Um dos primeiros filmes rodados no processo Cinemascope surgiu para botar a televisão para
escanteio. Tudo porque este então novo veículo de comunicação ameaçava o
cinema, e as salas de exibição tornavam-se cada vez mais vazias.O conforto de se ver televisão em casa provocava medo na industria de filmes, e donos de estúdios, produtores, cineastas, e artistas, se mobilizavam para não perderem concorrência com a telinha.

Parecia que
a Sétima Arte estavam com seus dias
contados. Os recursos que os grandes produtores encontraram para evitar a
extinção do cinema e perder a concorrência com a TV foi expandir o formato de
seus filmes. Devemos lembrar que, após o Cinemascope, ainda surgiram os
processos Vistavision e Panavision (Câmera de 65mm, como foi rodado Ben-Hur), e ainda o Techinirama 70mm,
ambos os formatos visavam transformar grandes produções em mega-espetáculos, e
nada como filmes com temáticas históricas ou grandes épicos para fazer a alegria do público.
Sem essas técnicas, jamais existiria o formato Widescreen, que percorre hoje a
grande maioria dos DVDS lançados no Mercado.
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| Henri Chrétien, inventor do "Sistema Hypergonar", que daria origem 30 anos depois ao surgimento do CINEMASCOPE. |
O curioso que o Cinemascope já era um processo antigo antes de seu lançamento oficial nos anos de 1950. Brilhantemente, Darryl F. Zanuck (1902-1979), o chefão da 20ª Century Fox, encontrou a solução para sobrepujar a concorrência com a telinha, quando se lembrou do invento do francês Henri Chrétien (1879-1956), patenteado em 1927, com o nome de Sistema Hypergonar, que consistia basicamente numa câmara de lente anamórfica, capaz de criar imagens destinadas a uma tela duas vezes maior que a tradicional. Aperfeiçoando e "estereofonizado", o processo criado por Chrétien ressurgiu com o nome de Cinemascope, e rendendo uma fortuna aos cofres da Fox.
Com esta
vitória da Indústria Cinematográfica Hollywoodiana, que conseguiu com isto promover a volta
do público para as grandes salas, O
Manto Sagrado/The Robe ficou na história como o primeiro filme a ser lançado no formato
Cinemascope, levando plateias no mundo inteiro aos cinemas, e um dos filmes
mais exibidos nos feriados de Páscoa em muitos cinemas do Brasil (em
alguns lugares, ficou em cartaz por quase 10 anos)- e também era filme
garantido de toda Sexta-Feira Santa nas antigas "Sessão da Tarde" da
televisão . No entanto, é justamente no televisor que o filme perde impacto
visual, pois a telinha deforma o Cinemascope, perdendo os
enquadramentos originais.
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| Richard Burton como o tribuno romano Marcellus Gallio. |
Nos últimos
anos do reinado de Tibério (Ernest Thesiger, 1879-1961), quando Roma era a "dona do
mundo", Marcellus Gallio (Richard Burton, 1925-1984) é um tribuno que está sempre
envolvido com jogos ou mulheres.
Além disto
tem uma rixa pessoal com Calígula (Jay Robinson, 1930-2013), o herdeiro do trono. A
situação se complica quando Marcellus oferece, em um leilão de escravos, a
absurda quantia de três mil moedas de ouro por Demétrio (Victor Mature, 1913-1999), que
também estava sendo disputado por Calígula.
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| Victor Mature como o escravo Demétrius de Corinto. |
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| Jay Robinson como o insano imperador Calígula |
Ao se ver
derrotado por Marcellus, Calígula encara isto como uma afronta pessoal e então
manda o tribuno ir servir imediatamente em Jerusalém, na Palestina, considerado
o pior lugar do império. Entretanto, devido a motivos políticos, após pouco
tempo em Jerusalém o tribuno é chamado de volta por Tibério.
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| Richard Boone como Pôncio Pilatos |
Mas, antes de
partir, recebe de Pôncio Pilatos (Richard Boone, 1917-1981) a missão de supervisionar a execução de uma sentença: a
crucificação de Jesus Cristo. Finda a tarefa, ele e outros soldados disputam em
um jogo de dados próximo à cruz a posse do manto vermelho usado pelo mártir.
