Quando fez
sua estreia, na primeira edição da revista Action
Comics, em 1938, o Super-Homem entrou para a história da cultura americana
e da mitologia mundial. O personagem não só iniciou a indústria dos gibis de
super-heróis, como também definiu as bases de todo o gênero, que continuam
seguidas exaustivamente até aos nossos dias. De forma semelhante, a partir da
década de 1940, o Homem de Aço começou uma prolífera carreira no cinema, que
também se espalharia pela televisão. Aqui abordaremos as fases do mais popular
herói dos quadrinhos e em suas respectivas épocas nestas duas mídias, bem como
a origem de sua criação nos gibis, tão fascinante como os próprios poderes do
Homem de Aço, que embala em uma nova leitura na Sétima Arte, com a produção O HOMEM DE AÇO, dirigido por Zack
Snyder, e tendo Henry Cavill como
Super-Homem, e contando ainda com um elenco de primeira, que despontam Diane Lane (Martha Kent), Amy Adams (Lois
Lane), Michael Shannon (General Zod), Kevin Costner (Jonathan Kent), Ayelet
Zurer (Lara-El), Russell Crowe (Jor-El), Harry Lennix (General Swanwick), e Lawrence
Fishburne (Perry White).
A ORIGEM DO HOMEM DE AÇO NOS GIBIS.
Mais rápido que uma bala.
Mais forte que uma locomotiva
Capaz de saltar sobre os prédios mais
altos com um simples pulo.
Olhem !
Lá no céu !
É um pássaro !
É um avião !
Não ! É o Super-Homem !
Sim, é o Super-Homem -
estranho visitante de outro planeta, que veio à Terra, com poderes e
habilidades muito superiores às de qualquer mortal - Super-Homem - pode mudar o
curso do rio mais caudaloso, dobrar o aço com as mãos, ele que, na vida real é
Clark Kent, um discreto repórter de um grande jornal de Metrópolis, trava uma
batalha sem fim pela Verdade, pela Justiça e pela América.
Para
compreendermos o surgimento do "Superman", precisamos antes entender
o momento pelo qual a história do mundo passava,
Nos anos 30
a principal novidade na história dos comics,
foi o surgimento de um novo formato chamado comic-book
- de certa forma uma "adaptação" quadrinizada das novelas de pulp fiction - revistas de grande
circulação, impressas em papel barato e que se tornaram muito populares nos EUA
nas décadas de 1930 e 40.
Os comic-books foram responsáveis por
alavancar a difusão do gênero, tornando-se leitura frequente entre os soldados
em campanha, vindo a se tornar linguagem comum nos manuais de instrução e
treinamento de militares, Will Eisner (criador do Spirit e mestre incontestável da linguagem dos quadrinhos) foi um
dos que produziu artes sequenciais para tais propósitos.
O grande
sucesso de público dos comic-books
podia ser creditado à sua apresentação vistosa, muito colorida, amparado na
enorme aceitação popular das tiras diárias nos principais jornais americanos.
Mas, sem
dúvida a maior parte do sucesso se deveu ao surgimento em profusão de super-heróis
nas suas páginas, que sempre apresentavam habilidades e poderes sobre-humanos.
O mais
importante e que recebeu acolhida e congregou legiões de fãs, foi sem dúvida o Superman, que surgiu numa noite abafada
de verão em 1933, quando Jerome (Jerry) Siegel (1914 - 1996) então aos 19 anos,
rolava na cama imaginando um personagem, fruto de suas leituras dos pulps que regulamente devorava com
extrema avidez. Naquela época era fã do detetive O Sombra e de Doc Savage
o grande sucesso das histórias de aventura. Mas, Jerry era apaixonado mesmo
pelas histórias de ficção científica.
Jerry tinha
um amigo de escola, excelente desenhista chamado Joseph (Joe) Shuster
(1914-1992), que igualmente adorava os pulps
- desenvolviam juntos um fanzine
mimeografado chamado Science Fiction - Jerry escrevia, Joe ilustrava e era um
tremendo sucesso entre a garotada. Na edição de janeiro de 1933, eles
publicaram uma história intitulada "O Reino de Super-Homem" - o
personagem principal possuía fabulosos poderes mentais, porém utilizava-os para
fazer o mal. De todos os poderes imaginados para seu personagem, Jerry apenas
manteve no futuro "Super-Homem", a super-visão.
Nesta época,
os Estados Unidos se recuperavam da grande depressão e o mundo reconstruía-se
no sentido de apagar os resquícios da primeira grande guerra - sonhar com o
futuro e com tempos melhores era possível através de novas descobertas
tecnológicas e principalmente pelas histórias em quadrinhos
("comics").
Por isso,
naquela noite tórrida de 1933, onde o ar estava estagnado, Jerry não conseguia
dormir, envolto em seus pensamentos e a observar as nuvens que passavam por sua
janela, empurradas pelo vento alto, em frente da lua, ocorreu-lhe como seria
bom se ele pudesse voar para ir se refrescar com o vento - Claro! Voar ! Ali
nascia um dos mais famosos e importantes personagens das histórias em
quadrinhos, o Super-Homem !
Este é mais um trabalho
para o Super-Homem !
Suas
transformações invariavelmente ocorrem em cabines telefônicas, becos ou
qualquer outro canto escuro.
Onde Clark
Kent está nunca aparece o Super-Homem e vice-versa, ninguém desconfia, pois os
únicos cúmplices desta dupla-personalidade são os leitores.
Os primeiros
sinais da popularidade do Super-Homem puderam ser percebidos a partir do quarto
número da revista Action Comics,
apesar de um crescimento espantoso nas vendas, ninguém conhecia ao certo os
motivos para tanto sucesso. Em uma pesquisa feita junto às bancas de jornal,
finalmente o motivo foi revelado: Super-Homem ! A partir de então o editor da
revista passou a estampar em todas as capas a figura de seu principal herói.
Logo foi criada uma revista exclusiva somente com as histórias do Super-Homem,
que teve sua tiragem esgotada.
Super-Homem
passou a ser publicado em tiras diárias em mais de 230 jornais americanos, deu
origem a seriados de TV, novelas de rádio, filmes e desenhos animados, sem
contar é claro com uma infinidade de brinquedos, álbuns de figurinhas, jogos e
roupas, tudo ao estilo de marketing americano.
Com o
sucesso do Super-Homem, a dupla Siegel e Shuster alugou um escritório em
Cleveland por US$ 30,00 mensais, contratou uma equipe de quatro artistas, um
deles o irmão de Shuster e deram início à produção semanal de 13 páginas de
revista, 6 tiras diárias e uma página dominical para os jornais.
Uma
reportagem do Saturday Evening Post
dava conta de que a receita bruta do personagem atingira a soma de US$
75,000.00 em 1940.
Joe Shuster,
um dos quatro filhos de um pobre alfaiate, que aprendera a desenhar pagando com
sacrifício - dez centavos por aula na John Huntington Art Schoo",
remobiliou sua casa e comprou um carro novinho.
Jerry
Siegel, o garoto que juntava trocados para comprar seus adorados pulps, casou-se com sua namoradinha de
infância. Nenhum dos dois, ao que parece, chegou a pensar em alguma forma de
investimento para o futuro que, naquele ponto de suas vidas, parecia ser
extremamente próspero e sorridente. A fama e a fortuna lhes sorriam, afinal.
