quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Elvis Presley no Cinema. Oito Performances Inesquecíveis do Cantor.


Indelevelmente, que Elvis Aaron Presley (1935-1977) é reconhecido como um dos principais símbolos da cultura internacional do século passado. Na metade dos anos de 1950 até o início da década de 1970, o eterno Rei do Rock protagonizou 33 filmes, em suas grandes maiorias musicais água com açúcar, sempre cercado de belas mulheres e tocando com seu violão ao redor delas - mas que ficou desgastante para o cantor. Contudo, a chegada de Elvis a meca do cinema é cercado de fatos e mitos.  Quando atingiu seu estrelato para o Rock, Elvis teria se manifestado em desejar ser astro de Hollywood. Seus primeiros filmes revelaram, de fato, que ele tinha potencial para se tornar um astro de primeira grandeza.


Ama-me com Ternura, A Mulher que eu Amo, Balada Sangrenta, e O Prisioneiro do Rock, foram estrelados por Elvis antes de ser convocado para o Exército e servir na Alemanha. É bom frisar que existe muita diferença nas qualidades de interpretação entre o Elvis antes de servir ao Tio Sam, e depois, e não somente na atuação do ator e cantor, como também na qualidade das produções, que ao longo de sua filmografia de 33 fitas, ora ou outra decaía.

Todavia, isso não se deve ao desempenho de Elvis, que em realidade, era bom ator e tinha tudo para desenvolver ainda mais seu potencial. Ele tinha pretensão em se tornar um astro de verdade e contracenar com celebridades de sua época, bem como em atuar em superproduções e trabalhar para os mais notórios cineastas de seu tempo. Queria ser dirigido por Nicholas Ray, sonho que nunca se concretizou. Mas parecia que Elvis estava, de um modo ou de outro, fadado principalmente para os musicais, fossem estes dramáticos ou cômicos, onde como ícone deste estilo figuraria ao lado de outros astros cantores, como Frank Sinatra, Dean Martin, Shirley MacLaine, Doris Day, e Carmen Miranda.


Mas aí perguntamos: o que deu errado na carreira cinematográfica de Elvis?

Elvis nunca deixou de ser um Pop-Star mesmo quando ao fim da década de 1960 sua carreira em Hollywood não ia bem (enquanto faço estes filmes, os Beatles estão tomando o meu lugar lá fora – dizia). O problema que o Rei se queixava de duas coisas: de não receber um bom script e também de não receber bons papéis. O que ocorre, em verdade, é que Elvis nunca aprendeu uma lição importantíssima em Hollywood, e bem básica por sinal para todos os artistas que por lá querem seu lugar ao sol: que atores e atrizes simplesmente não “ganham bons papéis”: eles EXIGEM bons papéis.  O que faltou também a Presley foram os conselhos e a orientação de um bom e experiente menager.

Com o tempo, Elvis poderia pegar todos os traquejos e experiências do ramo, mas isso não foi possível, já que não teve um bom empresário que pudesse orientar e o aconselhar, pois a ganância falava mais alto para aquele que deveria cuidar honestamente dos investimentos e interesses do cantor.


ESTE É O “CORONEL” TOM PARKER (1909-1997), o empresário de Elvis. Talvez o empresário musical mais controverso e conhecido nos últimos tempos.

Durante os anos de 1930, o coronel trabalhava com o Royal American Shows, um circo que viajava pelos Estados Unidos e até mesmo o Canadá em um trem particular que continha aproximadamente 70 vagões. Existem algumas divergências do que realmente ele fazia: alguns afirmam que o coronel vendia algodão doce e maçãs carameladas, no entanto, outros afirmam que ele era como um administrador da companhia, um trabalho de muita responsabilidade para alguém que na época tinha vinte e poucos anos. Podemos dizer que a escola de Tom Parker foi o circo, onde aprendeu, de certa forma, a manipular o público.


Antes de Elvis, Tom Paker cuidou da carreira do famoso cantor country americano Eddy Arnold, entre 1944 e 1953. A patente de "Coronel" é um título honorário, que lhe foi concedido por Jimmie Davis, então governador da Louisiana no ano de 1948. Segundo alguns historiadores e fãs de Elvis, o relacionamento dos dois era estritamente profissional e nada além disso, nunca foram íntimos, conversavam na maioria das vezes para falar da carreira artística de Elvis.


Quanto da ida de Elvis ao exército no ano de 1958, a qual teria sido uma ideia de Tom Parker, Elvis nunca foi visitado pelo seu empresário, tudo isso devido a sua controversa identidade. Tom Parker é criticado por alguns fãs por não permitir que Elvis fizesse shows fora dos Estados Unidos, com exceção de cinco shows em 1957 no vizinho Canadá. No entanto, outros afirmam que Parker foi importante na divulgação de Elvis para o mundo, para que assim, todos conhecessem o talento do menino do sul dos EUA que viraria um mito.


Tudo bem: Mas como o “coronel” empresaria seu Menino de Ouro no que tange ao seu trabalho no cinema? Como pegar bons papéis? Haveria bons papéis para Elvis? E se não como conseguir uma colocação para um papel digno de um astro de primeira? Ora, Tom Parker muitas vezes vinha com lances absurdos como contrapropostas, e Elvis deixou em atuar em alguns filmes sensacionais, como ocorreu com o que poderia ser o último filme de Elvis, a terceira versão de Nasce uma Estrela, onde o Rei do Rock atuaria com Barbra Streisand, mas o papel acabou sendo de Kris Kristoferson. O “Fabuloso Coronel” não queria que seu empresariado e protegido ganhasse um faturamento inferior a da verdadeira estrela do filme, Barbra Streisand.



Hal B. Wallis (1899-1986) , produtor de oito de seus filmes na Paramount, queria fazer um western com Elvis e John Wayne (1907-1979) , e pensou em pô-lo como segundo personagem principal em Bravura Indômita, em 1969, o clássico que deu a Wayne seu único Oscar. Advinhem? Novamente o “Coronel” não aceitou, porque o Rei do Rock ganharia menos que o Duke. O papel foi para Glenn Campbell.

O cineasta Robert Wise (1914-2005) pensou em Elvis para protagonizar junto com Natalie Wood no musical Amor Sublíme Amor, em 1961. Com certeza, Parker não aceitou por achar o filme bastante infantil e que além, não ganharia o suficiente.


Indicado para o papel que foi de Ricky Nelson (1940-1985) em Rio Vermelho, clássico do Cineasta Falcão, Howard Hawks (1899-1977), estrelado pelo Duke Wayne e Dean Martin (1917-1995), mas ao tempo em que as filmagens estavam se iniciando, Elvis foi convocado para servir o Exército na Alemanha, e por sugestão de quem? Tom Parker, é claro, que achou que seu protegido tinha que servir para divulgar uma imagem positiva e conservadora no jovem astro do Rock’n Roll como um modelo de ideal para os jovens americanos.


