Em 1961,
quando Nicholas Ray lançou Rei dos Reis,
uma das mais famosas versões cinematográficas sobre a vida de Jesus, e
estrelado por Jeffrey Hunter como o Cristo, o cineasta George Stevens
(1904-1975) já estava anunciando que iria também rodar sua versão baseada nos
textos sacros, com um grande elenco e com um grande título, quase que proporcional
a sua metragem: A Maior História de Todos os Tempos (The Greatest Story Ever
Told),lançado em 1965, e que segundo ele, seria a versão definitiva da vida de
Jesus de Nazaré.
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| O Cineasta George Stevens, uma legenda da Sétima Arte |
STEVENS, E
A DIFICULDADE EM LEVAR AS TELAS O PROJETO.
O cineasta responsável
por clássicos como Gunga Din, Um Lugar ao Sol, Os Brutos Também Amam, e Assim
Caminha a Humanidade- manifestou interesse em filmar a vida de Jesus Cristo
de forma que pudesse ser a “versão definitiva”. Para isso, Stevens consumiu
cinco anos de produção e fez reunir um grande elenco, com 117 papéis
dialogados, com atores famosos, muitos destes em pequenas pontas.
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| A Beleza pictórica e o panorama em forma de cartão postal, um dos grandes tributos do filme |
Stevens se
baseou no romance homônimo do mesmo título, de autoria de Fulton Oursler
(1893–1952), além dos textos do Novo Testamento, e sua intenção era contar a
vida do grande líder da Cristandade com um elenco All-Star, rodada mesmo nos Estados Unidos, em locações do Arizona,
Utha, Nevada, e em estúdios da MGM em Culver City. As locações vieram a fornecer
um panorama ao estilo Cartão Postal, com narrativa hiper- acadêmica, com
conceituação medievo-renascentista. Mas para isso, durante cinco anos, o
diretor tentou obter financiamento para projetar o espetáculo.
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| O "Mar da Galileia" na visão de George Stevens. |
Primeiramente,
Stevens recorreu a 20th Century Fox, que ofereceu ao cineasta três milhões de
dólares para financiar o filme, mas como o diretor ainda não tinha iniciado as
filmagens, o estúdio resolveu cortar suas despesas e se retirar da produção.
Mas isso não perturbou Stevens, que resolveu levantar dinheiro com
investidores. Logo, a United Artist, conhecendo a reputação de George Stevens
como grande cineasta, resolveu investir pesadamente no seu novo projeto sem
receios.
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| Lobby Card americano do filme |
Como ele
anunciara, Stevens escalou um elenco milionário para sua superprodução bíblica,
movendo o cast e toda a equipe
técnica para os desertos do oeste americano, o que causou um grande problema,
pois, além disso, vários animais que foram precisos para rodar a película
tiveram que ser transportados da África, o que fez aumentar o orçamento estipulado
pela United Artist. O curioso é
ver um filme em superprodução contando a vida e a paixão de Jesus inteiramente rodada em locações que foram cenários para inúmeros westerns, que serviu para muitas
cavalgadas e tiroteios. Um crítico americano chegou a ironizar, pois quem pode
prever o “Príncipe da Paz” e seus discípulos se depararem com malfeitores em
qualquer parada onde The Lone Ranger
(O Cavaleiro Solitário/Zorro) e Tonto também já cavalgaram?
A FIGURA
MÍTICA DO REDENTOR ATRAVÉS DE UM COWBOY.
Por incrível
que pareça, o fato que um dos trabalhos mais edificantes do diretor George
Stevens, Shane (Os Brutos Também Amam,
1952), além de um clássico do cinema de Western, também é uma parábola sobre a luta do bem contra o mal. O pistoleiro
vivido por Alan Ladd é um ser solitário, de origem desconhecida, chega a uma
cidade e liberta uma família de fazendeiros da opressão pecuarista. Nesta obra,
a figura mítica do Messias se
expressa no ato salvador e heroico de Shane, que após se redimir de seu passado
lutando contra e vencendo os opressores daquele local, segue seu destino solitário
de uma maneira melancólica, mas conseguindo operar uma transformação nas
pessoas, de uma forma redentorista. Logo, a figura de Shane já seria considerada uma pré-idealização do cineasta na
concepção de seu Cristo em A Maior
História de Todos os Tempos.
