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quarta-feira, 14 de maio de 2014

Inferno na Torre: As Labaredas de um Clássico do Cine-Catástrofe.



Um Show de pirotecnia com cintilantes constelações de astros e estrelas que o cinema nunca imaginou antes reunidas. Ao longo de 185 minutos de projeção, os portadores de acrofobia (medo de lugares altos) passam a maior parte desta metragem sob tensão e calafrios. 



Assim é INFERNO NA TORRE (The Towering Inferno), que surgiu em 1974 sob a onda e apogeu do então chamado Cinema Catástrofe, que andou muito em moda na década de 1970, e desencadeada dois anos antes com O Destino do Poseidon, e pelo mesmo produtor, Irwin Allen (1916-1991), que nos anos de 1960 foi o responsável pelas brilhantes séries televisivas Túnel do Tempo, Viagem ao Fundo do Mar, Perdidos no Espaço, e Terra de Gigantes. Irwin foi o estranho midas que disseminou o holocausto que se converte em ouro ao seu toque encantador nas telas, pois além de suas labaredas e espigão em chamas ter conquistado três Oscars (melhor fotografia, melhor montagem, e melhor canção, We may never love like this again ), abiscoitou 52 milhões de dólares só no mercado norte-americano.


IRWIN ALLEN, O MIDAS DA FICÇÃO E DO CINEMA CATÁSTROFE


Quando Allen ofereceu seu novo projeto, saiu-se com ilustre êxito, pois pela primeira vez na história de Hollywood, dois grandes estúdios, a Warner e a Fox, desistiram de fazer dois filmes semelhantes ao custo de sete milhões de dólares para realizar apenas um, de 14 milhões.  A Warner detinha os direitos de filmagem da novela The Tower, de Richard Martin Stern (1915-2001), e a Fox, o romance The Glass Inferno, de Thomas N. Scortia (1926-1986) e Frank M. Robinson. Acordo feito, o roteirista Stirling Silliphant (1918–1996) combinou elementos dos dois livros. Irwin Allen, não satisfeito em permanecer em seu escritório com ar refrigerado até a consumação das labaredas, deixou o cineasta inglês John Guillermin (que já havia feito ao estilo Vôo 502 em Perigo, estrelado por Charlton Heston) a dirigir cenas com atores e ele próprio cuidou das sequencias de ação, isto é, dois terços na incendiária e dramática narrativa.



Mas no fim das contas, o trabalho maior deve ter ficado com Guillermin, pois se dirigir uma estrela já é difícil exemplo da espécie humana, imagine nove super-astros e estrelas, sofrendo ataques de vedetismo e egocentricidade  entre fotogênicas chamas, faiscantes explosões e blocos de concreto caindo sobre suas cabeças. Isso mesmo!  Esta constelação de estrelas vai se distribuindo pelos 138 andares da “Torre de Vidro” de San Francisco, à medida que o incêndio, iniciado no pavimento 81, começa a subir em direção ao restaurante de cobertura, onde o idealizador do prédio, James Duncan (William Holden, 1918-1981) comanda a festa de inauguração desse desmedido monumento à ganância da engenharia moderna.



ANÚNCIO DE "INFERNO NA TORRE" NOS JORNAIS BRASILEIROS - 1975
Vale pautar, que o incêndio do Edifício Joelma, em São Paulo ocorrido em 1974 (ano do lançamento de Inferno Na Torre), foi uma das fontes de inspiração para Irwin Allen para concretização do filme, cujo objetivo maior era homenagear a bravura dos soldados do fogo, e protestar contra a irresponsabilidade dos construtores de espigões sem o adequado sistema de segurança contra incêndio.




No começo da trama, o chefe dos bombeiros, Mike O'Hallorhan (Steve McQueen, 1930-1980),  faz solene advertência ao arquiteto Doug Roberts (Paul Newman, 1925-2008) que concebeu “A Torre de Vidro”, o maior arranha céu do mundo.  Mike diz: “Por que vocês insistem em construir prédios tão altos? Acima de sete andares nada podemos fazer para controlar incêndios”.  Tão humanitário libelo, no entanto, serve a propostas menos edificantes. Como sempre ocorre no gênero, e hecatombe termina vindo para o bem, como se fosse obra de uma sapiente providência divina.




