segunda-feira, 20 de maio de 2013

James Stewart, o Ator que Sabia Demais: Uma lenda eternamente viva em nossos corações.


Um dos maiores astros cinematográficos de todos os tempos, esteve em mais clássicos do Cinema Americano do que qualquer outro intérprete, só comparável a Gary Cooper.  Em seu quinto centenário, o Filmes Antigos Club Artigos presta uma homenagem a este amado e querido ator que deixa um legado esplendido na Sétima Arte: JAMES STEWART!

Artigo dedicado a amiga Ethel Maximo, fã de Jimmy.

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JAMES MAITLAND STEWART nasceu em Indiana, Pensylvania, a 20 de maio de 1908. Estudou arquitetura na Universidade de Princeton antes de se juntar ao grupo teatral dirigido por Joshua Logan, ao lado de Henry Fonda (1905-1982) e Margaret Sullavan (1909-1960), que ficaram seus amigos enquanto viveram. Depois de vários trabalhos nos palcos, foi contratado pela Metro Goldwyn mayer em 1935, ano que estreou nas telas em Entre a Honra e a lei/The Murder Man, estrelado por Spencer Tracy (1900-1967).

James Stewart e seu olhar frio em A COMÉDIA DOS ACUSADOS, de 1936
Entre outros papéis vividos por ele em seus dois primeiros anos no cinema, estão Rose Marie/Rose Marie de 1935, onde interpretava o irmão foragido da justiça de Jeannete MacDonald (1905-1965), e em A Comédia dos Acusados/After the Thin, de 1936, onde fazia o assassino desmascarado no final pelo casal de detetives William Powell (1892-1984) & Myrna Loy (1905-1983). Daí em diante, especializou-se em papéis românticos e de rapazes profundamente honestos, cheios de virtude e simplicidade.

Jimmy com Jean Arthur em DO MUNDO NADA SE LEVA, de
Frank Capra, 1938
Com Ginger Rogers: QUE PAPAI NÃO SAIBA.
A partir de 1938, a qualidade de seus filmes melhorou bastante como em Ingratidão/Of Human Hearts, de Clarence Brown (1890-1987), Que Papai não Saiba/Vivacious Lady, de George Stevens (1904-1975), em que Ginger Rogers (1911-1995) tem uma espetacular luta feminina com Frances Mercer (1915-200) por causa de Jimmy, O último beijo/The Shopworn Angel, de H. C. Porter, Do Mundo nada se Leva/You Can’t take It With You, primeiro dos três filmes que rodou com Frank Capra (1897-1991), que ganhou o Oscar de melhor filme e direção.

Com Claudete Colbert: FOLIA DE GELO (1939)
Em 1939, contracenou com grandes estrelas da época, como Carole Lombard (1908-1942), em Nascidos para Casar/Madefor Each Other); Joan Crawford (1908-1977) em Folia de Gelo/Ice Folies of 1939; e Claudete Colbert (1903-1996) em Que Mundo Maravilhoso/It’s a Wondeful World.

Sendo dirigido por Ernst Lubitsch, ao lado de Margaret Sullavan,
em A LOJA DA ESQUINA (1940)
Com Marlene Dietrich, em ATIRE A PRIMEIRA PEDRA (1939)
Jimmy em seu primeiro Western: ATIRE A PRIMEIRA PEDRA.
Não demorou, e logo Capra o chamou novamente para A MULHER FAZ O HOMEM/Mr. Smith Goes to Washington, ainda em 1939, num papel que estava destinado a Gary Coper e que lhe deu o Prêmio dos Críticos de Nova York e a primeira indicação ao Oscar, principalmente pelas cenas finais, quando discursa no Senado por horas a fio até desmaiar; e Atire a Primeira Pedra/Destry Rides Again, também de 1939, seu primeiro Western, dirigido por George Marshall (1891-1975), ao lado de Marlene Dietrich (1901-1992), que tem uma fabulosa luta de saloon com Uma Merkel (1903-1986).  Em 1940, vem A Loja da Esquina/The Shop Around The Corner, onde contracena com sua amiga Margaret Sullavan (que cometeria suicídio em 1960), e são muito bem dirigidos pelo grande Mestre e especialista em comédias de sofisticação Ernst Lubitsch (1892-1947). No mesmo ano, Stewart contracenaria novamente com Sullavan (e pela quarta vez), em Tempestades da Alma/The Mortal Storm, propaganda antinazista dirigida pelo competente Frank Borzage (1894-1962).

