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segunda-feira, 20 de maio de 2013

James Stewart, o Ator que Sabia Demais: Uma lenda eternamente viva em nossos corações.


Um dos maiores astros cinematográficos de todos os tempos, esteve em mais clássicos do Cinema Americano do que qualquer outro intérprete, só comparável a Gary Cooper.  Em seu quinto centenário, o Filmes Antigos Club Artigos presta uma homenagem a este amado e querido ator que deixa um legado esplendido na Sétima Arte: JAMES STEWART!

Artigo dedicado a amiga Ethel Maximo, fã de Jimmy.

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JAMES MAITLAND STEWART nasceu em Indiana, Pensylvania, a 20 de maio de 1908. Estudou arquitetura na Universidade de Princeton antes de se juntar ao grupo teatral dirigido por Joshua Logan, ao lado de Henry Fonda (1905-1982) e Margaret Sullavan (1909-1960), que ficaram seus amigos enquanto viveram. Depois de vários trabalhos nos palcos, foi contratado pela Metro Goldwyn mayer em 1935, ano que estreou nas telas em Entre a Honra e a lei/The Murder Man, estrelado por Spencer Tracy (1900-1967).

James Stewart e seu olhar frio em A COMÉDIA DOS ACUSADOS, de 1936
Entre outros papéis vividos por ele em seus dois primeiros anos no cinema, estão Rose Marie/Rose Marie de 1935, onde interpretava o irmão foragido da justiça de Jeannete MacDonald (1905-1965), e em A Comédia dos Acusados/After the Thin, de 1936, onde fazia o assassino desmascarado no final pelo casal de detetives William Powell (1892-1984) & Myrna Loy (1905-1983). Daí em diante, especializou-se em papéis românticos e de rapazes profundamente honestos, cheios de virtude e simplicidade.

Jimmy com Jean Arthur em DO MUNDO NADA SE LEVA, de
Frank Capra, 1938
Com Ginger Rogers: QUE PAPAI NÃO SAIBA.
A partir de 1938, a qualidade de seus filmes melhorou bastante como em Ingratidão/Of Human Hearts, de Clarence Brown (1890-1987), Que Papai não Saiba/Vivacious Lady, de George Stevens (1904-1975), em que Ginger Rogers (1911-1995) tem uma espetacular luta feminina com Frances Mercer (1915-200) por causa de Jimmy, O último beijo/The Shopworn Angel, de H. C. Porter, Do Mundo nada se Leva/You Can’t take It With You, primeiro dos três filmes que rodou com Frank Capra (1897-1991), que ganhou o Oscar de melhor filme e direção.

Com Claudete Colbert: FOLIA DE GELO (1939)
Em 1939, contracenou com grandes estrelas da época, como Carole Lombard (1908-1942), em Nascidos para Casar/Madefor Each Other); Joan Crawford (1908-1977) em Folia de Gelo/Ice Folies of 1939; e Claudete Colbert (1903-1996) em Que Mundo Maravilhoso/It’s a Wondeful World.

Sendo dirigido por Ernst Lubitsch, ao lado de Margaret Sullavan,
em A LOJA DA ESQUINA (1940)
Com Marlene Dietrich, em ATIRE A PRIMEIRA PEDRA (1939)
Jimmy em seu primeiro Western: ATIRE A PRIMEIRA PEDRA.
Não demorou, e logo Capra o chamou novamente para A MULHER FAZ O HOMEM/Mr. Smith Goes to Washington, ainda em 1939, num papel que estava destinado a Gary Coper e que lhe deu o Prêmio dos Críticos de Nova York e a primeira indicação ao Oscar, principalmente pelas cenas finais, quando discursa no Senado por horas a fio até desmaiar; e Atire a Primeira Pedra/Destry Rides Again, também de 1939, seu primeiro Western, dirigido por George Marshall (1891-1975), ao lado de Marlene Dietrich (1901-1992), que tem uma fabulosa luta de saloon com Uma Merkel (1903-1986).  Em 1940, vem A Loja da Esquina/The Shop Around The Corner, onde contracena com sua amiga Margaret Sullavan (que cometeria suicídio em 1960), e são muito bem dirigidos pelo grande Mestre e especialista em comédias de sofisticação Ernst Lubitsch (1892-1947). No mesmo ano, Stewart contracenaria novamente com Sullavan (e pela quarta vez), em Tempestades da Alma/The Mortal Storm, propaganda antinazista dirigida pelo competente Frank Borzage (1894-1962).