No filme Com Caipira não se Brinca (1964), Elvis interpretou dois papéis, de primos idênticos. Pelo fato de Elvis desempenhar duas partes, Parker achou que os produtores deveriam pagar o dobro para seu cliente, mas eles não foram na onda do “coronel”.

A ELVIS foi oferecido papéis em Lágrimas do Céu (1956, que acabou sendo de Earl Holliman), Acorrentados (1958, que acabou sendo de Tony Curtis), Gata em Teto de Zinco Quente (1958, em papel que acabou sendo de Paul Newman), Doce Pássaro da Juventude (1962, que foi também para Paul Newman), Perdidos na Noite (1969, que foi para John Voight), A Fantástica Fábrica de Chocolate (1971, papel que foi para Gene Wilder), e uma possível participação Nos Tempos da Brilhantina, lançado no ano seguinte de sua morte.


Certamente, as recusas de Elvis nos papéis nunca foi dele própria, mas o “engenhoso” coronel tudo fazia para aconselhar e dizer a seu cliente que papéis ele deveria pegar ou não. Nos anos de 1970, Elvis já ficava cansado de Parker e chegou a pensar em demiti-lo inúmeras vezes, contudo sem problemas e confrontos. Elvis dizia a seus amigos para que dessem o recado ao “coronel”: "Diga a Parker que ele está demitido." Em seguida, seus amigos voltavam com o recado de Parker para Presley: "Diga para Elvis me dizer pessoalmente isso". O cantor nunca o fez.


Seus atores favoritos eram James Dean , John Wayne , Clint Eastwood , Rod Steiger, Steve McQueen e Marlon Brando, embora este não gostasse pessoalmente do cantor. Seus quatro filmes prediletos eram: Juventude Transviada (1955, de Nicholas Ray), Uma Rua Chamada Pecado (1951, de Elia Kazan), Perseguidor Implacável (1971, de Don Siegel) e Bullitt (1968, de Peter Yates).

O último filme que Elvis assistiu no cinema foi 007, o Espião que me amava, estrelado por Roger Moore, em 1977. Na véspera de sua morte (segunda, 15 de agosto de 1977), ele tentou obter uma cópia de Guerra nas Estrelas (1977), para mostrar a sua filha, Lisa Marie, contudo, infelizmente, não houve o tempo.



A INTRODUÇÃO DE ELVIS NO CINEMA

Quando Elvis Presley  estreou no cinema em 1956, os estúdios de Hollywood enfrentavam uma profunda crise financeira, provocada por um vasto conjunto de fatores socioculturais, entre os quais se destacam a perda de espectadores para a televisão e a alienação forçada das suas cadeias de exibição.

A emergência da televisão como fonte privilegiada de entretenimento dos norte-americanos teve como consequência imediata uma alteração dos hábitos de lazer, colocando os estúdios de Hollywood numa maior dependência em relação ao público adolescente.

Este fator levou a que os produtores cinematográficos se vissem obrigados a alterar as suas estratégias de produção e marketing com vista a enfrentarem uma nova realidade de mercado.

É neste contexto que surge uma nova geração de atores, liderada por Marlon Brando e James Dean, mas da qual faziam parte também ídolos de matiné, como Tony Curtis, Robert Wagner, Jeffrey Hunter, Natalie Wood, Tab Hunter, John Saxon e Sandra Dee, e aos quais se juntaram cantores pop-rock bastante populares como Pat Boone, Bobby Darin, Frankie Avalon e Fabian, que protagonizaram dezenas de comédias musicais dirigidas ao publico juvenil.


No começo de 1956, Wallis capturou por acaso uma atuação de Elvis em um dos episódios do programa Stage Show. O efeito eletrizante que Elvis provocou nas mulheres da plateia no estúdio rendeu movimentos mágicos nos olhos aguçados do produtor. Sem perder tempo, ele chamou Coronel Parker na manhã seguinte a fim de realizar um teste de câmera para o jovem cantor controverso.

No dia 1° de abril de 1956, Elvis fez o teste de câmera com o ator especializado Frank Faylen (1905-1985). Eles fizeram uma cena da peça de N. Richard Nash, The Rainmaker (O Homem Que Fazia Chover), que logo em seguida foi transformado em um filme de sucesso, estrelado por Burt Lancaster e Katharine Hepburn, Lágrimas do Céu, onde a parte atuada por Elvis no teste foi desempenhada no filme por Earl Holliman. Embora tenha sido feito no Primeiro de Abril, o teste de câmera de Elvis foi levado muito à sério. Sua presença de cena foi poderosa o suficiente para Wallis propor um contrato para três filmes.


AS OITO PERFORMANCES INESQUECÍVEIS DE ELVIS NO CINEMA.

Sabemos que Elvis realizou outros 25 filmes, sendo que dois em estilo semi-documentário sobre seus shows em Las Vegas e Estados Unidos: Elvis é Assim (1970), e Elvis Triunfal (1973), mas são estes oito aqui mencionados na matéria que ele obteve melhor desempenho e registro de seu verdadeiro talento como ator perante as telas de cinema.



Ama-me com Ternura (Love-me Tender, 1956)




Love Me Tender estreou em Nova Iorque em Novembro de 1956, no Paramount Theater. Um cartaz enorme de Elvis estava colocado na parte da frente do cinema. Nessa altura também foi exibido o filme Montanhas de Fogo,  um western com Tab Hunter e Natalie Wood nos principais papéis. Trinta e cinco polícias e vinte arrumadores adicionais tiveram de ser contratados para a estreia. As filas nas bilheteiras começaram logo às 8 da manhã.




Durante a produção de Love Me Tender, Elvis manteve uma rápida paixão com a estrela Debra Paget, iniciando um longo hábito de flertar com suas parceiras de cena. Neste caso, todavia, seus interesses não foram notados porque Debra não estava interessada. Dois anos mais velha que o cantor, Paget estava dedicando-se a sua carreira na ocasião. Sua mãe, que estava frequentemente no estúdio, tinha grandes planos para Debra, e nenhum deles envolvia Elvis. Mais tarde, em 1963, Debra largou o cinema para se casar com um multimilionário japonês, de quem se divorciou em 1980, e hoje vive em Houston, Texas, rica e fora da mídia. Debra fora casada anteriormente com o diretor Budd Boetticher (1916-2001).




  O enredo trata do destino de uma família de fazendeiros após a Guerra Civil. Elvis interpreta o filho mais novo, Clint Reno, que se casa com a garota (Debra Paget) de seu irmão primogênito, Vance Reno (Richard Egan, 1921-1987). Todos acham que o irmão mais velho havia sido morto na guerra, mas ele retorna inesperadamente. A família é separada pelas consequências do matrimônio e no final, Clint é baleado e morto.



    Originalmente a ser exibido com o título de The Brothers’s Reno (Os Irmãos Reno), foi mudado para Love-me Tender para embalar com o estrondoso sucesso da música que estava entre as primeiras na parada de sucesso. No elenco, James Drury, o futuro astro da série televisiva O Homem de Virginia, fazendo um dos irmãos de Elvis, William Campbel, Bruce Bennett (ex Herman Brix, outrora um dos Tarzans do cinema), e Neville Brand (1920-1992), que entrou para a história da filmografia do Rei do Rock como o vilão que matou Clint Reno.


