segunda-feira, 30 de maio de 2016

Gregory Peck: Tributo ao Galã das Causas Sociais. 2ª Parte.


Ao longo de mais de 60 anos de carreira, Gregory Peck (1916-2003) personificou papéis de homens íntegros e de bom moço nas telas, personalidade esta que levou também em sua vida pessoal ao abraçar causas humanitárias. Mas, além disso, foi o galã das épocas douradas da Sétima Arte (entre suas Leading Ladys, passaram Ingrid Bergman, Jennifer Jones, Carroll Baker, Ava Gardner, Lauren Baccal, Sophia Loren, Susan Hayward), onde estreou diversos clássicos famosos de grande gosto do público, como “As Chaves do Reino”, “Virtude Selvagem”, “Duelo ao Sol”, “O Homem do Terno Cinzento”, “Os Canhões de Navarone”, e muito mais. Foi também o ator preferido de muitos cineastas renomados (passaram Alfred Hitchcook, Henry King, William Wyler, Fred Zinnemann, e outros).

Embora tivesse um talento limitado e não muito vibrante (sem o talento de Spencer Tracy ou de Fredric March, ou a energia de Kirk Douglas), porém, Gregory Peck irradiava integridade, consideração, honestidade, e solicitude, conseguindo atrair plateias, especialmente o público feminino.

Ganhou o Oscar pela sua atuação como o advogado Atticus Finch no clássico anti-racista “ O Sol é Para Todos”, de Robert Muligan, em 1963. Duas semanas antes de sua morte, em 2003, o personagem vivido por Peck no filme de Mulligan foi eleito como o “maior herói do cinema americano”. Celebrando o centenário do ator (ocorrido em abril), vamos relembrar os grandes momentos e os grandes clássicos que este eterno galã das telas participou, uma retrospectiva de sua vida e sua obra cinematográfica.  Aqui presente, A SEGUNDA E ÚLTIMA PARTE do artigo iniciado em 17 de maio último, onde traçaremos seus filmes nas décadas de 1970/80 e 90 e, ao final, sua filmografia completa.

A PRIMEIRA PARTE DO ARTIGO A DISPOSIÇÃO NO LINK:

A VIDA E A OBRA DE GREGORY PECK 2ª Parte e Última Parte


Por Paulo Telles



A DÉCADA DE 1970
Peck e Tuesday Weld: O PECADO DE UM XERIFE, em 1970
Aos 54 anos de idade e caminhando para 30 anos de carreira, Gregory Peck ainda estava em ótima forma.  Sua vida se dividia entre as telas de cinema, a família, e as causas humanitárias. Com todo este ritmo, Peck ainda esbanjava ótimas atuações em seus trabalhos seguintes. Em 1970, o ator atuou para o cineasta John Frankenheimer (1930-2002) em O Pecado de Um Xerife/ I Walk the Line, um impressionante drama onde Peck vive um cinquentão xerife moralista de uma pequena cidade conservadora do Tennessee, e que vive entediado de sua esposa (Estelle Parsons) e de sua vida, até conhecer uma jovem (Tuesday Weld) por quem se apaixona, provocando reações negativas no local.


Gregory Peck e Tuesday Weld: O PECADO DE UM XERIFE (1970)
O PECADO DE UM XERIFE (1970)
Seus próximos dois filmes seriam Westerns. Já nesta altura, Peck já era um nome bem identificado no gênero, tanto que em 1957, durante as filmagens de O Estigma da Crueldade/The Bravados, o ator decidiu se tornar um cowboy de verdade, aprendendo a laçar e comprando um vasto rancho perto de Santa Barbara, Califórnia, com 600 cabeças de gado. 

O PARCEIRO DO DIABO - SHOOT OUT (1971),
Gregory Peck é o PARCEIRO DO DIABO (1971)
Dirigido por Henry Hathaway (1898-1985), onde se reúne novamente com o produtor Hal B. Wallis (1899-1986), e a roteirista Marguerite Roberts (1905-1989), o trio de Bravura Indômita, com John Wayne, em 1969. Peck vive o frio e vingativo Clay Lomax, que sai da cadeia sete anos após assaltar um banco, tendo sido traído por seu parceiro, Sam Foley (James Gregory, 1911-2002). 


Peck tendo tempo para ser paternal em O PARCEIRO DO DIABO (1971)
Pistoleiros contratados para matar Clay Lomax (Gregory Peck):
O PARCEIRO DO DIABO (1970).
Foley se torna um homem rico e respeitável na cidade de Gun Hill, e sabendo que Lomax esta em seu encalço, ele contrata três bandoleiros para dar-lhe cabo: Bobby Jay (Robert F. Lyons), Pepe (Pepe Serna), e Skeeter (John Davis Chandler, 1935-2010). Como se já não bastasse o problema para levar a empenho sua vingança contra Foley, Lomax, a contragosto, aceita ser o tutor de uma menina que lhe foi confiada pela mãe, falecida. Muita ação num dos  mais respeitáveis filmes ao estilo, e com Peck em ótima forma.

MATANDO SEM COMPAIXAO  - 
BILLY TWO HATS (1974),
Peck é um bandido com alusão a profeta bíblico:
MATANDO SEM COMPAIXÃO (1974)
Último filme do gênero do astro Peck, produzido na Inglaterra por Norman Jewison, tendo cenas exteriores rodadas em Israel e sob direção do canadense Ted Kotcheff, autor do elogiado Caminhos do Inferno, em 1971, onde vemos Gregory Peck no papel do escocês Arch Deans, que ao lado do mestiço Billy Two Hats (Desi Arnaz Jr), assaltam um banco, onde conseguem levar apenas 420 dólares, e são imediatamente alvejados pelo xerife Henry Gifford (Jack Warden, 1920-2006) e seu ajudante Copeland (David Huddleston). Daí para frente, existirá uma perseguição pelo deserto, onde vai haver uma ligação romântica entre Billy e a escravizada mulher de um fazendeiro, Esther (Sian Barbara Allen).


Gregory Peck no papel de Arch Deans
Alvejado, Deans é tratado por seu jovem parceiro, o mestiço
Billy Two Hats (Desi Arnaz Jr)
O Western, com alusões bíblicas (o nome da “mocinha”, vivida por Barbara Allen, não foi por acaso, já que Esther foi a Rainha da Pérsia que libertou o povo judeu da Babilônia, segundo o Antigo Testamento), ainda remete o personagem vivido por Peck , que fisicamente lembra um profeta eremita, que vive citando o Livro de Eclesiastes e ensinando o discípulo Billy passagens da Bíblia. A travessia penosa do deserto, então, sugere a travessia de Moisés pelo Sinai, onde grande parte do filme foi rodado. 


Poster de A PROFECIA (1976)

HORROR EM
A PROFECIA – THE OMEN
Peck com Harvey Stephens e Lee Remick: A PROFECIA (1976)
Após a morte de seu filho mais velho, Jonathan, em 1975, Gregory Peck ficou retirado um ano do cinema. Mas em 1976, voltou às telas em um gênero em que nunca havia participado. A Profecia/The Omen é um drama de horror que faz parte de uma trilogia completada por Damien – A Profecia 2, em 1978, dirigido por Don Taylor e com William Holden; e A Profecia, o Conflito Final, em 1981, dirigido por Graham Baker. 


Lee Remick e Gregory Peck: A PROFECIA (1976)
A PROFECIA (1976)
Peck interpreta Robert Thorn, um diplomata americano em Roma, casado com Katharine (Lee Remick, 1935-1991) e que estão na expectativa do nascimento do primeiro filho. Contudo, ela perde o bebê ao dar a luz sem saber. Por sugestão de um padre, Spilleto (Martin Benson, 1918-2010), Thorn aceita a sugestão de trocar o natimorto por outro recém-nascido, cuja mãe morreu durante o parto, para total desconhecimento de Katharine. Cinco anos depois, Thorn se torna embaixador americano em Londres. 


A PROFECIA (1976) - Peck em sua única incursão para o gênero
do horror.
As primeiras manifestações de Damien: A PROFECIA (1976)
A festa de aniversário do filho, Damien (Harvey Stephens) é interrompido pelo suicídio da babá. Em seguida, Thorn é procurado pelo padre Brennan (Patrick Troughton, 1920-1987) e vem, a saber, da misteriosa história de Damien. Fatos estranhos e aterradores que se seguem confirmam a profecia de que o menino é o anticristo renascido com ambições de domínio político no mundo. No Brasil, o filme estreou nas grandes salas em 21 de fevereiro de 1977. Em entrevista durante o lançamento nos EUA, Peck declarou sobre seu trabalho em A Profecia:

“O que me deliciou em fazer em “A Profecia” foi me introduzir a um filme de horror. Eu achei divertido. E tem a parte agradável do sucesso mundial. É uma loucura! Quando li o roteiro, achei a história parecida com um destes livros que a gente compra nas bancas da rodoviária. O filme já fez mais de cem milhões de dólares, mais do que muitos dos meus filmes elogiados, premiados, e chamados “sérios”. Sei que o filme é de fácil apelo, mas foi o que me reprojetou, me dando maior sucesso financeiro. Isto também conta para um ator. Francamente, eu me sentia meio que marginalizado nos últimos anos, e de repente chega novos roteiros. Esta é a verdadeira natureza dos negócios e do Show Business”. 


Looby de MACARTHUR, O GENERAL REBELDE (1977)

MACARTHUR
O GENERAL REBELDE

Gregory Peck como o General Douglas MacArthur.
“Aceitei este papel porque acho que o General MacArthur foi um personagem importante na História dos Estados Unidos. E porque o filme também era uma oportunidade para mim. Especialmente, porque em toda a minha vida, acho que um ator deve interpretar todo tipo de papel, sem razões íntimas, pessoais, familiaridades, ou afinidades com o personagem. O retrato que fiz de MacArthur foi formado através de meus liberais, que todo o mundo conhece. Foi baseado em seus maneirismos, a arrogância de pavão real, as afetações emotivas, os arroubos de sentimentalismo, os hábitos estranhos, o cachimbo de sabugo de milho, o modo e a maneira de falar dos vitorianos, cheios de rebuscados, floreados e sem ir direto ao interlocutor, como normalmente faz um general em comando. Eu não me lembrava bem de sua briga com o Presidente Truman, não sabia de sua demissão por ele por insubordinação, pensei que o general queria começar a III Guerra Mundial (Risos)”


Peck em um de seus papéis mais lembrados:
MACARTHUR, O GENERAL REBELDE.
Aos 62 anos, Peck concedeu esta entrevista sobre seu mais recente trabalho de então, MacArthur, o General Rebelde/MacArthur, dirigido em 1977 por Joseph Sargent (1925-2014), uma astuta biografia do General americano Douglas MacArthur (1880-1964) prestada como um tributo para este personagem controverso. O filme começa com um discurso do herói vivido sob os traços convincentes de Gregory Peck na Academia Militar de West Point para os cadetes em 1962. MacArthur tinha na ocasião 82 anos e morreria dois anos depois, a 5 de abril de 1964, convencido que a nação americana o havia injustiçado.


MACARTHUR, O GENERAL REBELDE (1977)
A fita, em superprodução de Richard Zanuck e David Brown (os responsáveis por Tubarão), faz balançar favoravelmente a MacArthur, sonegando dados sobre seu envolvimento na reconstrução do Japão (quando não apenas lutou pela desmilitarização do país e por uma nova constituição), e, sobretudo, forjando verdades sobre suas atividades na Coréia. Ao longo de seus mais de 130 minutos de duração, além dos relatos já citados que marcaram a vida do biografado como militar arredio ao poder civil, possessivo e arrogante, e que por fim, iriam incompatibiliza-lo à Casa Branca.


Com Dick O' Neill: MACARTHUR, O GENERAL REBELDE (1977)
Com trilha sonora do discípulo do Mestre Miklos Rozsa, Jerry Goldsmith (1929-2004), efeitos especiais Albert Withlock, a película faz desfilar diversos herói da nação americana, como o Presidente Franklin Delano Roosevelt (Dan O'Herlihy, 1919-2005), General Marshall (Ward Costelo, 1919-2009), Harry Truman (Ed Flanders, 1934-1995), Almirante Nimitz (Addison Powell, 1921-2010), General Bradley (Fred Stuthman, 1919-1982) – enquanto John Fujioka personifica a perfeição física o derrotado imperador Hirohito. Todas as láureas, todavia, vão para Gregory Peck, que passa praticamente o filme inteiro diante das câmeras, oferecendo uma imagem discreta e convincente de um personagem que a sua maneira soube, por bem ou mal, eternizar-se na lembrança de seus concidadãos.


