quarta-feira, 9 de maio de 2012

Relembrando Lex Barker: Um Tarzan com uma reputação controversa.


Nesta Sexta feira, dia 11, se vão 39 anos do falecimento do ator Lex Barker (1919-1973), um dos mais célebres (e o mais belo) Tarzan do Cinema. Alto (1m93), bonito, culto, fluente em quatro idiomas, ele também foi protagonista de um dos escândalos mais famosos de Hollywood, envolvendo a atriz Lana Turner (1921-1995), sua então esposa, e a filha dela. Até hoje, não se sabe o que verdadeiramente aconteceu, pois os relatos biográficos são muito controversos. 


Mas vamos saber um pouco da trajetória deste galã, que nasceu Alexander Crichlow Barker Jr, a 8 de maio de 1919, em em Rye, Nova York. Vindo de uma Família abastadíssima e proeminente de Nova York, Barker era descendente direto do fundador de Rhode Island - o Cônsul Roger Williams. 


Foi excepcional nos esportes tais como o Futebol e Atletismo quando ainda cursava o ensino secundário e, posteriormente, a Universidade de Phillips-Exeter, em Fessenden. Foi à Princeton com a intenção de tornar-se ator, a contragosto de seus pais que o queriam nos negócios da família. Barker soube inteligentemente dissolver toda esta situação, pois estava determinado em seu propósito.


No verão seguinte, descoberto por um agente de talentos, foi para Hollywood realizar um teste para a 20ª Century Fox. Recebendo uma oferta de contrato, com os Estados Unidos entrando na II Guerra Mundial, seus sonhos de se tornar um ator ou um grande astro das telas tiveram de ser adiados por algum tempo. Alistou-se na Infantaria e chegou a patente de Major. 


Quando a Guerra terminou, entrou para a Reserva, possibilitando a Barker voltar para Hollywood, mas quando chegou lá, a 20ª Century Fox não tinha mais interesse por ele. A Warner Brothers também não tinha interesse pelo ator, apesar de reconhecerem seu potencial físico e beleza, em seus investimentos cinematográficos.







Ao longo de sua vida, Lex se casou 5 vezes. Constanze Thurlow foi sua primeira mulher, com quem teve dois filhos. Ficaram casados entre 1942 a 1950, quando se divorciaram. Depois, Lex casou-se com a atriz Arlene Dahl, em 1951. Uma relação que só durou um ano, culminando também em divórcio.


O Caso Lana Turner e sua Filha.
Houve realmente abuso sexual?

Em 8 de setembro de 1953, Barker casa-se com Lana Turner, em Turim, Itália. Os dois eram considerados como o casal perfeito de Hollywood. Ambos belos, charmosos, e sensuais.


Muitas biografias são concordantes quando se trata de Lana Turner. Linda e excelente atriz, também era uma mulher que encontrava nos romances proibidos uma excitante emoção. Ela mesma admitia que não conseguia viver para só um homem. Todavia, também foi criticada por suas escolhas, que incluíam...Lex Barker.


Conta-se que Barker traia Lana com outras, mas que também encontrava tempo para assediar a filha de Lana, Cheryl. Lex sempre negou isso, alegando que só queria dar conselhos a adolescente que tinha então 12 anos. Alguns biógrafos afirmam que quando Lana sofreu um aborto do filho que estava esperando de Barker, este violentou Cheryl. Apesar de ameaçada pelo padrasto (de acordo com a filha de Lana), a adolescente acabou contando tudo à mãe. Examinada, um médico teria confirmado o fato.


De noite, quando Barker dormia, Lana entrou com um revólver. Ele pensou que ela iria mata-lo e viu a morte muito perto, mas ela lhe deu vinte minutos para pegar suas coisas e desaparecer. Ele negou as acusações novamente, mas prudentemente visto uma Lana enfurecida e pronta para matar, foi embora.


Ao voltar para Itália, Barker declarou que Cheryl era a responsável pelo fim de seu casamento com Lana, e que havia sido a adolescente a assedia-lo. O processo de divórcio foi movido, e em 22 de julho de 1957, Lex e Lana estavam divorciados.


