segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Revisitando Rastros de Ódio: Um Western de épicas proporções.


Um destes artistas que jamais utilizam a palavra Arte, e um destes poetas que jamais falam de poesia – assim o grande cineasta francês François Truffaut (1932-1984) se referiu a John Ford (1895-1973).

Recentemente, o Cinemark andou reprisando em suas salas dentro de uma maratona de clássicos que a empresa vem relançando, uma das obras primas deste grande mestre da Sétima Arte. Naturalmente, não temos hoje em dia as telas para as projeções em Vistavision, formato original deste grande espetáculo, contudo, o Cinemark recepcionou muito bem para sua plateia este monumento fordiano, que ocorreu nesta semana de folias, nos dias 14, 15, e 18 de fevereiro último. Rastros de ódio (The Searchers) ainda detém o poder e a majestade de ser um dos maiores clássicos do cinema, ainda sob aplausos de espectadores das mais variadas idades, passados quase 60 anos de seu lançamento. 


John Ford é tido como o Mestre do gênero Western, o verdadeiro pai deste estilo cinematográfico. Um autêntico contador de Histórias vindas de um filho de imigrantes irlandeses. Durão, brigão, turrão, ele nasceu a 1º de fevereiro de 1895 em Cape Elizabeth, Maine, na fazenda de seus pais. Mais tarde, a família se mudaria para Portland, onde Jack (como Ford seria chamado até 1923), passou a infância e a adolescência, e seu verdadeiro nome era Sean Aloysius O’Feeney.


Sean seguiu diretamente dos bancos escolares para Hollywood, onde lidou com problemas de direção desde 1916 (apenas dois anos depois da estreia cinematográfica de outro gênio, Charles Chaplin). Por esta razão que é perfeitamente compreensível a ausência de intelectualismo nas obras do diretor, numa trajetória tão ampla e substanciosa de Westerns, que formam no conjunto, sua contribuição mais rica e monumental. Por esta carência de intelectualismo em seus filmes é que é considerado também como um cineasta direto, prático, e objetivo, simplesmente JOHN FORD.

RASTROS DE ÓDIO, produzido em 1956, apresenta John Wayne (1907-1979) talvez na maior interpretação de sua carreira, digna de um prêmio da Academia (com desempenho superior mesmo ao seu Rooster Coburn, por Bravura Indômita, em 1969, filme que lhe deu sua única estatueta de melhor ator), e onde esbanja uma performance clássica, na pele de Ethan Edwards, Ex-Confederado que se empenha obstinadamente na procura de sua sobrinha, Debbie (Natalie Wood, 1938-1981), raptada pelos comanches. Na fase infantil da personagem, quem a interpreta é Lana Wood, irmã mais nova de Natalie.




Não é de desconhecimento que grande parte da obra de Ford no gênero western teve como cenário o Monument Valley, no Arizona, onde fora rodada toda sua trilogia sobre a Cavalaria Americana (Fort Apache, Legião Invencível, Rio Grande), além de Audazes e Malditos (1960) e Crepúsculo de uma Raça (1964). Com isso, tendo mais uma vez por décor a fascinante e esplendorosa beleza do local, no Estado de Utah, Rastros de ódio conserva os elementos dramáticos do faroeste tradicional, por seu estilo peculiar, épico e lírico, onde o cineasta descreve a odisseia de Ethan e de seu sobrinho adotivo com quem não se dá muito, o meio índio Martin Pawley (Jeffrey Hunter, 1925-1969), na perseguição aos comanches que raptaram a menina Debbie, e isto tudo num relato de tensão ininterrupta e de grandeza plástica e cromática, segundo as palavras do finado crítico Paulo Perdigão – ainda tendo a  fotografia impecável de Winton. C Hoch (1905-1979), originariamente em Vistavision, que se situa entre as mais belas do gênero.

