quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Richard Widmark: Sua Vida e Sua Obra.


Richard Widmark (1914-2008) nunca ganhou um prêmio da Academia, mas foi um dos atores mais populares das décadas douradas do cinema americano. Homem discreto e intelectual, foi estudante de direito e professor, e chegou a lecionar antes de iniciar no cinema em 1947 quando já contava com 34 anos, idade considerada fora do padrão para quem começa em Hollywood. 

Sua competência era tanta que chamou logo a atenção das plateias em seu primeiro filme: O Beijo da Morte (Kiss of Death), dirigido por Henry Hathaway em 1947, onde interpretou Tommy Udo,  um psicopata que entre outros feitos do mal, joga uma idosa de cadeira de rodas escada abaixo a risadas, fato este que chamou a atenção do público devido a presença magnética do ator. No Brasil, quando o filme foi lançado, Widmark recebeu aqui o apelido de “risadinha”.

Widmark era um ator eclético que sabia desempenhar tanto vilões como heróis, e se dava muito bem nos trabalhos de nível mais cultural.  O espaço homenageia em celebração de seu centenário ocorrido no fim do ano passado uma das figuras mais importantes do cinema antigo e dos anos dourados de Hollywood:

RICHARD WIDMARK


Ilustração de foto de Widmark aos três anos de idade
Richard Weedt Widmark nasceu a 26 de dezembro de 1914, em Sunrise, Minnesota, com ascendência sueca por parte de pai e escocesa por parte de mãe, crescendo em Princeton, Illinois, para onde sua família se mudou mais tarde. A intenção de Richard era se tornar advogado, e chegou a cursar um  período, mas ao cursar faculdade Lake Forest ele se decidiu pela carreira de ator, rumando após a graduação para Nova York em 1936. Richard começou a frequentar as salas de cinema aos quatro anos de idade na companhia de sua avó.

Richard aos 11 anos
Com sua esposa Jean Hazlewood
A esposa Jean e a filhinha, Anne.
Em Nova York, fez vários cursos de interpretação e passou a trabalhar como rádio ator. Seu primeiro sucesso veio em 1938 com o programa "Aunt Jenny´s Real Life Stories". Quando ainda atuava no rádio, em 1942, Richard Widmark se casou com a escritora Jean Hazlewood, que seria sua consorte por 55 anos, até a morte dela em 1997, e desta união, nasceu à única filha do casal, Anne.  Adquirindo experiência como ator de teatro tendo atuado em cinco peças na Broadway, nenhuma delas de grande sucesso, este fato certamente o ajudaria para sua incursão a Hollywood. Antes havia atuado por seis anos no rádio, emprego garantido por sua voz bonita e segura, ainda que Richard fosse surdo de um ouvido devido a ter sofrido uma perfuração do tímpano. Esse fato o impediu de se incorporar às forças armadas e lutar na II Guerra Mundial. Widmark perdeu um irmão no confronto.


O BEIJO DA MORTE (1947)- A ESTREIA NOTÁVEL



Chegando a Hollywood, Widmark soube que produtores estavam procurando um ator para fazer um gangster num filme para a 20ª Century Fox, o noir O Beijo da Morte (Kiss of Death), de 1947. Chegando aos estúdios de Darryl F. Zanuck, (1902-1979), foi lhe marcado um teste, e aprovado com louvor pelo chefão da 20ª Century Fox. Contudo, o diretor da fita, Henry Hathaway (1898-1985) não gostou muito, mas teve que obedecer as ordens de Zanuck, que queria o novato ator para o papel do alucinado psicopata Tommy Udo. 


Como este papel fosse pouco mais que uma ponta, o contrariado Hathaway aceitou Widmark cuja principal participação era empurrar uma velha senhora paralítica (Mildred Dunnock, 1901-1991) em uma cadeira de rodas escada abaixo, a risadas. Darryl F. Zanuck fez o departamento de publicidade do estúdio imprimir milhares de cartazes com a palavra Wanted com a foto de Widmark, colocando cartazes em todos cinemas que exibiam o filme, e certamente, fez parecer Tommy Udo o mais temível gangster do cinema, sobrepujando até mesmo os criminosos interpretados por James Cagney uma década antes. Quando o filme foi lançado no Brasil, as plateias daqui apelidaram o ator-revelação de “risadinha”.


Victor Mature (1913-1999), o oficial astro do filme, viu o estreante lhe roubar o filme e ainda ser indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante do ano. Raríssimas vezes Hollywood havia presenciado uma carreira ser lançada de forma tão notável como foi a de Richard Widmark.


ATOR CONTRATADO DA FOX

Com Donald Buka em A RUA SEM NOME (1948)
Com Cornel Wilde e Ida Lupino: A TAVERNA DO CAMINHO (1948)
A habilidade de Widmark em transmitir  todas as nuances de perversidade, malícia ou grosseria o levaram a diversos papéis de anti-herói ou vilões, como A Rua Sem Nome (The Street with no Name), ou A Taverna do Caminho (Road House), ambos de 1948 e produzidos pela Fox, que reaproveitou ao máximo o talento de seu recém contratado. A mesma empresa cinematográfica ainda produziu Céu Amarelo (Yellow Sky) em 1949, o primeiro Western de Widmark, que atuou ao lado de Gregory Peck e Anne Baxter.  Geralmente, os astros principais do estúdio de Zanuck eram Peck, Cornel Wilde, e Tyrone Power.

Richard Widmark em CAPITÃES DO MAR (1949)
Com Lionel Barrymore e Dean Stockwell: CAPITÃES DO MAR (1949)
Com Robert Wagner e Dana Andrews: OS HOMENS RÃS (1951)
Foi partir de “Capitães do Mar” (Down the Sea in Ships, de Henry Hathaway, com Lionel Barrymore), de 1949, seu quinto filme, que Widmark passou para a condição de astro principal encabeçando os elencos de Furacão da Vida  (Slattery’s Hurricane, 1949, de Andre De Toth, com Linda Darnell), Sombras do Mal (Night and the City, 1950, de Jules dassin, com Gene Tierney),  Pânico nas Ruas” (Panic in the Streets, 1950, de Elia Kazan, com Jack Palance e Paul Douglas), O Ódio é Cego (No Way Out, 1950, de Joseph L. Mankiewicz, com Sidney Poitier), Até o Último Homem (Halls of Montezuma, 1951, de Lewis Milestone, com Jack Palance), Homens Rãs” (The Frogmen, 1951, de Lloyd Bacon, com Dana Andrews), Montanhas Ardentes (Red Skies of Montana, 1951, de Joseph Newman, com Jeffrey Hunter), Almas Desesperadas” (Don’t Bother to Knock, de Roy Ward Baker, com Marilyn Monroe e Anne Bancroft).

Com Gene Tierney: SOMBRAS DO MAL (1950)
Widmark como Henry Fabian: SOMBRAS DO MAL (1950)
Foi nesta época, inspirando mais simpatia, que Widmark atuou num filme de um importante cineasta, Jules Dassin (1911-2008), em Sombras do Mal, onde oferece uma de suas melhores atuações, na pele de Henry Fabian, um advogado decadente e infeliz, opróbrio que se dedica a trambiques em Londres, a contragosto da namorada Mary (Gene Tierney, 1921-1991). Com obsessão de ficar rico, vem a conhecer um velho lutador de Catch,  o famoso Gregorius (Stanislaus Zbyszko, 1879-1967, verdadeiro lutador profissional), e arma um esquema para engana-lo, contudo ele é perseguido pelo filho do lutador, o gangster  e promotor de lutas Kristo (Herbert Lom, 1917-2012) que descobre o plano de Fabian. 



