segunda-feira, 13 de maio de 2013

Gary Cooper: Sua conversão ao Catolicismo e a luta contra o Câncer.


Exatamente hoje, dia 13 de maio, é o aniversário de  falecimento de um dos Reis de Hollywood, o incomparável Gary Cooper (1901-1961). Sua carreira na meca cinematográfica se estendeu por 35 anos, despontando numa fascinante lista de clássicos, como Matar ou Morrer (Fred Zinnemman, 1952), Por quem os Sinos Dobram (Sam Wood, 1947), Beau Geste (William Wellman,1938), Sargento York (Howard “Falcão” Hawks, 1941), O Galante Mr Deeds (Frank Capra, 1936), entre outros, diversificando sua parceria com os mais notáveis cineastas de seu tempo.



Cooper também teve numerosos casos dentro e fora das telas, sendo que o mais famoso foi com a atriz  Patricia Neal (1926-2010), 25 anos mais nova do que ele. Cooper era casado e tinha uma filha, mas chegou a sair de sua casa para viver com Patricia, mesmo enfrentando as barreiras morais de seu tempo e arriscando sua bela estampa de um herói íntegro com destacada honestidade. Afinal, Cooper jamais interpretou um vilão em sua carreira e era contra seus princípios. Ganhador de dois Oscars da Academia, foi o ator mais bem pago de Hollywood, chegando inclusive a ganhar até mais que o próprio presidente dos Estados Unidos, Franklin D. Roosevelt.



Contudo, com o avançar dos anos, e com os primeiros problemas de saúde com o peso da idade chegando, o veterano ator passou a ter reflexões em sua vida. Não se sabe exatamente como se deu o passo definitivo para Gary entrar para a Igreja Católica, muito embora sua esposa, Veronica Balfe (1913-2000) fosse católica extremosa, o fato que Cooper dispensou Patricia Neal para voltar para mulher e a filha, Maria. Fazia anos que Cooper era amigo de Bing Crosby e Irene Dunne, que eram católicos e membros do movimento intitulado The Christophers, cuja finalidade era introduzir o catolicismo no ambiente de Hollywood. Afinal, não devemos esquecer que os EUA tem como religião predominante o protestantismo.


A conversão de Cooper ao catolicismo abriu uma grande onda de comentários dentro da capital do cinema, muito embora Cooper antes de abraçar a religião já demostrava interesse em assuntos religiosos, e o apoio e a vida exemplar de sua esposa o ajudaram a tomar o passo decisivo e entrar na Igreja Católica. No ano de 1953 foi recebido em audiência, por Pio XII, e pouco depois, no ano de sua conversão, foi de novo recebido em audiência pelo Papa, juntamente com sua esposa e filha. Ele mesmo admitiu que antes de tomar a decisão tinha refletido longamente.



Gary Cooper não era grande somente como cowboy e como ator querido e amado pelo público em Hollywood, mas pelas plateias dos quatro cantos do Universo, e mostrou-se grande pela maneira especial como enfrentou o câncer que o acometera. Quando o médico lhe fez os testes, Gary Cooper lhe disse: “Doutor, não fique escondendo; eu sou homem suficientemente vivido para ter a coragem de enfrentar os problemas da vida. Minha esperança não repousa neste mundo; eu tenho uma fé que me dá claras convicções acerca da vida futura, futuro que não pertence a esta vida”.


Durante sua convalescença, ele recebeu diversas vezes os sacramentos conforme os ritos litúrgicos. Nos últimos dias de sua vida, quando recebeu seu terceiro Oscar, um Oscar especial, ele acompanhou a cerimônia pela TV, em sua casa, e viu James Stewart homenageá-lo, muito comovidamente. Cooper disse: “Eu tive muitas satisfações em minha vida; agora só uma coisa almejo: ‘ter uma boa morte’”. Depois virou para sua mulher e lhe disse: “Gostaria de morrer uma morte boa, seja como homem, seja como cristão”.


FUNERAL DE GARY COOPER. NA FOTO, A VIÚVA, VERONICA BALFE, E A FILHA DO ATOR, MARIA.
Três dias antes de morrer, pediu e recebeu a Extrema Unção (hoje, Unção dos Enfermos). Quando viu o Padre Sullivan perto de sua cama, apesar do atroz sofrimento que tinha, abriu seus lábios num sorriso tímido: quando era feliz por ter um sacerdote para assisti-lo. Um pouco antes de morrer, completamente conformado, disse: “Seja feita a vontade de Deus”. Nos momentos finais, com as poucas forças que sobraram, mexeu com seus lábios e rezou: “Senhor ajuda-me a morrer sem medo”.


Cary Cooper havia completado 60 anos de idade apenas 6 dias antes, e entregou sua alma, deixando multidões de admiradores pelo mundo, que choraram com sua passagem. No cemitério de Holy Cross,  uma quantidade de fãs, fora autoridades e colegas de Hollywood, foram prestar suas últimas homenagens não somente ao verdadeiro campeão e galã que sobrepujava o mal nas telas e seduzia as mulheres, mas ao se despedir também do homem, que tal qual grande parte de seus personagens, enfrentou tudo com igual coragem e integridade.



Em 1974, o corpo de Cooper foi trasladado do cemitério de Holy Cross, California, para o cemitério Sacred Hearts of Jesus & Mary R.C. Cemetery, em Southampton, Long Island (Cemitério do Sagrado Coração de Jesus e Maria).

Paulo Telles.


Baseado em trecho do do livro “Itinerário a Deus do homem moderno” de Don Giovanni Barra (Edições Paulinas) p. 206. Lehen is-Sewwa, 19 de outubro de 2002, Malta.


35 comentários:

  1. Gary Cooper sem dúvidas é um dos maiores nomes da história de Hollywood. Nunca tinha me atentado que o ator nunca interpretou um vilão....

    Em O GALANTE MR. DEEDS, SARGENTO YORK, BOLA DE FOGO e MATAR OU MORRER, Cooper, na minha opinião, tem os melhores desempenhos de sua carreira!

    Bela Homenagem Paulo!
    Abraços!

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    1. Saudações Jefferson, tudo jóia?

      Sem dúvidas ele nunca fez um vilão mesmo, mas exercitou um papel de anti-herói num western marcante de Delmer Daves, A ÁRVORE DOS ENFORCADOS - em que ele interpreta um médico que havia matado seu próprio irmão e a esposa que o havia traído chegando a um vilarejo de mineiros com uma reputação duvidosa. Mas os desempenhos memoráveis em sua carreira estão listados em sua menção, Jefferson!

      Abraços nobres!

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  2. Gostei muito da interpretacão dele em "Friendly Persuasion" (Sublime Tentacão), como um pai quacre.

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    1. Olá Paulo Franke, seja bem vindo ao espaço. Já estive em seu blog alguns anos atras comentando sobre o filme BEN-HUR e sobre o ator Jeffrey Hunter, que dedica um tópico em meu espaço.

