quinta-feira, 27 de março de 2014

Conspiração do Silêncio (1954): De John Sturges, Um Notável Suspense Criminal do Pós-Guerra.


Ao receber o primeiro roteiro de CONSPIRAÇÃO DO SILÊNCIO (Bad day at Black Rock), Spencer Tracy (1900-1967) recusou-se a fazer o filme. Revisto e modificado, o ator aquiesceu e disse: “vamos em frente!”.

De acordo com a biografia do ator, a versão original do roteiro não dizia que o personagem John J. MacReedy tinha apenas um braço. Os produtores queriam que Tracy o interpretasse, e para convencê-lo a interpretar, incluíram esta característica no personagem principal. Os produtores acreditavam que nenhum ator resistiria à tentação de interpretar um herói deficiente físico.

O roteiro original previa que John J. MacReedy conseguia acender fósforos com apenas um braço. Spencer Tracy estava com dificuldades em realizar esta cena e sugeriu ao diretor John Sturges que seu personagem usasse um isqueiro Zippo, alegando que todo veterano de guerra conhecia e possuía um. A sequência de abertura com o trem foi incluída após várias exibições-teste, nas quais o público reagiu mal à abertura original.

DORE SCHARY
Para fechar o negócio, um executivo da MGM entrou em contato com Spencer Tracy pouco antes das filmagens, e disse: "Não se preocupe, Sr. Tracy, uma cópia do roteiro foi enviada para Alan Ladd e ele concordou em fazer o papel". No entanto, numa sexta feira, três dias antes de iniciar as filmagens, em Lone Pine, no deserto de Mojave, EUA, Tracy entrou no escritório de Dore Schary (1905-1980), então chefe dos estúdios da empresa e produtor do filme, e disse: “Dore, tenho más notícias. Melhor arranjar outro para o  papel. Não queria mesmo fazer este filme”. Vale lembrar que, nesta época, Tracy tinha 54 para 55 anos de idade, e vinha atravessando um processo de alcoolismo crônico.



Os dois eram amigos de longa data, e Schary considerou: “Spence, talvez tenha que ser duro com você, cara. E veja bem: Já dispendemos cerca de 300 mil dólares com o filme. E se você se recusar a fazê-lo serei obrigado a mover um processo contra você”. 

DORE, dando conselhos aos astros principais, os brilhantes SPENCER TRACY E ROBERT RYAN
Tracy olhou-o fixamente e perguntou:

-Vc esta brincando?
-Não, não estou – respondeu Schary com veemência.
Tracy voltou a fita-lo longamente e mandou brasa:
-Você fica neste escritório com ar refrigerado no maior bem-bom, enquanto estou me matando de suor naquele inferno que é Lone Pine.
-Mas eu vou suar com você! -replicou Schary
-Okay! Verei você então em Black Rock na segunda feira.

Os dois se encontraram lá e teve início então aquele que seria um dos melhores filmes da safra de 1955, e o último de Spencer Tracy para a Metro-Goldwyn-Mayer após duas décadas de contrato com o estúdio, e no qual teve a oportunidade de nos brindar com um de seus mais vibrantes e notáveis desempenhos, e que lhe valeu sua 5ª indicação para as premiações da Academia. Foi também o último filme que fez sob a orientação direta de Dore Schary. 


Schary havia substituído Louis B. Mayer na chefia da Metro, cujo os estúdios se localizavam em Culver City. Em 1953, contudo intrigas de gabinete começaram a minar as bases do executivo, e em novembro de 1956, Schary foi derrubado do comando.


CONSPIRAÇÃO DO SILÊNCIO foi o primeiro filme do estúdio MGM a ser lançado em Cinemascope. A trama se direciona após dois meses do término da II Guerra Mundial. No vilarejo de Black Rock chega um veterano de guerra, John MacReedy (Spencer Tracy), que tem só um braço. Apesar da sua aparência calma e eremita, e por sua deficiência física, sua presença incomoda cada vez mais os moradores do local, em parte por ser o primeiro visitante em 4 anos (literalmente o trem nunca parava ali) e também por ficar cada vez mais claro que todos estão escondendo algo. Quando ele diz que está procurando Komoko, um japonês, a tensão aumenta e parece que todos do local obedecem a Reno Smith (Robert Ryan, 1909-1973), um latifundiário e o "dono" de Black Rock.