Marcellus vence mas o manto fica com Demetrius, pois quando Gallio tentou usar
o manto algo o afligiu de forma indescritível. Demétrius, que já tinha se
tornado um cristão, lhe tirou o manto e disse que jamais o serviria novamente,
pois ele tinha crucificado seu mestre. Em seu retorno Gallio fala frases sem
sentido, como se algo muito forte o atormentasse.
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| Jean Simmons como Diana, a amada de Marcellus. |
Já em Capri,
onde estava o imperador e Diana (Jean Simmons, 1929-2010), que Gallio ama e é correspondido,
alguns membros da corte e o próprio Tibério, vendo que Gallio se portava de
modo estranho, ouvem por horas o que aconteceu com o tribuno em Jerusalém.
Tibério acha que o tribuno pode ter perdido a razão, mas quando Gallio atribui
que a aflição que sente só aconteceu após se cobrir com o manto de Jesus, então
o adivinho da côrte conclui que o manto estava enfeitiçado e precisa ser
destruído. Isto parece lógico tanto para Tibério como para Marcellus, então o
tribuno irá retornar à Palestina para destruir o manto e descobrir os nomes dos
cristãos, mas esta viagem irá afetar profundamente sua vida.
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| Burton e Michael Rennie como São Pedro. |
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| Pedro (Michael Rennie), o "Grande Pescador" e líder da Igreja, recebe Marcellus, ao lado de Justus (Dean Jagger) |
Uma vez lá,
em sua procura pelo manto, Marcellus vai ter à pequena vila de Caná, onde
conhece Justus (Dean Jagger, 1903-1991) e Miriam (Betta St John), dois exemplos de vida
cristã. Embora não acredite em algumas
coisas que lhe falam, como a ressurreição de Cristo, o tribuno começa a ter
dúvidas sobre suas crenças. Justus lhe
diz que conhece sua identidade e lhe informa que todos já o perdoaram, assim
como Jesus o perdoou. Logo depois, ao
tentar convencer Marcellus do amor de Jesus, Miriam lhe diz que um dos seus
discípulos, Simão Pedro (Michael Rennie, 1909-1971), conhecido como “O Grande Pescador”,
acaba de chegar em companhia de seu companheiro grego.
Ao pedir o
manto para ser queimado, Marcellus ouve de Demetrius que o problema dele não
está no manto e sim em sua consciência, em seu coração, por ter crucificado o
Messias. Receoso, em princípio, mas
encorajado por Demetrius, o tribuno termina abraçando o manto sagrado e se
livrando de todas as suas angústias.
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| Diana e Marcellus |
Em seguida,
Marcellus é levado à presença de Pedro e termina convertendo-se ao
cristianismo, passando a seguir o apóstolo.
Tempos de depois, Pedro e seus seguidores chegam à Roma e passam a viver
nas catacumbas. Com a morte de Tiberius,
Caligula é o novo imperador e inicia uma perseguição implacável aos
cristãos. Quando Demetrius é preso e
torturado, Marcellus decide libertá-lo, o que consegue com a ajuda de um grupo
de homens. Entretanto, durante a fuga,
eles são perseguidos e, em benefício da liberdade do grupo, Marcellus atrai
seus perseguidores, a quem se entrega. Demetrius, que estava alquebrado e prestes a morrer devido as consequências da tortura, é curado por São Pedro.
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| Demetrius (Victor Mature) se apossa do Manto Sagrado e se torna seu guardião... |
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| ...a ponto de quase sacrificar sua vida, mas é curado milagrosamente por Pedro (Michael Rennie). |
Depois que
Marcellus é capturado, Diana o visita em sua cela e lhe implora para que
renegue Jesus, a fim de salvar a si próprio, mas ele fala pra ela sobre o povo
de Caná, que nunca renegou Jesus, apesar do perigo de ser seu seguidor.
