quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

As Aventuras de Robin Hood: O Maior Clássico Capa & Espada de Todos os Tempos.


Em toda a história dos filmes de aventura, uma obra se destaca como a maior de todas. Falo de As Aventuras de Robin Hood – The Adventures of Robin Hood.  Este clássico absoluto do cinema tem fãs de todas as idades, pois foi passado de geração para geração, graças às contínuas exibições na Sessão da Tarde na Tv Globo (quando ainda valia a pena assistir) dos anos 70 e 80 do passado século, bem como também se conta à admiração que pode ser passada de pai para filho, ou mesmo independente, pois o gosto pela arte pode surgir intrinsicamente.

Contudo a história de sua produção é bastante curiosa e vale a pena ser contada. Vamos lá?

Jack L. Warner
Em 19 de julho de 1935, Dwight Frankilin, que era o consultor visual especial de Capitão Blood, envia a Jack L. Warner (1892- 1978) um memorando vazado nestes termos:

“O Senhor não acha que James Cagney poderia fazer um ótimo Robin Hood? Será um filme inteiramente diferente daquele de Douglas Fairbanks. Tenho muitas idéias sobre isso se o senhor estiver interessado”.

James Cagney
Jack L aprova a sugestão, e James Cagney (1899-1986) é anunciado como astro do filme. No entanto, em novembro, em um litígio com o estúdio, Cagney vai embora e não volta a Burbank por dois anos. Logo, a 8 de setembro de 1936, telegrama de Hal B. Wallis para Jack L: Falei com roteiristas sobre “Robin Hood”. Depois de “Capitão Blood”, ninguém melhor que Errol Flynn para o papel. Acho bom divulgar essa notícia imediatamente e deixar Cagney ficar sabendo o que esta perdendo com sua atitude.


Hal B. Wallis (1899-1986) não gostou do primeiro script feito por Rowland Leigh (1902-1963) e recusa. A tarefa então é confiada a Norman Reilly Raine (1894-1971) e Seton I. Miller (1902-1974). Wallis lhes dá rígida orientação sobre o que quer para o filme e assim evitar os problemas e a perda de tempo tidos com o roteiro de Leigh.

William Keighley

A 7 de setembro de 1936, Anita Louise é escalada para fazer a donzela Marian. William Keighley (1889-1984)  é escolhido como diretor e é selecionado todo elenco de apoio: Basil Rathbone, Claude Rains, Patric Knowles, Eugenne Pallete, Alan Hale, e Una O’ Connor à frente. 

Anita Louise

A 16 de setembro do mesmo ano, a extremamente bem sucedida parceria de Olivia de Havilland com Errol Flynn (1909-1959), em Capitão Blood e A Carga da Brigada Ligeira leva o estúdio a decidir-se por Olivia para o papel antes oferecido a Anita Louise (1915-1970).

Anita Louise com Cornel Wilde em O FILHO DE ROBIN HOOD.
Quanto a Anita, a suave atriz loura que acabava de perder o papel de Lady Marian para De Havilland, acabaria por interpretar a donzela dez anos depois, em 1946, no mediano O Filho de Robin Hood (The Bandit of Sherwood Forest), dirigido por George Sherman e Henry Levin para a Columbia, e estrelada por Cornel Wilde no papel de Robin.

Para as filmagens de locação, escolheram os atrativos terrenos e matas de Bidwell Park, na cidade de Chico, a 560 quilometros ao norte de Los Angeles, para as cenas passadas na floresta de Sherwood. E os Busch Gardens, onde seria filmado o torneio de arco e flecha. Já outros exteriores, foram feitas em Lake Sherwood, a noroeste de San Fernando Valley, e em algumas áreas apropriadas, dentro do próprio estúdio.


A 7 de outubro, em telegrama enviado para Keighley, em Chico, o exigente Wallis elogia os copiões resultantes dos trabalhos dos três primeiros dias de filmagem, ao mesmo tempo em que reclamava ter ele levado outros três dias apenas para filmar o encontro entre Robin Hood e Little John, que sequer foi completado. Considerou as cenas líricas demais e lhe pediu para evitar tomadas sofisticadas, ângulos visualmente bonitos que não resultam em nada e que atente para mais emoções e a ação impulsora  de que o filme necessita. 

Michael Curtiz
Logo, Wallis viu que Keighley precisava de uma mãozinha mais experiente e dominante, e que o filme estava mesmo precisando de Michael Curtiz (1886-1962), um dos maiores cineastas da História da Sétima Arte. Curtiz já havia provado sua habilidade em filmes de época com Errol Flynn, e havia concluído a direção de Onde o Ouro se Esconde (Gold Is Where), também filmado em Chico, com George Brent, Claude Rains, Olivia De Havilland, e Tim Holt.


A 29 de novembro, Keighley filma sua última cena, aquela em que se passa no quarto de Lady Marian, com De Havilland e Una O’ Connor, levando quase 9 horas para faze-lo, chegando a concluí-la na manhã seguinte. Nesse mesmo dia, Keighley foi substituído por Michael Curtiz, que assume imediatamente as funções, fazendo inicialmente a extraordinária sequencia do banquete, para qual Robin Hood se convida.


Finalmente, em janeiro de 1936, as filmagens se completam, e Hal B Wallis, no dia 21, sugere a Jack L. Warner que os anúncios do filme sejam feitos em destaque ao título As Aventuras de Robin Hood, com Errol Flynn e Olivia De Havilland. A Ideia era vender o título do filme, a grandeza do assunto e a nobreza do personagem, vindo a seguir o nome dos atores principais. Ao custo final de produção, eleva-se a dois milhões e trinta e três mil dólares, tornando-se o filme mais caro da Warner Bross até então, mas valeu a pena.


A WB faturou perto de quatro milhões de dólares só no mercado norte americano e no Canadá, e naturalmente, outros bons milhões de bilheteria nos cinemas do mundo inteiro. Caso fosse realizado nos nossos dias, segundo o saudoso jornalista João Lepiane, seu custo não seria inferior a 60 ou 70 milhões de dólares.




