domingo, 4 de março de 2012

Relembrando o Querido Randolph Scott.


No dia 2 de março de 1987, morria Randolph Scott. A Manchete, estampada em jornais e revistas do mundo todo pegou muita gente de surpresa, uma vez que um dos mais fabulosos cowboys do cinema já estava aposentado “das pistolas” havia mais de 20 anos. Afastado das telas e da mídia durante anos, e vivendo em seu rancho com sua esposa, Patricia, Randy (como carinhosamente o chamamos) para grande parte do público e dos fãs já estava morto.



Sobre o ano de seu nascimento ainda existem controvérsias. Segundo o Motion Picture Almanac, Randy nasceu a 23 de janeiro de 1903, no Estado da Virginia, sob o nome de batismo de George Randolph Crane . Contudo, outras fontes, incluindo o site IMDB, mencionam o ano de 1898 como seu ano de nascimento e este ano parece ser o mais correto, uma vez que na pedra tumular do ator encontra-se a data de 23 de janeiro de 1898 como do seu ano natalício.



Vindo de uma família abastada e fluente, e filho de um respeitado engenheiro industrial, Randolph Scott foi um dos principais astros de Hollywood. Durante uma visita a Charlotte, na Carolina do Norte, seus pais decidiram enraizar-se no local com o pequeno Randy. Anos depois, já um jovem de bela estampa, Randolph estudou no Instituto Universitário de Tecnologia da Georgia, graças a uma bolsa de estudos ganha por suas performances atléticas como jogador de futebol americano. Ferido em uma partida, Randy transferiu-se para a Universidade de Carolina, onde se formou em Engenharia, e logo começou a trabalhar numa empresa de produtos têxteis.



Em abril de 1917 os Estados Unidos entraram na Primeira Guerra Mundial. Pouco depois, Scott, então com 19 anos , ingressou no exército e serviu na França como artilheiro no 2 º Batalhão Trench Argamassa, de Artilharia de Campanha 19. Após o Armistício com o fim da Guerra, Randy permaneceu na França e se matriculou na escola de oficiais de artilharia, mas como recebeu uma comissão pelos serviços de guerra, decidiu voltar para os Estados Unidos em 1919. A experiência e treinamento de guerra de Scott rendeu a idoneidade que lhe serviria anos mais tarde como prática em sua atuação no cinema, incluindo o uso de armas de fogo e a prática de combate corpo a corpo.




Descoberto por um agente hollywoodiano, que procurava um dublê para Gary Cooper, Randy largou seu emprego e foi para a Califórnia, onde se encontrou com o magnata Howard Hughes (1905-1976 - que conhecia o pai de Randy, que deu uma carta de apresentação a Hughes em favor do filho), que conseguiu para ele uma audiência com Cecil B. DeMille (1881-1959), com a finalidade de fazer um teste. Aprovado, foi logo empregado para treinar com o próprio astro Gary Cooper o sotaque virginiano para seu filme de 1929, Agora ou Nunca (The Virginian), além de ter feito uma ponta como ator no filme.


Enquanto não surgiam propostas de trabalho em Hollywood, Scott voltou a jogar, e desta vez profissionalmente em um time de futebol americano da Califórnia. Alguns agentes da Paramount o viram em uma partida e lhe ofereceram um contrato. Abandonando de vez o futebol, tornou-se definitivamente ator.




Não demorou muito, foi se tornando um ator de destaque, e o público feminino não deixou de atender ao belo louro de 1m89, que foi avançando para os papéis principais, graças a sua boa dicção e voz privilegiada, muito embora seu encanto de "homem calmo" nas telas não fosse o bastante para indicar o tremendo sucesso que viria mais tarde como um dos mais autênticos “Man of The West” do cinema.


Apesar de suas qualidades físicas, Randy foi um ator mediano em comédias, dramas, e em aventuras ocasionais, até se projetar nos westerns, onde decididamente se consagrou como um dos maiores astros do gênero, entre 1935 até 1962, quando se despediu das telas. Sua personalidade artística alterou-se da figura calma para uma figura estoica, de homem resistente, imponente, e duro como uma rocha.




Depois de pequenos papéis em vários filmes, alguns inclusive sem receber créditos, Randy fez para a Paramount, entre 1932 e 1935, uma série de dez faroestes de baixo orçamento baseados em histórias de Zane Grey (1872-1939), que serviram para consolidar sua imagem, não só na indústria cinematográfica, mas principalmente entre a massa de espectadores. Sete desses filmes foram dirigidos por Henry Hathaway (1898-1985), que estava em início de carreira.




Em 1935, Scott foi firmemente estabelecido como um astro popular do cinema e, portanto, após o lançamento de Inválido Poderoso/Mystery Mountain Rocky (1935), a Paramount Pictures o escalou para produções de alta escala, ou seja, de ator classe B não demorou para ser incluso no círculo de atores Classe A.



Scott fez quatro filmes para a RKO Radio Pictures durante 1935 e 1936. Dois deles estavam na popular série de musicais estrelados por Fred Astaire e Ginger Rogers : Roberta (1935), também estrelado por Irene Dunne e Nas águas da Esquadra (Follow the Fleet) em 1936. Em ambos os filmes Scott interpretou o simpático amigo de Astaire. Os outros dois estavam entre os melhores da carreira de Scott: Conto de Aldeia/Village Tale(1935), um comovente melodrama obscuro sobre uma pequena cidade onde reina as fofocas e a hipocrisia, dirigida por John Cromwell (1887-1979), e Ela/She (1935),de Irving Pichel (1891–1954), uma aventura fantástica adaptada do romance de H. Rider Haggard (1856-1925), publicada em 1886.



Até 1945, Randy esteve em fitas de diversos gêneros, como Minha Esposa Favorita/My Favoriter Wife, de 1940, e dramas de guerra, como A Batalha Final/Gung Ho!, em 1943, ao mesmo tempo em que se firmava como herói dos westerns, mesmo co-estrelando com Tyrone Power e Henry Fonda em Jesse James, em 1939, Errol Flynn e Humphrey Bogart em A Caravana do Ouro/Virginia City, 1940, e Gene Tierney em Formosa Bandida/Belle Starr, em 1941.