Ethan Edwards (John Wayne) e seu Sobrinho adotivo Martin Pawley (Jeffrey Hunter) - Uma relação conflituosa.
Apenas três anos depois de terminada a Guerra Civil Americana, Ethan Edwards volta ao seu lar no Texas.  Reencontra a mulher por quem ele era apaixonado, Martha Edwards (Dorothy Jordan), casada com seu irmão, Aaron (Walter Coy, 1909-1974), ao passo que foi por este exato motivo que demorou tanto tempo para voltar para casa após o fim da guerra. Solitário, taciturno, fechado, parece mesmo só ter afeto pela cunhada e pela sobrinha mais nova, Debbie (Lana Wood).  Contudo, apesar da aparente tranquilidade e da vida familiar feliz, principalmente com a chegada do tio Ethan, o Texas vive cercado com a ameaça dos índios comanches, que estão roubando e matando o gado dos rancheiros.


Ethan e os demais Searchers partindo para a missão
Para isso, o excêntrico Capitão dos Texas Rangers, o reverendo Samuel Clayton (Ward Bond, brilhante no papel) reúne um grupo de homens e batedores para pega-los. Ethan, que odeia os índios, se surpreende que o menino que havia salvo anos atrás de um ataque indígena, crescera e se tornou um mestiço, o jovem Martin Pawley (Jeffrey Hunter). Ethan, mesmo com sua rudeza, sabe que Martin não tem culpa pelas suas origens, mas mesmo não sendo seu sobrinho de sangue, ele sabe que sua cunhada e seu irmão que o adotaram, o tratam como um filho.

Ethan se despede de sua cunhada Martha (Dorothy Jordan), sob os olhares observadores e suspeitos do Capitão Sam Clayton (Ward Bond). Ethan ama em segredo Martha.
Martin Pawley (Jeffrey Hunter), discípulo de Ethan.
O Capitão dos Texas Rangers e reverendo Samuel Clayton (Ward Bond) e Ethan.

Durante uma jornada da Patrulha do Capitão Clayton na perseguição aos Comanches, onde acompanham Ethan e Martin, a fazenda dos Edwards é invadida pelos Comanches.  Todos são mortos, chacinados, e apenas Debbie é salva, sendo raptada pelo chefe da tribo, Cicatriz/Scar (Henry Brandon), que com os anos, acaba sendo uma de suas Squaw, interpretada por Natalie Wood. É presumível a nefasta e terrível visão que Ethan teve ao ver o corpo da mulher que ama, violentada e morta brutalmente, tão logo chegam ao rancho todo destruído e saqueado.

O Chefe Comanche Cicatriz (Henry Brandon)
CARA A CARA, Ethan desafia Cicatriz: "Não gosto de falar aos ventos"
Ethan e Martin: Uma busca dramática e indômita.
A partir de então, Ethan e Martin buscam no Texas e no Novo México a sobrinha raptada numa caçada implacável e sem fim, indômita marcha que consome anos sem esmorecimento ou desistência, muito embora os dois já saibam que passado tantos anos, a garota já não pertence mais à cultura branca.


Brad (Harry Carey Jr), Martin e Ethan:
Debbie (Natalie Wood): A menina branca raptada agora virou uma comanche.
Mal recebido na época de seu lançamento (e muito mal interpretado por alguns críticos), Rastros de Ódio só veio a ser reconhecido como obra prima quase duas décadas depois, após ser incluso numa lista importante entre os dez melhores filmes de todos os tempos, quase no fim na década de 1970. Talvez pela mensagem aparentemente racista do filme, não veio inicialmente a ter uma boa impressão, mas o cineasta francês Jean -Luc Godard, conhecido por seus trabalhos polêmicos, anárquicos e vanguardistas, assistiu esta obra de John Ford e reconheceu a esplendorosa atuação de John Wayne, que politicamente Godard o odiava, mas acabou se rendendo e se derretendo as lágrimas pela atuação de Duke. Godard  reconheceu, pela “Magia do Cinema”, ser humilde o suficiente para se ajoelhar perante o grande ator John Wayne, mesmo com todas suas diferenças (e até ódio, repete-se!) que sentia profundamente pelo ator, por sua posição reacionariamente política.  



Martin (Jeffrey Hunter) protegendo Debbie (Natalie Wood) do próprio tio Ethan, que odeia os índios.

Ethan odeia os comanches, mas fiel ao mandamento militar de "conheça seu inimigo", se mostra um conhecedor do modo de vida dos nativos. Algumas "lições":

1) Ethan diz que os comanches amarram as montarias a si próprios, quando dormem, evitando que seus inimigos espantem os cavalos.