Certa vez,
quando passeava por "Miami Beach" (antes que esta se transformasse no
maior balneário-shopping center da América Latina), curtindo umas férias, Joe
Shuster foi parado por um guarda. O fato de estar desfilando em roupas comuns,
sua aparência casual no meio da grã-finagem e seu carrão, chamaram a atenção do
policial.
Joe cometeu
o erro de mostrar o gordo maço de notas que carregava no bolso e, quando foi
perguntado sobre sua ocupação, disse que era o criador do Super-Homem. Levado à
corte de magistratura sob a acusação de vadiagem, recebeu de um repórter
policial que fazia hora por ali, a sugestão de que desenhasse o Super-Homem
para provar sua identidade. Para grande embaraço de todos os presentes, foi
exatamente o que ele fez. Envergonhada, a corte retirou a acusação e o deixou
ir.
Como todo
herói americano, Super-Homem não escapou aos apelos do patriotismo, afinal ele
era o defensor da América. Por ocasião da Segunda Guerra Mundial o super-herói
formou junto com os soldados as fileiras contra o império nazista, a pedido do
então presidente Roosevelt, as histórias deste período mostravam um Super-Homem
no campo de batalha contra o inimigo nº. 1 - Hitler. Por conta disto surgiu a
célebre frase proferida pelo homem da propaganda nazista, Goebels:
- O
Super-Homem é um judeu !
De lá para
cá, Super-Homem fez acompanhar a evolução dos tempos, tornando-se uma figura
mundialmente conhecida. Tal reconhecimento, no entanto, não foi conferido a
seus criadores, Siegel e Shuster, que venderam logo no início, em 1938, os direitos sobre a criação para a editora da Action Comics, recebendo apenas pelo
trabalho de texto e arte, nunca receberam sequer, royalties pelo uso de seu personagem; com o tempo e as diversas
adaptações de seu herói, até o nome dos criadores foi apagado dos créditos das
revistas. Uma briga judicial foi mantida por diversos anos a fim de promover
uma indenização pelo uso da obra intelectual e pelo restabelecimento dos
créditos dos autores.
Em 1978, DC
Quadrinhos concordaram em dar Siegel e Shuster $ 20000 anuais bolsas e
restaurar seus criadores dos créditos. Mas mesmo assim, Siegel e Shuster
experimentaram uma velhice de privações e acabaram seus dias em asilos para
idosos. Nenhum dos super-poderes que
imaginaram para seu personagem, pode ser usado em seus benefícios.
SUPER-HOMEM NO CINEMA
SUPERMAN (1941) – Desenho Animado dos Irmãos Fleisher.
O
Super-Homem incursionou pela primeira vez no cinema como uma animação
encomendada aos Max e Dave Fleischer em 1941 – três anos depois de sua estreia
nos quadrinhos. Foram dezessete curtas rodados com orçamento recorde para a
época (e o maior para uma animação até hoje, em valores corrigidos) que
introduziram vários elementos hoje característicos do herói – como seu poder de
voo. Até aquele momento, Superman só
saltava sobre os prédios, o que não era dinâmico em movimento. Uma produção que
chama a atenção até hoje, devido ao perfeccionismo dos Fleischer.
O SUPER-HOMEM (1948) e SUPER-HOMEM CONTRA
O HOMEM ATÔMICO (1950) - com Kirk Alyn
Se o voo do
Super-Homem foi uma invenção de sua primeira aparição no cinema em desenho
animado, isso logo se mostrou um problema quando o herói ganhou um filme em seriado.
Superman,
originalmente intitulado The Adventures of Superman, foi produzido em preto e branco pela Columbia
Pictures, em 15 capítulos, trazendo Kirk Alyn (1910-1999) como o primeiro
intérprete a encarnar o herói nas telas de cinema.
Ex-bailarino, Alyn transformou
o herói de papel em um ser de carne e osso, tanto que os produtores não fizeram
menção ao seu nome nos créditos do seriado, para que as crianças pensassem que
ele era, de verdade, o Super-Homem. Mas quando o herói tinha que voar, era
novamente transformado em um cartoon, já que os efeitos especiais para tal
processo não eram avançados.
Noel Neill
como Lois Lane (no Brasil, Miriam Lane, segundo os antigos gibis). O seriado foi dirigido por Thomas Carr
(1907-1997), que mais tarde dirigiria muitos episódios da série de TV Adventures of Superman, e por Spencer
Gordon Bennet (1893-1987).
O produto Sam
Katzman (1901-1973) escolheu Kirk Alyn
depois de olhar várias fotografias, mas levou um tempo para convencer Whitney
Ellsworth, o representante da National Comics (futura DC Comics). Tornou-se
ainda pior quando Alyn surgiu para um teste, durante as filmagens de um filme
histórico, com um cavanhaque e bigode. Estas reservas iniciais foram superadas
e, eventualmente, Alyn conseguiu o papel. A publicidade feita pela Columbia
anunciava que eles não puderam obter um ator para desempenhar o papel, e então
haviam contratado Superman para interpretar a si mesmo. A fantasia de Superman
era cinza e marrom, ao invés de azul e vermelha, pois essas cores davam mais
efeito na filmagem em preto e branco.
O
Super-Homem é enviado para a Terra por seus pais, pouco antes de seu planeta
natal Kripton explodir, e é criado como Clark Kent por um casal de pequenos
fazendeiros. Após seus pais adotivos morrerem, o Homem de Aço vai para
Metrópolis sob o disfarce dos óculos de Kent, e se junta ao pessoal do Planeta
Diário, a fim de estar perto das notícias. Quando a emergência o exige, ele
assume sua verdadeira identidade, de Super-Homem. Este primeiro seriado gira em
torno do plano nefasto de um vilão que chama a si mesmo de Spider Lady (Mulher
Aranha).
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| Nelson Leigh |
O seriado
foi um sucesso e gerou uma sequencia em 1950, SUPERMAN CONTRA O HOMEM ATÔMICO -
em mais quinze capítulos que traziam Lex Luther como o vilão, interpretado por Lyle
Talbot (1902–1996). Destaque para o ator Nelson Leigh (1905-1985), um ator
característico em muitos dos seriados antigos, e coadjuvante no cinema e na TV,
no papel de Jo-El.
30 anos
depois, Kirk Alyn faria uma pequena participação em SUPERMAN, O FILME, com Christopher Reeve.
AS AVENTURAS DO SUPER-HOMEM (1952 a
1957)- Série de TV com George Reeves.
Ainda em
preto e branco, a televisão era vista como uma novidade e havia poucos canais e
séries de destaque. As Aventuras do
Super-Homem, estrelada por George Reeves (1914-1959), explorou o potencial
do meio e repercute até hoje como uma das melhores produções televisivas já
realizadas de todos os tempos.
No início da
década de 1950, a DC Comics (antes
chamada National Comics, que com o
tempo passou a adotar a sigla "DC" que originalmente se referia a Detective Comics, uma das revistas mais
vendidas da empresa) decidiu ampliar a participação do Super-Homem na TV. Tendo
já aparecido em seriados para cinema e rádio, a televisão era o próximo passo a
ser dado pelo herói. A editora contatou então o produtor de rádio Robert
Maxwell (1908-1971) para uma primeira temporada de 26 episódios. Para promover
a série, foi produzido o longa-metragem SUPERMAN
E OS HOMENS - TOUPEIRAS que em 1951 foi exibido com sucesso nos cinemas.