ERROL FLYNN Já havia sido revelado espetacularmente em Capitão Blood, em 1935, e confirmado como ator exemplar em A Carga da Brigada Ligeira, no ano seguinte. Indubitavelmente, Errol foi a escolha ideal da WB para reviver na tela o lendário herói da floresta de Sherwood.


Ao tempo da produção do filme, Errol contava com 28 anos de idade e em sua melhor forma atlética, apesar de ter problemas de saúde. Errol, inclusive, havia sido recusado para servir o exército por conta de sua saúde. Sofria de malária, de tuberculose, e do coração e chegou a ter enfarte durante uma filmagem e o duelo de Robin Hood teve que ser feito aos poucos para ele poder aguentar. Mas o estúdio também não queria que o público soubesse a verdade.




Mas tudo isso foi superado graças à insistência vitalidade, o bom humor, e o charme irresistível, feito dele uma figura sem par em toda a Hollywood. Flynn foi escolhido tão bem que não dá para pensar em outro ator que leve o personagem a perfeição, com ele se identificando definitivamente. Em suma, quando se fala de Robin Hood no mundo do cinema, se lembra de Errol Flynn. Parece que nasceu para fazer este papel, como se ele fosse o herói em uma outra encarnação. 


Errol Flynn recebe a visita da esposa, a bela atriz Lili Damita, durante as filmagens
Treinado por um dublê
Nenhum outro ator foi tão belamente heroico, e em sua sublime hora, ele tem tudo: a elegância, o porte, a boa aparência, o ótimo físico, mas o mais importante, um brilho no olhar que o torna ainda mais atraente, sobretudo, para o público feminino.



A TRILHA SONORA é também uma das maiores glórias do filme, com marcante menção musical de Erich Wolfgang Korngold (1897-1957), uma das mais perfeitas combinações de som e imagem jamais conseguidas num filme, pois cerca de dois terços da duração da fita são apoiadas pela musica de Korngold, que é praticamente um libreto de ópera menor. Os resultados valeram ao compositor austríaco o Oscar pela Melhor Música original de 1938, e pensar que estava a recusar a compor por não se tratar de um estilo seu. Caso recusasse, Erich voltaria a Viena, onde certamente teria sérios problemas para fugir à perseguição dos nazistas, que o declararam persona non grata . Até o fim de sua vida, em 1957, Korngold sempre declarava que fora Robin Hood que lhe salvara a vida.




O ELENCO MAGISTRAL – Nunca se havia reunido numa obra cinematográfica um cast numeroso que chegasse a homogeneidade, portanto, As Aventuras de Robin Hood se incluí no privilegiado grupo de filmes chegado a perfeição interpretativa. Errol Flynn já foi destacado. Olivia De Havilland, com a suavidade de sua beleza e ao ser talentoso charme, dão um fascínio especial as cenas de que participa, pois sua Lady Marian parece sair de um livro de histórias de um conto de fadas.


Basil Rathbone (1892-1967) como o arrogante e perverso Sir Guy de Gisbourne, com a conhecida eloquente e sarcástica dicção, dá um tremendo show de vilania. Outro vilão de alta classe, Claude Rains (1889-1967), como o astuto, hipócrita, traidor e usurpador do trono do irmão Ricardo Coração de Leão (Ian Hunter, 1900-1975),  o Príncipe John, conhecido na História Universal como o João Sem Terra.




Alan Hale (1892-1950, pai de Alan Hale Jr, alguns o confundem por pai e filho serem muito parecidos) repetiu o papel de Little John que havia feito na versão de 1922 com Douglas Fairbanks, valeu a pena ser revisto, pois sempre foi bom ver Hale numa obra clássica.




Eugene Pallete (1889-1954) como Frei Tuck; Patric Knowles (1911-1995), sensacional como Will Scarlet; Melville Cooper (1896-1973) como o Xerife de Nottingham; Una O’ Connor (1880-1959), como Bess, a dama de companhia de Lady Marian; Herbert Mundín (1898 – 1939), ator prematuramente falecido aos 40 anos de idade em um acidente de carro, como o baixinho e divertido Much; e Ian Hunter, já mencionado, faz um Rei Ricardo com dignidade. Todos magníficos e exuberantes em seus papéis.


AS AVENTURAS DE ROBIN HOOD  esteve entre outros nove filmes indicados para a premiação da Academia de Ciências e Artes Cinematográficas de Hollywood, na categoria melhor filme, mas o grande vencedor da noite foi Do Mundo nada se Leva, de Frank Capra. Mas foi premiado com os Oscars de melhor Trilha sonora, já mencionada, por Erich Wolfgang Korngold e melhor direção de arte para Carl Jules Weyl (1890-1948).




Passados mais de 70 anos, AS AVENTURAS DE ROBIN HOOD continua eletrizando muitos cinéfilos, sejam veteranos ou jovens, afinal desde o seu lançamento foi um filme que não envelheceu e veio conquistando plateias por mais de cinco gerações, graças as suas reprises nos antigos cinemas poeirinhas nos anos de 1960/70, ou mesmo pela televisão. Na opinião deste editor também, um dos dez maiores filmes de todos os tempos e um dos grandes filmes Capa & Espada da História de Hollywood.


Paulo Telles, com base em artigo de João Lepiane para a revista Cinemim, julho de 1993.

42 comentários:

  1. Oi Paulo boa noite! Que bela matéria, fico maravilhada com suas palavras. Realmente Errol e o seu charme irresistível tornam este filme magnífico e muitos outros os quais estrelou. Sou fã ardorosa dele que está entre os meus colecionáveis.
    O filme não envelheceu como disse e será sempre
    adorado pelos cinéfilos.

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    1. Boa noite minha amiga Sibiy. Somos dois fãs e o amo também nos westerns. Quanto ao filme, posso dizer que, se envelheceu, envelheceu muito bem, mas certamente, é um dos grandes clássicos imortais do cinema antigo.

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  2. Ola querido Paulo,com muitaaa alegria vejo que estas voltando a nos presentear com estas fabulosas matérias.Como eu,muitos amigos sentindo tua falta e sentindo muitas saudades.Que bom "ver-te" de novo do outro lado da telinha.Quero também agradecer e retribuir os voto de felicidades para o Ano Novo. Este muito bem lembrado filme,realmente é um clássico do cinema antigo,como bem dizes.Fez de Errol o melhor Robin Hood de todos os tempos.Aqui deixo meu maior abraço festejando teu retorno ao meio blogueiro.SU.