Ironicamente, Lana teve um problema similar com Michael Dante, um astro do basquete que se tornara ator, e quando Cheryl foi se encontrar com o novo namorado da mãe, esta dessa vez acusou a filha de tentar seduzi-lo: “Eu vi você, e você já fez isto antes”, fazendo menção a filha ter flertado anteriormente com Lex Barker. 


Anos mais tarde, Lana entrou em choque quando Cheryl, que estava morando com uma amiga, lhe confessou ser lésbica. Sentia-se culpada, pois acreditava que a condição da filha fosse consequência do abuso que sofrera de Lex Barker, fruto de sua negligência como mãe. Existem diversos relatos sobre esta polêmica, entretanto quem pode ter visto como tudo realmente aconteceu???




Barker fez  mais quatro filmes interpretando Tarzan: Tarzan e as escravas (1951-Tarzan and The Slave Girls), Tarzan em Perigo (1952; Tarzan's peril), Tarzan e a Fúria Selvagem (1952- Tarzan's Savage Fury), e Tarzan e a Mulher diabo (1953- Tarzan and the She-Devil). Quando o ator deixou de assumir o papel, Tarzan passou a ser interpretado por Gordon Scott.




Mesmo durante as produções de Tarzan, o ator encontrou tempo também em diversificar de papéis, em filmes de aventura, criminais, e westerns. Depois de 16 filmes no currículo, Barker foi para Europa em 1957. Falava fluentemente quatro línguas: francês, espanhol, italiano e alemão. Fez ainda 50 filmes em várias partes do mundo: Brasil, Iugoslávia, Alemanha, Espanha, Líbano, e França.

Casou-se novamente ainda em 1957, com outra atriz, Irene Labhart, com quem teve o filho Christopher (que também se tornaria ator). Cerca de 5 anos depois, Irene descobriu que tinha Leucemia, e faleceu em 1962. Com todos os cuidados, Barker demonstrou ser um marido dedicado, estando com ela até o seu fim.




Tornou-se muito popular na Alemanha, por causa de seus papéis como "Old Shatterhand", "Kara Ben Nemsi" e "Dr. Karl Sternau" nos filmes baseados em livros escritos por Karl May (1842-1921), escritor alemão muito popular na literatura infanto-juvenil alemã. Barker chegou a ganhar um prêmio neste país como melhor ator estrangeiro, em 1966.


Viúvo, Lex só reatou novas núpcias em 1965, com María del Carmen Rosario Cervera Fernández de la Guerra, uma jovem que havia sido "Miss Espanha" (atual Baronesa Thyssen). Como nos três primeiros matrimônios, o quinto também não deu certo. Divorciaram em 1972.




Barker jamais se tornou um astro de verdade em Hollywood. Foi melhor sucedido na Europa, principalmente na Alemanha, onde conseguiu notoriedade por seus desempenhos como Old Shatterhand nas série de filmes cinematográficos do índio Winnetou (personagem criado por Karl May e protagonizado na cinema por Pierre Brice ) e em outras grandes produções europeias, muitos destes também épicos, romances policiais, e capa & espada.


A partir de 1969, Lex passa a dividir sua carreira entre a Europa e os Estados Unidos. Volta para Hollywood, para fazer pontas em algumas das famosas séries da televisão americana daquele momento, como "O Rei dos Ladrões"(com Robert Wagner), "FBI", e "Night Gallery".



Barker decidiu fixar- se de vez em Nova York, sua terra natal, com o restante de sua família. Três dias depois de completar 54 anos de idade, a 11 de maio de 1973, Lex sofreu um enfarte fulminante no calçadão de uma rua de Nova York, morrendo poucos instantes depois. Estava indo se encontrar com sua noiva, a atriz Karen Kondazian. Seu funeral foi restrito para família e amigos, e o ator foi cremado e suas cinzas entregues para seu filho Christopher.



Vale relembrar que Barker, embora até hoje não recebesse nenhuma estrela no Calçadão da Fama em Hollywood ou indicação - talvez por causa do episódio envolvendo sua então esposa Lana Turner e a filha desta, Cheryl, e ainda assim, com diversas coisas ainda muito mal contadas e resolvidas sobre o caso – deu sua imensa contribuição a arte cinematográfica. Longe de ser um brilhante ator, contudo tinha porte e garra necessária para perdurar numa produção, e era bastante profissional. Encantou, e até hoje, vem encantando com sua beleza diversas fãs pós sua geração. 