Mais tarde, MacReedy descobre que Komoko foi morto por Reno, que era avesso aos japoneses. Alvo de hostilidades, ameaças e até de uma trama de assassinato, o forasteiro se dá conta de que Black Rock esconde um grande segredo que vem sendo guardado há muito tempo



Reno Smith não esta só e tem seus parceiros de vilania, como o estúpido e boçal Coley Trimble (Ernest Borgnine, 1917-2012), e Hector David (Lee Marvin, 1924-1987), além do borra botas Pete Wirth (John Ericson), empregado do único hotel do vilarejo, e sua irmã Liz Wirth (Anne Francis, 1930-2011), apaixonada por Reno, que não dá a mínima para ela.



Reno finge cortesia para com o recém-chegado, mas MacReedy não é bobo. A investida mais direta contra MacReedy parte por Coley, um brutamontes que tenta de tudo para assustar MacReedy, para que ele desista de procurar seu amigo japonês, e faz de tudo para persuadi-lo. Até que chega o momento que, numa lanchonete de Black Rock, quando o veterano de guerra estava almoçando, Coley mais uma vez provoca-o, como se já não bastasse antes, tentou pô-lo para fora da estrada enquanto dirigia.




O até paciente MacReedy engoliu todos os insultos que podia, e numa nas cenas mais marcantes da fita, o veterano sem um braço aplica alguns golpes de artes marciais sobre o brutamontes, que achava que poderia vencer o aparentemente indefeso MacReedy na força física. O ridículo Coley é levado ao chão, ferido, e enviado sob os cuidados de Doc Velie (Walter Brennan, 1894-1974), um médico que não compactua com os desmandos de Reno e seus comparsas.



Falando em Doc, também tem na cidade um xerife sem pulso de ferro, Tim Horn (Dean Jagger, 1903-1991), cujo posto é apenas um conveniente para que o pequeno vilarejo afirme a presença de um representante da lei, mas na realidade, Tim, um beberrão, é tão manipulado por Reno como todo o resto da pequena cidade.



Após a surra que Coley levou do velho MacReedy, este tenta de todas as maneiras acionar as forças policiais, mas é impedido pela ditadura de Reno, que intercepta qualquer meio de comunicação que o veterano de guerra faça, desde os telégrafos, telefonemas, e até o uso de carros. A muito custo, a verdade vem a tona, graças a persuasão de Macreedy e de Doc sobre o jovem e inseguro Pete, que revela que Komoko foi realmente morto por Reno, por este não conseguir se alistar para lutar contra os japoneses.



Hector, que assumira o posto de xerife no lugar do fraco Tim por escalação de Reno, é dominado e posto a nocaute por Doc e MacReedy, e este vai atrás de Reno, um sujeito sem o menor caráter e escrúpulos, a ponto de assassinar uma de suas aliadas, a não menos bandida Liz, irmã de Pete, que denuncia a presença de MacReedy em seu encalço.




Mesmo sem um braço, o veterano de guerra, sob a mira do rifle de Reno, consegue pegar uma garrafa vazia e enche-la com uma pequena poção de gasolina que ele consegue esvaziar do carro, fazendo assim um coquetel molotov contra o inimigo. É noite, e Reno atira em direção de MacReedy, que joga o recipiente sobre o vilão, que começa a se incendiar e  pedir socorro.



Por fim, a quadrilha toda é dominada e entregue a Tim, encarregado de entregar Reno e os demais (Coley, Hector e Pete) as autoridades. MacReedy não viera apenas para encontrar o amigo japonês, mas também entregar a ele uma medalha que o filho dele, morto em combate, havia ganhado do governo dos Estados Unidos. Com Komoko morto, para quem entregaria esta honra? Resolveu entregar para Doc e a cidade, como uma maneira de representar a paz estabelecida em Black Rock, após 24 horas de um péssimo dia, como diz literalmente o título original do filme.