Foi co-astro junto com John Wayne (1907-1979) em dois espetaculares filmes estrelados por Marlene Dietrich (1901-1992), e em ambos Scott parte para luta livre com o “Duke”: A Indomável/The Spoilers (1942), faroeste dirigido por Ray Enright (1896-1965) onde Scott interpreta um crápula de primeira, e uma luta memorável, uma das mais espetaculares do cinema; e Ódio e Paixão/ Pittsburgh, de Lewis Seiler (1890–1964), um drama realizado no mesmo ano, onde Randy interpreta um personagem avesso ao seu Alexander McNamara do filme anterior, e dá uma tremenda lição ao personagem rebelde e aproveitador feito por John Wayne nesta fita.


A partir de 1945, todos os seus filmes são faroestes, com exceção de dois: a comédia Lar, Doce Tortura /Home, Sweet Homicide, de 1946 e o drama Véspera de Natal/Christmas Eve, 1947. Entre fitas de rotina e outras com atrativos diversos, Scott trabalhou com os diretores Ray Enright, Andre de Toth, Gordon Douglas, Lesley Selander, John Sturges, entre outros. Nesta época, destacam-se os faroestes Abilene, o Fim da Trilha/ Abilene Town, de 1946; Terra dos Homens Maus/Badman’s Territory (1946); Sem Deus e Sem Lei (ou Rua dos Conflitos)/ Trail Street (1947); Albuquerque (1948); e A Volta dos Homens Maus/ Return of the Bad Men, em 1948.


Em Rua dos Conflitos e A Volta dos Homens Maus, Scott tem a satisfação de contracenar com dois grandes ícones cinematográficos: o barbudo George "Gabby" Hayes (1885-1969), figura engraçada e carismática que era parte constante no mundo dos westerns e foi o Sidekick de Scott, Wayne, e Roy Rogers; e o ótimo Robert Ryan (1909-1973) que não fazia muitos anos no cinema já emplacaria numa carreira de sucesso, tendo recebido uma indicação ao Oscar de melhor ator coadjuvante pelo psicopata anti-semita no filme Rancor/Crossfire, em 1947, de Edward Dmytryk.



Transformou-se em um dos grandes campeões de bilheteria no gênero western, tendo ganhado muito dinheiro, o que fez o já rico Randy ainda mais milionário, e quando veio a falecer em 1987, seu patrimônio já havia atingido cerca de US $ 100 milhões. Sua prosperidade veio a crescer logo no início dos anos 1950, quando se aliou ao diretor Budd Boetticher (1916-2001), com quem fez uma série de faroestes. Já nesta época, Scott havia se associado ao produtor Harry Joe Brown (1890-1972), e juntos fundaram a Randbrow Enterprises, uma produtora que realizou muitas películas do astro, tanto para a Warner Brothers quanto para a Columbia Pictures.


Justamente a partir da década de 1950 que os westerns se produziram em grande escala na fabulosa meca do cinema, época frutífera para o gênero. E o nobre Randy não perdeu tempo. Com sua empresa recém fundada, Scott, em parceria com Boetticher, originou fitas notáveis como Sete Homens sem Destino/ Seven Men from Now (1956), O Resgate de Bandoleiro/ The Tall T (1957), Entardecer Sangrento/ Decision at Sundown (1957), Fibra de Herói/Buchanan Rides Alone (1958), Um Homem de Coragem/Westbound (1959), O Homem que Luta Só/Ride Lonesome (1959) e Cavalgada Trágica/ Comanche Station (1960). O sucesso destas produções sob a ótima parceria Scott & Boetticher deve-se também aos roteiros bem elaborados escritos pelo especialista em westerns Burt Kennedy (1922-2001) , que começou sua carreira de escritor e depois como diretor. Ao longo da década de 1950, esta parceria bem sucedida produziu muitos dos melhores westerns B já feitos e, no processo, Scott se tornou uma das dez maiores bilheterias daquela década, e não é pra menos.



Em 1961, Scott já havia anunciado sua aposentadoria, não sem antes de uma saída com Chave de Ouro. Pistoleiros do Entardecer (Ride the High Country )é um western Classe A realizado em 1962, que retrata, com sensibilidade, o fim de uma era, retrato este muito bem executado por Randy e outro grande nome do Far-West, Joel McCrea (1905-1990). Realizado pelo cineasta Sam Peckinpah (1925-1984), o filme marca o encerramento da brilhante carreira de Randolph Scott como ator, aos 64 anos. Em Pistoleiros do Entardecer, o diretor Peckinpah alterna temas de filmes como Matar ou Morrer e O Homem Que Matou o Facínora.


A fotografia de Lucien Ballard (1908-1988) reflete a beleza do Velho Oeste. Cada tomada mostra a grande atenção que é dada aos detalhes. A trilha sonora, assinada por George Bassman (1914-1977), complementa com perfeição a narrativa cinematográfica. O duelo final, os dois veteranos combatentes Scott e McCrea contra os irmãos interpretados por James Drury (o futuro HOMEM DE VIRGINIA da TV), Warren Oates (1928-1982), e John Anderson (1922-1992) é simplesmente magistral, resultando na morte dos irmãos e, no último momento, no de McCrea, morrendo poeticamente nos braços do amigo Randy, quando este lhe diz: “nos veremos logo mais”, como se Randy dissesse para McCrea que breve seguiria o mesmo destino. Vemos na sequencia, McCrea olhar o horizonte e morrer como ele mesmo dissera ao amigo anteriormente, com a “Sensação de dever cumprido”.É assim que Randolph Scott, na vida real, deveria também ter se sentido ao realizar esta obra para Sam Peckinpah, e encerrar seu ciclo de filmes com toda dignidade, para depois viver sua vida.


