segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Especial: ...E as Estrelas sobem!


Já faz uma semana que publicamos o último tópico, em homenagem a Eleanor Parker, aqui no espaço, que morreu na Segunda feira dia 9/12, quando soubemos que além dela, partiram na mesma semana, Rossana Podestá, Audrey Totter, Peter O’ Toole, e no domingo, a lenda Joan Fontaine. Fica impossível prestar um tributo individual, considerando que estas estrelas se foram num curto espaço de tempo, uma sequência atras outra. Os textos desta vez são tirados integralmente de sites de notícias, mas o FILMES ANTIGOS CLUB não poderia deixar de homenageá-los, já que é um blog exclusivamente dedicado a estes astros e estrelas do passado.

IN MEMORIAN


ROSSANA PODESTÀ (1934-2013)

Morreu aos 79 anos, a atriz italiana Rossana Podestà, na terça feira, dia 10. Rossana, famosa entre nos anos 1950 e 1970, ficou inicialmente conhecida como "rainha do Peplum", gênero de cinema popular na Itália por se inspirar na história e na mitologia (Por aqui, conhecido como “Espadas & Sandálias”).


A atriz também se destacou como  femme fatale no longa 7 Homens de ouro (1965) e apareceu em comédias eróticas. Muitos de seus filmes, inclusive 7 Homens de ouro, foram dirigidos pelo cineasta e produtor Marco Vicario, com quem foi casada entre 1953 e 1976. Eles tiveram dois filhos, Stefano Vicario e Francesco Vicario, ambos diretores.


Rossana, que também atuou em Ulisses (1955),  Helena de Tróia (1956) e A mansão do homem sem alma (1963), saiu de cena em 1985, passando a viver ao lado do alpinista e escritor Walter Bonatti. Ficaram juntos até a morte dele, em 2011.


Provavelmente, Helena de Tróia seja um de seus trabalhos mais famosos, e os produtores do filme cogitaram outras estrelas para interpretar o papel título, como Lana Turner, Elizabeth Taylor, Rhonda Fleming, Ava Gardner e Yvonne De Carlo.


O diretor Robert Wise, entretanto, arriscou-se ao escolher Rossana, que não era um rosto conhecido fora da Itália e não falava inglês. Wise, então, usou um treinador particular para ajudá-la a decorar as falas. Infelizmente, o filme não aplacou bem nas bilheterias



AUDREY TOTTER (1918-2013)

Morreu aos 95 anos a atriz Audrey Totter, mais conhecida pela participação em alguns clássicos do cinema noir, como O Destino Bate à Porta (1946), A Dama do Lago (1947), Sem Sombra de Suspeita (1947), Muro de Trevas (1947) e Punhos de Campeão (1949).

Segundo a filha da atriz, Mea, em  declarações ao Los Angeles Times, Totter sofreu um AVC e padecia de insuficiência cardíaca, vindo a falecer na quinta feira passada num hospital californiano.


Nascida em Joliet, no estado de Illinois, em 20 de dezembro de 1917, Totter começou sua carreira no rádio e se mudou para Los Angeles em 1944, quando assinou um contrato com a MGM. Sua carreira no cinema foi memorável e incluiu alguns dos maiores clássicos do gênero noir, nos quais geralmente interpretava a bad girl, tirando proveito de situações ruins.

Após diversas figurações, seu primeiro papel de coadjuvante aconteceu em O Destino Bate à Porta (1946), uma das mais famosas histórias criminais já escritas, adaptada do romance de James M. Cain e estrelada por Lana Turner e John Garfield. Totter era a loira que se intrometia no meio do casal assassino, virando brevemente a amante do personagem de Garfield.

É um dia quente e estes são bancos de couro”, ela diz, sobre o conversível em que Garfield vai entrar, antes de acrescentar mais um detalhe: “E minha saia é fina”. Não precisava dizer mais nada.


Hollywood se viu seduzida por sua sexualidade e ela virou protagonista logo em seguida, em outro clássico noir: A Dama do Lago (1947), baseada no livro de Raymond Chandler. Audrey encarnou a editora de revista que contrata o detetive particular Philip Marlowe (Robert Montgomery) para encontrar a esposa desaparecida de seu chefe. Só que, durante a investigação, Marlowe se descobre incriminado num assassinato.