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| GEORGE REEVES, em pé, com Viviem Leigh: E O VENTO LEVOU |
George
Reeves, um ator talentoso e de porte apropriado, já havia atuado em filmes mais
sérios, como E o vento levou (1939)
e foi o escolhido para o papel principal (embora usasse enchimentos para
parecer mais musculoso). Seu Super-Homem era bastante heroico, uma força
imbatível, bastante fiel à versão original dos quadrinhos (sem contar os traços
do ator, que se assemelhavam bastante com os traços dos primeiros esboços do
personagem nos quadrinhos). Já como Clark Kent, Reeves buscou um diferencial,
interpretando um jornalista determinado e confiante, evitando os apelos cômicos
que caracterizavam o personagem (e que seriam adotados por Christopher Reeve no
cinema mais de 20 anos depois).
Para o papel
de Lois Lane, foi escalada Phyllis Coates, que atuava em seriados de cinema.
Destemida e independente, caracterizou uma das heroínas mais fortes da
televisão no período. O longa-metragem apresentou uma trama de ficção
científica sobre os homens-toupeira, um povo que vivia no centro da Terra e
passou a ser perseguido pela população de uma pequena cidade. Uma abordagem
perfeita para o Super-Homem, e uma lição de tolerância sempre relevante.
A partir da
Segunda Temporada, Lois Lane foi interpretada pela bela Noel Neill, que em
2006, junto com Jack Larson (o intérprete, na série, de Jimmy Olsen), atuou no
lamentável SUPERMAN- O RETORNO, em
2006. As atrizes intérpretes de Lois
Lane no seriado televiso com George Reeves ainda estão vivas (Phyllis nasceu em
1927 e Noel Neill, em 1920) assim como o ator gay assumido Jack Larson (nascido
em 1928).
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| NOEL NEILL em 2006, durante a produção de SUPERMAN, O RETORNO |
Como não
havia confirmação sobre uma segunda temporada, Phyllis Coates dedicou-se a
outros projetos e foi substituída por Noel Neil, que já tinha interpretado Lois
Lane em dois seriados de cinema com Kirk Alyn.
Mesmo após o
filme lançado nos cinemas, As Aventuras
do Super-Homem só conseguiu patrocínio em 1953, quando a Kellogs decidiu bancar a produção. O
sucesso foi instantâneo. Como Robert Maxwell desejava uma espécie de
continuação temática de seus episódios de rádio, o tom deveria ser realista e
pesado, com ênfase não em elementos fantásticos, mas no combate ao crime e à
corrupção.
O primeiro
episódio, Super-Homem na Terra, foi
a tradicional história de origem, incorporando elementos dos quadrinhos e do
romance escrito por George Lowther (1913-1975). Em Krypton, planeta habitado
por uma civilização de super-homens, o líder do conselho científico, Jor-El (Robert
Rockwell, 1920-2003), analisa os recentes desastres como ondas gigantescas e
terremotos. Segundo seus cálculos, o planeta estava próximo da destruição
total. Ele é desacreditado pelo conselho, mas como trabalhava num modelo de
espaçonave, decide enviar nela seu pequeno filho, Ka-El.
Na cidade de
Smallville, o bebê é encontrado pelo casal Eben e Sarah Kent (não Jonathan e
Marta Kent como passaria a ser mais tarde nos quadrinhos), e começa a
desenvolver seus poderes. Aos 12 anos, Clark pergunta à sua mãe por que é
diferente de todos os outros garotos de sua idade, revelando seus feitos
inacreditáveis. Após a morte de seu pai adotivo, ele se muda para Metrópolis e
adota o uniforme feito por Sarah com o material que o envolvia no foguete. Em
sua primeira missão, o Super-Homem salva a vida de um homem que ficara preso
num dirigível acidentado. Adotando uma postura de timidez moderada, Clark Kent
consegue um emprego no Planeta Diário com a reportagem exclusiva do salvamento,
conhecendo o editor Perry White (John Hamilton, 1887-1958, outro ator ícone dos
antigos seriados) e seus novos colegas Lois Lane e Jimmy Olsen.
Com os
recursos limitados da época, tanto técnicos quanto financeiros, os efeitos
especiais parecem simples, mas ainda encantam justamente por terem mostrado um
ator voando como Super-Homem pela primeira vez. Inicialmente, as cenas de voo
eram feitas sempre com George Reeves pendurado por cabos, sobrevoando a cidade.
Como o processo era desagradável e cansativo, logo se adotou uma nova
estratégia. Com agilidade notável, Reeves aparecia saltando, entrando e saindo
de janelas e prédios, com o auxílio de um trampolim. A maioria dos episódios
era focada na equipe do Planeta Diário. Clark, Lois e Jimmy envolviam-se em
algum mistério ou crime bizarros, e o Super-Homem entrava em cena apenas nos
momentos finais para salvar o dia e derrotar os meliantes. Alguns episódios
chamam atenção por suas propostas inusitadas, outros pelo tom violento e
realista. Por vezes, a série possuía muito mais características de um drama
policial que de aventuras de super-herói.
Um episódio
inicial digno de nota é "O mistério
das estatuetas quebradas", com uma premissa inacreditável. Dois homens
de terno entravam em lojas e começavam a quebrar todas as estátuas disponíveis
para venda, pagando por elas e recolhendo objetos aleatórios encontrados no
interior de algumas. A solução do mistério por Clark Kent é digna de Sherlock
Holmes. Um episódio posterior, "O
Mistério dos Macacos", mostra um macaco com o uniforme de Super-Homem
agindo como informante num caso de espionagem internacional. Noite de
Terror cumpre a promessa do título, com Lois Lane vítima de uma quadrilha
que já havia sequestrado e espancado uma mulher inocente.
Quando mais
26 episódios foram encomendados, em 1953, Robert Maxwell foi afastado,
supostamente porque era desejo da DC Comics e da Kelloggs um tom mais leve
voltado para o público infantil. A série ficou a cargo inteiramente dos
responsáveis pelo Super-Homem nos quadrinhos, Whitney Ellsworth e Mort
Weisinger. Nota-se realmente a diminuição na violência, acentuando-se a
ingenuidade das tramas. Em 1954, a série passou a ser exibida em cores, até seu
cancelamento em 1957.
Em 16 de
junho de 1959, o ator George Reeves foi encontrado morto por um tiro, e a
polícia supôs tratar-se de suicídio, contudo hoje a tese é mais reforçada em um
assassinato, mas não foram encontradas provas cabais passados mais de 50 anos
da morte do ator. O mistério permanece e foi tema do filme Hollywoodland, onde Reeves foi interpretado por Ben Afleck, em 2006. George Reeves encantou o mundo com sua
interpretação do Homem de Aço. Para a sua geração, ele foi e sempre será o
Super-Homem definitivo.
CHRISTOPHER REEVE: A
ESSÊNCIA DO HOMEM DE AÇO.
Parece que
existem atores que já nasceram para encarnar na pele um determinado personagem,
seja ele histórico ou na imaginação fictícia, como faz parte os quadrinhos, e é
exatamente o que acontece quando nos lembramos do querido e saudoso Christopher
Reeve (1952-2004), que conforme o Vox
Populi, é a personificação perfeita do Homem de Aço em sua verdadeira
essência.