Começou a dedicar-se ao seu rancho, na Carolina do Norte, onde passava o primeiro semestre todos os anos. Chegando o semestre seguinte, voltava para sua mansão em Beverly Hills, na Califórnia, e a seu passatempo preferido: o golfe. Desde que entrou para comunidade de Hollywood, Randy adorava golfe, e ao tentar ingressar como sócio num clube de Beverly Hills, teve sua proposta recusada. O motivo justificado pelos proprietários foi de que não aceitavam, naquele recinto, "judeus e atores". Em contrapartida, Scott se defendeu, dizendo o seguinte: "Amigos, os senhores estão enganados. Eu não sou ator, e os vinte e cinco filmes que fiz (até aquele momento) provam isso. Sei brigar, sei cortejar a mocinha, sei usar o revólver, mas ator, nunca fui!". Imediatamente, sua proposta de sócio foi aprovada.



Sua vida particular foi aparentemente sem escândalos e pode-se dizer que foi relativamente calma. Scott foi casado duas vezes. Sua primeira esposa foi Mariana Sommervile Dupont, da rica família das indústrias Dupont. Após o divórcio, dividiu até 1944 quando se casou pela segunda vez com a ex-atriz Patricia Stillman (e com quem teve dois filhos, Christopher e Sandra), uma casa com o ator Cary Grant (1904-1986). Aliás, é discutida há anos a relação entre estes dois astros das telas. Por mais de 30 anos, Scott e Cary Grant foram amigos inseparáveis, o que causou, mais tarde, rumores de que os dois astros fossem homossexuais e amantes.



Em fim dos anos de 1930, Grant e Scott eram companheiros de quarto, em uma casa de praia, alugada pelo próprio Grant. Na ocasião, os dois jamais foram vistos com mulheres ou outras estrelas, e muitas fotos dos dois atores foram tiradas na piscina. Mesmo depois de casados com suas mulheres, fala-se que eles ainda mantinham encontros. Ao saber do falecimento de Grant, em 1986, o velho Scott, que já estava com sua saúde abalada, veio a piorar.



Durante toda sua carreira, Randy era avesso à publicidade, tanto que declarou um ano antes de se aposentar o que ele pensava de sua fama e glória no cinema: “Sempre recordo o que dizia o produtor David Belasco, que acreditava que astros e estrelas não deveriam se deixar ver em público, a menos que fossem pagos para isso. Para mim, a afirmação de Belasco faz muito sentido. Ora, a estrela mais fascinante do mundo cinematográfico é Greta Garbo. Por que? Porque ela era inteligente o suficiente para se manter afastada do público. Assim, cada espectador ou fã tinha sua própria idéia do que ela realmente”. Aqui, uma rara foto colorida (acima) de Randy em 1985, tirada em Beverly Hills dois anos antes de seu falecimento, ao lado de Victor French, Neil Summers, e do ex dublê Al Wyatt (de óculos).



Túmulo de Randolph Scott e sua esposa.

Isento de qualquer escândalo fatal ou publicidade negativa, não há notícias de que o saudoso cowboy de figura estóica jamais tenha prejudicado alguém ou se metido em encrencas sérias. Scott foi casado e foi feliz até o fim de sua vida com sua esposa Patricia e os filhos. No fim da vida, Randy já era um multimilionário graças aos seus bons investimentos e se deu ao luxo de gastar seus últimos anos naquilo que mais gostava de fazer: jogar golfe. Morreu no dia 2 de Março de 1987, aos 89 anos de idade, após ter sofrido vários ataques de pneumonia e ter o coração muito debilitado. Em seu lugar de descanso eterno está inscrito a seguintes palavras: George Randolph Scott, 23 de janeiro de 1898 – 2 de março de 1987- amado marido de Patricia e pai devotado de Sandra e Christopher – E onde o saudoso cowboy repousa em Charlotte, Condado e Mecklenburg, na Carolina do Norte.

Obrigado, Randy, por tantas emoções que nos proporcionou!

Produção e pesquisa de Paulo Telles


30 comentários:

  1. Como futuro professor de história e apreciador do seu site tenho que dizer: demorei para colocar seu site como parceiro no meu blog. kk. Mas, hoje mesmo estou fazendo isso.

    Abraços

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    1. Renato, satisfação, farei o mesmo aqui em relação ao seu. Grande abraço e ótima semana.

      Paulo Néry

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  2. Grand homenagem a Randy... E como as pessoas se preocupam com as vidas privadas dos astros de Hollywood... nao é? My God, se Grant e ele foram amantes, qual é o problema? As pessoas sao hoje em dia acusadas por se amarem... nao é um absurdo? Já o contrário (o ódio) é aceito... Unbelievable!!!! Viva o Rei dos Westerns

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    1. Pois é Prezado Ricardo, mas independente de boatos ou fatos que sejam sobre sua pessoa, Randolph Scott assumiu um papel importante no mundo do cinema. Na verdade, quem é o "Rei dos Westerns"? John Wayne, Scott, Roy Rogers, Tim McCoy, Audie Murphy...entre tantos a escolher.

      Paulo Néry

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  3. PAULO, GRANDE POST - GRANDE TRIBUTO A RANDY SCOTT, THE NUMBER TWO NO GÊNERO WESTERN...
    PRATICAMENTE VOCÊ DISSE TUDO A RESPEITO DELE, MAS VOU FAZER ALGUMAS OBSERVAÇÕES E COLOCAR O DEPOIMENTO DO EXCELENTE BUDD BOETTICHER, POR OCASIÃO DO FALECIMENTO DO RANDOLPH SCOTT, EM 2 DE MARÇO DE 1987, PARA REVISTA CAHIERS DU CINEMA, INTITULADO "HOMENAGEM A RANDOLPH SCOTT", UM VERDADEIRO GENTLEMAN".ESTE DEPOIMENTO POSTAREI EM SEGUIDA.