Quando Gregorius morre após derrotar num combate de luta romana o estrangulador (Mike Marzuki, 1907-1990, que na vida real tinha sido lutador profissional de wrestling), Kristo empreende uma perseguição ao vigarista, que se vê sem saída, sendo morto pouco tempo depois pelo estrangulador. Sombras do Mal foi o primeiro filme de Jules Dassin fora dos Estados Unidos, devido à pressão de Joseph McCarthy quanto a supostos comunistas em Hollywood que este deveria delatar. Dassin decide ir para a Europa de onde não mais retornou.

Com Paul Douglas, em PÂNICO NAS RUAS (1950)
Richard Widmark PÂNICO NAS RUAS (1950)
Widmark ainda procurou os portadores da peste bubônica em Pânico nas Ruas, de Elia Kazan (1909-2003). Considerado um dos melhores filmes da fase inicial do cineasta (que começou em 1941), foi rodado em locações de Nova Orleans, Estados Unidos, e a fita se filia a série de thrillers que a 20ª Century Fox produziu no pós-guerra, em estilo semidocumentário, influenciado pelo neorrealismo italiano. Tudo começa quando o corpo de um homem assassinado é encontrado num rio. O Dr. Clinton Reed (Widmark) descobre que a vítima sofria de peste bubônica altamente contagiosa. Para não provocar pânico, Reed esconde o fato, mas ajuda o Capítão Warren (Paul Douglas, 1907-1959) a realizar o cerco policial no bas-fond da cidade. Quando surge uma pista, um homem é hospitalizado vítima do mesmo mal, e que deve estar ligada a quadrilha que assassinou o homem. 

Paul Douglas e Richard Widmark: PÂNICO NAS RUAS
Jack Palance: PÂNICO NAS RUAS 
No entanto, dois gangsters, um deles o assassino (Jack Palance, 1919-2006), tentam remover o doente do hospital para mata-lo e são caçados por Reed e por Warren numa espetacular perseguição. Um filme que até os dias de hoje continua resistindo ao desgaste do tempo, com seus 93 minutos de impecável rigor cinematográfico, conquistando um Oscar de melhor argumento original de 1950, constituindo um thriller tão moderno hoje como era há 65 anos.

Widmark e Jeffrey Hunter: MONTANHAS ARDENTES (1951)
Com Richard Boone: MONTANHAS ARDENTES (1951)
Em luta com Jeffrey Hunter: MONTANHAS ARDENTES (1951)
Montanhas Ardentes (The Red Skies of Montana), um drama de aventuras estrelado por Widmark no papel de Cliff Mason, um experiente e competente bombeiro do Serviço Florestal, acusado de covardia por um aspirante a bombeiro florestal, Ed Miller (Jeffrey Hunter, 1925-1969), depois que Mason, sem querer, levou seus homens à morte em tentativa de debelar um incêndio nas florestas de Montana, e entre os mortos, estava o pai de Ed.  Os superiores de Cliff o removem para o serviço burocrático de treinamento de recrutas, e Ed ingressa nesta unidade para investigar Cliff, que ao saber da presença do jovem tenta se redimir, quando irrompe outro incêndio, onde Ed em perigo, acaba sendo salvo por Mason.  Direção de Joseph M. Newman (1909-2006).

Em O ANJO DO MAL (1953)
Seduzindo Jean Peters: O ANJO DO MAL (1953)
Com Thelma Ritter: O ANJO DO MAL (1953)
Richard trabalhou duas vezes para Samuel Fuller (1912-1997) – em Anjo do Mal/ Pickup on South Street, (1953)  e Tormenta Sob os Mares/ Hell and High Water (1954)
Em Anjo do Mal, Widmark interpreta Skip McCoy, um batedor de carteiras que furta a bolsa de uma passageira no metrô. Dentre os objetos roubados está um microfilme a ser contrabandeado para o exterior por espiões comunistas, o que era desconhecido da mulher, Candy (Jean Peters, 1926-2000). Os espiões americanos que a seguiam para identificarem os agentes inimigos percebem a ação criminosa, mas não conseguem deter a fuga de Skip. O ladrão depois é localizado com a ajuda da esperta informante da polícia chamada Moe (Thelma Ritter, 1902-1969). Mesmo pressionado pela polícia e pelos agentes, Skip não se importa com "política" é só pensa em enganar todos e chantagear os comunistas para conseguir um bom dinheiro pelo microfilme.

Com Bella Darvi: TORMENTA SOBRE OS MARES (1954)


Em Tormenta Sobre os Mares, Widmark é Adam Jones, comandante de um submarino a quem lhe é confiada uma importante missão pedida pelo professor Montei (Victor Francen, 1888-1977) de comandar um submarino através de águas do norte do pacífico até uma base comunista secreta, evitando que decole de lá um avião munido de bomba atômica para expandir na Coréia ou na Manchuria, provocando nova guerra mundial. Adam conduz no submarino diversos cientistas internacionais, incluindo o próprio Montei e sua filha e assistente, a bela Denise (Bella Darvi, 1928-1972). Trilha de Alfred Newman (1901-1970).



ALMAS DESESPERADAS - FILME COM MARILYN

Em 1952, a carreira de Marilyn Monroe (1926-1962) estava a ponto de decolar.  Mera pretendente ao estrelato, era ela o segundo nome do elenco de Almas Desesperadas (Don't Bother to Knock), e o primeiro, Richard Widmark, que há esta altura já fazia suas pontas de galã, muito embora jamais atingisse tal status em Hollywood. 

Com Marilyn Monroe: ALMAS DESESPERADAS (1952)
Com Anne Bancroft: ALMAS DESESPERADAS (1952)
O destaque deste filme é assistirmos Marilyn num papel diferente, onde interpreta Nell Forbes, uma bela mas psicótica mulher que recentemente saiu de um sanatório. Após conseguir emprego como babá, ela passa a cuidar de Bunny, a filha de um casal de hóspedes. Paralelamente outro hóspede, Jed Towers (interpretado por Widmark), um piloto de linha comercial, está chateado, pois Lyn Leslie (Anne Bancroft, 1931-2005), a cantora do hotel com quem ele namorava, está insatisfeita com a relação. Este filme foi mais um veículo comercial para Marilyn e para a 20ª Century Fox tendo Widmark encabeçando o elenco, dirigido por Roy Ward Baker (1916-2010).



Nos próximos dois anos, Richard Widmark ficaria insatisfeito com o estúdio de Zanuck. Homem sem “papas na língua”, e de temperamento forte, Widmark costumava dizer que um ator devia falar tudo que tem a dizer durante seu trabalho, no palco ou diante das câmaras e depois calar-se, e ele falava abertamente que não estava satisfeito com os filmes que era obrigado a fazer para o estúdio de Zanuck. Tanto era sua sinceridade de expressão que acabou pagando um preço alto por isso, quando o ator resolveu reclamar para o próprio Darryl F. Zanuck sua insatisfação, que este resolveu se vingar de Widmark antes de expirar seu contrato para a empresa, escalando-o como ator coadjuvante em seus dois últimos filmes para a Fox, que foram os westerns Jardim do Pecado (Gardem of Evil), de Henry Hathaway, em 1953, onde era o terceiro nos créditos, atrás de Gary Cooper e de Susan Hayward, e  A Lança Partida (Broken Lance), de Edward Dmytryk, 1954, onde seu nome estava ofuscado pelos de Spencer Tracy, e por dois novos talentos da empresa: Jean Peters e Robert Wagner. Contudo, Widmark ainda ficaria associado ao gênero do faroeste americano.