Em Sem Sombra de Suspeita (1947), Audrey foi dirigida pelo mestre Michael Curtiz (“Casablanca”), como a sobrinha interesseira de uma celebridade do rádio (Claude Rains), que, mesmo sendo casada, não pensa duas vezes antes de se atirar nos braços do suposto viúvo (Ted North) de sua irmã (Joan Caulfield) – que, por sinal, não morreu realmente e nem sabe quem é o homem que diz ser seu marido. Por curiosidade, o filme só se tornou cultuado com a passagem do tempo, já que, na época, seu clima de mistério, com alguns homicídios pelo meio, foi muito comparado ao intocável Laura (1944).


Audrey mudou brevemente de lado em Muro de Trevas (1947), como a psiquiatra que ajuda a provar que Robert Taylor não matou sua esposa, e em Punhos de Campeão (1949), obra-prima de Robert Wise como a esposa que tenta fazer um boxeador (Robert Ryan) se aposentar, apenas para testemunhar as consequências de sua última vitória contra apostas de um gângster.

Após se aposentar com 70 anos de idade, ela ainda recebia convites para voltar ao cinema, graças à revalorização do cinema noir. Mas preferiu preservar a lembrança dos fãs como uma loira sexy, gélida e fatal. “Quem eu poderia interpretar?”, ela disse em 2000 numa entrevista ao jornal Toronto Star -  “Uma avó legal? Que tédio! Os críticos sempre disseram que eu interpretava melhor com uma arma na minha mão.”

Ao contrário de suas personagens, Audrey foi casada apenas uma vez, com o professor universitário Leo Fred em 1953, e eles só se separam quando ele morreu em 1995. O casal teve uma única filha.



PETER O’ TOOLE (1932-2013)

O ator irlandês Peter O'Toole morreu aos 81 anos, disse neste domingo, dia 15, seu agente. O motivo da morte não foi divulgado. Ele estrelou o filme Lawrence da Arábia em 1962 e foi indicado oito vezes ao Oscar durante a carreira.

O agente Steve Kenis disse que o ator morreu no sábado, dia 14, em um hospital de Londres. Ele estava doente há muito tempo, disse Kenis, sem especificar a causa-mortis.

O ator também atuou em O Último Imperador, de Bernardo Bertolucci, de 1987,  O leão no inverno, com Katharine Hepburn, de 1968, e diversos outros filmes em quase seis décadas de carreira no cinema.


Nascido em County Galway, a 2 de agosto de 1932, na Irlanda, e criado em Leeds, na Inglaterra, ele começou a carreira no teatro britânico e se consagrou em um da das suas primeiras atuações no cinema, Lawrence da Arábia. O trabalho de 1962, na pele de um militar inglês que lutou no Oriente Médio na Primeira Guerra Mundial, foi o mais marcante do ator e  ajudou a transformar o longa em um clássico do cinema.


Ele recebeu um Oscar honorário em 2003 - uma forma de a Academia de Hollywood compensá-lo por não ganhar nenhuma das outras indicações ao prêmio. Ele foi premiado quatro vezes no Globo de Ouro, uma no Emmy e uma no Bafta, entre outros reconhecimentos.


O filme mais recente pelo qual ele havia sido indicado ao Oscar foi  Venus, de 2006. No ano seguinte, ele fez a voz do personagem Anton Ego, no popular filme de animação Ratatouille. Além de Lawrence da Arábia, os outros filmes que renderam indicações ao Oscar foram Becket, o favorito do rei (1964), O leão no inverno (1968), Adeus, Mr. Chips (1969),  A classe governante (1972), O substituto (1980) e Um cara muito baratinado (1982), onde interpretava um astro de cinema aos moldes de Errol Flynn, e que enfrentava problemas com álcool. Na vida real, O’ Toole chegou a ter problemas com a bebida, e geralmente seu parceiro de copo era o ator galês Richard Burton, que morreu de cirrose hepática em 1984, com apenas 58 anos de idade. Com Burton, atuou em Becket.


Em um comunicado divulgado em julho de 2011, Peter O'Toole disse que iria se aposentar e não mais atuar em filmes e no teatro. "O coração disso [ser ator] saiu de mim", disse, acrescentando que "não iria voltar". Mas o The Guardian disse que ele planejava voltar a atuar em um filme chamado Katherine of Alexandria. O site IMDb diz que ele também estava no elenco de um filme programado para estrear em 2014, Mary..