      Vou lhe contar ligeiramente sobre a escolha de Cooper no papel do Quaker nesta obra prima dirigida por William Wyler - o próprio quis resgatar a aura pura, simples, meio tímida e meio pueril do outrora Cooper nos clássicos de Frank Capra, bem ao estilo Joe Doe ou Mr Deeds.

      O Herói durão dos westerns deu lugar ao herói pacifista e simplório que esta disposto a amar ao próximo e a perdoar mesmo em tempos de guerra.

      Obrigado Franke pela participação, o espaço esta a sua disposição.

      O editor.

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  3. Olá Paulo Telles:
    Que linda homenagem ao nosso querido e inesquecível Gary Cooper! Eu amava ver os filmes em que ele contracenava. Chic, sofisticado, sexy, enigmático.., ele tinha de tudo um pouco e era um ator grandioso! Era muito prazeroso vê-lo nas telas, com suas interpretações memoráveis e únicas! > "Por Quem os Sinos Dobram"..., que filme estupendo; dentre outros, obviamente. Gary é "único" e estará em nossas memórias para todo o sempre, com certeza!
    Obrigada por postar essa resenha! Um gesto de carinho, que somente os amantes da Sétima Arte sentem na pele!
    Grande abraço!

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    1. Saudações Maria de Lourdes.

      Em realidade, Gary Cooper estava longe de ser um grande ator pela crítica, mas esta o respeitava porque ele tinha, realmente, uma presença enigmática e sofisticada. Exercia admiração tanto por parte do público feminino quanto pelos homens, que chegavam a declarar que queriam ser como ele. Gary Cooper era o herói ideal de uma Hollywood que não mais existe, mas que apreciamos de montão, não é mesmo, Maria?

      Gary era(digo, é)único e insubstituível!

      Eu que agradeço a sua nobre participação Maria! Grande abraço do editor.

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  4. Olá Meninos :
    Decerta forma foi vilão no filme " Cinzas ao Vento__Bright leaf – 1950" em que contracena com Patricia Neal e Lauren Bacall. Gary neste filme se mostra agressivo, violento, antipático e por vezes destoa de todos os seus outros personagens. Eu tenho este filme e gosto porque mostra Gary atuando de uma forma que nunca tinha visto.

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    1. Olá Siby!

      Vc já toca numa fita dirigida por Michael Curtiz (Casablanca) onde, realmente, Cooper interpreta um homem ambicioso, aventureiro mas agressivo realmente, mas não seria um vilão.

      Que me perdoe o amigo Edivaldo Martins pela menção que farei agora, mas creio que ele concordaria comigo que aqui Gary se trataria de um ANTI-HERÓI, pois mesmo com estas qualificações negativas quanto ao seu personagem, ele é o ponto central da trama, só não pratica o heroísmo. Mas certamente é um Gary a diferenciar de outros grandes papéis.

      Paulo Telles.

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    2. PAULO E SIBELY, QUANTO A SER VILÃO OU NÃO, HÁ SEMPRE CONTROVÉRSIAS A RESPEITO, POR ISSO MESMO CRIARAM A FIGURA DO ANTI-HERÓI QUE SE ASSEMELHA, DEPENDENDO DO PRISMA QUE SE VÊ, AO HERÓI, OU DA FIGURA DO VILÃO. UM EXEMPLO É AQUELE QUE NA TRAMA ERA UM NOTÓRIO PISTOLEIRO PROCURA SE REDIMIR DO SEU PASSADO, TENDO ATITUDES DE HERÓI, DAÍ SURGINDO A FIGURA DO ANTI-HERÓI, COMO É O CASO DE OS BRUTOS TAMBÉM AMAM E O HOMEM DO OESTE, ETC., ETC. ETC.ENTRETANTO NÃO DEVEMOS CONFUNDIR COM O CHAMADO "MOCINHO" DA CRIANÇADA DAS MATINÊS.TOM MIX,ROY ROGERS, NA SEGUNDA FASE,CHARLES STARRETT, HOPALONG CASSIDY,ALLAN "ROCKY"LANE, GENE AUTRY, ETC.
      DENTRO DO TEMA RETROCITADO DEVO DIZER QUE NO EXCELENTE WESTERN VERA CRUZ DEVO DIZER QUE GARY COOPER, A MEU VER, ESTÁ MAIS PRÓXIMO DO VILÃO DO QUE DO HERÓI, SENÃO VEJAMOS: ELE E BURT LANCASTER, SÃO DOIS AVENTUREIROS QUE PARTEM PARA O MEXICO EM BUSCA DE DINHERO, EM SUMA, SÃO DOIS MERCENÁRIOS, ATUANDO EM PRÓ DE QUEM PAGAR MAIS. AMBOS APESAR DE PERSONALIDADES DIAMETRALMENTE OPOSTAS SE TORNAM AMIGOS E LUTAM DO MESMO LADO. PORÉM AO FINAL, GARY COOPER DÁ UMA DE “BONZINHO”, TRAINDO AO AMIGO, NÃO MANTENDO A PALAVRA EMPENHADA, MATANDO-O, DEIXANDO O OURO PARA OS MEXICANOS. COMO VEMOS DEPENDENDO DO LADO DA MOÉDA ELE É ANTI-HERÓI OU VILÃO.
      SALIENTANDO, AINDA, QUE BURT LANCASTER NESTE WESTERN É UM ESPETACULAR,É UM SARCÁSTICO VILÃO, MAS COM RELAÇÃO AO AMIGO, ALIÁS O ÚNICO QUE ELE TEM, MANTEM A PALAVRA ATÉ O FIM, MAS DESELUDIDO COM A ESCOLHA DO AMIGO, O QUAL PASSOU A ADMIRAR, SE DEIXA MATAR AO FINAL DESTE EXCELENTE WESTERN, QUE ESTÁ ALÉM DO SEU TEMPO...

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    3. Major Lancaster, Edivaldo!

      Foi a mais bela recitação que encontrei sobre a obra de Aldrich, cuja personalidade dos personagens centrais eu já havia notado há algum tempo, tanto que já me serviu de análise, já que ambos, Benjamim Trane (Gary Cooper) e Joe Erin (Lancaster) tem origens bem diferentes: Trane era um homem refinado do sul, educado e culto, mas que com o fim da Guerra Civil e a derrota do Sul, ele não encontrou outra maneira de sobreviver a não ser se tornar um soldado da fortuna, algo muito natural naqueles tempos pós- Secessão. Erin (Lancaster) já era de criação mais violenta, criado a revelia da brutalidade, matou o próprio pai que o agredia, um individuo que não fazia questão de ter amigos cuja exceção só fez com Trane, talvez porque este o desafiou e chegou a tomar o próprio cavalo dele quando Erin lhe vendeu um cavalo roubado das tropas mexicanas, logo no início do filme.