Segundo o
diretor, a história de Jesus é toda concentrada no conflito entre o bem com o
mal, onde o Filho de Deus enfrentou solitariamente
seus inimigos, e por isso, acabou sendo crucificado porque resolveu desafiar o
sistema opressor, promovido pelos romanos e judeus coniventes com a tirania.
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| Os discípulos caminhando pelo deserto. |
O EXCESSO
DE PERFECCIONISMO DO DIRETOR.
Não teve
como George Stevens passar do orçamento de um milhão de dólares para recriar a
cidade de Jerusalém. Além disso, empregou centenas de figurantes e técnicos, e
casas pré-fabricadas tiveram que ser construídas para eles nos arredores das
locações. Figurinistas tiveram que trabalhar correndo contra o tempo, com o
relógio a vista de todos, para vestirem grande parte do elenco que viveria os
discípulos e os demais seguidores do Nazareno, segundo um crítico maldoso, “todos
de branco como se fossem adeptos da Ku
Klux Klan em uma reunião de domingo”.
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| A "Cidade de Jerusalém" - um cenário suntuoso. |
Todos estes problemas fizeram com que o filme saísse em atraso, devido a
excesso de zelo e perfeccionismo de Stevens, que analisava detalhe por detalhe,
todo o aspecto da produção – desde o script,
que teve apoio de diversos roteiristas, entre os quais o poeta e escritor Carl
Sandburg (1878-1967), redigindo várias vezes, até os desenhos dos figurinos,
que ele mesmo elaborava com todo o primor. Entretanto, todos estes cuidados,
mesmo que impecáveis do cineasta, incomodava o elenco e atrasava o andamento das
filmagens.
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| OS DISCÍPULOS: David McCallum (Judas Iscariotes), João (John Considine), Michael Anderson Jr, e Gary Raymond |
O cast se queixava do estilo lento e
trabalhoso de filmar cena após cena do diretor, até que ele achasse que a
perfeição tivesse sido alcançada. Os atores começaram a sofrer queimaduras pelo sol
forte do deserto de Utah, e em uma manhã, uma nevasca atingiu o set de filmagem, deixando Stevens de
dirigir uma das cenas que se passaria na cidade de Jerusalém, onde já haviam
erguido uma cidade cenográfica. Apesar de toda a equipe pegar pá e retirar a
neve no local, foi impossível evitar uma segunda nevasca, ocasionando um atraso
ainda maior nas filmagens.
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| Joseph Schildkraut como Nicodemus, entre Victor Buono e Abraham Sofaer |
Por isso,
Stevens, incapaz de dirigir na locação, moveu a produção para seus estúdios, onde algumas
construções enormemente caras foram construídas para compensar a incapacidade
de trabalhar no local. Nesse tempo, teve que lidar com duas grandes perdas: a de
seu diretor de fotografia, William C. Mellor (1903–1963), que morreu de um
ataque do coração fulminante durante as filmagens (seu trabalho foi terminado
por Loyal Griggs, 1906-1978, antigo colaborador do cineasta em Shane); e a morte do ator vienense Joseph
Schildkraut (1896-1964), que atuava como Nicodemos na produção (em 1926, havia
vivido Judas Iscariotes no clássico Silent
“O Rei dos Reis”, de Cecil B.
DeMille). Ambas estas perdas ajudaram a agravar ainda mais o estado de saúde do
diretor, que já sofria de úlcera.