O discurso de MacArthur na Academia em West Point.
Ainda lembrou Gregory Peck sobre o papel:

Este homem inspirou amor, ódio, adulação, e a imaginação humana. Acho que todos devem reconsiderar e deixar de preconceitos, e ver um general ser humano, capaz de erros e acertos”.


Poster de OS MENINOS DO BRASIL (1978)

OS MENINOS DO BRASIL – 
PECK VOLTA A SER UM VILÃO.
Peck é o carrasco nazista Joseph Mengele.
Em 1978, Peck voltou a personificar um vilão em sua carreira (depois do lembrado Duelo Ao Sol, de King Vidor, em 1946). Ele viveria o carrasco nazista Joseph Mengele em 1978, numa obra dirigida por Franklin J. Schaffner (1920–1989), o mesmo cineasta de O Planeta dos Macacos, em 1966. Os Meninos do Brasil/ The Boys from Brazil é um Thriller baseado no livro de Ira Levin (1929-2007), o mesmo autor de O Bebê de Rosemary, e filmado em locações da América Latina, Austria, Estados Unidos, e Inglaterra. No Paraguai, um jovem ativista judeu (vivido por Steven Guttemberg) descobre que Mengele esta vivo e planeja o assassinato de 94 pessoas, todas com cerca de 65 anos de idade, e em países da América do Norte e da Europa. 

OS MENINOS DO BRASIL (1978)
O lendário Laurence Olivier como o inimigo implacável
de Mengele (Peck): OS MENINOS DO BRASIL (1978)
Antes de ser morto pelos homens de Mengele, o rapaz revela o que sabe ao caçador de nazistas Ezra Lieberman (Laurence Olivier, 1907-1989), que opera em Viena e inicia suas investigações particulares, vindo a saber que, em seu laboratório numa floresta do Brasil, Mengele criara clones do próprio Adolph Hitler, filhos das vítimas, com o objetivo de estabelecer o IV Reich.


O implacável caçador de nazistas Ezra Lieberman em uma luta
mortal com Mengele: OS MENINOS DO BRASIL (1978)
Foi gratificante para Gregory Peck trabalhar com o “ator dos atores”, e segundo ele, a quintessência da arte cênica, Laurence Olivier. Para contragosto do público, que nunca aceitou Gregory Peck em personificar um vilão, o motivo do ator para viver um dos seres mais execráveis da Terra foi pela oportunidade de trabalhar com o grande Laurence Olivier.  Curiosamente, o mesmo Olivier já havia vivido o carrasco nazista Mengele em Maratona da Morte, de John Schlesinger, em 1976, estrelado por Dustin Hoffman. No elenco, grandes nomes vem a valorizar a fita,  como James Mason (1909-1984), Lili Palmer (1915-1986), Denholm Elliott (1922–1992), Uta Hagen (1919–2004), e John Dehner (1915-1992). 


Poster de ESPIONAGEM EM GOA (1980)

ESPIONAGEM EM GOA
Gregory Peck é o veterano herói Lewis Pugh.
Espionagem em Goa/The Sea Wolves, de 1980, novamente traz um Gregory Peck ativo e em plena forma aos 64 anos de idade (e parecendo repetir suas façanhas em Os Canhões de Navarone, em 1961), numa eletrizante aventura em superprodução rodada na Índia, Alemanha, e Inglaterra, e dirigida por um discípulo do Mestre John Ford, o inglês Andrew V. McLaglen (1920-2014), especializado em filmes com muita ação. Baseado em livro de James Leasor (1923–2007) e com script de Reginald Rose (1920–2002), a película se trata de uma história real, durante anos mantido em segredo pelo Governo Britânico assim como outros fatos da Inteligência Britânica durante a Segunda Guerra Mundial.  


Peck com Roger Moore, Trevor Howard, e David Niven:
os heróis de ESPIONAGEM EM GOA (1980)
Roger Moore e Gregory Peck numa aventura de espionagem
em plena II Guerra Mundial.
Em 1943, vários navios aliados são destruídos no Oceano Indico por submarinos nazistas que recebem informações pelo rádio de três navios mercantes alemães ancorados na Baia de Goa, colônia portuguesa. Assim, o Serviço Secreto Britânico envia sigilosamente a Goa o Tenente Coronel Lewis Pugh (Gregory Peck) e o capitão Gavin Stewart (Roger Moore) para localizar o radiotransmissor. De volta a Calcutá, na Índia, Pugh organiza um plano para desmantelar a espionagem nazista, onde convoca membros da antiga Carga da Brigada Ligeira num clube de veteranos que haviam lutado na Primeira Guerra Mundial e na Guerra dos Bôeres, e passa a lidera-los o Coronel Bill Grice (David Niven, 1909-1983).


O Coronel Pugh (Peck) comemorando a ação ao lado dos amigos
Gavin (Moore) e Brice (Niven)
Peck é o dono da ação em ESPIONAGEM EM GOA (1980)
Assim, dezoito dos velhos combatentes que se dedicavam as partidas de Polo e Críquete decidem abandonar o ócio para voltarem à ativa. Para dotar de máxima verossimilhança os episódios evocados, a produção convocou como consultores históricos alguns dos próprios participantes dos fatos que ainda viviam na época de sua realização. 

A DÉCADA DE 1980
Dois Trabalhos para a Televisão.
Peck como Abraham Lincoln na minissérie
O AZUL E O CINZA, para a TV (1981)
Em 1981, Gregory Peck investe na televisão. Seu primeiro trabalho para a telinha foi numa minissérie intitulada O Azul e o Cinza/The Blue and The Gray, uma saga épica com 380 minutos de projeção e exibida originalmente em três episódios pela TV americana, onde o nobre astro e um dos outrora galãs de todos os tempos interpreta nada mais e nada menos do que o Presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln. Dirigido por John Leekley, baseado em obra de sua autoria, conta a trajetória da Guerra Civil Americana (1861-1865) a partir de sua origem, conflitos, e o fim, onde conta com um grande elenco: Stacy Keach, Diane Baker, Lloyd Bridges (1913-1998), Rory Calhoun (1922-1999), Colleen Dewhurst (1924-1991), Warren Oates (1928-1992), Geraldine Page (1924-1987), Rip Torn, Robert Vaughn, e Paul Winfield (1939-2004).


Peck no meio de Walter Brooke e Rip Torn (como o General Ullyses Grant): O AZUL E O CINZA (1981)
Em 1983, Greg ainda faria outro notável trabalho para a TV, desta vez para a RAI (Rádio e Televisão Italiana) rodada na Inglaterra e na Itália – O Escarlate e o Negro/ The Scarlet and the Black, retirado do magnífico Best Seller de J.P. Gallagher, que também colaborou com o roteiro. Dirigido por Jerry London, conta em seus 143 minutos de projeção a verdadeira história do monsenhor Hugh O'Flaherty (Gregory Peck) um corajoso padre irlandês que exercia seu ministério no Vaticano durante a ocupação alemã.


O ESCARLATE E O NEGRO (1983) - Para a TV Italiana. 
Peck é o Monsenhor Hugh O' Flaherty, que enfrenta o nazismo
no Vaticano: O ESCARLATE E O NEGRO (1983), para TV italiana.
O'Flaherty devota todo o seu tempo e energia para esconder refugiados e Aliados construindo uma rede de centenas de pessoas que o ajudam em seus esforços. Porém, o chefe local da Gestado, Coronel Kappler (Christopher Plummer) descobre as atitudes de O'Flahertry. O padre tem imunidade diplomática devido ao seu exercício no Vaticano, mas Kappler ordena a captura do padre ou a morte caso ele seja visto fora das paredes da Praça de São Pedro.


O Monsenhor O'Flaherty tem um inimigo mortal
O Chefe da Gestapo, Coronel Keppler, vivido pelo formidável
Christopher Plummer.
O religioso é o alvo. O ESCARLATE E O NEGRO (1983)
O Papa Pio XII (John Gielgud , 1904-2000) permanece indiferente insistindo na neutralidade da Igreja. Trabalhado juntamente com uma valente viúva de um aristocrata, o padre se utiliza de disfarces para escapar e adentrar no Vaticano, continuando sua perigosa missão ate que Roma seja libertada, salvando milhares de inocentes da morte. Mais uma vez, Gregory Peck prova o porquê recebeu ao longo de sua carreira o título de “Herói das Causas Sociais e Humanitárias”, pois além de seu abraçamento a inúmeras causas fora das telas, ele também soube desempenhar heróis de atitudes que agiam em defesa dos oprimidos em nome de uma causa nobre. A trilha sonora é de Ennio Morricone.


Peck com o menino Dean Alexander, em A VOZ DO SILÊNCIO (1987)
Em 1987, Peck volta ao cinema, ainda com um tema social, em A Voz do Silêncio/ Amazing Grace and Chuck, dirigido por Mike Newell, e estrelado por Jamie Lee Curtis, onde um menino se recusa a participar de uma partida de Beisebol para protestar contra as armas nucleares. Peck interpreta mais uma vez um Presidente dos Estados Unidos, mas fictício.

GRINGO VELHO
Peck com Jane Fonda e Jimmy Smiths, em GRINGO VELHO (1989)
Era o ano de 1989, e o nome de Gregory Peck volta em cartaz ao ser lançado nos cinemas Gringo Velho/Old Gringo, do cineasta argentino Luiz Puenzo, adaptação do romance de Carlos Fuentes. O eterno galã, aos 73 anos, trava com Jane Fonda um belo dueto na arte da interpretação.


Gregory, impecável aos 73 anos, como o Gringo Velho (1989)
Peck e Jane Fonda, num dueto de interpretação:
GRINGO VELHO (1989)
Peck vive o jornalista americano Ambrose Bierce, em uma das mais impecáveis atuações de sua carreira desde O Sol é Para Todos, em 1963. Amargurado, larga tudo nos Estados Unidos para viver no México em busca de aventura por ocasião da Revolução. Lá, ele conhece a solteirona Harriet Winslow (Jane Fonda, que esteve no Rio de Janeiro para a divulgação do filme junto com o cineasta Puenzo, em 1989), que trabalha de governanta para uma rica família, e também o rebelde mexicano Tomas Arroyo (Jimmy Smiths). De repente, o velho Ambrose se vê envolvido pelos acontecimentos, encontrando nos revolucionários a família que ele não teve, além de uma nova forma de viver e sentir a vida. Assim, declarou Peck sobre seu papel em Gringo Velho:

-“Nesse estágio da minha vida e na minha carreira, este é um desafio inesperado, mas muito bem vindo, assim como uma grande oportunidade. Eu comecei a ler Bierce quando eu ainda estava na Faculdade. Ele me fascinou. É o personagem ideal para representar. Ele era sarcástico, poético, imprevisível, cheio de virtudes e defeitos, arrogante e bondoso. Ele dava um basta na hipocrisia, fosse ela religiosa, política, ou social”.

E Sobre o filme, como uma volta triunfal as grandes telas em Gringo Velho:

-“Trabalho tanto quanto quero trabalhar. Se eu puder evitar fazer algo medíocre, evitarei! É triste na minha idade ter que fazer um filme ruim”. 


O bom e velho Peck, ainda em forma.
Produzido pela atriz Jane Fonda, ela escolheu a roteirista Aída Bortnik (1938–2013) para adaptar o romance, e o cineasta Luiz Puenzo para dirigir, ambos argentinos – bem como o ator para assumir o papel-título, Gregory Peck. Para Jane Fonda, Peck é o “ator mais completo do cinema”, por isso a escolha da atriz e produtora pelo veterano astro, para viver o personagem Ambrose.

A DÉCADA DE 1990 e os últimos filmes.
Peck com Danny DeVito e Penelope Ann Miller:
COM O DINHEIRO DOS OUTROS (1991)
Em 1991, Peck atua no cinema em dois trabalhos consideráveis. Uma é na comédia Com o Dinheiro dos Outros/Other People's Money, sob direção de Norman Jewison e estrelada por Danny DeVito, que interpreta o espertalhão Lawrence Garfield, que vive de negociar companhias que estão em situação financeira ruim. Para conseguir um bom negócio, não hesita em fazer jogadas inescrupulosas na bolsa de valores. Agora ele está de olho na empresa familiar comandada por Andrew Jorgenson (vivido por Gregory Peck). Temendo o pior, Andrew recorre à sua filha, a advogada de Nova York Kate Sullivan (Penelope Ann Miller). Desta vez as coisas vão se complicar para Larry, que não contava se apaixonar justamente por Kate.