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    1. Muito obrigado minha querida amiga Su. Vc continua sendo uma pessoa espetacular, e pode contar que o ano será bom para nossos espaços. Um forte abraço cheio de paz e energias positivas.

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  3. Ótimo! Adorei este artigo Paulo. Eu já sabia de algumas curiosidades de bastidores e cara, não imagino Cagney no papel. Valha-me Deus! Era óbvio que teria que ser um astro bonitão, classudo neste quesito e sem dúvida alguma que Errol Flynn preenchia esses requisitos. Adoro ver a Olivia na tela com ele, muito amor! rs

    O meu Robin Hood predileto. Tão colorido que me entorpece. Concordo contigo, é o mais sensacional e maior filme capa e espada!

    Abraços.

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    1. Rodrigo, quando reli o artigo em que se baseou esta matéria, do saudoso João Lepiane, confesso que havia esquecido deste item sobre Cagney, e sinceramente, nada a ver para um papel que exige muito mais que uma ótima interpretação. Cagneu não tinha o phisique du role para o Robin Hood, e muito embora confesse que ele era um artista de primeira, jamais convenceria.

      Eu penso que se não for o maior filme capa & espada de toda a história, certamente é o filme mais inspirativo para outras aventuras do gênero.

      Grande abraço e obrigado amigo.

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    2. Também adoro os filmes protagonizados por Robin Hood, apesar de só ter visto as versões mais novas, como a de Kevin Costner de 1991. Abraços.

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    3. Gil,m todas as releituras de Robin são interessantes, mas clássico referente a ele só existe um, que é o filme cujo tópico apresento. Foi fascinante a aventura com Costner e tendo Sean Connery como o Rei Ricardo. Ainda não vi a mais recente com Russel Crowe.

      Abraços

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  4. Nery,

    As Aventuras de Robin Hood é uma fita acima de conhecida. Entretanto, o que poucos conheciam era essa maravilhosa narrativa vossa nos contanto a epopéia que surgiu para a confecção dessa joia mais que preciosa.

    Jamais iria saber sobre os problemas de saude do bom e querido Flinn sem esta demonstração neste blog. Também nunca iria conhecer sobre o diretor substituido, sua forma de trabalhar, com os valores finais dos custos da produção, o que rendeu, e muito menos sobre Allan Hale, que jamais soube serem dois, dado, deveras, à semelhança fisica entre pai e filho.

    É uma maravilha para nós, cinéfilos, tomar ciencia de fatos que jamais conheceríamos se não existissem pessoas com disposição como a vossa para nos cientificar de tantos detalhes formidáveis,isso em termos de necessidade de sapiencia para quem tanto ama a sétima arte.

    Parabenizo o blog e seu editor pelo trabalho de nos mostrar esses bastidores, que nos engrandece e nos torna ainda mais potentes cinéfilos.

    Quanto a falar do filme do Curtiz não há mais precisão, já que ele anda memorizado em muitas mentes e, ainda assim, a cada reprise sua eu o revejo, assim como tenho consciencia de que muitos me imitam.

    Desejo-lhe um bom retorno ao nosso mundo para saciar nossa sede de informações sobre a arte que mais amamos, que o magnifico cinema.

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Grande Ju, vc é de casa meu nobre! Agradeço as palavras mais que gentis. Para mim, foi surpresa saber que Errol Flynn já tinha problemas de saúde ainda muito jovem, através do blog do Rubens Ewald Filho, a qual considero o maior blog sobre cinema no Brasil. Não obstante a saúde debilitada já nesta época e conseguir se impor como um ícone de virilidade em Hollywood, sabemo o quanto na vida real cometeu muitos abusos com ele mesmo, como álcool e drogas.

      Achei importante também frisar sobre Alan Hale e Alan Hale Jr, pois para minha surpresa também, há quem confunda os dois. Já falo um pouco sobre os dois:

      ALAN HALE (1892-1950)Começou como astro do cinema mudo e se notabilizou ao atuar em inúmeros clássicos dos anos de 1920 até o final da década de 1940, em grande parte, para a Warner Brothers. Seu filho, ALAN HALE JR (1921-1990), embora quase que um "fac-simile" completo do pai (só um pouco mais alto) foi mais que um coadjuvante no cinema, atuando principalmente em westerns (Johnny Guittar, Quem foi Jesse james, Sangue aventureiro, são alguns), e geralmente fazendo guarda-costa, policial, gigante bobo ou mesmo vilão. Se deu melhor na televisão, onde foi um dos astros da série A ILHA DOS BIRUTAS, exibido há alguns anos por aqui no canal a cabo TCM e conseguiu mais notoriedade por esta série de grande sucesso.

      Se depender de mim, estarei trocando muitas informações. Valeu, Ju.

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  5. Nery,

    Que o amigo saiba me por desculpas por utilizar este espaço para um comentário que não diz respeito ao tema. Porém, como precisava faze-lo e não encontrei onde localiza-lo, o faço aqui pois, é possível que outros companheiros seguidores do blog tenham também algo a dizer sobre o assunto, o que seria perfeito para novos e novos comentários.

    Trata-se da nova enquete, que observo um tanto quanto dificil de se por uma resposta única, já que eu considero que muitas produções mais antigas, ou classicos, conforme o amigo colocou e o fez muito bem posto, não há NEM como pensar em fazer uma versão atual em belezas como; BEN HUR, E O VENTO LEVOU, A FELICIDADE NÃO SE COMPRA, A MALVADA, DA TERRA NASCEM OS HOMENS, SHANE, O TESOURO DE SIERRA MADRE, e centenas de outros mais.

    No entanto acho válido, e até demais, fazer remake de um KING KONG, por exemplo, que ficou aquela maravilha do Peter Jackcson, assim como sou totalmente contra um remake de O DIA EM QUE A TERRA PAROU, também por exemplo, e que resultou naquele desastre com o Keanu Reeves, daquela OBRA PRIMA do Robert Wise.

