sábado, 5 de março de 2016

“Sangue de Bárbaros” (1956) – O fiasco de John Wayne como Genghis Khan, e as especulações que se rodeiam nesta Megaprodução.



Em fins de 1954, John Wayne (1907-1979) queria interpretar um personagem histórico, para dar um ar de variedade em sua carreira, afinal, o grande Duke não pretendia ter seu bom nome apenas nos Westerns, muito embora este tenha sido seu verdadeiro e costumeiro habitat. Por isso, resolveu pedir ao produtor, diretor, e ator Dick Powell (1904-1963) que deixasse interpretar o guerreiro mongol Genghis Khan (1167-1227), em Sangue de Bárbaros (The Conqueror), em megaprodução do bilionário e polêmico Howard Hughes (1905-1976) para a RKO. Powell não achou que Wayne era o ator adequado para interpretar um mongol, mas atendeu assim mesmo o pedido de Duke. Mas como diria o próprio Powell pouco depois: “quem sou eu para recusar um pedido de John Wayne!”.


A esquerda, John Wayne, e no meio, o diretor Dick Powell.
John Wayne é Temujim, mais tarde consagrado como GENGHIS KHAN.
Wayne durante o intervalo das filmagens, sem o bigode postiço
Considerada talvez uma das produções mais extravagantes do cinema, digna de um produtor tão extravagante como era Howard Hughes, esta aventura épica produzida por seis milhões de dólares para a extinta RKO, foi o segundo filme dirigido pelo ator Dick Powell. O elenco contou com as participações de Susan Hayward (1918-1975), Pedro Armendariz (1912-1963), Lee Van Cleef (1925-1989), Leo Gordon (1922-2000), William Conrad (1920-1994), Agnes Moorehead (1900-1974) e Thomas Gomez (1905-1971), isto é, um “bando” de norte-americanos e mexicanos “transformados” em mongóis.


Temujin e a Princesa Bortai (Susan Haward)
Susan Hayward, atraente como a princesa tártara Bortai
Temujin e seu irmão de sangue Jamuga, vivido pelo excelente Pedro Armendariz.
O filme, roteirizado por Oscar Millard (1908-1990), trata da história de Temujim (John Wayne), que mais tarde seria conhecido como Genghis Khan, líder dos mongóis, que juntamente com seu irmão de sangue Jamuga (Pedro Armendariz) e seus mongóis, ataca uma caravana tártara e captura a Princesa Bortai (Susan Hayward), filha do chefe tártaro Kumleck (Ted De Corsia, 1905-1973), assassino do pai de Temujim. Mas o líder dos mongóis esta disposto a fazer da princesa tártara sua esposa. Em seguida, vai buscar aliança do chefe chinês Wang Khan (Thomas Gomez) para dizimar os tártaros. Contudo, Temujim é traído pelo seu irmão Jamuga e feito prisioneiro dos tártaros. A partir deste momento é que a princesa tártara descobre que esta apaixonada por Temujim, ajudando-o a escapar e a perseguir Kumleck e, finalmente, vencer os tártaros.


Bortai e Temujin com Wang Khan (Thomas Gomez) -o início de uma trama
Wang Khan e seu Shamam, vivido por John Hoyt.
Temujim, capturado e torturado pelo assassino de seu pai, Kumleck, vivido por Ted De Corsia.
A Pré-estreia havia sido planejada para Moscou, mas um filme estrelado por John Wayne, o Herói americano por excelência, estava fora de questão em terras soviéticas (e em plena Guerra Fria), pelo menos enquanto Nikita Khrushchov (1894-1971) ocupasse a cadeira de primeiro ministro. Logo, o lançamento foi realizado nos Estados Unidos a 25 de março de 1956. Entretanto, The Conqueror é considerado um dos maiores fiascos da carreira de Duke. Wayne tentou justificar seu papel e o filme em uma entrevista: “Quando li o roteiro, tive a nítida impressão de estar lendo o roteiro de um western. Aquilo despertou o meu interesse e eu resolvi interpretar Genghis Khan como um pistoleiro”. Por tais palavras, a afirmação de Wayne poder ser considerada por sincera e honesta.  