Ele deixa duas filhas, Pat e Kate O'Toole, de seu casamento com a atriz Siân Phillips, e um filho com Karen Brown, Lorcan O'Toole.



JOAN FONTAINE (1917-2013)

A atriz britânica-americana Joan Fontaine, vencedora de um Oscar por seu papel em Suspeita, morreu neste domingo (15), aos 96 anos de idade, de causas naturais, informou seu assistente ao site da revista The Hollywood Reporter, segundo as agências de notícias Reuters, AP e EFE.



Fontaine, ícone do cinema hollywoodiano nos anos 1940, morreu em sua casa de Carmel, na Califórnia, Estados Unidos, confirmou sua assistente.

Ela foi indicada três vezes ao Oscar de melhor atriz e venceu uma vez, em 1942, com o filme Suspeita, do diretor Alfred Hitchcock, em que contracenou com Cary Grant. Ela foi a única atriz a vencer o prêmio da Academia por um filme do mestre do suspense.



Fontaine também atuou em Rebecca: A mulher inesquecível (1940), De amor também se morre (1943), Carta de uma desconhecida (1948), Alma sem Pudor (1950) e Ivanhoé, o vingador do Rei (1952). Com a carreira cinematográfica em declínio já no fim da década de 1950, Fontaine atuou na televisão e em musicais da Broadway, como O leão no inverno.

Participou em várias produções da Broadway, substituindo Deborah Kerr em Tea and Sympathy, em 1954, e Julie Harris em Forty Carats, no final dos anos 1960.



Joan casou-se e divorciou-se quatro vezes, e divorciou-se do último marido, Alfred Wright, em 1969. Do segundo marido, William Dozier, deixou uma filha, Deborah. Em 1952 adotou uma menina peruana, Martita, que fugiu de casa em 1963.



A assistente da atriz, Susan Pfeiffer, informou ao Hollywood Reporter que a estrela faleceu de causas naturais em sua casa de Carmel, no norte da Califórnia.



JOAN FONTAINE era irmã de OLIVIA DE HAVILAND (que esta com 97 anos). Das duas irmãs, Olivia (um ano mais velha) foi a primeira a se tornar atriz. Quando Joan tentou seguir a mesma profissão, sua mãe, que supostamente favoreceu Olivia, se recusou a deixá-la usar o nome da família. Assim Joan se viu obrigada a inventar um nome, tendo em primeiro Joan Burfield e, posteriormente, Joan Fontaine. Segundo o que conta o biógrafo Charles Higham em sua obra Sisters: The Story of Olivia De Haviland and Joan Fontaine, as irmãs sempre tiveram uma relação difícil, começando na infância, quando Olivia teria rasgado uma roupa de Joan, forçando-a a costurá-la novamente. A rivalidade e o ressentimento entre as irmãs também alegadamente resulta da percepção de Joan em relação ao fato de Olivia ser a filha favorita de sua mãe.



Em 1942 as duas irmãs foram nomeadas para o Oscar de melhor atriz. Fontaine foi indicada pela atuação no filme Suspeita ("Suspicion", 1941), de Alfred Hitchcock, e De Havilland foi indicada pela atuação em A porta de ouro ("Hold Back the Dawn", 1941). Fontaine foi quem acabou levando a estatueta. O biógrafo Charles Higham descreveu os eventos da cerimônia de premiação, afirmando que, como Joan avançou empolgada para receber seu prêmio, ela claramente rejeitou as tentativas de Olivia cumprimentá-la, e que Olivia acabou se ofendendo com essa atitude. Higham também afirmou que, depois, Joan sentiu-se culpada pelo que ocorreu na cerimônia de entrega do prêmio.



Anos mais tarde, seria a vez de Olivia de Havilland ganhar o prêmio, em 1947, pela atuação no filme Só resta uma lágrima ("To Each His Own", 1946). Segundo o biógrafo, na cerimônia de premiação Joan fez um comentário sobre o então marido de Olivia, que ficou ofendida e não quis receber os cumprimentos de sua irmã por este motivo.