A fita tem ingredientes bastante interessantes, com uma mistura de história policial, detetivesca, suspense noir, mas alguns elementos do western, muito embora não seja do gênero (há quem defina que seja, mas são pontos de vista),  mas sobretudo um thriller  com ambiente (de fundo social) tendo como cenário o Oeste do Século XX.  A visão de uma América de consciências mortas, numa época em que os Estados Unidos ainda sofria os efeitos do Macarthismo , foi uma das primeiras utilizações criativas do então novo formato de tela Cinemascope.


Ernest Borgnine e Lee Marvin estão impecáveis em seus papéis de vilões, assim como o brilhante Robert Ryan como o mais famigerado deles. Spencer Tracy recebeu mais uma indicação ao Oscar (sua quinta) e o filme também foi indicado ao prêmio na categoria de melhor roteiro. Cinco dos membros do elenco tiveram um total de oito Oscars: Spencer Tracy tinha dois, e Walter Brennan teve três. Lee Marvin, Dean Jagger e Ernest Borgnine tinham uma estatueta cada.

SET de CONSPIRAÇÃO DO SILÊNCIO
A Excelente direção de John Sturges (1910-1992) ajudou a garantir a popularidade desta película, que lhe deu uma indicação ao Oscar de melhor direção por este suspense apreensivo que também aborda o preconceito racial.



FICHA TÉCNICA

CONSPIRAÇÃO DO SILÊNCIO
TÍTULO ORIGINAL: BAD DAY AT BLACK ROCK

GÊNERO: CRIMINAL/SUSPENSE
TEMPO DE DURAÇÃO: 81 MINUTOS
ANO DE LANÇAMENTO (EUA): 1955
DIREÇÃO: JOHN STURGES

ELENCO

SPENCER TRACY (JOHN J. MACREEDY)

ROBERT RYAN (RENO SMITH)
ANNE FRANCIS (LIZ WIRTH)
DEAN JAGGER (XERIFE TIM HORN)
WALTER BRENNAN (DOC T.R. VELIE JR.)
JOHN ERICSON (PETE WIRTH)
ERNEST BORGNINE (COLEY TRIMBLE)
LEE MARVIN (HECTOR DAVID)
RUSSELL COLLINS (SR. HASTINGS)
WALTER SANDE (SAM)


PRODUÇÃO E PESQUISA: PAULO TELLES


sexta-feira, 14 de março de 2014

O Primeiro Festival Internacional de Cinema em São Paulo, 1954.


Era sem dúvida, um momento de glamour que imperava nestes idos tempos da década de 1950. Uma das maiores capitais do nosso país foi cenário de um dos maiores eventos ocorrido pela divulgação da Sétima Arte. Falo do 1º Festival Internacional de Cinema de São Paulo, realizado entre os dias 12 a 26 de fevereiro de 1954, que reuniu uma constelação de astros e estrelas do passado. Sem dúvida, tanto São Paulo quanto o resto do país praticamente parou para recebê-los, e os brasileiros puderam ver de perto seus ídolos pessoalmente, em carne e osso. E isso em plena época de Carnaval.


Em verdade, só faltou mesmo estrelas de maior porte, como Marilyn Monroe, Marlene Dietrich, Gregory Peck, Ingrid Bergman, William Holden, Bob Hope, e os cineastas Billy Wilder e Roberto Rossellini, para consagrarem o festival. Isto deveras foi prometido, graças a uma equivocada divulgação do Playboy Jorge Guinle (1916-2004), que segundo ele, tivera casos amorosos com várias estrelas de cinema e desfrutava livre acesso aos grandes estúdios americanos, contudo ele foi incumbido pela comissão executiva de arrebanhar convidados ilustres por lá. No dia 11 de fevereiro, véspera da estreia do festival, desembarcou em São Paulo com uma lista de confirmações menos “estrelar”, mas não menos significativa.