    Normalmente se suscedem desastrosos quase todos os remakes, razão de meu voto contra, mas, felizmente existem excessões, como a que citei, dentre outras muito poucas.

    Um grande abraço do amigo,

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Jurandir, disse e repito: Vc é de casa.

      Achei pertinente esta enquete, tendo em vista que vejo muitas opiniões (na maioria negativas) quanto aos remakes. Particularmente, não sou a favor também, salvo que há êxitos. KING KONG de Peter Jackson foi fascinante porque pegou muito da obra original, fazendo mesmo menções a Fay Wray, a estrela do clássico de 1932, e elaborando o roteiro na própria época da década de 1930, o que realçou ainda mais um tom de nostalgia.

      O remake de O DIA A TERRA PAROU nem se fala. O Clássico pertence a uma época crítica na História, muito embora a corrida armamentista ainda seja um tema atual. Foi uma infeliz tentativa que não deveria ter saído nem da gaveta.

      Um forte abraç

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  6. Nery,

    Conhecia também as armações do Flinn e sua troupe de mulherengos e festeiros, assim como algumas de suas conseguencias.

    No entanto eu não consigo entender como o rapaz, ainda jovem e com tantos problemas de saude(ele tinha malária, sofria dos pulmões e coração!!!) conseguiu ter uma vida agitada fora das telas como a teve.

    Não o censuro, já que a vida é assim: ou se a aproveita quando pode ou jamais poderá fazer isso.
    E a juventude, ainda mais uma juventude cheia de fama e grana, tem de ser desfrutada mesmo.

    Com tudo isso desejo apenas observar que o rapaz deve ter tido uma vida curta, se não me engano nos deixou aos 50, em função desses males que sofria e de alguns abusos da saude na vida.
    Creio que viver pouco foi o preço que pagou pelas noites perdidas, alcool e agitos com o sexo oposto.

    Deve ter valido a pena a troca.
    Entretanto, acredito muito mais que ele, sabedor de que todos os males que se incrustavam em seu corpo não o deixaria muito tempo por aqui, tentou aproveitar o quanto lhe foi possivel a vida.

    No filme E Agora Brilha o Sol,de 1957, do extraordinário Henry King e de uma obra do Hemingway, ele já aparece bastante machucado fisionomicamente.

    E se compararmos sua aparencia fisica com Power, que também trabalha no filme e era apenas 5 anos mais jovem que ele (e se foi antes dele) notamos que mesmo com a pouca diferença de idade o Flinn estava meio abatido, enquanto o Power tinha a fisionomia limpinha.

    Isso pode comprovar minha tese de que o Flinn abusou de sua já frágil saude com suas farras como se a prever que não seria um homem longevo.Isso é possivel.

    Grande abraço. E informo ao amigo que é uma beleza voltar a este convivio de trocas de falas e sugestões sobre o mundo do cinema.

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Nobre Ju

      Assim que Errol morreu, o legista que fez sua autópsia se surpreendeu com o fato de ele ter chegado aos 50 anos ao comprovar o estado de seus órgãos, praticamente destruídos por seu vício em heroína, cigarros e álcool. Não só o legista se surpreendeu, mas qualquer pessoa que venha a ler a biografia deste grande astro se surpreenderá com o processo autodestrutivo que tanto empenhou e lhe abreviou a vida.

      Se valeu a troca...só Flynn poderia responder do outro lado!

      Tyrone era diferente, e embora gostasse de festas, não era exagerado, e sua morte foi ainda mais repentina, durante as filmagens de SALOMÃO E A RAINHA DE SABÁ, onde numa encenação de um duelo com o grande George Sanders, teve um infarto fatal (tudo foi filmado). Na biografia de Ty, conta-se que grande parte de sua família tinha problemas coronarianos, tanto que o próprio pai de Ty, Tyrone Power Sir (atuou com John Wayne em A GRANDE JORNADA), morreu de um infarto do miocárdio.

      Logo foi constatado que Ty tinha problemas de coração genéticos, e antes de morrer, chegou a fazer um comercial para a TV para que os americanos fizessem check-up, promovido pelo Instituto do Coração Americano, algo que ele mesmo não fez e adiou ao máximo, até que não pôde resistir a uma cena de duelo. Um outro trágico fim que poderia ter sido evitado.

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  7. Um dos maiores filmes de aventura. A versão de Fairbanks também é ótima.
    Feliz 2013, Paulo. E viva o cinema!

    O Falcão Maltês

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    1. Viva o Cinema, nobre Antonio Nahud!
      Feliz 2013 e um grande abraço

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  8. Nery,

    Conforme vos toquei no email que trocamos, eu já conhecia algo sobre a morte do Power, como foi no filme Salomão..., assim como o fato ocorreu num duelo com George Sanders.

    Entretanto, ainda conforme observei, "que poderia surgir algum fato novo e isso seria magnifico para alargar meus conhecimentos", e isso aconteceu.

    Desconhecia totalmente a herança genética e maligna do muito frágil Power. Captava-se esta fragilidade nele apenas em observar sua compleição. Somente em mirar aquele homem de rosto delicado e de corpo esguio demais, não ficava dificil diagnosticar ali algum tipo de fraqueza.

    Vi A Grande Jornada. Porém, como não conhecia seu pai não houve esta observação de minha parte.
    Mas, como amante do bom cinema, pois o Tyrone era um formidável interprete, lamentei sua partida.

    E agora, sabendo mais sobre a razão que o tirou de nosso meio, sinto ainda mais, apesar de se passado mais de 54 anos.

    Sua ação em fazer divulgação para que exames preventivos fossem feitos e o próprio não o fez, terminou por me aguçar que James Dean fez o mesmo pouco antes de sua morte naquele acidente de automóvel.
    A vida é assim, infelizmente.

    E sobre o Flinn o amigo me trouxe mais novidades. Por este motivo eu valorizo este tipo de troca de conversas entre os cinéfilos, pois ela nos conduz a novos conhecimentos e descobertas.

