também foram gravadas no rancho do próprio cineasta.
Logo depois que os planos para a produção estavam em fim de andamento, Huston
foi para a África dirigir o clássico Uma
Aventura na África/The Africa Queen, deixando a edição de A Glória de Um Covarde inteiramente para
os estúdios de Mayer. A falta dos toques finais do grande diretor na edição
final da fita fez com que o filme A GLÓRIA DE UM COVARDE tivesse problema nas bilheterias.

No entanto,
Huston estava convencido que Audie tinha a capacidade de se transformar num
excelente ator. Huston considerava A
Glória de Um Covarde e O Passado não
Perdoa/The Unforgiven as melhores
atuações do ator e herói de guerra texano em toda sua carreira cinematográfica:
“Em O Passado Não Perdoa e A Glória
de Um Covarde ele conseguiu habilidade para conquistar a audiência de público.
Ele despertou o instinto maternal nas
mulheres e o instinto fraternal nos homens. São pouco os atores que conseguem
esta façanha”.
Esta famosa
versão cinematográfica da novela de Stephen Crane (1871-1900), constituiu um
dos mais rumorosos casos dos bastidores da produção Hollywoodiana. Sabe-se que
John Huston não aceitou a intervenção dos diretores da Metro na montagem final
e largou a realização, deixando o produtor Gottfried Reinhardt (1913–1994) lutando pela integridade da obra.

A história
da sabotagem do filme foi inclusive tema para assunto de um livro, Picture, que Lilian Ross escreveu em
1953. Produzida em plena era macarthista, A
GLÓRIA DE UM COVARDE estampa violenta crítica ao heroísmo militar, narrando
em tom realista e psicológico o drama de um jovem recruta, Henry Fleming,
durante a Guerra Civil Americana (1861-1865). Soldado da União, ele foge durante
uma batalha, fazendo-se passar por um herói de outra unidade. A um amigo, o
recruta Tom Wilson (Bill Mauldin, 1921–2003), Henry revela que é de fato um
desertor. Esta brilhante fita (ainda que mutilada) acompanha as reações de medo
e covardia do protagonista, curiosamente interpretado por um verdadeiro herói
americano de guerra, o soldado americano mais condecorado da II Guerra Mundial,
que foi Audie Leon Murphy.

John Huston
rodou as cenas de batalha em San Fernando Valley, Los Angeles, onde D.W. Griffith
havia feito O Nascimento de uma nação/
The Birth of a Nation em 1915, clássico da Sétima Arte, prestando a este legendário
diretor do período dos silents movies uma
brilhante homenagem nas imagens admiráveis do fotógrafo Harold Rosson
(1895–1988). O filme ainda conta com grandes atuações, como a de Bill Maudin, Arthur
Hunnicutt, John Dierkes, e Royal Dano.
Enquanto
fazia uma turnê de apresentação de seu filme em Washingnton, D.C, Audie foi
convidado sentar-se junto ao Senador Price Daniel, do Texas. Enquanto se
sentava, o Senador Daniel interrompeu os debates e o apresentou. Audie se
levantou, acenou e sorriu, e foi fortemente aplaudido pelos senadores e
observadores presentes.
O
SEGUNDO CASAMENTO E FAMÍLIA
Não demorou
muito após o fim de seu casamento com Wanda Hendrix, Audie conheceu Pamela
Archer. Ela era aeromoça da Braniff
Airlines linhas aéreas, e ela já o conhecia por tê-lo visto na capa da
revista Life. O encontro resultou num
grande romance e eles se casaram três dias depois do divórcio dele ter sido
homologado, ou seja, no ano seguinte em que se conheceram.

Depois do
casamento com Pamela no dia 23 de abril de 1951, Audie retornou aos estúdios da
Universal e aos filmes de faroeste, retomando a sua carreira cinematográfica.
Audie queria ter sua própria família, ter filhos. A vida dele depois da Guerra
estava virtualmente enraizada. Ele pensou que se tivesse a sua própria
família, ele poderia ter a estabilidade de que tanto necessitava. Então, no
dia 14 de março de 1952, nasceu seu primeiro filho, chamado Terrance Michael,
conhecido como Terry, e dois anos depois, James Shannon, apelidado de Skipper, a 23 de março de 1954. Os nomes dos filhos foram dados em homenagem aos seus
dois melhores amigos: Terry Hunt, e James “Skipper” Cherry.

Mas manter
uma família custa dinheiro, e a única maneira de Audie ganhar dinheiro além de
seu soldo como ex-combatente, mesmo sendo um herói consagrado pelos americanos,
ainda era o cinema. Cavaleiros da
Bandeira Negra foi seu primeiro filme que ele fez sob o novo contrato com
os estúdios da Universal. Entretanto, Murphy acreditava que estava sendo mal
remumerado, e de certa forma, ele estava certo.
Uma vez,
na tentativa de fazer os estúdios aumentarem seu salário, Audie anunciou suas
intenções de abandonar as telas totalmente e deixar Hollywood. Na sua
percepção, ninguém poderia força-lo a voltar a filmar. Mas ele tinha um
contrato a cumprir e era impossível ele ir para outro estúdio à procura de um
melhor salário.
OS
PRINCIPAIS WESTERNS DE AUDIE MURPHY NA DECADA DE 1950
Audie Murphy
foi o astro de vários faroestes assistidos por todos nós fãs do gênero.
Vamos aos principais:
SERRAS
SANGRENTAS/SIERRA (1950)
Ring Hassard
(Audie Murphy) e seu pai Jeff (Dean Jagger, 1903-1991) capturam e domam cavalos
selvagens. Eles vivem isolados nas montanhas, porque Jeff é procurado por um
crime que não cometeu. Quando Ring conhece a advogada Riley Martin (Wanda
Hendrix, 1928-1981), Jeff é ferido por um cavalo. Ring e Riley partem em busca
de socorro, porém Ring acaba preso acusado de roubar cavalos. Riley defende-o,
mas a essa altura o juiz está mais interessado em saber onde seu pai está
escondido. Participação de Tony Curtis (1925-2010) em um de seus primeiros
papéis no cinema.
DUELO SANGRENTO/THE KID FROM TEXAS
(1950)
Este foi o
primeiro faroeste de Audie Murphy, gênero com o qual ele seria sempre
associado. Foi também seu primeiro filme para a Universal, estúdio onde ficaria
até meados da década seguinte.
O produtor
Paul Short chamava Billy the Kid, interpretado por Murphy, de "o primeiro
delinquente juvenil", e foi assim que o ator interpretou o precoce outlaw,
praticamente repetindo a mesma atuação de Bad
Boy no ano anterior.
No início, o
scripit trata o personagem de maneira
simpática, mas depois muda de opinião e retrata-o como um mero assassino. Afinal,
Billy the Kid, em seus vinte e um anos de vida, teria matado exatamente o mesmo
número de pessoas, como informa o narrador da fita.
Reconstituindo
um dos episódios mais famosos da carreira de William H. Bonney, aliás Billy the
Kid (1859-1881), aos 18 anos, Billy chega ao Novo México e abandona as armas,
empregando-se no rancho do inglês Tunstall, com quem faz amizade e que o ajuda
a regenerar-se.
Tunstall,
porém, é assassinado por ladrões de gado que operam na região e Billy resolve
vingar-se deflagrando um combate que ficou conhecido como a Guerra do Condado de Lincoln (1878), episódio histórico evocado
em Chisum (1970), de Andrew V.
MacLaglen, com John Wayne.
CAVALEIROS
DA BANDEIRA NEGRA/KANSAS RAIDERS (1950)
Dirigido por
Ray Enright (1896-1965), especialista em faroestes b, e estrelado por Audie
Murphy e Brian Donlevy (1901-1972), este brilhante ator. Tendo encarnado Billy
the Kid em Duelo Sangrento, agora Murphy
é Jesse James, outra lenda do Velho Oeste Americano, num filme sem maiores
preocupações com a verdade histórica.
Por sua vez, depois de Sierra, Tony Curtis (1925-2010) reaparece
novamente junto de Murphy, como um dos irmãos Dalton.
Famoso pelo
desconforto em cenas românticas, Murphy pela primeira vez beija nas telas - a
felizarda foi Marguerite Chapman (1918-1999), que interpreta a companheira do
celerado William Clarke Quantrill (Donlevy).
O
ÚLTIMO DUELO/THE CIMARRON KID (1952)
Falsamente
acusado por oficiais corruptos de ter ajudado num assalto a um trem feito por
seus antigos companheiros, Cimarron Kid (Audie Murphy) se une novamente a
gangue dos irmãos Dalton e torna-se um membro ativo em outros roubos do grupo.
Traído por
um de seus companheiro (James Best) ele se torna um fugitivo e vai procurar
refúgio em um rancho de um ex-ladrão (Hugh O' Brian). Lá ele conhece a bela Carrie (Beverly
Tyler, 1927-2005), por quem se apaixona.
Mas ser um
fugitivo da lei e de sua gangue não será fácil, e o casal terá de enfrentar
muitos desafios se quiser viver esse amor.
O ÚLTIMO DUELO marcou o primeiro encontro de Audie
com o lendário diretor Budd Boetticher (1916-2001), que também era associado a
outro ícone do faroeste americano – Randolph Scott. Com Boetticher, Audie ainda
faria seu último filme, Gatilhos da
Violência, em 1970.