O Festival, que era o primeiro realizado na Capital, não competia com nenhum outro no mundo, embora não tivesse o mesmo prestígio de  Cannes ou Veneza, mas trouxe de Hollywood, por exemplo, um jovem casal de astros promissores, Jeffrey Hunter (1925-1969), o futuro e mais famoso Cristo do cinema no clássico religioso de Nicholas Ray Rei dos Reis (1961), e sua esposa Barbara Rush (ainda viva), e que eram contratados de Darryl F. Zanuck (1902-1979), o chefão da 20ª Century Fox.


Vieram Errol Flynn (1909-1959), o eterno astro de As aventuras de Robin Hood (1938) que já enfrentava um processo de decadência devido ao álcool;  Fred MacMurray (1907-1991), do clássico noir Pacto de sangue (1944) de Billy Wilder, com sua esposa, a atriz Juve Haver (1926-2005), e Joan Fontaine (1917-2013), a recém falecida estrela de Rebecca, a mulher inesquecível (1940), dirigido por Alfred Hitchcock (1899-1980). De 12 a 27 de fevereiro de 1954, São Paulo parou para vê-los.


Em realidade, tudo começou quando que, durante o Festival de Punta del Este, em 1952, o vice-presidente do estúdio americano RKO, Phil Reismann, sugeriu ao diplomata Vinicius de Moraes (1913-1980) e ao playboy Jorge Guinle que organizassem um evento do gênero no Brasil. Enquanto isso, os responsáveis pelos festejos do IV Centenário de São Paulo (25 de janeiro de 1954) tentavam incluir na programação uma mostra de cinema. Para a comissão organizadora, foram convidados, além de Guinle e Vinicius, os críticos Francisco Luís de Almeida Salles e Paulo Emílio Salles Gomes, entre outros.


A presença de intelectuais com livre trânsito pelas cinematecas do mundo garantiu que a programação não se limitasse às estreias de longas dos 23 países participantes – estas ocorreriam no imponente Cine Marrocos, na Rua Conselheiro Crispiniano, no Centro. Haveria também as Jornadas Nacionais (três ou quatro fitas de um mesmo país por dia, no Cine Arlequim, na Brigadeiro Luís Antonio) e outras séries, como as retrospectivas de três grandes nomes da sétima arte: o brasileiro Alberto Cavalcanti (1897-1982), o francês Abel Gance (1889-1981) e o austríaco Erich von Stroheim (1885-1957). Em meio a filmes menores, foram exibidos futuros clássicos como Os Brutos Também Amam/Shane, de George Stevens (1904-1975), Noites de circo, de Ingmar Bergman (1918-2007), e Os boas-vidas, de Federico Fellini (1920-2003).



Para muitos, o evento só começou mesmo com a chegada, a 19 de fevereiro, dos integrantes da delegação hollywoodiana. O público invadiu a pista em Congonhas para recebê-los. Edward G. Robinson (1893-1973) tirou o chapéu e agitou-o demoradamente. Foi aplaudidíssimo. Enquanto o “gângster” esbanjava simpatia, um antigo herói incorporava o vilão. 


Errol Flynn desembarcou um dia após seus colegas sob os efeitos do álcool. “Nunca estive com ele sóbrio”, lembra a atriz Aurora Duarte, que certa feita precisou segurá-lo para evitar um escorregão quando saíam do Esplanada. Na boate do mesmo hotel, na madrugada de 24 de fevereiro, Flynn tentou quebrar a máquina do fotógrafo Henri Ballot, da revista O Cruzeiro. Os dois saíram à rua para brigar, no que foram impedidos por Jorge Guinle e pela turma do “deixa-disso”. Na noite de 26 de fevereiro, levou uma bofetada ao tentar beijar uma fã em frente ao Marrocos.  Há quem se lembre dele bêbado num coquetel no Clube Harmonia, onde rodopiava na beira da piscina, acabando por cair nela com um copo na mão. 