      Historicamente, Maximiliano era mesmo um ditador e Trane, embora também tivesse seus problemas de caráter, parecia ter algum escrúpulo, pois antes, estava realmente descrito que ele queria dar o bote em Joe e ficar com o ouro. Lembram de uma cena do filme em que a Sarita Montiel rouba um vestido lindo da Condessa interpretada por Denise Darcel, e o Trane a pega no flagra? – Gary se dirige a Sarita e pergunta a ela se ela não queria ter tantos vestidos como aquele, já na possibilidade de conseguir o ouro só, ou ao menos, uma parte, já que a ideia inicial seria poder dividir com Joe Erin, mas logo viu que não podia confiar no amigo simpático, mesmo gostando dele.

      Aí que vem a graça da coisa.......


      Quando Ben Trane acompanha a garra dos mexicanos para derrubar o governo de Maximiliano, ELE TEM PROFUNDA ADMIRAÇÃO POR ELES. Lembram o que ele fala para Erin: “Se os mexicanos vencerem, eles terão merecido aquele ouro, eles tem muita fibra”- E JOE ERIN LOGO DISCORDA: “Isso não, eu não daria sequer uma gota do meu suor por eles”. Logo, ao fim da fita, Erin, agindo sempre sujo com todos com que o ajudaram, esta a poder pegar todo o ouro e se mandar, desprezando ao fim a condessa Darcell com quem mantinha um rápido romance e que prometera a ela fugir com ele. Chegando Ben trane, para impedir que Erin fuja, ele deixa bem claro que o ouro é dos ruralistas por lei, que nem ele e nem Joe ficariam com ele. Não restou outra solução a não ser o duelo final, do qual Trane sai vencedor. Na minha concepção, ele se transforma no HERÓI, pois viu a tempo que estava a cometer uma grande injustiça com aquele povo e até se comove ao ver Erin estirado ao chão, que morre; em seguida Trane joga o revólver fora com tamanha raiva, desprezando a si mesmo por ter tirado a vida do amigo.

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    4. COMO EU DISSE DEPENDENDO PRISMA QUE SE VÊ!
      SE VERMOS PELO LADO QUE DESCORREU A RESPEITO, ELE É UM ANTI-HERÓI, POIS NÃO TEM TODAS AS QUALIDADES DO HERÓI. PORÉM SE VERMOS PELO LADO DA AMIZADE, DA PALAVRA EMPENHADA, ELE É UM VILÃO...POR CAUSA DO SEU CINISMO, AMORALIDADE E UMA TRAMA COM DUPLA E TRIPLA TRAIÇÃO, VERA CRUZ REVOLUCIOU O GÊNERO, INFLUENCIANDO, DEZ ANOS DEPOIS, O CHAMADO SPAGHETTI WESTERN...
      É uma pena, que Aldrich resolveu seguir os padrões morais e as regras básicas dos westerns, posto que ao final do filme Ben Trane, o personagem vivido por Gary Cooper, repentinamente, após trair o seu pardner, torna-se humanista, passando a se preocupar com os rebeldes mexicanos, abrindo mão do cobiçado ouro. Pensamos, é claro, que Aldrich não deveria seguir os padrões morais dos westerns e colocasse outro final: ambos ficariam com o ouro, e dividiriam; ou, no duelo final, que seria, em tese, mais empolgante, Joe mata Ben e parte com o ouro. Em tese mais empolgante, porque Joe Erin é um cínico assassino, mas é autêntico, enquanto que o honrado e inteligente Ben Trane é falso e hipócrita, posto que não cumpre o acordo que tinha feito com Joe. ...E depois todos torcem para que Joe Erin vença o duelo final. Desta forma Aldrich não teria seguido os padrões e as regras básicas dos westerns, onde o bem sempre vence ao mal...
      O final deste excelente western é memorável e inesquecível, como podemos anotar a única pessoa que Joe Erin respeita e admira é Ben Trane, por isso mesmo, no confronto final Joe num ato de grandeza, e ao mesmo tempo decepcionado com o posicionamento de Ben, se deixa matar. Joe saca mais rápido do que Ben e propositadamente erra o tiro e mesmo ferido, ainda de pé, poderia ter atirado em Ben, mas não o faz, preferindo rodar o seu revolver e o colocando no coldre, para depois, sim, cair morto.
      Concernente a admiração e o respeito que Joe nutre por Ben e se deixar matar no final, é que Joe vê na pessoa de Ben a figura paterna, daí a relação de alguma psicologia freudiana aludida por alguns – a figura do pai de ser morto pelo filho...

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  5. Está aqui a única postagem que me emocionou ao ponto de eu ter de me afastar do computador para me recompor.

    Lamento demasiadamente esta ser uma postagem diminuta, muito copacta e falando muito pouco de meu astro numero UM.

    Fico então sabendo que nosso astro foi heroi em todos os momentos de sua vida, inclusive nos seus derradeiros dias de vida e, principalmente, no instante em que Jesus o arrastou para seu Reino.

    Choro por sua força, por sua vivencia, pela dor de recordar exatamente o dia em que partiu, hoje sabendo que passou por todas estas dores e não se deixou envolver pelo desespero.

    E eu, com meus doze anos de idade, chorei sua morte como se chora a partida de um ente familiar.

    Recordo exatamente o momento desta ciencia, do seu desenlace, pois brincava com meus irmãos e a noticia veio, não recordo como. Era maio de 1961. Jamais esqueço aquele dia tão dolorido e cruel!

    Sua partida me bombardeou de tal forma, como nunca imaginei que tamanho pesar viria a ocorrer com uma pessoa como eu pela partida de um desdonhecido.

    Eu tinha terminado de ver Os Inconquistáveis/47, saindo do cinema maravilhado com tanta beleza, com tanto heroismo e decedindo ali que aquele seria meu mais querido ídolo.

    E poucos dias depois ele nos abandonou.

    Foi forte, mas agora está sendo mais forte ainda, porque passo a conhecer detalhes de tudo, principalmente da força que teve ao enfrentar o ultimo momento de sua vida.

    E deste dia em diante jamais passou um filme com Gary Cooper que eu não assistisse.
    Tenho sua filmogafia relacionada por ordem crescente e sei quase que tudo que ocorreu em sua vida.

    Conheço também seu belo filme Vontade Indomita/49, onde seu par é a mulher de sua vida, a Neal, com meu heroi no auge de seus 48/49 anos e dono de uma maturidade explendida.

    Que esta criatura descanse na Paz de Jesus.

    Jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Saudações Nobre Baiano!

      Falar de Gary Cooper é maravilhoso, ainda mais partindo de alguém que vivenciou uma parcela de seu tempo, um menino, feito vc!