ONDE
IMPERA A TRAIÇÃO/THE DUEL AT SILVER CREEK (1952)
Um dos
filmes iniciais da carreira do cineasta Don Siegel (1912-1991), e a quinta
aparição na tela do então novato Lee Marvin (1924-1987), outro combatente da II
Guerra Mundial.
Uma
quadrilha encabeçada por Opal Lacey (Faith Domergue, 1924-1999) e Rod Lacey
(Gerald Mohr, 1914-1968) assalta as minas de prata da região de Silver Creek.
 |
| LEE MARVIN |
O
delegado Lightning Tyrone (Stephen McNally, 1911-1994), após o assassinato de
um amigo, ocorrido quando perseguia a quadrilha, resolve se vingar, e convoca
para ajuda-lo Luke Crowell, vulgo Silver Kid (Audie Murphy), cujos pais também
foram mortos pela gang.
Os problemas
surgem quando Lightning se apaixona por Opal, apesar das advertências de Silver
Kid, com isso dando ensejo à consumação de mais um assalto.
A
MORTE TEM SEU PREÇO/GUNSMOKE (1953)
Audie
interpreta Reb Kittredge, um pistoleiro que chega ao vilarejo de Billings, em
Montana, para trabalhar com o barão de gado Matt Telford (Donald Randolph, 1906–1993),
que pretende dominar toda região.
Cabe a Reb
afugentar o colono Dan Saxon (Paul Kelly, 1899-1956) de suas terras. Mas este
acaba perdendo seu rancho para Reb num jogo de cartas, o que leva o pistoleiro
a colocar-se a seu lado contra Matt.
Susan Cabot
(1927-1986) interpreta Rita, filha de Dan e interesse romântico de Reb e do
capataz Curly Mather (Jack Kelly, 1927-1992), enquanto Mary Castle (1931-1998)
faz a cantora de saloon Cora
DuFrayne.
JORNADA
SANGRENTA/COLUMN SOUTH (1953)
O tenente
Jed Sayre (Audie Murphy) luta para evitar tensões pré-Guerra Civil e a guerra
entre o Exército e a tribo Navajo, mas seus esforços estão sendo arruinados
pelas maquinações de simpatizantes Confederados.
Ele tenta
convencer seu superior, o Capitão Lee Whitlock (Robert Sterling, 1917-2006) a
ser condescendente com os índios navajos, enquanto namora a irmã de Lee, Marcy
Whitlock (Joan Evans) e trava conhecimento com um líder confederado, o general
brigadeiro B. N .Stonne (Ray Collins, 1889-1965).
RONDA
DA VINGANÇA/TRUMBLEWEED (1953)
Dirigido por
Nathan Juran (1907-2002) e estrelado por Audie Murphy e Lori Nelson. Tumbleweed é o nome do cavalo que o
personagem de Murphy ganha de um rancheiro. O animal terá papel decisivo no
desenrolar da história. Lee Van Cleef (1925-1989), em um de seus primeiros
trabalhos, faz um tipo de bandido que
ele se acostumou a interpretar antes da fama alcançada nos westerns spaghetti.
Jim Harvey
(Audie Murphy) é o guia de uma caravana que se dirige ao Velho Oeste. Após um
ataque dos índios, Jim tenta negociar com Aguila (Ralph Moody, 1886–1971),
chefe dos Yaquis, mas é preso, enquanto a caravana é dizimada.
Depois de
escapar, ele é responsabilizado pelo massacre e é salvo da forca pelo xerife
Murchoree (Chill Wills, 1902–1978). Jim
foge com a ajuda de Tigre (Eugene Iglesias), filho de Aguila e seu amigo, porém
é ferido. Recebe guarida no rancho de Nick Buckley (Roy Roberts, 1906-1975),
que lhe dá de presente Tumbleweed, um
cavalo ruim de trote.
Já há algum
tempo, Jim desconfia que homens brancos tem se passado por índios e promovido
os ataques. Ao investigar, recebe surpreendente colaboração de Tumbleweed, que se revela muito mais
inteligente do que se suspeitava. Lori Nelson
é a namorada de Jim, Laura Sanders.
TRAIÇÃO
CRUEL/RIDE CLEAR OF DIABLO (1954)
Quando seu
pai e irmão são assassinados por uma gangue de ladrões de gado, o explorador de
estradas Clay O'Mara (Audie Murphy) trava uma estranha aliança com o fora-da-lei
Whithey Kincaid (Dan Duryea, 1907-1968), um violento pistoleiro que está mais
interessado em ver o inexperiente O'Mara tentando matar os assassino que
encontra pelo caminho do que propriamente ajudá-lo.
Mostrando-se
um verdadeiro durão, ele ainda encontrará muitos criminosos em seu caminho até
que, num sangrento tiroteio, consiga finalmente defender a honra de sua
família. Novamente, Audie tem como parceira romântica Susan Cabot, no papel de
Laurie Kenyon, namorada de Clay.
TAMBORES
DA MORTE/DRUMS ACROSS THE RIVER (1954)
Crown City
pode se tornar uma cidade fantasma, pois todo o seu ouro está localizado em
terra indígena. Gary Brannon (Audie Murphy), um homem honesto que odeia índios,
junta-se à uma missão para tentar concessões de mineração, mas o líder do
grupo, o ganancioso Frank Walker (Lyle Betger, 1915-2003), planeja em segredo
começar uma guerra contra os índios para tomar suas terras.
Gary e seu
pai Sam (Walter Brennan, 1894-1974.) têm agora nas mãos a manutenção da paz e
terão de juntar forças com os índios para impedir os planos de Walker.
Destaque
para as participações de Jay Silverheels (1912-1980), o eterno índio Tonto do Cavaleiro Solitário/The Lone Ranger; o
cowboy das matinês e também baixinho Bob Steele (1907-1988), que trava uma bela
luta com Murphy em uma das sequencias do filme; e Lisa Gaye (irmã de Debra
Paget), como a namorada de Brannon.
ANTRO
DA PERDIÇÃO/DESTRY (1954)
Dirigido por
George Marshall (1891-1975) e estrelado por Audie Murphy e Mari Blanchard
(1923-1970). O tom de comédia do filme deu a Murphy a chance de testar sua
versatilidade. Ele acabou por sair-se bem da empreitada, no papel do
almofadinha Tom Destry, que impõe a lei e a ordem sem usar armas. Sua atuação
rendeu-lhe as melhores avaliações críticas desde A Glória de Um covarde. Com
isso, ele mostrou à Universal que já estava maduro o suficiente para
interpretar a si mesmo em Terrível como o
Inferno, suas memórias da Segunda Guerra Mundial e no campo de batalha.
Destry é a refilmagem do clássico Atire a Primeira Pedra/Destry Rides
Again (1939), também dirigido por Marshall e estrelado por James Stewart e
Marlene Dietrich, mas sem o brilho e os excessos divertidos destes dois astros.
Esta é a
terceira versão do romance Destry Rides
Again, publicado por Max Brand (1893-1944) em 1930. Antes da versão de
1939, o livro já havia sido filmado em 1932 com Tom Mix. A história ainda
serviu de inspiração para Anjo de
Vingança/Frenchie, de 1955 e dirigido por Louis King, com Joel McCrea e
Shelley Winters, e tornou-se série de TV em 1964.
Na cidade de
Restful, quem manda é Phil Decker (Lyle Betger, 1915-2003), o dono do saloon.
Ele elege o bêbado local Rags Barnaby (Thomas Mitchell, 1892–1962) o novo
xerife, depois de matar o anterior. Rags sabe que não vai dar conta sozinho,
então manda chamar Tom Destry (Audie Murphy), filho de um valente pistoleiro,
para ajudá-lo.
Destry chega
e, para surpresa geral, não porta armas. Apesar de ridicularizado por todos,
ele consegue se impor aos poucos, e suas investigações deixam Decker em maus
lençóis. Difícil mesmo, para Destry, é enfrentar a cantora Brandy (Mari
Blanchard) e Martha (Lori Nelson), a sobrinha de um rancheiro.
HONRA DE SELVAGENS/WALK THE PROUD
LAND (1956)
Após dois anos
sem filmar westerns, Audie Murphy volta vivendo a história real de John Philip
Clum (1851-1932), um agente do Exército americano enviado a uma tribo Apache
para tentar novas formas de aproximação entre índios e brancos.
Pat Crowley
é a noiva de John (Audie Murphy), que entra em atrito com a corajosa índia Tianay
(Anne Bancroft, 1931-2005), que tem interesse amoroso pelo agente.
Direção de Jesse Hibbs (1907-1985), ainda no elenco Jay Tonto Silverheels (1912-1980) que interpreta o índio renegado Gerônimo.
RENEGADO DO FORTE PETTICOAT/THE GUNS
OF FORT PETTICOAT (1956)
Dirigido por
George Marshall (1891-1975) e estrelado por Audie Murphy e Kathryn Grant. Bom
de bilheteria,Murphy decidiu associar-se a Harry Joe Brown (1890-1972) para
formar a Brown-Murphy, sua própria produtora. Brown já havia se associado à Randolph Scott,
e junto com este, já haviam produzido outros westerns, sempre com ótimas
rendas, contudo, este foi o único fruto da companhia Brown-Murphy.