2) Ethan diz que um comanche em fuga, ao contrário de um homem branco que desmonta quando o cavalo está cansado, continua a cavalgada até escapar ou o cavalo morrer. E depois disso, come o cavalo.

3) Ethan atira nos olhos de cadáveres de índios. Explica que é uma vingança, pois segundo a crendice comanche isso é uma das piores coisas que podem acontecer, pois eles acreditam precisarem dos olhos intactos para se guiarem no "outro mundo".

Laurie (Vera Miles), a namorada de Martin Pawley
Charlie McCory (Ken Curtis) que corteja Laurie perto da mãe dela (Olive Carey)

RASTROS DE ÓDIO foi citado pelo ex-crítico do Time, Jay Cocks, como o “mais admirável filme já produzido na América”, conquistou o prêmio de “melhor Western da década de 1946/1956, que foi atribuído a Western Historical Society, entidade responsável por preservar a cultura do Oeste Americano..


JOHN WAYNE em seu personagem "mais perfeito"
A Redenção de Ethan: Vamos para casa, Debbie
Como não podia deixar de acontecer, velhos colaboradores de Ford participam da aventura, como Ward Bond (1903-1960), este em desempenho fenomenal como o engraçado Capitão dos Texas Rangers Samuel Clayton; além de Bond, Harry Carey Jr (1921-2012) filho do lendário Cowboy do Silent Movie Harry Carey;  também  Ken Curtis (1916-1991), Hank Worden (1901-1992), Dorothy Jordan (1906-1988) e Antonio Moreno (1887-1967) – a chamada Ford’s Stock Company – e um elenco onde figuram ainda Vera Miles (no papel de Laurie Jorgensen, a namorada de Martin) e Henry Brandon (1912-1990), notável vilão do cinema, que desempenha um dos mais famigerados peles vermelhas da história dos Western’s Movies, o Chefe comanche Cicatriz (Scar).

MOMENTO DE DESCONTRAÇÃO, Onde se vê todo o elenco num  Relax durante as filmagens, e entre eles, John Ford, John Wayne, Jeffrey Hunter, Harry Carey Jr, e Ken Curtis
LUZ, CÂMERA, AÇÃO!!!! Mais um clássico do Cinema!
Interessante contar que o script foi redigido por Frank S. Nugent (1909-1966), Ex-Crítico do New York Times (que escreveu o roteiro em plena viagem em alto mar), a partir do romance de Alan Le May (1899-1964), sendo um dos grandes responsáveis pela permanência desta obra que figura como uma das mais expressivas de todos os tempos, um marco do faroeste moderno , seguramente em pé de igualdade com outras obras de Ford , como No Tempo das Diligências, Paixão dos Fortes, e O Homem que Matou o Facínora, criações máximas da grande obra fordiana. A Trilha sonora é de Max “Casablanca” Steiner (1888-1971). Pura e simplesmente, The Searchers é uma obra inesgotável, que perdurará ainda por gerações que aplaudirão de pé em qualquer das reprises nas salas de exibição.


Ficha Técnica:
Título no Brasil: Rastros de Ódio
Título Original: The Searchers
País de Origem: EUA
Gênero: Western
Tempo de Duração: 119 minutos
Ano de Lançamento: 1956
Estúdio/Distribuição:  Warner Brothers
Direção:  John Ford

ELENCO:
JOHN WAYNE – Ethan Edwards
JEFFREY HUNTER – Martin Pawley
WARD BOND – Capitão Samuel Clayton
NATALIE WOOD – Deborah (Debbie)
VERA MILES – Laurie Jorgensen
HENRY BRANDON – Chefe Cicatriz/Scar
HARRY CAREY JR – Brad Jorgensen
DOROTHY JORDAN - Martha Edwards
WALTER COY – Aaron Edwards
HANK WORDEN – Mose Harper
KEN CURTIS – Charlie McCory
JOHN QUALEN – Lars Jorgensen
OLIVE CAREY – Senhora Jorgensen
BEULAH ARCHULLETA – Look
LANA WOOD – Debbie na infância
ANTONIO MORENO – Emilio Gabriel Fernandez y Figueroa

Divulgação de RASTROS DE ÓDIO em jornal carioca na época de seu lançamento no Brasil, 7 de janeiro de 1957
Curiosidades:
Making-of público
- Um dos primeiros filmes a fazer auto-propaganda através de um documentário do making-of que passou na TV. Gig Young apresentou o programa, com Jeffrey Hunter como convidado.