      Bem aventurado vc é por ter ainda o pego vivo e em atividade, enquanto eu não era nascido, e só viria ao mundo 9 anos depois de sua passagem. Eu vi o 1º filme com Gary lá pelos meus 10 ou 11 anos de idade e lembro que ainda foi VERA CRUZ, com o sensacional Burt Lancaster, e, ainda, com a recém falecida Sarita Montiel. Logo, me impressionou a figura enigmaticamente segura, mas, ao mesmo tempo serena, ora de poucas falas, e nos últimos filmes como se mostra, bem paternal também.

      Fico imaginando a sensação de perda e os comentários de muitos sobre a morte deste ídolo tanto pelos EUA quanto aqui no Brasil, onde durante pesquisas minhas, lá na Biblioteca Nacional, em 1989 mais ou menos, no setor de microfilmagem, filei matérias antigas do saudoso jornal O CORREIO DA MANHÃ, datado de 14 de maio de 1961, onde dedicou uma página inteira falando da morte de Gary. Lembro que todo o artigo (pena que na ocasião não tive dinheiro para copiar esta microfilmagem) não deu ênfase para sensacionalismos, e não mencionava Patricia Neal e nem a separação de Gary e de sua esposa por conta disso e de outras coisas que pudessem ter sido. Simplesmente falava que Gary foi um marido exemplar, que embora tivesse cativado inúmeras mulheres nas telas, era de Veronica que ele amava. Mas só mais tarde é que veio a tona toda a verdade.

      De resto, sua filmografia pela primeira vez apresentada ao público, e de seus filmes, cada um legado com sua presença cativante.

      GARY COOPER é, até hoje, mesmo para os mais jovens (e estes quando são INTELIGENTES, e sabem apreciar a ARTE, vou logo falando) um ícone interessante, pois em qualquer época sua galanteria e sua beleza estão em evidência, e nunca caem de moda. Nas comunidades de cinema no facebook, Gary é admirado pelas meninas (como a Sibely!) como um dos mais belos homens do cinema, mas sua beleza não era apenas exterior, correto, nobre baiano???

      Quando existem fãs após sua geração e que continuam a se perpetuar, esteja certo que o mito esta mais vivo do que nunca, e jamais morrerá!

      Paulo Telles!

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  6. ...PARA VARIAR VOU APENAS ACRESCENTAR ALGUNS FATOS E CURIOSIDADES PARA ILUSTRAR O EXCELENTE TRIBUTO AO GRANDE GARY COOPER...E LHE DAR MEUS PARÁBENS...
    GARY COOPER COMEÇOU SUA CARREIRA, AINDA NO CINEMA SILENCIOSO, PARTICIPANDO COMO EXTRA DE VÁRIOS FILMES MORMENTE NOS WESTERNS, FAZENDO PAPEL ATÉ DE INDIO POR SER UM GRANDE CAVALEIRO...
    GARY PROJETAVA NA TELA E INCORPORAVA A FIGURA DO AMERICANO IDEAL: UM CAVALHEIRO, ALTO, BONITO, DE FALA MANSA, COM INABALÁVEL INTEGRIDADE, VENCENDO AS ADVERSIDADES A DESPEITO DAS POSSIBILIDADES CONTRÁRIA OU SITUAÇÃO CRITICA. POR ISSO MUITOS O CONSIDERAVAM O MAIOR DOS ATORES E OUTROS, ENTRETANTO, SE REFERIAM A ELE APENAS COMO UM ASTRO DE PERSONALIDADE MARCANTE, NADA MAIS, ESPECIALMENTE DURANTE O PERIODO DE SUA MAIOR ATIVIDADE, DE 1935 A 1945.
    NO CINECLUBE DOS AMIGOS DO WESTERN-CAW, GARY TEM MUITOS ADEPTOS E OS MAIS ENTENDIDOS GOSTAM DELE POR SER UM ATOR CUJA PERFORMANCE É MINIMALISTA, OU SEJA, UMA ATUAÇÃO MAIS CONTIDA E PARADA. COMO CINEMA, É ANTES DE TUDO MOVIMENTO, PREFIRO OS ATORES QUE TEM ATUAÇÃO DINÂMICA, POR EXEMPLO, O GRANDE BURT LANCASTER QUE DÁ DINAMISMO NAS CENAS DE AÇÃO. ISTO NÃO QUER DIZER QUE NÃO GOSTO DO GARY COOPER, MUITO PELO CONTRÁRIO...

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    1. Major concordo com vc!

      Gosto muito de Gary Cooper, mas o tipo de atuação dele realmente é minimalista, o que não quer dizer que não fosse um bom ator, mas ele tinha um único estilo (tal qual John Wayne), o padrão de herói americano por excelência, ideal este que ele representava como ninguém nas telas. Contudo, um ator deve fazer de tudo (ou quase), seja na ação e na interpretação em si, afinal em sua grande parte, vimos Burt Lancaster, Lee Marvin, Robert Ryan, Charlton Heston, Kirk Douglas, entre tantos, atuarem de forma ativa em todas as fitas que cada um participou. Se notar, cada um deles personificou heróis e vilões!

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  7. ALGUMAS CURIOSIDADES – GARY COOPER FOI UM DOS FUNDADORES DA EXTREMA DIREITA MOTION PICTURE ALLIANCE PARA PRESERVAÇÃO DOS IDEAIS AMERICANOS, QUE TEVE GRANDE PARTICIPAÇÃO NA CAÇA ÀS BRUXAS DO COMUNISMO. TESTEMUNHANDO PERANTE A ESTE COMITÊ DE ATIVIDADES ANTI-AMERICANAS CARACTERIZADO COMO TESTEMUNHA AMIGÁVEL DECLAROU NÃO CONHECER NENHUMA INFLUÊNCIA COMUNISTA EM HOLLYWOO...
    NESTE ASPECTO DEMONTRANDO SENSO DE HUMOR PEDIU PARA JOHN WAYNE UM EXTREMA-DIREITA RADICAL RECEBER O OSCAR POR MATAR OU MORRER, UM WESTERN CRITICADO POR WAYNE, COMO ANTI-AMERICANO...COMO ERA AMIGO DE COOPER JOHN WAYNE RECEBEU O OSCAR PARA GARY COOPER. MAS JOHN WAYNE NÃO DEIXOU BARATO, E EM RESPOSTA A MATAR OU MORRER, ESTRELOU OUTRO GRANDE WESTERN ONDE COMEÇA O INFERNO, ONDE O SHERIFF INTERPRETADO POR ELE É DESTEMIDO E NÃO PRECISA IMPLORAR AJUDA PARA ENFRENTAR OS BANDIDOS...NUMA CENA QUANDO WARD BOND OFERECE AJUDA, O SHERIFF CHANCE EM RESPOSTA LHE DIZ “ PREFIRO PROFISSIONAIS IMPERFEITOS A AMADORES BEM INTENCIONADOS”. MAIS TARDE GARY COOPER AFIRMOU QUE ONDE COMEÇA O INFERNO É TÃO FALSO QUE NINGUÉM ACREDITA NELE...
    RECUSOU OS SEGUINTES PAPEIS:A GRANDE JORNADA;NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS E RIO VERMELHO.
    ANTES DE FALECER TINHA ACEITADO OS SEGUINTES FILMES – PEREGRINO DA ESPERANÇA E PISTOLEIROS DO ENTARDECER.
    FINALIZANDO, APESAR DE SUA INEBALÁVEL POSTURA NA TELA, GARY TEVE CASOS AMOROSOS COM VÁRIAS ATRIZES , ENTRE ELAS MARLENE DIETRICH, QUE DISSE O SEGUINTE A RESPEITO DO GARY COOPER – “GARY NÃO ERA INTELIGENTE E NEM CULTO, ASSIM COMO OUTROS ATORES. FOI ESCOLHIDO POR SEU FÍSICO, QUE, AFINAL, ERA MAIS IMPORTANTE QUE UM CÉREBRO ATIVO”...

