quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Festim Diabólico: Experiência Única no Cinema de Alfred Hitchcock

Hoje iremos falar de uma obra do Mestre do Suspense Alfred Hitchcoock (1899-1980), seu primeiro filme a cores e o primeiro dos quatro que fez com James Stewart (1908-1997), considerada uma experiência única na história do cinema: uma narrativa praticamente desenvolvida em uma única tomada, com movimento contínuo de câmera, audácia formal realizada mediante extrema precisão e rigor na coreografia da mise-em-scène (a filmagem ininterrupta exigia perfeita concatenação de atores, décor e câmera).


FESTIM DIABÓLICO (Rope), produzido em 1948, foi baseada em peça de 1929, de autoria de Patrick Hamilton (1904-1962), foi por sua vez inspirada no caso real Leopold-Loeb. Em 1924 os jovens Leopold e Loeb (19 e 18 anos, respectivamente), raptaram e mataram um garoto de 14 anos chamado Bobby, na cidade de Chicago. O caso teve grande repercussão em jornais da época. Ambos foram julgados, mas conseguiram escapar da pena de morte, sendo apenas aprisionados. Loeb morreu na prisão, e Leopold saiu dela após 45 anos, morrendo no início dos anos 70. O Caso Leopold-Loeb seria levado ao cinema em um filme de 1958, Estranha Compulsão, de Richard Fleischer, com Bradford Dillman e Dean Stockwell nos papéis principais e ainda tendo Orson Welles como o brilhante advogado que defende os dois jovens da acusação e salvá-los da pena de morte.

Na peça teatral em que se baseava o roteiro do filme, a ação era contínua, sem cortes ou elipses e sem mudança de cenário. Nessas condições, Hitchcock resolveu filmar em tempo real, como se diz hoje, em um único plano-sequência — ou seja, uma única tomada, sem interrupções para recarregar a película na câmera, durante toda a ação.


A trama de FESTIM DIABÓLICO transcorre numa noite (das 19h30m às 21h15m) em um apartamento e cobertura de Nova York, onde dois diletantes homossexuais, Shaw Brandon (John Dall, 1918-1971), e Phillip Morgan (Farley Granger, 1925-2011), convencidos de que são seres superiores, com direito até a eliminar os que eles acharem medíocres ou quem quer que se metam em seus caminhos, e fascinados pela idéia do crime perfeito, estrangulam com uma corda um colega de faculdade, David Kentley (Dick Hogan, 1917-1995), escondem o cadáver numa arca e, de modo a celebrar o feito, convidam pessoas ligadas a vítima para uma festa – no qual o jantar será servido tendo a própria arca como mesa.




Presentes nesta reunião, estão o pai de David, o Sr. Kentley (Cedric Hardwicke, 1893-1964), a tia, Srª Atwatar (Constance Collier, 1878-1955), a noiva de David, Janet Walker (Joan Chandler, 1923-1979), o amigo Kenneth (Douglas Dick), a governanta Srª Wilson (Edith Evanson, 1896-1980), e um ex –professor, Rupert Cadwell (James Stewart), a quem caberá descobrir e solucionar o caso, onde tudo começa com uma discussão sobre o ideal nazista do “super-homem” nietzchiano, segundo o saudoso crítico Paulo Perdigão.

Entre as muitas dificuldades técnicas decorrentes durante a produção, uma afetou diretamente a montagem do filme: o máximo de película que a câmera comportava não dava para mais de 10 minutos de filmagem. Como trabalhar sem quebrar a continuidade de ação, sem alterar as condições da cor e da intensidade da luz do pôr-do-sol? Como movimentar a volumosa câmera montada sobre trilhos nos estritos limites da sala e cozinha? Como passar por entre os móveis e pela porta sem mudanças cenográficas?