MAN OF THE WEST
Com Gregory Peck: CÉU AMARELO (1949), seu primeiro Western
Nas próximas duas décadas, Richard Widmark ficaria também associado ao gênero western, interpretando mocinhos, anti heróis, ou vilões. Seu primeiro trabalho no gênero foi dirigido por William A. Wellman (1896-1975), e escrito pelo talentoso Lamar Trotti (1900-1952): Céu Amarelo (Yellow Sky), de 1949, foi extraído do romance de W. R.Burnett, e traça uma alegoria sobre o fracasso da cupidez humana narrada em estilo barroco (fotografia admirável em preto & branco de Joe MacDonald), e exasperante e minuciosa tensão psicológica. 

Richard Widmark: CÉU AMARELO
Anne Baxter: CÉU AMARELO
Depois de assaltar um banco, Stretch (Gregory Peck, 1916-2003), Dude (Widmark), e mais cinco bandoleiros fogem pelo deserto do Vale da Morte, no Arizona, e se refugiam na cidade abandonada de Yellow Sky, onde vive um velho minerador e sua filha Mike (Anne Baxter, 1923-1985). A cobiça por ouro e desejo sexual por Mike provocam conflito entre os fora-da-lei, e a trama progride com uma variação em torno do tema de O Tesouro de Sierra Madre, que John Huston realizou no ano anterior. Foi o primeiro faroeste de Widmark.

Com Gary Cooper: JARDIM DO PECADO (1954)
Com Susan Hayward: JARDIM DO PECADO (1954)
Jardim do Pecado traz novamente Widmark como coadjuvante, em 1954, castigo imposto por Zanuck, mas em contrapartida, o primeiro Western rodado em Cinemascope pela Fox, em produção de Charles Bracket (1892-1969, ex parceiro de Billy Wilder), narrando uma aventura ríspida e retilínea, de acordo com as boas tradições do Far-West. A americana Leah Fuller (Susan Hayward, 1918-1975) contrata num vilarejo mexicano três mercenários – Hooker (Gary Cooper, 1901-1961), Fiske (Widmark) e Luke Daly (Cameron Mitchell, 1918-1994) – para que a escoltem na travessia do território índio, pois ela quer rever o marido John (Hugh Marlowe, 1911-1982), desaparecido numa mina de ouro situada em área que os peles-vermelhas consideram sagrada: O Jardim do Diabo. Leah promete aos mercenários, recompensa em ouro. Acompanhados por um guia mexicano, os quatro conseguem resgatar John, mas enfrentam o cerco dos índios. Widmark não chega a ser um herói e nem vilão, mas acaba dando a vida para salvar Cooper e Hayward na trama. Trilha sonora de Bernard Herrmann (1911-1975). Dirigido por Henry Hathaway (1895-1980).

Com Spencer Tracy e Robert Wagner: A LANÇA PARTIDA (1954)
Com Spencer Tracy: A LANÇA PARTIDA (1954)
A Lança Partida foi mais um western de “castigo” imposto por Zanuck para Widmark, e foi também mais uma das produções da Fox a inaugurar o Cinemascope. Faroeste novelesco rodada em belas paisagens de Santa Cruz Valley, Arizona, estranhamente arrebatou o Oscar de melhor argumento de 1954, quando na verdade o mesmo script, escrito por Philip Yordan (1914-2003) já tinha sido usado em Sangue do meu Sangue (House of Strangers), de Joseph L. Mankiewicz, em 1949. A trama foi reajustada para o Velho Oeste, trazendo Spencer Tracy (1900-1967) no papel do poderoso fazendeiro Matt Devereux, viúvo e pai de quatro filhos, três do primeiro casamento – Ben (Widmark), Mike (Hugh O Brien), e Denny (Earl Holliman) – e o mais novo, Joe (Robert Wagner), de sua atual união com a comanche Señora (Katy Jurado, 1924-2002). Por causa do conflito de terras, Joe cumpre pena injusta e ao deixar a prisão, recorda os conflitos familiares e seu romance com Bárbara (Jean Peters, 1926-2000), e executa vingança contra os irmãos responsáveis pela morte de seu pai, onde culmina num conflito decisivo entre Joe e Ben. Direção de Edward Dmytyk (1908-1999).

Com Donna Reed: PUNIDO PELO PRÓPRIO SANGUE (1956)
Punido pelo Próprio Sangue (Backlash), 1956, traz Widmark pela primeira vez como o protagonista de um western, ou mocinho ou anti-herói, fica a critério de cada um. Dirigido por um especialista, John Sturges (1910-1992). Numa emboscada de apaches morrem cinco pessoas, e uma delas é o pai do herói, Jim Slater (Widmark) que parte no encalço de um branco renegado que foi o responsável pela chacina. Jim parte para a vingança e tenta recuperar 60 mil dólares em ouro roubado. Donna Reed (1923-1985) é Karyl Orton, interesse romântico de Slater, e John McIntire (1907-1991) é o vilão da fita.

Richard como Comanche Todd, no seu melhor trabalho no gênero Western: A ÚLTIMA CARROÇA (1956)

Com Tommy Retig e Felicia Farr: A ÚLTIMA CARROÇA (1956)
A Última Carroça (The Last Wagon), também de 1956, talvez traga o mais heroico personagem feito por Widmark, Comanche Todd, um branco criado pelos índios e que termina se convertendo em herói para salvar alguns dos pioneiros dos peles vermelhas em pé de guerra e assumindo o comando da caravana. Um faroeste de categoria que só mesmo o primor de Delmer Daves (1904-1977) pode conceber. Ação vibrante em belas paisagens e com uma moral: a história de um homem que descobre como, para viver condignamente, deve aprender a sofrer com as adversidades.  Talvez, a maior interpretação de Richard Widmark dentro ou fora do gênero. Felicia Farr é Jenny, a mocinha que acaba conquistando o coração de Comanche Todd.

Com Robert Taylor e Robert Middleton (atrás): DUELO NA CIDADE FANTASMA (1958)

Com Patricia Owens e Bob Taylor: DUELO NA CIDADE FANTASMA (1958)
Pressionando Patricia Owens, com Henry Silva: DUELO NA CIDADE FANTASMA (1958)
Duelo na Cidade Fantasma (The Law and Jake Wade) dirigido por John Sturges, que dirigiu Widmark em Punido pelo próprio Sangue, onde o ator personifica o vilão Clint Hollister, que chantageia o agente da lei Jake Wade (Robert Taylor, 1911-1969), um ex fora da lei que agora leva uma vida pacata com a noiva Peggy (Patricia Owens, 1925-2000). Para saldar uma dívida com Hollister, Wade ajuda-o a fugir de uma cadeia, sem prever que Clint, com seus capangas deseja apurar onde ele escondeu o produto de um roubo. Sequestrados pelo bando, Wade e Peggy são forçados a  penosa marcha a cavalo por território dominado por selvagens comanches até a descoberta de uma cidade fantasma, onde Jake e Clint se defrontarão num conflito decisivo.