    Perfeito que se a troca que supus sobre a vida que o Flinn levou em função de conhecer seus males, é algo que jamais poderemos constatar, além de não haver lá interesses no tema.
    No entanto, doi muito conhecer o estado deplorável em que estavam seus órgãos na autopsia feita, assim como a estupefação dos médicos em imaginar como ele viveu tanto da forma em que estava.
    Afinal ele era nosso ídolo e, ainda que não fosse assim, seguimos sendo humanos.

    Um forte abraço e, se raiar novas informações dentro deste tema ou mesmo de um outro, pode mostrar-me, já que tenho todo o interesse em tudo que envolveu a vida de nossos idolos.

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. É isto aí...interatividade amigo! Interatividade.

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  9. Nery,

    Caminho paralelo ao seu pensamento quando deste sua resposta ao Rodrigo.
    Também não consigo enxergar o James Cagney fazendo todas aquelas peripécias do Flinn, assim como transportar para o personagem todo aquele carisma.

    Por outro lado eu assiti a um filme de 1949, do George Sidney, Os Tres Mosqueteiros, que foi uma beleza e que tem lindissimas coreografias nos duelos.

    Porém, o Flinn junto ao Curtiz e mais todo aquele elenco, emprestou a As Aventuras de R Hood um ar de que ele até hoje carrega, que é de ser, mesmo, o melhor capa e espada já feito.

    Aliás, o filme dá conotação de que toda a equipe selecionada para cria-lo foi escolhida a dedo. Haja visto que ele tem um tecnicolor magnifico, uma fotografia muito linda, uma montagem que nem os produtores reclamaram, um elenco que caiu como uma luva no tema (O Hale, a Olivia, o Basil e o Rains) e, no seu conjunto geral, ele somente fornece aos cinéfilos prazer e alegria em ve-lo ou reve-lo.

    E, com certeza, não teriamos tudo isso com o Cagney, nem mesmo com o Gene Kelly, que foi muito bom em Os Tres Mosqueteiros, que considero um filme de classe A.

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Ju, Gene Kelly foi um artista sensacional, e é caso à parte a bem sucedida versão (e quase musical) de os Três Mosqueteiro, contudo o notável ator frequentava a praia mesmo dos musicais, ao passo que Cagney só poderia ser o símbolo do gangsterismo hollywoodiano em seu tempo, ao lado de Bogart.

      Fazer um papel como Robin Hood não é tarefa fácil, pois não bastaria saber interpretar e ter porte para tal, tem que ter um profundo carisma para vestir o personagem. É tudo que posso dizer.

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  10. NOBRE AMIGO...PARA VARIAR UM EXCELENTE POST, PARABÉNS
    ALGUMAS CURIOSIDADES:
    O CAVALO QUE A OLIVIA CAVALGA É O FAMOSO TRIGGER. ANTES SEU NOME GOLDEN CLOUD. ROY ROGERS COMPROU E DEU O NOME DE TRIGGER.
    ERROL FLYNN NÃO ERA UM BOM ATOR. GRAÇAS A SEU TALENTO ATLÉTICO E SUA BOA APARÊNCIA ATRAIU A ATENÇÃO DA WARNER BROS. A SUA SORTE GRANDE FOI QUANDO SUBISTITUIU ROBERT DONAT NO PAPEL-TÍTULO DE CAPITÃO BLOOD, EM 1935. ELE RAPIDAMENTE SALTOU PARA O ESTRELATO COMO REI INDISCUTÍVEL DO “SWASHBUCKLER”, UM TÍTULO HERDADO DE DOUGLAS FAIRBANKS.
    SUAS PAIXÕES FORA DA TELA:GRANDES BEBEDEIRAS;PASSEIOS DE BARCOS;SEXO ETC. SUA VIDA AMOROSA LHE TROUXE FAMA CONSIDERÁVEL. FOI PROCESSADO POR ESTUPRO. A EXPRESSÃO LIKE IN FLYNN VEIO DAÍ...
    ESTEVE NO BRASIL, EM SÃO PAULO, EM 1954, NO FESTIVAL DE CINEMA DO BRASIL, REALIZADO NO CINE MARROCOS, ONDE TOMOU UM FOGO HOMÉRICO, NO BAR LUXUOSO QUE TINHA NESTE CINEMA. SE NÃO BASTASSE, SAIU DALÍ FOI NUMA BOITE CHAMADA OASIS E ROLOU ESCADA ABAIXO.
    PAPEIS SÉRIOS LHE ESCAPAVAM, PORQUE O SEU ESTILO DE VIDA CORROERAM A SUA APARÊNCIA JOVIAL E SUA CARREIRA DECLINOU.
    FOI CLASSIFICADO EM 70º LUGAR PELA REVISTA “THE TOP 100 MOVIE STARS OF ALL TIME(1997).

    ERROL ERA QUANDO PROIBIDO PELOS ESTÚDIOS DE BEBER NOS SETS DE FILMAGENS, ELE INJETEVA VODKA NAS LARANJAS, PARA CHUPA-LAS NO INTERVALOS.
    FOI ESCOLHIDO PELA REVISTA EMPIRE COM UM DOS 100 MAIS SEXY ESTRELAS DA HISTÓRIA DO CINEMA. FICOU EM 86º LUGAR(1995.)


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    1. Nobre Lancaster, que não é o Burt, mas o Eddie, Edivaldo Martins, que sempre prestigia este espaço com comentários ilustres e adicionais. Um prazer enorme, amigo.

      Muito importante frisar que o cavalo que Olivia cavalgou no filme foi o futuro Trigger usado pelo querido Roy Rogers em seus filmes. Nota-se que ao assumir o papel, Errol não somente se notabilizou com Robin Hood como também se tornou um sucessor indiscutível do nobre Douglas Fairbanks. Tudo isso foi o preço da fama que ele carregou, as bebedeiras, as mulheres, as notadas de sexo (para frisar, ele tomava drogas também para a impotência, não porque era impotente mas que queria prolongar mais a ereção e o orgasmo) em sua mansão junto com outro auto-destrutivo, John Barrymore (que mais tarde Flynn o encarnaria num filme biográfico) – enfim, Flynn só queria os prazeres que a vida e a sua riqueza poderiam lhe proporcionar.