Rodado em apenas 21 dias, o filme é constituído pelo chamado ten minute’s take: são onze tomadas variando de cinco a dez minutos cada uma (normalmente, um filme vem a compor cerca de 600 planos, variando de 5 a 15 segundos cada um). Hitchcook não pôde rodar todo o relato em um único take porque era necessário trocar o rolo da câmera (cada qual com 300 metros, cerca de 10 minutos). Em cinco dos dez cortes, disfarçou a mudança da bobina nos momentos em que a câmera se fecha sobre o terno azul de John Dall.


Tais cortes se alternaram com os outros cinco, feitos à moda tradicional (campo e contracampo) para facilitar a mudança e rolos na projeção (os rolos de projeção tem 600 metros, o dobro de bobina da câmera). Aproximadamente, Hitchcock usou na trilha sonora o “Movimento Perpétuo nº 1” de Francis Poulenc.


Embora a sexualidade dos dois jovens assassinos não seja bem confirmada no filme, a relação entre os personagens de Granger e Dall tem um subtexto homoerótico forte, habilmente projetado por Hitchcock e seus atores através da encenação, direção de arte, e nuance. Os próprios intérpretes eram gays na vida real. "Foi apenas uma coisa assumida," disse Farley Granger muitos anos depois sobre a homossexualidade de seu personagem. "Ou você é ou não é”. Como um dos roteiristas do filme, Arthur Laurents (1918-2011), que era amante de Farley na época, explicou, "Não havia uma palavra de diálogo que diz que os dois foram amantes ou homossexuais, mas não havia uma cena entre eles onde não era claramente implícito”.

Granger ainda faria alguns trabalhos de notoriedade para o cinema e para a TV e morreu no ano passado, aos 85 anos, não sem antes de escrever uma auto-biografia onde contava sobre sua bissexualidade e os casos que teve com Shelley Winters, Ava Gardner, e o compositor Leonard Bernstein. Depois de uma longa ausência da tela, John Dall retornou em 1960 no épico Spartacus,de Stanley Kubrick, e no ano seguinte atuou em outra superprodução sobre a antiguidade, na mistura de épico e ficção científica Atlântida, o Continente Perdido de 1961. Realizou pouquíssimos trabalhos, e sua morte até hoje não esta bem desvendada, pois fontes mencionam um ataque cardíaco, aos 52 anos, em 15 de janeiro de 1971. Já outras falam que ele faleceu de uma perfuração no pulmão. Seu corpo foi doado para medicina.

Ao ser exibido pela primeira vez na TV brasileira, em 1993 (pela TV Globo, na Sessão de Gala, quando esta era exibida aos sábados, e houve grande anúncio pela TV na época), FESTIM DIABÓLICO foi apresentado sem cortes para comerciais, para que o espectador pudesse perceber os detalhes aqui divulgados, ao tempo real dos seus 80 minutos de projeção.



FICHA TÉCNICA
FESTIM DIABÓLICO
(ROPE)
País – Estados Unidos
Ano: 1948
Gênero: Suspense
Direção: Alfred Hitchcock
Produção: Sidney Bernstein e Alfred Hitchcock, para Warner Bros
Roteiro: Hume Cronyn, Patrick Hamilton, Arthur Laurents, Ben Hecth
Música: David Buttolph
Metragem: 80 minutos

ELENCO

JAMES STEWART – Professor Rupert Cadell
JOHN DALL – Brandon
FARLEY GRANGER – Philip
EDITH EVANSON – Senhora Wilson
DOUGLAS DICK – Kenneth Lawrence
JOAN CHANDLER – Janet
SIR CEDRIC HARDWICKE – Sr. Kentley
CONSTANCE COLLIER – Senhora Atwater
DICK HOGAN - David Kentley

produção e pesquisa PAULO TELLES

37 comentários:

  1. Um grande clássico do cinema. Adoro todos os filmes de Almodovar.

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    1. Não sei onde estava com minha cabeça, quando troquei Hitchcock por Almodovar, foi mal.

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    2. Gil
      Tudo certo pode acontecer. Fique em paz e bom fim de semana.