As quarenta
mulheres que participam do elenco foram treinadas no manuseio de armas e até em combates corpo a corpo por Audie, o
que, segundo ele, constituiu-se em sua missão mais difícil.
Durante a
Guerra Civil, o exército da União massacra uma tribo indígena em Sand Creek,
Texas, próximo à terra natal do Tenente Frank Hewitt (Murphy).
Frank sabe
que os índios procurarão vingança, então abandona os companheiros e volta para
casa, na tentativa de ajudar seus conterrâneos. Com isso, ele é considerado
desertor. Ora, quase todos os homens partiram para lutar na guerra, notadamente
ao lado das forças confederadas. A solução é treinar as mulheres para que elas
possam se defender quando os ataques começarem.
NA
ROTA DOS PROSCRITOS/RIDE A CROOKED TRAIL (1958)
Escrito por
Borden Chase, Audie interpreta o bandoleiro Joe Mayne, que é confundido com um
delegado federal e, forçado pelas circunstâncias ter que assumir este papel.
Diante disso, se vê na dúvida entre acatar uma vida pacífica, em meio a
comunidade que o acolhe fraternalmente, ou prosseguir na vida de fora da lei,
pois já combinara com seu parceiro Sam Teeler (Henry Silva) assaltar o banco. Os problemas entre Joe e Sam se complicam devido a Tessa Milotte (Gia Scala,
1934-1972), uma mestiça ligada amorosamente a ambos. O filme é enriquecido pela brilhante presença de Walter Matthau (1920-2000) como um juiz beberrão. Em Cinemascope.
BALAS
QUE NÃO ERRAM/NO NAME ON THE BULLET (1959)
Dirigido por
Jack Arnold (1916-1992), este western traz Audie Murphy num papel um tanto que
vilânesco e psicológico. Ele interpreta o pistoleiro de aluguel John Gant, que,
enquanto ronda sua presa, debate com o médico da cidade (Charles Drake,
1917-1994) sobre qual dos dois representariam a melhor "cura": se o
doutor que trata de qualquer um inclusive dos maus, ou se ele, quando elimina
pessoas más.
John Gant
chega à uma pequena cidade do Oeste e se hospeda no hotel, dizendo que ali
ficará por alguns dias. Ao dizer seu nome ao atendente, é ouvido por outras
pessoas. A notícia se espalha pela cidade, pois Gant é um conhecido pistoleiro
de aluguel, que age sempre da mesma maneira: fica à espera durante dias, até o
momento ideal de ir atrás e matar a sua vítima, a qual ele nunca diz quem é.
Vários moradores ficam nervosos pois acham que Gant está atrás deles.
O médico
Canfield (Charles Drake) é um dos poucos que parece não se preocupar com o
pistoleiro, mas se incomoda com o comportamento das pessoas que passam a agir
de forma nervosa e irracional. E com isso resolve confrontar Gant.
ANTRO
DE DESALMADOS/THE WILD THE INNOCENT (1959)
Por volta de
1890, o jovem montanhês simplório mas esperto Yancy Hawks (Audie Murphy) volta
de uma longa caçada com seu tio Lije (George Mitchell, 1905–1972) e a esposa
índia dele, quando são atacados por um urso.
Seu tio fica
ferido, então Yancy tem que levar sozinho as peles para trocar por mantimentos.
No caminho, tentam rouba-lo, e depois de trocar as peles por uma garota, a suja
e mal cuidada Rosalie Stocker (Sandra Dee, 1942-2005). Yancy se nega mas a
garota foge do pai e quer que Yancy a leve para a cidade grande de Casper, no
Wyoming.
Yancy não
quer mas acaba fraquejando e chega com a garota na cidade durante as festas de
quatro de julho. Lá ele fica amigo do xerife Paul Bartell (Gilbert Roland,
1905-1994) e lhe pede que arrume um emprego para a garota, que se arruma e fica
muito bonita, enquanto ele vai atrás de Marcy Howard (Joanne Dru, 1922-1996),
que desconhece tratar-se de uma prostituta do saloon, estabelecimento este que
é de propriedade do próprio xerife. Quando Yancy descobre que o xerife Paul
quer prostituir Rosalie, ele resolve enfrenta-lo.
Audie nunca
teve tão simplório e “inocente” nas telas. Direção do roteirista Jack Sher
(1913-1988).
UM
HOMEM CONTRA O DESTINO (ou A SOMBRA DO MAL)/ Cast
a Long Shadow (1959)
Faroeste
dirigido por Thomas Carr (1907-1997) e estrelado por Audie Murphy e Terry
Moore. Rodado em apenas dezenove dias, com fotografia em preto e branco, este é
um dos veículos de Murphy mais mal avaliados pela crítica.
Matt Brown
(Audie Murphy) tem passado os últimos anos vagando sem rumo, geralmente bebendo
e jogando. Chip Donohue (1915-1992) procura-o para dizer-lhe que Jake Keenan, o
homem que o criara, morreu e deixou-lhe suas terras. Matt volta para casa, mas
é impulsivo, inflexível e orgulhoso, e isso lhe traz sérios problemas de
relacionamento. Ele chama Chip e os outros cowboys para ajudá-lo na condução de
uma boiada, o que lhe causará uma enorme dor de cabeça. Destaque para a bela briga entre Audie e o vilão James Best.
COM
O DEDO NO GATILHO/HELL BENT FOR LEATHER (1960)
Outro
exemplar de George Sherman estrelado por Murphy e Felicia Farr. A fita é
destaque por duas coisas: O novo hobby
de Murphy --pilotagem de aviões- foi decisiva para a escolha das locações do
filme, algumas delas fotografadas pela primeira vez por ele mesmo. E ainda, no
elenco, estão dois grandes nomes dos faroestes B: Bob Steele (1907-1988), que
já havia travado uma bela luta com Murphy em Tambores da Morte, em 1954, e que conheceu o auge do sucesso na
década de 1930- e Allan Rocky Lane (1909-1973),
astro das matinês na década seguinte.
Acampado no
ermo, Clay Santell (Audie Murphy), um negociante de cavalos, oferece água a um
estranho, que em seguida o agride e foge com sua montaria, deixando o rifle.
Clay chega a Sutterville e os moradores, ao vê-lo com a arma, confundem-no com
Travers (Jan Merlin), o homem que o atacara e que é um perigoso assassino. O
xerife Harry Deckett (Stephen McNally, 1912-1994) sabe que Clay não é o
bandido, mas leva a farsa avante para se promover perante a população. Clay
foge e leva a jovem Janet (Felicia Farr) como refém. Janet acaba convencida da
inocência do cowboy e procura ajudá-lo, enquanto o xerife e sua patrulha se
aproximam. Destaque também para Robert Middleton (1911-1977) que desponta no
elenco.
SUSAN
CABOT - PAR
ROMANTICO NOS WESTERNS
A Universal tinha sob contrato Audie
Murphy, cuja especialidade como bem sabe eram os westerns. Mas o estúdio tinha
uma preocupação: encontrar atrizes que não fossem muito mais altas do que ele,
já que o novo cowboy do cinema media apenas 1m65 de altura. Mas este problema não demorou em ser
selecionado e Audie teve seu par feminino perfeito para as telas: Susan Cabot
(1927-1986), que tinha apenas 1m57 de altura e fez par com o diminuto Murphy.
Juntos Audie e Susan atuaram em três westerns:
Onde Impera a Traição/The Duel at Silver Creek, dirigido por
Don Siegel; A Morte tem seu Preço/Gunsmoke;
e Traição
Cruel/ Ride Clear of Diablo.
Susan Cabot teve um fim trágico digno de
um filme de terror. A 10 de dezembro de 1986, Timothy, o filho de Susan com 20
anos, assassinou a mãe batendo-lhe na cabeça com halteres enquanto ela dormia.
Susan estava com 59 anos e a suntuosa casa em que moravam estava totalmente
deteriorada. Timothy foi condenado a apenas quatro anos de reclusão e a
atenuante de seu advogado foi que ele sofria de doença mental agravada pelos
sistemáticos abusos por parte de Susan, sua mãe. Timothy faleceu em 2003, aos
38 anos.
TERRIVEL
COMO O INFERNO –
A OBRA BIOGRAFICA
Depois de convencer por um bom longo
tempo os estúdios da Universal que ele era maduro o bastante para lidar com um
papel principal de uma grande produção – a produção de seu livro autobiográfico
publicado em 1951 – Terrível como o
Inferno/ To Hell and Back – Audie conseguiu mudar a engrenagem dos
negócios. O jovem guerreiro da vida real foi capaz de causar impacto com o seu livro, o que serviu de fonte de material para um roteiro cinematográfico.
De início, os estúdios queriam Tony
Curtis para fazer o papel de Audie, mas o produtor Aaron Rosemberg e o diretor
Jesse Hibbs convenceram o estúdio que o próprio biografado fizesse seu papel.
Audie frequentemente recordava sobre as
batalhas na Europa entre as tomadas das filmagens e também se lembrava de seus
companheiros do Exército. Muitos tinham sido mortos em combate e ele era
profundamente respeitoso em relação a memória deles.