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    1. A linha tênue que separava Cooper de Wayne era definitivamente suas ideologias políticas, muito embora fossem republicanos, no entanto Cooper era mais moderado, e Wayne, radical.

      Cooper foi um cavaleiro e NOBRE (rsrs) perante a comissão de Atividades Anti-Americanas, e tal depoimento foi filmado, onde vemos Gary declarar que não existia nenhum movimento comunista em Hollywood e quando foi perguntado se conhecia algum comunista, ele alegou que não – não entregou ninguém e manteve uma dignidade ímpar até o fim.

      Wayne e Cooper foram amigos, e sabemos que lidar com o Duke não era fácil. Mas Wayne não se importou em receber para o amigo o Oscar ganho por MATAR OU MORRER, já que Gary filmava SANGUE NA TERRA no México. MATAR OU MORRER uma das primeiras escolhas foi justamente Wayne para o papel de Will Kane, mas tão logo leu o script não gostou e recusou, pois não era de sua índole um homem pedir por socorro.

      O xerife interpretado pelo Duke ONDE COMEÇA O INFERNO parece “super” que até chego mesmo a concordar com Cooper, “não parece existir”, e olha que ele ainda tem a ajuda de um bêbado (interpretado por Dean Martin) e um velho cocho (o brilhante Walter Brennan), mas nem se compara a situação de MATAR OU MORRER, tanto que este clássico figura nos meus dez westerns favoritos, major! A fita de Zinnemann tem lances muito reais que qualquer ser humano se identifica: o medo, a relação com quem é nosso verdadeiro amigo, o dilema da nossa consciência – enfim, vemos isto em High Noon. Independendo de qualquer lado político, creio que MATAR OU MORRER não é somente um filme com alegoria política, mas também um reflexo de como é a nossa verdadeira sociedade.

      Seria mais um encontro com Zinnemann se Cooper tivesse feito O PEREGRINO DA ESPERANÇA, mas era um papel muito físico para ele que já se encontrava bem declinado fisicamente devido a doença. Enquanto aos seus rumorosos casos (que não são poucos), todas as atrizes que saíram com ele (inclusive Lupe Velez, que se tornaria a Senhora Johnny Weissmuller e depois cometeria suicídio), todas elas não tiveram queixas.

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  8. Telles,

    Não vi Cinzas ao Vento, fita que a Sibely qualifica como o nosso Coopeer ter feito um anti heroi, o que pode significar um vilão.

    O amigo desfaz esta colocação, colocando sua atuação na fita como ele sendo um personagem ambicioso, aventureiro, dono de alguma agressividade, e que isto não o torna vilão.

    Posição esta vossa que me faz estar em acordo contito neste sentido, pois atuar com um personagem que utiliza estas caracteristicas não faz do sujeito um vilão, e sim um personagem crivado de nuances alternativas, uma pessoa de personalidade forte e um pouco anverso aos seus papeis tradicionais.

    E foi EXATAMENTE este tipo de papel que o mesmo interpretou em A ARVORE DOS ENFORCADOS, onde vemos um Cooper com carranca de gente má, com um passado sem muitos esclarecimentos pelo qual ele cometeu os atos que cometeu (nem sequer sabemos com clareza se ele teve ou não razões para fazer o que fez, pois o que nos chega no filme são falas vagas sobre o assunto).

    E, para completar, não o vemos como um vilão no desenrolar da fita e sim como um homem duro, obstinado pelo que cognomina correto, rispido nos seus pontos de vista e que coibe pela raiz o mal que Karl Malden faz (este sim um vilão), embora tudo isto ao modo dele, com brutalitade e até violencia extremada.

    Ao final vê-se que sua rispidez teve razões de sobra de ser pois, caso ele não coibisse com a violencia que coibiu a ação do verdadeiro vilão, a jovem poderia ter tido um outro final que não o positivo que ela teve.

    Ter uma interpretação mais vigorosa, mais viril, um tanto quanto alternada aos demais tipos já feitos, não torna o personagem um vilão e sim ter este na fita uma personalidade alternativa sem que este caminhe do lado oposto da lei.

    Não sei se me pus claro o suficiente, estando aqui concordando com o comentárista de que nosso heroi Gary Cooper, na verdade pura, jamais interpretou mesmo um vilão, e sim feito alguns papeis mais vigorosos e que fugiram um pouco dos que interpretou em sua vasta e bela carreira.

    jurandir_laima@bol.com.br


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    1. Sim Jurandir, existe uma diferença entre o ANTI-HERÓI e o VILÃO neste ponto, pois o vilão, além de possuir crueldade, velhacaria, e intenção de fazer o mal para se dar bem e jogar sujo (e muitas vezes, ficar com a garota do HERÓI), o que não é o ponto do personagem de Cooper em A ARVORE DOS ENFORCADOS, que se demonstra antipático e carrancudo, mas que por incrível que pareça consegue demonstrar carinho por uma menina doente a quem pede um beijo no rosto como a paga de uma consulta, já que os pais não poderiam pagar, ou mesmo salvar a vida de um jovem que acaba lhe servindo de ajudante, interpretado pelo ator Ben Piazza.

      Todos daquele vilarejo de mineiros desconfiam do passado de Cooper, que só é revelado quando ele conta para Maria Schell a verdadeira história – que ele havia matado o irmão que estava o traindo com sua esposa, e esta se matou, e depois ele incendiou a casa com os dois corpos juntos. Ao menos, foi a explicação do finado crítico Paulo Perdigão em uma de suas resenhas para o Jornal o Globo, em sua coluna de FILMES DE HOJE NA TV.