Desde 1973
já havia projeto de produzir uma adaptação cinematográfica levada mais a sério
sobre o Super-Homem pela produtora Ilya Salkind. Vários diretores, como Guy
Hamilton e roteiristas (Mario Poderoso
Chefão Puzo, David Newman, Leslie Newman e Robert Benton) estavam
comprometidos com o projeto, antes do diretor Richard Donner ser contratado
para a direção. Donner trouxe junto Tom Mankiewicz, para reescrever o roteiro,
pois o original estava fraco e então, Mankiewicz acabou sendo creditado como
consultor criativo.
Foi decidido
o trabalho de Donner para este filme e para a sua sequência, e desde então foi
uma busca pelo ator que pudesse dar real vida ao personagem. Seria algo
parecido com que ocorreu na busca da perfeita para Scarlet O’ Hara em E O Vento Levou, onde diversas atrizes
famosas foram testadas para encarnar a indômita heroína do famoso Best Seller de Margaret Mitchell
(1901-1949) e uma busca incessante foi promovida para encontrar a atriz
principal, onde a escolhida foi a inglesa Vivien Leigh (1913-1967).
O mesmo se
sucedeu com a busca do Superman, que
seria produzido em larga escala em uma superprodução de Alexander Salkind
(1921-1997) e Richard Lester (com Richard Donner na direção), passando de um
orçamento global de 25 milhões de dólares, cuja publicidade anunciava como o filme mais fabuloso de todos os tempos, com
efeitos especiais fantásticos para a época. A busca pelo astro principal com a
árdua tarefa de encarnar o Super-Homem terminou quando o escolhido foi
Christopher Reeve, então um desconhecido que havia feito até uma pequena ponta
no filme SOS-Submarino Nuclear, em
1977 e estrelado por Charlton Heston e David Carradine. Reeve ganhou o papel
entre 200 outros candidatos, ganhando um cachê de 250.000 dólares e sendo
encaixado num elenco All-Star que
valem seu peso em ouro.
Superman, o Filme
(1978)
Marlon
Brando (1924-2004) lidera o crédito da produção, e foi polêmica sua
participação, já que recebeu três milhões e meio de dólares para atuar alguns
minutos no papel de Jo-El, o pai do Super-Homem.
Gene Hackman recebeu dois
milhões de dólares para interpretar Lex Luthor. Outros brilhantes nomes que
destacaram nesta produção foram Susannah York (1939-2011), como a mãe do Homem
de Aço; Valerie Perrine, Jackie Cooper (1922-2011) como Perry White; Glenn Ford
(1916-2006) como Jonathan Kent; Phyllis Thaxter (1919-2012) como Martha Kent; e
ainda as participações de Maria Schell (1926-2005) e Trevor Howard (1913-1988).
Como uma Lois Lane pálida e sem vida (a pior de todas) Margot Kidder, que ainda
atuaria como a personagem nas outras três produções seguintes. Noel Neill, que
foi a Lois nos seriados com Kirk Alyn e, a partir da segunda temporada, na
série televisiva com George Reeves, faz uma ponta não creditada numa cena de
trem. Alyn também fez uma pequena participação.
O filme
começa mostrando a destruição do planeta Krypton. Proibido de abandonar o
planeta moribundo, Jor-El, o pai do bebê Kal-El, envia seu filho a um mundo
distante chamado Terra, no qual ele poderá sobreviver ao fim de sua raça e onde
terá superpoderes. O início do filme também mostra a condenação do General Zod
e de seus asseclas, fato que determinará o segundo filme da série.
Chegando à
Terra, Kal-El é adotado por Johnatan Kent e sua esposa, Martha Kent, que o
criam sem revelar seus superpoderes. Ao completar a maioridade, o agora chamado
Clark Kent perde seu pai, vítima de um infarto e decide partir em busca de sua
origem. Guiado por cristais luminosos que encontrou na nave que o trouxe para a
Terra, ele chega ao Ártico, onde um dos cristais é lançado no gelo e constrói a
Fortaleza da Solidão.
Na
fortaleza, Clark encontra um holograma com a memória e a personalidade de seu
pai biológico, gerado por um computador. Ao lado desse simulacro, ele descobre
sua origem e sua natureza. Após anos de preparação, ele está pronto para
retornar à civilização e ajudar a Humanidade.
Estabelecendo-se
na cidade de Metrópolis, ele se emprega como jornalista no Planeta Diário e
conhece aquela que será sua eterna paixão: Lois Lane. Conhece também outros
personagens clássicos dos quadrinhos como Jimmy Olsen e Lex Luthor, este após
já ter se apresentado ao mundo uniformizado e ser conhecido como o Super-Homem.
Nesse ponto,
o filme se aproxima do clímax quando Luthor revela ao Super-Homem que lançará
mísseis nucleares para separar o Estado da Califórnia do resto dos Estados
Unidos. Lançando-se como um bólido, Super-Homem consegue desviar um dos mísseis
para o espaço, mas o outro atinge o solo e causa grande destruição. Em uma
série de atitudes heróicas, e mostrando seus incríveis poderes, Super-Homem
consegue salvar muitas vidas e conter os danos da explosão, mas não consegue
salvar Lois da morte, soterrada em seu carro (morrendo por asfixia).
Inconformado,
Super-Homem ignora o aviso de seu pai sobre não interferir na história humana e
voa ao redor da Terra à super-velocidade, o que força o planeta a girar em
sentido inverso e faz o tempo voltar até antes do soterramento do carro de
Lois, que está salva. Finalmente, Super-Homem entrega Luthor e seus comparsas
às autoridades e o filme se encerra com uma bela imagem do Homem de Aço voando
em órbita da Terra ao som da maravilhosa música de John Williams e com o
segundo filme já anunciado.
Superman II- A Aventura
Continua (1980)
A história
começa na planeta Krypton (antes de ele explodir e, dessa forma, antes do
próprio Kal-El (nome kryptoniano do Superman) ser mandado para o Espaço,
salvando-se), mostrando a captura uma equipe de três perigosos criminosos de
Krypton, o cruel General Zod (Terence Stamp, sempre magistral), o líder, a fria
Ursa (Sarah Douglas), e o resistente Non (Jack O'Halloran). Que, julgados pela
Suprema Corte kryptoniana, são condenados à prisão perpétua, presos em uma zona
fantasma, vagando pelo espaço. Condenados e presos, Zod jura se vingar de
Jor-El (pai do Superman), e de todos seus descendentes.
E assim o
tempo passa, e, eles continuam presos, incontáveis anos depois, quando a
história parte para o presente universo das histórias do Homem de Aço. Nela,
Clark Kent ou Superman (Christopher Reeve), continua trabalhando como repórter
no Planeta Diário, com a decidida Lois Lane (Margot Kidder), e seu chefe e
editor Perry White (Jackie Cooper), dividindo sua vida entre o atrapalhado e
tímido Clark (só concebido com perfeição e originalidade por Chris Reeve) e o
heroico e corajoso Superman. A história desenrola-se, quando Clark, em mais um
dia de trabalho descobre que terroristas invadiram a Torre Eifel, em Paris, e
fazem dezenas de pessoas de reféns, ameaçando explodir uma bomba de Hidrogênio,
e levar a capital da França pelos ares. Lois, decidida a fazer uma espetacular
matéria exclusiva digna de um Prêmio Pulitzer, viaja à Paris, e acaba,
entrando, escondida no elevador do ponto turístico.