Os produtores de Love Me Tender se preocuparam com a possibilidade dos fãs de Elvis terem uma reação negativa quanto ao final do filme. Disseram que a mãe de Elvis na vida real, Gladys, ficou chocada com a morte dele no filme. Ninguém sabia se as pessoas se afastariam dos cinemas uma vez que vazara o fato de que o personagem de Elvis morreria em uma das últimas cenas.



Elvis foi chamado de volta no sentido de realizar um outro final para a película. Nessa versão, seu personagem sobrevive. Contudo, o final utilizado realmente na versão definitiva da fita representa um compromisso entre os dois. Clint Reno é morto, mas a face de Elvis é sobreposta em cima da cena final com ele cantando Love Me Tender. Essa versão se identifica com o roteiro original, mas os fãs são deixados com uma imagem mais positiva de seu ídolo. A Direção é de Robert D. Webb (1903-1990).



       A Mulher que eu Amo (Loving You, 1957)

Elvis Presley está mais confortável no papel de Deke Rivers em A mulher que eu amo do que Clint Reno já que o papel foi baseado nas experiências da sua própria carreira. O drama musical começa com Deke - um caminhoneiro com um talento natural para a música - se unindo a uma agente de imprensa Glenda Markle (Lizabeth Scott, ainda vivérrima), na esperança de ser a próxima sensação da música.



Deke começa sua nova carreira abrindo as apresentações de uma banda de country/wester liderada pelo ex-marido de Glenda, Tex Warner (Wendell Corey, 1914-1968) . Logo fica claro que as mulheres da plateia não queriam só ver Deke no palco ou fora dele. Glenda destacou o apelo sensual de Deke com roupas personalizadas e muita publicidade.



Deke se divide entre a atração que ele sente por Glenda e o amor verdadeiro que sente pela cantora da banda, Susan (Dolores Hart, atriz que mais tarde viraria freira. Hoje ela é Madre Superiora de um convento em Connecutt, EUA). Quando Deke descobre que Glenda o estava manipulando pessoal e profissionalmente, ele fica confuso e foge. Um Deke mais esperto e maduro volta bem em tempo de se apresentar na TV em um grande programa, o que serve como uma introdução aos bons tempos.

A atuação de Elvis melhorou muito até o final do papel de Deke Rivers. Em parte porque ele estava mais experiente, mas também porque esse papel foi feito especialmente para o jovem cantor.


OS PAIS DE ELVIS, Gladys e Vernon, durante as filmagens.
O filme mostrava os melhores talentos musicais de Elvis e a história era solta e se baseava na sua própria vida - uma prática que o produtor Hal Wallis continuaria no futuro.

Na época, esta prática era importante para a carreira de Elvis. Como Elvis era uma figura maligna para a imprensa, cheia de controvérsia e rebeldia, as pessoas responsáveis pela sua carreira tentaram remodelar a sua imagem.

Ao contar partes da vida de Elvis de uma maneira familiar em Hollywood, as pessoas mais velhas veriam que o cantor não era tão assustador assim. O filme também registra a primeira briga do Rei do Rock nas telas, algo que ficaria muito caracterizado mais tarde nas fitas do cantor. A Direção é de Hal Kanter (1918–2011).



   Balada Sangrenta (King Creole, 1958)

Geralmente considerado o melhor filme de Elvis(e o seu predileto), Balada Sangrenta se aproveita do talento de vários atores de Hollywood. O produtor Hal Wallis escolheu um dos seus amigos mais próximos, o lendário Michael Curtiz (1886-1962), para dirigir o filme.

Mais conhecido como o diretor de Casablanca e As Aventuras de Robin Hood, Curtiz era um cineasta que sabia lidar com qualquer estilo de filme devido a sua prolífera e gloriosa carreira ao longo de 30 anos.Durante as gravações em New Orleans, eram por causa de curiosos e fãs que Wallis teve que pedir uma segurança mais forte. Toda a cobertura do Hotel Roosevelt foi reservada para o elenco.O simples fato de voltar ao seu quarto no final do dia era difícil para Elvis porque sempre havia uma multidão para vê-lo no saguão do hotel. Para evitar a multidão, Elvis entrava no edifício ao lado, pulava a janela, cruzava o teto e entrava no seu hotel pela saída de incêndio.



Baseado no romance Uma Prece para Danny Fischer, de Harold Robbins (1916-1997), Balada Sangrenta é um drama musical que acontece em New Orleans. Danny (Elvis) não está satisfeito com a situação financeira de pobreza da sua família e culpa seu pai (Dean Jagger, 1903-1991) pelos problemas.


Ele vai até uma boate para ganhar algum dinheiro - um trabalho que coloca o jovem em companhia de alguns personagens desonestos. Um encontro com Ronnie (Carolyn Jones, 1930-1983, famosa mais tarde no papel de Mortícia na televisa série clássica A Família Addams), amante de um gangster local, faz Danny ser expulso da escola. Naquela noite, na boate, Danny encontra Ronnie e o gangster Maxie Fields (Walter Matthau, 1920-2000) que insiste que Danny cante uma música.



O talento natural de Danny chama a atenção do dono da boate, que oferece a ele um emprego. Danny está em dúvida. Ele está dividido entre o amor da mocinha Nellie (Dolores Hart) e sua atração pela fatal Ronnie. Danny também está dividido entre o seu desejo de ser cantor e a tentação de se juntar a uma gangue. Uma discussão violenta com o líder da gangue (Vic Morrow, 1929-1982) deixa Danny seriamente ferido.



Depois que Ronnie cuida dele, Maxie com ciumes a mata a sangue frio. Maxie é baleado por um membro da gangue que Danny conhecia e também caba sendo morto. Danny volta a cantar na King Creole, reconcilia-se com a sua família e com Nellie. Elvis chegou a mais perto de sua grandeza artística nesta obra valiosa de Michael Curtiz.




    O Prisioneiro do Rock (Jailhouse Rock, 1957)

O filme A Mulher que eu amo  tentou apresentar um Elvis sensível e incompreendido, mas em Prisioneiro do Rock a sua figura é de rebelde. O personagem de Elvis - Vince Everett - é egoísta, extremamente agressivo com as mulheres e um pouco ambicioso. Embora Vince mostre uma mudança durante o filme, é o seu comportamento sem regras e suas atitudes que mais são lembradas nesta película.



Em nenhuma outra cena, o seu comportamento agressivo é mais evidente do que quando ele agarra uma garota para beijá-la. "Como você se atreve a pensar que essas táticas baratas funcionam comigo", ela diz empurrando-o. "Não são táticas, querida, é apenas a fera que está dentro de mim" diz ele de um modo provocante que faz qualquer garota suspirar na plateia

Longe de ser grosso ou egoísta Elvis era conhecido por sua generosidade com os amigos, e até com estranhos. Depois de finalizada a fotografia de Prisioneiro do Rock, Elvis decidiu dar a cada membro da equipe um pequeno token como agradecimento.