O diretor Hibbs (1906-1985) teve que
enfrentar um problema que para ele foi difícil de resolver. O filme tinha
muitas cenas prolongadas de batalha: “começar
a batalha foi fácil, eu apenas dava o primeiro tiro e as armas entravam em
ação. Mas parar a batalha era outro problema”. O alto-falante dele não era
ouvido entre gritos, berros, e os barulhos dos tanques e das metralhadoras com
festim durante a filmagem. Desesperado, Hibbs descobriu uma solução lógica para
o problema: ele colocou uma bandeira com o mastro ereto no seu posto de
observação que ficava atrás das câmeras. Quando ele queria “cortar” a filmagem,
ele meramente levantava a bandeira de rendição e todos os disparos paravam.
TERRÍVEL COMO O INFERNO rendeu quase dez milhões de dólares durante a
exibição no decorrer de seu lançamento nos grandes cinemas, e assim se tornou
um dos êxitos comerciais da Universal em seus 43 anos de estúdio. A princípio,
o filme não seria exibido até outubro de 1955, mas o estúdio acreditou que o
filme seria uma grande sensação, portanto deu plena liberdade a Audie para
escolher papéis, desde que tivessem bastante ação. Terry Murphy, o filho mais
velho de Audie, fez o papel do pai quando ele tinha 4 anos.
UM
WESTERN AO LADO DE UMA LENDA -
:JAMES STEWART
Escrito pelo
especialista do gênero Borden Chase (1899-1971) e produzido por Aaron Rosemberg
(1912-1979), A Passagem da Noite/Night Passage, de 1957, deveria ter sido dirigido por Anthony Mann, que largou o
projeto no início, alegando “receio de reprisar demais uma fórmula”, já que
tanto o roteirista, o produtor, e mais o astro James Stewart (1908-1997) vinham
de uma série de westerns semelhantes. O novato James Neilson (1909-1979)
assumiu o comando desde que veio a ser o primeiro filme rodado pelo sistema
Technirama (criado pela Techinicolor para rivalizar com o Cinemascope).
Na história,
o guarda ferroviário Grant MacLaine (Stewart) enfrenta a quadrilha de White
Harbin (Dan Duryea, 1907-1968), da qual faz parte seu irmão caçula Útica Kid
(Audie Murphy), que pela quarta vez executa assalto ao trem pagador.
O menino
Joey Adams (Brandon de Wilde, 1942-1972, de Shane)
esconde o dinheiro mais o bando sequestra
como refém Verna Kimbail (Elaine Stewart, 1930-2011), mulher do dono da
ferrovia (Jay C Flippen, 1899-1971).
Contracenar
com o incrível Jimmy foi uma sensação de grande felicidade para Audie, pois
rendeu a ele seu terceiro dos quatro papéis de suporte, e ainda, num western de
alto orçamento. Fizeram amizade ao longo da produção e ambos tinham muito em
comum, visto que além de servirem ao Exército Americano e lutado na II Guerra (Stewart
foi aviador), Murphy repetiu o mesmo papel de Jimmy no remake de Atire a Primeira
Pedra/Destry Rides Again, (1939), que aqui se chamou Antro da Perdição/Destry,
em 1954, criando uma sequência em que Mari Blanchard se atraca numa luta contra
Mary Wickes, lembrando uma das mais memoráveis sequências da versão original que
é a briga de Marlene Dietrich e Una Merkel no Last Chance Saloon. Ambas as versões foram dirigidas pelo mesmo
cineasta, George Marshall (1891-1975).
UM
CLASSICO DE JOHn HUSTON:-
O
PASSADO NAO PERDOA
O romance de
autoria de Alan Le May (o mesmo autor de Rastros
de Ódio), publicada em 1957, foi comprada por 75 mil dólares pela empresa Hecht-Hill-Lancaster,
dos proprietários Harold Hecht, James Hill, e do ator Burt Lancaster
(1913-1994). Lancaster encabeçaria o elenco desse faroeste em superprodução que
teria ainda Kirk Douglas, Audrey Hepburn, Lilian Gish e Charles Bickford nos
papéis principais. Mas Kirk Douglas
preferiu não atuar em outro western naquele momento, o que levou Burt a sondar
Tony Curtis que também declinou do convite. Richard Burton foi também cogitado,
mas o papel de irmão de Lancaster no filme acabou ficando para Audie Murphy.
Defendido
por um elenco de peso, O Passado Não Perdoa/The Unforgiven, de
1960, se passa entre os pioneiros do Texas de 1870. Rachel Zachary (Audrey
Hepburn, 1929-1993) esta na fazenda de uma família com a mãe, Matilda (Lilian
Gish, 1893-1993). Ben (Burt Lancaster), o filho mais velho, foi a Wichita
contratar vaqueiros, deixando os irmãos Cash (Audie Murphy) e Andy (Doug
McClure, 1935-1995), encarregados de vigiar o gado. Mas saindo de casa, Rachel
encontra uma figura estranha, Abe Kelsey (Joseph Wiseman, 1918-2009), que a
questiona sobre sua origem e a amedronta. Matilda, de arma em punho, o expulsa
das terras.
Ben retorna
com os empregados, entre eles Johnny Portugal (John Saxon), um mestiço com quem
Cash logo antipatiza. Raquel recebe o
irmão com uma afeição além do fraternal. Zeb Rawlins (Charles Bickford,
1891-1967), vizinho e sócio dos Zachary, pede a Ben permissão para que o filho
Charlie (Albert Salmi, 1928-1990) namore Rachel. Não demora, o estranho Kelsey
espalha na cidade que Rachel é uma índia adotada e sua presença significa uma
ameaça, pois os temíveis kiowas querem reavê-la a força.
Um índio
procura Ben disposto a pagar por Rachel, mas não conseguindo seu intento,
promete se vingar dos Zachary. Nesse interim, os apaches matam Charlie, e Zeb,
desesperado, chama Rachel de índia em público, culpando-a pela tragédia. Para
refutar a acusação, Ben e os irmãos saem em busca de Kelsey, obrigando-o a confessar
a cumplicidade no assassinato de Charlie. Kelsey é enforcado, mas morre
revelando a ascendência de Rachel. Matilda admite a veracidade da história de
Kelsey e os quatro filhos ficam chocados. Cash, embriagado, briga com a família
e os abandona. Os Kiowas surgem, e na luta, Matilde morre e Andy se fere. Num
último intuito, Cash volta para o rancho, e ele e Ben afugentam os índios. Ben
e Rachel descobrem que se amam.
A intenção
do diretor John Huston era fazer uma obra mais séria do que a concebida pelos
produtores. Pretendia transforma-la numa
história de intolerância racial numa cidade da fronteira, num comentário sobre
a verdadeira natureza da chamada “moralidade pública” – Disse Huston.
Os
patrocinadores não concordaram e o
tema foi dissipado no relato e absorvido por clichês do faroeste, aliás, o
primeiro exemplar legítimo, e CLASSE A do cineasta no gênero.
O PASSADO NÃO PERDOA custou mais de 5 milhões de dólares,
sendo parte dessas despesas devida ao atraso de três semanas provocado pelo
acidente em que Audrey Hepburn, ao cair de um cavalo, quebrou uma vértebra das
costas. Hepburn, que estava grávida, perdeu o bebê. . “Me senti culpado, por tê-la obrigado a montar pela primeira vez.”-
lamentou John Huston, que nunca se perdoou por isso.
AUDIE
MURPHY, durante as folgas das filmagens, costumava caçar patos num lago das
redondezas, mas um dia seu barco afundou, e ele foi salvo por uma fotógrafa que
passava pelo local.
Anos depois,
John Huston depreciou sua obra numa entrevista:
“Mas no fim o pior de tudo foi o filme que
fizemos. Tem alguns, na minha carreira, que não ligo a mínima importância, mas O Passado Não Perdoa é realmente o
único de que não gosto. Apesar de alguns bons desempenhos, o tom geral é
bombástico e muito pretensioso. Não há nenhum personagem que não seja heróico.
Uma noite dessas, ainda bem recentemente, assisti pela televisão e mais ou
menos na metade da primeira parte tive que desligar para não ver mais aquela
droga. Não deu para aguentar.”
A atuação de
Audie Murphy em The Unforgiven é geralmente considerada a melhor de sua carreira. O Passado não Perdoa teve filmagens em
Durango, Novo México. Na verdade, foi um Western que respondeu ao apelo
discriminatório de Rastros de ódio/The
Searchers, realizado em 1956 por John Ford, cuja história original era do
mesmo autor de The Unforgiven, Alan
Le May (1899-1964). Enquanto The Searchers continha uma mensagem
desfavorável à raça indígena, The
Unforgiven tinha a pretensão de combater a intolerância racial.
AUDIE INGRESSA EM OUTROS GENEROS
Audie
ingressou em outros estilos cinematográficos além dos faroestes. O notável Terrível como o Inferno foi um destes
exemplares. Ainda que Audie fizessem seu próprio papel em suas duras e penosas
experiências na II Guerra, ele sentiu que poderia embarcar em outros gêneros e
ser mais do que um cowboy nas telas, e isto se seguiria na década seguinte,
onde veremos no próximo artigo.