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    3. Tambem aprecio as obras de Almodóvar, claro que não chega a se comparar com os excelentes trabalhos de Hitc. O sprincipais de Almodovar que considero são: èle que Habito, Tudo Sobre Minha Mãe, Má Educação e Relatso Selvagens.

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  2. Oi, Paulo, esse filme do Alfred Hitchcoock eu não conhecia. Acho que o mais marcante para mim é o dos Pássaros, por muitos anos tive pesadelos com a cena deles atacando a cabine telefônica! Sem dúvida, um grande mestre do suspense. Um abraço!

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  3. Saudações, Gil. mas estamos falando de Alfred Hithcock, amigo, e não de Pedro Almodovar. Abraços

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  4. Olá Bia! A oportunidade de conhecer é esta! A título de curiosidade, OS PÁSSAROS foi a primeira fita que vi do Mestre do Suspense. Não tive pesadelos, mas sem dúvida impressionou-me. Abraços!

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  5. Olá Paulo,

    esta sua crítica e descrição do filme está tão brilhante que deu-me vontade de assisti-lo imediatamente.

    Parabéns!

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  6. João de Deus "Netto" - CinemaScope Blog13 de janeiro de 2012 11:56

    Maraviiilha de blog!!!! É como se este cinema fosse aqui ao lado do meu Cinemascope, nos tempos dos maravilhosos "templos" do cinemão de rua.
    Valeu!

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  7. Obrigado João pelo comentário e participação! Grande abraço!

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  8. Grande Paulo, Grande Texto. Perfeito.
    Festim Diabólico é um de meus filmes preferidos do mestre Hitch, inclusive o conheci no final dos anos 90 na tela da TV Globo, mas não na sessão de Gala (Nesse conheci Um Corpo Que Cai)gravei o filme do corujão ainda em VHS,por muito tempo tive que assistir a versão dublada e retirada da TV até comprar definitivamente o original em DVD. Esse filme é obrigatório em qualquer coleção de qualquer cinéfilo.Hitch era fantástico em pensar nessa técnica formidável de gravar sem interrupções, coisas de mestre mesmo....as vezes penso,o que ele estaria realizando hoje com a ajuda da tecnologia,acho que George Lucas, Spielberg e até mesmo o mais atual Peter Jackson ia ficar no chinelo (sem querer desmerecer nenhum deles pois com excessão a Lucas, gosto dos outros).
    Paulo, parabéns por seu ótimo texto, rico em detalhes e informações como sempre. É uma aula. Já publiquei esse filme em meu blog e caso a minha intenção lá não fosse apenas divulgar com sinopses simples os filmes que possuo em coleção eu já teria deletado o post que diante do seu é algo infame. Parabéns pelo ótimo trabalho que vem realizando.... eu ainda não sei como nenhuma revista ou jornal ainda não te fez uma proposta de emprego....vai ser bom assim lá em Hollywood....

    Abração

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  9. Obrigado pela visita Paulo e parabéns por este texto cheio de curiosidades sobre o clássico ROPE, um dos suspenses mais excitantes de Hitchcock, além de ser o mais perverso.

    Granger e Dall estão perfeitos nos papéis e Stewart tb fazia um gay implícito. O maior charme e ousadia que o filme poderia ter além de trabalhar num plano sequência. Adoro o cenário de fundo que vai caindo o dia e chegando a noite...fazendo com que aquele jantar prometa fortes emoções.

    O filme de Richard Fleischer também é muito bom, aliás preciso rever.

    Em breve posto um dos filmes do mestre mais intrigante, o número certo para suspense: "Disque M Para Matar". Difícil escolher um farorito com uma obra tão magnífica.

    Abs.

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  10. Ah! E obrigado por linkar meu Banner, gostaria de colar o seu onde pego o código?

    Linkado no meu blogroll e seguindo!
    Abs!

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  11. Saudações Jefferson!

    Não vamos exagerar, rsr. Venho aprendendo com todos, inclusive com vc mesmo.