Finalmente,
a fita foi concluída, não sem uma pressão vinda da United. O resultado final
foi fortemente promovido como um espetáculo grandioso e de bom gosto,
visualmente bem requintado. Destaque para a beleza pictórica (consultoria a
cores do mestre Eliot Elisofon) e o esplendor lírico e dramático de uma
encenação suntuosa, ao custo geral de US$ 20 milhões de dólares – uma quantia exorbitante
na época – e recebendo cinco indicações ao Oscar em 1965. Mas isso não bastou
para que o filme se consagrasse como um dos melhores trabalhos de George
Stevens, e muito menos, que viesse a ser a versão definitiva da Vida e da Paixão
de Jesus Cristo segundo os propósitos do cineasta.
O ELENCO
Stevens não
poupou esforços para requisitar um grande elenco para contar A Maior História de Todos os Tempos. O
sueco Mas Von Sydow, um dos atores favoritos de Ingmar Bergman e até então
pouco conhecido nos Estados Unidos, estava fazendo sua estreia em Hollywood como
Jesus.
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| O sueco Max Von Sydow estreando em Hollywood como Jesus Cristo |
Embora um ótimo ator e prestigiado internacionalmente, não teve carisma
necessário para o personagem. A pergunta que se fazia entre os espectadores nas
salas de cinema é como que os discípulos seguiriam um líder gélido como um
viking através do deserto? Para Von Sydow, é impossível fazer um filme sobre
Jesus:
-Como interpretar uma figura que desperta
tantos sentimentos apaixonados, muitas vezes contraditórios, de ódio, amor, fé,
e esperança? – Declarou Von Sydow, que continuou – Naturalmente é uma história impossível de se contar em um filme. E se
deseja conta-la, não deve agradar a ninguém, exceto a si mesmo. Basta decidir
qual a sua visão pessoal e tentar traduzir para um filme – disse anos
depois o ator Max Von Sydow.
Mas outras
escolhas de elenco vão desde o sublime ao ridículo. A fim de aumentar o apelo
de bilheteria, Stevens cometeu o erro em escalar muitos atores famosos para
papéis cameos (passageiros ou curtos).
A ideia do diretor era causar impacto nas cenas mais importantes do filme,
encenada por atores que certamente as plateias reconheceriam de imediatas. O
dispositivo de Stevens para isso foi usar muitos destes famosos em cenas de
multidão, fossem nos milagres de Jesus, ou na crucificação.
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| A Crucificação |
O cineasta
esperava fielmente um retorno, e a reação do público desta forma: "Não é Sidney Poitier no meio da multidão? E
ao lado dele, não é Carroll Baker? Ou é o Pat Boone? " A cena torna-se
uma espécie de "Jesus no barco do
amor", com todas as celebridades envolvidas na multidão para
acompanhar o Redentor em sua jornada.
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| A Última Ceia |
Em destaque,
a sequência da ressurreição de Lázaro (Michael Tolan, 1925-2011) ao som de Aleluia de Handel, que é um dos grandes
momentos do filme. Ainda no elenco, nomes importantes como: Carroll Baker, como
Verônica, a mulher que enxuga o rosto de Jesus a caminho do Calvário; Richard
Conte (1910-1975) aparece numa única cena como Barrabás na prisão; Jose Ferrer
(1912-1992) como Herodes Antipas; Ina
Balin (1937-1990) e Janet Margolin (1943-1993) são respectivamente Marta e
Maria de Betânia, irmãs de Lázaro.
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| Van Heflin, Ed Wynn, e Sal Mineo, são os seguidores de Jesus de Nazaré |
O excelente Van
Heflin (1910-1971) como Bar Armand, um personagem retirado do livro de Oursler;
Martin Landau vive o Sumo Sacerdote Caifás; assim como Neremiah Persoff a viver
outro Sumo Sacerdote; Shelley Winters (1922-2006) numa passageira aparição como
a mulher curada por Jesus na multidão; a
inglesa Joanna Dunham (1936-2014) é Maria Madalena.