Acudindo Frank Gorshin: MINHA VONTADE É A LEI (1959)
Enfrentando Henry Fonda: MINHA VONTADE É A LEI (1959)
Com Dorothy Malone: MINHA VONTADE É A LEI (1959)
Minha Vontade é a Lei (Warlock),  dirigido em 1959 por Edward Dmytyk traz Widmark como um fora da lei regenerado, Johnny Gannon, que se cansa da vida de bandido e de andar com um bando liderados por Abe McQuown (Tom Drake, 1918-1982). O bando promove arruaças em San Pablo e cometem crimes no vilarejo de Warlock em 1881, levando os moradores a contratar um “domador de cidades”, o invicto pistoleiro Clay Blaisdell (Henry Fonda, 1905-1982), que infunde respeito aos desordeiros, sempre trajado de negro e com suas pistolas de coldre dourado, além de acompanhado pelo seu capanga, o aleijado Morgan (Anthony Quinn, 1915-2001). Entretanto, Blaisdell é lúcido e sabe que os que o apoiam agora, mais tarde criticarão seus métodos quando a cidade estiver pacificada, e detendo o Poder, a população desejará sua partida. Não demora e isto vem a acontecer, quando o povoado nomeia Johnny Gannon para xerife, que conhecera Blaisdell em seu tempo de fora da lei. No elenco, as belas Dorothy Malone, interesse romântico de Gannon, e Dolores Michaels (1933-2001), interesse romântico de Blaisdell.


OUTROS TRABALHOS NA DÉCADA DE 1950

Enfrentando Karl Malden: DAI-ME TUA MÃO (1953)
Terminando seu contrato com a 20ª Century Fox, Richard Widmark se tornou free lancer, trabalhando para outros estúdios. Em 1953, foi para o estúdio da Marca do Leão, a Metro, para estrelar Dai-me Tua Mão (Take the High Ground), dirigido por Richard Brooks (1912-1992), onde Widmark interpreta um sargento de linha dura, Thorne Ryan, que treina grupo de soldados rebeldes que deverão participar da Guerra da Coréia, e que não tem tempo de ser "gentil" com seus subordinados. Os métodos de Ryan chocam não somente os soldados, mas até mesmo ao seu amigo e companheiro de farda, o sargento Laverne Holt (Karl Malden, 1912-2009), que de vez em quando se escandaliza com a metodologia do colega, mesmo entendendo que Ryan não terá tempo o suficiente para treina-los, visto a proximidade do combate. 

Com Malden e Elaine Stewart: DAI-ME TUA MÃO (1953)
Com Elaine Stewart: DAI-ME TUA MÃO (1953)
A amizade de Ryan e Holt fica abalada quando surge Julie Mollison (Elaine Stewart, 1930-2011), uma mulher solitária cujo marido esta lutando na Guerra, mas que se envolve com Ryan, homem antissocial que só tem um pensamento na vida: o exército, enquanto Laverne é apaixonado por ela, contudo não é correspondido. A fita de Brooks retrata a vida num quartel americano, onde são mostradas sem disfarces as experiências grotescas e dramáticas a que são submetidos os civis recrutados para a Infantaria dos Estados Unidos.

com May Zetterling: OURO MALDITO (1954)
Em 1955, atuou no britânico Ouro Maldito (A Prize of Gold), para a Colúmbia, dirigido por Mark Robson (1913-1978), uma aventura interessante onde Widmark vive o sargento americano Joe Lawrence,  que encontra um carregamento de ouro dos nazistas em Berlim logo após o fim da II Guerra Mundial, com intuito de salvar o orfanato de uma mulher (Mai Zetterling, 1925-1984) por quem se apaixonou, mas terá que enfrentar o vigarista inglês Brian Hammell (Nigel Patrick, 1912-1981), que Lawrence o contratou para ajudar a carregar o ouro, mas o inglês tem outros planos.

Com Lauren Bacall: PAIXÕES SEM FREIOS (1956)
Paixões sem Freios (The Cobweb), 1956, dirigido por Vincente Minnelli (1903-1986) para a MGM, um drama onde Widmark faz um médico psiquiatra, Dr. Stewart “Mac” McIver, e seus dramas pessoais com a esposa Karen (Gloria Grahame, 1924-1981), bem como os dramas dos pacientes no hospital que ele trabalha, sob direção do Dr. Douglas Devanal (Charles Boyer, 1899-1978), e seu caso extraconjugal com Meg Rinehart (Lauren Bacall, 1924-2014).

Com Jane Greer: DOIS DESTINOS SE ENCONTRAM (1956)
Dois Destinos se Encontram (Run for the Sun), de 1956, dirigido por Roy Boulting (1913-2001), uma aventura que se passa na ilha de pescadores no México, onde uma jornalista (Jane Greer, 1924-2001) e um escritor a la Hemingway (Widmark)  são perseguidos por nazistas.

Como o efeminado Delfim Carlos VII, em SANTA JOANA (1957) 
A carreira de Richard Widmark ia bem, até que em 1957, participou de um dos maiores fracassos da década de 1950, que foi Santa Joana (Saint Joan), direção de Otto Preminger (1905-1986) com Jean Seberg (1938-1979) como Joana D’Arc. Widmark interpretou (de forma efeminada) o papel que foi de Jose Ferrer na versão estrelada por Ingrid Bergman, o Delfim Carlos VII. Com uma linguagem bem teatral para o cinema, o filme não foi sucesso. Desse mesmo ano é o drama Para que os Outros Possam Viver (Time Limit), incursão na direção do amigo Karl Malden, onde Widmark interpreta um militar que investiga um caso de traição.

Com Tina Louise, Lee J. Cobb, e Earl Holliman: ARMADILHA SANGRENTA (1959)
Armadilha Sangrenta (The Trap), de 1959 e dirigido por Norman Panama (1914-2003) traz Widmark no papel de Ralph Anderson, um advogado a contragosto de um sindicato do crime, que vai ao vilarejo de Tula, no deserto da Califórnia, a fim de persuadir seu pai, o xerife local Lloyd Anderson (Carl Benton Reid, 1893-1973) a dar fuga ao chefe da gang, Victor Massonetti (Lee J. Cobb, 1911-1976), que pretende passar de avião a fronteira com México.  Ralph ainda encontra o irmão Tippy (Earl Holliman) e sua cunhada Linda (Tina Louise). O casal vive em crise e Linda se apaixona por Ralph, e isso cria problemas para os planos da fuga, pois Tippy, movido por ciúmes e pela recompensa de 15 mil dólares, almeja capturar Massonetti. O próprio Ralph, pela violência dos gangsters imposta contra seu irmão, é induzido a reagir e tentar entregar o chefe às autoridades da cidade vizinha.

Com Doris Day: O TÚNEL DO AMOR (1959)
O Túnel do Amor (The Tunel of Love, de 1959 tem Gene Kelly (1912-1996) na direção. Widmark faz sua única incursão na comédia ao lado de Doris Day. Eles fazem um casas, Augie (Widmark) e Isolde Poole (Day), que são incapazes de ter um bebê após anos de tentativas. Eles então contratam uma agência de adoção, dirigida por Estelle Novick (Gia Scala, 1934-1972). Através de um mal entendido, ela tem uma  impressão muito ruim de Augie , sendo desfavorável a adoção de uma criança para o casal. Tempos depois, Estelle engravida e Augie acredita que o bebê que ela carrega é seu. No entanto, a agência de adoção procura o casal para desfazer tal confusão, mas Augie esta convencido que Estelle esta grávida dele, e Isolde passa a acreditar, que ameaça deixa-lo. Contudo, todas as confusões são esclarecidas e o filme passa para um final feliz.