Cada um dos 250 membros da equipe recebe um envelope escrito "Obrigado a todo o elenco e toda a equipe", e dentro de cada envelope havia uma foto autografada de Elvis e mais uma lembrancinha.




A sensibilidade de Elvis foi exposta a todo o país pouco depois da produção. Elvis ficou arrasado quando a atriz Judy Tyler, sua co-estrela na fita,  e seu marido Gregory Lafayette morreram num acidente de carro, perto de Billy the Kid, Wyoming. Quando soube do acidente, Elvis não se conteve e chorou. Sua reação foi revelada a um repórter que escreveu sobre isso no Memphis Commercial Appeal.


Sua coreografia composta por ele mesmo para a cena em que Elvis tem que dançar e cantar para um show ao vivo pela TV dentro da penitenciária em que ele esteve preso, se tornou antológico, e sem querer, acabou se tornando o 1º vídeoclip da história, na época que ainda não existia sequer esta definição.




Depois de matar acidentalmente um homem numa briga de bar, Vince paga pena na penitenciária do Estado, o que o torna cínico e egoísta, além de ser brutalmente espancado. Quando Vince está na prisão, o ex-cantor country Hunk Houghton (Mickey Shaughnessy, 1920-1985) ensina o jovem a tocar guitarra. Depois de ser solto, Vince lança um novo estilo de cantar. Com a ajuda da divulgadora de discos, Peggy Van Alden (Judy Tyler, 1932-1957), ele estoura na indústria de entretenimento.




Mais tarde, Hunk se junta a Vince e o ambicioso cantor chega ao sucesso. Infelizmente, Vince deixa Peggy para trás, apesar do amor que ela sente por ele. Tentando dar uma lição no jovem arrogante, Hunk fere Vince na garganta e machuca suas cordas vocais. Surge um arrependido Vince, que se dá conta do seu amor por Peggy, e sua voz é milagrosamente recuperada. Direção do veterano Richard Thorpe (1896-1991), que dirigiu os primeiros filmes de Tarzan com Johnny Weissmuller e outros inúmeros clássicos.



 Estrela de Fogo (Flaming Star, 1960)

Considerado talvez a melhor interpretação de Elvis Presley segundo alguns críticos (não podemos esquecer também em Balada Sangrenta), o papel de Pacer Burton, um jovem mestiço hostilizado pelos brancos, foi inicialmente planejado para Marlon Brando, e que acabou nas mãos do Rei do Rock.



Elvis Presley fez um dos seus poucos papéis dramáticos. Um western com excelente elenco de apoio de alguns dos mais notáveis atores de Hollywood conta a história da intolerância racial contra os nativos norte-americanos no Velho Oeste.



Sua interpretação é muito simplista do que realmente aparece em termos de roteiro para um western. Em 1958, a 20ª Century-Fox comprou os direitos do último livro de Clair Huffaker (1926-1990) que ainda não estava completo. Com o título inicial de The Brothers of Broken Lance, a história enfocaria dois personagens em vez de um.



Os papéis foram oferecidos para Marlon Brando (Pacer) e Frank Sinatra (como Clint Burton, papel que acabou nas mãos de Steve Forrest, que se tornaria famoso pela série de TV Swatt como o destemido Tenente Dan 'Hondo' Harrelson. O ator morreu em maio deste ano) e eles aceitaram fazer os irmãos Burton. Mais tarde, as negociações não deram certo e os dois deixaram de lado os papéis.




Pacer, filho de pai branco e mãe Kiowa, vivia em paz com a sua mistura racial até que os membros da nação de Kiowa massacram as redondezas de Burtons. A lealdade de Pacer se divide entre o mundo civilizado dos brancos e a liberdade dos Kiowas.Quando os brancos assassinam sua mãe (Dolores Del Rio, 1904-1983), Pacer se une aos Kiowas. Mas o jovem confuso não fica em paz na tribo, principalmente depois que mataram seu pai (John McIntire, 1904-1983) e ferindo gravemente seu irmão (Steve Forrest, 1925-2013).



Pacer abandona os Kiowas para resgatar o seu irmão e mandá-lo de volta à cidade, e se prepara para combater os índios. Na manhã seguinte, ferido Pacer volta para se despedir de seu irmão porque ele viu a estrela flamejante da morte e sabe que deve ir para as montanhas onde enfrentará seu destino final.



No elenco ainda despontam Barbara Eden (Jeannie é um Gênio), que faz Roslin Pierce, que faz o interesse amoroso do herói, neste western Classe A escrito por Nunnaly Johnson (1897-1977). Foi o segundo trabalho de Elvis como ator após seu serviço militar na Alemanha (o primeiro, Saudades de um Pracinha, no mesmo ano, fita esta que o cantor não gostou). A Direção é de Don Siegel (1912-1991).



Coração Rebelde (Wild in the Country, 1961)*

O papel de Glenn Tyler em Coração Rebelde representou o último papel sério de sua carreira, dirigido por um competente diretor, Philip Dunne (1908-1992) . A história começa com Glenn, um rapaz pobre do sul que acaba de sair do reformatório. O centro do personagem de Glenn é que o triste e misterioso rapaz está numa dúvida em sua vida, e ele deve escolher o caminho mais adequado para ele. As suas escolhas estão representadas em três mulheres. A sensual Noreen (Tuesday Weld), sua prima, que quer que ele não mude. Ela oferece paixão e bons momentos, mas a liberalidade da relação não mostra muito futuro.



Irene Sperry (Hope Lange, 1931-2003), a psiquiatra indicada para o caso de Glenn, que reconhece o seu talento nato de ser um grande escritor. Ela o encoraja a ir à escola, mas causa escândalo entre seus colegas e amigos quando se apaixona por ele.



E, por fim, sua namorada de infância Betty Lee (MIllie Perkins), que pensa mais no futuro de Glenn do que no seu, tenta convencê-lo a deixar a cidade e estudar. Ela está preparada para perdê-lo para que ele tenha uma educação e um futuro seguro. Glenn segue o conselho de Betty Lee e pede que ela espere por ele.

*Nota do Editor – Lançado nos cinemas brasileiros sob o título de CORAÇÃO REBELDE, foi exibido nas TVS brasileiras como A HERANÇA DE UM FORÇADO, já que este título nacional, em verdade, é de um outro filme americano lançado nos nossos cinemas, cujo título original é The Way To the Gold, de 1957, dirigido por Robert D. Webb, e estrelado por Jeffrey Hunter e Sheree North.




Talhado para Campeão (Kid Galahad, 1962)

Para o papel do boxeador Walter Gulick, Elvis começou a treinar duro antes de começar a gravar. Ele se preparou para as cenas de luta como um profissional. Ele fez exercícios, seguiu uma dieta rígida de proteínas, treinou socos, passou horas com profissionais e perdeu uns 5 kg nesse período.