Homenagem à Harry Carey
- O astro do gênero faroeste Harry Carey morreu em 1947. O diretor John Ford incluiu no filme a esposa de Carey, Olive Carey, como a Senhora Jorgensen e também o seu filho, Harry Carey Jr, como um dos filhos, Brad. Essa foi a sua forma de prestar uma homenagem ao ator. Na cena final com John Wayne na porta, Wayne segura o seu cotovelo direito em uma pose que os fãs de Carey reconheceriam como sendo bem específica dele. Wayne depois declarou que ele fez o gesto como uma homenagem à Carey.

Entre irmãs
- Lana Wood interpretou Debbie Edwards pequena, e Natalie Wood, a irmã mais velha de Lana, interpretou Debbie Edwards adolescente.

Um dublê para Worden
- Hank Worden (Mose Harper) estava terminando as filmagens de The Indian fighter e não pode gravar algumas cenas do filme. Na cena em que os Rangers fogem em Monument Valley, "Old Mose Harper" quando está em grupo, é interpretado por outro ator, que se mantém escondendo o rosto. As cenas de Harper sozinho foram feitas depois quando Worden já estava livre de outras ocupações.

Da escola para o set de filmagens

- Natalie Wood ainda era uma estudante do ensino médio quando o filme estava sendo feito, e em diversas ocasiões, tanto John Wayne quanto Jeffrey Hunter tinham que buscá-la na escola, quando a menina estava sendo requerida no set de filmagens. Isso causava uma enorme empolgação nas colegas de classe de Natalie.

Produção e Pesquisa: 
Paulo Telles.

12 comentários:

  1. Belo trabalho, Paulo Telles!

    É uma pena que não pude vê-lo no cinema, já que o Cinemark mais próximo fica a 160 km de minha casa.
    Além de todas as características marcantes deste filme, desde a música de abertura com The Sons of the Pioneers e o personagem Ethan Edwards de Wayne chegando solitário em casa, até o magnífico desfecho em que ele sai da mesma forma com que entrou, a magnífica fotografia de Monument Valley fotografado pela alta fidelidade das lentes VistaVision e o enredo em si, gostaria de expor algumas particularidades minhas com relação a esta obra-prima de John Ford. Este filme ultrapassou as barreiras do cinema e alcançou a música... Em várias cenas o personagem de Wayne repete a frase "That'll Be The Day". O ícone do rock dos anos 50, Buddy Holly (idolatrado pelos Beatles) se inspirou no filme e gravou a música "That'll Be The Day" que, aliás, foi um dos seus maiores sucessos http://www.youtube.com/watch?v=WvJXCNwzBq4 Inclusive os Beatles regravaram essa música quando ainda estavam bem no início http://www.youtube.com/watch?v=ltvM3Kwfc44
    E durante o movimento conhecido como A Invasão Britânica nos anos 60, quando várias bandas inglesas (como Beatles, Rolling Stones, The Animals, The Who, etc...) começaram a dominar o cenário do rock, uma banda de Liverpool resolveu se intitular THE SEARCHERS por causa do filme e suas músicas eram inspiradas nos westerns. O maior sucesso deles foi "Needles And Pins" (que foi regravada, anos depois, pelos Ramones) http://www.youtube.com/watch?v=BXYNHp19xok
    Como podem ver, tenho motivos mais que suficientes para colocar este no topo do meu Top-Ten de filmes favoritos de todos os tempos, não só por se tratar de uma das obras-primas do cinema, mas também pela contribuição, mesmo que indireta, que deu ao rock'n'roll!

    Um abraço!