De acordo com as demiúrgicas sentenças dessa justiça sobranceira e invisível, sempre seguida de muitas dúvidas e reflexões, cada personagem é condenado a seu merecido destino. Todos são ricos, os “bacanas”, que nem todo dinheiro que possuem é capaz de salvar suas vidas, pois elas não podem ser compradas ou negociadas, nem por Deus e nem pelo Diabo.  Os heróis sobrevivem. Os vilões, punidos.




Ao irromper as labaredas no monólito, a primeira vítima é logo um casal de amantes (Robert Wagner e Susan Flannery), que se entregaram clandestinamente ao sexo. A namorada do arquiteto Doug Roberts, Susan Franklin (Faye Dunaway), o senador Parker (Robert Vaughn), e o prefeito da cidade (Jack Collins), tal quais os casais casados, as ingênuas crianças, e os honrados cidadãos, chegam incólumes à última cena, quando o então idealizador do flamante prédio, interpretado por William Holden, pede a Deus para que outros não sigam o seu exemplo ganancioso.




O velho Harlee Claiborne (Fred Astaire, 1899-1987, que na época da produção já contava com 76 anos), o único que não faz parte da elite e se infiltra no meio  para sobreviver do cambalacho e enganar os ricaços, acaba se apaixonando de verdade por Lisolette, interpretada por Jennifer Jones (1919-2009), que reapareceu as telas aos 56 anos e com no mínimo três plásticas desde sua anterior incursão no cinema em 1969, com o filme Angel, Angel, Down We Go. Inferno na Torre acabou sendo o último desempenho de Jennifer na Sétima Arte, que se aposentaria e viria a falecer 35 anos depois.




Por ser mentiroso e trambiqueiro, o velho Harlee tem por castigo perder ao fogo sua amada Lisolette, no entanto, a pena mais dura incide sobre o culpado de todo o incêndio, o genro do idealizador, o engenheiro Simmons (Richard Chamberlain), que andou instalando precária fiação elétrica a título de economia de despesas supérfluas.




Entre uma e outra sugestão, há na trama vaga defesa do ideal ecológico, quando o arquiteto interpretado por Paul Newman surge de helicóptero na abertura, vindo das verdejantes montanhas que escolheu para viver. Seu desabafo final, depois de salvar mulheres e crianças como todo super-herói que se preze: “Gostaria que deixasse de pé o que sobrou do edifício. Seria um relicário para toda hipocrisia do mundo”. Os críticos da época bradaram: Mentira!- afinal, sem espigões nem construtores imprudentes, o filme não teria assunto para causar sensação e arrecadar rios de fortunas nas bilheterias.




Mas seja como for, enquanto astros e estrelas do passado, muitos já veteranos na década de 1970, como William Holden, Jennifer Jones, e Fred Astaire, como num “patético” museu de cera, trocavam confidências românticas, beijos, e juras de amor eterno, ao deguste de doses de scotch à beira da morte certa, os efeitos especiais rendem o espetáculo. INFERNO NA TORRE foi onde o cinema pretendeu ser um simulacro do parque de diversões, e tais efeitos, como nunca antes apresentados, manifestaram a magnificência técnica dos laboratórios de Hollywood e os poderes da Sétima Arte em cria-los, pela magia ou pela válvula de escape ao irreal universo do pesadelo. Assim é INFERNO NA TORRE, que passados exatos 40 anos de sua realização, ainda consegue impressionar quem o assiste, até mesmo ao cinéfilo mais jovem.