      Mas o Dr Joel Frail (Cooper) é um vilão??? Não, mas também não torna um herói, já que esta não é a sua intenção, sua intenção é sobreviver e tentar esquecer seu passado traumatizante, e se vê que ele não acredita no amor. Acaba acreditando quando Maria Schell dá uma tremenda prova, ao abrir mão de sua posse de mina em troca da vida de seu amado Cooper, que estava com a corda no pescoço graças ao populacho que queria enforca-lo após o médico matar o verme, imbecil, coisa ruim, Karl Malden (sempre ótimo), que lhe dá uma saraivada de balas e joga o corpo no abismo. Adoro quando Cooper mata Malden nesta fita!

      A interpretação de Cooper neste filme é formidável, e foi um dos últimos de seus filmes. Outro filme surpreendente, que foi seu último e realizado na Inglaterra (onde também começou a se tratar do câncer) tinha tudo a oferecer Cooper como um vilão Hitchconiano tão logo vi a primeira vez, em 1993, e se chama A TORTURA DA SUSPEITA, co-estrelado por Deborah Kerr, um suspense dirigido por Michael Anderson, onde ao longo da fita, tudo levaria a crer que fosse um assassino psicopata.

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    2. Sim, meu nobre amigo, Gary jamais seria um vilão, acho que tens razão. Mas é esta personalidade forte que destoa de tudo que já tinha visto. Gary não só é um homem lindo, como também um ser maravilhoso, que encanta por sua bondade e seu jeito acolhedor de ser.
      Não apenas o admiro, mas o amo de verdade. Para mim é o homem que toda mulher gostaria de ter , e o homem que todo homem gostaria de ser. Impossível amar outro além dele. É como em seu filme "Amor sem fim" . Amar além vidas. Na esperança de um dia o encontrar. Gary Meu amor eterno.
      ♥ ⓘ ⓛⓞⓥⓔ ⓨⓞⓤ Gary ♥

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    3. Olá Siby. Certamente minha nobre é uma verdadeira e emocionante declaração de amor para com este eterno ídolo. Tive uma namorada que não apreciava o Gary Cooper, que ele não lhe dizia nada, talvez porque ela não entendesse a essência deste ser humano que era muito mais que um atrativo físico (e olhe que ela adorava Gary Grant). Mas de qualquer forma, não nascemos para agradar a todo mundo, e Gary Cooper não seria exceção. Obrigado por mais este acréscimo amiga.

      Paulo Telles.

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  9. Olá Paulo, boa noite! Grande artigo sobre Gary Cooper, certamente um ídolo do cinema. Texto completíssimo sobre ele. Adoro "O Galante Mr Deeds" (acho que fizeram uma estúpida refilmagem asquerosa com Adam Sandler se não me engano) e "Matar Ou Morrer", este sendo o meu predileto.

    Sempre é bom passar aqui para descobrir curiosidades com seu precioso conhecimento e ótimas citações bibliográficas.

    Grande abraço.

    Rodrigo

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    1. Saudações Rodrigo, boa noite, tudo jóia?

      Meu amigo, creio que não escrevi nem a metade sobre este grande ídolo da tela, e devo realmente concordar com o Jurandir Bernardes de Lima, o nobre baiano, que disse que ficou faltando bastante coisa, mas falar de Gary Cooper não é fácil, pois seria falar de uma grande etapa do cinema americano.

      Sem dúvida, esta tal A HERANÇA DE MR DEEDS não colou e nem chega aos pés do clássico de Capra, foi uma verdadeira porcaria e uma ofensa a memória de Gary e de Capra juntos.

      MATAR OU MORRER, vc pode acreditar, Rodrigo, é o filme mais importante da filmografia de Cooper, e independendo ou não de predileções, continua sendo por 61 anos uma obra que vem merecendo respeito por toda crítica da Sétima Arte.

      Abraços Rodrigo, ótima participação!

      Paulo Telles.

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  10. Telles/Lancaster Parte l;

    Vou me privar de tecer comentários sobre as falas dos amigos, principalmente do querido Lancaster. Tenho outro ponto de vista sobre o que dialogaram, mas não vou expo-lo, afim evitar qualquer tipo de antagonismo pessoal, mesmo que apenas no atinente a comentários.

    Mas posso citar algumas poucas coisas afim de não me mostrar completamente excluso das falas;

    - Gary Cooper era um homem como outro qualquer.Assim, ele era sujeito a virtudes e defeitos como qualquer de nós. Afirmo uma coisa; o que o povo mais gosta é de falar. E falar mal dos outros é o que mais apraz quem tem muito pouco a oferecer.
    E se a Marlene foi para a cama com ele e saiu de lá pondo falas negativas à personalidade do Cooper, isto não passa de um sinal desprezível de seu caráter diminuto, porque, o que ocorre entre um casal a 4 paredes é um tema que deve sempre permanecer constrito a apenas os dois.
    No visto, claramente, o que ela desejava era fama, mais cartaz, mostrar-se a comedora de astros.
    O que acha que deve ter conseguido dirimindo assim o homem que ela seduziu? Apenas mostrar-se uma pessoa miuda e sem personalidade. Foi isso que ela fez com ela mesma.

    - O Duke, com seu extremismo policito, pessoal ou seja lá que diabos for, tinha mania de querer ser o unico, o mais importante, o melhor de todos.
    Ficar pondo manchas em Matar ou Morrer somente porque este filme é um filme de fato, é até burrice dele, porque a critica nunca viu nada assim.
    Agora, fazer Rio Bravo e querer por paralelos entre um e outro é como querer trocar um bom vinho por uma dose de cachaça, já que Rio Bravo não tem nada a ver com Matar ou Morrer. Ele é apenas um filme fantasioso, onde um bom diretor nos forneceu bons momentos de diversão/ação, mas muito distante de qualquer realidade. Tudo como Cooper falou; aquilo ali é historia para enganar idiotas. Não se pode por comparações entre um filme e outro apenas porque o Duke achou isso. Pelo amor de Jesus! Chega a ser um ato brincalhão "tentar" fazer tal comparação.

    - O Cooper ter seu estilo de trabalho não é defeito, já que todos os atores tem esta caracteristica.
    Dizer que Lancaster foi mais ator que Cooper chega às raias da UTOPIA, já que ele mesmo se malhou em Vera Cruz achando-se apalhaçado demais, enquanto Cooper dava uma lição de como se interpretar um papel, como se fazer um filme sem espalhofatosidade.
    E o que Lancaster fez? Foi refazer diversas cenas suas que ele mesmo se achava ridiculo, diante do que Cooper fazia no seu natural.

    ATENTAR PARA O SEGUIMENTO OU PARTE 2

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Amigo Ju

      Antes de passar a segunda parte, não pude deixar de ler o que escreveu sobre Marlene Dietrich, que vem a bater muito com o pensamento de uma amiga nossa em comum no facebook (minha e do major), a Andressa Brynner, que é fã do Yul Brynner. Ela detesta a Marlene justamente por conta de comentários semelhantes a que ela fez com o Gary Cooper, só que a bola da vez foi o Yul.