Bortai e seu cruel pai, o líder dos tártaros Kumleck
Apaixonada, Bortai ajuda Temujim a se salvar.
Temujim e Bortai se unem para vencer os tártaros
Mas tal justificativa nem convenceu a ele próprio, pois fazer uma simples menção deste filme em entrevistas posteriores, Wayne mudava de tom, dando a entender que mais tarde se arrependeu de ter feito a película. E não foi sem motivos, pois o filme fracassou comercialmente, fracasso de crítica e público apesar de toda a excelência de um elenco primoroso, sendo considerada uma das piores fitas da década de 1950. Mas não demorou, e Duke conseguiu superar este fiasco, e nos brindou com seu melhor e mais digno desempenho em seu grande sucesso, Rastros de ódio (The Searchers), sob a direção de seu compadre John Ford, que dirigia assim seu primeiro western filmado em Vistavision, um formato próprio para projeção em tela panorâmica. Acredita-se que Howard Hughes tenha se sentido culpado acerca de suas decisões quanto à produção do filme, mantendo-o arquivado até 1974, ano em que foi exibido pela primeira vez na televisão americana (na brasileira, dez anos depois, em 1984). Aliás, Hughes, vivendo em seu “casulo” e com suas manias nos momentos finais de sua vida, assistia ininterruptamente ao filme. Vale ainda destacar a trilha sonora de Victor Young (1_____________________________________________________________________________899-1956), em uma de suas últimas composições para o cinema.


O Magnata Produtor Howard Hughes.
John Wayne como Genghis Khan.
O diretor Dick Powell num momento de descontração com os atores John Wayne, Thomas Gomez, e Susan Hayward, numa pausa das rodagens.
Mas se o filme, por sua vez, para alguns críticos ou apreciadores do cinema antigo não é grande coisa, mesmo demonstrando outra faceta de John Wayne nas telas, há outros, entretanto que parecem ver coisas além da própria fita.  Há tempos que correm boatos de que atores e técnicos do filme vieram a morrer de câncer por ficarem expostos, durante a rodagem, a radiações atômicas na área nuclear de Los Alamos, Novo México. Contudo, tais boatos poderiam ser infundados se o filme não tivesse sido rodado no deserto de Utha (que se passou pelo deserto asiático de Gobi), próximo a cidade de St.George, a 220 km a favor do vento das áreas onde estavam se realizando os testes de nucleares . Os boatos até hoje persistem, mais de 60 anos após o lançamento de Sangue de Bárbaros.


Concentração antes de continuarem as filmagens.
Agnes Moorehead vive a mãe de Genghis Khan.
As filmagens das cenas externas começaram em 1954. As locações em St. George não foram concluídas no tempo determinado, e por isso, Howard Hughes teria tido uma ideia interessante: retirar 60 toneladas de terra desse local e enviar para Hollywood, onde as filmagens deveriam ser concluídas em estúdio, mantendo a semelhança com o local da locação. Sim, existia entre a produção conhecimento dos testes nucleares realizados em Los Alamos, mas o governo norte-americano teria assegurado que não haveria nenhum risco de contaminação. O fato é que existem sérias suspeitas de que, uma boa parte do elenco e da equipe teriam sido vítimas da radiação das explosões. Para alguns, parece não se tratar de simples coincidência, ou de fatos infundados. Até hoje, o filme Sangue de Bárbaros é mais lembrado por esta “lenda urbana” hollywoodiana do que propriamente pelo seu espetáculo extravagantemente cinematográfico e épico.