INFERNO NA TORRE
(THE TOWERING INFERNO, 1974)
Gênero:  Cinema Catástrofe – Ação - Drama
Direção: John Guillermin
Roteiro: Stirling Silliphant

ELENCO

             Steve McQueen       (Michael O'Hallorhan)
Paul Newman           (Doug Roberts)
William Holden         (James Duncan)
Faye Dunaway         (Susan Franklin)
Fred Astaire              (Harlee Clairbone)
Susan Blakely          (Patty Simmons)
Richard Chamberlain                (Roger Simmons)
Jennifer Jones         (Lisolette Mueller)
O.J. Simpson            (Harry Jernigan)
Robert Vaughn         (Senador Gary Parker)
Robert Wagner         (Dan Bigelo
Susan Flannery               (Lorrie)
Sheila Allen              (Paula Ramsay)
Norman Burton                 (Will Giddings)
                  Jack Collins               (Prefeito Robert Ramsay)

         Produção: Irwin Allen, para Warner e 20ª Century Fox.
Fotografia: Fred J. Koenekamp, Joseph F. Biroc
Trilha Sonora: John Williams

PRODUÇÃO E PESQUISA
PAULO TELLES

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Tributo a Shirley Temple (1928-2014).


Morreu na segunda-feira, dia 10 de fevereiro, aos 85 anos, a atriz Shirley Temple, uma das maiores estrelas mirins da história de Hollywood. Segundo comunicado divulgado pela família nesta terça-feira, dia 11, ela estava em casa, em Woodside, na Califórnia, e morreu de causas naturais.  "Ela estava rodeada pela família", informa o texto. "Nós a celebramos por uma vida de realizações notáveis como atriz, diplomata e como nossa amada mãe, avó e bisavó, e adorada esposa, por 55 anos, do falecido e saudoso Charles Alden Black."


O BLOG FILMES ANTIGOS CLUB não poderia deixar de prestar uma singela homenagem a este ícone infantil das telas, como reproduziremos também um comentário feito em 2010 a respeito de um de seus filmes mais famosos e que é o preferido deste editor: O PÁSSARO AZUL,  abordado no tópico OS DEZ MAIORES FILMES INFANTIS DE ACORDO COM O EDITOR DO ESPAÇO - Publicado em 11 de outubro de 2010.



Shirley Temple começou a carreira aos 3 anos de idade e ganhou fama em filmes como "Olhos encantadores" (1934), "Alegria de viver" (1934), "A pequena órfã" (1935), "Heidi" (1937) e "A princesinha" (1939). A imagem da garotinha em produções leves e bem-humoradas dos anos 1930 serviu de alívio ao público americano durante o período da Grande Depressão. Suas músicas, dança e inocência funcionaram como contraponto a um momento de falta de empregos e de dinheiro.


A atriz era conhecida como America's Sweetheart ("a queridinha da América", em tradução livre). O presidente dos Estados Unidos entre 1933 e 1945, Franklin D. Roosevelt (1882-1945), elogiou na época o "otimismo contagiante" da pequena atriz e chegou a declarar que "desde que nosso país tenha Shirley Temple, nós vamos ficar bem".


Ela foi ganhadora do primeiro "baby Oscar" – uma estatueta com metade do tamanho de um Oscar normal –, entregue em 1935. A distinção era um prêmio especial dado a atores-mirins por seus papéis. As crianças não competiam com adultos nas várias categorias da premiação.

O site oficial de Shirley Temple lista que ela estrelou 14 curtas-metragens e 43 longas-metragens, a maioria deles antes de completar 12 anos de idade. Sua carreira foi de 1931 a 1961, mas seu último grande filme foi "A kiss for Corliss" (1949).

SHIRLEY com GARY COOPER
SHIRLEY com RANDOLPH SCOTT

Entre 1935 e 1938, a atriz foi campeã de bilheteria nos Estados Unidos, batendo produções com grandes estrelas hollywoodianas, como Clark Gable (1901-1960), Bing Crosby (1903-1977), Robert Taylor (1911-1969), Gary Cooper (1901-1961) Randolph Scott (1898-1987), e Joan Crawford (1906-1977).




Apesar de ter feito filmes como adolescente e jovem adulta, como "Solteirão cobiçado" (1947), com Myrna Loy e Cary Grant, e "Sangue de heróis" (1948), com John Wayne, Henry Fonda e John Agar (seu primeiro marido), Shirley Temple perdeu o brilho dos primeiros anos.