    NA DÉCADA DE 50, RANDY SCOTT FOI O ATOR COM MAIS PRESENÇAS NOS FILMES DO GÊNERO WESTERN, AO TODO ELE ESTRELOU 27 WESTERNS.
    VOCÊ DISSE QUE OS FILMES QUE ELE ESTRELOU NA DÉCADA DE 50 FORAM FILMES "B", O QUAL EU NÃO CONCORDO. SE OS WESTERNS QUE RANDY FEZ NOS ANOS 50 SÃO “B”, EU DIRIA QUE OS WESTERNS DE ALAN "ROCKY" LANE, ROY ROGERS, REX ALLEN, LASH LARUE,WHIP WILSON E MUITOS OUTROS, SÃO FILMES C,D,E,F...Z. POR ISSO MESMO HÁ CONTROVERSIAS...
    ALGUNS CRÍTICOS DO GÊNERO AFIRMAM QUE O ÚLTIMO WESTERN "B",FOI PISTOLEIRO POR EQUÍVOCO, COM WAYNE MORRIS, REALIZADO EM 1954. COMO AFIRMA CATEGORICAMENTE O CRÍTICO A.C. GOMES DE MATTOS: "OS WESTERNS ESTRELADOS, POR JOEL MCCREA,AUDIE MURPHY, GEORGE MOTGOMERY, JEFF CHANDLER,DALE ROBERTSON, FRED MACMURRAY, E OUTROS ATORES, ERAM WESTERNS DE ORÇAMENTO MÉDIO,POR ISSO MESMO CHAMADOS DE "COFEATURES", PORQUE TINHAM O MESMO STATUS DE UM FILME “A”. SENDO CERTO QUE ESTES WESTERNS, MANTIVERAM A VITALIDADE DO GÊNERO DURANTE O SEU DECLÍNIO DA POSIÇÃO DOMINATE NO MERCADO".
    OS FILMES "B" SEGUNDO OS CRÍTICOS FORAM DIRECIONADOS PARA TELEVISÃO...
    JÁ BUDD BOETTICHER, FICAVA FURIOSO:"NÃO ME FALE DE WESTERNS "B". FIZ FILMES B, EM PRETO E BRANCO E COM MAUS ATORES. NUNCA FIZ WESTERNS B. TALVEZ CUSTASSEM O PREÇO DE UM WESTERN B, MAS ISSO NÃO ACONTECIA POR TRABALHAR COM TECNICOS DE PRIMEIRA ORDEM, COMO LUCIEN BALLARD, RUSSEL METTY, WILLIAM H. CLOTHIER,CHARLES LAWTON JR. ESSES FILMES ERAM BARATOS, PORQUE SABÍAMOS O QUE FAZÍAMOS. ALÉM DISSO NUNCA CONSTRUÍAMOS CENÁRIOS, EMPREGAVÁMOS OS DE DEUS. E DEPOIS HAVIA RANDOPH SCOTT. DE INICIO, NINGUÉM ACREDITAVA QUE IA FUNCIONAR, O ESTUDIO LANÇOU-OS SEM PUBLICIDADE"(TEXTO PUBLICADO NA REVISTA CAHIERS DU CINEMA, Nº334/335, ABRIL DE 1982).
    CERTA VEZ, LOGO APÓS O FALECIMENTO DO RANDOLPH SCOTT, UM CRÍTICO PERGUNTOU AO BUDD BOETTICHER, O QUE VOCÊ ACHAVA DELE COMPARANDO-O COM OUTROS ASTROS DO FAROESTE, SEM MENCIONAR QUAIS OUTROS, APÓS UMA LONGA PAUSA VAGAMENTE PENSATIVA, BUDD BOETTICHER, RESPONDEU: “EI VOCÊ NÃO ESTÁ PENSANDO EM GENE AUTRY OU ROY ROGERS, QUANDO DIZ OUTROS ASTROS DO FAROESTE, ESTÁ? SE TIVER PENSANDO EM COOPER, NO WAYNE OU AGUÉM MAIS PERTO, ESTARÁ CERTO”.
    ALÉM DOS WESTERNS CITADOS POR VOCÊ,RANDY SCOTT, NA DÉCADA DE 50 FEZ OUTROS GRANDES WESTERNS: O LAÇO DO CARRASCO;O PISTOLEIRO, OBRIGADO A MATAR,TERRA DO INFERNO,ÁGUAS SANGRENTAS, SÃO EXEMPLOS MARCANTES.

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    1. Edivaldo, realmente eu confesso à vc que até hoje nunca consegui compreender muito bem este critério de alguns em relação aos faroestes e suas categorias.

      Desde que comecei a me relacionar com outros fãs de westerns e colecionadores, sempre pelo que pude entender dirigiam os westerns estrelados tanto por Randolph Scott quanto por Audie Murphy como faroestes B, porque eram considerados curtos na metragem, ou ainda por serem de baixo orçamento, todavia acho que vc tem absoluta razão de não concordar comigo mesmo, porque se vermos pela ótica que brilhantemente vc me explana , concordo que os filmes iniciados com tão bem sucedida parceria estão longe de serem considerados westerns B. Ainda: Acho que a sociedade entre Scott e Boetticher foi, depois a de Wayne com Ford, a mais badalada no cinema americano dentro do gênero western.

      Os requintes de produção nas fitas de Randy com Boetticher, apesar de orçamentos médios, deram brilho de produção Classe A. Logo, se entende o por que da fúria de Boetticher quanto a categorizar os Westerns B seus trabalhos com Scott, e certamente, a não compara-lo como um Gene Autry ou Roy Rogers, que já eram cowboys direcionados ao público infantil.

      Mas agora, ao analisar seu comentário, terei em vista que os faroestes americanos produzidos após 1954, em nenhum momento, podem ser considerados filmes B, e uma safra são os westerns que vc citou do Randy, como o LAÇO DO CARRASCO que é sensacional, e OBRIGADO A MATAR que não são desmerecedores de prestígio.