Triangulo com Cary Grant e Katharine Hepburn: NUPCIAS DE ESCÂNDALO, filme que lhe deu o Oscar em 1940
Os Campeões do Oscar de 1941: Ginger Rogers e James Stewart.
AINDA EM 1940, UM GRANDE SUCESSO: NÚPCIAS DE ESCÂNDALO/Philadelphia Story, de George Cukor (1899-1983), pelo qual Stewart ganhou o Oscar no papel do jornalista de revista de mexericos, papel este repetido por Frank Sinatra em 1957 na sua versão musical Alta Sociedade/High Society –onde atua com Cary Grant (1904-1986) e Katharine Hepburn (1908-1993) nos personagens vividos depois respectivamente por Bing Crosby e Grace Kelly.  Um Detalhe: A estatueta ganha por Stewart foi guardada durante muito tempo numa caixa de vidro na loja de ferragens de seu pai.

Jimmy com seu "melhor amigo".
MEU AMIGO HARVEY, em 1950
No mesmo ano, um papel na Broadway ajuda a solidificar sua personalidade cinematográfica: o de Elwood P. Dowd, em Harvey, que ele repetiria no cinema em MEU AMIGO HARVEY/Harvey, em 1950 (também repetiu este mesmo papel na televisão).

A mistura de sua fala mansa e arrastada e o desajeitamento físico conquistaram as plateias, fazendo do homem que se diz amigo de um enorme coelho branco, que ele chama de Harvey, e é um dos mais queridos personagens de Stewart.

O oficial americano James Stewart, sendo condecorado.
O piloto James Stewart, durante a Segunda Guerra
O General-Brigadeiro James Stewart, na década de 1960
EM 1941, três filmes sem importância, e depois veio a Guerra. James Stewart foi o primeiro astro de Hollywood a se alistar. Na Força Aérea, como piloto de bombardeiro, chegou ao posto de Coronel, sendo promovido em 1959 a General-Brigadeiro da Reserva.

A FELICIDADE NÃO SE COMPRA: Um dos filmes mais belos
do ator, ao lado de Donna Reed, em 1946.
James Stewart como o altruísta George Bailey: A FELICIDADE NÃO SE COMPRA - último filme dirigido com Frank Capra.
Com o fim da II Guerra, outra indicação ao Oscar, em 1946, com A FELICIDADE NÃO SE COMPRA/It’s a Wondeful Life, pela última vez dirigido por Frank Capra, novamente no típico estilo que consagrava a virtude do homem americano. James brilhou como o homem simples, cujo o suicídio é evitado por um anjo que lhe prova ser a sua vida importante para seus amigos e para seus admiradores. Um filme natalino visto até hoje, e em todos os anos em emissoras de TV durante a época de Natal em todo o mundo, e o filme predileto de Capra, que reunia a família todos os anos nesta época para assistir em sessões privadas na sua mansão. Em 1948, pôde contracenar com o amigo Henry Fonda no filme de episódios No Nosso Alegre Caminho/A Miracle Can Happen, reintitulado On Our Merry Way. Consta que o episódio de Stewart e Fonda foi dirigido, sem créditos, por George Stevens e John Huston. Sublíme Devoção/Call Northside 777, também de 1948, dirigido por Henry Hathaway (1898-1985), em que ele vive um repórter que luta para inocentar um homem preso há mais de 10 anos.


O MESTRE DO SUSPENSE Alfred Hitchcock conversa com Jimmy durante intervalo de FESTIM DIABÓLICO, 1948
Hitch orientando Jimmy, Farley Granger, e John Dall:
FESTIM DIABÓLICO.
Como um esportista em SANGUE DE CAMPEÃO (1949)
EM SEGUIDA, vem o primeiro encontro com Hitchcock na fascinante  experiência de câmera e montagem que foi FESTIM DIABÓLICO/The Rope, em 1948. 1949 foi marcado por seu casamento com Gloria H. Mclean, com quem teve as gêmeas Kelly e Judy. Sangue de Campeão/The Strattion Story, 1949, contracenando pela primeira vez com June Allyson (1917-2006), e Malaia/Malaya, ao lado de Spencer Tracy.