    Todos os filmes de Hitch são brilhantes, mas sem dúvida este é o mais destacado por tão tamanho brilhantismo, não acha? E sem dúvida é filme obrigatório de qualquer videoteca que se preze.

    Quanto ao seu pensamento sobre Hitch, sem dúvida ele era um cineasta a frente de seu tempo, e se vivesse e trabalhasse nos nossos dias, sem dúvida ele não dispensaria nenhuma técnica a disposição de nosso tempo. Muito embora ele tenha trabalhado com as ferramentas que tinha então, ainda conseguiu fomentar um clássico que já era assim que lançou, pois é uma experiência única jamais feita por qualquer outro cineasta, antes ou depois.

    Mas pensemos o que estes também mestres que vc tão bem citou também tiveram, cada qual seu estilo, influências de áureos diretores como o próprio Hitchcock.

    Obrigado por mais esta participação, Jefferson. Só não quero que pense que vim superar, vim aprender com vc e com os demais que participam aqui dos comentários. Forte abraço!

    Paulo Néry

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  12. Saudações Rodrigo Mendes!
    Eu que agradeço por sua visita. Interessante, nunca refleti sobre o personagem do professor Rupert. Pode ser, não descarto desta possibilidade.

    No entanto o que me chamou a atenção dele foi sua ousadia em descobrir o que se passava com aqueles dois. Talvez mesmo um gay para conhecer o outro melhor, ainda mais partido de um ex-professor que pudesse conhecer tão bem suas intenções.

    Quanto ao filme de Fleischer, é excelente, já partindo do caso verídico que veio a se basear a peça que, por sua vez, veio a se basear esta obra de Hitch.

    Estarei lá para comentar DISQUE M PARA MATAR, difícil escolher qual é o melhor dos títulos de Hitchcock. Forte abraço

    Paulo Néry

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  13. OI Rodrigo! Não tenho código ainda mas mandarei fazer e te passo. Já vi o meu espaço no blogsroll de seu blog e agradeço muito. Sucesso, amigo! Abraços

    Paulo Néry

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  14. Nery;

    Festim Diabólico foi um filme totalmente atipico. Imagino o trabalhão, não apenas de Alfred, mas de toda sua equipe, em conseguir levar adiante uma tarefa inedita como aquela.
    Porém, o resultado foi bem satisfatóris e somente se percebe que o filme foi feito da forma que foi através de leituras ou de informações como estas deste blog.
    Nunca fui muito fã de Hitchcock, mas alguns filmes dele merecem os créditos que levaram e este é um deles.
    Se ele fosse feito em P&B deveria dar menos trabalho e sairia com caracteristicas de filme Noir. Bom trabalho de divulgação este vosso.
    jurandir_lima@bol.com.br

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  15. É pura verdade, Jurandir.

    Além de todos os trabalhos técnicos e detalhes a percorrer, ainda teve o capricho de filmar esta obra-prima em fabuloso Techinicolor, numa época em que os filmes ao estilo eram geralmente filmados em preto & branco, o que daria mesmo a característica de noir caso fosse esta a fotografia.

    Isto demonstra o quanto Hitch investiu neste espetáculo com trabalho primoroso e inteligência que só mesmo um gênio como ele pôde conceber. Abraços, amigo.

    Paulo Néry

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  16. Ei, eu "estava lá", quando a Globo exibiu este filme pela primeira vez, ainda me lembro do anúncio feito na hora dos comerciais, explicando que o filme fora filmado "sem cortes" (ledo engano...), excelente lembrança... E ainda mais excelente blogue este, meus sinceros parabéns: não só "The Rope" merecia uma ótima abordagem como esta (didática e ao mesmo tempo apaixonada, sem jamais ser cansativa), como os vários outros filmes inesquecíveis (e seus artistas consagrados) aqui abordados!

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    1. Saudações Dilberto, tudo bem?