O diretor e ator Dick Powell
Pedro Armendariz e John Wayne
Susan Hayward, Agnes Moorehead, e John Wayne
Entre boatos e especulações, o fato é que muitos dos que trabalharam neste filme faleceram por conta da doença. Dick Powel, o diretor do filme, foi diagnosticado com linfoma e morreu em 1963, sete anos após o lançamento do filme. Pedro Armendariz descobriu um câncer nos rins e se suicidou em 1963 com um tiro no hospital onde estava internado (levou a arma escondida sem despertar qualquer suspeita), após perceber que não haveria possibilidade de cura. Susan Hayward morreu em 1975 de um tumor cerebral, depois de uma luta titânica de dez anos contra a doença em outras partes do corpo. Agnes Moorehead faleceu um ano antes de Susan, também vítima de câncer, em 1974. No filme, ela faz o papel da mãe de Temujim. Moorehead era apenas sete anos mais velha do que John Wayne. Thomas Gomez, também sofreu com a doença. Outro ator, John Hoyt, também faleceu de câncer em 1991.


Timothy Barker, filho de Susan Hayward, em visita a mãe no set de filmagem
Outros 46 participantes da filmagem, bem como figurantes, vieram a falecer de câncer. Ao fim, 100 participantes, convidados ou familiares que estiveram presentes nas filmagens foram atingidos pelas partículas radioativas lançadas pelo vento do local (o Utah é na realidade um deserto e tem ventos fortíssimos), incluindo Michael e Patrick Wayne, filhos de John Wayne, e Timothy Barker, filho de Susan Hayward, que visitaram seus pais no deserto. Michael morreu em 2003 aos 68 anos com o mesmo mal. Patrick ainda vive e superou a doença. Mas nem todos os atores que atuaram na produção de Sangue de Bárbaros morreram da mesma doença. Ted De Corsia, Lee Van Cleef, Leo Gordon, e William Conrad, não tiveram as suas mortes associadas ao câncer.


Bortai e Temujim: do ódio ao amor.
Temujim, o conquistador.
John Wayne poderia ter contraído a doença durante as filmagens, muito embora fosse um fumante inveterado desde a juventude (mesmo sendo também um grande atleta na universidade). A parte, grande maioria dos atores e membros da equipe técnica também eram fumantes. Wayne foi diagnosticado em 1964 com câncer de pulmão, passando por uma cirurgia para remoção de todo o pulmão esquerdo e quatro costelas. Apesar dos esforços de seus agentes em evitar que ele tornasse a doença pública, o ator anunciou à imprensa que estava com câncer e fez um apelo para que a população fizesse mais exames preventivos. Cinco anos depois, determinaram que ele estivesse livre da doença, e apesar da diminuição da capacidade pulmonar, pouco depois, Wayne voltou a mascar tabaco e a fumar. No final da década de 1970, Wayne envolveu-se como voluntário nos estudos de uma vacina para a cura do câncer, vindo a morrer a 11 de junho de 1979 em decorrência de um câncer de estômago.



A questão da alta incidência de casos de câncer entre os que participaram das filmagens de The Conqueror nunca foi devidamente investigada. Contudo, é praticamente possível que muitos dos moradores das áreas próximas aos testes nucleares desenvolveram a doença devido à radioatividade liberada dos testes e alguns receberam indenizações do governo norte-americano muito tempo depois. Suspeita-se também que filhos dessas pessoas também teriam sido afetados. Após a conclusão de Sangue de Bárbaros, descobriram que alguns meses antes da filmagem, o governo americano realizou testes nucleares a céu aberto (hoje proibidos), a 220 km da locação das filmagens, e que a equipe tinha sido exposta a um nível fatal de radiação.


John Wayne e o busto do verdadeiro Genghis Khan. Nada a ver.
Se forem fatos fundamentados ou não sobre o que se circulou nos bastidores de Sangue de Bárbaros, nunca saberemos ao certo, deixando apenas lacunas para que todos possam tirar suas conclusões a respeito.