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| Marcellus e Diana na côrte de Calígula (Jay Robinson). |
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| Marcellus jura lealdade ao Império Romano, mas não abjuga Cristo |
Marcellus é
então levado a julgamento por traição, oportunidade em que confessa ser um
cristão. Calígula ridiculariza as afirmações do tribuno de que o seu rei é o
Rei do Céu, que acredita em amor, compaixão e caridade acima de tudo. Irritado
por que Diana ainda prefere Marcellus a ele, Calígula faz com que a assembléia
exija a morte do tribuno.
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| Marcellus e Diana levados para o pátio dos arqueiros, onde serão martirizados (cena deletada). |
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| Marcellus e Diana, a caminho da Eternidade. |
Diana,
movida pela crença apaixonada de Marcellus e repugnada pela tirania de Calígula,
escolhe morrer com o homem que realmente ama. Enquanto eles caminham juntos,
Marcellus é reconhecido por seu pai, arrependido, e Diana entrega o manto ao
empregado de Marcellus, a quem pede para levá-lo até Pedro. Em seguida,
continuam a caminhada em direção...a vida eterna.
O Manto
Sagrado foi indicado para cinco categorias do prêmio Oscar em 1953,
incluindo Melhor Filme e Melhor Ator para Richard Burton, e permanece um dos maiores épicos religiosos de todos
os tempos, ao lado de Quo Vadis e Ben-Hur.
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| LLOYD C. DOUGLAS, autor do romance que originou o filme |
A fita,
dirigida por Henry Koster (1905-1988) , foi baseada no romance escrito em 1942 por Lloyd C.
Douglas (no Brasil, o romance foi publicado com o título de O Manto de Cristo). A trilha sonora foi encarregada por Alfred Newman (1901-1971), de A Canção de Bernadete.Os direitos do romance, publicado em 1942, chegou a ser comprado pela RKO, que no início dos anos de 1950, vendeu para 20ª Century Fox, como veículo para Tyrone Power que interpretaria Marcellus, mas ele recusou o papel.
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| Victor Mature e Mae Marsh. |
O Filme foi
um estrondoso sucesso e foi ocasião ímpar em toda História da Cinematografia,
pois todas as salas de cinema tiveram que ser reformadas para recepcionar o
lançamento deste êxito das telas. A Fox,
que detinha os direitos do livro de Douglas, não sabia o que
fazer com as demais 200 páginas do romance, e aproveitando o embalo do sucesso
de The Robe, o estúdio resolveu fazer
uma sequência da obra, em 1954.
DEMÉTRIUS E OS GLADIADORES
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| Victor Mature repete o papel de Demetrius em DEMETRIUS E OS GLADIADORES. Aqui com Ernest Borgnine. |
Sob a
direção de Delmer Daves (1904-1977) especialista em dramas e westerns (Galante e sanguinário), e repetindo
Mature (Demetrius), Michael Rennie (São Pedro) e Jay Robinson (Calígula) nos
seus respectivos papéis em O Manto
Sagrado. Produzida por Frank Ross (1904-1990), que havia também produzido a
obra anterior, realizou juntamente com o diretor Delmer Daves uma fita
superior, porque substituiu a religiosidade melodramática de The Robe por
exuberante ação física e estimulantes aspectos aventurescos.
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| Susan Hayward como Messalina. Na foto, com Mickey Simpson. |
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| Michael Rennie volta a interpretar São Pedro em DEMETRIUS E OS GLADIADORES (1954). |
Escrito por
Philip Dunne (1908-1992) com base nos personagens de Lloyd C Douglas, o filme
transcorre após o martírio de Marcellus (Richard Burton) e Diana (Jean
Simmons), ocorrida no desfecho de O Manto sagrado. O cristão Demétrius,
perseguido pelo imperador por ter escondido o Manto de Cristo, é preso e feito
gladiador na arena, comandada por Strabo (Ernest Borgnine, 1917-2012).