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| A inglesa Joanna Dunham como Maria Madalena |
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| Donald Pleseance é o "Demônio" |
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| Satã atiçando o povo a crucificar Jesus de Nazaré. |
Donald
Pleasence (1919-1995) vive Satã, que tenta Jesus no meio da noite, em seus 40
dias pelo deserto e que o perseguiria até o seu julgamento. Pleasence ainda
faria parte de outra obra cinematográfica retirada dos textos sacros segundo a
hagiologia cristã, a obra de Franco
Zeffirelli Jesus de Nazaré, de 1977,
onde personificou um dos Reis Magos, Melchior.
Charlton
Heston, o ícone do cinema épico, como João Batista, sendo o maior destaque de todas
as interpretações, embora não supere a atuação feita por Robert Ryan em Rei dos Reis, de Nick Ray e realizado quatro
anos antes.
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| Jose Ferrer é Herodes Antipas |
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| Telly Savalas como Poncio Pilatos |
Telly
Savalas (1922-1994) que raspou definitivamente o resto de seus poucos cabelos
para viver Pôncio Pilatos; David McCallum, esta sensacional como Judas; a
carismática e talentosa Dorothy McGuire (1916–2001), como Maria, mãe do
Redentor; Roddy McDowall (1928-1998) interpreta o apóstolo e futuro evangelista
Mateus; Victor Buono
(1938-1982) como Sorak.
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| Dorothy McGuire como a Virgem Maria |
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| O fabuloso Claude Rains em seu último trabalho no cinema, como o Rei Herodes. |
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| Sidney Poitier como Simão Cirineu |
Angela
Lansbury aparece pouco (ou quase nada)
como Prócula, esposa de Pilatos; Claude Rains (1889-1967) se despedia das telas
de cinema aqui nesta obra, como o Rei Herodes o Grande; o querido Sidney
Poitier interpreta Simão Cireneu; O ídolo da juventude Pat Boone como o Anjo da Ressurreição, assim
como Sal Mineo (1939-1976) a viver um seguidor de Jesus.
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| Cirineu (Poitier) ajudando Jesus (Von Sydow) a carregar a cruz. |
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| David Hedison é o apóstolo Felipe |
Vale a pena
destacar as presenças de David Hedison (sim,o Capitão Crane da série de TV Viagem ao Fundo do Mar) a interpretar um
dos discípulos de Jesus, Felipe; Michael Ansara (1922-2013), que já vivera
Judas em O Manto Sagrado em 1953, era
agora o Comandante das Guardas de Antipas (José Ferrer), assim como Rodolfo
Acosta (1920-1974) a viver o capitão dos lanceiros do Rei Herodes (Claude Rains);
Robert Blake é Simão Zelotes; Robert Loggia (1930-2015) é São José; Mark Lenard
(1924-1996), Frank Silvera (1914-1970), e Cyril Delevanti (1897-1975) são os
Três Reis Magos; Tom Reese é Tomás, o apóstolo; Gary Raymond (de El Cid) como Simão Pedro.
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| Gary Raymond é Simão Pedro |
Marian
Seldies (1928-2014) é Herodiades, esposa de Antipas; Michael Anderson Jr (filho
do cineasta Michael Anderson), na pele do jovem Jaime; Abraham Sofaer
(1896-1988) que já vivera Paulo de Tarso em Quo
Vadis em 1951, aqui interpreta José de Arimatéia; E Ed Wynn (1886-1966)
vivendo o velho Arão.
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| A Agonia do Cristo |
JOHN WAYNE E O SEU DIÁLOGO PERANTE A CRUZ.
É justamente
na cena da crucificação que John Wayne (1907-1979) faz sua “impiedosa”
aparição. Ele é o centurião romano que supervisiona a crucificação de Cristo
desde o caminho da Via Dolorosa até o Calvário.Parece que
ele não tinha aprendido com sua experiência prévia em Sangue de Bárbaros, realizado em 1956, quando ele cometeu o erro em
fazer o papel de Genghis Khan para depois se arrepender. A visão de Ethan Edwards em empurrar o Príncipe da Paz para seu destino é mais
do que uma promoção para arrecadar na bilheteria e chamar a atenção das
plateias.