      Quanto a sua vinda ao Brasil no Festival de Cinema de 1954, no próximo mês será apresentado um artigo todo especial, pois tantas estrelas vieram para participar deste evento, onde Flynn, devidamente será destacado, bem como o pastelão que ele teve que passar em São Paulo, rs.

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  11. CONTINUANDO...
    ERROL FLYNN FOI ELEITO PELA REVISTA ENTERTEINMENT WEEKLY COMO UMA DAS MAIORES ESTRELAS DO CIMEMA. FICOU EM 55º LUGAR.
    ELE O OLIVIA DE HAVILLAND ATUARAM JUNTOS EM 09 FILMES:AS AVENTURAS DE ROBIN HOOD;CAPITÃO BLOOD;A CARGA DA BRIGADA LIGEIRA;UMA CIDADE QUE SURGE;AMANDO SEM SABER;MEU REINO POR UM AMOR;A ESTRADA DE SANTA FÉ;GRAÇAS À MINHA BOA ESTRELA E O INTRÉPIDO GENERAL CUSTER.
    APESAR DE TER APENAS 50 ANOS, ELE SUCUMBIU A UM FUMINATE ATAQUE CARDIACO, NO SEU APARTAMENTO EM VANCOUVER, NO CANADÁ; NA AUTÓPSIA MOSTROU QUE ELE TINHA UM CORPO DE UM HOMEM DE 75 ANOS DE IDADE.
    ELE E O DIRETOR MICHAEL CURTIS NUNCA SE DERAM BEM;AMBOS DE DESPREZAVAM E BRIGAVAM CONSTANTEMENTE, QUANDO TRABALHARAM JUNTOS. IRONICAMENTE SUA PRIMEIRA MULHER, LILI DAMITA FOI ANTERIORMENTE CASADA COM CURTIZ.

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    1. É notório que Michael Curtiz e Errol Flynn nunca se deram bem, ainda mais que para o grande cineasta, Flynn não passava de um tremendo gigolô, e tinha prazer de menosprezá-lo. Mas como castigo sempre vem a cavalo, a ex de Curtiz, a Srª Damita, começou a ter um envolvimento com Flynn, que na época, ainda não era o grande astro que viria a ser em pouco tempo. Curtiz teve sempre que engolí-lo a seco nos anos que se sucederam, já que nunca reconheceu que, embora um dos maiores cineastas de todos os tempos, que grande parte das obras em que Flynn foi seu astro maior, deram a ele um grande prestígio graças à Errol.

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  12. CONTINUANDO...
    ERROL FLYNN FOI ELEITO PELA REVISTA ENTERTEINMENT WEEKLY COMO UMA DAS MAIORES ESTRELAS DO CINEMA. FICOU EM 55º LUGAR.
    ELE O OLIVIA DE HAVILLAND ATUARAM JUNTOS EM 09 FILMES:AS AVENTURAS DE ROBIN HOOD;CAPITÃO BLOOD;A CARGA DA BRIGADA LIGEIRA;UMA CIDADE QUE SURGE;AMANDO SEM SABER;MEU REINO POR UM AMOR;A ESTRADA DE SANTA FÉ;GRAÇAS À MINHA BOA ESTRELA E O INTRÉPIDO GENERAL CUSTER.
    APESAR DE TER APENAS 50 ANOS, ELE SUCUMBIU A UM FUMINATE ATAQUE CARDIACO, NO SEU APARTAMENTO EM VANCOUVER, NO CANADÁ; NA AUTÓPSIA MOSTROU QUE ELE TINHA UM CORPO DE UM HOMEM DE 75 ANOS DE IDADE.
    ELE E O DIRETOR MICHAEL CURTIS NUNCA SE DERAM BEM;AMBOS DE DESPREZAVAM E BRIGAVAM CONSTANTEMENTE, QUANDO TRABALHARAM JUNTOS. IRONICAMENTE SUA PRIMEIRA MULHER, LILI DAMITA FOI ANTERIORMENTE CASADA COM CURTIZ.
    CONFESSANDO A SUA DEGUNDA MULHER QUE ELE QUERIA EXPERIMENTAR TUDO NA VIDA. ELE COMEÇOU SE VICIAR COM ÓPIO NO FINAL DOS ANOS 40, E RAPIDAMENTE SE TORNOU UM VICIADO COMPLETO. SUA DEPENDÊNCIA DO ÓPIO E OS EFEITOS DO ALCOOL, DEVASTOU O SEU CORPO AO LONGO DOS ANOS, CONTRIBUINDO, EM MUITO, PARA SUA MORTE PREMATURA, COM APÉNAS 50 ANOS DE IDADE
    ELE FOI MENCIONADO NA CANÇÃO “ SANGUE NO TELHADO” DA BANDA GENESIS.
    SUA PERFORMANCE COMO ROBIN HOOD, EM AS AVENTURAS DE ROBIN HOOD, FICOU 16º LUGAR, NA PREMIERE MAGAZINE, ENTRE AS MELHORES CARACTERIZAÇÃO DE TODOS OS TEMPOS.

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    1. Sabe, Eddie, diria que Flynn é um homem "moderno", pois a velha Hollywood não diferencia das de hoje. Sexo, bebidas e drogas sempre tiveram destaque na meca do cinema e entre seus astros e estrelas. É o preço que se paga pelos abusos e a auto destruição é a decadência, e muitas vezes, a morte.