Peck junto a Martin Scorsese e Nick Nolte:
CABO DO MEDO (1991)
No mesmo ano, Peck faz uma pequena, mas significativa participação especial no remake de Círculo do Medo/Cape Fear, em que foi o astro principal na versão original de 1962, dirigido por J. Lee Thompson. Desta vez dirigida por Martin Scorsese, Peck atua como o advogado Lee Heller, que defende o psicopata Max Cady, aqui vivido por Robert De Niro. Robert Mitchum, que viveu Max Cady na versão de 1962, também faz participação na refilmagem, como o policial Elgart.


Peck e Lauren Bacall, na produção televisiva O RETRATO (1993)
Diminuindo o ritmo de trabalho por conta do avanço da idade, em 1993, Peck atua numa produção televisiva para o canal Turner, O Retrato/The Portrait, dirigido por um veterano de cinema, Arthur Penn (1922-2010), onde o ator contracena novamente com sua amiga Lauren Bacall (1924-2014). Os dois já haviam contracenado juntos em Teu Nome é Mulher/Designing Woman, de Vincente Minnelli, em 1957.  O Retrato é um enredo comovente sobre os anos crepusculares de um casal idoso (Peck e Bacall), cuja filha artista plástica (vivida por Cecilia Peck, filha de Greg) tenta pintar-lhes um retrato.


Divulgação de MOBY DICK, versão televisiva de 1998
Peck como o Padre Mapple: MOBY DICK (1998)
Minissérie para TV.
Peck e seu Globo de Ouro, pelo seu papel em MOBY DICK (1998).
Foi sua última atuação
Por ironia do destino, Peck se despediu da atuação na versão televisiva da obra literária de Herman Melville (1819-1891), Moby Dick/Moby Dick, em 1998, dirigido por Franc Roddam e em forma de minissérie, exibido originalmente em três partes, com 60 minutos de duração cada. Greg, que já havia participado de uma montagem teatral em sua época de faculdade, e também foi o astro da clássica versão cinematográfica dirigida por John Huston em 1956 no papel do transtornado capitão Ahab – agora era o Padre Mapple, parte que coube a Orson Welles na versão de Huston. Como os principais, Patrick Stewart interpreta Ahab, Henry Thomas como Ismael, e Ted Levine como Starbuck. Pelo papel do Padre Mapple, Gregory Peck recebeu o Globo de Ouro em 1999, e acabou sendo seu último trabalho.



CURIOSIDADES SOBRE GREGORY PECK
Greg com Gary Cooper.
-Em 1946, Gregory Peck conheceu Gary Cooper (1901-1961), e com ele foi comparado pelos fãs por causa de seu modo de atuar e estilos cavalheirescos. Curiosamente, Peck recusou o papel do perseguido Xerife Will Kane em Matar ou Morrer, de Fred Zinnemann, por motivo de já ter feito um faroeste psicológico, O Matador, no ano anterior. Assim, Gary Cooper viveu um dos heróis mais humanos do western que se tem notícia.


Cena de CÉU AMARELO (1948)
- Quebrou o tornozelo em três lugares em uma queda de um cavalo durante as filmagens Céu Amarelo, em 1948.


Ovacionado pelos fãs, ao lado da esposa Veronique, 1963.
- Seu filho mais velho, Jonathan, sofria de depressão e usava de muitos antidepressivos. Ele se matou com um tiro na cabeça em 1975. Peck até o fim de seus dias, jamais esqueceu o filho: “eu sempre lembro dele, não todo dia e nem toda hora...mas a cada segundo”.

-De acordo com suas lembranças, o filme mais antigo que ele se lembrava de ter visto era O Fantasma da ópera, estrelado por Lon Chaney (1883-1930), aos nove anos de idade, tanto que ele se assustou e foi dormir com a avó na cama dela na mesma noite.

-Foi membro fundador do Conselho Nacional de Artes entre 1964 a 1966

-Como Presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, adiou a cerimônia do Oscar de 1968, devido ao assassinato de Martin Luther King.


Atticus Finch, o maior herói do cinema!
-Seu personagem Atticus Finch, em O Sol é Para Todos, foi eleito o “maior herói das telas de todos os tempos” pelo American Film Institute em maio de 2003, apenas duas semanas antes da morte do ator (batendo fora Indiana Jones, que foi colocado em segundo lugar, e James Bond, que ficou em terceiro lugar).

-E m 1997, foi apresentador da cerimônia da Aliança Gay e Lésbica Contra a Difamação (GLAAD), e ele disse: "Parece bobo para mim que algo tão certo e simples tem de ser combatido por nada”.

- Em 1947, no início das investigações anticomunistas em Hollywood, Peck assinou uma carta lamentando a caça às bruxas, apesar de ser avisado que sua assinatura poderia prejudicar sua carreira.


Peck e Senhora, num evento em 2000
- Ele não se deu bem com o diretor Elia Kazan (1909-2003) durante as filmagens de A Luz é Para Todos (1947). Kazan disse à imprensa que ele estava muito decepcionado com o desempenho do Peck e os dois homens nunca mais trabalharam juntos. Entretanto, em 1999, ele apoiou a decisão de dar ao cineasta um Oscar honorário pelo conjunto da obra, afirmando que o trabalho de um homem deve ser separado de suas convicções.


Intervalo das filmagens de A GRANDE AMEAÇA, em 1969.
- O nome de Gregory Peck estava numa lista de possíveis “inimigos” do Presidente Richard Nixon, em 1972.

-Um apoiante ativo para arrecadação de estudos para a cura da AIDS.

- Como um membro do conselho do controle de armas de fogo nos Estados Unidos (juntamente com Martin Sheen e Susan Sarandon), Peck foi por  muitas vezes criticado por sua amizade com Charlton Heston, um defensor de longa data da posse de armas e que foi presidente da Associação Nacional do Rifle Americano, entre 1998 a 2003.


Peck e Veronique, durante os funerais de Jack Lemmon. Nota-se
que o ator esta com a cabeça enfaixada.
-Quando Peck chegou aos 80 anos, sua aparência frágil e fina ocasionou rumores da Imprensa de que sua morte estava iminente. Em 2001, apareceu no funeral do ator Jack Lemmon com a cabeça enfaixada de uma queda que havia sofrido poucos dias antes.

- Peck havia sido um bebedor quase que inveterado quando jovem ator em Hollywood. Em 1949, ele foi hospitalizado com espasmos do coração, e durante as filmagens de David e Betshabá (1951), ele foi hospitalizado com um ataque cardíaco suspeito. Embora tivesse sido uma palpitação provocada por seu estilo de vida e excesso de trabalho, ele começou a beber menos depois. No entanto, ele não pararia de fumar ainda por muitos anos.


Peck e Veronique, na sociedade Hollywoodiana, década de 1980.
Peck de braços dados com Hilary Clinton.
-Em 1996, o ator Richard Jaeckel (1926-1997), que atuou ao lado de Greg no clássico O Matador, em 1950, foi diagnosticado com câncer, e a esposa de Jaeckel, Antoinette, sofria do Mal de Alzheimer. Os Jaeckels tinha perdido sua casa em Brentwood, foram mais de um milhão de dólares em dívidas, deixando-os sem-teto praticamente. Sua família tentou sem sucesso introduzi-lo no Motion Picture and Television Country Home and Hospital, uma espécie de “retiro dos artistas”. Gregory Peck fez uma divulgação massiva para o ingresso do ator, conseguindo por fim sua entrada na instituição e iniciando seu tratamento, contudo Jaeckel permaneceu no hospital até sua morte, em junho de 1997.

- Formou uma sólida amizade com Mary Badham , que interpretou sua filha "escoteira" em O Sol E Para Todos (1962). Eles permaneceram em contato até o seu falecimento. De acordo com Badham, ela sempre o chamou de "Atticus" e ele sempre a chamou de "escoteira".


Peck e a amiga Audrey Hepburn (seu eterno par em A PRINCESA
E O PLEBEU, 1952) num evento em 1987.
Da esquerda para direita: o ator Burt Lancaster, o produtor Howard Koch, o cineasta Robert Wise, e Gregory Peck, em importante evento em 1988.
-Embora alto e magro, Peck era fisicamente poderoso, conhecido por fazer suas próprias cenas de luta sem o uso de dublês. Durante as filmagens de Círculo do Medo, em 1962, seu adversário no filme, Robert Mitchum (1917-1997), disse que Peck acidentalmente lhe desferiu um soco de verdade durante uma cena, e que veio a sentir o seu impacto por dias e depois disse: “Eu não sinto pena de qualquer burro que escolha brigar com ele”.

- Ele visitava regularmente o doente terminal Humphrey Bogart (1899-1957) durante as filmagens de Teu Nome E Mulher (1957) com a mulher de Bogart e a amiga de Peck, Lauren Bacall . Peck ficou devastado pela morte de Bogart em janeiro de 1957.


Peck e Veronique em 1981.
-Em Fevereiro de 1955, Peck foi escalado para estrelar o Western A Borda Da Morte/The Proud Ones, mas o papel ficou com Robert Ryan (1909-1973).

-A Warner escolheu Peck para interpretar o vovô no remake de A Fantástica Fábrica de Chocolate, em 2005. Para ele foi oferecido o papel e seriamente considerado, mas o ator veio a falecer antes mesmo que pudesse dar uma resposta.


Peck entre as beldades Jean Simmons e Grace Kelly, durante
o Oscar de 1954.
- Peck era católico, muito embora ele achasse que a Igreja Católica deveria ser mais liberal.

ÚLTIMOS ANOS E SEU FALECIMENTO
Peck em uma de suas últimas aparições públicas, em
Cannes, em 2001.
Em 2000, Gregory Peck fez uma de suas últimas aparições públicas no Festival de Cannes, prestigiando a apresentação de um documentário em sua homenagem, A Conversation With Gregory Peck. Nos três anos seguintes, o ator pouco aparecia publicamente, até que em 12 de junho de 2003, aos 87 anos de idade, Gregory Peck, um dos atores mais amados de todos os tempos, o eterno galã das causas sociais, morreu dormindo, vítima de parada cardíaca e pneumonia brônquica.  Segundo sua viúva, Veronique (que faleceria nove anos depois), com quem foi casado por 48 anos, Peck não estava doente, mas fraco devido à idade. Como disse um porta-voz da família, o ator morreu de “velhice, estando fraco devido à idade, cumprindo seu curso”.


Funeral de Gregory Peck. Missa de corpo presente (acima).
Na foto, os filhos Cecilia e Stephen (abaixo)
Harrison Ford (com a esposa), Angie Dickinson, e o cantor
Lionel Richie, foram algumas das presenças marcantes
no funeral do ator.
Peck foi sepultado em uma das criptas da Catedral de Nossa Senhora dos Anjos, em Los Angeles, lugar que o ator, como católico apostólico romano, frequentou muitas vezes. Em seu funeral, foi lembrado por familiares e amigos, como também por companheiros de profissão: Harrison Ford, Calista Flockhart, Barbra Streissand, Anjelica Huston, Angie Dickinson, Harry Belafonte, Lauren Bacall, e Charlton Heston, foram as celebridades que foram prestar um último tributo.

No eulogio feito para o finado artista, o ator Brook Peters, amigo e seu colega em O Sol é Para Todos, declarou:

"Trata-se de se despedir de uma figura que emanava essa decência que os atores devem buscar não somente em seus filmes,  mas também em sua vida particular"


O ator Brook Peters, no eulogio para Gregory Peck.
Durante a cerimônia, os filhos de Peck estavam todos presentes. Stephen dando as boas vindas. Anthony lendo uma passagem do Novo Testamento. Cecilia cantando O Senhor É meu Pastor. E Carey oferecendo uma prece.

"Sempre houve algo sobre essa humanidade imperial que ele tinha", declarou Harry Belafonte, ao descrever um ator ligado por tantos títulos, como A Princesa e o Plebeu, A Profecia, MacArthur, Os Canhões de Navarone, assim como suas tarefas humanitárias pela luta contra o câncer, a AIDS, e em defesa da cultura. De acordo com o cardeal Roger Mahony, amigo pessoal do ator, sobre todos os ideais e títulos que compõem a carreira de Peck, vale lembrar dele também como um símbolo de integridade, autenticidade, e consciência. “Gregory Peck nunca precisou atuar para demonstrar o bom indivíduo que foi” – afirmou o religioso.