Triangulo com Cary Grant e Katharine Hepburn: NUPCIAS DE ESCÂNDALO, filme que lhe deu o Oscar em 1940
Os Campeões do Oscar de 1941: Ginger Rogers e James Stewart.
AINDA EM 1940, UM GRANDE SUCESSO: NÚPCIAS DE ESCÂNDALO/Philadelphia Story, de George Cukor (1899-1983), pelo qual Stewart ganhou o Oscar no papel do jornalista de revista de mexericos, papel este repetido por Frank Sinatra em 1957 na sua versão musical Alta Sociedade/High Society –onde atua com Cary Grant (1904-1986) e Katharine Hepburn (1908-1993) nos personagens vividos depois respectivamente por Bing Crosby e Grace Kelly.  Um Detalhe: A estatueta ganha por Stewart foi guardada durante muito tempo numa caixa de vidro na loja de ferragens de seu pai.

Jimmy com seu "melhor amigo".
MEU AMIGO HARVEY, em 1950
No mesmo ano, um papel na Broadway ajuda a solidificar sua personalidade cinematográfica: o de Elwood P. Dowd, em Harvey, que ele repetiria no cinema em MEU AMIGO HARVEY/Harvey, em 1950 (também repetiu este mesmo papel na televisão).

A mistura de sua fala mansa e arrastada e o desajeitamento físico conquistaram as plateias, fazendo do homem que se diz amigo de um enorme coelho branco, que ele chama de Harvey, e é um dos mais queridos personagens de Stewart.

O oficial americano James Stewart, sendo condecorado.
O piloto James Stewart, durante a Segunda Guerra
O General-Brigadeiro James Stewart, na década de 1960
EM 1941, três filmes sem importância, e depois veio a Guerra. James Stewart foi o primeiro astro de Hollywood a se alistar. Na Força Aérea, como piloto de bombardeiro, chegou ao posto de Coronel, sendo promovido em 1959 a General-Brigadeiro da Reserva.

A FELICIDADE NÃO SE COMPRA: Um dos filmes mais belos
do ator, ao lado de Donna Reed, em 1946.
James Stewart como o altruísta George Bailey: A FELICIDADE NÃO SE COMPRA - último filme dirigido com Frank Capra.
Com o fim da II Guerra, outra indicação ao Oscar, em 1946, com A FELICIDADE NÃO SE COMPRA/It’s a Wondeful Life, pela última vez dirigido por Frank Capra, novamente no típico estilo que consagrava a virtude do homem americano. James brilhou como o homem simples, cujo o suicídio é evitado por um anjo que lhe prova ser a sua vida importante para seus amigos e para seus admiradores. Um filme natalino visto até hoje, e em todos os anos em emissoras de TV durante a época de Natal em todo o mundo, e o filme predileto de Capra, que reunia a família todos os anos nesta época para assistir em sessões privadas na sua mansão. Em 1948, pôde contracenar com o amigo Henry Fonda no filme de episódios No Nosso Alegre Caminho/A Miracle Can Happen, reintitulado On Our Merry Way. Consta que o episódio de Stewart e Fonda foi dirigido, sem créditos, por George Stevens e John Huston. Sublíme Devoção/Call Northside 777, também de 1948, dirigido por Henry Hathaway (1898-1985), em que ele vive um repórter que luta para inocentar um homem preso há mais de 10 anos.


O MESTRE DO SUSPENSE Alfred Hitchcock conversa com Jimmy durante intervalo de FESTIM DIABÓLICO, 1948
Hitch orientando Jimmy, Farley Granger, e John Dall:
FESTIM DIABÓLICO.
Como um esportista em SANGUE DE CAMPEÃO (1949)
EM SEGUIDA, vem o primeiro encontro com Hitchcock na fascinante  experiência de câmera e montagem que foi FESTIM DIABÓLICO/The Rope, em 1948. 1949 foi marcado por seu casamento com Gloria H. Mclean, com quem teve as gêmeas Kelly e Judy. Sangue de Campeão/The Strattion Story, 1949, contracenando pela primeira vez com June Allyson (1917-2006), e Malaia/Malaya, ao lado de Spencer Tracy.