A ATRIZ VERA NUNES, encantada com a beleza do ator JEFFREY HUNTER
Apesar de não ter passado da primeira edição, o festival foi o precursor de outras realizações do gênero, como a Mostra Internacional. Outra contribuição importante foi a de dois críticos brasileiros persuadiram a organização a custear cópias de todos os filmes que eles selecionaram para as retrospectivas (em vez de apenas tomá-los emprestados das instituições estrangeiras). Terminado o evento, esse material foi doado à Filmoteca do MAM, que daria origem à Cinemateca Brasileira – hoje o maior acervo de imagens em movimento da América Latina, com cerca de 30 mil títulos.Com certeza, um marco histórico não somente na nossa cultura, mas na memória dos cinéfilos dos anos dourados que vivenciaram e guardaram boas recordações.


O PERFIL DE UM FESTIVAL
O Governador de São Paulo, Lucas Nogueira Garcez e sua esposa, na inauguração oficial do Festival de Cinema.



Esfuziante de alegria (antes do roubo),NINON SEVILLA dá o braço ao nosso MAZZAROPI.  A artista chegou até a dançar frevo.



O Desembarque da turma Hollywoodiana a Congonhas, antes da investida em massa da multidão de fãs. 


RHONDA FLEMING, conforme a imprensa na época, foi o tipo de garota 100% que soube cultivar o bom humor em qualquer emergência. Ao chegar a São Paulo, perdeu a sua valise, e com ela, o dinheiro que trouxe. Nem por isso, ela fez cara feia. Por ocasião da entrevista à imprensa concedida pela delegação americana no Trocadero Paulista, ficou calmamente tomando seu chá com toradas. Eram 11h30 da manhã e a artista havia despertado tarde.


ROBIN HOOD FICOU DE SOBREAVISO: Depois de tudo que foi dito dele logo à sua chegada, ERROL FLYNN não ficou muito a vontade, principalmente quando percebia estar sendo "vigiado" pelos fotógrafos, que ambicionavam em pega-lo em algum flagrante. Num baile de sábado de carnaval, "Robin Hood" se comportou da melhor maneira possível, mas não pôde evitar que fosse surprendido com ar tão desconfiado. Ao seu lado, RHONDA FLEMING sorri despreocupadamente.


ERROL FLYNN rompe o assédio das fãs no corredor do hotel, assinando autógrafos e já pronto para um novo pileque.


RUMO AO CAMPO - Houve um dia rural (e também uma noite) na vida dos americanos vindos para o Festival. A fazenda Empyreo, de propriedade de Yolanda Matarazzo, proporcionou uma grande festa caipira às delegações. EDWARD G ROBINSON e o cineasta MERVYN LE ROY (Quo Vadis), seguiram antes para um almoço em Louveira, a convite do Sr José Mesquita.


CIGARROS E CORDIALIDADE INTERNACIONAL: O cocktail-party oferecido pela delegação espanhola as demais delegações presentes ao Festival de Cinema reuniu artistas de várias nacionalidades no "Bambu", em São Paulo. Foi então colhido este registro em que se vê o notável WALTER PIDGEON, que foi um dos artistas mais respeitados e aclamados pelo povo bandeirante dias a fio, acendendo o cigarro da atriz espanhola MARUJA ASQUERINO, sob as vistas do ator brasileiro LUIS TITO.


ANN MILLER, depois de comprar dez pares de sapatos, em confraternização com a estrela espanhola ANNA ESMERALDA.


JUNE HAVER, TONIA CARRERO, e a italiana LEONORA RUFFO, ficaram aparentemente amigas, pelo menos durante o festival.



DUAS GRACIOSAS "BAIANAS", RHONDA FLEMING e ANN MILLER. Miller compareceu ao grande baile carnavalesco do Municipal. Tanto Ann como Rhonda, estiveram para o Festival de Cinema e puderam exibir, em Hollywood, as autênticas "baianas" criadas especialmente para elas pelo figurinista José Ronaldo, e tiveram tanto sucesso durante o carnaval carioca de 1954.