O MUNDO ENTRE CORDAS- 1956
(World in My Corner)
Tommy Shea
(Murphy) é um árduo e jovem pugilista. Ele perde em um campeonato amador, mas
várias pessoas veem o seu potencial para lutar profissionalmente. Seu treinador
acredita que sua carreira vai deslanchar, e entra em contato com o empresário
Harry Cram (Howard St. John, 1905–1974). Mas Tommy recusa, mas a seguir, outro
empresário se aproxima do rapaz, Dave Bernstein (John McIntire, 1907-1991), que
lhe cede um cartão de visitas.
Tommy acaba
perdendo seu emprego numa fábrica e liga para Dave, dizendo-lhe que aceita ser
treinado como lutador. O rapaz conhece Robert T. Mallinson (Jeff Morrow,
1907-1993), que é o responsável pela promoção de novos pugilistas.
Tommy se
apaixona pela filha de Mallinson, Dorothy (Barbara Rush) e passa a treinar para
o pai dela, que lhe arruma uma luta e outras novas propostas.
Após vencer
seu primeiro combate, Tommy leva Dorothy para a arena ao qual foi treinado. Ele
explica a ela que escolheu o boxe porque acredita ser a maneira mais fácil de
ganhar dinheiro, mas a moça diz que dinheiro não é tudo na vida.
Mallinson
oferece a Tommy para ficar em sua casa e ele aceita, mas sua namorada não quer
que ele trabalhe mais para seu pai, mas Tommy fala com ela para não se
preocupar. O jovem lutador aprecia o idealismo de Dorothy e seu pai não poderia
mais controla-la. Certo dia, Tommy vê Dorothy fazer as malas pois descobriu que
seu pai não agiu de boa para com o namorado. Depois que ela vai embora, Tommy
se recusa a lutar mais. O empresário de lutas Cram sabendo da decisão de Tommy
manda três capangas darem uma surra no rapaz, que acaba saindo gravemente
ferido.
O médico
fala para Dave que Tommy não poderá mais lutar, mas aos olhos de sua querida
Dorothy, Tommy já era um campeão, e assim, o rapaz desiste de sua carreira no
boxe.
Por duas
semanas, Audie Murphy treinou boxe com Chico Vejar, pugilista profissional que
desponta no elenco, além de outros boxers de Los Angeles. Audie gostava de seu
trabalho, de seu esforço, e ele acreditava na sua maturidade como ator. O
diretor Jesse Hibbs (que já havia dirigido Audie em Terrível como o Inferno, no
ano anterior) ficou impressionado com a garra de Murphy, já que treinou num
total de 8 semanas para parecer um expert no ringue. As cenas de lutas foram
filmadas em 3 dias e estava muito condicionado.
Não demorou
muito, Audie lutou com Vejar e lhe deu
vários socos, causando-lhe um corte no supercílio. A luta foi muito aplaudida
pela equipe de filmagem. As imagens são mesmo de um impressionismo e de
autenticidade únicas, como se realmente Audie fosse um profissional no Boxe. O
filme foi bem recebido, mas Murphy e a Universal Pictures logo percebeu que
seus fãs ainda queriam vê-lo mesmo nos faroestes.
A ROSA DO
ORIENTE (1957)
(Joe
Butterfly)
Única
tentativa de Audie na comédia. Foi feita uma pequena apresentação em um cinema
de Manhattan e pareceu ter repercutido bem entre o público, assim como nas
bilheterias. Entretanto, alguns críticos deram somente alguns vagos elogios ao
trabalho de Audie. Obviamente, ele não pensava em ser um amante ou comediante
nas telas. Certamente, seu melhor trabalho é mesmo nos westerns, onde ele se
sentia mais confortável.
O AMERICANO
TRANQUILO (1958)
(The Quiet
American)
Outro
esforço notável e admirável de Audie fora do gênero faroeste foi em O Americano
Tranquilo, em 1958. Ele foi convidado pelo premiado diretor Joseph L.
Mankiewicz (1909-1993), que confiou no potencial de Murphy, e este arrumou as
malas para Roma e começou a ler o célebre livro de Graham Greene (1904-1991) em
seu quarto de hotel.
Audie
acreditava que qualquer coisa que Joseph fizesse seria ótima. Durante as
filmagens, Murphy e Pam celebraram seu sétimo aniversário de casamento, em
Roma. O Americano Tranquilo ainda teve filmagens em Saigon e participação de Michael Redgrave.
CONTRABANDO
DE ARMAS (1958)
(The Gun
Runners)
Mais uma
tentativa de Audie se solidar como um astro na meca do cinema, como Sam Martin,
um capitão de barco que se infiltra em regime de contrabando de armas para
conseguir dinheiro para pagar as dívidas. Baseado no romance de Ernest
Hemingway (1899–1961), foi dirigido por Don Siegel (1912-1991), e ainda no
elenco Eddie Albert (1906-2005) e Patricia Owens (1925-2000), como a esposa de
Sam.
AUDIE POR
AUDIE
Sempre que
Audie estava no elenco de um filme, duas coisas aconteciam: ou ele usava um
uniforme, ou ganhava um cavalo. Naturalmente, ele tinha muita facilidade com
qualquer uma das duas. Muitos sulistas nascem para selas de cavalos, e Audie
não era uma exceção. Ele se sentia tão confortável com uma arma qualquer, fosse
uma metralhadora ou um rifle. Gostava de encenar o mocinho, mas uma vez ou
outra, poderia encarar um anti-herói como em Balas que não Erram. Segurança e
autoconfiança eram lados fortes da personalidade de Audie Murphy.
A SAGA
CONTINUA DAQUI A UMA SEMANA. BREVE A TERCEIRA PARTE DA SAGA DE UM DOS GRANDES
“MOCINHOS” DO FAROESTE.
AUDIE MURPHY
NO INÍCIO DA DÉCADA DE 1960 ESTREOU UMA SÉRIE TELEVISIVA, MAS NÃO DEIXOU DE
ATUAR NO CINEMA ONDE MAIS DO QUE NUNCA PERSONIFICOU O COWBOY ESTILOSO NOS
WESTERNS.
A DÉCADA DE
1960 FOI UMA ÉPOCA DE MUDANÇAS NO GÊNERO CONSIDERADO GENUINAMENTE AMERICANO, E
UM DOS MAIS AMERICANOS DOS COWBOYS INGRESSA EM UM WESTERN A LA ITALIANA. VOCÊ
SABE QUAL É?
NO FINAL DOS
ANOS 60, COM A CARREIRA CINEMATOGRÁFICA EM DECLÍNIO, AUDIE INVESTE EM OUTRAS
EMPRESAS. MAS UMA ACUSAÇÃO DE TENTATIVA DE ASSASSINATO EM UMA BRIGA DE BAR AMEAÇA SUA
REPUTAÇÃO E SUA INTEGRIDADE.
SEGUE A SAGA 3 EM -
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Olá, Paulo
ResponderExcluirBom ver aqui essa possibilidade de reencontrar Audie Murphy. Estranho como o tempo passa! Na minha infância, todos nós brincávamos de cowboys e todos queriam ser como Audie Murphy. Hoje, quem fala dele? Alguém sabe quem é ele? Os americanos, provavelmente, sim. Mesmo assim, nestes tempos de banalização e dissolução da memória, será que Audie ainda goza de amplo conhecimento em sua própria terra?
Revendo os meus arquivos, sei que vi O Caminho da Perdição, Duelo Sangrento, Serras Sangrentas, Cavaleiro da Bandeira Negra, A Glória de Um Covarde, O Último Duelo, Onde Impera a Traição, A Morte Não Tem Preço, Jornada Sangrenta, Tambores da Morte, Antro da Perdição, Terrível como o Inferno, Honra de Selvagens, O Renegado do Forte Petticoat, Passagem da Noite, Um Americano Tranquilo, Na Rota dos Proscritos, Balas que Não Erram, Um Homem Contra o Destino, O Passado Não Perdoa, Quadrilha do Inferno, Sangue na Praia, O Pistoleiro Relâmpago, Rifles Apaches, Bandoleiros do Arizona, Matar ou Cair e Os Rifles da Desforra. A maior parte, filmes rotineiros, dirigida por gente pouco talentosa. Mas, puxa, que falta sinto desses filmes, principalmente na televisão. A Record costumava exibi-los até há pouco tempo, em uma sessão que tinha por volta das 13 horas, de segunda a sexta.
Li o livro de Lilian Ross, muito tempo depois de assistir "A glória de um covarde", que me deixou totalmente desconcertado. Filme totalmente anticlimático. Depois de vê-lo, fiquei passado, não acreditando no que acabara de assistir. Coisa criminosa o que fizeram com ele. Ficou com apenas 69 minutos. O livro de Ross é muito revelador dos bastidores de Hollywood antiga e do poder discricionário dos donos de estúdios. Recomendo aos interessados que me lerem que o procurem nos sebos. Não é difícil encontrá-lo.