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  13. CONTINUANDO...
    SUA PERFORMANCE COMO ROBIN HOOD, EM AS AVENTURAS DE ROBIN HOOD, FICOU 16º LUGAR, NA PREMIERE MAGAZINE, ENTRE AS MELHORES CARACTERIZAÇÃO DE TODOS OS TEMPOS.
    EM 1980, O AUTOR CHARLES HIGHMAM PUBLICOU UM BIOGRAFIA CONTROVERSA, NA QUAL ELE ALEGOU QUE FLYNN ERA UM SIMPATIZANTE FASCISTA, QUE FOI ESPIÃO NAZISTA NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL. O LIVRO TAMBÉM ALEGOU QUE FLYNN ERA BISSEXUAL E QUE TEVE CASOS COM TYRONE POWER E TRUMAN CAPOTE.
    BIOGRAFIAS POSTERIORES – NOTADAMENTE DE TONY THOMAS “ERROL FLYNN: THE SPY NEVER WAS(1990), DENUNCIARAM AS AFIRMAÇÕES DE HIGHAM, COMO FABRICADAS...
    CRENÇAS POLITICAS – PARECE QUE FLYNN TER SIDO DE ESQUERDA. ELE ERA UM FORTE ADEPTO DA REPUBLICA ESPANHOLA E UM FERVOROSO OPOSITOR DE ULTRA-CONSERVADOR FRANCISCO FRANCO, NA GUERRA CIVIL ESPANHOLA;ERA UM DEFENSOR DA REVOLUÇÃO DE FIDEL CASTRO, EM CUBA.ERA ADMIRADOR E AMIGO PESSOAL DO DITADOR FIDEL CASTRO.
    SUA MÃE TINHA ASCENDÊNCIA POLINÉSIA, DO TAITI.
    SEU PAPEL MAIS ATIPICO NA TELA FOI NO FILME GRAÇAS A MINHA BOA ESTRELA, QUANDO CANTOU E DANÇOU...
    FUMANTE INVETERADO, NO ULTIMO ANO DE SUA VIDA, FOI SUBMETIDO A TESTES NO HOSPITAL, PARA VER SE ELE TINHA CANCER NA GARGANTA.
    NOS ULTIMOS ANOS DE SUA VIDA CAUSOU ESCANDALO POR TURNÊS PELO MUNDO COM SUA MANTE ADOLOSCENTE BERVELY AADLAND.
    UMA VEZ AFIRMOU QUE SEU ÚNICO ARREPENDIMENTONA VIDA FOI NÃO PARTICIPAR NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL.
    FRYNN FOI COGITADO PARA O PAPEL DE LESLIE HOWARD, EM E VENTO LEVOU, BEM COMO O RHETT BUTLER, MAS BETTE DAVIS VETOU A IDÉIA.
    EM SEUS ÚLTIMOS ANOS DE VIDA ELE SOFRIA DE DOENÇA DE BUERGER, INFLAMAÇÃO AGUDA E TROMBOSE DAS ARTERIAS E VEIAS DAS PERNAS, MÃOS E PÉS, COMO RESULTADO DE SEU TABAGISMO EXCESSIVO.

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    1. Amigo, existem diversas histórias (para não dizer "lendas") sobre Flynn, de que teria ele sido até traficantes de escravos. O livro de Highman sem dúvida é um produto de invenção para editoras venderem as custas da memória do ator. Duas filhas dele chegaram a processar este deselegante escritor, mas perderam a causa.

      Flynn sem dúvida tinha pensamento de esquerda, e em sua época, algo perigoso em Hollywood. Não faria nenhum sentido ele ser um espião nazista, já que tinha bastante inclinação ao Socialismo a partir do momento que começou a louvar Fidel Castro.

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  14. COMPLETANDO...
    AS CAUSAS SUBJACENTES DE SUA MORTE FORAM INFARTO DO MIOCARDIO, TROMBOSE CORONIANA, ARTERIOESCLEROSE CORONARIANA, DEGENERAÇÃO DO FIGADO E DIVERTICULITE DO COLON.
    NO ULTIMO ANO DE SUA VIDA, ELE RECUSOU UMA OFERTA PARA ESTRELAR UMA SÉRIE GRANDE DE CAPA-ESPADA PARA TELEVISÃO AMERICANA, NA QUAL ELE FARIA O MESMO TIPO DE PERSONAGEM QUE TINHA INTERPRETADO NO FILME CAPITÃO BLOOD0. ELE NÃO ACEITOU, POIS SABIA QUE IA SER UMA PORCARIA.
    ELE É FREQUENTEMENTE MENCIONADO NA MARVEL COMICS “SÉRIE X-MEN” COMO IDOLO DO NOTURNO PERSONAGEM...
    FRASES:ELES TEM UM GRANDE RESPEITO PELOS MORTOS EM HOLLYWOOD, MAS NENHUM PARA VIDA;EU FAÇO O QUE GOSTO;EU GOSTO DO MEU UISQUE VELHO E MINHA MULHER JOVEM.
    ULTIMAS PALAVRAS: EU TIVE UM INFERNO DE MUITA DIVERSÃO E EU APRICIEI CADA MINUTO;EU NÃO CONSIGO CONCILIAR MEUS HABITOS BRUTOS COM MINHA RENDA LIQUIDA;PRETENDO VIVER A PRIMEIRA METADE DA MINHA VIDA. EU NÃO IMPORTO SOBRE O RESTO;O PÚBLICO SEMPRE ESPERA-ME A SER UM PLAYBOY, E UM SUJEITO DECENTE NUNCA DECEPCIONA O SEU PÚBLICO;NÃO É O QUE ELES DIZEM SOBRE ISSO. É O QUE SUSSURRAM;SE EU TIVER QUALQUER GENIO, É UM GENIO PARA VIVER;MULHERES NÃO VÃO ME DEIXAR FICAR SOLTEIRO, E EU NÃO ME DEIXAREI FICAR CASADO;PERMITO-ME A SER ENTENDIDO COMO UM FRAGMENTO COLORIDO EM UM MUNDO MONÓTONO;EU FIZ SEIS OU SETE BONS FILMES - OS OUTRO NÃO TÃO BOM;MEU TRABALHO É DESAFIAR O NORMAL;
    EM SUMA – O GRANDE ERROL FLYNN É MAIS LEMBRADO PELO GRANDE PÚBLICO PELOS SEUS FILMES DE CAPA-ESPADA E DE AVENTURAS. SENDO NESTE QUESITO UM DOS MAIORES.

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    1. Flynn foi o BON VIVANT e o maior herói das telas de todos os tempos, referencial de outros heróis, seja no passado, presente, e futuro.

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  15. NOBRE AMIGO:
    COM ESTAS RESPOSTAS, APREENDI MAIS, E MAIS!
    GRATO AMIGO!
    GO AHEAD!