O Túmulo do ator, na Catedral de Nossa Senhora dos Anjos, em
Los Angeles.
O local de repouso eterno de Gregory Peck.
A 17 de agosto de 2012, sua esposa Veronique veio a descançar
ao lado de seu amado marido. 
O próprio ator esteve presente em seu funeral, pelo menos sua voz, ao ler uma passagem favorita do Novo Testamento e a Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios, em uma gravação que o ator havia feito meses antes de sua morte.  Brook Peters, por fim, concluiu seu discurso com um “Vá com Deus! Tenho certeza que Deus também desfrutou de seus filmes


.
Gregory Peck, um Ídolo Imortal da Sétima Arte.




filmografia
O pintor Salvador Dali conversando com Peck e Ingrid Bergman
durante as filmagens de QUANDO FALA O CORAÇÃO (1945)
01 - QUANDO A NEVE TORNAR A CAIR (Days of Glory) - de Jacques Tourneur . RKO. 1944. Com Tamara Toumanova, Gregory Peck, Alan Reed, Maria Palmer, Lowell Gilmore, Hugo Haas, Dena Penn, Glenn Vernon.

02 - AS CHAVES DO REINO (The Keys of the Kingdom) - de John M. Stahl . 20ª Century Fox. 1944. Com Gregory Peck, Thomas Mitchell, Vincent Price, Rose Stradner, Roddy McDowall, Edmund Gwenn, Cedric Hardwicke, Peggy Ann Garner, Jane Ball, James Gleason, Anne Revere.

03 -  QUANDO FALA O CORAÇÃO  (Spellbound)- de Alfred Hitchcock. RKO- 1945. Com Ingrid Bergman, Gregory Peck, Jean Acker, Donald Curtis, Rhonda Fleming, John Emery, Leo G. Carroll, Norman Lloyd, Steven Geray, Paul Harvey, Erskine Sanford.

04 - VALE DA DECISÃO – (The Valley of Decision)- de Tay Garnett . MGM. 1945. Com Gregory Peck, Greer Garson, Donald Crisp, Lionel Barrymore, Preston Foster, Gladys Cooper, Marsha Hunt, Reginald Owen, Dan Duryea, Jessica Tandy, Barbara Everest, Marshall Thompson.


Looby de DUELO AO SOL
A pegada de Peck em Jennifer Jones, em DUELO AO SOL (1946)
05 - DUELO AO SOL (Duelo f The Sun) - de King Vidor . Selznick Produções. 1946. ​​Com Jennifer Jones, Joseph Cotten, Gregory Peck, Lionel Barrymore, Lillian Gish, Walter Huston, Herbert Marshall, Charles Bickford, Joan Tetzel, Harry Carey, Otto Kruger, Sidney Blackmer, Tilly Losch, Scott McKay, Butterfly McQueen.

06 – VIRTUDE SELVAGEM (The Yearling) - de Clarence Brown . MGM- 1946. ​​Com Gregory Peck, Jane Wyman, Claude Jarman Jr., Chill Wills, Clem Bevfans, Margaret Wycherly, Henry Travers, Forrest Tucker.


O GRANDE PECADOR (1949)
7-A LUZ É PARA TODOS (Gentleman's Agreement) - de Elia Kazan . 20ª Century Fox- 1947. Com Gregory Peck, Dorothy McGuire, John Garfield, Celeste Holm, Anne Revere, June Havoc, Albert Dekker, Jane Wyatt, Dean Stockwell, Sam Jaffe, Nicholas Joy.

08 – COVARDIA (The Great Sinner) - de Zoltan Korda . RKO. 1947. Com Gregory Peck, Robert Preston, Joan Bennett, Reginald Denny, Carl Harbord, Earl Smith, Jean Gillie, Vernon Downing, Frederic Worlock.

09 – AGONIA DE AMOR (The Paradine Case) - de Alfred Hitchcock . Selznick Estúdios. 1948. com Gregory Peck, Charles Laughton, Charles Coburn, Ann Todd, Ethel Barrymore, Louis Jordan, Alida Valli, Leo G.Carroll, Joan Tetzel, Isobel Elsom.


Poster de CÉU AMARELO (1948)
10 – CÉU AMARELO (Yellow Sky)- de William Wellman . 20ª Century Fox. 1948. Com Gregory Peck, Anne Baxter, Richard Widmark, Robert Arthur, John Russell, Harry Morgan, James Barton, Charles Kemper, Robert Adler, Victor Kilian.

11 – O GRANDE PECADOR (The Great Sinner) - de Rober Siodmack . MGM. 1949. Com Gregory Peck, Ava Gardner, Melvyn Douglas, Walter Huston, Ethel Barrymore, Frank Morgan, Agnes Moorehead, Ludwig Stossel.

12 – ALMAS EM CHAMAS (Twelve O'Clock High)- de Henry King . 20ª Century Fox. 1949. Com Gregory Peck, Hugh Marlowe, Gary Merrill, Dean Jagger, Millard Mitchell, Robert Arthur, Paul Stewart, John Kellogg.


Poster de O MATADOR (1950)
13 – O MATADOR (The Gunfighter) - de Henry King . 20ª Century Fox. 1950. Com Gregory Peck, Helen Westcott, Millard Mitchell, Jean Parker, Karl Malden, Skip Homeier, Anthony Ross, Verna Felton, Ellen Corby, Richard Jaeckel, Alan Hale Jr., David Clarke.

14 – FALCÃO DOS MARES (Captain Horatio Hornblower R.N.)- de Raoul Walsh . Warner. 1951. Com Gregory Peck, Virginia Mayo, Robert Beatty, James Robertson Justice, Denis O'Dea, Terence Morgan.

15 – DAVI E BETHSEBÁ (David and Bethseba) - de Henry King . 20ª Century Fox - 1951. Com Gregory Peck, Susan Hayward, Raymond Massey, Kieron Moore, James Robertson Justice, Jayne Meadows, John Sutton.


DAVI E BETHSEBÁ (1951)

16 – RESISTÊNCIA HERÓICA (Only the Valiant) - de Gordon Douglas. Warner. 51. Com Gregory Peck, Barbara Payton, Ward Bond, Gig Young, Lon Chaney, Neville Brand, Jeff Corey, Warner Anderson, Steve Brodie.

17 – AS NEVES DO KILIMANJARO (The Snows of Kilimanjaro )- de Henry King . 20ª Century Fox- 1952. Com Gregory Peck, Susan Hayward, Ava Gardner, Hildegarde Neff, Leo G. Carroll, Torin Thatcher, Ava Norring, Helene Stanley.


Poster de O MUNDO EM SEUS BRAÇOS (1952)
18 - O MUNDO EM SEUS BRAÇOS – (The World in His Arms ) - de Raoul Walsh . Universal. 1952. Gregory Peck, Ann Blyth, Anthony Quinn, John McIntire, Andrea King, Carl Esmond, Eugenie Leontovich, Sig Ruman, Hans Conried, Bryan Forbes, Rhys Williams.

19 - A PRINCESA E O PLEBEU (Roman Holiday)- de William Wyller . Paramount- 1953. Com Gregory Peck, Audrey Hepburn, Eddie Albert, Hartley Energia, Harcourt Williams, Margaret Rawlings, Tullio Carminati, Paolo Carlini.

20 – APUROS DE UM MILIONÁRIO (The Million Pound Note)- Pinewood Studio - de Ronald Neame . 1954. Com Gregory Peck, Jane Griffith, Ronald Squire, AE Matthews, Wilfrid Hyde-White, Joyce Grenfell, Maurice Denham.


Foto promocional de A SOMBRA DA NOITE (1954), rodado na Alemanha
21 –A SOMBRA DA NOITE (Night People) - de Nunnally Johnson . 20ªCentury Fox. 1954. Com Gregory Peck, Broderick Crawford, Anita Bjork, Rita Gam, Walter Abel, Buddy Ebsen, Max Showalter, Jill Esmond, Peter Van Eyck, Marianne Koch, Ted Avery.

22 – TERRA ENSANGUENTADA (The Purple Plain )- de Robert Parrish . Two Cities Films. 1954. Com Gregory Peck, Win Min Than, Bernard Lee, Maurice Denham, Ram Gopal, Brenda de Banzie, Lyndon Brook, Anthony Bushell.

23 - O HOMEM DO TERNO CINZENTO (The Man in the Gray Flannel Suit )- de Nunnally Johnson. 20ª Century Fox. 1956. Com Gregory Peck, Jennifer Jones, Fredric March, Marisa Pavan, Ann Harding, Lee J. Cobb, Keenan Wynn, Gene Lockhart, Gigi Perreau, Portland Mason, Arthur O'Connell, Henry Daniell, Connie Gilchrist.


O inesquecível Ahab em MOBY DICK (1956)
24 - MOBY DICK (Moby Dick) - de John Huston . Warner. 1956. Com Gregory Peck, Richard Basehart, Leo Genn, Orson Welles, James Robertson Justice, Harry Andrews, Royal Dano, Bernard Milles, Noel Purcell.

25 – TEU NOME É MULHER (Designing Woman) - de Vincente Minnelli . MGM. 1957. Com Gregory Peck, Lauren Bacall, Dolores Gray Sam Levene, Tom Helmore, Mickey Shaughnessy, Jesse White, Chuck Connors.

26 – DA TERRA NASCEM OS HOMENS (The Big Country) - de William Wyler. United Artist. 1958. Com Gregory Peck, Jean Simmons, Carroll Baker, Charlton Heston, Burl Ives, Charles Bickford, Alfonso Bedoya, Chuck Connors.

27 – O ESTIGMA DA CRUELDADE (The Bravados) - de Henry King . 20ªCentury Fox. 1958. Com Gregory Peck, Joan Collins, Stephen Boyd, Albert Salmi, Henry Silva, Kathleen Gallant, Barry Coe, George Voskovec, Herbert Rudley, Lee Van Cleef.


TEU NOME É MULHER (1957). Com Lauren Bacall
28 - O IDOLO DE CRISTAL (Beloved Infidel) - de Henry King . 20ªCentury Fox. 1959. Com Gregory Peck, Deborah Kerr, Eddie Albert, Philip Ober, Herbert Rudley, John Sutton, Karin Booth, Ken Scott.

29 – A HORA FINAL (On the Beach )- de Stanley Kramer . United Artist. 1959. Com Gregory Peck, Ava Gardner, Fred Astaire, Anthony Perkins, Donna Anderson, John Tate, Lola Brooks, John Meillon, Lou Vernon, Guy Doleman.

30 - OS BRAVOS MORREM DE PÉ (Pork Chop Hill) - de Lewis Milestone . United Artist. 1959. Com Gregory Peck, Harry Guardino, Rip Torn, George Peppard, James Edwards, Bob Steele, Woody Strode, George Shibata, Norman Fell, Robert Blake, Martin Landau.


OS CANHÕES DE NAVARONE (1961)
31 – OS CANHÕES DE NAVARONE (The Guns of Navarone) - de J.Lee Thompson . Columbia. 1961. Com Gregory Peck, David Niven, Anthony Quinn, Stanley Baker, Anthony Quayle, Irene Papas, Gia Scala, James Darren, James Robertson Justice, Richard Harris, Bryan Forbes.

32 - O CÍRCULO DO MEDO (Cape Fear) - de J. Lee Thompson . Universal. 1962. Com Gregory Peck, Robert Mitchum, Polly Bergen, Lori Martin, Martin Balsam, Jack Kruschen, Telly Savalas, Barrie Chase, Paul Comi, Edward Platt.


Em Cannes, no fim dos anos de 1950
33 - A CONQUISTA DO OESTE (How The West Was Won) - de John Ford, George Marshall, Henry Hathaway . MGM 1962. Com Lee J.Cobb, Henry Fonda, George Peppard, Karl Malden, Gregory Peck, Robert Preston, John Wayne, James Stewart, Eli Wallach, Henry Morgan, Russ Tamblyn, Debbie Reynolds, Agnes Moorehead, Lee Van Cleef.

34 – O SOL É PARA TODOS (To Kill a Mockingbird)- de Robert Mulligan . Universal. 1962. Com Gregory Peck, Mary Badham, Philip Alford, John Megna, Frank Overton, Rosemary Murphy, Ruth Branco, Brock Peters.


O SOL É PARA TODOS (1963) - O Oscar ganho e seu filme preferido
35 - PAVILHÃO 7 (Captain Newman, MD )- de David Miller . Universal. 1963. Com Gregory Peck, Tony Curtis, Angie Dickinson, Eddie Albert, Bobby Darin, James Gregory, Jane Withers, Bethel Leslie, Robert Duvall, Dick Sargent.

36 - A VOZ DO SANGUE (Behold a Pale Horse) - de Fred Zinnemann . Columbia. 1964. Com Gregory Peck, Anthony Quinn, Omar Sharif, Mildred Dunnock, Raymond Pellegrin, Paolo Stoppa, Daniela Rocca, Christian Marquand.