Pena que Murphy não teve a oportunidade de trabalhar com Anthony Mann. Pena também que a direção de Passagem na Noite tenha ido parar nas mãos de James Neilson, diretor formado nos espaços exíguos da TV, escalado para dirigir um western passado nos grandes espaços. Passagem na Noite não é lá essas coisas. Creio que já li que houve um desentendimento entre James Stewart e Anthony Mann, mas sei muito pouco acerca dos bastidores desse filme. James Neilson, depois, ficou relegado praticamente aos filmes rotineiros da Disney e aos programas da série Disneylandia. Também dirigiu episódios para O Paladino do Oeste, The Rifleman, Pony Express, Zorro da Disney... Passagem da Noite foi a sua melhor oportunidade. Tinha tudo para ser um grande western. Infelizmente, ficou na promessa.
Interesante: as duas boas oportunidades de Audie com John Huston foram sabotadas pelos produtores: A Glória de um Covarde e O Passado Não Perdoa. Nesse filme, durante uma folga entre as filmagens, Murphy quase morreu afogado junto com Bill Pickens, amigo de Huston. Foram salvos pela fotógrafa Inge Morath. O papel de Audie nesse filme é primoroso, como um racista paranoico, ainda mais quando descobre a sua irmã adotiva, vivida pela Audrey Hepburn, é na origem uma pele-vermelha. Ele se alucina totalmente.
Pena que o soldado americano mais condecorado da Segunda Guerra Mundial não teve melhores oportunidades no cinema. Como ele próprio admitiu, não era privilegiado pelo talento. Mas, puxa, como era agradável vê-lo. Ainda hoje continua sendo, mesmo nos westerns menores. Até porque não há nada mais prazeroso que um western para assistir, para aliviar as nossas tensões cotidianas. Murphy e os filmes que deram felicidade à nossa idade da inocência sabiam fazer isso muito bem.
Abraços
José Eugenio Guimarães
Eugenio em Filmes
http://cineugenio.blogspot.com
Olá Eugenio!
ExcluirNos Estados Unidos, a memória de Audie é bem documentada, mas como herói de guerra americano, e não tanto como cowboy das telas. Ao contrário de nosso país, que não tem memória e temos a tendência de esquecer nossos mais saudosos artistas (quem fala de Pixinguinha, Adoniran Barbosa, Gilda Abreu, Vicente Celestino, e outros mais???), os americanos sempre estão lembrando de suas celebridades já idas, pois estão sempre renovando trabalhos e memórias de seus feitos, através de livros e vídeos. Com Audie Murphy nos states não seria exceção.
Muitos destes filmes que vc citou ainda serão enquadrados na terceira parte sobre Audie. Aliás, fui apresentado a ele ainda na TVS, quando eram exibidas na emissora a “Sessão das dez”, e depois na “Sessão Western” na Globo, no fim dos anos 1970 e início de 1980, e depois passei anos ser revê-lo até que a Record o relançasse na diária “Sessão Bang Bang”. Nesta época, acompanhava a programação pelos jornais, e como tínhamos o Vídeo Cassete eu programava para gravar, para que quando voltasse do trabalho pudesse assistir um destes faroestes, e pude acompanhar novamente não só as fitas de Audie, mas também de Randolph Scott, George Montgomery, e outros mais!
Bom saber que o livro de Lilian Ross esteja facilmente à disposição. Quando comecei a ler a sinopse feita pelo saudoso Paulo Perdigão em uma de suas colunas no Jornal “O Globo”, ele fez menção deste trabalho, e podemos nos inteirar mais sobre a mutilação da obra de John Huston. Quanto a PASSAGEM DA NOITE, era para ser mais uma fita da série estrelada por Jimmy e o diretor Anthony Mann. Há versões de que o ator e o diretor tenham discutido e Mann simplesmente saiu justificando que não queria repetir uma fórmula. De qualquer modo, trabalhar com Mann não deveria ser nada fácil, já que também discutiu com Kirk Douglas durante a produção de SPARTACUS e era o cineasta a dirigir este grande épico, que passou depois para as mãos do jovem Stanley Kubrick.
Ótimo seu acréscimo a respeito dos bastidores de O PASSADO NÃO PERDOA, pois seguindo aqui nas pesquisas, sequer encontrei o nome da fotógrafa que salvou a vida de Audie, e que pudesse estar acompanhado. Não acho que Murphy fosse tão desprovido assim de talento e a prova esta neste requintado faroeste em superprodução. Daí ficaria a pergunta: será que não deveria ser mais ambicioso em seus projetos como ator ou exigir melhores papéis? De qualquer maneira, Audie fez seu nome também em Hollywood, ainda que não estivesse no patamar dos mais famosos astros de seu tempo.
Grande abraço do editor
...EM BALAS QUE NÃO ERRAM, ELE É UM PISTOLEIRO DE ALUGUEL, QUE TINHA UM CÓDIGO DE HONRA, NÃO MATAVA PELAS COSTAS, DAVA SEMPRE OPORTUNIDADE PARA QUE A VITIMA SACASSE PRIMEIRO, MAS ESSE CÓDIGO DE HONRA NÃO LHE DÁ A CONDIÇÃO DE HERÓI. ELE É UM VILÃO. ESTE É UM DOS MELHORES WESTERNS DE AUDIE MURPHY, DIRIGIDO PELO COMPETENTE JACK ARNOLD.
ResponderExcluirAINDA SEGUINDO OS ATORES DE PESO: ANTRO DE DESALMADOS, GILBERT RONLAN E A LINDA JOANNE DRU;UM HOMEM CONTRA OS DESTINO, JOHN DEHNER;COM O DEDO NO GATILHO, STEPHEN MCNALLY
SENDO CERTO QUE NO GRANDE WESTERN A PASSAGEM DA NOITE, QUE DEVERIA SER MAIS VALORIZADO, ELE É O SEGUNDO NOME, FAZENDO O PAPEL DE UM BANDIDO QUE SE REDIME AO FINAL AJUDANDO O IRMÃO, INTERPRETADO POR JAMES STEWART.
NESTE GRANDE WESTERN TENHO UM AMIGO NO FACEBOOK QUE FOI DUBLÊ NESTE FILME, SEU NOME É JACK N. YOUNG. ACESSE O IMDB E VERÁ A FILMOGRAFIA WESTERNIANA DELE. VALE A PENA VER.
COM RELAÇÃO AO GRANDE WESTERN O PASSADO NÃO PERDOA, UMA INVERSÃO – DE RASTROS DE ÓDIO – NESTE INDIO RAPTAM BRANCA, NAQUELE BRANCO RAPTA INDIA, A ACRESCENTAR A GRANDE INTERPRETAÇÃO DE JOSEPH WISEMAN, QUE DOMINA AS CENAS QUE APARECE – TERRÍVEL!
Nobre Eddie
ExcluirCreio que vc esta se referindo a segunda parte de seu comentário, pois a primeira até aqui não chegou.
Mas vamos lá!
BALAS QUE NÃO ERRAM se tivessem que eleger um herói para esta fita, creio que seria o médico feito por Charles Drake. Na cena final em que os dois duelam, o médico lhe fere com um machado, atingindo justamente o melhor braço do pistoleiro feito por Audie, o braço que ele usa para sacar.
Como estava falando aqui com o Eugenio, Audie na maior parte de sua carreira no cinema fez westerns de orçamento menor, mas teve chance de trabalhar com astros de peso, além de James Stewart e Burt Lancaster. Mas seus filmes faziam dinheiro. Com certeza, o futuro “DR NO” rouba grande parte do filme de Huston, O PASSADO NÃO PERDOA, como o esquisito Kelsey.
ResponderExcluirCONTINUANDO...CAMINHO DA PERDIÇÃO FOI REPRISADO NOS ANO 60 COM O TÍTULO DE O MALFEITOR.
ICONE DO GENERO WESTERN SIM, MAS NEM SEMPRE FOI HEROI, COMO NO CASO DE DUELO SANGRENTO E CAVALEIROS DA BANDEIRA NEGRA, ONDE INTERPRETA OS FORA-DA-LEI BILLY THE KID E JESSE JAMES, NESTE WESTERN SEGUINDO CORONEL WILLIAM CLARKE QUANTRILL, QUE USOU A GUERRA DE SECESSÃO EM PROVEITO PRÓPRIO, COLOCANDO FOGO NA CIDADE DE LAWRENCE.
VOCÊ DISSE QUE SEUS WESTERNS ERAM DE BAIXO ORÇAMENTO, QUANDO NA VERDADE ERAM WESTERNS DE ORÇAMENTO MÉDIO, COMO TAMBÉM ERAM OS WESTERNS DE JOEL MCCREA, RORY CALHOUN, GEORGE MONTGOMERY, DALE ROBERTSON E OUTROS, TODOS PRODUZIDOS NOS ANOS 50, ÉPOCA DE OURO DO GENERO. ASSIM SALIENTOUI O CRÍTICO A.C. GOMES DE MATTOS A RESPEITO DESSES WESTERNS: “ESSES WESTERNS ERAM DE ORÇAMENTO MÉDIO, CHAMADOS DE CO-FEATURES PORQUE TINHAM STATUS DE UM FILME “A”, QUE MANTIVERAM A VITALIDADE DO GÊNERO NOS ANOS 50”.