Vale relembrar também pelos seus desempenhos como Tarzan (Edgar Rice Burroughs, criador do personagem, achava que o ator tinha o physique du rôle para o papel), fazendo a alegria da eterna criançada, assim como Old Shatterhand, e no clássico de La Dolce Vita, de Federico Fellini (onde ele praticamente desempenha ele mesmo, cujo personagem era um ator decadente que também havia interpretado Tarzan, e nutria de ciúmes pela bela e monumental Sylvia, interpretada por Anita Ekberg,) e em outros trabalhos (no Brasil, filmou Folia Sanguinária, com José Lewgoy), trabalhos que não são poucos ao longo de mais de 25 anos de carreira. Além de todos os tributos mencionados sobre este ator, era também um Cidadão do Mundo, que hoje não esta mais vivo para se defender de qualquer acusação.


Filmografia parcial
Ambiciosa (1947)
Dick Tracy versus Gruezone (1947)
Lar, Meu Tormento (1947)
Rancor (1947)
Tarzan e a fonte mágica (1949)
Tarzan e as escravas (1951)
Tarzan em perigo (1952)
Tarzan e a fúria selvagem (1952)
Tarzan e a mulher diabo (1953)
O morro da traição (1953)
A Mestiça do Mississipi (1953)
Tambores chamam para a guerra (1957)
A garota das meias pretas (1958)
La dolce vita (1960)
Piratas das Costas (1960)
O Terror do Máscara Vermelha (1961)
Robin Hood e o pirata (1961)
O invisível Dr. Mabuse (1962)
A Lei dos Apaches (1963)
Old Shatterhand (1963)
Winnetou (1964)
O Tesouro dos Renegados (1964)
Winnetou e a Mestiça (1965)
Aoom (1970) 

28 comentários:

  1. Oi,Paulo Néry. Parabéns pelo texto, amigo. Nunca imaginei que Lex tivesse uma vida tão conturbada.Atores famosos são sempre tem uma história "cabeluda" para contar o esconder. A respeito dos filmes de Tarzan lembro-me, sim, de alguns que vi quando garoto. Recentemente vi "Tarzan na Índia" pra matar um pouco a saudade, já, em cores. No mais, um excelente texto. Um abraço...

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    1. Olá Maxwell quanto tempo! Verdade que por traz de cada ídolo a sempre uma trajetória digna mesmo de um filme, não é verdade? apareça, meu nobre, um forte abraço.

      Paulo Néry

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    2. Um adendo, amigo Maxwell!

      TARZAN VAI A ÍNDIA foi estrelado por JOCK MAHONEY, em 1962. Nesta época, Lex estava na Europa filmando e já havia abandonado o papel de Tarzan. Mas, curiosamente, Mahoney havia sido um dos candidatos a substituir Johnny Weissmuller em 1949 para o papel de Tarzan.

      Na ocasião, Jock Mahoney (que era um exímio dublê) perdeu a parte, indo para Lex Barker, que depois foi substituído por Gordon Scott, que por fim seria substituído por Mahoney antes recusado, que já contava com mais de 40 anos de idade quando conseguiu o papel.

      Ironias do destino.

      Paulo Néry

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  2. João de Deus NETTO10 de maio de 2012 08:06

    SHOUWZAÇO!!!! Que post maravilhoso! Tenho Lex no CinemaScope com visual diferente. Assista http://cinemascopeblog.blogspot.com.br/

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    1. Muito Obrigado, João. Conte com minha presença.

      Paulo Néry

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  3. Paulo, mais um excelente trabalho, parabéns!
    Devo confessar que apesar de gostar, nunca fui um fã ardoroso dos filmes de Tarzan...
    Lex Barker para mim foi o segundo Tarzan do Cinema!
    O episódia com a filha da Lana Turner foi um acontecimento funesto na vida de Lex, mas ida para Europa foi benéfica para ele...
    Você citou o escritor alemão Karl May, que escreveu vários livros sobre o Velho Oeste. Você sabia que ele nunca esteve nos lugares que descreveu tão bem?
    Lex tinha bom gosto só se envolveu com lindas mulheres...
    Go ahead, meu nobre amigo!