Sabendo
disso, Clark logo muda para Superman e voa até a Europa. Habilmente, o Homem de
Aço salva Lois, e toda Paris, quando, leva a bomba (presa no Elevador) até o
Espaço, atirando-a para o nada. Porém, o que ele não sabe, é que, quando o
artefato explode, uma poderosa onda Supersônica, acaba libertando General Zod e
seus aliados, que vagavam na zona fantasma. No entanto, sob a energia amarela
do Sol de nosso Sistema Solar, o grupo adquire os mesmos poderes que
Super-Homem (Que os obtém da mesma forma).
E, para
piorar, Lex Luthor (Gene Hackman, sempre magistral), odioso inimigo do Homem de
Aço, consegue finalmente fugir da prisão (como mostrado em Superman - O Filme),
decidido destruir o Superman. Descobrindo a Fortaleza da Solidão - uma espécie
de casa kryptoniana de Superman aqui na Terra -, e com a ajuda da Srta.
Teschmacher (Valerie Perrine), descobrem os segredos guardados há sete chaves,
destinados apenas à Kal-El. Enquanto isso, descobrindo os poderes que têm, Zod,
Ursa e Non decidem invadir a Terra e conquistá-la, quando percebem que nós,
seres humanos, somos "frágeis", começando a espalhar caos e destruição
por onde passam.
Entretanto,
sem desconfiar de nada, Clark continua agindo normalmente com Lois. Porém, a
corajosa repórter está começando a desconfiar do colega, que sempre desaparece
assim que o Homem de Aço surge, voltando logo em seguida, quando o super herói
vai embora. E, numa viagem às Cataratas do Niagara, Clark acaba contando tudo à
colega, e, diz, que, por amor a ela, abriria mão de seus poderes, vivendo como
pessoas normais. Assim sendo, Lois, também apaixonada, voa com Clark até a
Fortaleza da Solidão, e, lá, retira seus poderes completamente, tornando-se
como qualquer pessoa.
O problema é
que, à caminho de Metropolis, Clark e Lois descobrem as ações de Zod, Ursa e
Non. Confuso, Clark pede à amada que volte, e, em seguida, parte para o Ártico,
onde está a Fortaleza, com o objetivo, de, mesmo contra sua vontade, adquirir
novamente seus poderes. A situação se complica quando, sabendo disso, Luthor
convence Zod e os outros à se juntarem para destruir o Homem de Aço. Sabendo
que ele é filho de seu maior inimigo, Zod jura acabar com Superman e conquistar
nosso planeta.
Chegando em
Metropolis, Zod, Ursa e Non, sob comando de Luthor, invadem o Planeta Diário, a
procura de Superman. Enquanto isso, com grande sacrifício à Fortaleza, Clark
recupera seus poderes, e parte à toda para Metrópolis. Assim que chega,
encontra a cidade em caos. Já perdendo seu controle sob os kryptonianos, Luthor
dá "Graças à Deus" ao ver seu inimigo desafiando seu (antigos)
aliados. Em uma luta destruidora, Superman acaba atraindo Zod, Non e Ursa até a
Fortaleza, com Lois e Luthor. E lá, depois de armar uma armadilha para Zod e
sua quadrilha, e usando a falsidade de Luthor como estratégia, faz com que os
inimigos de seu pai percam totalmente seus poderes, pelo mesmo modo que Clark
perdeu os seus.
Fingindo
estar sem poderes uma vez que entrara na antecâmara que originalmente lhe
drenara sua superforça, Clark/Superman na realidade se protegia contra a
radiação do sol vermelho kryptoniano criado artificialmente e quando Zod pede
para que Clark/Superman se ajoelhe em sua reverência a surpresa: Superman
mostra sua descomunal força derrotando Zod, Ursa e Noh. Então Luthor deduz que
Superman estava na antecâmara se protegendo da radiação enquanto os criminosos
kripytinianos estavam perdendo suas forças. Em seguida corta para uma cena já
no Planeta Diário aonde Clark e Lois discutem a sua especial relação dizendo
que sentia ciumes do mundo por dividir Clark/Superman do resto do mundo e pede
então que o amado lhe traga um suco após este a beijar. Corta depois para uma
cena da mesma lanchonete aonde Clark e Lois acabam vendo as noticias da chegada
de Zod, Nom e Ursa e um caminhoneiro valentão que anteriormente batera em Clark
(sem seus superpoderes) o desafia para uma nova briga e desta vez perde por
conta de que Clark recuperando a sua superforça dá a surra merecida no
caminhoneiro. Apos isso Luthor volta à cadeia levado pelo Superman e é saudado
pelos colegas com o jocoso apelido de "Mozart" em alusão a uma famosa
peça do compositor austríaco que é cantada em assovio por Luthor.
Embora
creditado a Richard Lester a direção, foi na realidade o único da série filmado
por dois diretores. Por esta razão, o filme é cercado por controvérsia, já que
muitos creem que Richard Donner filmou 75% das cenas do filme antes de ser
demitido. Muitas das cenas foram filmadas pelo segundo diretor Richard Lester
(que tinha sido um produtor do primeiro filme), em 1979, que também recriou
várias cenas filmadas por Donner. Foi lançado na Europa e na Austrália, no
final de 1980, mas não nos Estados Unidos, até junho de 1981. A estreia de Superman II foi apresentado em
Megasound, um alto impacto semelhante ao sistema de som surround Sensurround.
Tornou-se o filme mais editado de todos os tempos, superando os filmes Star Wars.
Superman III (1983)
Terceiro da
série Superman estrelado pelo já
consagrado Christopher Reeve, que provou ser um excelente ator após atuar no
romântico Em Algum Lugar do Passado, em
1981. Neste filme, o Homem de Aço, além de enfrentar um gênio da informática
que planeja dominar o mundo, acaba sendo exposto a radiação da kryptonita, que
o afeta psicologicamente e o torna arrogante e egoísta.
O filme foi
bem menos sucedido do que seus antecessores, tanto financeiramente quanto de
critica, mas foi a quinta maior bilheteria do ano, arrecadando apenas 59
milhões de dólares no Estados Unidos, uma bilheteria decepcionante comparado
com os 100 milhões ganhos pelos dois filmes anteriores. Apesar de um fraco
retorno no território americano, assim como as críticas negativas, o filme foi
bem sucedido no exterior, e foi a quinta maior bilheteria do ano. O maior
causador do fracasso de Superman III nos EUA deve ter sido o fato de que o
filme foi lançado junto com outros concorrentes de peso, como O Retorno de Jedi, 007 Contra Octopussy, 007 Nunca
Mais Outra Vez", e Tubarão 3.
Uma das
criticas mais frequente a Superman III foi a inclusão do comediante Richard
Pryor (1940-2005) ao filme. Pryor tinha fama na década de 1980 como um excelente
comediante e havia alegado publicamente que adorava Superman II. Por isso, os
Salkinds decidiram contrata-lo para o próximo filme.
O público
também achou que o vilão Ross Webster (interpretado por Robert Vaughn) era
muito parecido com Lex Luthor. Gene Hackman estava irritado com a forma com a
qual os Salkinds trataram Richard Donner, e por vingança, se recusou a
participar de Superman III (ele
voltou em Superman IV, não produzido pelos Salkinds).
Após Margot
Kidder criticar publicamente os Salkinds pelo seu tratamento com Donner, os
produtores a castigaram fazendo sua personagem aparecer apenas em cinco minutos,
sendo praticamente barrada por Annette O'Toole, que interpretava Lana Lang, a
namorada de adolescência de Clark Kent.