James Stewart, um dos grandes Man of The West no cinema
Ao lado de Millard Mitchell: WINCHESTER 73, em 1950
O primeiro dos cinco filmes que o ator realizou com
o diretor Anthony Mann.
Apontando a arma para Robert Ryan, sob as vistas de Millard Mitchell, Janet Leigh, e Ralph Bellamy:
O PREÇO DE UM HOMEM (1953), de Anthony Mann.
A DÉCADA DE 1950 foi a mais frutífera na carreira de Jimmy (como é carinhosamente chamado pelo público e amigos).  OITO FILMES com o diretor Anthony Mann (1906-1967), dentre as quais cinco ótimos Westerns: WINCHESTER 73/Whinchester 73, 1950; E o Sangue Semeou a Terra/Bend of The River/1952; O Preço de um Homem/The Naked Spur, 1953; Região do ódio/The Far Country, 1955; e Um Certo Capitão Lockhart/The Man From Laramie, 1955. James foi um dos mais vigorosos Man Of The West do cinema.

Magistral como Glenn Miller: MÚSICA E LÁGRIMAS (1954)
PARA ANTHONY MANN atuou no musical cine-biográfico de Glenn Miller (1904-1944), MÚSICA E LÁGRIMAS/The Glenn Miller Story/ em 1954.

JANELA INDISCRETA: com Grace Kelly
Com Doris Day: O HOMEM QUE SABIA DEMAIS
Jimmy se confrontando com as duas personalidades de
Kim Novak em UM CORPO QUE CAI

E AINDA Três realizações importantes para Alfred Hitchcock (1899-1980) : Janela Indiscreta/ Rear Window, 1954, uma homenagem ao cinema num excelente experiência de unidade espacial – O Homem que Sabia Demais/The Man Who Knew Too Much, 1956, refilmagem do Thriller inglês de 1934 do próprio Hitch; e Um Corpo que Cai/Vertigo, em 1958, talvez a maior obra-prima do Mestre do Suspense, onde o nobre Jimmy esta ao lado das três louras consideradas as típicas heroínas do cineasta – Grace Kelly (1928-1982), Doris Day, e Kim Novak respectivamente.

FLECHAS DE FOGO
Como um palhaço em O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA, de
Cecil B. DeMille
ALGUNS OUTROS TRABALHOS DO NOTÁVEL JIMMY: Flechas de Fogo/Broken Arrow, 1950, um dos primeiros Westerns em defesa dos índios, dirigido por Delmer Daves (1904-1977) e O Maior Espetáculo da Terra/Greatest Show on Earth, em 1952, onde interpreta um palhaço que nunca tira sua maquiagem ao fugir da lei, acusado de crime de eutanásia  tema raro nestes tempos. Obra que ganhou o Oscar de Melhor filme do ano e dirigido pelo notável e lendário Cecil B. DeMille (1881-1959).

O ÁGUIA SOLITÁRIA (1957)
A Águia Solitária/The Spirit of St Louis, 1957, biografia de Charles 'Slim' Lindbergh, dirigido por Billy Wilder (1906-2002), e o excelente ANATOMIA DE UM CRIME/Anatomy of a Murder, de 1959, de Otto Preminger (1905-1986), pelo qual ganhou mais uma indicação ao Oscar e os prêmios dos críticos de Nova York e do Festival de Veneza.

Socando John Wayne em O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA,
de John Ford, em 1962.
FOI SOMENTE em fins dos anos de 1950 que ocorreram seus encontros com John Ford (1895-1973), um de seus diretores preferidos e com quem mostraria uma faceta pouco mostrada em seus personagens anteriores – O CINISMO. Juntos fizeram Terra Bruta/Two Rode Togheter, em 1961, O Homem que Matou o Facínora/The Man who Sot Liberty Valance, em 1962, ao lado de John Wayne (1907-1979) e Lee Marvin (1924-1987) e Crepúsculo de uma Raça/Cheyenne Autum, em 1964, último western da filmografia de Ford.