      Bastante enriquecedor seus comentários, nobre Eddie, pois desconhecia muitas coisas a respeito de Boetticher.

      Paulo Néry

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  4. PRIMEIRA PARTE DO DEPOIMENTO DE BUDD BOETTICHER...
    VAMOS A PARTE DO DEPOIMENTO DE BUDD BOETTICHER DADO À REVISTA CAHIER DU CINEMA:
    “NUNCA O TINHA ENCONTRADO ANTES DE SEVEN MEN FROM NOW(7 HOMENS SEM DESTINO). FOI JOHN WAYNE QUEM NOS APRESENTOU E DE CARA ME SIMPATIZEI COM ELE. ERA UM GENTLEMAN, UMA PESSOA MUITO AGRADÁVEL. NESSES ÚLTIMOS ANOS SÓ FALAMOS POR TELEFONE.
    EU PODERIA SIMPLESMENTE TER ME APEGADO ÀS LEMBRANÇAS DAQUELE TEMPO E NADA MAIS TER GUARDADO DO QUE A NOSSA COLABORAÇÃO EM CONJUNTO. SÓ QUE DURANTE 15 ANOS FALÁVAMOS POR TELEFONE E EU PASSEI CADA VEZ MAIS A APRECIAR ESTA NOSSA LONGA HISTÓRIA DE AMIZADE.
    NOSSOS FILMES, OS MAUS ELEMENTOS SE SIMPATIZAVAM COM RANDY(O PERSONAGEM) E SENTIAM QUE PODERIAM TER OCUPADO O SEU LUGAR SE TIVESSEM NASCIDO EM OUTRO MEIO, UM MEIO MAIS FAVORECIDO. TERIA SIDO UMA CHANCE PARA ELES. RENOVAMOS COMPLETAMENTE O GÊNERO AO COLOCARMOS, OPONDO-SE A RANDY, JOVENS ATORES QUE ACREDITAVAM(FORA DAS TELAS E, NA VIDA REAL) NO CAMINHO DO SUCESSO. ACREDITAVAM QUE O SUCESSO DE RANDY SERIA BOM PARA CARREIRA DELES, E AO MESMO TEMPO SIMPATIZAVAM COM O PERSONAGEM VIVIDO POR RANDY.
    EM ORDEM CRONOLÓGICA TIVEMOS LEE MARVIN, RICHARD BOONE, CRAIG STEVENS, PERNEL ROBERTS, JAMES COBURN, E CLAUDE AKINS. ISTO SEM FALAR EM SKIP HOMEIER, E HENRY SILVA(GRIFO MEU). UMA PENCA DE FUTUROS VALORES. MARVIN E COBURN, GANHARIAM O OSCAR ANOS DEPOIS.
    OS SEUS PERSONAGENS, NOS DIVERSOS, FILMES ERAM HOMENS DUROS, RÚSTICOS, E MALVADOS, QUE PODERIAM TER SIDO DIFERENTES. TODOS TINHAM SIMPATIA PELO RANDY, E O PÚBLICO ENTENDIA POR QUE AO ASSISTIREM AOS FILMES. E ISTO ERA ESSENCIAL, MAS TAMBÉM BASTANTE COMPLEXO.
    HOJE, EM DIA, AOS ASSISTIRMOS CERTOS FILMES, NÃO COMPREENDEMOS OS SENTIMENTOS DOS PERSONAGENS. NOS NOSSOS SEMPRE HAVIA AQUELES MAUS QUE SIMPATIZAVAM COM RANDOLPH SCOTT, E EM ALGUM MOMENTO LHE DIZIAM QUE RECUSAVAM A MATÁ-LO, O QUE INDUZIA OS ESPECTADORES A PENSAR ASSIM, PORQUE ELES REAGIRIAM DA MESMA FORMA.
    E ISTO ERA MUITO ESPECIAL, POIS EM TERMOS DE FAROESTE NUNCA TINHA ACONTECIDO ANTES.