O ÁLAMO (1960) – E OS DESENTENDIMENTOS COM JOHN WAYNE

Com John Wayne: O ÁLAMO (1960)
Fora dos sets de filmagem, Widmark era um defensor dos direitos humanos e da preservação de patrimônios históricos em geral, sendo um liberal democrata na política. Mas em 1960, Widmark recebeu um convite de John Wayne para interpretar o lendário Jim Bowie, o aventureiro lutador de facas e inventor da faca Bowie no épico O Álamo (The Alamo), que reconstituiria o episódio da história da luta da independência do Texas, anterior a sua anexação aos Estados Unidos.  Antes, o papel havia sido oferecido pelo Duke a Charlton Heston, que se recusou a trabalhar na ocasião com Wayne e que já havia assumido contrato com Samuel Bronston para filmar na Espanha El-Cid.

Como Jim Bowie, em O ÁLAMO (1960)
Widmark, por profissionalismo, resolveu esquecer seu lado político, mesmo sabendo que o Duke era um radical republicano. Não nutria de grandes amores por Wayne, mas em 1960, Widmark estava sem projetos ou filmes a fazer, por isto aceitou o convite de trabalho, que seria uma superprodução. O encontro com os dois astros de pensamentos políticos diferentes rendeu boas histórias, e uma delas é que quando após a assinatura do contrato, foi publicado um anúncio com a foto do ator que interpretaria Jim Bowie e a frase "Welcome aboard, Dick" (bem-vindo a bordo, Dick).  Ao recepcionar Widmark em Brackettville, Wayne teve que ouvi-lo dizer na frente de todos os presentes: "Diga ao seu pessoal de publicidade que o meu nome é Richard!”, deixando claro que não queria nenhuma intimidade com John Wayne. Chocado, o Duke apenas respondeu: "Eu vou dizer sim, Richard", enfatizando o nome do já declarado inimigo. Entretanto, anos depois, Richard negou este fato, afirmando que todos os colegas o chamavam de Dick e que nunca se incomodou.


Insatisfeito com a dimensão do personagem Jim Bowie, Widmark ameaçou abandonar a produção, sendo também ameaçado de um processo por quebra de contrato por John Wayne. Depois de provocar o Duke inúmeras vezes, certo dia o ator-produtor-diretor de O Álamo disse a Widmark: “Não só vou te enfiar um processo, como também vou quebrar sua cara”. Verdade ou não, tal relato foi confirmado por Pilar Wayne, última esposa do Duke,  em seu livro “My Life with the Duke”.  O que é certo é que, no mesmo dia em que filmou sua última cena, Widmark partiu de Brackettville.


O ÁLAMO teve em seu lançamento a metragem de 199 minutos (nas versões exibidas mais tarde pela TV e em seu lançamento em home Vídeo e DVD, foram reduzidas para 160 minutos de projeção), sendo um superespectáculo que custou 12 milhões de dólares, contando com a colaboração de John Ford (1895-1973) na direção de seu compadre John Wayne, arrebatando um Oscar de melhor som de 1960. 


JULGAMENTO EM NUREMBERG (1961)

Junto a Stanley Kramer e Spencer Tracy em Berlim: JULGAMENTO EM NUREMBERG (1961)
Em 1961, Richard Widmark atuou no filme Caminhos Secretos (The Secret Ways), que ele mesmo dirigiu sem ser creditado, ao lado de Phil Karlson (1908-1985), e tendo como roteirista a esposa do ator, a escritora Jean Hazlewood. Mas o filme a seguir seria um dos mais importantes de sua carreira: Julgamento em  Nuremberg (Judgemente at Nuremberg), rodado em Berlim e dirigido por Stanley Kramer (1913-2001). 

Com Maximilian Schell: JULGAMENTO EM NUREMBERG (1961)
Com Judy Garland e outro ator não identificado: JULGAMENTO EM NUREMBERG (1961)
Com Montgomery Clift: JULGAMENTO EM NUREMBERG (1961)
O drama foi inspirado em peça televisiva realizada em 1959, por Abby Mann, e acabou conquistando o Oscar de melhor ator (Maximilian Schell, 1930-2014, magnífico no papel do advogado de defesa Hans Rolfe, papel este que havia feito também na tele peça) e roteiro de 1961, além do Prêmio Irving Thalberg Memorial para o produtor e diretor Kramer. Um elenco de primeira comandado por Spencer Tracy (1900-1967), magistral na pele do juiz americano Dan Haywood, que preside o segundo julgamento dos criminosos de guerra, que acaba se transformando num processo para apurar as responsabilidades individuais no destino políticos das nações. Widmark como terceiro nome do elenco, no papel do promotor do caso, coronel Ted Lawson. Burt Lancaster (1913-1994) na parte do Dr. Ernst Janning, um dos carrascos nazistas réu do julgamento. Um elenco All-Star onde despontam Marlene Dietrich (1901-1992), Judy Garland (1922-1969), e Montgomery Clift (1920-1966). 

JOHN FORD supervisionando Widmark e elenco: CREPÚSCULO DE UMA RAÇA (1964)

JOHN FORD

Com James Stewart: TERRA BRUTA (1961)
Richard Widmark foi requisitado para duas obras westerns do diretor John Ford (1895-1973), seus dois últimos trabalhos no gênero: Terra Bruta (Two Road Togheters), de 1961, traz de volta o tema explorado pelo cineasta em Rastros de Ódio, em 1956, contudo com outra ênfase dramática, onde James Stewart (1908-1997) como o cínico marshal Guthris McCabe, convocado para ajudar o tenente de cavalaria Jim Gary (vivido por Widmark) a reaver brancos sequestrados pelos comanches. O filme trata da viagem de ida e volta e das consequências sangrentas do retorno dos sequestrados, desenvolvendo-se em cadência suave, compassada, e lírica, num espírito de improvisação e naturalidade do gênio poético fordiano, aqui em um de seus momentos de maior descontração e brilhantismo.

Com Edward G. Robinson: CREPÚSCULO DE UMA RAÇA (1964)
Crepúsculo de uma Raça (Cheyenne Autumn), de 1964, foi o último western de Ford, encabeçando Widmark no elenco no papel do humanitário capitão de cavalaria Thomas Archer, designado  para a missão de conter os índios de sair de sua reserva rumo para o estado do Wyoming, onde sempre estiveram, após quebra de acordo do Governo Americano entrega de suprimentos à tribo indígena Cheyenne.  Um elenco all star todo reunido no último western do diretor, que além de Widmark despontam Carroll Baker (que faria uma cena de nudez se banhando num rio, algo que o puritano Ford considerou, mas depois desistiu), Ricardo Montalban, Sal Mineo, Gilbert Roland, Dolores Del Rio, Edward G. Robinson, (como o Ministro da Defesa que favorece os índios) James Stewart (como Wyatt Earp) e Arthur Kennedy (como Doc Holliday). 

Com Sidney Poitier: O ÓDIO É CEGO (1950)
SIDNEY POITIER, SEU MELHOR AMIGO

O ÓDIO É CEGO (1950)
Richard Widmark  manteve até o fim de sua vida amizade com o ator Sidney Poitier, com quem atuou em três filmes: O Ódio é Cego (No Way Out), em 1950, em que Widmark interpreta um racista.Três anos após sua estreia no cinema, Richard Widmark era um dos grandes astros de Hollywood. Os dois amigos voltariam a atuar juntos na década seguinte em duas produções: Os Legendários Vikings (The Long Ships), de 1964; e O Caso Bedford (The Bedford Incident), em 1965.