Com Burt Lancaster, década de 1960.
37 - MIRAGE (Mirage)- de Edward Dmytryk . Universal. 1965. Com Gregory Peck, Diane Baker, Walter Matthau, Kevin McCarthy, Jack Weston, Leif Erickson, Walter Abel, George Kennedy, Robert H. Harris, Anne Seymour.

38 - ARABESQUE (Arabesque) - de Stanley Donen . Universal. 1966. Com Gregory Peck, Sophia Loren, Alan Badel, Kieron Moore, Carl Duering, John Merivale, Duncan Lamont, George Coulouris, Ernest Clark.

39 -A NOITE DA EMBOSCADA (The Stalking Moon)- de Robert Mulligan. National General Pictures. 1968. Com Gregory Peck, Eva Marie Saint, Robert Forster, Noland Clay, Russell Thorson, Frank Silvera, Lonny Chapman.

40 – A GRANDE AMEAÇA (The Chairman )- de J.Lee Thompson . 20ªCentury Fox. 1969. Com Gregory Peck, Anne Heywood, Arthur Hill, Alan Dobie, Conrad Yama, Zienia Merton.


Man Of The West em O OURO DE MACKENNA (1969)
41 - OURO DE MACKENNA (Mackenna’s Gold)- de Lee J.Thompson . Columbia. 1969. Com Gregory Peck, Omar Sharif, Telly Savalas, Camilla Sparv, Keenan Wynn, Julie Newmar, Ted Cassidy, Lee J. Cobb, Raymond Massey.

42 - SEM RUMO NO ESPAÇO (Marooned) - de John Sturges . Columbia 1969. Com Gregory Peck, Richard Crenna, David Janssen, James Franciscus, Gene Hackman, Lee Grant, Nancy Kovack, Mariette Hartley, Scott Brady.

43 -O PECADO DE UM XERIFE (I Walk the Line )- de John Frankeinhmer . Columbia. 1970. Com Gregory Peck, Tuesday Weld, Estelle Parsons, Ralph Meeker, Lonny Chapman, Charles Durning, Jeff Dalton, Freddie McCloud.


Ao lado de Fred MacMurray e James Stewart, num evento
em 1976.
44 – O PARCEIRO DO DIABO (Shoot Out) - de Henry Hathaway . Universal. 1971. Com Gregory Peck, Pat Quinn, Robert F. Lyons, Susan Tyrrell, Jeff Corey, James Gregory, Rita Gam, Amanhecer Lyn, Pepe Serna, John Chandler, Paul Fix, Arthur Hunnucutt.

45 – MATANDO SEM COMPAIXÃO (Billy Two Hats) - de Ted Kotcheff . United Artist. 1974. Com Gregory Peck, Desi Arnaz Jr., Jack Warden, David Huddleston, Sian Barbara Allen.

46 –A PROFECIA (The Omen) - de Richard Donner . 20ªCentury Fox. 1976. Com Gregory Peck, Lee Remick, David Warner, Billie Whitelaw, Harvey Stephens, Patrick Troughton, Martin Benson, Robert Rietti, Tommy Duggan, John Stride.


MACARTHUR, O GENERAL REBELDE.
47 – MACARTHUR, O GENERAL REBELDE (MacArthur)- de Joseph Sargent . Universal. 1977. Com Gregory Peck, Ivan Bonar, Ward Costello, Nicolas Coster, Marj Dusay, Ed Flanders, Art Fleming, Russell Johnson.


Com Peck não tem moleza!!! ESPIONAGEM EM GOA (1980)
48 - OS MENINOS DO BRASIL (The Boys from Brazil)- de Franklin J. Schaffner . Paris Filmes. 1978. Com Gregory Peck, Laurence Olivier, James Mason, Lilli Palmer, Steven Guttemberg, Uta Hagen, Rosemary Harris, John Dehner.

49 – ESPIONAGEM EM GOA (The Sea Wolves) - de Andrew V. McLaglen . 20ªCentury Fox. 1980. Com Gregory Peck, Roger Moore, David Niven, Trevor Howard, Barbara Kellerman, Patrick Macnee, Patrick Allen.

50- O AZUL E O CINZA (The Blue and The Gray) – Para a TV. de John Leekley – Lou Reda Productions – Columbia Pictures Television – 1981. Com Stacy Keach, Diane Baker, Lloyd Bridges, Roey Calhoun, Collen Dewhurst, Gregory Peck, Rip Torn, Geraldine Page.

51- O ESCARLATE E O NEGRO (The Scarlet and the Black)- Para a TV. De Jerry London - ITC, RAI Radiotelevisione Italiana – 1983. Com Gregory Peck, Christopher Plummer, Sir John Gielgud, Raf Vallone, Kenneth Colley, Walter Gotell,  Barbara Bouchet.


Os Peck, durante o funeral de Frank Sinatra, em maio de 1998.
52 - A VOZ DO SILÊNCIO (Amazing Grace e Chuck )- de Mike Newell . Delphi V Productions. 1987. Com Dean Alexander, Jamie Lee Curtis, Jim Allen, Gregory Peck, William L. Petersen, Red Auerbach.

53 - GRINGO VELHO (Old Gringo) - de Luis Puenzo . Columbia. 1989. Com Jane Fonda, Gregory Peck, Jimmy Smits, Patricio Contreras, Jenny Gago, Gabriela Roel, Sergio Calderón, Guillermo Rios, Jim Metzler.

54 - COM O DINHEIRO DOS OUTROS (Other People's Money )- de Norman Jewison . Warner. 1991. Com Danny DeVito, Gregory Peck, Penelope Ann Miller, Piper Laurie, Dean Jones, RD Chamada, Mo Gaffney.


Peck e um de seus melhores amigos.
55 - CABO DO MEDO (Cape Fear) - de Martin Scorsese . Universal. 1991. Com Robert De Niro, Nick Nolte, Jessica Lange, Juliette Lewis, Joe Don Baker, Robert Mitchum, Gregory Peck, Martin Balsam, Ileana Douglas.


Peck em 1999
56- O RETRATO (The Portrait) – Para a TV -  de Arthur Penn. Turner Pictures. 1993. Com Gregory Peck, Lauren Bacall, Cecilia Peck, Paul McCrane, Donna Mitchell, Joyce O'Connor.

57-MOBY DICK (Moby Dick) – Para a TV – de Franc Roddam. American Zoetrope, Nine Network. 1998. Com Henry Thomas, Bruce Spence, Hugh Keays-Byrne, Patrick Stewart, Piripi Waretini, Ted Levine, Gregory Peck.


Produção e pesquisa de 
Paulo Telles

24 comentários:

  1. Olá, Paulo! Depois de algum tempo estou de volta na blogosfera.... não com a mesma frequência de outrora, mas atento as atualizações.

    Grande artigo sobre Gregory Peck, ambas as partes. Mais completo, creio que é impossível. É a vida e obra deste grande artista!

    Recentemente assisti "A Profecia", mas entre meus favoritos estão; "Quando Fala o Coração", Círculo do Medo" e "A Luz é para Todos". Um ator versátil e que contribuiu para várias obras-primas do cinema. Seu trabalho na TV eu ainda preciso conferir, sobretudo sua interpretação como Abraham Lincoln!

    Muito bom!

    Abraço.

    Rodrigo

    http://cinemarodrigo.blogspot.com.br

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    1. Saudações Rodrigo, tudo jóia? Vc realmente esteve sumido, mas quem é vivo sempre aparece, e espero que esteja bem e com saúde!

      Amigo, difícil contar tudo sobre tudo sobre Gregory Peck. O que podemos com certeza dizer é que foi uma vida bem vivida, com glórias, sucesso, e claro, também alguns tropeços, o que é muito normal na vida de qualquer ser humano. Mas sua filmografia é bastante rica e é um de seus grandes legados, além de é claro de sua contribuição para as atividades das causas humanas e sociais.

      Os três filmes que vc menciona, de fato, são pilares de toda sua carreira. Entre os meus preferidos, estão O SOL É PARA TODOS, VIRTUDE SELVAGEM, OS CANHÕES DE NAVARONE, O MATADOR, O ESTIGMA DA CRUELDADE, DA TERRA NASCEM OS HOMENS, e O ESCARLATE E O NEGRO, que foi um trabalho para a televisão italiana, mas que esta acessível em DVD no mercado. Recomendo.

      Sobre a minissérie O AZUL E O CINZA/THE BLUE AND THE GRAY, que Peck interpreta Lincoln, foi exibida há muitos anos na nossa televisão brasileira, talvez por volta de 1982 ou 83, pela Rede Bandeirantes. Uma obra raríssima, que infelizmente, não pude assistir ainda, muito embora eu lembre das chamadas pela TV.

      Agradecendo a sua participação, e apareça! Grande abraço do editor!

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  2. Gregory Peck foi muito mais do que um astro de Hollywood. Grande ator e ser humano ainda maior.

    Seu legado como ator e como pessoa deve ser sempre relembrado.

    Abraço

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    1. Com Certeza, Hugo, com certeza!

      Abraços do editor!

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  3. Olá, nobre amigo Paulo!
    Belíssimo complemento sobre esta grande personalidade e grande ser humano, o católico Gregory Peck. Me surpreendi com a quantidade de informações e fotografias, cada uma melhor que a outra. Desconhecia inclusive o fato de ele ter interpretado o presidente Lincoln.
    Desta segunda fase assisti apenas "Matando Sem Compaixão" e o cultuado "A Profecia", onde certamente o ator vive seu personagem mais desafortunado e com um final pra lá de trágico.
    Uma curiosidade: o diretor Henry King, de quem Peck foi parceiro em 6 fitas, tinha personalidade muito semelhante a do ator, carismático e de muito bom coração, o que podemos notar através de seus inúmeros belíssimos filmes (há um pouco conhecido mas com uma linda história de vida bastante inspiradora, chama-se CAVALGADA DE PAIXÕES (1952), com David Wayne). Assim como Peck, King também era católico. Em 1923, durante as filmagens de IRMÃ BRANCA (1923), com Lillian Gish e Ronald Colman, se converteu da Igreja Metodista ao Catolicismo, e acabou por realizar um dos mais belos filmes católicos de todos os tempos. É claro que estou me referindo ao sublime A CANÇÃO DE BERNADETTE (1943).
    Esta matéria só me fez querer desbravar ainda mais a filmografia de Gregory Peck, a começar por VIRTUDE SELVAGEM, que tenho original e ainda não deslacrei. Mas certamente que farei isso em questão de poucos dias.
    Paulo Telles, você está de parabéns!
    Um abraço deste humilde leitor!

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    1. Saudações meu amigo Thomaz!

      Realmente eu também não sabia desses detalhes sobre o próprio diretor, Henry King, de ser um católico, fato este que explica a afinidade dele com o astro Peck. E tanto é que o convocou para ser o REI DAVI em sua obra DAVI E BETHSBÁ, em 1951.
      E posso dizer ainda que King só não o escalou para A CANÇÃO DE BERNADETE em algum papel porque o filme é de 1943, e a carreira de Peck se iniciou no cinema em 1944.

      Sobre VIRTUDE SELVAGEM, só posso dizer que vc esta em atraso por assistir, meu amigo, rsrsrs. Vc vai amar!!!

      Thomaz, sou eu que agradeço de imenso sua participação e suas colocações. Um forte abraço do editor.

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  4. Telles,

    Integridade foi a marca mais registrada que poderiamos dar, como honraria, a este homem digno e sensato.

    Temos aqui novas falas do grande astro e um rosário de peliculas suas com fotos e informes sobre elas.

    Ótimo, ótimo.

    É dificil eu falar do Peck sem que eu retorne ao meu filme preferido, The Big Country/59.

    Não dá para deixar de seguir pondo elogios a tudo o que imbui aquela pelicula, onde dela nada se perde, nada. Para mim aquilo ali é algo histórico no gênero western, o marco no faroeste de alta qualidade, a supra suma da qualidade em termos de um conteúdo que, se tal filme não existisse, algo estaria a faltar na filmografia do grande ator e na historia do cinema.

    É meu western de cabeceira.
    Claro que nunca poneria colocar sem evidencias O Matador, Estigma da Crueldade e o bem agradável Ceu Amarelo. O primeiro porque a fita o influenciou tanto o ator, conforme cita o Thomaz, que este chegou a adquirir terras e gado nos confins do Oeste, tal a forma de como tudo que concretizou na fita o marcou como ponto definitovo em sua vida.