      Yul teve um relacionamento com ela, ela se ofereceu, e Yul a comeu (sim, vamos falar no popular), e ela se apaixonou por ele, mas para Yul foi só um caso. Quando Yul morreu em 1985, a Senhora Dietrich (que já contava com 84 ou 85 anos nesta época), escreveu uma carta desmoralizando completamente o então recém- falecido ator. A Andressa DETESTA Marlene Dietrich e tem total desprezo por ela, mas o que vc nos diz parece mesmo comprovar o diminuto caráter desta mulher, que seja por dor de cotovelo ou em busca de celebração, trata-se de um comportamento bem baixo a nível de umbral.

      Bom, creio também que comparar Cooper com outros atores, incluindo Burt Lancaster, é tarefa que nem devemos optar. Mas como o major disse lá em cima, ele não isenta o valor de Gary Cooper e gosta dele, gostamos dele, mas claro que todos os papéis dele levam a praticamente uma única pessoa que ele personificou a vida toda – A do americano íntegro, honesto, forte (Cooper jamais fez um papel de moleirão), e sobretudo leal em suas convicções. Charles laughton admirava esta característica em Cooper por ser natural, “onde todos faziam o diabo para interpretar”, como ele (Laughton) costumava dizer. Mas na minha opinião, deste editor e amigo seu, é justamente o perfeccionismo que é mais admirável em um talentoso astro.

      LANCASTER era perfeccionista, e por isso mesmo sua forma de interpretar tantos papéis diversificados com maestria fosse pelo fato de ser extremamente profissional neste ponto. Se Burt foi mais ator que Gary, digo que nem mais e nem menos – ambos tinham apenas estilos bastante diferentes, mas uma coisa estou certo: ambos levaram a cabo esta obra chamada VERA CRUZ com uma impecável performance de ambos – o naturalismo de Cooper e o perfeccionismo de Burt, e foi um casamento perfeito que consequenciou um grande western, não acha, nobre baiano?

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  11. Telles/Lancaster - Parte 2(seg.comentario anterior)

    Não podemos ou devemos ficar pondo pechas em A ou B por um ator ter um método de atuação assim ou assado. O Paul Newman somente sabia fazer um tipo de papel, o Brando idem, o Ladd também, O Murphy nem se fala, o Lancaster nunca mudava seu método de atuar, o Mature pouco se tem a dizer, o Tracy tinha também seu jeito proprio, o Wagner idem, e assim por diante.
    Porque então falar do método de atuar do tão querido e amado Gary Cooper? Apenas para não deixar de dizer nada? ERRO. É melhor não dizer nada, muito melhor.

    Isso de atores serem astros de ação, o Cooper também o foi. E dos melhores, para ser muito sincero.
    E para se fazer uma cena de ação não é preciso mais do que fazer apenas o que precisa ser feito.

    E o Cooper trabalhava assim, com serenidade, agindo quando precisava agir e sem que eu ter ouvido, JAMAIS, alguém se queixando por esta sua maneira de interpretar. Aliás, sempre muito ao contrário.

    Porque então achar o Cooper um minimalista apenas porque ele era um ator sereno e anverso a papagaiadas, a palhaçadas, a risos desnecessários, a atuações que não condiziam com sua personalidade e muito mais?
    Ter classe nunca foi crime. E ele a tinha de sobra.

    Não. Não. Não gostar ou não simpatizar com um ator é uma coisa. Agora; ficar pondo criticas, mesmo que suaves e quase imperceptíveis em um ator por não lhe ser de sua total simpatia, eu não acho correto nem tem validade uma posição deste quilate.
    Quando não se simpatiza com alguém o que se deve fazer é ignora-lo e não picha-lo. Erro imperdoável!
    Erro sutil, sorrateiro, semi disfarçado, mas ERRO.

    Conforme o Telles citou, o Cooper é, ainda hoje, mesmo sem muitos conhece-lo como, por exemplo eu conhecia, um ator venerado, querido, elogiado, amado, um homem ilustre, dono de um carisma que a muitos concede inveja.

    Burt Lancaster nunca caminhou nem cem metros atrás de Cooper. E veja-se; sou fanático por Burt. Porém, digo muito mais; o Kirk Douglas era muito mais ator que ele, Lancaster, que se aproveitava muito de seu preparo fisico para ficar enchendo a tela com malabarismos, sorrisos de dentes perfeitos e gestos que nada tem a ver com VERDADEIRAMENTE INTERPRETAR.
    É isso aí,sem mágoas,sem rancores,com democracia.

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Ju, pode ser bobagem rotular um ator devido ao seu método de interpretação, mas as comparações são bem visíveis, meu querido, e não há como não tecer comentários, que é naturalmente normal. Sei que vc adora o Cooper, e eu também gosto muito, e te digo que foi meu 1º referencial de herói cinematográfico, mas temos que ser sinceros: e por que NÃO falar do estilo de Cooper, sua naturalidade e serenidade que chamou até a atenção do grande (e literalmente) Charles Laughton? Eu te digo amigo baiano: FALEMOS BEM DA NATURALIDADE DE COOPER – Falemos, mas bem, afinal Cooper representa para todos nós uma legenda imortal, e todos aqui que vieram a comentar tem sua veneração.

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  12. Telles;

    Perfeito seu comentário de 14/5.
    Claro que são dois polos opostos. Vilão é vilão e se tem muito pouco a acrescentar à palavra, ao tipo que o faz. E anti heroi é anti heroi.

    E A Arvore é como você diz; o Cooper surge naquela zona de mineração fugindo de um passado tortuoso, dolorido, ainda com o peito cheio de dor e até de ressentimentos.

    O que ele passou e o que fez o estilhaçam ainda por dentro, tornando-o um homem cru, infeliz, mas que precisa seguir vivendo e sua profissão é sua valvula de escape.

    Quando falaste que ele receita a pequeninha e que seus pais não tem dinheiro para pagar a consulta, o gesto dele é mais que nobre, não apenas lhe pedindo um beijo, mas mandando que levem uma vaca que ele tem atrás da casa para alimentarem bem a garota. Lembra?

    Começa-se a ir ai qualificando seu caráter, sua personalidade, o homem que era e que tinha aquela aparencia amarrotada e até assustadora porque deveria ter um passado, este que depois viemos a conhecer.

    Quando disseste (até sorri aqui) que adorou quando e como ele matou o Malden, é porque este ator é um mestre em criar tipos. O Maldem melhora o filme. O Malden de tão bom dá a A Arvore um ar sombrio, tenso, forte sempre de sua aparição. Um ator formidável que adoramos ve-lo morrer porque ele soube fazer o que lhe deram para fazer.Isso sim é ser versátil, saber ser um bom ator e valorizar seus desempenhos.