James Stewart, um dos grandes Man of The West no cinema
Ao lado de Millard Mitchell: WINCHESTER 73, em 1950
O primeiro dos cinco filmes que o ator realizou com
o diretor Anthony Mann.
Apontando a arma para Robert Ryan, sob as vistas de Millard Mitchell, Janet Leigh, e Ralph Bellamy:
O PREÇO DE UM HOMEM (1953), de Anthony Mann.
A DÉCADA DE 1950 foi a mais frutífera na carreira de Jimmy (como é carinhosamente chamado pelo público e amigos).  OITO FILMES com o diretor Anthony Mann (1906-1967), dentre as quais cinco ótimos Westerns: WINCHESTER 73/Whinchester 73, 1950; E o Sangue Semeou a Terra/Bend of The River/1952; O Preço de um Homem/The Naked Spur, 1953; Região do ódio/The Far Country, 1955; e Um Certo Capitão Lockhart/The Man From Laramie, 1955. James foi um dos mais vigorosos Man Of The West do cinema.

Magistral como Glenn Miller: MÚSICA E LÁGRIMAS (1954)
PARA ANTHONY MANN atuou no musical cine-biográfico de Glenn Miller (1904-1944), MÚSICA E LÁGRIMAS/The Glenn Miller Story/ em 1954.

JANELA INDISCRETA: com Grace Kelly
Com Doris Day: O HOMEM QUE SABIA DEMAIS
Jimmy se confrontando com as duas personalidades de
Kim Novak em UM CORPO QUE CAI

E AINDA Três realizações importantes para Alfred Hitchcock (1899-1980) : Janela Indiscreta/ Rear Window, 1954, uma homenagem ao cinema num excelente experiência de unidade espacial – O Homem que Sabia Demais/The Man Who Knew Too Much, 1956, refilmagem do Thriller inglês de 1934 do próprio Hitch; e Um Corpo que Cai/Vertigo, em 1958, talvez a maior obra-prima do Mestre do Suspense, onde o nobre Jimmy esta ao lado das três louras consideradas as típicas heroínas do cineasta – Grace Kelly (1928-1982), Doris Day, e Kim Novak respectivamente.

FLECHAS DE FOGO
Como um palhaço em O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA, de
Cecil B. DeMille
ALGUNS OUTROS TRABALHOS DO NOTÁVEL JIMMY: Flechas de Fogo/Broken Arrow, 1950, um dos primeiros Westerns em defesa dos índios, dirigido por Delmer Daves (1904-1977) e O Maior Espetáculo da Terra/Greatest Show on Earth, em 1952, onde interpreta um palhaço que nunca tira sua maquiagem ao fugir da lei, acusado de crime de eutanásia  tema raro nestes tempos. Obra que ganhou o Oscar de Melhor filme do ano e dirigido pelo notável e lendário Cecil B. DeMille (1881-1959).

O ÁGUIA SOLITÁRIA (1957)
A Águia Solitária/The Spirit of St Louis, 1957, biografia de Charles 'Slim' Lindbergh, dirigido por Billy Wilder (1906-2002), e o excelente ANATOMIA DE UM CRIME/Anatomy of a Murder, de 1959, de Otto Preminger (1905-1986), pelo qual ganhou mais uma indicação ao Oscar e os prêmios dos críticos de Nova York e do Festival de Veneza.

Socando John Wayne em O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA,
de John Ford, em 1962.
FOI SOMENTE em fins dos anos de 1950 que ocorreram seus encontros com John Ford (1895-1973), um de seus diretores preferidos e com quem mostraria uma faceta pouco mostrada em seus personagens anteriores – O CINISMO. Juntos fizeram Terra Bruta/Two Rode Togheter, em 1961, O Homem que Matou o Facínora/The Man who Sot Liberty Valance, em 1962, ao lado de John Wayne (1907-1979) e Lee Marvin (1924-1987) e Crepúsculo de uma Raça/Cheyenne Autum, em 1964, último western da filmografia de Ford.