TALHADO PARA CAMPEÃO, versão de 1937.
Elvis treinou com Mushy Callahan, campeão de peso médio de 1926 a 1930. Callahan andou mostrando suas habilidades por Hollywood por algum tempo, treinando os atores Kirk Douglas e Errol Flynn e outros em filmes de boxe. Callahan sabia como treinar um ator, assim as habilidades do boxe cairiam bem no personagem. O treinador elogiou as habilidades atléticas naturais de Elvis - pelo menos, na promoção do filme. "Ele tem um bom físico e a coordenação é excelente", disse o profissional em uma entrevista. "Ele nunca tinha lutado boxe, mas pegou rápido por causa das aulas de Karatê". Remake de 1937 com o mesmo título, com Edward G. Robinson, Bette Davis, e Humphrey Bogart, Talhado para Campeão apresenta Elvis em uma de suas melhores performances cênicas.




Mesmo não sendo um grande boxeador, Walter tem um gancho de direita poderoso e pode dar vários golpes. Willy Grogan (Gig Young, 1913-1978) é um apostador, dono do local de treinamento onde Walter treina com outros boxeadores, e sob supervisão do ex lutador Lew Niack (Charles Bronson, 1920-2003), que abandonou os ringues após um acidente que lhe deixou coxo.


Willy decide treinar Walter para ser um lutador profissional pensando em ganhar dinheiro para pagar suas dívidas de apostas ao gangster Otto Danzig (David Lewis, 1916-2000). A relação de Will com Walter muda quando ele se apaixona pela irmã de Willy, Rose (Joan Blackman - que já trabalhou com Elvis em Feitiço Havaiano) que não quer que Rose se envolva com Walter, então ele deixa Walter ser vencido na sua próxima luta.



Pouco antes da grande luta, Willy descobre que comprometeu sua integridade moral. Ele e Walter se livram de Danzig e seus negócios e Walter ganha a luta.  Dirigido por outro grande diretor, Phil Karlson (1908-1985).



     Amor a Toda Velocidade (Viva Las Vegas, 1964)

Considerado um dos verdadeiros clássicos da filmografia do Rei do Rock, se tornando um dos maiores êxitos comerciais de sua carreira em Hollywood, Elvis finalmente encontrou uma parceira que cantava e dançava tão bem quanto ele. Afinal, este musical se torna cult graças a um mestre dos antigos musicais da Metro, George Sidney (1916-2002), que também dirigiu filmes de aventuras como Os Três Mosqueteiros (1948, com Gene Kelly) e Scaramouche (1952, com Stewart Granger), para o mesmo estúdio.



Como Rusty Martin, a dinâmica Ann-Margret complementou perfeitamente o personagem de Elvis, Lucky Jackson. Lucky, um corredor cujo carro precisa desesperadamente de um novo motor, chega a Las Vegas para o Grand Prix. Ele e seu companheiro Conde Elmo Mancini (Cesare Danova, 1926-1992) são rivais na pista e fora dela, competindo pelo amor de Rusty.

Ela trabalha no mesmo hotel que Lucky, que durante o filme está tentando conseguir dinheiro para arrumar o seu carro. Rusty reluta em se envolver seriamente com Lucky por causa dos perigos da sua profissão.

Por fim, ela muda de ideia e ajuda-o nos últimos esforços dele para terminar os reparos. Lucky faz o melhor, ganha a corrida, e os dois se casam.

Elvis não estava restrito a trabalhar somente para Hal Wallis e a Paramount, desde que assinaram um contrato sem exclusividade.



O cantor também trabalhou para outros produtores em outros estúdios, como MGM, United Artists e Allied Artists. Interessante que os produtores desses outros estúdios costumavam seguir a fórmula de comédia musical desenvolvida por Wallis para Elvis e às vezes, até as melhorava.

Embora Viva Las Vega. siga a fórmula familiar do Rei, a inclusão da dinâmica Ann-Margret o fez melhor que os outros. Rodado todo em Las Vegas, o filme usou muito bem as locações dos hotéis Flamingo e Tropicana e as pistas em Henderson, Nevada.

Viva Las Vegas talvez seja a melhor lembrança do romance entre Elvis e Ann-Margret. O romance foi estampado na primeira página dos jornais depois que os dois foram vistos juntos em restaurantes e boates da região.



A publicidade em volta do romance era tudo o que os produtores do filme queriam. Até o jornal da cidade de Elvis, o Memphis Press-Scimitar, contou histórias com manchetes sensacionalistas como "Parece um romance para Elvis e Ann-Margret" e "Elvis ganha o amor de Ann-Margret".

Ironicamente, Elvis não tinha gostado, no começo, de fazer par com Ann-Margret, embora ele soubesse que ela era conhecida como "Elvis Presley de saias"; supostamente, alguém da equipe de produção a encontrou durante o início da filmagem e ficou fascinado pelo seu charme e pela sua beleza.



Este membro da equipe ajudou na iluminação de Viva Las Vegas e parecia favorecer Ann-Margaret com os melhores ângulos de luz e câmera.

Quando Elvis reclamou com o Coronel, os poderosos resolveram o caso e o funcionário foi muito criticado. Finalmente, Elvis se deu conta de que não era culpa de Ann-Margret e os dois acabaram se aproximando bastante.


A química óbvia entre eles ajudou muito a atuação dos dois na tela. Eles geraram uma eletricidade durante os números musicais raramente alcançados nos últimos filmes de Elvis.



Ann-Margret tinha muitas coisas em comum com Elvis, inclusive as pressões de uma carreira do show business. Os dois tinham atividades parecidas, como andar de moto e ela se deu muito bem com os amigos-guarda-costas de Elvis. Eles a chamavam de Rusty Ammo, ou Ann-Margrock..

O romance entre as duas estrelas não sobreviveu à produção do filme. Dizem que eles terminaram, quando Elvis declarou à imprensa que estava noivo de Priscilla Beaulieu . Embora a relação não tenha durado muito, Elvis e Ann-Margret ficaram amigos até a morte do cantor, em 16 de agosto de 1977, aos 42 anos de idade.

Elvis se casou com Priscilla Beaulieu e Ann-Margret casou com o ator Roger Smith. De acordo com Ann-Margret, Elvis enviava flores em forma de guitarra na noite de abertura de cada um dos seus compromissos em Las Vegas.


Fonte Bibliográfica para pesquisa: Site Família Elvis: http://familiaelvis.webnode.com.br/
Parte textual de Jorge Carrega no artigo : Elvis Presley e o Cinema Musical de Hollywood: site: http://www.academia.edu/

Produção e pesquisa de Paulo Telles.


19 comentários:

  1. Inconcebível não amar Elvis. Desde menina cresci sabendo de sua importância neste mundo e assistir aos seus filmes é pura magia. Adorei a matéria que enaltece seus talento e sua carreira.
    Obrigada Paulo por me emocionar mais uma vez. Beijinhusssssssssss

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    1. Oi minha amiga! Elvis emociona a todos, inclusive ao editor deste espaço que cresceu assistindo a seus filmes e a ouvir suas eternas canções. Beijos e obrigado pela participação!