A relação entre as irmãs continuou a deteriorar-se após os dois incidentes. Em 1975, aconteceria algo que faria com que elas deixassem de se falar definitivamente: segundo Joan, Olivia não a convidou para um serviço memorial em homenagem a sua mãe, que havia morrido recentemente. Mais tarde, Olivia afirmou que tentou comunicar a Joan, mas ela se encontrava muito ocupada para atendê-la.



Charles Higham também diz que Joan tinha um relacionamento distante com suas próprias filhas, talvez porque tenha descoberto que elas estavam mantendo um relacionamento secreto com a tia Olivia.

A irmãs se recusavam, até recentemente,  a comentar publicamente sobre a sua rivalidade e relacionamento familiar, apesar de Fontaine ter comentado em uma entrevista que muitos boatos a respeito das irmãs surgiram dos "cães de publicidade" do estúdio.

FONTE: http://g1.globo.com/E WILKIPEDIA


COMENTÁRIOS DO EDITOR

Este mês foi que INACREDITÁVEL para os fãs da antiga Sétima Arte, dos saudosos clássicos do cinema, e dos antigos astros e estrelas do passado. Sempre pensamos que, mesmo envelhecidos, vivendo suas vidas, sejam dentro ou fora da mídia, que os artistas que tanto amamos são imortais. Contudo, a IMORTALIDADE ela vem quando o artista deixa seu legado, valoroso cumprimento do dever cumprido perante seus admiradores. Choramos a passagem de Eleanor Parker, Joan Fontaine, Peter O’ Toole, Rossana Podestá, e Audrey Totter, mas nenhum deles morrerá enquanto houver um só apreciador destes ícones das telas, independendo da idade que tenhamos, seja daqui a 10 ou 100 anos. Eles viverão eternamente nos nossos corações, já que tanto amamos o cinema antigo. AS ESTRELAS SOBEM.

Paulo Néry Telles Pereira - Editor

3 comentários:

  1. É uma semana triste, infelizmente a cada ano diminui ainda mais o números de atores e atrizes que trabalharam na era de ouro do cinema.

    Na semana passado escrevi por acaso sobre "Ulysses", sem saber da morte de Rossana Podesta.

    Hoje eu comento sobre "Lawrence da Arábia", o grande papel da carreira de Peter O'Toole.

    Abraço

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  2. 2013 foi o ano de falecimento das grandes estrelas da antiga sétima arte (sem esquecer do Giuliano Gemma....)enfim, é um pesar atrás do outro. O´Toole e Fontaine seguidamente, ah, foi inacreditável. Mas eles continuaram a serem lendas e graças a Deus que o cinema é um registro fantástico. Eles ficam imortais. Também, muitos deles viveram longos anos de vida, queira eu chegar aos 90...quase 100.

    Parabéns pela elucidação do post, mais uma vez dedicado, Paulo.

    Abraço.

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  3. Momentos e dias de grande comoção.
    Como falei anteriormente em outro comentário a respeito dos nossos ídolos que estão nos deixando, novamente volto ao blog para citar algumas palavras sobre o mesmo tema.

    E repito: o céu está desestrelando.
    O que foi bom, lindo e delirante em outras épocas, está deixando o nosso mundo para um descanso eterno.

    E que podemos fazer?
    Novamente se lamentar, mesmo que com perdas de astros ou estrelas que não foram muito vistos por mim, mas que conhecia suas existencias.

    Porém, outros olhos se iluminaram com suas belezas, seus encantos e suas interpretações.

    Acabei de ver na TV Ulisses, com a lindissima Podestá. Havia visto com ela, anteriormente, Helena de Troia, filmes que cabiam perfeitamente no seu perfil.

    Com a Fontaine, fisionomia tão linda e de semelhança brutal com a irmã Olivia, vi apenas Ivanhoé.

    A Audrei Totter me deixou apenas ver sua imagem em Punhos de Campeão, ao lado do magistral Ryan.

    E o Peter O"Toole, que nunca me deu grandes agrados, vi somente a bela obra de Lean, Lawrence da Arábia.

    Todos estes já não mais estão entre os viventes, mas suas obras seguem intactas e dispostas a nos mostrar porque sentimos tanto suas idas deste mundo.

    jurandir_lima@bol.com.br

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