Com Linda Darnell e Poitier: O ÓDIO É CEGO (1950)
O Ódio é Cego é um drama onde Poitier estava iniciando sua carreira, sendo o quarto nome no elenco, e a história versa sobre dois irmãos bandidos que foram atingidos por tiros quando roubavam um posto de gasolina e foram levados para a enfermaria do hospital municipal. Um deles, um racista doentio, Ray (Widmark), não aceita o tratamento dado pelo médico negro Dr. Luther Brooks (Poitier). Quando seu irmão John morre, enquanto Dr. Luther tentava salvá-lo, Ray fica convencido de que foi o médico quem o matou e torna-se obcecado pela vingança. Dirigido por Joseph L. Mankiewicz (1909-1993).


Sidney e Richard em OS LEGENDÁRIOS VIKINGS (1964)
Os Legendários Vikings é um épico mitológico rodado na Iuguslávia, onde Widmark interpreta o aventureiro viking Rolfe, filho mais velho do Rei Krok (Oscar Homolka, 1896-1978), que decide promover uma expedição para localizar o lendário Sino de Ouro de St. James, cobiçado também pelo seu inimigo, o príncipe mouro El Manush, vivido por Poitier, que aqui desempenha como o vilão da saga. Dirigido por Jack Cardiff (1914-2009)

O CASO BEDFORD (1965)
O Caso Bedford se trata da história de uma embarcação da marinha americana, cuja uma missão de patrulhamento de rotina, acaba num tenso confronto com um submarino russo. Widmark interpreta Erick Finlander, o comandante maníaco que conduz a sua tensa tripulação até ao limite da exaustão psicológica. Potier é Ben Muncedord, um fotografo da impressa que segue a bordo do Bedford, encarregado de fazer a cobertura de uma missão 'supostamente', com rotina. Mas a obsessão do comandante em trazer o submarino á superficie, com uma tripulação no limite das suas forças, faz aumentar a indignação do fotógrafo vivido por Poitier. Direção de James B. Harris.

Sidney Poitier, Richard Widmark, e Gilda Radner, descontraídos durante as filmagens de HANKY PANKY, UMA DUPLA EM APUROS, que Poitier dirigiu o amigo em 1982.
Somente em 1982 os dois amigos voltariam a trabalhar juntos, desta vez com Sidney na direção e Widmark atuando em Hanky Panky, Uma Dupla em Apuros(Hanky Panky), uma comédia detetivesca dirigida pelo astro negro, e estrelado por Gene Wilder e sua então esposa, Gilda Radner (1946-1989). O inocente Michael Jordon (Wilder) é arrastado para uma teia de segredos do governo, quando uma menina carregando um misterioso pacote entra em um táxi com ele, tudo se complica quando ela é assassinada e Michael se torna considerado o principal suspeito. Contudo, o assassino é Ransom, vivido pelo veterano Widmark, que aqui parece que resgatar seus bons tempos de bad boy ao estilo de seu primeiro filme, O Beijo da Morte, e que vai ao encalço para matar o casal vivido por Wilder e Radner.


Em 2002, durante a premiação da 74ª edição do Oscar, Sidney Poitier recebeu uma homenagem especial da Academia de Artes e Ciências de Hollywood, e fez menção durante a cerimônia ao amigo de longa data Richard Widmark, que muito o incentivou em sua trajetória. A uma das homenagens para Richard Widmark em Roxbury, lugar que adotou para morar a partir dos anos de 1970, compareceu Sidney Poitier, para surpresa do homenageado que disse: “Sidney, você veio de tão longe para cá!” Poitier respondeu: “Por você eu viria mesmo que fosse a pé.”

Widmark em Cinerama: A CONQUISTA DO OESTE (1962)
MAIS WESTERNS
Com George Peppard: A CONQUISTA DO OESTE (1960)
Com William Holden: ALVAREZ KELLY (1966)
Em 1962, Widmark participou da superprodução de três diretores A Conquista do Oeste (How The West Was Won), dirigido por John Ford, Henry Hathaway, e George Sherman (e ainda, Richard Thorpe, mas este não foi creditado), filme este que lançou o Cinerama, então um processo revolucionário de tela, e um elenco de tirar o fôlego onde despontavam Carroll Baker, Debbie Reynolds, Gregory Peck, George Peppard, Karl Malden, Robert Preston, Carolyn Jones, John Wayne, entre outros . A Seguir vieram Terra Bruta (1962), e Crepúsculo de Uma Raça (1964), ambos de John Ford.

Ao lado de dois grandes mitos: Kirk Douglas & Robert Mitchum em DESBRAVANDO O OESTE (1967)
Protegendo Lena Horne em SÓ MATANDO (1969)
Com Frederick Forrest: QUANDO MORREM AS LENDAS (1972)
Alvarez Kelly em 1966, traz Widmark contracenando com William Holden (1918-1981), numa história sobre a Guerra Civil Americana, dirigido por Edward Dmytryk (1908-1999). Desbravando o Oeste (The Way West), 1967é uma saga dirigida por Andrew V. McLaglen (1920-2014) onde traz Widmark atuando com os lendários Kirk Douglas e Robert Mitchum (1917-1997).  Em 1969, Widmark interpreta o marshall Frank Patch, homem da lei dedicado que durante anos cuidou de uma cidade, cujo os habitantes agora querem elimina-lo em Só Matando ou Morte de um Pistoleiro, dirigido por Don Siegel (1912-1991), que aqui usa o pseudônimo de Allen Smith. Em 1972, Richard Widmark, aos 58 anos, estrelou  Quando Morrem as Lendas (When the Legends Die), em que o personagem de Richard ensina truques de rodeio a Frederic Forrest. Não chega a ser um faroeste, mas um drama ambientado no circuito de rodeios no oeste moderno. Direção de Stuart Millar (1929-2006).


OS IMPIEDOSOS – MADIGAN (1968)

OS "IMPIEDOSOS" Richard Widmark e Harry Guardino
Em 1968, surge um dos mais envolventes e ágeis thrillers policiais de todos os tempos, Os Impiedosos (Madigan), dirigido por Don Siegel e co-escrito por Abraham Polonsky (1910–1999), uma das vítimas do macarthismo, e rodado com raro esplendor em exteriores de Nova York, conta a trajetória do detetive Daniel Madigan, vivido por Widmark, que ao lado de seu parceiro, o detetive Rocco Bonaro (Harry Guardino, 1925-1995) tenta prender o marginal Barney Benesh (Steve Ihnat, 1934-1972) para uma inquirição de rotina, sem saber que ele é suspeito de assassinato. 

Widmark e Guardino subjugados por Steve Ihnat: OS IMPIEDOSOS (1968)
Henry Fonda e James Whitmore: OS IMPIEDOSOS (1968)
Richard com Inger Stevens: OS IMPIEDOSOS (1968)
Contudo, os dois policiais são censurados pelo comissário Russell, vivido por Henry Fonda (1905-1982), que dá a eles três dias para capturar o criminoso. Paralelamente, Madigan enfrenta crise com a esposa, Julia (Inger Stevens, 1935-1970). A trama enfoca diversas questões do cotidiano.

O TV GUIDE divulgando a série de TV MADIGAN, que não decolou.
O diretor Siegel teve cenas cortadas ou impostas pela produção, o que não impediu o sucesso de crítica e público, tanto que Richard Widmark voltaria a interpretar o detetive numa série homônima de TV, entre 1972 e 1973, contudo sem o mesmo sucesso do filme original para o cinema, resultando em apenas seis episódios.