ELE BEIJOU NO CINEMA PELA PRIMERA VEZ NO WESTERN CAVALEIROS DA BANDEIRA NEGRA, COMO TAMBEM TOMOU O SEU PRIMEIRO PORRE, NESTE FILME. NOS DEMAIS WESTERNS QUANDO TINHA QUE BEBER, MEXIA NO COPO, PRÁ LA E PRA CÁ, E NÃO BEBIA. SÓ VOLTANDO A BEBER UISQUE, ALGUM TEMPO DEPOIS NO WESTERN UM HOMEM CONTRA O DESTINO....NESTAS SITUAÇÕES DE BEIJAR E BEBER, AUDIE NÃO SE SENTIA CONFORTÁVEL.
NO BOM WESTERN O ULTIMO DUELO, DIRIGIDO PELO ÓTIMO BUDD BOETTICHER, AUDIE TAMBÉM NÃO É “MOCINHO” GOOD GUY, E SIM UM BANDIDO.
RESSALVANDO: A FOTO COLOCADA ABAIXO DO WESTERN ONDE IMPERA A TRAIÇÃO, NÃO É DESSE WESTERN E SIM DE OUTRO WESTERN – TRAIÇÃO CRUEL. NA FOTO VEMOS AUDIE MURPHY, SUSAN CABOT E PAUL BIRCH...
EM A MORTE TEM SEU PREÇO ELE É UM PISTOLEIRO DE ALUGUEL, QUE SE REDIME AO FINAL. UM ANTI-HERÓI.
COMO AUDIE NÃO ERA UM BOM ATOR, EMBORA SEUS FILMES AGRADASSE AOS FÃS DO GENERO, A UNIVERSAL NA MAIORIA DOS SEUS WESTERNS COLOCAVA UM ATOR DE PESO, COMO CONTRAPONTO: SERRAS SANGRENTAS – DEAN JAGGER; CAVALEIROS DA BANDEIRA NEGRA, BRIAN DONLEVY; ONDE IMPERA A TRAIÇÃO, STEPHEN MCNALLY; TRAIÇÃO CRUEL, DAN DURYEA( QUE DE VILÃO PASSA SER ANTI-HERÓI, UMA VEZ QUE AJUDA HEROI A ELIMINAR OS VERDADEIROS RESPONSÁVEIS PELA MORTE DO PAI E DO IRMÃO);TAMBORES DA MORTE, WALTER BRENNAN;ANTRO DA PERDIÇÃO, THOMAS MITCHELL;NA ROTA DOS PROSCRITOS, WALTER MATTHAU...
SENDO CERTO QUE NO GRANDE WESTERN A PASSAGEM DA NOITE, QUE DEVERIA SER MAIS VALORIZADO, ELE É O SEGUNDO NOME, FAZENDO O PAPEL DE UM BANDIDO QUE SE REDIME AO FINAL AJUDANDO O IRMÃO, INTERPRETADO POR JAMES STEWART.
Nobre Eddie
ExcluirCom certeza os westerns de Audie eram de médio orçamento, muito embora usamos mais o conceito de ALTO ou BAIXO orçamento nas produções cinematográficas de uma maneira um tanto generalizada. Mas sem dúvida, as produções com Murphy eram um pouco acima da média. Referente ao notável A.C Gomes de Mattos, uma verdadeiro sabedor da cultura cinematográfica, só temos mesmo que “saber ouvir” e “escutar”, pois é um dos poucos mestres que ainda temos o prazer de aprender um pouco mais a cada dia acerca da Sétima Arte.
É sabido que Audie era um pouco pacato, e mesmo sendo um ator (ou galã) e sabendo que tinha que fazer cenas de beijo, ele não se sentia bem. Até fiz uma brincadeira referente a isso, dizendo que Audie perdeu sua “virgindade” ao beijar Marguerite Chapman.
A PASSAGEM DA NOITE é um western Classe A e seria ainda mais brilhante com a direção de Mann, mas como já foi dito, seja por ter brigado com Stewart ou não repetir a mesma fórmula como foi com os outros cinco filmes da parceria entre eles, o filme ainda assim se destaca por ser uma produção acima da média em que Audie pôde participar, além de se tratar de um dos faroestes mais bem lembrados não somente pelos fãs de Murphy, mas também pelos fãs do gênero.
Obrigado Edivaldo por todos estes esclarecimentos. Abraços do editor.
Nobre Amigo Paulo,
ExcluirNeste grande western quem começou a dirigir foi o Super Mann, porém durante as filmagens ele e James Stewart "brigaram" e Anthony Mann, foi demitido, sendo substituído pelo inexperiente James Neilson, que dirigiu este grande western a Lá, Anthony Mann. Talvez sob a orientação deste.
Tenho certeza se este western tivesse o nome de Anthony Mann, a critica e os fãs veriam com outros olhos.
Com certeza, Edivaldo...com certeza!
ExcluirTelles,
ResponderExcluirFicou muito bem encaixada a abertura que colocaste sobre as qualidades naturais do nosso ídolo. Muito bela e natural vossa iniciativa.
Lamentar de imediato a viagem da Bacall e do Robin. Ruim demais!
Uma senhora propaganda a respeito de Murphy, principalmente porque, falando dele como Herói de Guerra e do livro que acabava de ser lançado, diretamente fincavam o homem na memória de todos, principalmente no cinema, o que acho, foi a ideia básica de tal divulgação.
Haja visto que ele já deveria estar apalavrado com o salário se 2.500 dólares por semana (Cooper ganhou, em 1954, 500 mil dolares para fazer Vera Cruz, que lhe custou apenas 80 dias de trabalho).
Pode-se por isso se medir o quão irrisório era tal salário para um astro, mesmo que iniciante. O Murohy merecia muito mais. Mas...
Infelizmente não conheço a pelicula primeira de nosso Heroi, que deve mesmo ter sido muito boa pelo tema abordado.
Trabalhos que Hollywood sempre faz muito bem. Lembram O Beijo da Morte/47, do Hathaway, onde Widmarck inicia sua fama de bom ator e homem mau?
O apoio citado de astros consagrados no cinema cercando o Audie com sua inexperiencia, foi uma boa iniciativa, que pegou e deve ter sido de ótima utilidade para com outros astros estreantes.
Perfeita a ideia, assim como ótimo para o aproveitamento destes astros calouros, embora, como acabo de ler, o Audie se deu muito bem em sua estréia.
Sua franqueza ao explicitar sua falta de talento e seu reencontro com seus amigos de guerra e dos bons tempos deve ter sido mesmo algo de extrema emoção.
Cito isso por mim que, quando me reencontro com meus amigos de adolescencia é como se me visse revivendo momentos grandiosos de meu passado. Perfeito tal instante para o nosso amado Heroi.
Seus transtornos emocionais de guerra são ocorrências mais que aceitáveis, pois não deve ter sido fácil cruzar por tudo que passou no front.
Não quero ser cruel nem com o Audie nem com o Huston, que dirigiu, também o Audie em o O Passado não Perdoa.
Mas "A Gloria de um Covarde" me deixa na expectativa de que ali faltou alguma coisa. É um filme que acho que o Huston não precisaria fazer, porque não sei se somou muito nem ao seu curriculum como diretor ou ao do Audie como ator iniciante.
No entanto, concordo que o Murphy teve seu melhor instante no cinema com seu papel em O Passado não Perdoa sobe a batuta do Huston.
Sem qualquer duvida.
Perfeita a citação do Huston sobre o Audie, embora reafirmo que não amei tanto A Gloria de um Covarde.
Belíssima foto dele com sua família na lanchonete ou a sós com seus filhos, possivelmente num intervalo de filmagem.
Isto ratifica a confirmação de que o nosso Audie era mesmo um homem da familia. Fator que ilumina ainda mais todas suas qualidades que já elogiamos anteriormente e que o fez ser o homem que foi em quase todos os grandes momentos da vida.
Assisti a todos os filmes listados, todos. Entretanto pouco me vem à lembrança muitos dele.
Porém, Antro da Perdição, que é uma versão feita pelo mesmo diretor (George Marshal) do seu original Atire a Primeira Pedra, e Duelo Sangrento que, anos mais tarde, o Duke faria uma nova versão sob a direção de Andrew V. McLaglen, com o titulo de Chisun.
Uma coisa maravilhosa para todos os cinéfilos e amantes do Audie, conhecer melhor e com mais detalhes passagens de sua vida através deste belo trabalho de buscas e muita dedicação deste editor.
Parabéns sinceros por tanto esmero e amor no que acredita.
jurandir_lima@bol.com.br
Caro amigo baiano
ExcluirBAD BOY é um filme raríssimo que eu mesmo nunca assisti, mas sem dúvida é do gênero noir e um dos primeiros a retratar a delinquência juvenil, mesmo que interpretado por um “bom moço americano” como foi Audie Murphy.
Concordo que Audie ganhava pouco mesmo para um astro iniciante. Mas ele fez valer sua personalidade e exigiu, através de seu empresário, ganhar bem mais. Ao longo do tempo, Audie foi se aperfeiçoando, e como esforçado que era, foi se empenhando sempre nos seus exercícios e treinamentos. Nunca foi, naturalmente, um ator ao nível de Lancaster ou Olivier, mas foi convincente nos dois mais importantes trabalhos de sua filmografia, e ambas, assinadas por John Huston.