      Um filme rodado "sem cortes" é inconcebível até mesmo para um gênio como Hitchcock, mas o que ele conseguiu realizar foi um plano único em toda história do cinema, jamais repetido.

      Agradeço de imenso seus comentários. Não sei se apaixonada a abordagem que fiz, mas com certeza entusiasmada seria a palavra mais acertada, uma vez que aprecio com toda convicção estas grandes obras da cinematografia mundial.

      Obrigado Dilberto pela sua participação

      Paulo Néry

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  17. P.S.: sou ardoroso fã de Hitchcock! Meu favorito é "Um corp que cai", verdadeira aula de Cinema! De vez em quando teço minhas considerações sobre a Sétima Arte no meu blogue. Abração!

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  18. Vou fazer uma visita a seu blog, Dilberto. Abraços

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  19. Junto com Janela Indiscreta, meus favoritos da filmografia do mestre do suspense. Esse diretor faz falta.

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  20. Verdade Mariane. Obrigado pela participação!

    Paulo

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  21. Paulo, os filmes de Hitch ficaram anos fora de circulação pois parece que a filha não deixava exibi-los. Até que por volta de 1980 se a memória não falha, houve uma memorável semana no Cine Metro, aqui em São Paulo, com a exibição de cinco filmes do Mestre. Acho que no Rio também ocorreu essa semana. A expectativa era enorme pois eram filmes da década de 50 e que não haviam mais sido reprisados. Faltava Vertigo na lista. Lembro que Festim Diabólico foi um tanto decepcionante, ainda mais perto dos demais: O Homem Errado, O Homem que Sabia Demais, Disque M para Matar e o maravilhoso Janela Indiscreta. Festim Diabólico foi um exercício de técnica e acredito que esteja longe dos grandes filmes de Hitchcock.
    Brilhante postagem esta, como é normal neste blog.
    PS - Demorei devido ao problema resolvido com o Chrome. Um abraço.

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    1. Darci, de fato como vc bem expressou, esta obra foi um exercício único na história do cinema. Particularmente, considero a trama curiosa, e vemos que não é apenas suspense, mas também uma trama detetivesca.

      Curioso não se exibir durante anos os filmes de Hitch, o que explica o lançamento de algumas obras, até então inéditas na TV, pelos anos de 1980 e 90.

      Não considero o melhor filme, pois clássicos como O HOMEM QUE SABIA DEMAIS, DISQUE M PARA MATAR, e VERTIGO são os ápices de sua filmografia, mas FESTIM não fica atras, justamente por esta genialidade do diretor em uma experiência técnica impar na Sétima Arte.

      Grande abraço, amigo!

      Paulo Néry

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  22. É um ótimo filme. Hitchcock era gênio. Mas prefiro a versão de Fleischer da mesma história.

    O Falcão Maltês

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    1. São dois filmes completamente diferentes, já que FESTIM DIABÓLICO é uma ficção, cuja a trama se baseou num fato verídico, que mais tarde virou filme contando literalmente sobre o caso Leopold-Loeb, dirigido por Richard Fleicher. Grato Nahud!

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  23. Paulo, para mim "Psicose" é a obra-prima de Hitch, mas em "Janela Indiscreta" o Mestre exercita plenamente seu sarcasmo contra a sociedade. Obra-prima também mas um pouquinho abaixo. Ainda vou descobrir a comoção que "Vertigo" causa em todo mundo. Ficou em 8.º na lista de 2002 da "Sight & Sound". Gosto muito de "Frenesi".

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    1. Bem lembrado, Darci! JANELA INDISCRETA na verdade, é uma alusão de todos nós, não é mesmo? quem nunca sentiu vontade de olhar pelo buraco da fechadura, ou de querer saber da vida de seu vizinho??? rsrs- tomo isso como exemplo. Se fosse nos dias de hoje, o comportamento do personagem de Stewart em JANELA não teria justificativa, pois mesmo um homem sem poder se locomover e na cadeira de rodas encontraria algo melhor para fazer e ocupar a mente em vez de bisbilhotar vizinhos, não acha, Darci?