    De Estigma já falamos por demais dele. E o Ceu Amarelo pelo seu bom conteudo, seu elenco e por ser um filme menos que simples, pois foi uma fita bem feita e que nos deixa sempre com desejos de reve-la.

    Mas adoraria ver a Minisséris O Azul e o Cinza/81 e a fita As Chaves do Reino e Espionagem em Goá, dentre mais alguns que também não conheço.

    Porém, preciso observar aqui que estes tres filmes abaixo com ele merecem uma abordagem de referencia, ao menos seus titulos, para que se note suas qualidades como historias bem contadas e de cunho importantissimo. São elas; O Idolo de Cristal (observar sua interpretação dignissima), O Homem do Terno Cinzento, por sua historia perfeitamente bem contada, e o muito delicioso A Princesa e o Plebeu, algo que o Wyller deve ter criado com o maior dos prazeres e os astros principais não muito diferente.

    Haveria muito mais a citar, porém falar mais do Peck, não que seja perda de tempo, mas desnecessário a uma altura desta após estas duas postagens, onde passamos a conhecer quase tudo de sua vida dentro e fora das telas e mais os informes adicionais postos por amigos que o amam tanto quanto todos nós.

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Olá Jurandir!

      Acho que praticamente esgotamos o assunto Gregory Peck! A arte e a integridade de um homem marcado para sempre na memória de fãs e de amantes do cinema.

      Talvez Gregory não tenha sido, de fato, um dos mais brilhantes atores. Não era nenhum Spencer Tracy, mas inspirava honradez e integridade na grande maioria de seus papéis. Sua beleza também ajudou, pois foi um ídolo para as tietes de seu tempo.

      Sua filmografia esta entre as mais invejáveis. Sobre a minissérie O AZUL E O CINZA, desconheço se existe em DVD. Só sei que foi exibido há anos na TV, num tempo que até mesmo ter um vídeo-cassete era algo para muito poucos. Eu mesmo lembro das chamadas pela TV, mas não cheguei a acompanhar.

      Abraços do editor.


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  5. Telles,

    Fiz um comentário há alguns dias e o mesmo não se mostra no espaço.
    Confirmar ou não recebimento do mesmo para criação por mim de um novo.

    Lamento contato que não cabe no espaço, porém outros contato dificil não restando opção.
    Em caso de de poder não incluir esta nota na parte de comentários, fico grato.

    Jurandir Lima

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    1. Oi meu amigo, já liguei agora pela manhã para vc e conversamos. Estava em Três Rios.

      Manteremos contato!

      Um forte abraço e uma semana abençoada.

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  6. MAS UM EXCELENTE TRABALHO, O MAIS ELABORADO QUE JÁ VI A RESPEITO DO ÓTIMO GREGORY PECK, QUE ERA TIDO E HAVIDO PELA CRÍTICA, COMO UM CANASTRÃO, E TAMBÉM POR MUITOS AMIGOS, QUE ÀS VEZES EU OS REFUTAVA, DIZENDO:” PODE ATÉ SER CANASTRÃO, MAS É UM CANASTRÃO RESPEITÁVEL...
    VOCÊ AFIRMA QUE ELE SEMPRE PERSONIFICOU PAPEIS DE HOMENS ÍNTREGOS E DE BOM MOÇO NAS TELAS, E POR INCRÍVEL QUE PAREÇA ELE FAZ UM RARÍSSIMO VILÃO NO WESTERN DUELO AO SOL, UMA AFIRMAÇÃO, COM A DEVIDA VÊNIA, NÃO CONCORDO, PLENAMENTE, SENÃO VEJAMOS, VAMOS A OUTROS WESTERNS QUE ELE NÃO É FLOR QUE SE CHEIRE. NO GRANDE WESTERN O MATADOR, ELE É UM PISTOLEIRO, COM UM PASSADO CRUEL, QUE REPENTINAMENTE RESOLVE PENDURAR AS PISTOLAS, E VOLTAR PARA MULHER QUE AMAVA E PARA O FILHO QUE TINHA ABANDONADOS, TODAVIA, APESAR DE TUDO, É OBRIGADO A MATAR NOVAMENTE...MATAR PARA NÃO MORRER É A SINA TRÁGICA DESSE HOMEM DESELUDIDO, ARRASTADO CONTRA SUA VONTADE PARA A MORTE. PORTANTO NESSE WESTERN NÃO PODEMOS NEM TRATÁ-LO COMO ANTI-HERÓI. (O Matador western psicológico¿¿). EM CÉU AMARELO, ELE FAZ PARTE DE UM BANDO DE ASSALTANTES, QUE ASSALTAM UM BANCO E FOGEM, PARA O DESERTO, CHEGANDO NUMA CIDADE FANTASMA, ONDE OS UNICOS HABITANTES SÃO UM VELHO GARIMPEIRO E SUA NETA. OS BANDIDOS ACREDITAM QUE O VELHO TENHA UMA FORTUNA ESCONDIDA E PRETENDEM SE APODERAR DELA. STRECH (GREGORY PECK), COMEÇA A SE INTERESSAR PELA MOÇA, E FICAR, DE CERTA FORMA, COM O CORAÇÃO MOLE, DAÍ SURGINDO DIVERGÊNCIAS, ENTRE ELE E O RESTO DO BANDO. É EVIDENTE QUE AO FINAL A MATANÇA ENTRE ELES, E SENDO ELE O ÚNICO SOBREVIVENTE. APESAR DE SUA PAIXÃO PELA MOÇA, NÃO CONSIGO VER NELE UM ANTI-HERÓI, PARA MIM AINDA ELE TRAZ CONSIGO O SEU PASSADO DE ASSALTANTE DE BANCOS...
    NO WESTERN O PARCEIRO DA MORTE, ELE É LOMAX UM ASSALTANTE DE BANCO, QUE, AO SAIR DA PRISÃO, DEPOIS DE UMA SENTEÇA DE 7 ANOS, PROCURA POR UM ANTIGO COMPARSA TRAIDOR, PARA SE VINGAR. E, AO FINAL, MESMO, A CONTRAGOSTO, ACEITAR SER TUTOR DE UMA MENINA, LHE CONFIADA PELA MÃE, FALECIDA, NÃO PODEMOS TRATAR O LOMAX COMO UM HOMEM ÍNTEGRO E DE BOM MOÇO NAS TELAS, SEM FALAR, É CLARO, DO WESTERN MODERNO PECADO DE UM XERIFE, CUJO TÍTULO JÁ NÃO LHE CONFERE OS ADJETIVOS DE INTEGRO E DE BOM MOÇO...
    EM ESTIGMA DA CRUELDADE VOCÊ FAZ A SEGUINTE INDAGAÇÃO: SERÁ QUE TEMOS O DIREITO DE SERMOS JURI, JUIZ E EXECUTOR, CORRENDO O RISCO DE CONDENARMOS PESSOAS POR CRIMES QUE NÃO COMETERAM¿ É EVIDENTE QUE NÃO, POIS O SEU “BOM MOÇO E INTEGRO”, APÓS ENCONTRAR SUA ESPOSA ASSASSINADA E ESTUPRADA, CEGADO POR UMA VINGANÇA TERRÍVEL, RESOLVE FAZER JUSTIÇA, COM AS PRÓPRIAS MÃO, EXECUTANDO TRES HOMENS, QUE ERAM BANDIDOS, MAS NO CASO DA MORTE DE SUA ESPOSA, ERAM INOCENTES, ASSIM, NESTA AÇÃO DE VINGANÇA, VEM EVIDENCIAR SOBREMANEIRA A FRAGILIDADE DA JUSTIÇA HUMANA...AO FINAL O VINGADOR JUSTICEIRO, DEPRESSIVAMENTE AMARGURADO, TENTA POR INTERMÉDIO DA CONFISSÃO ENCONTRAR A TODO CUSTO SUA REDENÇÃO. AO SAIR DA IGREJA É ACLAMADO PELA MULTIDÃO COMO UM JUSTICEIRO, TODAVIA ELE SABE, QUE NÃO MATOU OS BANDIDOS, PARA FAZER JUSTIÇA, EM PRÓ DA SOCIEDADE, E SIM POR UMA PERVERSA VINGANÇA, LOGO O CONCEITO DE BOM MOÇO E ÍNTEGRO NÃO PODEM SER APLICADOS A ELE...
    CONCERNENTE AO WESTERN O MATADOR SER UM DOS PRIMEIROS WESTERNS PSICOLÓGICOS, DEVO AFIRMAR QUE APESAR DOS CRITICOS CONCEITUAREM QUE O PRIMEIRO WESTERN.
    PSICOLÓGICO DO GÊNERO SER SUA ÚNICA SAÍDA, EU, PARTICULARMENTE, NÃO CONCORDO, POIS ENTENDO QUE OS PRIMEIROS WESTERNS PSICOLÓGICOS SÃO: NO TEMPOS DAS DILIGÊNCIAS, DO GRANDE JOHN FORD, E CONSCIÊNCIAS MORTAS DE WILLIAM WELLMAN, ANTERIORES AOS WESTERNS, SUA ÚNICA SAÍDA E O MATADOR.
    DO EXPOSTO, PODEMOS SALIENTAR QUE GREGORY PECK NEM SEMPRE FEZ PAPEIS DE HOMENS INTEGROS E DE BOM MOÇO, MORMENTE NO GÊNERO WESTERN, NÃO OBSTANTE O VILÃO DE DUELO AO SOL, SEJA O MAIS CRUEL DELES!
    MAIS UMA VEZ, MEUS PARABÉNS PELO EXCELENTE TRABALHO!

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    1. Saudações Edivaldo!

      Particularmente, nunca achei Gregory Peck canastrão. Ele não era do tipo de se “esforçar” para fazer um papel, algo muito característico em verdadeiros canastrões, mas com certeza, se deixava respeitar.

      Bom, se vc leu todas as duas partes da minha matéria sobre o ator, deve ter visto que abordei detalhadamente sobre seus filmes e sua carreira.

      Entretanto, como ele foi um ator que PRATICAMENTE em toda sua carreira personificou homens íntegros e bom moço, claro que ele saiu dessa meta para personificar, ao menos, dois tipos bem evidentes que fugiam desse parâmetro: seu papel em DUELO AO SOL, em 1946, e seu Mengele em OS MENINOS DO BRASIL, em 1978, por sinal, para meu ver, feito como uma luva para o ator. Peck foi modelo de um astro de cinema perfeito, capaz de convencer como galã, herói, vilão, e anti-herói, e tais definições o público de cinema, fãs, e admiradores da Sétima Arte, não é obrigado a entender.

      Falando sobre ESTIGMA DA CRUELDADE, creio que o nobre não entendeu o meu texto. O filme tem uma moral, se temos o direito de julgarmos e fazer justiça com as próprias mãos. Não disse em nenhuma vez que Peck personificou Jim Douglas como “Herói e bom moço”. Acho a moral do filme um tema interessante, um dos roteiros mais brilhantes que se pôde conceber no gênero do Western. Se tivermos que analisar um verdadeiro herói para Peck ao estilo faroeste, isso aconteceu, de fato, em DA TERRA NASCEM OS HOMENS, porque aqui sim, ele é um bom moço, tão pacífico que não anda armado. E seu personagem, McKay, era um pacifista que tentou que duas famílias se entendessem por disputa de água. Logo, por esta e outra atuações diversificadas, e em diversos gêneros, faz de Gregory Peck um ator eclético.

      Contudo, o público tem em mente sua mais brilhante característica, que deixou uma marca indelével para as gerações vindouras: a de Gregory Peck ser um ativista pelos direitos humanos, e por sua brilhante atuação como o advogado Atticus Finch, no humanitário O SOL É PARA TODOS, que lhe rendeu a láurea da Academia.

      Pouco antes de sua morte, seu personagem foi eleito como “o maior herói do cinema”, sobrepujando até mesmo James Bond e Indiana Jones.

      Como ator, ele foi eclético, pura e simplesmente, e por isso nem sempre fez papéis de bom moço, mas é esta lembrança que perpetuou, para sempre, na memória de muitos de seus fãs e admiradores da Sétima Arte.

      Agradeço a congratulação.
      Abraços do editor.