Widmark em ASSASSINATO NO EXPRESSO ORIENTE (1974)

A DÉCADA DE 1970

Com Anthony Valentine: UMA FILHA PARA O DIABO (1976)
Com Oliver Reed: A ÚLTIMA CARTADA (1976)
A ÚLTIMA CARTADA, de 1976. Com Oliver Reed.
Quase beirando aos 60 anos, Richard Widmark continuava bem ativo tanto no cinema como na TV, e foi requisitado para atuar em grandes filmes da década de 1970. Assassinato no Expresso oriente (Murder on the Orient Express), 1974, dirigido por Sidney Lumet (1924-2011)  traz  Richard Widmark no papel de um milionário que é morto, e cabe ao fabuloso detetive Hercule Poirot (Albert Finney) investigar este mistério, baseado em Agatha Christie. Em 1976, sua primeira e única incursão ao gênero terror, em Uma Filha para o Diabo (To the Devil a Daughter), de Peter Sykes (1939-2006), ao lado de um mestre deste estilo, Christopher Lee. No mesmo ano, filmou na Europa A Última Cartada (The Self Out), ao lado de Oliver Reed (1938-1999), sob direção de Peter Collinson (1936-1980), um thriller de espionagem. O Último Brilho do Crepúsculo  (Twilight’s Last Gleaming), ficção-política de 1977, dirigido por Robert Aldrich (1918-1983), estrelado pelo veterano Burt Lancaster (1913-1994), contou com  participação de Richard Widmark, como um general que o queria morto.

Com Burt Lancaster: O ÚLTIMO BRILHO DO CREPÚSCULO (1976)
Com Henry Fonda (sentado), Richard Chamberlain, e Morgan Paul: O ENXAME (1978)
Conversando com o diretor James Goldstone, no set de TERROR NA MONTANHA RUSSA (1977)
Em 1977, ainda com o advento (temporário) do cinema catástrofe (que teve seu ápice com os lançamentos de Inferno na Torre e Terremoto), Widmark participou das produções Terror na Montanha Russa (Rollercoaster), de James Goldstone (1931-1999), estrelado por George Seagal, e do catastrófico em sentido ipisis literis O Enxame (The Swarm), em 1978, dirigido pelo especialista do gênero Irwin Allen (1916-1991), que de tanto repetir uma fórmula acabou sendo prejudicado. Nem Widmark, nem Michael Caine, nem Katharine Ross (a musa dos anos 70), ou ainda os veteranos Henry Fonda, Olivia De Haviland, Ben Johnson, e Fred MacMurray, puderam salvar do fracasso comercial.

Como o Dr. Harris em COMA (1978)
Coma , no mesmo ano, foi bem melhor sucedido, tendo a frente Genevieve Bujold e o jovem Michael Douglas (sim, o filho de Kirk) como um casal de médicos que investiga uma série de mortes de pacientes por coma dentro de um famoso hospital dirigido pelo respeitado Dr. Harris, vivido por Richard Widmark. Dirigido por Michael Crichton (1942-2008), baseado em seu próprio livro.

Widmark em A ILHA DOS URSOS (1979)
Um Western para TV, em 1979, Widmark participou de Mr Horn, vivendo o lendário caçador de recompensas Al Sieber, que tem a missão de capturar seu amigo Tom Horn, o personagem título vivido por David Carradine (1936-2009). Dirigido por Jack Starrett (1936–1989). No mesmo ano para o cinema, contracenou com Donald Sutherland e Vannesa Redgrave na aventura A Ilha dos Ursos (Bear Island), dirigido por Don Sharp (1921-2011).


A DÉCADA DE 1980


Os filmes em que Richard Widmark participou no final dos anos de 1970 até o fim da década seguinte, ganhavam algum status com a presença sempre respeitável do astro como coadjuvante. E foi justamente o ar respeitável e autoritário de Richard que lhe possibilitaram personificar oficiais das forças armadas, juiz, senador, secretário de Estado e até presidente dos Estados Unidos nos últimos anos de sua carreira. Falando em política e em presidente dos EUA, Widmark, um genuíno liberal democrata, pouquíssimas vezes falava com a imprensa, não que fosse antipático, mas que gostava de se manter reservado em suas opiniões. Contudo, numa ocasião ele não pôde deixar em se sentir indignado quando o ex-ator  Ronald Reagan (1911-2004) foi eleito Presidente dos Estados Unidos, fato que ocorreu em 1981. Widmark achava Reagan um homem inexpressivo no aspecto cultural. Pessoas como Ronald Reagan e John Wayne jamais poderiam ser seus amigos, visto que na opinião do ator eram pessoas reacionárias e estúpidas.

Com Jane Greer: PAIXÕES VIOLENTAS (1984)
Em 1982, atuou como o Secretário de Defesa Americano em A Invasão dos Cães de Guerra (Who Dares Win), dirigido pelo inglês Ian Sharp. Em 1984, participou ao lado de outra veterana, Jane Greer (1924-2001), e com quem contracenara quase trinta anos antes em Dois Destinos se encontram (1956), em Paixões Violentas (Against All Odds),  estrelado por Jeff Bridges e Rachel Ward, e direção de Taylor Hackford, cujo  maior destaque é a canção interpretada por Phil Collins.

BLACKOUT, de 1985
Nos anos 80, os melhores trabalhos de Widmark, aos 70 anos de idade, se concentravam na televisão. Em 1985, estrelou o ótimo Blackout, feito para TV e dirigido por Douglas Hickox (1929–1988), e estrelado também por Keith Carradine e Kathleen Quinlan, onde Richard interpreta um policial que, mesmo afastado da polícia, investiga um serial killer vivido por Carradine.

Com Willie Nelson e Angie Dickinson: DE VOLTA PARA O OESTE (1986)
Em 1986, ainda na TV, Widmark atuou ao lado do cantor Willie Nelson e da veterana Angie Dickinson - De Volta ao Oeste (Once Upon a Texas Train), dirigido por um dos grandes  especialistas do Western: Burt Kennedy (1922-2001). Widmark, em seu último western, interpreta um capitão do Exército Confederado que vai ao encalço do pistoleiro vivido por Nelson, que tiveram relacionamento com a mesma mulher, vivida por Dickinson. Este telefilme é interessante por trazer, além dos veteranos Richard Widmark e Angie Dickinson, outras celebridades do mundo do Far-West que despontaram em muitos filmes ou séries de TV ao estilo, como Chuck Connors, Stuart Whitman, Jack Elam, Ken Curtis, Dub Taylor, Kevin McCharty, Royal Dano, entre tantos outros.  

Pela última vez malvado em um filme: ASSASSINATO NA LOUISIANA (1987)

Em 1987, Widmark atuou mais uma vez no cinema, no pouco divulgado Assassinato na Louisiana (A Gathering of old Man), do respeitado diretor alemão Volker Schlõndorff, um drama policial de temática racial onde Widmark interpreta um xerife brutal e racista que investiga um misterioso assassinato onde quer encontrar culpados entre os negros que vivem nas plantações da Louisiana. Widmark atuou ao lado dos ótimos Louis Gossett Jr e Holly Hunter, atores premiados com Oscars.


Em 1989 contracenou com Faye Dunaway no telefilme Enigmas da Vida(Cold Sassy Tree), dirigido por Joan Tewkesbury. A última aparição Richard Widmark no cinema foi em A Um Passo do Poder (True Colors), em 1991, dirigido por Herbert Ross e no qual Richard interpreta um senador casado com a igualmente veterana Dina Merrill.