FICHA TÉCNICA
SANGUE DE BÁRBAROS
(THE CONQUEROR)
ANO: 1956
DIREÇÃO: Dick Powell
ROTEIRO: Oscar Millard
FOTOGRAFIA: Em Cores
DURAÇÃO: 111 Minutos
Apesar de todo o marketing feito para o filme, Sangue de Bárbaros não foi bem sucedido nas bilheterias. A foto, uma divulgação de jornal anunciando nos cinemas do Rio de Janeiro a exibição da fita, em 1957.
ELENCO
JOHN WAYNE – TEMUJIM/GENGHIS KHAN
SUSAN HAYWARD – PRINCESA BORTAI
PEDRO ARMENDARIZ – JAMUGA
AGNES MOOREHEAD – HUNLUN
THOMAS GOMEZ – WANG KHAN
JOHN HOYT – SHAMAN
WILLIAM CONRAD – KASAR
TED DE CORSIA – KUMLEK
LESLIE BRADLEY – TARGUTAI
LEE VAN CLEEF – CHEPEI
PETER MAMAKOS – BOGURCHI
LEO GORDON – CAPITÃO TÁRTARO

PRODUÇÃO E PESQUISA DE PAULO TELLES

6 comentários:

  1. Hollywood nesta época também tinha seus "Filmes problema". Parabéns pela matéria Paulo

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    1. Obrigado "Tudo sobre seu filme". "Filmes Problemas" parecem surgir de longa data. Abraços do editor!

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  2. NOBRE AMIGO - MAIS UM GRANDE TRABALHO,PRATICAMENTE ESGOTANDO O ASSUNTO CONCERNENTE AO FILME SANGUE DE BARBARO, UM AUTENTICO FRACASSO...
    DIGA-SE QUE ESTE FILME SOMENTE FICOU FAMOSO GRAÇAS A GRANDE INCIDÊNCIA DE CANCER, EM GRANDE PARTE DOS PESSOAL QUE PARTICIPARAM DAS FILMAGENS NO DESERTO DE UTAH, ONDE HOUVERA TESTE NUCLEARES...

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    1. De fato, De fato, Eddie.Toda a repercussão do filme foi devida a toda esta polêmica, e sem contar em transformar o personagem Genghis Khan, um legítimo asiático, em um herói de excelência americana (ou seria ao contrário? rs). John Wayne não fez uma boa escolha e ainda repetiria o erro em "A MAIOR HISTÓRIA DE TODOS OS TEMPOS", embora em atuação bem breve. Grande abraço e obrigado por me mandar a programação mensal do CAW, que vem se superando, recheada de programações.

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  3. Telles,

    Howard Hughes? O Produtor? Caramba, amigo! Como nunca soube disso mesmo sabendo algumas coisas interessantes da fita? E ele, o Hughes, era extravagante mesmo. Dinheiro para ele não era problema, contanto que tudo saisse ao seu gosto. Vi tudo isso no filme O Aviador.

    Telles; não entendi essa do Hughes prender a fita até 1974, pois eu a vi no cinema no seu lançamento e muito pouco tempo depois de lançado nos EUA. Claro que o revi na TV há alguns anos atrás, mas isto foi uma reprise para mim.

    Olha, bom amigo: vou soltar aqui meu ponto de vista sobre tudo isto da doença cancer.

    As pessoas vão envelhecendo e suas principais causas de morte é o cancer, seja onde for.

    O Gary Cooper morreu em 1961 de cancer de prostata. E nunca esteve no elenco de Sangue de Bárbaros. O Jeff Chandler faleceu de cancer de estômago, assim como o Taylor. Nunca estiveram pelo deserto onde o filme foi feito.

    Agora; não vamos negar que a possibilidade do contagio existiu e que foi imprudencia tanto da equipe de filmagem (os responsáveis) quanto do Governo, que isentou de qualquer risco a presença de todos ali.

    Não deveria ser assim. Estes testes nucleares são de altissimos riscos mesmo anos e anos depois. Podemos avaliar tal poder destes explosivos numa ilha (não sei se do Atlantico ou do Pacifico) onde os americanos treinavam e experimentavam este tipo de bombas nela.