QUE GOSTOSURA! - Assim exclamou NINON SEVILHA, ao saborear o "virado" paulista que serviram no almoço, do Hotel Interlagos, efetuado pela Secretaria do Festival em homenagem às delegações sul e centro-americanas. A atriz cubana parecia refeita do golpe que sofreu com o roubo de suas jóias e fazia mesmo planos para brincar bastante no carnaval. Quis saber onde comprar lança-perfume (seria na farmácia? ela indagou), pois pretendia levar vários tubos desse produto carnavalesco para o México, para ver se a moda pegava por lá.


JÁ ESTARÃO NOIVOS OU TERÃO BRIGADO? A ex noviça JUNE HAVER esteve sempre de mão dada com FRED MAcMURRAY durante o Festival de Cinema, em São Paulo. Ei-los assim, entrando no Cine-Marrocos enquanto lá fora a multidão de fãs os aplaudia com entusiasmo. Tudo indica que a estas horas eles já estavam noivos.


FRED MAcMURRAY quis algumas informações de LOUIS SERRANO sobre o Brasil, antes de embarcar para o Festival.


Da esquerda para direita: ANN MILLER, MERVYN LE ROY, JANE POWELL, MONICA CLAY, e a colunista e correspondente brasileira em Hollywood das revistas CINELÂNDIA e FILMELÂNDIA, ZENAIDE ANDRÉA.


FRED MAcMURRAY e JUNE HAVER tem o idílio interrompido por ZENAIDE ANDRÉA nos jardins do aeroporto


A QUERIDA JOAN FONTAINE, a inesquecível REBECCA, sorri para o fotógrafo, ao chegar a uma das festas realizadas.


Na entrevista coletiva à imprensa, EDWARD G. ROBINSON e JUNE HAVER fazem um comentário muito bem humorado.


JEFFREY HUNTER, pelos anúncios da época, foi o "broto" que empolgou as fãs brasileiras. Na foto, ao lado de ZENAIDE ANDREA, manda um Shake Hands as leitoras da colunista.


ORLANDO VILAR, ALBERTO RUSCHEL, AURORA DUARTE, MARISA PRADO, LIA CORTESE, RUTH DE SOUZA, MAURICIO DE BARROS, e HÉLIO SOUTO, nossa delegação, num Cocktail elegante.


O GALANTE E NOBRE JEFFREY HUNTER é visto aqui passando um prato fartamente reforçado ao marido de RHONDA FLEMING, o Dr. Lew Merryl, por ocasião do Cocktail com que o Jóquei Clube de São Paulo recepcionou astros e estrelas do Festival de Cinema. Ao centro esta a esposa do astro de A Princesa do Nilo e O Marinheiro de Sua Majestade, a fascinante BARBARA RUSH, que foi a co-star de Richard Carlson no filme em 3-D Veio do Espaço, da Universal.


Um flagrante no hall do Cine Marrocos: ZENAIDE ANDRÉA E INALDA DE CARVALHO, entre RICARDO CAMPOS e SALVYANO CAVALCANTI DE PAIVA, da Revista Manchete.



MICHEL SIMON, ao avistar a beleza irresistível de INALDA DE CARVALHO (Miss Cinelândia), não resistiu a tentação de uma beijoca.


JOAN FONTAINE disse a ZENAIDE ANDRÉA que gostaria de permanecer mais tempo no Brasil de Sol e Alegria.


IRENE DUNNE, grande dama da Sétima Arte, revela a ZENAIDE ANDRÉA o prazer em sentir de estar entre nós e de conhecer o Brasil.


Nossa VANJA ORICO, a" Rainha do Circo"

Agradecimentos ao EDIVALDO MARTINS pelo material a mim fornecido, que foi de grande ajuda para divulgação deste trabalho. 

Produção e Pesquisa: PAULO TELLES.