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| Demetrius perde a fé cristã e se submete aos caprichos de Messalina. |
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| Demetrius e sua amada Lucia (Debra Paget). |
Quando sua
amada Lucia (Debra Paget) entra em estado de choque ao risco de ser violentada
por um dos gladiadores, Dardanius (Richard Egan, 1921-1987), Demetrius perde a
fé e sucumbe aos encantos de Messalina (Susan Hayward, 1918-1975). Trilha
sonora de Franz Waxman (1906-1967), com base no repertório de Alfred Newman.
O
LANÇAMENTO DE “O MANTO SAGRADO” NO RIO DE JANEIRO
O MANTO SAGRADO foi lançado nos Estados Unidos em 24 de setembro de 1953, no Chinese Theatre, em Hollywood,
inaugurando definitivamente o Cinemascope.
Não demorou muito, a novidade chegou ao Brasil, repetindo o mesmo sucesso de Los Angeles. Não diferente também como ocorrido nas salas de cinema nos EUA,
algumas salas aqui tiveram também que ser adaptadas para a estreia de The Robe no Brasil, inclusive no Rio de Janeiro, a então Cidade Maravilhosa, que recebeu de
braços abertos, tal qual o Cristo Redentor, a sacra película estrelada por
Richard Burton, Jean Simmons, Victor Mature, e Michael Rennie.
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O MANTO SAGRADO - OCASIÃO DE GALA TAMBÉM NO RIO DE JANEIRO,
CONFORME ANÚNCIO NOS JORNAIS DA ÉPOCA DE SEU LANÇAMENTO
NAS SALAS CARIOCAS |
O CINE-PALÁCIO no Centro do Rio de janeiro, teve
suas instalações alteradas para a estreia, e finalmente, a 15 de abril de 1954,
estreou O MANTO SAGRADO nas salas
cariocas.
†
FICHA TÉCNICA
O MANTO SAGRADO
(The Robe)
País – Estados Unidos
Ano – 1953
Gênero – Épico/Religioso
Direção – Henry Koster
Produção – Frank Ross, para a 20th Century
Fox
Roteiro – Phillip Dunne e Gina Kaus (adaptação), com base no livro
de Lloyd C. Douglas.
Música – Alfred Newman
Fotografia – Leon Shamroy, em Cores
Metragem – 135 minutos
elenco
RICHARD BURTON – Tribuno Marcellus Galio
JEAN SIMMONS – Diana
VICTOR MATURE – Demetrius de Corinto, o escravo
MICHAEL RENNIE – São Pedro, o “Grande Pescador”
JAY ROBINSON – Calígula
TORIN THATCHER – Senador Galio
DEAN JAGGER – Justus
RICHARD BOONE – Pôncio Pilatos.
BETTA St. JOHN – Miriam
JEFF MORROW – Paullus, o centurião
ERNEST THESIGER – Imperador Tibério
DAWN ADDAMS – Junia
LEON ASKIN – Abidou
MICHAEL ANSARA – Judas Iscariotes
FRANK DeCOVA – Escravo
JOHN DOUCETTE – Soldado da esquadra
SAM GILMAN – Capitão da esquadra
MAE MARSH – Mulher idosa de Jerusalém que ajuda Demetrius
JAY NOVELLO – Tiro
HAYDEN RORKE – Callus, licitante do leilão de escravos.
HARRY SHEARER – o pequeno Davi
PERCY HELTON – Caleb, o mercador de vinhos.
DONALD C. KLUTE – Jesus Cristo
SALLY CORNER – Cornelia, mãe de Marcellus
PAMELA ROBINSON – Irmã de Marcellus
ROSALIND IVAN – Julia, esposa de Tibério
E
CAMERON MITCHELL – A Voz de Jesus no Calvário.
Produção e Pesquisa
PAULO
TELLES
Matéria revista em 28/09/2018
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"THE ROBE" FOI MESMO O PRIMEIRO FILME RODADO EM CINEMASCOPE
ResponderExcluirNão caro "Rato"- O primeiro filme rodado em Cinemascope foi “Como Agarrar Um Milionário” - How To Marry A Millionaire”, mas THE ROBE foi o primeiro a ser lançado,
ExcluirMuita gente acha que foi o primeiro filme rodado no processo, no entanto, não foi.