Jimmy num intervalo das filmagens de CHEYEENE, papeando com
Henry Fonda e Gene Kelly, o diretor.
Gene Kelly dirige Jimmy e Henry Fonda em CHEYEENE, em 1970
AINDA NA DÉCADA DE 1960, dois filmes merecem sua menção: O Vôo do Fênix/The Flight of The Phoenix, 1966, de Robert Aldrich (1918-1983), Shenandoah/idem, 1965, de Andrew V. McLaglen.  A partir dos anos de 1970, Jimmy atuou em poucos filmes. Em 1970, um western humorístico dirigido por Gene Kelly (1912-1996), Cheyenne/ Cheyenne Social Club, novamente ao lado do amigo inseparável Henry Fonda; participou em séries televisivas e do último filme de John Wayne, O Último Pistoleiro/The Shootist, em 1976, além de Aeroporto 77/Airport 77, 1977, e A Mágica de Lassie/The Magic of Lassie, em 1978. Em 1983, um de seus últimos trabalhos (este para a TV) foi contracenando com a Lenda Bette Davis (1908-1989), Direito de Morrer/Right of Way. Em 1991, emprestou sua voz para o desenho Um Conto Americano - Fievel Vai para o Oeste/An American Tail: Fievel Goes Wes.

Em momento familiar com a esposa Gloria, com quem foi casado ao longo de quase 50 anos.
Jimmy roda um filme, sob os olhares espantosos de Gloria e das filhas gêmeas. 
Jimmy e sua Senhora, na década de 1980
Em sua vida pessoal, nunca se envolveu em escândalos, muito embora antes de seu casamento com Gloria H. Mclean Stewart ( ex-modelo que depois se tornou uma jornalista e escritora), era um mulherengo que se transformaria num convicto monogâmico, e nunca mais foi visto na companhia de nenhuma outra mulher, sendo uma das mais duradoras e bonitas uniões de Hollywood, até ela falecer a 16 de fevereiro de 1994. Além de ter tido duas filhas com Gloria (nascidas a 7 de maio de 1951, Judy e Kelly), ele também adotou os filhos dela de um casamento anterior, Ronald e Michael. Ronald morreria em 8 de junho de 1969, em combate no Vietnã. Em 1985, Jimmy ganharia um Oscar honorário pelo conjunto de sua obra e atuações, sendo imensamente aplaudido de pé.


Jimmy em 1985
Stewart nunca se recuperou da morte de sua esposa, e ele prometeu que não faria mais  aparições públicas após seu funeral. A partir daí, ele passou a maior parte de seu tempo em seu quarto, saindo apenas por insistência de sua governanta para as suas refeições. Reportagens de jornais sugeriram que Stewart tinha a doença de Alzheimer. Durante o Natal de 1995, ele sofreu um acidente em casa, fraturando a cabeça. Um ano depois, precisou mudar seu marca-passo, mas declarou aos filhos que ele não preferia fazer, pois segundo ele, queria deixar que as coisas seguissem o seu curso natural. No entanto, na sexta-feira, 31 de janeiro de 1997, Stewart tropeçou em um vaso de plantas em seu quarto, e ele cortou a testa. Ele foi levado para o Hospital Saint John, em Santa Monica, na Califórnia, onde recebeu doze pontos de seu ferimento. Algumas semanas mais tarde, ele foi hospitalizado com coágulo de sangue e batimento cardíaco irregular. Ele teve um coágulo de sangue no joelho direito, e um inchaço que logo se espalhou através de sua perna inteira. 

LOCAL DO DESCANSO ETERNO DE JIMMY. NOTEM UM COELHO DE PELÚCIA SOBRE O TÚMULO. O QUE LHE PARECE INDICAR? HARVEY! SUA ESPOSA GLORIA DESCANSA PRÓXIMA A ELE.
Às 11:05  de quarta-feira, dia 2 julho de 1997, James Stewart morreu de parada cardíaca na idade de 89 anos. No funeral, Charlton Heston, que fez o eulogio ao ator, declarou ser ele uma das últimas lendas vivas que se tornou de vez um mito não somente para os americanos, mas para o mundo todo.