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    2. NOBRE AMIGO SAUDAÇÕES LANCASTERIANAS!
      EVIDENTEMENTE VOCÊ ABORDOU TODOS OS FILMES DO GREGORY PECK, DANDO, MAIS ENFASE AOS PRINCIPAIS FILMES DELE, TODAVIA DESTACOU PEREMPTORIAMENTE, EM SUA NOTÁVEL INTRODUÇÃO, NESTE GRANDE TRABALHO, QUE ELE PROTAGONIZOU HOMENS INTEGROS E DE BOM MOÇO... E MAIS ADIANTE, QUE SAIU DESSE TIPO DE INTERPRETAÇÃO EM DUELO AO SOL ONDE FAZ UM RARÍSSIMO VILÃO!
      COMO VOCÊ SABE A INTRODUÇÃO É UM DOS ELEMENTOS BASILARES DE UM EXCELENTE TRABALHO, DAÍ EU PEGAR COMO GANCHO, PARA EXPOR MINHAS IDÉIAS CONCERNENTE À ESTA TEMÁTICA, POIS UM LEITOR, MENOS ATENTO, PODE PEGAR NESTE CONJUNTO DE IDÉIAS E GRAVAR NA MEMÓRIA, POSTO QUE SE TRATA DE FRASES MARCANTES...
      COM RELAÇÃO AO GRANDE WESTERN A ESTIGMA DA CRUELDADE, PODEMOS COTEJAR, PARCIALMENTE, COM O EXCELENTE WESTERN CONSCIÊNÇAS MORTAS, COM UMA DIFERENÇA, FUNDAMENTAL, OU SEJA, OS ENFORCADOS NÃO ERAM BANDIDOS!
      COMO VOCÊ PÔDE NOTAR, APENAS ABORDEI O MEU PONTO DE VISTA, REFERENTE AO GÊNERO WESTERN...
      VOCÊ CITOU QUE ELE FOI UM VERDADEIRO UM HERÓI, NO WESTERN DA TERRA NASCE OS HOMENS, TODAVIA ESTE TERMO SERVE TAMBÉM PARA DESIGNAR O PROTAGONISTA DE UMA OBRA LITERÁRIA, TEATRAL , CINEMATOGRÁFICA, E ETC. LOGO PEGANDO ESTE CONCEITO ELE FOI UM HERÓI EM TODOS OS SEUS FILMES, MESMO NAQUELES QUE ELE NÃO É ÍNTEGRO, E NEM TAMPOUCO BOM MOÇO...COMO VEMOS TEMOS NO CINEMA TAMBÉM HERÓIS BANDIDOS, BASTA ELE SER O PRONTAGONISTA CENTRAL DA OBRA...
      TUDO COM O DEVIDO RESPEITO, MEU NOBRE AMIGO - AVANTE!!!!!!!!!!!!!!

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    3. NOBRE AMIGO SAUDAÇÕES LANCASTERIANAS!
      EVIDENTEMENTE VOCÊ ABORDOU TODOS OS FILMES DO GREGORY PECK, DANDO, MAIS ENFASE AOS PRINCIPAIS FILMES DELE, TODAVIA DESTACOU PEREMPTORIAMENTE, EM SUA NOTÁVEL INTRODUÇÃO, NESTE GRANDE TRABALHO, QUE ELE PROTAGONIZOU HOMENS INTEGROS E DE BOM MOÇO... E MAIS ADIANTE, QUE SAIU DESSE TIPO DE INTERPRETAÇÃO EM DUELO AO SOL ONDE FAZ UM RARÍSSIMO VILÃO!
      COMO VOCÊ SABE A INTRODUÇÃO É UM DOS ELEMENTOS BASILARES DE UM EXCELENTE TRABALHO, DAÍ EU PEGAR COMO GANCHO, PARA EXPOR MINHAS IDÉIAS CONCERNENTE À ESTA TEMÁTICA, POIS UM LEITOR, MENOS ATENTO, PODE PEGAR NESTE CONJUNTO DE IDÉIAS E GRAVAR NA MEMÓRIA, POSTO QUE SE TRATA DE FRASES MARCANTES...
      COM RELAÇÃO AO GRANDE WESTERN A ESTIGMA DA CRUELDADE, PODEMOS COTEJAR, PARCIALMENTE, COM O EXCELENTE WESTERN CONSCIÊNÇAS MORTAS, COM UMA DIFERENÇA, FUNDAMENTAL, OU SEJA, OS ENFORCADOS NÃO ERAM BANDIDOS!
      COMO VOCÊ PÔDE NOTAR, APENAS ABORDEI O MEU PONTO DE VISTA, REFERENTE AO GÊNERO WESTERN...
      VOCÊ CITOU QUE ELE FOI UM VERDADEIRO UM HERÓI, NO WESTERN DA TERRA NASCE OS HOMENS, TODAVIA ESTE TERMO SERVE TAMBÉM PARA DESIGNAR O PROTAGONISTA DE UMA OBRA LITERÁRIA, TEATRAL , CINEMATOGRÁFICA, E ETC. LOGO PEGANDO ESTE CONCEITO ELE FOI UM HERÓI EM TODOS OS SEUS FILMES, MESMO NAQUELES QUE ELE NÃO É ÍNTEGRO, E NEM TAMPOUCO BOM MOÇO...COMO VEMOS TEMOS NO CINEMA TAMBÉM HERÓIS BANDIDOS, BASTA ELE SER O PRONTAGONISTA CENTRAL DA OBRA...
      TUDO COM O DEVIDO RESPEITO, MEU NOBRE AMIGO - AVANTE!!!!!!!!!!!!!!

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    4. Olá mais uma vez Edivaldo!

      Eu entendo perfeitamente suas ponderações, meu amigo. Mas veja bem: minha introdução para esta matéria se baseia simplesmente na imagem que Gregory Peck legou para grande parte do público. Como ator, naturalmente ele não desempenharia apenas um tipo de personalidade.

      Um bom exemplo também parte sobre o Elvis Presley. Elvis era conhecido como o Rei do Rock, mas pergunto: em toda sua trajetória Elvis só cantou Rock? Não! Elvis cantou baladas românticas, country, e até gospel. Contudo, a mídia mundial o entronou como o “Rei do Rock”, e assim ficou, e toda vez que se fala do cantor, o associamos ao Rock.

      Decerto que a introdução é um elemento vital para a apresentação de um texto, no entanto, é imperioso abordar a matéria com base nestas características que tão bem consagraram Gregory Peck, mesmo que em seus trabalhos possa ter, uma vez ou outra, ter personificado vilões ou anti-heróis. A imagem de integridade que Peck deixou para grande parte do público é o que prevalece, meu nobre. O resto, são apenas detalhes, que obviamente não deixam de ser importantes.

      Edivaldo, acho que vc e seus “partners”do CAW deveriam fazer um blog sobre o tema Western, e com certeza vc seria um grande editor, pois vc além de escrever bem e de possuir uma boa “retórica literária”, vc é muito detalhista. Já falei com vc a respeito e acho que vcs sairiam ganhando, até mesmo para divulgação do Cineclube de vcs, por sinal, maravilhoso e com uma programação de dar inveja a muita emissora de TV.

      Abraços deste editor carioca.

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    5. NOBRE AMIGO, FICO BASTANTE LISONJEADO E GRATIFICADO POR SUAS PONDERAÇÕES A MEU RESPEITO...
      A RECÍPROCA É VERDADEIRA...GO AHEAD MY FRIEND!!!!!!!!!!!!!!!!

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    6. Vamos todos em frente, amigo! grande abraço!

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  7. MAS UM EXCELENTE TRABALHO, O MAIS ELABORADO QUE JÁ VI A RESPEITO DO ÓTIMO GREGORY PECK, QUE ERA TIDO E HAVIDO PELA CRÍTICA, COMO UM CANASTRÃO, E TAMBÉM POR MUITOS AMIGOS, QUE ÀS VEZES EU OS REFUTAVA, DIZENDO:” PODE ATÉ SER CANASTRÃO, MAS É UM CANASTRÃO RESPEITÁVEL...
    VOCÊ AFIRMA QUE ELE SEMPRE PERSONIFICOU PAPEIS DE HOMENS ÍNTREGOS E DE BOM MOÇO NAS TELAS, E POR INCRÍVEL QUE PAREÇA ELE FAZ UM RARÍSSIMO VILÃO NO WESTERN DUELO AO SOL, UMA AFIRMAÇÃO, COM A DEVIDA VÊNIA, NÃO CONCORDO, PLENAMENTE, SENÃO VEJAMOS, VAMOS A OUTROS WESTERNS QUE ELE NÃO É FLOR QUE SE CHEIRE. NO GRANDE WESTERN O MATADOR, ELE É UM PISTOLEIRO, COM UM PASSADO CRUEL, QUE REPENTINAMENTE RESOLVE PENDURAR AS PISTOLAS, E VOLTAR PARA MULHER QUE AMAVA E PARA O FILHO QUE TINHA ABANDONADOS, TODAVIA, APESAR DE TUDO, É OBRIGADO A MATAR NOVAMENTE...MATAR PARA NÃO MORRER É A SINA TRÁGICA DESSE HOMEM DESELUDIDO, ARRASTADO CONTRA SUA VONTADE PARA A MORTE. PORTANTO NESSE WESTERN NÃO PODEMOS NEM TRATÁ-LO COMO ANTI-HERÓI. (O Matador western psicológico¿¿). EM CÉU AMARELO, ELE FAZ PARTE DE UM BANDO DE ASSALTANTES, QUE ASSALTAM UM BANCO E FOGEM, PARA O DESERTO, CHEGANDO NUMA CIDADE FANTASMA, ONDE OS UNICOS HABITANTES SÃO UM VELHO GARIMPEIRO E SUA NETA. OS BANDIDOS ACREDITAM QUE O VELHO TENHA UMA FORTUNA ESCONDIDA E PRETENDEM SE APODERAR DELA. STRECH (GREGORY PECK), COMEÇA A SE INTERESSAR PELA MOÇA, E FICAR, DE CERTA FORMA, COM O CORAÇÃO MOLE, DAÍ SURGINDO DIVERGÊNCIAS, ENTRE ELE E O RESTO DO BANDO. É EVIDENTE QUE AO FINAL A MATANÇA ENTRE ELES, E SENDO ELE O ÚNICO SOBREVIVENTE. APESAR DE SUA PAIXÃO PELA MOÇA, NÃO CONSIGO VER NELE UM ANTI-HERÓI, PARA MIM AINDA ELE TRAZ CONSIGO O SEU PASSADO DE ASSALTANTE DE BANCOS...
    NO WESTERN O PARCEIRO DA MORTE, ELE É LOMAX UM ASSALTANTE DE BANCO, QUE, AO SAIR DA PRISÃO, DEPOIS DE UMA SENTEÇA DE 7 ANOS, PROCURA POR UM ANTIGO COMPARSA TRAIDOR, PARA SE VINGAR. E, AO FINAL, MESMO, A CONTRAGOSTO, ACEITAR SER TUTOR DE UMA MENINA, LHE CONFIADA PELA MÃE, FALECIDA, NÃO PODEMOS TRATAR O LOMAX COMO UM HOMEM ÍNTEGRO E DE BOM MOÇO NAS TELAS, SEM FALAR, É CLARO, DO WESTERN MODERNO PECADO DE UM XERIFE, CUJO TÍTULO JÁ NÃO LHE CONFERE OS ADJETIVOS DE INTEGRO E DE BOM MOÇO...
    EM ESTIGMA DA CRUELDADE VOCÊ FAZ A SEGUINTE INDAGAÇÃO: SERÁ QUE TEMOS O DIREITO DE SERMOS JURI, JUIZ E EXECUTOR, CORRENDO O RISCO DE CONDENARMOS PESSOAS POR CRIMES QUE NÃO COMETERAM¿ É EVIDENTE QUE NÃO, POIS O SEU “BOM MOÇO E INTEGRO”, APÓS ENCONTRAR SUA ESPOSA ASSASSINADA E ESTUPRADA, CEGADO POR UMA VINGANÇA TERRÍVEL, RESOLVE FAZER JUSTIÇA, COM AS PRÓPRIAS MÃO, EXECUTANDO TRES HOMENS, QUE ERAM BANDIDOS, MAS NO CASO DA MORTE DE SUA ESPOSA, ERAM INOCENTES, ASSIM, NESTA AÇÃO DE VINGANÇA, VEM EVIDENCIAR SOBREMANEIRA A FRAGILIDADE DA JUSTIÇA HUMANA...AO FINAL O VINGADOR JUSTICEIRO, DEPRESSIVAMENTE AMARGURADO, TENTA POR INTERMÉDIO DA CONFISSÃO ENCONTRAR A TODO CUSTO SUA REDENÇÃO. AO SAIR DA IGREJA É ACLAMADO PELA MULTIDÃO COMO UM JUSTICEIRO, TODAVIA ELE SABE, QUE NÃO MATOU OS BANDIDOS, PARA FAZER JUSTIÇA, EM PRÓ DA SOCIEDADE, E SIM POR UMA PERVERSA VINGANÇA, LOGO O CONCEITO DE BOM MOÇO E ÍNTEGRO NÃO PODEM SER APLICADOS A ELE...
    CONCERNENTE AO WESTERN O MATADOR SER UM DOS PRIMEIROS WESTERNS PSICOLÓGICOS, DEVO AFIRMAR QUE APESAR DOS CRITICOS CONCEITUAREM QUE O PRIMEIRO WESTERN.
    PSICOLÓGICO DO GÊNERO SER SUA ÚNICA SAÍDA, EU, PARTICULARMENTE, NÃO CONCORDO, POIS ENTENDO QUE OS PRIMEIROS WESTERNS PSICOLÓGICOS SÃO: NO TEMPOS DAS DILIGÊNCIAS, DO GRANDE JOHN FORD, E CONSCIÊNCIAS MORTAS DE WILLIAM WELLMAN, ANTERIORES AOS WESTERNS, SUA ÚNICA SAÍDA E O MATADOR.
    DO EXPOSTO, PODEMOS SALIENTAR QUE GREGORY PECK NEM SEMPRE FEZ PAPEIS DE HOMENS INTEGROS E DE BOM MOÇO, MORMENTE NO GÊNERO WESTERN, NÃO OBSTANTE O VILÃO DE DUELO AO SOL, SEJA O MAIS CRUEL DELES!
    MAIS UMA VEZ, MEUS PARABÉNS PELO EXCELENTE TRABALHO!