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  5. CONTINUANDO - SEGUNDA PARTE-
    É POR ISTO QUE O MEU ENCONTRO COM O RANDY FOI DEFINITIVO PARA MINHA CARREIRA. DEU-ME A OPORTUNIDADE DE FAZER ALGO COM QUE NUNCA HAVIA PENSADO ANTES.
    QUANDO ERA JOVEM, PENSAVA QUE OS FILMES TINHAM QUE SER ÁSPEROS, RÚTICOS. SOBRE E COM HOMENS RUDES. ACHAVA SER NECESSÁRIO SÓ DERRUBA-LOS EM CENA, DA MESMA FORMA COM EU DUELAVA COM O TOURO NA ARENA, NOS MEUS TEMPOS DE TOUREIRO”.
    ...RANDY, ESTES FILMES E AS HISTÓRIAS DE BURT, PERMITIRAM –ME PERCEBER A MINHA SENSIBILIDADE. A PERCEPÇÃO DE VER CERTAS COISAS QUE NÃO VIA ANTES ME FOI PROPICIADO PELO LONGO CONVÍVIO DE FILMAGENS COM RANDY E ACENTUADO PELOS ROTEIROS DE BURT.AS MULHERES DE MINHA VIDA. MARY, POR EXEMPLO, NÃO AS VIA EM TODA A SUA PLENITUDE . O CROCHÊ DE MARY COLOCADO AO MEU LADO EU SIPLESMENTE NÃO ENXRGAVA...
    HAVIA CERTAS COISAS EM NOSSOS FILMES QUE NÃO ACONTECIAM, POR EU ACHAR QUE NÃO ERAM PERTINENTES, POIS SERIAM ÓBVIAS DEMAIS PARA UM FILME DE AÇÃO. SE RANDY NO FINAL DO FILME NÃO FICAVA COM A DAMA APESAR DE SER UM TIPO SEXY(DETESTO A PALAVRA POR INDUZIR ERRONÊAMENTE A VARIOS PENSAMENTOS)ERA PORQUE ACONTECIA ALGUM FATO INFELIZ NA HISTÓRIA. SUA MULHER ACABARA DE SER MORTA OU ALGO MUITO RUIM ACONTECERA. MAS FICAVA SEMPRE A IMPRESSÃO DE QUE APÓS O THE END HAVERIA OUTRO DESFECHO ; COMO POR EXEMPLO EM 7 HOMENS SEM DESTINO, EM QUE FICA CLARO QUE UM DIA ELE E GAIL RUSSELL PODERIAM NOVAMENTE SER REUNIDOS. É O QUE ACONTECE COM A MARAVILHOSA NANCY GATES , EM CAVALGADA TRÁGICA, QUE, FICANDO VIUVA, ACABA NOS BRAÇOS PROTETORES DE RANDY, E QUANDO ELE DIZ A MAUREEN O’SULLIVAN, EM O RESGATE DO BANDOLEIRO: OLHE QUE BELO DIA VAI SER”, SUPÕE-SE QUE FICARÃO JUNTOS, MA S ISTO NUNCA É VISTO NAS TELAS. EU POSSO TER FEITO COISAS BANAIS, MAS ESTE TIPO DE CENA DE AMOR, EM NOSSOS FILME NUNCA”.
    A RESPEITO DOS PERSONAGENS FEMININOS DESTES FILMES , BOETTICHER TINHA TAMBÉM A SUA OPINIÃO BEM PARTICULAR: “O QUE IMPORTAVA ERA O QUE A HEROINA HAVIA PROVOCADO NELE, OU MELHOR, O QUE ELA REPRESENTAVA. ERA ELA , OU O AMOR, O MEDO TRANSMITIDO AO HERÓI QUE IMPORTAVA. A SUA PREOCUPAÇÃO DECORRENTE DISTO É O QUE O FARIA AGIR DE CERTA MANEIRA...
    A MULHER EM SI, ELA MESMA, NÃO TINHA A MENOR IMPORTÂNCIA”
    PARA CERTOS CRÍTICOS, O WESTERN PISTOLEIROS DO ENTARDECER, TEM MUITO DE BUDD BOETTICHER – ACRESCENTO: SE NOS CRÉDITOS ESTIVESSE O NOME DE BUDD E NÃO DE PECKINPAH, NINGUÉM NOTARIA!
    UMA RESSALVA: O WESTERN THE TALL T, FOI EXIBIDO NO BRASIL COM O TÍTULO DE - O RESGATE DE BANDOLEIRO, E NÃO COMO CONSTOU – RESGATE DE BANDOLEIROS!

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    1. Nobre Edivaldo, certamente que Budd Boetticher era um homem inteligentíssimo. Só posso agradecer a vc por dividir comigo e com os colegas que certamente vão ler seus comentários tudo sobre a relação entre este notável diretor com Randolph Scott.

      Randy certamente era uma figura carismática, e este depoimento de Budd só veio a comprovar a pessoa querida que foi.

      Obrigado mesmo, Edivaldo, este adicional só vem a engrandecer o artigo, e já foi feita a reparação, pois de tanto ouvir na TV "Resgate de Bandoleiros" vem a mente desta forma. Abraços

      Paulo Néry

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  6. O seu blog tem a escrita perfeita, o tipo de leitura que tenho predileção. Sem mais. Cara, adoro ler artigos e curiosidades, incluindo biografia e filmografias comentadas com datas e referências. Parabéns por mais uma contextualização meu caro Paulo.

    Randolph Scott realmente foi um grande astro. Não vi tantos filmes dele assim, mas lembro até que muito bem de "Sete Homens Sem Destino." Há muitos faroestes que preciso rever, outros conhecer, parece que parei no pop mestre Leone e fiquei neles, rs!

    Será mesmo que existia algo entre Randy e Grant? Fiquei sabendo desta história ao assistir o documentário sobre a vida de Cary nos extras de "Intriga Internacional". De qualquer forma a Betsy Drake jurava que ele não era gay, mas não descartava a possibilidade dele ter sido bixessual, Enfim...fofocas... melhor deixar o passado enterrado

    Muito bom este post!

    Abraço.

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    1. Meu jovem amigo, peço a vc que leia também os comentários acima feitos brilhantemente pelo amigo Edivaldo Martins, que endossou ainda mais meu artigo, o que foi uma surpresa. Se é para matar mais ainda sua curiosidade, Rodrigo, as opiniões do Eddie são de extrema importância.

      Rodrigo, quanto a Grant e Scott, bem provável. Eu tenho um documentário sobre Cary Grant em que sua ex-esposa, Betsy Drake, alega que ele era viril quando transavam, mas disse que se ele teve mesmo algum caso que também não era do interesse dela e de ninguém.

      Forte abraço

      Paulo Néry

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  7. PAULO,O QUE OS ATORES FAZEM FORA DA TELA, POUCO NOS INTERESSA.O QUE IMPORTA MESMO, PARA NÓS CINÉFILOS, É AQUILO QUE OS ATORES FAZEM NA TELA!...E DEPOIS TEM MUITA FOFOCA E "FATOS" NÃO PROVADOS...

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    1. VC disse tudo, Eddie. Estas coisas não interessam, e mesmo que se provem, nada isenta a admiração que temos por eles nas telas.

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  8. Sempre gostei do gênero, mas não assisti filme algum com Randolph Scott. Preciso corrigir esta falha.

    Já com Cary Grant a situação é diferente, assisti vários trabalhos, desde bem antigos como "Gunga Din" e "Núpcias do Escândalo".

    Abraço

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    1. Sempre é tempo de reconhecer este grande astro, Hugo. Como Grant, Cooper, Stewart e Gable, Randy foi um artista de grandeza elevada. Abraços

      Paulo Néry

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  9. Ótimo post, Paulo. Vi recentemente O ÚLTIMO DOS MOICANOS e gostei muito. O Randy está muito bem. O seu último filme, PISTOLEIROS DO ENTARDECER, é uma obra-prima.