FOTO BATIDA E AUTOGRAFADA EM 1986: OS AMIGOS HUGH O' BRIAN, CHARLTON HESTON, BOB HOPE, E JIMMY.


FILMOGRAFIA

1935       - Entre a Honra e a Lei - The Murder Man
1935       -  Rose Marie- Rose Marie
1935       - Ciúmes - Wife vs. Secretary
1936       -  Garota do Interior- Small Town Girl
1936      - No Limite da Velocidade - Speed
1936      - A Comédia dos Acusados- After the Thin Man
1936      - Mulher Sublime - The Gorgeous Hussy
1936      - Amemos Outra Vez - Next Time We Love
1936      - Nascida para Dançar- Born to Dance
1937      - Juventude Valente- Navy Blue and Gold
1937      - O Último Gangster - The Last Gangster
1937      - O Sétimo Céu- Seventh Heaven
1938      - Ingratidão- Of Human Hearts
1938      -Que Papai Não Saiba- Vivacious Lady
1938      - O Último Beijo- The Shopworn Angel
1938      -Do Mundo Nada Se Leva- You Can't Take It With You
1939      - A Mulher Faz o Homem- Mr. Smith Goes to Washington
1939      - Nascida Para Casar- Made for Each Other
1939      - Folia no Gelo - The Ice Follies of 1939
1939      - Atire a Primeira Pedra - Destry Rides Again
1939      -Que Mundo Maravilhoso- It's a Wonderful World
1940      - A Vida é Uma Comédia- No Time for Comedy
1940      - Núpcias de Escândalo - The Philadelphia Story
1940      - A Loja da Esquina- The Shop Around the Corner
1940      - Tempestades d'Alma - The Mortal Storm
1941      -O Mundo É Um Teatro - Ziegfeld Girl
1942      - Pede-se Um Marido - Come Live with Me
1946- A Felicidade Não Se Compra - It's a Wonderful Life
1946      - Cidade Mágica - Magic Town
1948      - Festim Diabólico - Rope
1948      No Nosso Alegre Caminho
1948-    Sublime Devoção - Call Northside 777
1948      - A Conquista da Felicidade - You Gotta Stay Happy
1949      -Sangue de Campeão- The Stratton Story
1949      - Malaia - Malaia
1950      - Winchester 73 – Winchester 73
1950-     Flechas de Fogo – Broken Arrow       
1950      - Meu Amigo Harvey - Harvey     
1950      - Radiomania – Radiomania 
1951      -Na Estrada do Céu   - No Highway
1952      -O Maior Espetáculo da Terra - The Greatest Show on Earth    
1952      -E o Sangue Semeou a Terra  - Bend of The River
1952      - Dupla Redenção – Carbine Williams      
1953      -Borrasca – Thunder Bay      
1953      - O Preço de um Homem - The Naked Spur
1953      - Música e Lágrimas - The Glenn Miller’s Story
1954      -Janela Indiscreta – Rear Window     
1955      - Comandos do Ar     - Strategic Air Command
1955      - Região do Ódio        - The Far Country
1955      -Um Certo Capitão Lockhart  - The Man From Laramie
1956      - O Homem que Sabia Demais/    The Man Who Knew Too Much
1957      A Águia Solitária/     The Spirit of St. Louis
1957      - A Passagem da Noite - Night Passage
1958       - Um Corpo que Cai - Vertigo      
1958      -Sortilégio do Amor - Bell Book and Candle
1959      -  Anatomia de um Crime -    Anatomy of a Murder
1959      -  A História do FBI   - The FBI Story
1960      -O Homem Que Destrói  - The Mountain Road
1961      -Terra Bruta – Two Rode Together    
1962      - O Homem que Matou o Facínora – The Man Who Shot Liberty Valance
1962      - As Férias do Papai - Mr. Hobbs Takes a Vacation
1962      - A Conquista do Oeste    - How The West Was Won
1964      - Crepúsculo de uma Raça      - Cheyeene Autumn
1965      -O Voo da Fênix - The Flight of the Phoenix
1965      -Minha Querida Brigitte - Dear Brigitte
1966      -Raça Brava        - The Rare Breed
1966      -Shenandoah - Shenandoah
1968      -OPreço de um covarde – Bandolero!
1968      -O Último Tiro    - Firecreek
1970      -Cheyenne   - Cheyeene Social Club
1971      -O Olho da Justiça     - Fools' Parade
1976      -O Último Pistoleiro - The Shootist
1977      -Aeroporto 1977       - Airport 1977
1978      -A Arte de Matar        - The Big Sleep
1978     - A Magia de Lassie - The Magic of Lassie
1983     - Direito de Morrer - Right of Way (para TV)
1991     - Um Conto Americano 2 - Fievel Vai ao Oeste (voz)     - An American Tail: Fievel Goes West