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    1. Diria, amigo Eddie, que Barker é considerado, literalmente, o segundo Tarzan do Cinema, se considerarmos a filmografia do Rei das Selvas a partir de Johnny Weissmuller. Sinceramente, Lex foi um dos mais marcantes atores a interpretar o herói criado por Edgar Rice Burroughs. Sem dúvida, Barker teve muitas mulheres a seus pés, mas não conseguiu dobrar a Lana de jeito nenhum.

      Na EUROPA, Lex foi um verdadeiro Rei, e era muito mais popular no além mar do que em Hollywood. Talvez também seja por isso que até hoje o ator não tem uma estrela na calçada da fama, tendo em vista também os acontecimentos com Lana Turner.

      E vc tem toda razão, KARL MAY jamais esteve no oeste americano, e soube conduzir muito bem através de seus romances sua imaginação para lá de fértil.

      Um Forte abraço MAN OF THE WEST!

      Paulo Néry

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  4. mesmo barra pesada, era belo e tinha uma certa expressividade. merecia uma carreira melhor.

    O Falcão Maltês

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  5. Olá entrei para fazer uma visita e adorei.
    Já estou te seguindo.

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    1. Muito obrigado, Branca.Seja bem vinda e volte sempre, abraços do editor.

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  6. Parabens pelo belo blog,excelente trabalho sempre fui muito fã do Tarzan ,alem dos filmes tambem colecionava revistas da saudosa Editora Brasil América.
    Abraço Airton Muñoz

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    1. Seja bem vindo, Airton. Obrigado pela participação, um grande abraço do editor.

      Paulo Néry

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  7. Realmente Lex Barker foi um dos mais belos Tarzans do cinema, infelizmente não conseguiu tanto sucesso quanto Johnny Weissmller... Abraços e apareça no Gilberto Cinema.

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    1. Saudações Gil. Bem verdade, acho que Barker apesar de suas qualidades não conseguiu tanta notoriedade perante as platéias quanto Weissmuller, que acabou se tornando para muitos fãs de cinema como o Tarzan definitivamente marcante das telas. Obrigado pela participação e com certeza vou aparecer em seu blog. Um forte abraço.

      Paulo Néry

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  8. Otima postagem. Como já te disse, sou fã do Tarzan de Weissemuller e tenho poucas lembranças desse Tarzan, mas conheço a historia com a filha da Lana. Realmente ficou muito mal explicado. Fiquei fã do blog, não conhecia, mas já linkei na minha página. Apareça quando quiser. Grande Abraço!

    http://espectadorvoraz.blogspot.com.br/

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    1. Meu muito obrigado, Celo. Seja bem vindo sempre, pode estar certo que além de linkar seu espaço ao meu, também traçarei comentários em seu magnífico blog.

      Um forte abraço do editor.

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  9. CAMPANHA: NOSSO FOCO É O CINEMA

    Para um BLOGUEIRO CINÉFILO cinema é arte, talento e magia. Ele lê muito sobre a sétima arte, pesquisa, passa horas diante do computador, coleta imagens raras e principalmente vê filmes, muitos filmes. Movido pela paixão cinematográfica, abre as portas para um novo mundo. O que mais o anima a continuar são os COMENTÁRIOS dos internautas. Tornar-se SEGUIDOR do seu blog é uma grande alegria. Pense nisso e apoie os blogs cinéfilos DEIXANDO COMENTÁRIOS e SEGUINDO-OS. O cinema agradece.

    O Falcão Maltês

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    1. Aprecio esta sua iniciativa, Nahud. Acho que todo blogueiro cinéfilo deve se conscientizar desta importância, saber dividir opiniões, e enfim, participar. Não somente o cinema mas a arte em geral para o bom convívio salutar e cultural também agradece. Um forte abraço do editor.

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  10. Amigo nunca fui fã do Tarzan (confesso que aprecio mesmo é o filme da Disney HAHA), mas o artigo do Lex Barker que conhecia pouco, quase nada, ficou sensacional! Parabéns mais uma vez. Somente aqui se encontra biografias tão bem argumentada e pesquisada. Belas fotografias, também!