    O Falcão Maltês

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    1. Posso dizer que é um dos primeiros grandes clássicos de Scott. A Versão com Daniel DaY Lewis, em 1991, teve o roteiro baseado na versão estrelado por Randolph Scott. Obrigado Nahud.

      Paulo

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  10. Quanta alegria vir a saber que o nosso heroi dos westerns das nossas tardes de domingos, onde enfrentávamos filas e mais filas para entrar naqueles velhos cinema de cadeiras de madeira e sem nenhum conforto,viveu quase que 90 anos.

    Pode até parecer irreal para quem não acompanhou grande parte de sua carreira, onde vinhamos sempre nosso heroi sereno, de chapéu com abas laterais voltadas para cima, seu revolver fixo ao redor do quadril e seu passo cadenciado, rumando para mais um duelo ou qualquer acerto de contas com quem andasse fora do compasso da lei.

    Randy andou no nosso imaginário até mesmo depois que nossa infancia se foi, chegando a adolescencia e mesmo após a duradoura presença da maturidade. Era sempre o nosso bom e adorado cawboi de inumeros filmes de faroeste.

    A vida o empurrou para nós quando o destino fez com que conhecesse o empresário Hughes e este, por ironia da vida em nosso prol, conhecesse seu pai, dando-lhe uma recomendação direta ao quase dono da Paramont, De Millle.
    Pronto. Estava pavimentada a longa estrada da vida cinematográfica do bom Randy.

    Foi uma longa carreira inundando as telas com as fumaças de seus disparos até que se despediu de nós num western memorável, ao lado de outro não menos famoso ator, Joel Mc Crea, no muito bom Pistoleiros do Entardecer.

    Das dezenas de fitas deliciosas que assisti com este Homem do Oeste, que entrou para o mundo das imagens como um possivel duble do famoso Gary Cooper, eu realço a fita OBRIGADO A MATAR, filme que sempre considerei o melhor entre todos os que fez.

    Leio esta matéria e vejo o tumulo de um homem que, mesmo depois de muito maduro, ainda mantinha no semblante uaquele ar sereno e de alegria, e que hoje descansa depois de tantas andanças pelas velhas pradarias do Velho Oeste.

    Se demos salvas aos que nos deixaram, como o Duke, o sensacional Stewart, O velho Cooper, o ótimo Lancaster, dentre muitos outros amados e muito queridos astros, que então venham as vivas e honras para George Randolph Scott, numa alusão viva a tudo o que nos deixou como legado.
    jurandir_lima@bol.com.br

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  11. Lancaster,

    Este aí é a GRANDE ENCICLOPEDIA DO CINEMA, bom amigo Nery.

    Observou atento ao que ele falou?
    Quando ele fala que você fez uma boa materia sobre Randy, e que isto é um TRIBUTO a este querido ator, o homem sabe o que fala.
    Tributo a Randy é a palavra mais que acertada para tudo o que descreveste.

    Olha aqui, estimado e querido Lancaster;
    nunca deixe de mandar para mim este tal depoimento do Boeticher. Faça-me este favor.

    Nunca esquecer que foi VOCE, com seu conhecimento e clareza de mente, quem me fez passar a admirar este diretor, ao me falar de ótimos filmes que ele fez.

    Sou um homem de boa memória. E não esqueço que, junto com outro amigo meu, me fizeram ver que SETE HOMENS SEM DESTINO era o grande faroeste que era e que Boeticher era o melhor diretor que trabalhou com Randy. Lembra-se?

    Portanto, qualquer palavra sua sobre cinema é para se ficar atento, é para se anotar e jamais desacreditar. Melhor; é para aprender.

    Quando o amigo fala sobre algo é como se uma proficia andasse a caminho.
    Não me canso de rever Sete Homens Sem Destino e, a cada vez que o revejo, me lembro de ti me abrindo os olhos para este grande faroeste.

    Faz muito bem em estar presente no blog do caro Nery porque, um toque seu é uma espécie de aula de cinema.

    Manda para mim a entrevista seja de que maneira venha a ser. Como não tenho acesso à revista que citas, faça isso por seu amigo bahiano.
    Vos abraço com enorme carinho ao tempo em que vos parabenizo pelo que acrescentas de novidade nosta postagem.
    jurandir_lima@bol.com.br

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  12. GRANDE JURA,AO LER ESTE SEU EXPERTO DEPOIMENTO FEITO DO FUNDO CORAÇÃO, EU ME SENTI BASTANTE HONRADO E MUITO AGRADECIDO. PESSOAS COMO VOCÊ NOS DEIXAM SENSIBILIZADOS, E PORQUE NÃO ATÉ COM CERTA EMOÇÃO...
    EU VOS AFIRMO QUE TUDO QUE SABEMOS DEVEMOS COMPARTILHAR.
    NO VELHOR OESTE TROCAR CHUMBOS ERA UMA QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA. DESTARTE,NO BOM SENTIDO DA PALAVRA,PARA NOSSA SOBREVIVÊNCIA CULTURAL, DEVEMOS TROCAR CHUMBOS...E NESSA TROCA DE CHUMBOS NINGUÉM SAI FERIDO, MUITO PELO CONTRÁRIO, TODOS GANHAM CONHECIMENTOS.
    FINALIZANDO EU AFIRMO:"NESSA UNIVERSIDADE DA SÉTIMA ARTE E,MORMENTE, DO GÊNERO WESTERN, NÓS SOMOS AO MESMO TEMPO PROFESSORES E ALUNOS. ORA PASSAMOS CONHECIMENTOS, ORA RECEBEMOS CONHECIMENTOS, NUMA ETERNA TROCA DE CHUMBOS..."

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    1. Penso da mesma forma, Eddie. Ainda bem que a troca de chumbos aqui é algo salutar. Impera a troca de conhecimentos.

      Paulo

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  13. O amigo Paulo está vendo?