Valeu Jimmy! Você é Eterno nos nossos corações e em nossas reprises! Parabéns! 


Produção e Pesquisa: PAULO TELLES
Atualizado em 20 de maio de 2016.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

A Felicidade Não Se Compra (1946): O Espírito Natalino de Frank Capra.


É tempo de Natal. Época em que as pessoas costumam presentear aquelas que estimam, decoramos nossas casas com árvores de natal e presépios, e não dispensamos uma ceia. Parece uma época em que as pessoas esquecem um pouco do digladio do dia a dia. Entretanto, o cinema e a TV hoje produzem filmes em maior escala sobre o tema nos últimos vinte anos. Mas há 70 anos, tempo em que foi realizado A Felicidade Não se Compra (It's a Wonderful Life), produzido em 1946 e obra prima de Frank Capra (1897-1991), havia poucas produções a respeito nas telas de cinema. As salas de exibição neste período do ano exibiam produções bíblicas ou histórias ligadas ao cristianismo, algo que também perdurou na televisão por algum tempo. 


O Diretor Frank Capra, o "autor" de
A FELICIDADE NÃO SE COMPRA (1946)
Frank Capra foi um cineasta singelo, que abordou o espírito de boa fé e a integridade do ser humano em suas obras. Basta vermos O Galante Mr Deeds, A Mulher Faz o Homem, Do Mundo nada se Leva, e Adorável Vagabundo, alicerces da cinematografia do grande componente do diretor. Seus heróis creem na bondade e na honestidade humana, onde se caracteriza a luta do bem contra o mal, e mesmo que sofram com isso, eles não abandonam suas convicções. Em A Felicidade Não Se Compra não é exceção, pois se eternizou na memória de muitos apreciadores da Sétima Arte e também daqueles que de forma incessante buscam uma vida mais feliz. E quem não quer ser feliz? É possível ser feliz? estas são algumas das interrogações que fazemos em nossas entrelinhas durante toda a projeção da fita, aliás, a preferida deste grande cineasta. 


O diretor Capra e seu astro, James Stewart, papeando numa pausa das filmagens.
Foi produzido pela firma independente Liberty, de Frank Capra e William Wyler, que faliu justamente porque A Felicidade não se Compra não se deu bem nas bilheterias. Como os direitos autorais não foram renovados, o longa caiu em domínio público em 1974 e, dessa forma, foi exibido inúmeras vezes na TV americana, especialmente na época de Natal, criando uma reputação de clássico. A versão oficial que se tem em DVD e Blu-Ray pertence hoje a Republic (que distribui pelo selo da Paramount). Apesar do fracasso, o filme chegou a ser indicado ao Oscar de melhor filme, diretor (Capra), ator(James Stewart) e montagem (William Hornbeck, 1901-1983).


James Stewart é George Bailey, um
"Boa-Praça" que gosta de ajudar as
pessoas.
Donna Reed é Mary Hatch, sua namorada,
depois esposa.


James Stewart (1908-1997, em seu primeiro filme depois de seu retorno da II Guerra) e Donna Reed (1921-1985) são as estrelas de uma história que, talvez, muitos de nós gostaríamos de viver. Entretanto, nem tudo são flores. Há empecilhos, desvios, provações, erros e problemas como na vida de qualquer mortal. O que fundamenta nesta magnífica obra de Capra é a humanidade nas relações pessoais e sociais, que podem causar danos por interesses de alguns mal intencionados, motivados pela individualidade e o egoísmo. A ambição, que costumeiramente envenenam ambientes, seja na família ou no trabalho, dá espaço para relações mais fraternas, altruístas, e solidárias a partir da ação de pessoas comuns, e em gestos comuns.