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  2. Elvis é uma lenda e seu artigo ficou mais uma vez excelente meu amigo. Acompanhar o seu blog é sempre satisfatório. Aprendizado total com a qualidade e teor de seus textos e sempre com ótimas referências de pesquisa.

    Aqui em casa adoramos Elvis, minha avó e eu, aliás, foi por causa dela que eu comecei a apreciar o rei, mas até aí o ícone do rock. Como ator, infelizmente, não tinha como Elvis não ficar tachado e sua frustração foi dolorosa. Filmes apenas como veículos comerciais para o cantor, mas ele tentou e se esforçou de verdade. Adoro "Seresteiro de Acapulco" (aquele salto na pedra é clássico) provavelmente a minha guilty pleasure favorita. Mas, também, "Prisioneiro do Rock" e "Balada Sangrenta" do grande Curtiz estão neste top, certamente. Os demais, sinceramente, não tenho paciência. Vale mesmo vê-lo na tela, bonito, jovem e cantando e é óbvio, cantando a mulherada e e fazendo inimigos locais.

    Ótimo texto. Adorei.

    Abs.

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    1. Rodrigo, fico sem palavras ao ler a introdução de seu comentário. É muito bom ler pautas como esta, e agradeço de imenso seu cumprimento.

      Vc fez citação de SERESTEIRO DE ACAPULCO, que de fato, não deixa de ser mais um ponto dramático nas atuações de Elvis como ator, e a fita foi dirigida pelo mesmo diretor O PRISIONEIRO DO ROCK, Richard Thorpe, veterano em Hollywood, e ainda teve URSULA ANDRESS, já bem famosa, ao seu lado como par romântico. Poderia ter acrescentado esta película entre os papéis mais sérios de Elvis, ainda mais partindo da cena antológica onde ele escala e salta daquela pedra, mas foi falha minha, rsrs. Realmente fez bem em lembrar este primoroso filme.

      BALADA SANGRENTA realmente foi o ápice de sua filmografia, além de ser o filme predileto do Eterno Rei do Rock!

      Muito obrigado Rodrigo! Grande abraço!

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  3. Belo ensaio sobre a carreira de Elvis no cinema. Gosto de seus filmes, principalmente de Amor a toda velocidade e O prisioneiro do rock. Ama-me com ternura ainda não tive a oportunidade de ver. Mas no fundo ainda gosto mais dele como cantor. Abraços.

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    1. Saudações Gil! Acho importante vc assistir o 1º filme do cantor, pois o vemos em um papel bem diferente em muitos aspectos. Elvis sempre personificou em grande maioria heróis juvenis e confiantes. Clint Reno era inseguro, e fraco, e Elvis estreou muito bem desempenhando uma parte que seria bem diferente em outros filmes do cantor. Abraços nobres!

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  4. Telles,

    Um profundo trabalho em cima de uma personalidade que justificava tamanha dedicação. Parabens. Longo, mas bom, muitissimo bom.
    O que passei a saber deste grande homem do cinema e da musica, fechou tudo o mais que necessitava saber dele.

    Este tal Parker acabou com a carreira do Elvis. Somente não a deteriorou mais, porque ele era, além de um cantor muito perfeito, um astro que nunca precisou de aulas para se-lo. Presley era ator de mão cheia, tal qual eu acho também ter sido a MM.

    Perder de fazer Bravura Indomita, Amor Sublime Amor, Nasce uma Estrela, Lágrimas do Céu, Acorrentados, Perdidos na Noite e os dois que o Newman fez( trabalhos que jamais andou perto caso o Elvis os tivesse feito), foi mais que um retrocesso em sua carreira.
    Homem que deveria ser condenado à morte, este Parker.

    Eu vi o Elvis nascer como ator. Segui toda sua carreira, entrando nas filas enormes para apanhar um ingresso a fim ver seus filmes, vibrar com seus desempenhos e com suas deliciosas comédias musicais e tudo o mais. Fã, amigo, fã de carteirinha.

    Tenho muito a falar, mas vou ser breve.
    Ele fez sim, belos filmes, apesar da podação daquele homem que ele, Elvis, com sua doçura natural, com sua simplicidade e alma leve, jamais conseguiu contestar.

    Presley foi uma das mais doces criaturas que o mundo artistico já conheceu. Homem incapaz de dar um "não" a quem quer que fosse, pessoa boa de coração, ser que ajudava a todos sem nunca nada cobrar. Enfim, amigo, o Presley tinha uma alma mais que branca.

    Vi todos os seus filmes. Todos. Porém considero suas melhores performances em Prisioneiros do Rock, Estrela de Fogo, Talhado para Campeão e o maravilhoso Balada Sangrenta.
    Mas se ele tivesse feito, ao menos, Nasce uma Estrela...

    Seus papéis nestes filmes expressam perfeitamente o homem que nasceu para cantar e interpretar. Ele era perfeito como cantor e incrivelmente talhado para ator.
    Presley interpretava como o oposto que ele era na vida real, onde era um homem simples e de coração puro, mas que na tela era aquele rebelde que não levava desaforos para seu lar.

    Seus trabalhos em Prisioneiros, Talhado, Ama-me com Ternura, Estrela e Balada, por si somente escreve-lhe uma historia como ator.

    jurandir_lima@bol.com.br


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    1. Salve Baiano.

      Sabe, eu nunca vi em toda a história um empresário que pudesse ganhar 100 vezes mais do que 10% do que realmente lhe é de acerto, pois afinal, quem empresaria o artista sempre ganha 10% de seus lucros, e não é pouco se vermos artistas fazendo um monte de shows e outros trabalhos. Mas o “Coronel” era diferente. Se Elvis não tivesse o menor talento para a musica (e por que não dizer o cinema também), com certeza a carreira dele estava acabada antes de morrer.

      BAIANO, eu concordo com vc, aliás, é engraçado vc me falar no comparativo entre Elvis e Marilyn Monroe. Durante algum tempo, rotularam esta “Deusa” com os piores qualificativos: canastrona, péssima atriz, “não sabe fazer outra coisa além de cantar e rebolar”...?

      Nós que não somos apenas amantes do cinema clássico, como também críticos individuais, afirmamos que Marilyn nunca foi péssima atriz. Havia papéis bem difíceis que ela pegou e foi astutamente treinada. Para vc ter uma idéia, Ju, quando ela rodou O PRINCIPE ENCANTADO, rodado na Inglaterra e dirigido por Lawrence Olivier, diversas vezes ela foi repreendida pelo renomado ator e diretor, mas conseguiu uma das mais brilhantes atuações, como ela foi ótima em outros trabalhos. O mesmo ocorre com Elvis: pega-se uma ótima produção, um diretor brilhante como Michael Curtiz, um excelente roteiro, e voalá! Vem uma interpretação de primeira.

      Mas em Hollywood as coisas não são simples, embora seja a “terra dos sonhos”. Um ator (e mesmo escritores, cineastas), precisam esta bem assessorados. Vc viu quantos papéis ele deixou escapar, não é mesmo?