    A Arvore dos Enforcados eu estou cansado de dizer que é um dos 5 melhores faroestes que assisti. Ele é
    perfeito. Não apenas porque tem o velho e amado Gary Cooper. Mas porque tem o Cooper numa de suas melhores interpretações. Porque tem o Delmer Davis. Porque tem o Malden e a Shell. Porque tem cenário lindo, porque é bem feito e tem uma historia bem alinhavada para contar. E que conta.

    Um filmaço do qual estou precisando de uma copia, porque emprestei o meu DVD e "nunca" me devolveram.

    Grande abraço

    jurandir_lima@bol.com.br

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    Respostas
    1. Amigo Baiano, são duas coisas QUE NÃO SE EMPRESTAM para ninguém: LIVROS E DVDS, correndo o risco de que nunca nos devolvem. Acho que é hora pertinente para cobranças e devolução, rs.

      A ARVORE DOS ENFORCADOS eu me integrei praticamente ao personagem de Gary e me sentia amargurado por dentro, senti o amargor do personagem Joe Frail e de como, em realidade, ele era sensível e só agia como agiu porque ficou seriamente traumatizado. Vc acrescentou ainda mais minhas colocações sobre o filme nobre amigo!

      Um forte abraço do editor

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  13. Respostas
    1. Agradeço sua visita, Antonio Nahud, cumprimentos!

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  14. Amiga Sibely,

    Vi seu comentário sobre nosso idolo maior, que foi o Gary Cooper. Foi ou o é, pois o seguimos amando, vendo e revendo seus filmes.

    Veja, amiga: falaste do filme Cinzas do Vento e que o tens. Nunca vi esta fita do Gary e pediria atentar para a possibilidade de me conseguir uma copia do mesmo, assim como preciso,URGENTE, de A Arvore dos Enforcados, fita que tinha, emprestei, e jamais me devolveram.

    Se a amiga me puder atender, quero dizer que tenho em casa mais de 600 filmes e que os deixo à disposição da amiga para o que deseje ver.

    Grande abraço e grato por ser tão fã do Cooper quanto eu,

    Jurandir_lima@bol.com.br

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    Respostas
    1. Esta semanameu amigo Jurandir, em meio a tantas loucuras vividas neste século horrendo, parei um pouco para receber do correio meus 3 novos DVDS do Gary : A Tortura Da Suspeita, O Navio Condenado e Legião Suicida. Ainda aguardo que a 2001 me consiga " A Noite Nupcial" . Todos estes filmes já vistos por mim, gravados da Tv. Mas que agora posso ter o DVD.
      Gary não é apenas objeto de uma simples admiração, creia-me amigo, Gary é o homem que sempre amarei na vida. Nasci bem depois de seu desencarne, mas alguém como eu que crê na pluralidade das existências, sabe que este amor todo tem um sentido. Ao menos para mim. O que a Marlene disse ou deixou de dizer nunca me incomodou porque sabemos quem Gary foi em vida. E nem por isso deixo de gostar dela e de seus filmes. Na verdade nem curto muito que falem dela. E ela e Gary juntos nos dois filmes que fizeram é maravilhoso. Posso até entender o despeito dela, rsr Nos falamos por email ok? beijos

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  15. Caro PauloFranke;

    Observei seu breve, porém, valorozissimo comentário, datado de 13/5, sobre o nosso amado Cooper, quando falou de um dos menos comentados e também menos elogiado entre os filmes deste ator.

    Sublime Tentação é tão delicioso, tão gostoso de ver, ele é um filme tão filme que podemos dizer, na mais expressa citação da palavra que ele é, de fato, uma fita SUBLIME.

    Não é àtoa que o diretor William Wyler é um nome consagrado na arte de fazer cinema. Veja, além de Sublime Tentação, algumas obras dele e capte suas qualidades; A Carta, Ben Hur, Da Terra Nascem os Homens, Chaga de Fogo, O Galante Aventureiro, por exemplo.

    Parabens por sua lembrança super oportuna e, quando puder e tiver uma oportunidade, assista com ele, o velho Cooper, ao belo e também muito delicioso de ver, Tambores Distantes, do Delmer Daves.

    Grande abraço

    Jurandir_lima@bol.com.br

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  16. Olha, amigo Telles,

    Uma imoralidade de caráter se observa apenas em se ter um diálogo com uma pessoa ou mesmo apenas olhando esta pessoa firme nos olhos. A falta de caráter, de ombridade fica visivel com facilidade até numa so pronuncia de palavra.

    Fico felicissimo por meu parecer sobre a infeliz Dietrich não ter sido um fato exclusivo. A pobre de personalidade se mostrou claro em diversas fases e oportunidades de sua vida.

    E, Graças a Jesus, foi algo dito tambem por esta pessoa (A Andressa) que citas no caso do Brynner.

    Ela, a Marlene, A DEUSA DIETRICH!!!, simplesmente não passou de uma pessoa vista com olhos penosos por muitos dos seus próprios colegas, já que ninguém é suficientemente ignorante para não observar que ela nada mais fazia a não ser catar notoriedade.

    E digo mais; falar mal de Cooper é achar que pode ir ao estrelato. No entanto, ir ao estrelato é ser como o Cooper foi; puro, bom ator, integro, invejado até por seus próprios colegas e também muito elogiado por eles.

    Vamos esquecer Dietrich, mesmo porque já não se encontra mais em nosso meio e vamos dar agora um toque na forma de atuar de Cooper, que todos dizem ser um ator de uma unica forma de interpretar.

    E aí eu pergunto curto e rápido; e o John Wayne conheceu outra forma de interpretar senão o valentão, o grandão que nada temia, o dono do pedaço? Acaso o Duke fez na vida algum papel que degredisse sua imagem de imponente?

    Respondo; não fez, nunca fez,. Não fez porque aquilo não cairia bem na fortaleza de sua pessoa, na grandeza de outros personagens já interpretados.
    E porque com o Cooper, que não era radical nem reacionário como o Duke, tinha de ser diferente?

    Ora; pórque temos de falar que o Cooper trabalhou sempre dentro de seu estilo, se não foi somente ele quem fez isso? Citei diversos no meu outro comentário!

    E sobre o Cooper não existe isso de gostar um pouquinho dele não.
    Quem diz isso não o ama, não aprova seu trabalho e diz isso apenas para ser bonzinho e não ficar mal no retrato.
    Isto porque quem ama Cooper um pouquinho e que até que gostava do trabalho dele, na verdade não gosta dele cacete nenhum. É conversa para não se ver mal, para não se ver olhado de olhos atravessados pelos milhares que o amam verdadeiramente.

    Lamento ter de ser franco assim. Faz parte de mim. Não sei ser ao contrário mas, claro, com democracia e com respeito fundamental a todos meus colegas comentaristas.

    Jurandir_lima@bol.com.br

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