George e Mary dançam na pista, prestes
a se abrir e prontos a cair na piscina.
Não é à toa que Capra tinha um carinho todo especial por este filme mais do que os demais que dirigiu. Até quase ao fim de sua vida, em 1991, tinha o costume de convidar amigos pessoais juntando toda a família para assistir no cinema de sua casa ao seu original em 35 mm em toda véspera de Natal. Filmado em preto & branco, o cineasta chegou a enfartar quando viu sua obra sendo colorizada por computador, um modismo que penetrou nos anos de 1980 e que colorizou outros clássicos das décadas de 1940/50 (como Casablanca, por exemplo), e até James Stewart, o astro da película, protestou. De qualquer forma, A Felicidade Não Se Compra não envelheceu, capaz até hoje de fazer com que o espectador se identifique com qualquer um dos personagens ou mesmo com toda a situação do enredo.

Thomas Mitchell, de óculos, é o Sr. Billy, tio de George.
O Policial Bert (Ward Bond) e o motorista Ernie
(Frank Faylen), amigos de George.


O verdadeiro "amor ao próximo" não precisa vir em embalagens vistosas, assim prega a fita. Através de gestos simples de nosso cotidiano, se pudermos ser apenas mais cordiais com as pessoas, já forma por si só uma ação poderosa. Adicionar um pouco de esperança e otimismo no nosso dia a dia pode representar muito para as pessoas que convivem com as outras, seja na família, no trabalho (principalmente), ou nas nossas relações sociais.

Lionel Barrymore (sentado) é o Sr. Potter,
que apesar de estar preso a uma cadeira de
rodas, é um homem avarento e individualista.
Henry Travers é Clarence, anjo de guarda
de George, prestes a ganhar suas asas.
A alegria, a capacidade de superação, a fé e a valorização da vida e de tudo aquilo que somos, e que representamos para outras pessoas, tem que ser o pilar de nossas vidas. E eis que vem uma lição poderosa nesta obra de Capra, onde reside a ideia de nossa importância na vida das pessoas e de nossos amigos, pois ela pode afetar de modo positivo a vida delas. Naturalmente, jamais agradaremos toda a Humanidade, afinal, nem Jesus Cristo agradou a todos. Entretanto, sempre poderemos ser reconhecidos por nossos valores, seja por amigos, parentes e colegas de trabalho, e sem dúvida, a vida de um indivíduo seria bem diferente se não pudesse ele existir e fazer do dom de sua vida toda a diferença.


Gloria Grahame é Violet, ex-namorada
de George.
Todos os amigos de George reunidos na
noite de Natal, prontos para ajuda-lo
em momento crucial.


Um sonho acompanha a trajetória do jovem George Bailey (James Stewart) desde seus anos de infância. Sua vida foi marcada por inúmeros percalços que tendem de tudo para não permitir que suas aspirações se concretizem. Desde cedo, quando ainda era menino, George consolida sua vida como a de uma pessoa que está por perto para ajudar ao próximo. Não de forma totalmente consciente do valor dessa participação fraterna e solidária. Desprovido de qualquer busca de valorização ou reconhecimento em função de suas ações, movido somente pelo belo coração que possui.

Apesar de George ser prestativo com todos,
ele tem momentos de incertezas e dúvidas...
dúvidas estas que logo serão descartadas
quando ele conhecer o espírito da felicidade. O mundo é maravilhoso.
Por esse motivo, George é capaz de ajudar pessoas, como o farmacêutico manipulador de remédios, Sr. Gower (H. B. Warner, 1875-1958), ou ainda salvando a vida de seu irmão mais novo. Sua grandeza é realçada na defesa de pessoas pobres que com dificuldade tentam construir o grande sonho de suas humildes vidas, ter uma casa própria. Nesse sentido, apesar do desconforto dessa situação, George assume a empresa de seu pai, e é deste, inclusive, que ele herda as nobres convicções de justiça e compaixão, abdicando dos lucros em favor de uma vida modesta desde que isso lhe garanta a paz.