Em seus
comentários para o DVD, Ilya Salkind negou esses boatos. Ele disse que achou
que o romance de Lois e Clark já tinha dado o que podia nos dois primeiros
filmes (mas poderia ser revisto no futuro) e decidiu dar mais atenção a Lana
Lang. Também disse que Gene Hackman não podia participar do filme pois estava
com a agenda cheia.
Os fãs da
serie colocam uma grande dose de culpa no diretor Richard Lester. Lester havia
feito comédias na década de 60. Lester rompeu com a tradição da série ao
começar Superman III com uma prolongada colagem de sequências cômicas pelas
ruas de Metropolis, sendo que os créditos são difíceis de ler e embaçam a
imagem (os dois filmes anteriores começavam com os créditos tridimensionais
voando no espaço). Superman III é visto mais como uma auto-paródia do que uma
grande aventura épica dos dois filmes anteriores.
Christopher
Reeve declarou certa vez:
"Foi ele que teve a ideia da gag de Richard
Pryor caindo do prédio. Eu não acho que a queda dele do prédio com esquis e uma
toalha rosa nos ombros foi particularmente engraçada."
O roteiro do
filme, escrito por David e Leslie Newman também foi criticado. Quando Richard
Donner e Tom Mankiewicz leram o roteiro dos dois primeiros filmes, acharam ele
muito cômico e decidiram de que precisava de uma melhorada. Como ambos não
estavam ligados com a produção deste terceiro filme, a visão original dos
Newman dessa vez não foi alterada na hora das filmagens.
O crítico
Leonard Maltin disse "uma terrível sequência onde tudo que era de Superman
virou motivo de gargalhadas e acabou sendo co-estrelado por Richard
Pryor".
Apesar dessas
duras criticas, Superman III foi elogiado pela atuação de Reeve como uma versão
corrompida do Homem de Aço, assim como a espetacular batalha do Superman mau
contra Clark Kent no ferro-velho. O crítico Donald Barthelme foi um dos poucos
que elogiaram o filme, elogiando a atuação de Reeve como "perfeita" e
atuação de Vaughn como "delicioso vilão".
Superman IV- Em Busca
da Paz (1987)
Desta vez
produzida pelos irmãos Yoram Globus e Menahem Golan, israelenses, e em produção
da extinta Cannon (que mais tarde passou os direitos do filme para a Warner),
foi a mais fraca adaptação do Herói no cinema, quase se tornando um filme B, e
o último em que Christopher Reeve atuou como o personagem. O filme foi um
fracasso de público e crítica, em parte pelos fracos efeitos especiais e
sonoros. Para se ter uma ideia da impopularidade da fita, Superman IV recebeu
duas indicações ao Framboesa de Ouro,
nas categorias "Pior Atriz Coadjuvante", para Mariel Hemingway, e
"Piores Efeitos Especiais".
O Planeta
Diário, jornal onde trabalha Clark Kent, é comprado por David Warfield. Perry
White é despedido e a filha de Warfield, Lacy (Mariel Hemingway), assume como
editora. Após receber uma carta de um garoto que queria ver acabada a possibilidade
de guerra nuclear, Super-Homem decide destruir todas as armas nucleares do
mundo, jogando-as ao sol. Nesse meio tempo, Lenny Luthor liberta seu tio Lex
Luthor (Gene Hackman) da prisão.
A dupla
rouba um fio de cabelo que Superman doou a um museu. Luthor usa o DNA contido
no cabelo para criar um dispositivo e o esconde numa arma nuclear. Quando
Superman joga esta bomba no sol, a energia da estrela cria um ser com poderes
de nível kryptoniano, o Homem-Nuclear.
O Legado de Christopher
Reeve.
Astro de
envergadura que se tornou não somente um ator de extremo talento como
também demonstrou ser um ativista pela luta dos direitos humanos, Christopher
Reeve, cujo carisma já carregava como autêntico intérprete do Homem de Aço acabou provando em seus últimos anos de vida
ser, de fato, um Super-Homem.
Chris Reeve
conseguiu fama e fortuna ao Superman no cinema, mas já era ator desde os 14
anos de idade, tendo estudado em prestigiadas escolas de artes cênicas. Iniciou
sua carreira com pequenas participações no teatro e na televisão. Mesmo como
ator principal de clássicos como Em
Algum Lugar no Passado e Vestígios
do Dia, e provado seu primoroso talento em outros trabalhos, Reeves nunca
conseguiu se livrar do estereótipo do herói.
A 27 de maio
de 1995, Chris sofreu um acidente em uma
queda de cavalo, que o tornou tetraplégico devido a fratura nas suas duas
primeiras vértebras cervicais, o que acabou por lesionar a sua medula espinhal.
Um ano depois, foi aclamado em pé na cerimônia do Oscar. A partir daí passou a
lutar por pesquisas com células-tronco e criou a Christopher Reeve Paralysis Foundation, visando a melhorar a
condição de vida de pessoas como ele, vítimas de algum tipo de paralisia. A 27
de janeiro de 1996, foi condecorado com a Ordem Bernard O'Higgins, como reconhecimento à defesa pública que fez dos
atores chilenos durante a ditadura de Pinochet. Em setembro de 2003, ganhou o Prêmio Lasker, conhecido como o Nobel
Norte-Americano. Neste mesmo ano e no ano seguinte, Reeves ainda participou como
convidado de honra na série de TV SMALLVILLE,
outra versão televisiva sobre o herói Super-Homem, onde interpretou o Dr.
Virgil Swann em dois episódios. Foi sua última atuação.
Christopher
Reeve morreu a 10 de outubro de 2004, vítima de um infarto causado por uma
infecção. Era casado desde 11 de abril de 1992 com a atriz Dana Reeve, que
conhecera a 30 de junho de 1987 em Williamstown. Dana, desde o acidente de
Christopher, dedicou-se exclusivamente a cuidar do esposo, uma tarefa que se
provou laboriosa devido à gravidade de sua condição médica.
Ela também
veio a falecer, a 6 de março de 2006, vítima de um câncer pulmonar. Desta união
nasceu um filho, Will. Christopher tinha mais dois filhos, Matthew e Alexandra,
frutos de uma relação anterior de dez anos (1977-1987) com a modelo inglesa Gae
Exton. Seu último filho, Will, foi adotado pelo ator Robin Williams, de quem
Christopher foi sempre muito amigo. No início da carreira de ambos, Christopher
fez mais sucesso e ajudou Robin, que após o acidente, começou a retribuir a
antiga ajuda. Com a morte de Christopher e logo após a morte de Dana, Robin
adotou Will e o criou como se fosse seu próprio filho.
OUTRAS ADAPTAÇÕES
TELEVISIVAS
Superboy - Com o embalo do Homem de Aço em
quatro produções no cinema, a televisão voltou a investi-lo. Em 1988 foi
produzida a série SUPERBOY, que
contava as aventuras do Super-Homem adolescente, disfarçado de Clark Kent, um
estudante de jornalismo da Universidade de Shuster, que luta pela verdade e
justiça. Na série televisiva, houve dois atores que interpretaram o personagem:
Gerard Christopher (em 74 episódios) e John Newton, nos 26 episódios restantes.
Foi um relativo sucesso em 4 temporadas (que foram até 1992) e contou com a participação
de nomes famosos, como Stuart Whitman (como Jonathan Kent, em 10 episódios), George
Chakiris, e George Lazenby (o James Bond de A Serviço Secreto de Sua Majestade) como Jo-El.