A GLÓRIA DE UM COVARDE como já foi dito, foi um filme que sofreu alterações que originaram até mesmo um livro escrito por Lilian Ross, livro este que, segundo nosso querido Eugenio, pode ser mesmo encontrado por aqui em português. Fico pensando que como o notável Huston nunca fez um filme ruim (com exceção de OS DESAJUSTADOS, que na opinião deste editor é melancólico demais e foi os dois últimos trabalhos de Clark Gable e Marilyn Monroe) quis realizar um épico baseado num clássico romance muito lido na cultura americana.
Contudo, Huston deveria ter terminado completamente este filme e acompanhar seu trabalho de edição antes de ingressar na direção de UMA AVENTURA NA ÁFRICA, O pouco que vemos em seus 70 minutos somente ficamos a idealizar o quanto seria majestosa tamanha fita, se a metragem fosse fiel aos propósitos do cineasta.
Audie foi um homem sem dúvida dedicado a família, Jurandir, foi real e tudo além de qualquer publicidade feita, e ele prezava a Família porque ele viu a sua ser aos poucos desfeitas desde o abandono de seu pai, e não muito tempo depois, a morte de sua mãe, tendo que praticamente prover a seus irmãos menores, que como já sabe, tiveram que morar em orfanato até o regresso dele da Guerra. Isto, e muito mais que ocorreu no front, lhe causou traumas indescritíveis. Wanda Hendrix não aguentou. Mas Pamela Archer, uma simplória aeromoça, aguentou tudo com muito amor e carinho real para com nosso herói. Pamela Archer Murphy morreu 2010 e nunca mais se casou depois que se enviuvou de Audie.
Mas vamos seguir, amigo Ju, tem muita coisa para contar.
Obrigado pelos cumprimentos e um grande abraço do editor carioca.
Amigo Eugenio,
ResponderExcluirVi a lista de filmes que viste do Audie.
E ela é tão grande quanto a minha, que mantenho ainda listados individualmente de todos os meus herois, assim como eram mesmo filmes muito comuns e corriqueiros.
Mas fitas que adorávamos assistir e os quais assistiamos com uma gana tal que mais parecia que de astro de far west só havia o Murphy.
Recordo também dos horários das 13 horas da Record, onde pude rever dezenas e mais dezenas de tão queridos faroestes.
E, por mais comuns que fossem, eles nos enchiam de uma alegria que ainda tantos anos depois, não dava para conter.
Recordo que vi um filme com o Stephen MacNally, cujo titulo me apagou da lembrança agora, que havia visto mais de 30 anos atrás, e que somente o revendo na Record trazia à mente que tal filme existia e que o havia visto.
Eram mesmo belas tardes e onde gravei, em VHS, diversos deles, filmes que ficaram depois inutilizados porque tal sistema de gravação era muito precário.
Excelente sua lembrança, fato que me levou a trocar estas palavras rápidas contigo por tudo o que seu toque me trouxe.
Abração
Jurandir_lima@bol.com.br
Telles,
ResponderExcluirLendo o tópico bem delineado e mais que positivo em tudo que aborda o amigo Eugenio, me lembrei de falar contigo somente agora sobre o filme A Passagem da Noite, fita que conheci por seu generoso intermédio.
Sinceramente, como observa tambem o Eugenio, ali faltou mesmo a mão do Mann porque, simplesmente, o Nielson atirou aquele belo roteiro no lixo, desmantelou o filme e nada de positivo acrescentou a ele.
Acho mesmo verdade o que o Eugenio disse, ou seja, A Passagem da Noite é um filme de captação de paisagens sensacionais, filme originado para ser feito em espaço livre, e que acho até que foi filmado com equipamentos especiais.
E que nada disso o Nielson conseguiu valorizar e, com sua falta de talento, estragou completamente a fita, que tinha bojo para muito mais do que foi.
Ali o Stewart não tem um aproveitamento do qual estamos acostumados a ver em mãos de Mann do Davis p. exemplo. O Audie, que até observo-o se esforçar para estar melhor que nos seus corriqueiros faroestes, não vinga. E o filme no seu total é apenas uma obra sem o valor que merecia.
Abraço do bahiano
Jurandir_lima@bol.com.br
Todos nós somos unânimes em dizer que A PASSAGEM DA NOITE (que revi estes dias) faltou a competência de Mann, só restando apenas uma sombra e uma promessa. Não devemos desprestigiar o filme por inteiro, talvez até o novato Nielson tivesse tentado um esforço, mas não conseguiu. Seria mais um sexto filme da parceria Mann & Stewart, mas infelizmente houve desentendimento entre os dois, com o cineasta alegando “não repetir uma fórmula”.
ExcluirDecerto que o filme foi produzido com as inovações tecnológicas então disponíveis e foi feito para ser um western big. No mais, tanto vc quanto o Eugenio tem razão. Stewart tem até alguns momentos em que faz lembrar personagens que fez em “O PREÇO DE UM HOMEM” ou “E O SANGUE SEMEOU A TERRA”, mas são apenas sombras e resquícios, enquanto Audie novamente se esforça e é evidente tal esforço para as plateias. Mas infelizmente não bastou para que A PASSAGEM DA NOITE se tornasse uma obra prima.
Abraços do Editor Carioca!
Telles,
ResponderExcluirHavia lido sua primeira resposta a mim e deixei de vos falar sobre algo que não concordo com vossa colocação, ou seja, quando dizes que o Huston nunca fez nada que não prestasse, achei bacana e válidissima sua posição.
Porém, no seguimento, quando dizes que exceto Os Desajustados, fiquei de cabelos de pé.
Jamais concordaria, não somente contigo, como com qualquer outra pessoa, que viesse a por criticas negativas em Os Desajustados, embora cada um tenha seu direito de dar sua opinião sincera.
O problema é que eu vejo completamente ao contrario da visão do amigo, pois coloco esta fita entre as melhores que o John Huston fez.
Ali está um rosário de astros, e todos muito acima da média nos seus desempenhos. Uma beleza de fita, rodada in loco, e com cenas de rasgar nossas entranhas de tão fortes, como a M Monroe, fazendo uma das melhores cenas de todas que já fez no cinema, no momento em que discorda da atuação do Gable em pegar os mustangs.
Ela ali está perfeita em sua indignação, em seu furor, em seu talento que muitos acham vazio. Ela está perfeita, o Gable sensacional. O Eli num papel bem escrito e desempenhado, e o Monty em fim de carreira e muito desfigurado, no entanto maravilhoso.
Em resumo, eu considero que ali o Huston fez mesmo um dos seus mais dificeis trabalhos e que tudo correu bem nas filmagens, saindo elas perfeitas, reais, bem atuadas e bem dirigidas.
Lamento minha oposição à opinião do amigo, mas vejo este filme como um exemplar de raridade criada pela competencia do magistral diretor.
Enorme abraço
jurandir_lima@bol.com.br
Querido baiano.
ExcluirRespeitando sempre a opinião e o gosto tanto seu quanto dos amigos leitores, entendo que predileção é predileção. Gosto do trabalho de John Huston, mas PARA MIM (veja, para mim), o trabalho menos cativante do diretor seja mesmo OS DESAJUSTADOS. Não digo que o filme seja 100% ruim. Tem uma bela fotografia em preto & branco, e o CAST vale o ingresso.
Mas na minha visão, vejo um filme como que “deprê”, entende? Como eu gosto das coisas mais para cima e corretamente positivas da vida, para quem busca filmes que elevem o bem estar e a felicidade que todos buscam, OS DESAJUSTADOS não recomendo. Certo, reuniu Clark Gable e Marilyn Monroe, juntos e cada um em seus últimos trabalhos no cinema. Ainda Montgomery Clift, atormentado e sofrido, talvez em um de seus últimos melhores papéis para depois ficar no ostracismo até falecer em 1966. Um elenco fúnebre em que o último alicerce do CAST principal veio a falecer em junho deste ano, Eli Wallach, que vc conhece tão bem como o Tuco de TRES HOMENS EM CONFLITO, correto???
Pois bem...
É um clássico, e posso reconhecer como tal devido a magnitude de um elenco de primeira grandeza e ótima fotografia, e certamente, assinado por um grande cineasta, Mas não é tudo. Na visão deste editor que fala (melhor, escreve), OS DESAJUSTADOS soa lento, meio que teatral (deveras, foi escrito por Arthur Miller, o babaca então marido de Marilyn, burro e idiota que foi um dos responsáveis pela depressão da atriz), e ao longo da fita, parado no espaço. Repito, meu nobre: respeito o gosto e a opinião dos demais, mas esta obra não esta na minha predileção e expliquei o motivo.
Grande abraço amigo.
EM TEMPO:
Excluir"Huston nunca fez nada que não prestasse",
Isso é verdade. Mas OS DESAJUSTADOS, ainda na opinião do editor, é o filme menos cativante do cineasta, que reconhece algumas qualidades, no entanto, não merece tanto louvor quanto outros trabalhos do diretor:
1- O TESOURO DE SIERRA MADRE
2-PAIXÕES EM FÚRIA
3-UMA AVENTURA NA ÁFRICA
4-O BÁRBARO E A GUEIXA
5-O PASSADO NÃO PERDOA
6-A BÍBLIA
Isto só como cotação!