Depois de deixar o cinema, ela se candidatou ao Congresso dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, em 1967, mas não se elegeu. Depois, foi delegada dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), em 1969 e 1970, e embaixadora.  Serviu em Gana (1974-1976) e na antiga Tchecoslováquia (1989).


Em 1972, Shirley Temple recebeu o diagnóstico de câncer de mama. Foi uma das primeiras celebridades a falar abertamente sobre a doença. Numa seção de perguntas e respostas em seu site oficial, ela comentou a superação do problema.

"A alternativa é pior, se você não faz nada a respeito. Eu acreditei em meu médico e em Deus", afirmou. Também deu conselhos a outras mulheres: "Não fique em casa e não tenha medo. Vá ao médico e faça um exame".


Shirley Temple nasceu em 23 de abril de 1928, em Santa Monica, Califórnia, nos Estados Unidos. Era filha do executivo e banqueiro George Francis Temple e de Gertrude Amelia Krieger, que era apaixonada por dança e incentivou a filha desde o princípio. A pequena Shirley começou a ter aulas num estúdio de dança aos 3 anos, em Los Angeles.


Lá, em 1931, foi descoberta por dois produtores da Educational Films Corporation, que fazia uma série de curtas-metragens chamada "Baby burlesks" – eram paródias de filmes com adultos, mas estreladas exclusivamente por crianças. Em sua estreia, Shirley recebeu um cachê de US$ 10.

De acordo com a BBC, Shirley posteriormente descreveu esses trabalhos iniciais como "uma exploração cínica de nossa inocência infantil que ocasionalmente era racista ou sexista".
Com a falência da Edutional, em 1933, a atriz assinou seu primeiro contrato com um grande estúdio, a Fox. A estreia foi "Alegria de viver" (1934), e pequena estrela se destacou não só pela atuação, mas também por seus números de dança.

Quando ela tinha 6 anos de idade, recebia US$ 1,25 mil por semana. Em valores corrigidos, o salário equivalia a US$ 21 mil por semana. Os rendimentos se duplicaram com merchandising e produtos licenciados, como bonecas Shirley Temple e uma linha de roupas e acessórios para meninas.




Shirley se casou, aos 17 anos, com o Sargento da Força Aérea Americana  John Agar (1921-2002), que veio a se tornar ator em Hollywood, e com a atriz, atuou no clássico de John Ford (1895-1973) Sangue de Heróis/Fort Apache, 1947, ao lado de John Wayne (1907-1979) e Henry Fonda (1905-1982).  Ficaram juntos por quatro anos, até 1949, e tiveram uma filha, chamada Linda Susan. Em 1950, ela se casou com Charles Black, antigo oficial da marinha. Tiveram dois filhos, Charlie Jr. e Lori.


Questionada sobre o seu maior motivo de orgulho, Shirley costumava dizer: "Meus três filhos, minha neta e meus dois bisnetos". No questionário de seu site, há uma pergunta sobre qual carreira gostaria de ter seguido se não fosse atriz mirim. "Eu queria estar no FBI. Também queria ser vendedora de tortas", comentou.

Depois, lembrou-se de um episódio em que chegou a exercer a atividade. "Essa vontade era tão forte, que o estúdio providenciou um pequeno carrinho e o encheu de tortas. Eu circulava pelo set e as vendia para a equipe. Eu tinha cerca de oito anos de idade. Sempre vendia todas, e não tinha de pagar por elas. Era um grande negócio!"


Em 1960, Shirley ganhou uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. Em 1992, foi homenageada pelo National Board of Review. E, em 1998, pelo prestigioso Kennedy Center Honors. Foi ainda considerada uma das grandes estrelas do cinema em todos os tempos pela revista . Premiere e pela "Entertainment Week.

Já em 2006, ganhou um prêmio especial pelo conjunto da obra do Sindicato de Atores dos Estados Unidos (SAG). Também aparece na lista de "50 grandes lendas do cinema" feita pelo American Film Institute.