    Sem mais muitas palavras, este aí é o velho e querido Lancaster. Sempre gentil, sempre ajudando, sempre nos premiando com palavras doces e amigas e sempre disposto a trocar muito chumbo com quem se apresente para um duelo.

    Só espero que ele não esqueça da tal entrevista com o Boeticher, a qual ele não tocou nas bem postas palavras aí em cima.

    Mas eu respeito seu esquecimento, dada à emoção que o invadia no momento, e dado tb às muitas coisas que precisava ditar para mim.
    Grande abraço, menino Lancaster, e não perca este estilo amigo, cordial e sempre disposto a dividir tudo o quando sabe.
    jurandir_lioma@bol.com.br

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  14. Não tive a oportunidade de ver muitos filmes de Scott, um ou outro apenas (por enquanto), ótimo texto Paulo, é muito bom ler seus Posts.

    Grande Abraço

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  15. Paulo,
    Há alguns dias que queria ler, com calma, esta postagem, mas não tinha dado ainda. Muito bacana a trajetória que você traçou do grande cowboy. Só essa história que envolve o Cary Grant que confesso não me chama muito a atenção. Sinceramente, eu acredito que ele dizia a verdade quando afirmava não ser ator. Alguns artistas, como ele, parecem mesmo interpretar a si mesmos, e isso pra mim é uma grande qualidade de um ator que consegue fazer isso sem parecer. Gosto muito dos filmes com ele, B ou A, especialmente Sete homens sem destino e Pistoleiros do entardecer.

    Abraço!

    Lemarc

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    1. Saudações Lemarc. Bem verdade que Randolph Scott era um homem íntegro, e para falar a verdade, até muito inteligente. Mas na minha opinião, apesar dele ter feito esta declaração de que não era ator, ele comprovou em alguns trabalhos ser, de fato, um ótimo ator, principalmente nas duas fitas que tão bem mencionou.

      Obrigado, Lemarc, abração

      Paulo

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  16. Paulo,

    Há alguns dias que queria ler, com calma, esta postagem, mas não tinha dado ainda. Muito bacana a trajetória que você traçou do grande cowboy. Só essa história que envolve o Cary Grant que confesso não me chama muito a atenção. Sinceramente, eu acredito que ele dizia a verdade quando afirmava não ser ator. Alguns artistas, como ele, parecem mesmo interpretar a si mesmos, e isso pra mim é uma grande qualidade de um ator que consegue fazer isso sem parecer. Gosto muito dos filmes com ele, B ou A, especialmente Sete homens sem destino e Pistoleiros do entardecer.

    Abraço!

    Lemarc

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  17. Prezado Paulo Nery o seu blog, junto com Westerncinemania, Falcão Maltês e Histórias de Cinema, editados aqui no Brasil, são os que eu leio frequentemente porque resgatam a memória do cinema de forma simples e objetiva sem muito “intelectualismo”.

    A respeito do artigo sobre Randolph Scott, considero excelente e os comentários adicionais só fazem enriquecê-lo. Randolph Scott fez ao todo 105 filmes de diversos gêneros (comédia, musical, pirata, guerra, terror, aventura etc.), porém, destacou-se nos westerns estrelando cerca de 61 desde 1932 com “Heritage of The Desert” (Herança das Estepes) até 1962 com “Ride the High Country” (Pistoleiros do Entardecer) ao lado de Joel McCrea outro ícone do far-west.

    Dos 105 filmes, até então, assisti cerca de 80 disponíveis no mercado. No entanto, são considerados indisponíveis (“Sunset Pass”, “The Last Round-up” e “Home on the Range”) embora os negativos em nitrato estejam na UCLA Filmes e Television Archives.

    Como já comentado, sua vida pessoal foi marcada sem escândalos junto com sua esposa, o casal de filhos e cercado por amigos como Fred Astaire, Presidente Eisenhower, Donna Reed (madrinha de seu filho), Joel McCrea, Clark Gable, Rev. Billy Grahan, Cary Grant no início de suas carreiras e alguns outros.

    Lee Marvin (gostava sempre de contar que Scott nos intervalos das filmagens somente lia Financial Times e dicas sobre investimentos) e Steve McQueen (todos os meses mandava para Scott um quilo de maçãs) se consideravam os seus maiores admiradores e Clint Eastwood em recente entrevista revelou que assistia a todos os filmes de Randy.

    Budd Boetticher comentou ao autor Robert Knott: “O grande problema com Randy foi, ele era perfeito. Ele nunca fazia nada errado” e concluiu “Se o Sul tivesse quarenta Randolph Scott, eles teriam vencido a Guerra Civil”. Relacionado aos rumores sobre Scott e Grant respondeu, "Bullshit".

    Quanto às histórias sobre a amizade entre Scott e Grant, existem muitas especulações principalmente de autores e jornalistas que fazem sensacionalismo e que tendem a denegrir a memória de personalidades já falecidas.

    Quem ler os livros “Randolph Scott, The Gentleman From Virginia” de Jefferson Crow, “Best of The Cowboy Heroes” e “The Filmes of Randolph Scott” de Robert Knott, “Whatever Happened To Randolph Scott” de Christopher Scott (filho de Randy) e o mais recente publicado neste ano “Randolph Scott, Dignity in the Saddle” de Bobby Copeland, além do escrito por Dyan Cannon “My Life With Cary Grant” (ex-mulher de Grant) e “My Father Cary Grant” de Jennifer Grant, sua filha,e um excelente artigo de Laura Wagner em Classic Inages, ficará sabendo que não há fundamento nos boatos,embora esse assunto não leve a lugar algum.

    Mario Peixoto Alves

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    1. Caro Mario, agradeço pelos comentários feitos e pelos acréscimos que vem a valorizar ainda mais o artigo, pois acabei conhecendo mais detalhes sobre sua vida que me eram ainda desconhecidas. Foi interessante saber que a talentosa Donna Reed foi madrinha de seu filho, quem diria! Saudações do editor.

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