OS ÚLTIMOS ANOS

Richard Widmark se aposentou em 1992, vivendo fora dos holofotes hollywoodianos. Viveu seus últimos anos em Roxbury, em Connecticut, lugar onde já residia desde os anos de 1970. Em 1995, em um especial de TV durante as comemorações dos cem anos do Cinema, alguns experts foram entrevistados e deram sua opinião sobre a debandada dos westerns nos cinemas. Segundo a maioria deles, o gênero teria começado a morrer quando, para inovar, os cineastas passaram a sondar o lado psicológico dos personagens do Oeste Americano, impondo atitudes do século XX ao homem da fronteira do século XIX. O próprio Richard Widmark deu sua declaração: “A TV desgastou o gênero, desgastou praticamente tudo! Tudo se estragou depois da televisão. Ela é o bicho-papão que tornou impossível fazer um filme de faroeste para o cinema”.

A esposa Jean, casados por mais de 50 anos
Com a filha Anne
A esposa do ator, a escritora Jean Hazlewood, morreu a 2 de março de 1997, em consequência do Mal de Alzheimer, aos 80 anos. Foram casados por mais de 50 anos, e desta união, tiveram uma única filha, Anne Heath Widmark. Em 1969, Anne se casou com um astro do futebol americano, Sandy Koufax, de quem se divorciou em 1982. Richard Widmark casou-se novamente em 1999 com Susan Blanchard,  que havia sido uma das esposas de Henry Fonda, uma união de amizade.

Richard Widmark em 2006
Em 2007, Widmark sofreu uma queda, ocasionando uma fratura na vértebra.  No entanto, seis meses depois, a 24 de março de 2008, ele morreu devido às complicações desta queda, aos 93 anos de idade. Richard Widmark deixou seu nome na História da Sétima Arte, e muito embora fosse indicado ao Oscar, a Academia nunca o premiou ou, ao menos, por justiça, de lhe homenagear especialmente pelo conjunto de sua obra. Aliás, é justamente pelo conjunto de sua obra e sua filmografia que mais chama a atenção do amante de cinema, já que ele atuou em grandes clássicos, e deu sua grande contribuição para a arte cinematográfica. 

O Túmulo do ator, num cemitério de Roxbury, Connecticut
Embora não fosse alto e nem tivesse o perfil do galã de sua época, ainda assim Richard Widmark foi um campeão de bilheteria, tendo seus méritos apenas erguidos de sua determinação e talento.  Sem dúvida, Widmark é de uma geração onde o cinema produziu seus heróis: Burt Lancaster, Gregory Peck, Kirk Douglas, Charlton Heston, Robert Mitchum...e o nobre Dick, ou se preferir, Risadinha, não seria exceção.  Sua presença nas telas era marcada pelo seu ar de respeitabilidade, muitas vezes autoritário, com especiais doses para maldade ou heroísmo, dependendo do papel, e tudo isso numa carreira que durou por mais de 40 anos, resultando sempre em trabalhos marcantes. Viva Richard Widmark!


FILMOGRAFIA
LOBBY CARD de O BEIJO DA MORTE (1949)
1947 - Kiss of Death – O Beijo da Morte
1948 - The Street with No Name- Rua sem nome
1948 - Road House-  A Taverna do Caminho
1948 - Yellow Sky – Céu Amarelo

LOBBY CARD de FURACÃO DA VIDA (1949)
1949 - Down to the Sea in Ships- Capitães do Mar
1949 - Slattery's Hurricane- Furacão da Vida
1950 - Night and the City – Sombras do Mal
1950 - Panic in the Streets- Pânico nas Ruas
1950 - No Way Out- O Ódio é Cego

Com Veronica Lake: FURACÃO DA VIDA (1949)
POSTER DE CÉU AMARELO (1949)

1950 - Halls of Montezuma- Até o último Homem
1951 - The Frogmen- Os Homens Rãs
1952 - Red Skies of Montana- Montanhas Ardentes
1952 - Don't Bother to Knock- Almas Desesperadas
1952 - O. Henry's Full House- Páginas da Vida

Poster de OS HOMENS RÃS (1951)

1952 - My Pal Gus-Companheiro Querido
1953 - Destination Gobi- Prisioneiros da Mongólia
1953 - Pickup on South Street- Anjo do Mal
1953Take the High Ground! -Dai-Me Tua Mão

Poster de A LANÇA PARTIDA (1954)
1954 - Hell and High Water- Tormenta Sobre os Mares
1954 - Garden of Evil- Jardim do Pecado
1954 - Broken Lance- A Lança Partida
1955 - A Prize of Gold - Ouro Maldito
Poster de CAPITÃES DO MAR (1949)
1955 - The Cobweb- Paixões sem freios
1956 - Backlash - Punidos Pelo Próprio Sangue
1956 - Run for the Sun – Dois Destinos se encontram
1956 - The Last Wagon - A Última Carroça
1957 - Saint Joan- Santa Joana
1957 - Time Limit - Para Que Os Outros Possam Viver

LOBBY CARD de JARDIM DO PECADO (1954)
1958 - The Law and Jake Wade - Duelo Na Cidade Fantasma
1958 - The Tunnel of Love- O Túnel do Amor
1959 - The Trap- Armadilha Sangrenta
1959 - Warlock - Minha Vontade É a Lei
1960 - The Alamo- O Álamo
1961 - The Secret Ways- Caminhos Secretos
LOBBY CARD de MINHA VONTADE É A LEI (1959)
1961 - Two Rode Together- Terra Bruta
1961 - Judgment at Nuremberg- Julgamento em Nuremberg
1962 - How the West Was Won- A Conquista do Oeste
1964 - The Long Ships- Os Legendários Vikings
1964 - Flight from Ashiya - Sacrifício Sem Glória
1964 - Cheyenne Autumn - O Crepúsculo De Uma Raça
1965 - The Bedford Incident- Caso Bedford
1966 - Alvarez Kelly- Alvarez Kelly
1967 - The Way West- Desbravando o Oeste.

Poster de OS LEGENDÁRIOS VIKINGS (1966)
1968 - Madigan - 'Os Impiedosos
1969 - Death of a Gunfighter- Só Matando
1970 - The Moonshine War - Guerra De Contrabandistas
1972 - When the Legends Die - Quando as Lendas Morrem
1972/1973 – Madigan – Série de TV com 6 episódios.
1974 - Murder on the Orient Express- Assassinato no Expresso Oriente
1976 - To the Devil a Daughter- Uma Filha para o Diabo
1976 - The Sell-Out- A Última Cartada
1977 - Twilight's Last Gleaming- O Último Brilho do Crepúsculo
1977 - The Domino Principle- As Pedras do Dominó
1977 – Rollercoaster- Terror na Montanha Russa
1978 – Coma- Coma
Capa de VHS americano de MR. HORN
1978 - The Swarm- O Enxame
1979 - Bear Island- A Ilha dos Ursos
1982 - National Lampoon Goes to the Movies
1982 - Hank Panky- Uma Dupla em Apuros
1982 - Who Dares Wins- A Invasão dos Cães de Guerra
1984 - Against All Odds – Paixões Violentas
1985- Blackout – (TV)
1986-Once Upon a Texas Train- De volta ao Oeste (TV)
1987- A Gathering of a Old Man - Assassinato na Louisiana
1989- Cold Sassy Tree- Enigmas da Vida (TV)
1991 - True Colors- A Um Passo do Poder

Produção e Pesquisa: 
PAULO TELLES

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