A FILMOGRAFIA de Shirley Temple chegou perto de incluir um outro clássico do cinema, "O mágico de Oz" (1939). A participação só não aconteceu porque a Fox se recusou a "emprestá-la" para a Metro Goldwyn Mayer (MGM). Assim, quem acabou ficando com o papel de Dorothy foi Judy Garland (1922-1969).


Shirley passou, mas seus filmes e sua presença marcante já são imortalizados mesmo por aqueles que não são tão amantes do cinema antigo como nós. Ela sempre será a Princesinha eterna nos corações dos cinéfilos, e uma estrelinha a mais na constelação.

 Produção e Pesquisa de PAULO TELLES,  baseado também em informações do site G.1.


Relembrando O PÁSSARO AZUL

O Pássaro Azul, de 1940, dirigido por Walter Lang (1896-1972), é um clássico em Technicolor para crianças, mas que também emociona os adultos. O típico filme da Sessão da Tarde que costuma reunir a família toda em frente à Tv. O filme narra a história da família Tyl, cujo patriarca (Russell Hicks, 1895-1957) é convocado para combater Napoleão e precisa deixar os filhos em casa sozinhos.


A garota Mytyl (Shirley Temple) e seu irmão Tytyl (Johnny Russel) passam a viver algumas aventuras depois que o melhor amigo de Mytyl adoece e a menina empenha-se em capturar o conhecido "pássaro azul da felicidade" para presentear o garoto. Após receber a visita da fada Berylune (Jessie Ralph, 1864-1944), os meninos são enviados, juntamente com o seu gato Tyllete e cachorro Tylo, transformados em humanos, em busca do “pássaro azul” através do passado, do presente e do futuro.


Durante a viagem por muitos reinos com fadas, magias e personagens enigmáticos, as crianças passam pelas mais inusitadas situações, e vão sofrendo transformações — relacionadas às mudanças da infância para a juventude — e transformam os lugares por onde passam, como a emocionante cena em que Mytyl se despede dos avós, já mortos, e que voltam a dormir num banquinho porque só acordavam quando alguém lembrasse deles. A menina ainda consegue ver o irmão caçula que está para nascer em outros dos mundos. Quando voltam para casa, encontram um lugar muito diferente do início da aventura. Ainda no elenco, Nigel Bruce (1895-1953) e a ganhadora do Oscar Gale Sodergaard (1899-1985).

Sinopse reproduzida do tópico MINHA LISTA, OS DEZ MELHORES FILMES INFANTIS, na visão do editor do espaço, PAULO TELLES, feita em 11 de outubro de 2010.




FILMOGRAFIA DE SHIRLEY TEMPLE

1934: Alegria de Viver (Stand Up and Cheer!)
1934: Capricho Branco (Mandalay)
1934: Olhos Encantados (Bright Eyes)
1934: Agora e Sempre (Now and Forever)
1934: Dada em Penhor (Little Miss Marker)
1935: A Mascote do Regimento (The Little Colonel)
1935: A Pequena Rebelde (The Littlest Rebel)
1935: A Pequena Órfã (Curly Top)
1936: Anjo do Farol (Captain January)
1936: A Princesinha das Ruas (Poor Little Rich Girl)
1936: A Pequena Clandestina (Stowaway)
1937: A Queridinha do Vovô (Wee Willie Winkie)
1937: Heidi (idem)
1938: Sonho de Moça (Rebecca of Sunnybrook Farm)
1938: Miss Broadway (Little Miss Broadway)
1939: A Pequena Princesa (The Little Princess)
1939: Susana (Susannah of the Mounties)
1940: O Pássaro Azul (The Blue Bird)
1942: Miss Annie Rooney (idem)
1944: Ver-te-ei Outra Vez (I'll be Seeing You)
1944: Desde que Você foi Embora (Since You Went Away)
1947: O Solteirão Cobiçado (The Bachelor and the Bobby-soxer)
1948: Sangue de Heróis (Fort Apache)
1949: Têmpera de Vencedora (The Story of Seabiscuit)
1949: O Gênio do Colégio (Mr. Belvedere Goes to College)
1985: Quando Hollywood Dança (That's Dancing!)