Em alguns momentos, George perdeu a fé.
Suas alegrias, apesar de alguns contratempos, ou pela deslealdade e individualidade do homem mais rico da cidade, o senhor Porter (Lionel Barrymore, 1878-1954), são ainda maiores a partir de seu casamento com a fiel Mary (Donna Reed) e com o nascimento dos filhos. Nesse momento tudo parece caminhar para um final feliz. É quando o acaso resolve lhes pregar uma peça e faz com que o dinheiro que garantiria os saldos e o cumprimento dos contratos de sua empresa simplesmente desaparece.


Mas a fé no amor e nas pessoas reacendeu no
espírito de George Bailey nesta noite de Natal.
Acuado pelas dívidas e pela possibilidade de ser preso, George fica desesperado e pensa em tirar sua vida para resgatar um seguro de vida que poderia assegurar a sobrevivência de sua empresa e a reputação de sua família É aí que entram os questionamentos. O que fazer quando sua vida parece não ter valido a pena? E se eu não tivesse nem ao menos existido, tudo seria muito melhor, não seria? Será que a minha vida foi de alguma forma importante para alguém?

A FELICIDADE NÃO SE COMPRA (1946): Obra
de Frank Capra.
Com toda essa inocência terna e sincera, A Felicidade Não Se Compra é até hoje um dos mais belos filmes de todos os tempos, sendo despontado numa lista entre os melhores 45 filmes na categoria "valores humanos" de acordo com o Vaticano (que realizou uma lista de 100 melhores filmes em 1995, ano do Centenário da Sétima Arte), pois trata de temas importantes com simplicidade e de maneira tocante sem nunca parecer piegas ou pueril. Seus personagens perfeitos não caem na chatice ou na antipatia, e sim funcionam como o perfeito exemplo de como uma pessoa altruísta pode ser. Em um mundo capitalista de como era o de 1946 (ano de sua produção), pós-crise de 1929 e o início da reconstrução após a Segunda Guerra Mundial, e num mundo hoje todo que individualista, devíamos refletir em pleno século XXI sobre o que Capra (um verdadeiro visionário) queria nos dizer naquele tempo, sobre os verdadeiros valores da vida e das boas relações com o próximo.


Thomas Mitchell, Dona Reed, Jimmy Stewart, Beulah Bondi: A FELICIDADE NÃO SE COMPRA.
Partindo dessa ideia, a de que nossa existência é fundamental para o equilíbrio e para a felicidade de muitas outras vidas, que Frank Capra consolida um dos mais celebrados clássicos do cinema mundial. No elenco, destaques para Thomas Mitchell (1899-1961), Ward Bond (1903-1960), e Gloria Grahame (1923-1981).No Brasil, o filme estreou a 14 de fevereiro de 1947, fez tanto sucesso em nossas salas que ficou quase 20 anos seguidos em cartaz. Um filme para curtir e apreciar, que consegue sobrepujar as ações do tempo. Afinal, como condiz seu título original, a vida é maravilhosa, apenas depende de nós e de nossas atitudes para com o semelhante. Assim prega o inesquecível diretor Frank Capra.

Divulgação do filme nas salas do Rio de Janeiro
em reprise na década de 1960.


FICHA TÉCNICA
A FELICIDADE NÃO
SE COMPRA

(It's a Wonderful Life)

Ano de Produção: 1946
Direção: Frank Capra
Gênero: Comédia dramática
Roteiro: Frances Goodrich, Albert Hackett, Frank Capra, Jo Swerling, baseado em história de Philip Van Doren Stern.
Produção: Frank Capra, para a RKO
Música: Dimitri Tiomkin
Fotografia: Joseph F. Biroc, Joseph Walker, Victor Milner. Em Preto & Branco.
Metragem: 130 minutos.



ELENCO PRINCIPAL:

James Stewart – George Bailey
Donna Reed – Mary Hatch
Lionel Barrymore – Sr. Porter
Thomas Mitchell – Tio Billy
Henry Travers – Clarence, o anjo
Beulah Bondi – Senhora Bailey, mãe
Frank Faylen – Ernie
Ward Bond – Bert
Gloria Grahame – Violet
H. B. Warner – Sr. Gower
Samuel S. Hinds – Sr. Bailey, pai
Jack Albertson - Sam Wainwright



PRODUÇÃO E PESQUISA DE
PAULO TELLES
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