      Positivo! Parker deveria ser condenado a morte, mas ele já morreu, e pelo que sei, não foi lá muito feliz. Quando Elvis morreu, a família dele descobriu que o cantor havia deixado um saldo muito mínimo que os escandalizou. Para poder recuperar as finanças e o espólio de Elvis, a família decidiu transformar a mansão de Gracelland em um museu, onde até hoje atrai turistas de todo mundo, e os fãs podem visitar seu túmulo.

      Parker foi adicionado no testamento, mas não demorou, Priscila Presley o colocou devidamente ao escanteio, pois foi provado que ele agia ilicitamente contra o cantor (há quem diga que as perdas de muitas finanças de Elvis poderia ter sido seus gastos perdulários, isso é verdade, Elvis era gastador, mas ele confiava muito em Parker).

      Realmente, Elvis era diferente de muitos Pop-Stars, pois ele era generoso não somente com amigos, mas com os fãs, que muitas vezes, beirava ao extremo exagero. Nos últimos Shows, Elvis jogava pedras preciosas, jóias, e até dinheiro para os fãs. Muitas vezes, seu pai Vernom passava mal nos bastidores. Mas desde jovem ele tinha a tendência em ser cordial com os fãs.

      Certa vez, no início de sua carreira em Hollywood, Elvis namorou Natalie Wood. Num dado momento, quando Elvis, em seu cadilac, estava com Natalie e ambos se dirigiam a sua mansão, uma galera de fãs femininas esta a sua espera no portão. Elvis disse a elas que entraria para estacionar o carro e iria falar com elas. Natalie pensou que isto fosse apenas um drible, mas não: ele deixou a atriz no carro e foi falar com as fãs.

      Todos os filmes que vc mencionou de fato foram os que ele teve melhor desempenho, mas Balada Sangrenta e Estrela de Fogo (em papel que foi planejado para Marlon) foram de fato os mais ilustres em sua performance como ator.

      Grande abraço!

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  5. Sibely,

    Não sei que tipo de coincidencia é esta. Mas, temos o hábito de amar sempre os mesmos grandes astros.

    Que bom que não estou sozinho nesta minha critica, onde enalteço tanto o Elvis.

    Confesso que cheguei a pensar em anulá-la e fazer uma outra mais simploria, pois digo dele tudo o que eu acho e sinto. Mas não nego que temi ser um tanto quanto criticado por meu carinho demasiado.

    Mas, sempre contando com o apoio do Telles, que gosta de minhas falas por eu usar sempre de uma sinceridade férrea, assim como me elogia por tais cenceitos e atuação, resolvi mante-la.

    E agora, lendo a sua, fico ainda mais ciente de que poderia até ter sido mais profundo com este ator que maravilhou a vida de muitos por este mundo de Cristo afora.

    Obrigado por este apoio indireto, mas que sei é super sincero e válido demais, não apenas para mim, como a todos que por ele tem sentimentos semelhantes.

    jurandir_lima@bol.com.br

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  6. MAIS UM GRANDE TRABALHO DO NOBRE AMIGO PAULO!
    COMO VOCÊ ESGOTOU O ASSUNTO TENHO POUCO A FALAR...
    CONCORDO COM VOCÊ QUANDO AFIRMA QUE ELVIS TINHA MAIS PONTENCIAL, E PODERIA FAZER ALGO MAIS NO CINEMA. INFELIZMENTE O CORONEL PENSAVA MAIS EM DINHEIRO, ASSIM ELVIS SE NOTABILIZOU MAIS COMO CANTOR...
    NA MINHA OPINIÃO OS MELHORES FILMES DELE, FORAM A BALADA SANGRENTA E O WESTERN ESTRELA DE FOGO.
    Uma curiosidade sobre o western Ama-me com Ternura.
    Apesar de ser um western apenas regular foi, quando do seu lançamento, um grande sucesso. Pudera era a estréia do rei do Rock ‘Roll no cinema. Filas e mais filas se formaram em volta dos cinemas do mundo inteiro para ver o maior idolo da musica estadunidense na tela. As filas, em sua maioria, era formada por adolescentes...
    A canção Love-me Tender foi um marco na carreira de Elvis Presley, sendo a canção que mais se identifica com o cantor.
    Concernente a esta linda canção vou acrescentar o seguinte: Foi realmente um rapinagem que fizeram com a canção AURA LEE OU AURA LEA. Trata-se de uma canção sentimental ao tempo da Guerra Civil, com musica de George R. Poulton e com letras de W. W. Fosdick, publicada em 1861. Como esta canção caiu em dominio público o compositor Ken Darby , sorrateiramente, na mão grande a pegou fazendo um arranjo novo, e colocou como autores da letra da musica sua esposa Vera Matson e nada mais, nada menos do que o próprio Elvis Presley. Hoje quando se fala na canção Love-me Tender todos a conhecem, ma quando se fala na canção Aura Lea , poucos a conhecem. Olhe que esta canção aparece em alguns westerns menores, e já tinha sido cantada pela trágica Frances Farmer, no filme Meu Filho é Meu Rival( Come and Get It)1936.

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    1. Salve Major Eddie!

      Foi importantíssimo vc mencionar esta curiosidade porque poucos sabem disso. A Melodia de Love-me Tender é totalmente tirada da canção AURA LEE, que como vc mesmo disse, é um tema composto em plena Guerra Cívil Americana. Soube disso através de um programa de rádio daqui do Rio de Janeiro que era sobre Elvis e presidida pelo seu fã-clube, na Rádio Imprensa. Um locutor fez justamente menção do filme MEU FILHO É MEU RIVAL, que havia sido exibido na Rede Globo na extinta “Sessão Classe A” por aquela época, e como muitos parecem ter visto este filme (eu só assisti uma vez e tenho vontade de assistir novamente) foram logo informar a este locutor da semelhança da canção cantada por Frances Farmer e Love-me tender, ao passo que o apresentador fez exclusiva explicação tal qual vc fez, meu amigo.

      Outra coisa muito interessante sobre Love-me tender, a canção.

      Ken Darbi não foi muito honesto, pois muito embora pegasse uma canção de domínio público e colocasse Elvis como um dos autores, este simplesmente não ganhou nada e nem exigiu alguma percentagem dos lucros, o que seria justo. Mas Elvis, apesar do enorme talento musical (e olhe que ele cantava todos os estilos de música) não sabia jogar empresarialmente. Todavia, a imagem de Elvis ficou estigmatizada nesta famosa canção, que teve com o mesmo título, o filme estrelado também por Debra Paget e Richard Egan.