    Vou procurar assistir aos outros filmes do ator.

    Grande abraço!

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    1. Hahaha, meu nobre amigo, já sou ao contrário de vc, pois abomino os desenhos de Tarzan da Disney, exceto os produzidos pela Filmation nos anos de 1970, mas claro vc é de uma geração posterior a minha. Valeu como sempre participativa presença em meu canto. Um forte abraço do editor.

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  11. Ola meu querido amigo,fiquei alguns dias ausente e olha quanta coisa encontrei na minha chegada.A reformulação do ótimo blog ficou espetacular.Adorei.Lex Barker arrasando nesta excepcional postagem que fizestes sobre ele,E,Mais ainda,Gary Cooper no célebre filme High Noon com a linda canção"Do not forsake me,My Darling[que pretendo cantar em algum momento para o blog,alias o arranjo da musica já esta em andamento.]Que coincidencia......e que bom estar de volta e estar aqui conversando contigo e me deliciando com toda esta maravilha que se chama "Filmes Antigos Club".Um abraço bem grande.

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    1. Salve Suzane, sua presença aqui sempre encantando o espaço. Agradeço de imenso suas colocações, e o espaço presente precisava de algumas mudanças.

      Vou aguardar em seu blog o seu arranjo musical desta inesquecível canção de um dos maiores clássicos cinematográficos de todos os tempos. Cooper, Zinnemann, eu, e os fãs, vão agradecer!

      Um abraço caloroso minha amiga.

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  12. Ola Paulo,

    Adorei seu blog e adorei saber mais sobre a vida do protagonista de Tarzan, Parabéns pelo seu blog já está nos meus favoritos!!!

    Grande Abraço!!

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    1. Obrigado Priscila. Lex Barker foi, sem dúvida, um dos intérpretes mais marcantes de Tarzan. Abraços do editor.

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  13. Conhecia esta ocorrencia na vida de Lana Turner. Mas, jamais soube que o Lex Barker poderia estar envolvido na tragédia.

    Se, linda como era, a própria admitia que não conseguia viver apenas com um homem, isso já sinalizava contornos de sérios problemas em sua vida.

    De qualquer forma o ditado "filho de peixe, peixinho é" pode muito bem pousar por alí.

    Mas vamos falar um pouco do Barker:
    Dos seus filmes de Tarzan assisti apenas dois deles, Tarzan e a Fonte Mágica/49 e Tarzan e as Escravas/51.
    No entanto, nunca o achei um bom Tarzan.Me parecia não ter carisma para tal. Mesmo o Jock Mahoney tinha mais presença em cena que ele.
    E filmes seus Europeusm jamais vi algum.

    Vi alguns faroestes com ele, Porém, também nunca foi um ator que tivesse destaque. Era sim, um homem simpático, com um bom porte, o que não qualifica uma pessoa a ser um bom ator.

    Lamento e sinto seu falecimento apenas aos 54 anos.
    Me parece incrível como este pessoal, que se mostravam fotes, inatingíveis por doenças, não pareciam se cuidar.

    De tantas mortes conhecidas de atores por problemas cardiacos, e que nos deixaram jovens, podemos fácil ver que eles não ligavam muito para suas saudes, uma vez estes problemas nunca ocorrerem assim tão repentinamente.

    São situações que deveriam estar se arrastando há anos e que, se com uma prevenção, muitas destas mortes semi prematuras poderiam ser evitadas.
    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Obrigado Jurandir pelas colocações. De fato Barker estava longe de ser um astro, mas conseguiu muito mais respeito na Europa do que em Hollywood, porque na meca do cinema devido ao escândalo com Lana Turner já não tinha também mais espaço para ele.

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  14. Lex Barker foi brilhante como ator e era um dos melhores mocinhos do cinema. Fazendo o papel de Tarzan, de herói de capa e espada, de mocinho de faroeste, provou ser versátil e é equiparado ao Johnny Weissmiller e Gordon Scott, podendo-se afirmar que são os três mocinhos encantadores do cinema até hoje.

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