COMO AGARRAR O MILIONÁRIO foi o PRIMEIRO FILME RODADO EM CINEMASCOPE, mas foi lançado depois de O MANTO SAGRADO, que foi o primeiro a ser lançado no processo.
ExcluirNota do Editor
Darryl F. Zanuck , um gênio, graças à ele até hoje podemos apreciar esta maravilha. Se já amo na TV, calcule em tela grande?
ResponderExcluirPena que Tyrone Power recusou o papel de Marcellus, seria mais um filme de Ty na minha coleção, rs Obrigada por nos trazer Paulo mais uma aula de cinema antigo. Adorei , Beijos.
Zanuck era mesmo um gênio, minha querida Sibely, Este filme na tela grande realmente criou um IMPACTO como o cinema nunca havia presenciado. Faz parte da História da Sétima Arte.
ExcluirO Motivo de Ty recusar o papel foi uma desavença com Zanuck, mas não sei de mais detalhes a respeito.
Beijos minha amiga.
NOBRE AMIGO - PARABENS PELO POST!
ResponderExcluirO TÍTULO CORRETO QUE FOI EXIBIDO NOS CINEMAS É - DEMETRIUS , O GLADIADOR...
O PRIMEIRO CINEMA A EXIBIR O MANTO SAGRADO, EM SÃO PAULO, FOI O CINE REPÚBLICA.
O PRIMEIRO FILME BRASILEIRO EM TELA LARGA, FOI MEUS AMORES NO RIO, FOI FILMADO EM ULTRASCOPE.
SÓ A FOX PODIA USAR O NOME CINEMASCOPE, POIS TINHA A PATENTE DO NOME...OUTROS ESTUDIOS ESTADUNIDENSE QUANDO USAVAM O CINEMASCOPE, TINHAM QUE PEDIR AUTORIZAÇÃO DA FOX. TAMBÉM TINHA SUPERSCOPE, NATURAMA; EM OUTROS PAISES OS FILMES EM TELA LARGA, TINHAM OUTROS NOMES...
OBRIGADO mais uma vez, Major Eddie!
ExcluirO Título que hoje percorre nos nossos DVDS é DEMÉTRIUS E OS GLADIADORES, muito embora este seja de fato o título original em inglês, mas quando foi lançado no Brasil, de fato era DEMÉTRIUS, O GLADIADOR (Título este que foi levado também em nossa TV em ocasião de sua primeira dublagem, da AIC. Quando este mesmo filme foi redublado pela Herbet Richers em fins da década de 1980, foi relançado como DEMÉTRIUS E OS GLADIADORES).
DEMÉTRIUS, O GLADIADOR, se não me engano é o título também levado em Portugal.
ExcluirImpressionante a riqueza de detalhes sobre esse filme antigo
ResponderExcluirParabéns e Sucesso nessa empreitada!
Obrigado pelas palavras.
ExcluirUma enorme coincidencia, pois vi antes de ontem a Demetrius, o Gladiador, que, inclusive, veio com o titulo de Demétrius e os Gladiadores. Errado, embora faça sentido no decorrer da fita.
ResponderExcluirMas o titulo que ele pegou no Brasil foi Demetrius, o Gladiador.
Filme que, aliás, bate feio em O Manto Sagrado.
Isto apesar do talento e qualidade do Koster para fazer filmes deste e de outro qualquer gênero. O homem era craque na criação de uma fita.
Mas, para seu azar, o Delmer Daves foi o selecionado para fazer Demetrius, para usar como desejasse aquelas mais de 200 pgs. que restaram da fita principal, o que ele fez com extrema maestria.
E o resultado está aí estampado nas telas; um filme com mais movimento, mais tramas, melhores interpretações (não vejo a qualidade do Koster em dirigir atores) e enfim, um filme mais agradável de ver, onde seu movimento é quase que sequencial.
A Paget está deslumbrnate, a Susan não fica atrás, em outro bom papel seu (lembram dela em David e Batsaba?). Aqui ela surra feio a Simmons. E está linda, não? Quanto talento tinham aquelas divas!