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  7. Ola caro Paulo,este documentário á respeito de filmes e da vida de Elvis está fabuloso e fascinante.Apesar de gostar dele mais como cantor,assisti e gostei de quase todos seus filmes.Para mim ele que deveria ser considerado "A VOZ" e não fFrank Sinatra,pois sua potencia na voz era muito mais extensa , seu timbre com mais modulações e suas interpretações mais melódicas e ternas.[fora o rock,é claro.]Parabéns pela espetacular postagem.Meu maior abraço.SU

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    1. Sabe Su, gosto muitos dos dois. Hoje mesmo, durante minha aula na Escola de Rádio, um dos meus professores (Alfredo Farah) fez menção a Sinatra e de sua voz, que ela tremendamente clara e articulada, um inglês fantástico e uma dicção de primeira.

      Elvis deveria ser considerada a 2ª voz na minha opinião, mas se perceber, nos últimos shows dele, se tivesse que cantar uma de suas velhas canções, como "Hound Dog", ele simplesmente tartamudeava, e não ficava tão claro. De qualquer forma, considero Elvis um artista completo dentro dos padrões musicais, e como ator, um potencial que tinha tudo para ser.

      Abraços amiga.

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  8. Lancaster?

    Olha que coincidencia ou, será mesmo coincidencia?

    Veja; em todos comentários que leio sobre os melhores filmes do Elvis, Balada Sangrenta e Estrela de Fogo constam sempre como dois de seus melhores filmes.

    Indago; é coincidencia ou é a mais pura verdade?

    Gosto, à frente de todos os demais, de Prisioneiros do Rock. No entanto, aqueles dois lá de cima também estão também entre os meus 4 preferidos do excelente cantor/ator.

    Entretanto, como procede sempre em seus comentários, os adendos sobre o Rei do Rock terminam por me conceder mais e melhores conhecimentos sobre o mesmo.

    Abraço do bahiano

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  9. Telles,

    Senti-me emocionado com seu comentário/resposta à minha fala sobre o Elvis.

    Qualquer coisa que se ponha às claras sobre esta boa, humilde e humana criatura, não lhe está prestando qualquer favor.
    Elvis era, antes de tudo um homem, porém um homem dotado de um carisma especial, e carisma este que se voltava em prol de si mesmo, pois sua bondade, simplicidade e coração de ouro brilhavam seguindo cada passo que dava no palco. Incrivel como isso era verdade.

    Falo com este fervor porque andei lendo sempre muito sobre este homem, além de ver em seus shows seu comportamento simples, comovente, natural e atencioso demais para com todos no palco e plateia.

    Ali se percebe claro o homem, assim como se ratificava tudo o que se lia em jornais, revistas e se captava na midia em geral a seu respeito.

    Por tudo isto eu digo; é necessário que se siga amando este mito, que se continue venerando sua imagem e legado, que não o esqueçamos nunca, porque aquele foi um ser que parece ter vindo ao mundo apenas para completar algo não terminado em vida anterior.
    É uma hipótese que me põe verdade nos pensamentos e crenças.

    jurandir_lima@bol.com.br

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  10. MAIS UM GRANDE TRABALHO - UMA JUSTA HOMENAGEM AO GRANDE CHARLES BRONSON...
    A BEM DA VERDADE CHARLES NÃO ERA UM GRANDE ATOR E SIM UM ATOR DE POUCAS PALAVRAS E MUITA AÇÃO. NÃO AGRADAVA AOS CRÍTICOS, TODAVIA OS FÃS O ADORAVA...
    COMEÇOU NO CINEMA COM O NOME DE CHARLES BUCHINSKY, FAZENDO SEMPRE PAPEIS DE BANDIDO E DE INDIOS, MAS DEVIDO À CAÇA ÀS BRUXAS DO COMUNISMO, FOI ORIENTADO POR SEU AGENTE A MUDAR O NOME PARA CHARLES BRONSON. COM ESSE NOME PASSOU A FAZER PEQUENOS PAPEIS,MORMENTE EM WESTERNS. POSTERIORMENTE PASSOU A ESTRELAR FILMES DE BAIXO ORÇAMENTO, EM COMPENSAÇÃO PASSOU A FAZER NESSES FILMES O PAPEL PRINCIPAL E DEPOIS COMO COADJUVANTE EM FILMES CLASSE A,SETE HOMENS E UM DESTINO E OUTROS...
    COM MAIS DE 50 ANOS, INESPERADAMENTE, O SUCESSO LHE ABRIU ÀS PORTAS, AO ESTRELAR O EXCELENTE WESTERN ERA UMA VEZ NO OESTE E DEPOIS OS AMIGOS...
    NESTA ÉPOCA ERA METAFORICAMENTE CHAMADO O HOMEM DO SORRISO DE GATO...
    COM O SUCESSO DESSES FILMES BRONSON VOLTOU AOS ESTADOS UNIDOS, QUE OS VIA COM OUTROS OLHOS...BRONSON PASSOU A SER TRATADO COMO GRANDE ASTRO E FAZIA QUESTÃO DE COLOCAR SUA MULHER EM ALGUNS DELES...
    ELE APENAS ADIOU O SEU SUCESSO, POIS LEONE LHE OFERECEU OS PAPEIS NA TRILOGIA DOS DOLARES, MAS RECUSOU OS PAPEIS...
    SEUS MELHORES DESEMPENHOS FORAM EM ERA UMA VEZ NO OESTE, LUTADOR DE RUA, E DESEJO DE MATAR, O PRIMEIRO...
    UMA CURIOSIDADE: NÃO FOI A PRIMEIRA VEZ QUE CHARLES BRONSON TOCOU GAITA;ELE JÁ TINHA TOCADO GAITA NO GRANDE WESTERN VERA CRUZ;ALIÁS QUANDO FILMAVA ESTE WESTERN NO MEXICO ELE E ERNEST BORGNINE FORAM PRESOS POR PORTE DE ARMAS. CARACTERIZADOS E ARMADOS COM REVOLVERES E FACAS, COMO ESTAVAM DE FOLGA, RESOLVERAM IR À UMA PEQUENA CIDADE PARA COMPRAR CIGARROS. COMO ESTAVAM ARMADOS FORAM CONFUNDIDOS COM BANDIDOS,E FORAM PRESOS POR FEDERALES. APÓS SEREM IDENTIFICADOS FORAM SOLTOS...

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  11. Gostaria de saber se vc sabe qual a musica cantada por Elvis Presley no filme que eu não sei o nome e só sei que se passa no retorno ou na ida pra guerra dos praças norte americanos. Tem a sena que nunca mais esquecerei que é a sena em que o trem passa sobre uma ponte antes de chegar a uma cidade norte americana chamada Biloxi.
    Procurei muito por este filme pra saber o nome da musica e acabei no seu blog.
    Se puder me dar este prazer de escutar novamente esta musica ficarei grato eternamente.
    Por favor enviar resposta para o e mail zmartinato@bol.com.br

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    1. Caro Zé Luiz, eu não tenho como te ajudar neste sentido, mas posso lhe indicar alguém que trabalhe com gravações de música e ele é talhado para isso. O nome dele é Rubens Gallácio e o filme a que vc esta se referindo é SAUDADES DE UM PRACINHA, e a música é RAINBOW, onde o Elvis canta para Juliet Prowse num passeio de periférico. Entro em contato com vc em off. Boa sorte!

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