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    1. Bom dia Thomaz, é muito bom tê-lo conosco no FILMES ANTIGOS CLUB ARTIGOS. Só posso dizer a vc que competentemente complementou minha matéria com estas brilhantes informações a respeito de um dos ápices da Sétima Arte, interligando com outra arte, que é o ROCK. Ignorava por completo a respeito de Buddy Holly (que morreu ainda bem jovem num acidente aéreo, se não estou enganado em 1958 ou 59) ter se inspirado na frase de Ethan Edwards “That'll Be The Day” para gravar uma de suas famosas canções. THE SEARCHERS influenciou várias mídias, e dentro do próprio cinema, ainda inspirou o cineasta Martin Scorsese a dirigir TAXI DRIVER (1976), onde o personagem central vivido por Robert De Niro é uma espécie de Ethan Edwards do Século XX, que odeia gigolôs e o submundo, não dá a mínima para protocolos (como Ethan, que em THE SEARCHERS não se rendeu aos nortistas e doou o sabre para um dos sobrinhos), e como um ser individualista tal como era o personagem de John Wayne, tenta salvar uma menor da idade (Jodie Foster) da prostituição porque ele acredita que isto é o correto fazer. Há outros filmes que também fazem uma reminiscência de THE SEARCHERS, como um dos próprios trabalhos de John Ford, TERRA BRUTA, de 1960, onde a mesma temática é apresentada.

      Obrigado pela participação, Thomaz, abraços do editor

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  2. EDDIE LANCASTER - EM 16 DE OUTUBRO DE 2013

    MAIS UMA GRANDE RETROSPECTIVA DO MESTRE DAS PRADARIAS....
    PARABÉNS!!!!!!!!!!!
    COMO JÁ DISSE TUDO EM OUTRO COMENTÁRIO A RESPEITO DESTE GRANDE WESTERN, NÃO TENHO NADA ACESCENTAR, AO NÃO SER, PARABENIZÁ-LO!!!!!!!!!!!!!!

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    1. Paulo Telles em 16 de outubro de 2013 16:28

      Imagine, Eddie!!! Respondi-lhe o email que me mandou, e achei bem pertinente. Muito obrigado e um nobre abraço!

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    2. Paulo Telles em 16 de outubro de 2013 16:28

      Imagine, Eddie!!! Respondi-lhe o email que me mandou, e achei bem pertinente. Muito obrigado e um nobre abraço!

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  3. Jefferson C. Vendrame em 16 de outubro de 2013 16:59

    Grande Paulo Telles! Que post! Realmente, a altura da obra prima de John Ford. Para mim, Rastros de Ódio é o melhor faroeste de todos os tempos! Wayne, Miles e Hunter estão formidáveis, assim como a excelente trilha de Steiner e a marcante fotografia de Hoch, Não me canso de assisti-lo. Parabéns pela excelente publicação, uma verdadeira aula de cinema!

    Grande Abraço!

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  4. Jefferson C. Vendrame em 16 de outubro de 2013 16:59

    Grande Paulo Telles! Que post! Realmente, a altura da obra prima de John Ford. Para mim, Rastros de Ódio é o melhor faroeste de todos os tempos! Wayne, Miles e Hunter estão formidáveis, assim como a excelente trilha de Steiner e a marcante fotografia de Hoch, Não me canso de assisti-lo. Parabéns pela excelente publicação, uma verdadeira aula de cinema!

    Grande Abraço!

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    1. PAULO TELLES em 16 de outubro de 2013- 16h28m

      Agradeço o comentário, mas a verdadeira aula de cinema, em realidade, é esta fascinante obra deste Mestre que se chama John Ford. Um verdadeiro trabalho de equipe como nunca antes visto até então, e que sem dúvida, é um legado para todos os amantes de cinema em todas suas épocas subsequentes.

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  5. Faroeste em 30 de outubro de 2013 21:42

    Telles,

    Acabo de rever Rastros de Ódio gravado da TV.

    Em paralelo coloquei Sete Homens Sem Destino no DVD, filme da Batjack que o Duke cedeu para Randy Scott desempenha-lo no seu lugar, já que ia entrar na produção do Ford, Rastros de Ódio.

    Vi metade de um e metade do outro e, em seguida, o final de um e logo o final do outro. Queria compará-lo, decifrar se o Wayne teve ou não razões suficientes para ceder o papel para o Randy, dando preferencia ao filme do seu padrinho Ford, já que o filme do Boetticher ( Sete Homens...) é um faroeste com muitas qualidades.