O Rennie sempre seguro, o Borgnine no seu lugar firme, inquebravel, perfeito.
Restou a falta de impeto e qualidade do Jay e do Mature. O ator de Sansão e Dalila até que não tem muito o que fazer, a não ser mostrar seus atributos fisicos, num filme muito bom e movimentado demais.
Ambas são lindas peliculas, mas que na TV, como citou nosso editor, perde mesmo sua forte qualidade, que foi o Cinemascope.
Se foram fontes de rendas para a Fox, isso eu desconhecia. Mas pode mesmo ter sido, já que, de fato, a TV chegara violenta.
Mas ainda assim os dois perdem feio para Ben Hur, Que Vadis e Spartacus. Até mesmo El Cid é muito mais filme, no meu ver.
Boa matéria caro amigo Talles. Uma matéria até não esperada, mas que cumpriu com perfeição seu direito de nos passar informações e nos premiar com estas lembranças.
Um abraço forte. E, como sugestão:
Vamos falar mais um pouco de faroeste? Dos Westerns que o Wise fez, o Hawks, o Daves.
Nos fale do Randy, do Murphy, do Jack Elan, que, depois de bem maduro nos mostrou que era um grande ator. Nos mostre novidades de grandes classicos em P&B e de tudo o mais das pradarias americanas?
Nós, seus seguidores, agradeceriamos tanto!
jurandir_lima@bol.com.br
Baiano, como disse acima, o título como foi dado aqui na época do lançamento de fato é DEMÉTRIUS, O GLADIADORK, mas o título correto mesmo é como a tv apresenta em suas exibições, bem como o título original, que segue literalmente DEMÉTRIUS E OS GLADIADORES.
ExcluirDe certa forma, Jurandir, DEMÉTRIUS E OS GLADIADORES supera o MANTO SAGRADO, pois este foca na religiosidade, enquanto que a sequencia foca mais na ação e na exuberante atividade física em seu estilo de aventura.
Quanto a Jean Simmons e Susan Hayward, duas excelentes atrizes de porte equiparado, não tem comparação amigo, e os papéis diferem. Victor Mature de fato se tornou um ícone do cinema épico graças as suas atuações nos filmes que tão bem mencionamos, mas quando surgiu um jovem chamado CHARLTO HESTON, com sua performance como Moisés em OS DEZ MANDAMENTOS, e posteriormente em BEN-HUR e EL-CID, ele se tornou ainda maior de Victor.
Sugestões aceitas e sujeitos a análise, amigo, rs. Randolph Scott já foi matéria em nosso espaço. Procure aqui amigo. Audie Murphy em estudo. O resto, só o tempo dirá.
abraços
Lancaster,
ResponderExcluirPerfeito, perfeito sua incursão na matéria do Talles.
Verdade que, conforme tenho aqui anotado em meus antigos cadernos, após o cinemascope surgiram outras companhias fazendo filmes em tela larga. Mas usavam outro nome para o método, exatamente como dizes.
Até mesmo o processo colorido, cada companhia tinha o seu nome da cor como;
Cor de Luxe - da Fox
ColumbiaColor - da Columbia
WarnerColor - da Warner Bros e o Trucolor, que não recordo se era da Republic Picture ou não, e outras mais.
Sobre os processos sinonimo de Cinemascope, utilizaram ainda;
Warnescope, Alied Vision,Totalscope, Metroscope,Amplavision, UltraPanavison, Transcope, Dialiscope, Cinepanscope, e mais uns 20 ou 25 que ainda tenho aqui anotados.
Eram todos mudando, ampliando suas telas e utilizando titulos para as cores de seus filmes a fim de não caírem, não perderem seu publico para a TV, como fez a Fox com seu CinemaScope.
Grande abraço
jurandir_lima@bol.com.br
Muitissimo bem lembrado, Lancaster. Ótima sua participação marrastando o foco para este prisma do cinema.
Inclusive Meus Amores no Rio, acho que com Marison, que foi um filme lindo, com a tela enorme e com uma fotografia deslumbrante.