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    1. Eu aprendo muito com vc e os demais, Major, por conta dos comentários!

      Hasta la vista amigo!

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  16. Lancaster/Nery;

    Somente vi um tiroteio lindo e construtivo, como este que acabaram de travar, em minhas imaginações.
    Que beleza passar a conhecer o que os dois grandes e bons amigos conhecem e soltam sem cobranças!

    Vocês são uma lição de sabedoria e descencia. Sabedoria que distribuem gratis e com um amor pela sétima arte indescritível. E descencia pela classe com que digladiam no terreno que mais enche os seus e os nossos corações, que é o cinema, e sem que se apanhe uma palavra sequer de enfado ou desagrado.

    Que coisa bela, que momentos quase que liricos ler o que um diz e o que o outro responde, onde a cada palavra que citam ofertam mais saber.

    Quantas coisas sobre o Flinn eu passei a conhecer em pouco mais, ou menos, que dez dias lendo e memorizando cada virgula do que citam!

    Fico à parte aprendendo, lendo, atualizando meus parcos conhecimentos de cinema em cima do que observo no travamento deste combate de monstros da sapiencia e da alegria que capto quando falam da arte 7a..

    Lembra o amigo Lancaster, que um dia disse para mim; Jura (é como carinhosamente me chama) eu adorei o belo e engrandecedor "tiroteio" que vocês travaram sobre (agora não recordo a matéria) este tema.

    Então, amigo Lancaster, que como diz o Nery,que não é o Burt, mas é nosso amigo, que prezamos, admiramos e o abraçamos com o coração livre de maldições ou superlativismo. O abraçamos porque o amamos de verdade e como amantes da mesma arte que somos

    E para o NOBRE Nery; preciso saber que filme o Flinn fez o John Barrimore.Essa eu desconhecia.

    Grande abraço nos dois e grato peli meu dicionario que ficou mais espesso.

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. OK My Noble Ju! Aí vai:

      O nome do Filme em que Errol interpreta seu velho e saudoso amigo John Barrymore é: O GOSTO AMARGO DA GLÓRIA, de 1958, dirigido por Art Napoleon, e que tem também Dorothy Malone como Diana Barrymore.

      Quanto as suas palavras, só posso ficar lisonjeado, pois digo que vc tem o dom da palavra. Acho que um bom debate tem que ser saudável para que assim possamos aproveitar ao máximo estas trocas de informações e pesquisa, em prol dos leitores.

      Aqui, o "tiroteio" é do bem, e são pessoas como o Edivaldo e vc mesmo, Ju, que são pessoas incríveis e íntegras, bem ilustradas em vossas informações, que ajudam a enriquecer cada vez mais o espaço. Só posso agradecer a ambos pela contribuição, dos dois, ficando cada vez mais motivado em partilhar tantas preciosidades que tão bem amamos.

      Um forte abraço Ju. Mantenha contato

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    2. GRANDE JURA, MUITO GRATO PELAS PALAVRAS ELOGIOSAS.VOCÊ SABE MUITO. ACREDITE, EU E O PAULO,TAMBÉM APREENDEMOS COM VOCÊ!

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  17. Ok, Nery,

    Também fico muitissimo grato por suas palavras de carinho e incentivo.

    Somente não gosto de uma coisa; não consigo escrever pouco. O que assusta e cansa os leitores que, acredito, devem sempre passar por cima do que escrevo sem ler.

    Porém, o que me dá algum consolo é que o Lancaster e o amigo Nery, são também, mais ou menos como eu; sempre escrevem o que sentem e, com isso elastecem as escritas, o que para mim é sempre um presente.

    Mas, eu no caso, leio cada palavra do que dizem, pois quem deseja conhecer mais sobre esta arte sensacional, precisa estar bem conectado com leituras como a de vocês dois.

    Meu comentário sobre Da Terra Nascem os Homens deve ter ficado do mesmo tamanho de sua postagem. E olhe que procurei ser economico. Mas...não consegui tudo o que queria.

    Um grande e forte abraço do bahiano

    jurandir_lima@bol.com.br

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  18. Adorei a sua forma de trabalhar. É esse tipo de blog que cativa a atenção das pessoas, com os mesmos temas que vemos sempre, porém contados de formas diferentes.

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  19. Errol Flynn nasceu para esse papel. Todos os filmes capa-espada dele são bons mas como vc disse, esse é o melhor, o quintessencial. Olivia DeHavilland e Basil Rathbone também estão perfeitos. Filmão da Warner Bros e que eu me orgulho em possuir em versão dupla e cheio de extras. No entanto, muitas novidades que li aqui em sua página nem nos extras do filme eu fiquei sabendo. Parabéns por mais essa rica matéria.

    Grande Abraço!

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    1. Muito Obrigado, Jefferson! Sua participação é sempre muito importante. Grande abraço!

      Paulo Telles

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  20. Falando de erolflin, para mim, foi sem dúvida o maior interpentre de todos os tempos de filmes de capa e espada .
    Aliàs, eu por acaso tenho vários filmes dele e doutros famosos em cassetes VHS incluindo As Aventuras de Robin Hood

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  21. Olá, Paulo!!

    Esse foi um dos primeiros clássicos que adquiri quando comecei a tomar gosto pelo verdadeiro cinema. Está na lista do meu Top-20. Foi o primeiro mega sucesso de bilheteria com pessoas em Technicolor (Branca de Neve e os Sete Anões, realizada no ano anterior sob o mesmo processo, era uma animação). Quando era criança vi o Errol Flynn de Robin Hood aparecer em um dos episódios do Pernalonga em uma cena deste filme inserida no desenho, mas não fazia idéia de que se tratava desse filme. E quem diria que uma obra desse porte já passou na Sessão da Tarde???Isso é um dos muitos indícios de que a qualidade da TV vem despencando de décadas para cá. Nos extras do DVD há um excelente documentário intitulado A GLÓRIA DO TECHNICOLOR, que conta toda a história dessa invenção maravilhosa do Sr. Kalmus. E Olivia de Havilland continua vivíssima com seus 98 anos. Chegará aos 100 fácil!!

    Um abraço!!

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