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| A Via Dolorosa - Jesus cumprindo seu destino, e atrás, supervisionado pelo centurião romano vivido por quem? |
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| Sim! John Wayne - um marketing para fins divulgação. Uma tentativa em faturar nas bilheterias, e criar o milagre da "arrecadação". Em vão. |
Mas para
mostrar como o bom e velho Duke é um
“sádico com uma alma de ouro”, finalmente estamos dispostos a assistir Wayne em
um de seus inesquecíveis monólogos na tela em The Greatest Story Ever Told, onde ele tem uma única fala e recita
Mateus (Capítulo 27 versículo 54) perante o Cristo crucificado: “Em Verdade, este Homem era mesmo o Filho de
Deus”.
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| Mesmo assim, John Wayne nunca perdeu o humor, onde aqui o vemos conversando com Sidney Poitier num intervalo das filmagens. |
Anos mais
tarde, o crítico John Simon mencionou a recitação inepta de Wayne,
de uma única fala, como prova de que um ator não deve tal agir se não se sente
apto para o papel. Contudo, o “diálogo” de Wayne na obra sacra de Stevens
serviu até mesmo para algumas anedotas em Hollywood. Supõe-se que o cineasta
havia instruído o Duke para repetir
sua fala com um tom de reverência e respeito.
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| John Wayne, numa atuação "inepta" segundo a crítica |
-Não se trata de um simples espetáculo
bíblico ou variante de interpretação do Livro Sagrado, mas de um novo enfoque
de uma antiga história.
Assim
explicou George Stevens sobre A Maior
História de Todos os Tempos. O cineasta e produtor além de se servir do
famoso poeta, escritor, e historiador Carl Sandburg para a elaboração
do roteiro, ele examinou mais de 30 diferentes edições da Bíblia, consultando
líderes religiosos católicos, protestantes, judaicos, e até budistas.
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| Jesus prega para o povo |
Stevens
ainda teve como colaboradores na direção os cineastas David Lean (1908-1991) e
Jean Negulesco (1900-1993) em algumas cenas, mas estes não obtiveram crédito. A
Música também é outro ponto culminante, uma das últimas composições de Alfred
Newman (1901-1970), o mesmo compositor de A
Canção de Bernadette e O Manto
Sagrado, para o cinema.
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| Pilatos (Telly Savalas) se reunindo com os membros do Sinédrio. |
A Maior História de Todos os Tempos foi originalmente lançada com 225
minutos de duração (exibida no Brasil com 10 minutos a menos, a versão hoje a
disposição em DVD), mas a metragem original seria de 260, onde se precisaram
fazer alguns cortes. Em alguns países, foi lançado com 141 minutos, inclusive
na época do Vídeo Home System (VHS), foi esta a duração lançada no mercado de
vídeo.
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| Jesus e seu julgamento perante Pilatos |
Apesar de
toda sua beleza visual e da tentativa de mostrar uma veracidade histórica que
outros filmes sobre “a Paixão” não
haviam mostrado, acabou sendo prejudicado pelo excesso de personagens e pelo
exacerbado perfeccionismo do diretor, e a película não comoveu e nem foi bem sucedida
comercialmente. Este foi o penúltimo trabalho do cineasta George Stevens, que
encerraria sua primorosa filmografia apenas com mais um filme, em 1970, com Jogo de Paixões (The Only Game in Town).
Contudo, a
carreira deste cineasta foi uma das mais prolificas da Sétima Arte, e que não
teve que se envergonhar deste trabalho que sem dúvida foi singelo e bem intencionado, em face das brilhantes obras que soube
previamente conduzir com maestria para as telas, e que hoje são referências cult na cinematografia mundial, e seus
trabalhos na direção são o legado único e perpétuo de um grande cineasta, que fez História.