Jimmy num intervalo das filmagens de CHEYEENE, papeando com
Henry Fonda e Gene Kelly, o diretor.
Gene Kelly dirige Jimmy e Henry Fonda em CHEYEENE, em 1970
AINDA NA DÉCADA DE 1960, dois filmes merecem sua menção: O Vôo do Fênix/The Flight of The Phoenix, 1966, de Robert Aldrich (1918-1983), Shenandoah/idem, 1965, de Andrew V. McLaglen.  A partir dos anos de 1970, Jimmy atuou em poucos filmes. Em 1970, um western humorístico dirigido por Gene Kelly (1912-1996), Cheyenne/ Cheyenne Social Club, novamente ao lado do amigo inseparável Henry Fonda; participou em séries televisivas e do último filme de John Wayne, O Último Pistoleiro/The Shootist, em 1976, além de Aeroporto 77/Airport 77, 1977, e A Mágica de Lassie/The Magic of Lassie, em 1978. Em 1983, um de seus últimos trabalhos (este para a TV) foi contracenando com a Lenda Bette Davis (1908-1989), Direito de Morrer/Right of Way. Em 1991, emprestou sua voz para o desenho Um Conto Americano - Fievel Vai para o Oeste/An American Tail: Fievel Goes Wes.

Em momento familiar com a esposa Gloria, com quem foi casado ao longo de quase 50 anos.
Jimmy roda um filme, sob os olhares espantosos de Gloria e das filhas gêmeas. 
Jimmy e sua Senhora, na década de 1980
Em sua vida pessoal, nunca se envolveu em escândalos, muito embora antes de seu casamento com Gloria H. Mclean Stewart ( ex-modelo que depois se tornou uma jornalista e escritora), era um mulherengo que se transformaria num convicto monogâmico, e nunca mais foi visto na companhia de nenhuma outra mulher, sendo uma das mais duradoras e bonitas uniões de Hollywood, até ela falecer a 16 de fevereiro de 1994. Além de ter tido duas filhas com Gloria (nascidas a 7 de maio de 1951, Judy e Kelly), ele também adotou os filhos dela de um casamento anterior, Ronald e Michael. Ronald morreria em 8 de junho de 1969, em combate no Vietnã. Em 1985, Jimmy ganharia um Oscar honorário pelo conjunto de sua obra e atuações, sendo imensamente aplaudido de pé.


Jimmy em 1985
Stewart nunca se recuperou da morte de sua esposa, e ele prometeu que não faria mais  aparições públicas após seu funeral. A partir daí, ele passou a maior parte de seu tempo em seu quarto, saindo apenas por insistência de sua governanta para as suas refeições. Reportagens de jornais sugeriram que Stewart tinha a doença de Alzheimer. Durante o Natal de 1995, ele sofreu um acidente em casa, fraturando a cabeça. Um ano depois, precisou mudar seu marca-passo, mas declarou aos filhos que ele não preferia fazer, pois segundo ele, queria deixar que as coisas seguissem o seu curso natural. No entanto, na sexta-feira, 31 de janeiro de 1997, Stewart tropeçou em um vaso de plantas em seu quarto, e ele cortou a testa. Ele foi levado para o Hospital Saint John, em Santa Monica, na Califórnia, onde recebeu doze pontos de seu ferimento. Algumas semanas mais tarde, ele foi hospitalizado com coágulo de sangue e batimento cardíaco irregular. Ele teve um coágulo de sangue no joelho direito, e um inchaço que logo se espalhou através de sua perna inteira. 

LOCAL DO DESCANSO ETERNO DE JIMMY. NOTEM UM COELHO DE PELÚCIA SOBRE O TÚMULO. O QUE LHE PARECE INDICAR? HARVEY! SUA ESPOSA GLORIA DESCANSA PRÓXIMA A ELE.
Às 11:05  de quarta-feira, dia 2 julho de 1997, James Stewart morreu de parada cardíaca na idade de 89 anos. No funeral, Charlton Heston, que fez o eulogio ao ator, declarou ser ele uma das últimas lendas vivas que se tornou de vez um mito não somente para os americanos, mas para o mundo todo.