    E a indiscutivel conclusão que cheguei foi que ele fez o acertado, o obvio, o que manda o regulamento, já que Rastros de Ódio é um filme infinitamente superior, em todos os aspectos, ao filme cedido.

    Não é o meu primeiro nem segundo filme de preferencia dentro da filmografia do diretor. Este lugar é cedido para O Homem Que Matou o Facínora e Vinhas da Ira. Duas fitas que, na minha concepção, supera ao grandioso faroeste onde o Duke faz o ex combatente Ethan
    Edwards que busca incessantemente sua sobrinha raptada.

    Além da bonita historia, o filme é premiado por muitos auxiliares paralelos, que o tornaram tão grande aos nossos olhos , como belas cenas fotografadas no M Valley e a musica de Steiner, que desliza pela fita como um conjunto afinado e perfeito, causando-lhe amplamente o impacto que podemos contemplar.

    Independente destes dois aspectos o Ford ganhou ainda um elenco de peso, astros que souberam, com qualidade extrema, dar vida a uma historia que o Ford tinha em mãos a aprontar.

    Rastros de Odio é uma fita do tamanho exato da qualidade das mãos profissionais que o gerou. Mestre que ainda nos premiou com demais obras de igual tamanho ou até de qualidade superior como; Crepusculo de uma Raça, O Homem que Matou o Facinora, a trilogia que fez entre 1948 e 1950, O Céu Mandou Alguém, dentre muitos outros.

    Homenagem perfeita a este Classico dos westerns assim como ao homem que tinha mania de "fazer faroestes".

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Paulo Telles em 8 de abril de 2014 18:25

      O Homem que tinha mania de “fazer faroestes”. Jurandir, nada mal sua colocação sobre John Ford. Ford ficou conhecido como contador de “causos” como aqui chamamos, mas os “causos” de Ford era a própria história dos Estados Unidos segundo sua visão.

      Budd Boetticher (que pretendo em breve traçar seus westerns aqui no blog) era um cineasta esplendoroso que dirigiu ótimos westerns, entre eles SETE HOMEM SEM DESTINO, onde temos até uma das melhores atuações de Randolph Scott, e a jogada de Wayne foi extremamente brilhante (se bem que poderia vestir o personagem feito por Randy e ter uma atuação superior a dele), que preferiu trabalhar para o compadre John Ford e uma nova aliança surtiu efeito nas telas, criando uma das obras primas cinematográficas mais fascinantes de todos os tempos!

      THE SEARCHERS é, contudo, uma fita a ser apreciada sob uma ótica acurada, vista sob todas as análises. Ethan não é um santo, é um ser humano por traz de uma tristeza interior que ele oculta pela couraça de um ex confederado durão (me lembrei do nosso querido amigo Edivaldo, rs), mas que sabe amar também, pois é bem documentada o amor que sente pela cunhada e sua sobrinha Debbie, que poderia ser sua própria filha.

      RASTROS DE ÓDIO é uma história de pessoas humanas antes de qualquer coisa que se fale, e por conta disso, se tornou um verdadeiro clássico das telas.

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    2. Faroeste em 8 de abril de 2014 19:25

      Eia, Menino Telles,

      Sempre se diz, e com toda sabedoria, pois os mais velhos são mesmo grandes sábios: "Antes tarde do que nunca".

      Ótimo que tenha visto meu comentário. O reli agora, pois nem mais me recordava dele, e até que o achei bonzinho.

      Nós que amamos o cinema da forma que amamos, temos de ser francos, imparciais, constantes e retos em nossas opiniões.

      Disse realmente o que vi na tela no momento da comparação. E, como citaste, em Sete Homens Sem Destino o Randy esta em seu momento maior dentro do cinema. Independente deste ser um filme quase perfeito.

      Porém, muito distante do filme do velho contador de "causos".

      Grande abraço amigo, e obrigado pelo elogio, fato que me põe muito garboso vindo de alguém como o bom carioca.

      jurandir_lima@bol.com.br

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  6. Confesso que demorei um pouco a gostar deste clássico, como ele merece. Acho que me frustou um pouco as cenas de ação, mas o resto cobre perfeitamente esta minha frustração. É o western ou pode-se dizer o filme, com a mais deslumbrantes fotografias. Pagaria o ingresso só para ver os cenários!
    Joailton

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