      Nos nossos dias, poderia acessar a internet e ler nossos blogs e artigos, por exemplo, rs!

      VERTIGO, UM CORPO QUE CAI, já fala de algo muito comum no ser humano e bem pertinente nos nossos dias: FOBIA!
      Quem não tem, por exemplo, algum tipo de fobia, e muitas vezes cabe ao ser humano demonstrar ou não? muitos não querem demonstrar os seus medos, mas que todos tem, tem!

      Talvez seja esta a comoção que causa no público, pois Stewart é curado de seu "Vertigo" no momento final da fita, enquanto que por um trágico destino, Kim Novak leva um susto e dá um passo em falso, caindo no abismo do alto de uma igreja.

      Creio que Hitch deixou um final a entender que o personagem de James Stewart ficou curado da fobia (de altura, pois ficou assim depois que foi atras de um bandido do alto de um prédio e viu um guarda cair durante a ação), mas em contrapartida ele ficaria traumatizado com a morte da mulher que amava (Novak), que testemunhou ao final da obra.

      PSICOSE É A OBRA ÁPICE do diretor.

      Abraços Darci

      Paulo Néry

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  24. Peguei seu banner. Li seu recado.

    Abraço.

    Revi ROPE e apresento um post em breve tb!

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    1. Aguardo este post, Rodrigo. Obrigado pela parceria e um forte abraço.

      Paulo Néry

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  25. Esse filme foi realmente muito impactante e corajoso. O impacto terrificante acontece por conta do assassinato premeditado de um colega, morte cruel por enforcamento. Isso já nos causa terror. Corajoso porque o grande Hitch trouxe à cena o homossexualismo masculino numa época em que até o heterossexualismo não podia ser totalmente explorado com cenas explícitas, a não ser com o clássico beijinho na boca entre homem e mulher. Quanta hipocrisia! Hitchicok, em "Ladrão de Casaca", teve até que preencher questionários e assinar documentos tipo "se comprometendo" a não sugerir cenas tórridas e sensuais entre Grace Kelly e Cary Grant, sentiram o drama? Mas ele deu um jeitinho, mesmo não sendo brasileiro, rsrs.
    Enfim, gostei pra valer, embora a minha grande paixão seja Vertigo. Tá vendo como já fiquei super fã do seu site, Paulo?
    Grande abraço!

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    1. Pois é Vanuza, A hipocrisia é constante em qualquer época e em qualquer geração, e certamente, esta fascinante obra de Hitchcock passou por várias etapas até a sua materialização perante as plateias do mundo. Por esta e outras que apreciamos Hitch, certamente um dos maiores cineastas de todos os tempos, e bem a frente de seu tempo, com seu ousado jeito de ser, e entre minhas obras prediletas do cineasta fico com, além de FESTIM, UM CORPO QUE CAI, O HOMEM QUE SABIA DEMAIS, e OS PÁSSAROS, não desprezando evidentemente seus outros trabalhos.

      Mais uma vez Vanuza muito obrigado. Vou linkar seu espaço ao meu, certo?

      Abraços do editor

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    2. Os Pássaros, um filme estranho e perturbador...

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    3. Tô me lembrando agora de um filme recente sobre os bastidores de Psicose. Infelizmente, não me recordo do título, mas tem como ator principal o insuperável Anthony Hopkins no papel do Hitch. Ali, a gente pode perceber também a importância de sua esposa, Alma, sem a qual ele, mesmo sendo genial, teria muito mais dificuldades em realizar tantos filmes marcantes. Qual é o filme mesmo? Puxa, esqueci! Deve ser da idade...[risos]
      Falando em Anthony, faço questão de declarar aqui, a minha total admiração por ANTHONY PERKINS. Paulo, como assisti filmes desse super ator! Sou uma fansoca mesmo dele, confesso, rsrs. Tem um filme dele com a Ingrid Bergman...que interpretação! Fui, amigo! Abraços!

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