    O resultado foi que tudo somente ficou limpo e sem perigos 50 anos depois. Fato divulgado e por mim visto em documentário.

    Se estavam ainda em testes nucleares em área, mesmo não tão próximas (e 220 KM para isto é ali), como se por tanta gente a correr riscos? E não existe isso de vento contrário ou a favor. Os ventos não têm nosso governo, nem mesmo o deles, e mudam de direção ao seu bel prazer.

    E o pior; trazer terras (possivelmente infectadas) para trabalharem longe dos possiveis perigos foi como trazer em definitivo o perigo para dentro de casa. Um absurdo, uma idéia de pura jumentice.

    Bem; falei demais mas não disse nada da fita. Vamos ver alguma coisa;

    Não é de todo ruim a fita do Dick, embora ele não houvesse sido um expert no genero até lhe darem esta atribuição dificil. E isto de adaptação a um genero, ou estar habituado a trabalhar no genero influi por demais. E eu não conheço muito da carreira do Dick, tendo visto sob sua direção apenas o bem regular A Raposa do Mar/57.

    E se for tudo bem observado, o que ocorreu com o Duke sobre seu trabalho neste filme foi uma grande injustiça, porque ele, apesar de estar num ambiente oposto ao seu habitual, ele não decepcionou como colocam. Apenas estavam acostumados a lhe ver vestido de cawboy e então...

    É isso aí.

    jurandir_lima@bol.com.br

    PS; Telles; está havendo algo com seu gmail? Tenho umas 9 mensagens para ti não deferidas.

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    Respostas
    1. Pois é meu amigo baiano!
      Howard Hughes sim, o mega empresário da aviação e mega produtor de Hollywood da RKO, que produziu não só este filme como também polêmico western O PROSCRITO, onde ele mesmo desenhou um tipo de sutiã para Jane Russell, devido ao avantajado busto da atriz. Mas isso é outra história! Quanto a fita, depois do filme mal recebido nos Estados Unidos, e da fama que obeteve por se tratar de um "filme maldito", Hughes achou que seria bom reter o filme. Com certeza foi uma das manias que ele carregou quase ao fim da vida. Como vc assistiu ao filme O AVIADOR, de Scorsese, com certeza vc conhece bem a história de Hughes.

      Como vc pôde perceber ao longo do artigo, não trato aqui uma confirmação de fatos, mas são suposições que apenas vão levantar opiniões para quer for ler a matéria. Se vc perguntar para mim se foi realmente isso como tudo aconteceu, eu responderia que seria possível, mas com a larga escala de fumantes que existiam há mais de 60 anos, entre os quais Wayne, Susan Hayward, Yul Brynner, Robert Taylor, entre outros, obviamente os efeitos nocivos da doença foi por conta do cigarro. Ainda bem que parei de fumar quando ainda tinha 26 anos, rs.

      E vc, Jurandir, vc esta absolutamente correto: houve irresponsabilidade tanto da equipe técnica do filme quando do governo americano, que devia estar com titica de galinha para fazer tais testes, que mesmo há uma enorme distância pôde provocar estes riscos, o que não isento da possibilidade desta equipe juntamente com os atores e demais envolvidos, de terem sido infectados.

      OUTRA ÓTIMA OBSERVAÇÃO!!!
      Trazer terras de um lugar, que já poderiam ter sido contaminadas pela radiação, para o estúdio. A idéia foi interessante, mas não foi inteligente. E quem a teve foi Howard Hughes.

      O próprio John Wayne não gostou de sua atuação em SANGUE DE BÁRBAROS. Particularmente, meu interesse por Wayne nesse filme é apenas curiosidade em vê-lo como um líder mongol, em contraste com os cowboys que ele tanto se consagrou. Como vc disse, não é de todo ruim, mas sabe como é a grande maioria da crítica: muito má. Por isso, acabou sendo um fiasco na carreira do ator.

      Grande abraço do editor carioca!
      PS: Amigo, meu email é hotmail, não gmail. Por isso não recebi nenhuma das suas mensagens.

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