Lois and Clark: As Novas Aventuras do
Super-Homem, produzida
pela Warner Bros, foi apresentada originalmente nos Estados Unidos pela rede
ABC entre 12 de setembro de 1993 à 14 de junho de 1997, num total de 88
episódios de 60 minutos cada, em 4 temporadas. Baseada nos personagens da DC
Comics criados por Jerry Siegel e Joe Shuster, influenciada em grande parte
pela versão do personagem realizada pelo escritor e desenhista John Byrne em
1986, que deu mais ênfase a relação entre Lois Lane e Clark Kent, desde o
momento em que conheceram, até seus primeiros meses de casamento.
A série a
princípio era mais centrada na relação romântica e profissional estabelecida
entre Clark e Lois Lane, os melhores repórteres do Planeta Diário de
Metrópolis, pois geralmente nas aventuras do homem de aço, o romance sempre ocorria
de forma um tanto desencontrada. Ela contava como o jovem Clark Kent chegava a Metrópolis
vindo de Smallville em busca de trabalho no Planeta Diário, sendo inicialmente
rechaçado para depois ser admitido. Sua companheira era nada menos que Lois Lane,
a melhor, a mais arrogante e intrépida jornalista que jamais a redação havia
visto.
Clark,
todavia, não tinha esse perfil, também conhecia todos seus poderes e não estava
disposto a utilizá-los, até o dia em que finalmente sua mãe Marta, lhe trouxe o
traje com o símbolo de Superman e ele apareceria pela primeira vez na cidade
resgatando uma nave espacial em apuros. Com todos os personagens essenciais,
este episódio piloto foi a base para a continuação da série de muito sucesso.
Os protagonistas tinha presença, carisma e a química entre eles eram evidentes.
Para interpretar Superman e Clark Kent foi chamado o ator Dean Cain, um
desconhecido até este momento, com um físico espetacular e até um bom ator.
Cain interpretou
excelentemente Clark, apesar de haverem algumas críticas em relação a sua
atuação como Superman, pois muitos achavam que
estava fazendo poses demasiadas, mas essa performance era na realidade
parte de um principais ganchos para atrair o público do sexo feminino.
Sua
companheira foi interpretada pela belíssima Teri Hatcher, muito parecida com a
Lois da post-morte de Superman
publicada nos quadrinhos em 1992, um ano antes de a série estrear, considerada
por muitos como a melhor personificação de Lois Lane de todos os tempos. Em seu
conjunto, a série apresentava todos os atrativos para triunfar.
Em seus
episódios apareceram até os mais temíveis e poderosos inimigos de Superman nos
gibis originais, como Metallo, Mr. Mxyzptiek e o eterno Lex Luthor
(interpretado por John Shea), que nesta versão está espantosamente malvado,
muito fiel ao Lex Luthor da etapa pós-Byrne nos quadrinhos recentes, sempre
metido em negócios escusos e contando
com o total desconhecimento das pessoas da sua faceta suja, aparecendo sempre
como um Mecenas caritativo. Este personagem foi eliminado logo na primeira
temporada, mas depois regressou.
Todos esses
elementos e uma excelente música tema inicial composta por Jay Gruska formaram
os pilares para o êxito desta série, chegando a ser líder de audiência em
alguns países. O último episódio foi muito aberto e inconclusivo. Clark e Lois
acabam descobrindo que não podem ter filhos, mas um bebê é deixado em sua
porta.
Tim Minear, um dos principais roteiristas da série, disse que isso seria explicado na
quinta temporada, mostrando que o bebê em questão era um descendente deles,
enviado do futuro para ser protegido e que desenvolveria super poderes, dando
outro colorido a série. Mas lastimavelmente a série foi encerrada no fim da
quarta temporada.
SMALLVILLE- AS
AVENTURAS DO SUPERBOY
A série
conta a trajetória de Clark Kent (Tom Welling), um adolescente quase comum, se
não fosse seus poderes especiais. A idéia central da série é mostrar como seria
a vida do homem de aço e toda a sua trajetória se a sua nave tivesse caído na
Terra nos tempos atuais, mesclando a modernidade do século XXI com elementos e
valores antigos, já conhecidos por todos referente ao universo do Superman.
O episódio
piloto foi ao ar nos Estados Unidos no dia 16 de outubro de 2001, registrando
um total de aproximadamente de 8,4 milhões de telespectadores. No
elenco regular estava Tom Welling (Clark Kent), Kristin Kreuk (Lana Lang),
Michael Rosenbaum (Lex Luthor), Eric Johnson (Whitney Fordman), Sam Jones III
(Pete Ross), Allison Mack (Chloe Sullivan), Annette O'Toole (Martha Kent. A atriz já havia interpretado Lana Lang, a namorada
de Clark Kent, em Superman III, com
Christopher Reeve), John Schneider (Jonathan Kent. O ator foi o astro da série
televisiva Os Gatões, na década de
1980) e participação especial de John Glover, interpretando Lionel Luthor, pai
de Lex.
Em
Smallville, muitas coisas referentes ao universo Superman e DC Comics são
explorados, e vários heróis e vilões conhecidos do universo das histórias em
quadrinhos já tiveram sua versão na série.Depois de 10 temporadas no ar, Tom
Welling e Allison Mack foram os únicos atores remanescente no elenco regular
desde a primeira temporada. Michael Rosenbaum Também participou de todas as
Temporadas, mas foi Principal apenas nas Sete Primeiras, depois foi Recorrente
nas 3 Últimas. Tom também trabalhava como diretor eventualmente em alguns
episódios. Algo que nunca mudou ao longo desses anos foi a música-tema do
seriado, Save Me, da banda Remy Zero .A
trilha sonora da série foi lançada em duas coletâneas oficiais: Smallville Vol
1: The Talon Mix , lancado no ano de 2003, 2 e Smallville Vol 2: Metropolis Mix
, lancado em 2005.
RETORNO AO CINEMA
Quase vinte
anos depois, o Homem de Aço voltou aos cinemas pelas mãos de um apaixonado. O
diretor Bryan Singer, que fez história ao viabilizar o gênero “adaptações de
heróis dos quadrinhos” com X-Men (2000)
e X2 (2003) largou a terceira
aventura dos mutantes para recriar o Super-Homem no cinema.
O que ele
fez, no final das contas, foi uma refilmagem romântica do filme original de
Richard Donner: a trama de Superman – O Retorno é um carbono do plano de Lex Luthor
(agora interpretado por Kevin Spacey) no filme de 1978 e sua obsessão por ser
dono de um pedaço enorme de terra. A diferença aqui é que ele quer um novo
continente, recriado à imagem de Krypton, no meio do Atlântico – destruindo o
norte da América no processo. Ignorando o terceiro e quarto filmes com
Christopher Reeve, este Retorno continua a trama dos dois primeiros filmes,
utilizando elementos do original sem economia (e num crédito especial a Marlon
Brando, falecido dois anos antes, que reaparece numa cena como Jo-el).
Contudo,
Singer errou ao fazer de seu Homem de Aço um herói romântico demais, esquecendo
que, no século XXI, o cinema precisa de ação, principalmente quando seu
protagonista é o herói mais popular de todos os tempos. Além disso, ele o
Universo da DC Comics não é o mesmo da Marvel, que o diretor estava bem mais
acostumado.