A MAIOR HISTÓRIA DE TODOS OS TEMPOS
(THE GREATEST STORY EVER
TOLD, 1965)
ANO
DE PRODUÇÃO: 1965.
PAÍS:
ESTADOS UNIDOS
DIREÇÃO:
GEORGE STEVENS
FOTOGRAFIA:
LOYAL GRIGGS E WILLIAM C. MELLOR (EM CORES)
ROTEIRO:
GEORGE STEVENS, JAMES L. BARRETT, E CARL SANDBURG, baseado nos Evangelhos e no
livro homônimo de Furlton Oursler.
TEMPO
DE DURAÇÃO: 199 MINUTOS (LANÇADO
ORIGINALMENTE EM 220 NOS ESTADOS UNIDOS)
DISTRIBUIÇÃO: UNITED ARTIST
ELENCO
MAX
VON SYDOW ______JESUS DE NAZARÉ
CHARLTON
HESTON_____JOÃO BATISTA
CARROLL
BAKER___VERONICA
MICHAEL
ANDERSON JR___JOVEM JAIME
INA
BALIN_________MARTHA DE BETÂNIA
VICTOR
BUONO__________SORAK
RICAHRD
CONTE_________BARRABÁS
JOANNA
DUMHAN_____MARIA MADALENA
JOHN
CONSIDINE – APÓSTOLO JOÃO
JOSÉ
FERRER______HERODES ANTIPAS
VAN
HEFLIN_______BAR ARMAND
MARTIN
LANDAU______CAIFÁS
ANGELA
LANSBURRY_______PRÓCULA
PAT
BOONE__________O ANJO DA RESSURREIÇÃO
JANET
MARGOLIN_________MARIA DE BETÂNIA
DAVID
McCALLUM______JUDAS ISCARIOTES
DOROTHY
McGUIRE____MARIA, MÃE DE JESUS
SAL
MINEO____URIAH
NEREMIAH
PERSOFF____ SUMO SACERDOTE
DONALD PLEASENCE______SATÃ
SIDNEY POITIER_______SIMÃO CIRINEU
CLAUDE RAINS______ REI HERODES
GARY RAYMOND______PEDRO
TELLY
SAVALAS_____ PILATOS
JOSEPH
SCHILDKRAUT_____NICODEMOS
JOHN
WAYNE ___O CENTURIÃO DA CRUCIFICAÇÃO
SHELLEY
WINTERS______A MULHER CURADA
E
ainda
ED WYNN – O VELHO ARÃO
JOHN ABBOTT – ABBEN
RODOLFO
ACOSTA – CAPITÃO DOS LANCEIROS
MICHAEL
ANSARA – COMANDANTE DE HERODES ANTIPAS
ROBERT
BLAKE – SIMÃO SELOTES
JAMIE
FARR – JUDAS TADEU
DAVID HEDISON – FELIPE
MARK LENARD – MAGO BALTHAZAR
ROBERT
LOGGIA – JOSÉ
TOM
REESE – TOMÁS
MARIAN
SELDES – HERODIADES
FRANK
SILVERA – MAGO GASPAR
CYRIL
DELEVANTI – MAGO MELCHIOR
ABRAHAM
SOFAER – JOSÉ DE ARIMATÉIA
HAROLD J. STONE – GENERAL VARUS
MICHAEL TOLAN – LÁZARO
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| Divulgação do lançamento do filme em um jornal carioca, setembro de 1966. |
PRODUÇÃO
E PESQUISA DE PAULO TELLES
As Maiores Trilhas Sonoras da Sétima Arte, e em todos os tempos!
Você somente encontra no
CINE VINTAGE..
Todos os domingos, às 22 horas.
SINTONIZE A WEB RÁDIO VINTAGE:
REPRISE DO PROGRAMA NAS
QUINTAS FEIRAS (22 horas)
SÁBADOS (17 HORAS)




















