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  8. Telles,

    É muito dificil falar de um tópico mais de uma vez. É muito dificil porque quando nos expomos a primeira vez nós já abrimos o máximo do conhecimento sobre o tema.

    Assim, na vez seguinte, ou seja, na segunda parte ou vez, ficamos meio sem ter o que adicionar. E ainda nos atormenta o receio de ser repetitivo do que dissemos na vez anterior.

    Foi por esta razão que me resumi tanto neste meu dizer na parte 2, levando alguns filmes como motivo mais fincado para dizer alguma coisa.

    Diria mais. No entanto, a época narrada dos filmes do Peck, a partir de 1970, foi muito frágil em minha visita a estes trabalhos do ator. Havia visto apenas, ha pouco tempo e na TV, O Parceiro do Diabo/71, do Hathaway, fita que até gostei, mas que muitos não valorizaram em nada. Lamento, mas eu até que pus algum valor ao filme, que caracterizei como simples e com um caminho salutar e agradável a destilar.

    Nas demais pelicula eu somente vim a assistir Os Meninos do Brazil/78, e isto há poucos dias, não amando muito a fita porque o trabalho do Peck fugiu terminantemente de sua linha normal de atuações, ou seja, foi um vilão quase que cruel e insuportável.

    Isto na minha visão do galã sempre visto como heroi. Isto porque no filme, mesmo eu o rejeitando, não dá para por negações de que ele teve uma atuação de aplaudir, sem máculas e com seu natural carisma.

    Sobre seus demais trabalhos eu nada tenho a dizer, já que não os conheço. Sendo esta a razão de eu me enveredar por alguns titulos anteriores para preencher minha página de comentário.

    Sobre os muitos requisitos atinentes a detalhes de sua vida até sua viagem, preferi nada dizer por motivo de ser muito volumoso o que explanaria.

    Assim, pus muito resumido meu comentário 2. Porém, tudo escrito pelo editor foi lido com extrema atenção e onde captei situações que do Peck desconhecia totalmente.

    Desnecessário dizer que tudo aquilo lido foi mais um aprendizado para mim em mais este seu trabalho. Escrita sem máculas e com vossa invejável disposição de dizer demais sobre o ator. Aquele homem quase perfeito que todos nós amamos ao extremo e que até hoje nos deixa faltas e saudades.

    Lhe abraço e parabenizo por esta dificultosa obra, serviço onde capto ter se envolvido em exagero pelo amor que sente por tudo o que nos emite e nos põe à disposição.

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Olá mais uma vez grande Ju Baiano!

      De fato, o trabalho de Peck a partir da década de 1970 foi de pouca intensidade se comparar com as décadas anteriores, mas nem por isso, menos importante em sua carreira. Mesmo porque, em 1975, seu filho cometeu suicídio. Ele estava até mesmo disposto a se aposentar, contudo ele viu no trabalho uma oportunidade de seguir e optar por alguns papéis como podemos ver na segunda parte do tópico dedicado a ele.

      Sobre O PARCEIRO DO DIABO, é um bom Western sim, e muito embora a áurea de Peck neste filme não seja de bom moço, não deixa de ter os clichês que tão bem admiramos no gênero, como perseguição e vingança. Como vc sabe, Henry Hathaway dirigiu uma boa safra de faroeste (incluindo BRAVURA INDÔMITA, original, que deu a John Wayne seu único Oscar). O PARCEIRO DO DIABO foi o filme a seguir do cineasta depois de “BRAVURA”.

      OS MENINOS DO BRASIL eu, particularmente, aplaudo o desempenho do ator. Claro que muitos não devem ter gostado de ver o outrora galã e bom moço ser um cruel e sanguinário carrasco nazista. Mas sob meu ponto de vista, um ator deve fazer pegar trabalhos que possam diversificar suas personalidades nas telas, para não se prender a apenas uma imagem. Como podemos ver, OS MENINOS DO BRASIL não o prejudicou, e ainda em 1983, fez um padre (pela segunda vez) em O ESCARLATE E O NEGRO, onde desempenha, de fato, um verdadeiro herói que enfrenta de peito os nazistas, filme este que recomendo que vc assista.

      Baiano, só posso agradecer este cumprimento que me prestigia. Não sei se foi exagerado, pois a vida deste ator é muito difícil de ser resumida, mas com certeza, foi com dedicação, visto que queria ter publicado em abril esta matéria para celebração de seu centenário, mas por motivos técnicos (meu note ficou na assistência técnica por um mês), não pude fazê-lo. Mesmo assim, Peck recebeu seu tributo, não somente por mim, mas por vc, pelo Thomaz, e pelos demais, que se propuseram a participar dos comentários.

      Um grande abraço meu amigo.

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  9. Telles,

    Não havia lido os comentários do Lancaster, o que fiz agora, junto com vossas respostas.

    Não queria interferir no diálogo de vocês dois. Porém, como falam de cinema e cinema é do que eu gosto, assim como amo ver estes debates (debates para o bem, claro) eu vou me intrometer aqui e dar um pequeno palpite.

    Eu li as duas partes de sua postagem e entendi sobre o Peck, que você o chamava de digno, honrado e coisas deste quilate, mas fora das telas.
    Talvez até mesmo eu tenha entendido mal, mas peguei o gancho de sua fala deste jeito.

    Já o Lancaster pegou a coisa mais profundamente ligada à vida do Peck dentro das telas.
    E neste tópico, tudo o que ele abordou eu concordo plenamente com ele. Em todos os filmes que foi citado, e que também não citou, como você mesmo disse Meninos do Brazil, ele faz vez de vilão também. E, possivelmente em mais fitas de sua filmografia iremos encontrar mais filmes com ele não sendo puramente um heroi e sim um vilão que até se transformou em heroi, graças aos nossos olhos que o amava demais e nem considerava coisas assim.

    Vi em tudo o que o Lancaster explanou uma base sustentada na sua descrição dos personagens que o Peck interpretou, assim como uma verdade muito pura que durante toda nossa vida nem sequer atentamos para a questão.

    Não pesa muito o que ele falou em termos de amarmos o Peck. Para nós ele podia fazer o que fizesse, contando que vissemos o grandioso Peck em ação. Mas o Lancaster citou verdades que hoje, analisando bem, tudo tem fundo de muita verdade.

    Observei também suas respostas. Respostas corretas e alguma defesa quase que desnecessária, porque todos sabemos que, além de em sua escrita sobre o personagem de Estigma da Crueldade tu não enfatizar que ele foi um "Heroi sem Máculas", sempre ficou mais que claro para todos que o Peck ali terminou a fita como um assassino impiedoso, como um homem vingativo e que sua sede era fazer justiça com as próprias mãos.

    O que não está dentro dos padrões legais. Mas, ele fez este papel. Fez um bandido também em Céu Amarelo, O Parceiro do Diabo, em O Matador, Em Meninos do Brasil e, se pensarmos e analisarmos direito, até em A Princesa e o Pebleu ele não foi flor que se cheirasse, porque ele conquistou a jovem Hepburn não por acaso ou por amor à primeira vista, mas sim para fazer um furo de reportagem em conluio com o Eddie Albert.

    Pois é, amigo. Se formos catar cada fundo de personagens interpretado pelo nosso querido Gregory Peck, iremos achar um pouco de coisas assim em muito do que ele fez.

    Estou certo ou estou errado? Sem chacoalhar a pulseira. Rsrsrsrsrs

    Incrivel como adoro este tipo de troca de farpas.

    Abração amigo

    jurandir_lima@bol.com.br

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    Respostas
    1. Amigo Jurandir estou rindo de sua última estrofe: “Pois é, amigo. Se formos catar cada fundo de personagens interpretado pelo nosso querido Gregory Peck, iremos achar um pouco de coisas assim em muito do que ele fez. em chacoalhar a pulseira. Rsrsrsrsrs”

      Nem vc e nem o nosso querido Edivaldo estão errados, e nem disse que ele esta errado. Até porque se analisarmos também muitos astros da época de Peck, como Glenn Ford, Marlon Brando, Charlton Heston, Burt Lancaster, entre outros, nenhum deles personificou um “herói sem mácula”. Entretanto, como disse anteriormente, estes atores deixaram uma imagem nas telas, e Peck deixou esta impressão de dignidade para grande parte do público, mesmo interpretando anti-heróis ou mesmo vilões. Para registro, muitos críticos e fãs não gostaram de Peck ter vivido um carrasco nazista como Mengele em OS MENINOS DO BRASIL. Não pela atuação em si do astro, mas porque não conseguiam associar a imagem antes de Peck como galã e “bom moço” com um personagem vil, dos mais desprezíveis que o mundo já conheceu.

      Importante falar de outra coisa: há poucos dias, no facebook, apareceu na minha sala de bate-papo um jovem de 28 anos que não conhecia tão bem como nós o trabalho de Gregory Peck, até assistir O SOL É PARA TODOS, que creio que foi um trabalho sólido para a construção da imagem de Gregory Peck no cinema.

      Ele se encantou com Gregory que só faltou me dizer que estava apaixonado por ele (risos). Mas o encanto dele não foi por conta de sua imagem de galã, mas sim, do espírito humanitário exercido pela sua atuação como Atticus Finch. Decerto, este filme que lhe rendeu um Oscar, foi o que solidou a imagem de um homem humanitário e digno, e que segundo o próprio ator, foi o que se aproximou mais de sua personalidade.

      Daí este rapaz me disse que trataria de assistir outros filmes com Greg, ao qual tratei de dizer a ele que Peck viveu nas telas personas diferenciadas, inclusive vilãos. Falei que ele deveria assistir os westerns, como ESTIGMA DA CRUELDADE E DA TERRA NASCEM OS HOMENS. O pobre moço, de tão leigo, ainda me perguntou se existia “faroeste sem tiroteios”. Veja se pode, Ju! Nem DA TERRA NASCEM OS HOMENS, que é um filme com mensagem pacifista seguido de um herói pacifista como McKay, não deixa de ter seus tiros. Ele chegou até a me dizer que queria que Gregory Peck fosse seu pai e que gostaria de ter uma vida exemplar como a do ator.

      Daí onde quero chegar? Simples. Para os leigos que gostam de filmes, de cinema, mas não são tão bem esclarecidos como nós (como eu, vc, Eddie, Thomaz, Eugenio, e outros), é imperioso refletir a imagem que imortaliza estes ídolos nas telas, por mais que seus trabalhos dentro dos seus filmes sejam diversificados e nem sempre aceitáveis.

      Um forte abraço do carioca, amigo!

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  10. Amigo Telles,

    Estava corrigindo o meu comentário anterior, quando o dedo bateu, sem desejar, em PUBLICAR.

    Por gentileza, companheiro, dá uma olhada antes de solta-la e corrige alguns deslizes de portugueê ou de datilografia, até mesmo de concordância, ou então não a publique, devolvendo-a para mim num email para que eu faça as correções e então atira-la para tu publicar.

    Não a solte sem fazer isso porque ela é longa e deve haver muitos erros.

    Gratissimo

    jurandir_lima@bol.com.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi amigo.

      Esta tudo certo, sem erros. Grande abraço! e OBRIGADO por sua participação.

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