Brandon
Routh, escolhido para interpretar o Homem de Aço, teve a infeliz ideia não de
atuar como o Super-Homem, mas de tentar repetir o trabalho de Christopher Reeve
(numa imitação ao Reeve, com o mesmo penteado e óculos fundo de garrafa que
caracterizaram o desempenho do saudoso ator, que falecera apenas dois anos
antes e ainda mantinha a imagem bem viva do personagem para o público), e
embora fã do super-herói e que vinha tentando encontrar uma forma de interpretá-lo
desde que iniciou sua carreira de ator, chegando até a fazer testes para
interpretar Clark Kent na série de televisão Smallville, foi escolhido sem receios por Brian Singer.
Kate Bosworth interpreta Lois Lane. Kevin Spacey a recomendou para o papel de Lois Lane, assim
que soube que Singer procurava uma atriz para o papel. Após um teste ao lado do
ator Brandon Routh mostrar uma eficiente química entre os dois, e convencer
Singer de que a atriz, de apenas 22 anos, possuia a maturidade necessária para
interpretar uma Lois Lane mãe de um garoto de 5 anos, Bosworth foi logo
contratada.
Kevin Spacey
interpreta Lex Luthor: A primeira colaboração de Spacey com Singer foi The Usual Suspects e lhe rendeu um
Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Desde então, os dois tem mantido uma amizade
- motivo pelo qual Spacey foi imediatamente considerado para interpretar Luthor,
o nêmesis de Kal-El, assim que Singer foi contratado para dirigir o filme.
Frank
Langella interpreta Perry White: Aclamado ator de teatro e cinema, Langella já venceu por duas vezes o Tony na categoria de Melhor Ator
Coadjuvante em Peça de Teatro. Em Superman
Returns, ele é o responsável por readmitir Clark Kent e incentivar uma
grande cobertura jornalística da volta do Homem de Aço. Detalhe: Há uma cena em
que o Perry White de Langella repete o mesmo bordão feito pelo finado John Hamilton, o
intérprete do mesmo personagem, na série As
Aventuras do Super-Homem estrelado por George Reeves nos anos 50: Pelo Fantasma do Grande César - título mesmo de um dos episódios. Uma
reminiscência e homenagem bem cumpridas, tendo ainda as participações especiais de Noel Neill e Jack Larson, astros da antiga série.
Eva Marie
Saint é Martha Kent: Muito popular nas décadas de 1950 e 1960, a
atriz, hoje com 89 anos de idade (na época da produção, tinha 82 anos) -
vencedora do Oscar em 1954 por sua atuação em Sindicato de Ladrões, de Elia Kazan - Saint interpreta a carinhosa mãe
adotiva de Kar-El/Clark, Martha Kent, mulher viúva que passara os últimos cinco
anos sem saber se veria seu único filho novamente. Devido à necessidade de
reduzir o filme, algumas cenas dela - incluindo as que revelavam um
relacionamento com Ben Hubbard - acabaram sendo cortadas da versão final.
O filme foi
lançado em 2006 sob grande expectativa, tendo recebido em geral críticas
positivas e arrecado cerca de 391 milhões de dólares mundialmente. Entretanto,
a Warner Bros se mostrou desapontada com o retorno financeiro e declarou não
possuir interesse na produção de continuações.
O HOMEM DE AÇO (2013)
Fabiana
de Carvalho- Do G1, em São Paulo
http://g1.globo.com/
No primeiro
capítulo da nova franquia de um dos mais tradicionais super-heróis dos
quadrinhos, o diretor Zack Snyder parece bastante preocupado em se afastar das
representações anteriores e deixar claro quem é o “seu” Superman. Por isso,
dedica mais de uma hora de O Homem de Aço a
explicar a origem de Kal-El/Clark Kent (Henry Cavill), deixando a tarefa
principalmente a cargo dos dois pais do personagem.Já adulto, o herói aparece
em busca de suas origens. Sequências de sua infância e adolescência são
intercaladas para mostrar como ele chegou até ali. Jo-El (Russell Crowe) e
Jonathan Kent (Kevin Costner) são fundamentais para apresentar a história do
garoto que finalmente descobre por que é tão diferente das outras pessoas.
No entanto,
o filme se esforça mais do que o necessário para ressaltar a importância de
Jonathan e Martha Kent (Diane Lane) na formação do caráter “humano” do
protagonista. Busca também deixar que Jo-El explique detalhes que vão desde a
história de Krypton à (nova) origem do S na roupa do Superman.
Após sua
revelação, porém, Clark parece aceitar sem objeções seu papel de protetor da
humanidade e não demora muito para ser colocado à prova. É quando entram em
cena o general kriptoniano Zod (Michael Shannon) e sua subcomandante, Faora
(Antje Traue).
A grandiosidade
das sequências – seja no visual ou em sua duração – acaba sendo um lembrete do
apreço de Snyder pelo exagero, já visto em 300. Ainda no mesmo
espírito compensador, Zod parece despertar no final da história, deixando de
ser um coadjuvante de luxo (a ótima Faora, muitas vezes, parecia mais forte e
determinada do que ele), mostrando sua real força e assumindo de vez o papel de
líder dos vilões.
No final das
contas, “O homem de aço” parte de uma premissa interessante, mas leva tempo
demais para contar sua história. Caso Snyder e o roteirista David S. Goyer (da
trilogia "Batman") se preocupassem menos em fixar a marca de seu
próprio Superman e se concentrassem
em um roteiro mais enxuto, o resultado poderia ser ainda melhor.
Quanto ao
protagonista, Henry Cavill não parece temer a responsabilidade do papel em
nenhum momento. Convincente e à vontade tanto como Clark Kent quanto sob o peso
da icônica capa vermelha, demonstra ser uma escolha mais do que acertada.
ASSISTA AOS TRAILERS DE O HOMEM DE AÇO
OPINIÃO DO EDITOR
Embora ainda
não tenha assistido ao novo filme, que ciente estou que nada tem a ver com os
anteriores da série com Crhistopher Reeve (e muito menos com Brandon Routh), este reboot do super- herói
inicia de fato uma nova série, onde a característica e personagem do
Super-Homem passa por um tratamento bem diferente (segundo algumas críticas e
outros amigos que chegaram a ver o filme, não é um superman doce, mas não deixa de ser nobre, e mesmo como Clark
Kent, se revela bem mais sério), e acho pertinente que estas mudanças venham a
acontecer mesmo no universo dos quadrinhos e de seus super-heróis. Naturalmente, o Homem de Aço não fica atrás.
Um
personagem que foi criado no século passado e que ao longo de seus 75 anos de
existência, ele atravessou as mais diversas mídias e artes cênicas (acreditem,
até na Broadway), e talvez, seja mesmo uma alusão aos nossos sonhos e
expectativas, tão desejosos no cumprimento da Justiça e em busca de nossa
própria perfeição. É bem provável que Joe Schuster e Jerry Siegel se espelharam
neles mesmos para confeccionar o HOMEM DE AÇO, e se eles tinham intenção de ser
“super” para serem populares através de sua criação, isto é outra história, mas
decerto trouxeram ao mundo um herói que vem nos cativando e que certamente
ainda virá a cativar a imaginação de nossos descendentes para o futuro.
Talvez seja
isto: O SUPERMAN represente o futuro e a evolução do Homem a caminho de seu
próprio progresso, onde somente a racionalidade, o
desenvolvimento pelo bem comum, e o altruísmo, saem triunfantes contras os
flagelos do mal (a ignorância, a estupidez, a ganância, o egoísmo, enfim). Que
possamos buscar nossa própria força e acharmos dentro de nossa centelha o Superman que existe dentro de nós.
Produção e pesquisa de Paulo Telles
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