FOTO BATIDA E AUTOGRAFADA EM 1986: OS AMIGOS HUGH O' BRIAN, CHARLTON HESTON, BOB HOPE, E JIMMY.


FILMOGRAFIA

1935       - Entre a Honra e a Lei - The Murder Man
1935       -  Rose Marie- Rose Marie
1935       - Ciúmes - Wife vs. Secretary
1936       -  Garota do Interior- Small Town Girl
1936      - No Limite da Velocidade - Speed
1936      - A Comédia dos Acusados- After the Thin Man
1936      - Mulher Sublime - The Gorgeous Hussy
1936      - Amemos Outra Vez - Next Time We Love
1936      - Nascida para Dançar- Born to Dance
1937      - Juventude Valente- Navy Blue and Gold
1937      - O Último Gangster - The Last Gangster
1937      - O Sétimo Céu- Seventh Heaven
1938      - Ingratidão- Of Human Hearts
1938      -Que Papai Não Saiba- Vivacious Lady
1938      - O Último Beijo- The Shopworn Angel
1938      -Do Mundo Nada Se Leva- You Can't Take It With You
1939      - A Mulher Faz o Homem- Mr. Smith Goes to Washington
1939      - Nascida Para Casar- Made for Each Other
1939      - Folia no Gelo - The Ice Follies of 1939
1939      - Atire a Primeira Pedra - Destry Rides Again
1939      -Que Mundo Maravilhoso- It's a Wonderful World
1940      - A Vida é Uma Comédia- No Time for Comedy
1940      - Núpcias de Escândalo - The Philadelphia Story
1940      - A Loja da Esquina- The Shop Around the Corner
1940      - Tempestades d'Alma - The Mortal Storm
1941      -O Mundo É Um Teatro - Ziegfeld Girl
1942      - Pede-se Um Marido - Come Live with Me
1946- A Felicidade Não Se Compra - It's a Wonderful Life
1946      - Cidade Mágica - Magic Town
1948      - Festim Diabólico - Rope
1948      No Nosso Alegre Caminho
1948-    Sublime Devoção - Call Northside 777
1948      - A Conquista da Felicidade - You Gotta Stay Happy
1949      -Sangue de Campeão- The Stratton Story
1949      - Malaia - Malaia
1950      - Winchester 73 – Winchester 73
1950-     Flechas de Fogo – Broken Arrow       
1950      - Meu Amigo Harvey - Harvey     
1950      - Radiomania – Radiomania 
1951      -Na Estrada do Céu   - No Highway
1952      -O Maior Espetáculo da Terra - The Greatest Show on Earth    
1952      -E o Sangue Semeou a Terra  - Bend of The River
1952      - Dupla Redenção – Carbine Williams      
1953      -Borrasca – Thunder Bay      
1953      - O Preço de um Homem - The Naked Spur
1953      - Música e Lágrimas - The Glenn Miller’s Story
1954      -Janela Indiscreta – Rear Window     
1955      - Comandos do Ar     - Strategic Air Command
1955      - Região do Ódio        - The Far Country
1955      -Um Certo Capitão Lockhart  - The Man From Laramie
1956      - O Homem que Sabia Demais/    The Man Who Knew Too Much
1957      A Águia Solitária/     The Spirit of St. Louis
1957      - A Passagem da Noite - Night Passage
1958       - Um Corpo que Cai - Vertigo      
1958      -Sortilégio do Amor - Bell Book and Candle
1959      -  Anatomia de um Crime -    Anatomy of a Murder
1959      -  A História do FBI   - The FBI Story
1960      -O Homem Que Destrói  - The Mountain Road
1961      -Terra Bruta – Two Rode Together    
1962      - O Homem que Matou o Facínora – The Man Who Shot Liberty Valance
1962      - As Férias do Papai - Mr. Hobbs Takes a Vacation
1962      - A Conquista do Oeste    - How The West Was Won
1964      - Crepúsculo de uma Raça      - Cheyeene Autumn
1965      -O Voo da Fênix - The Flight of the Phoenix
1965      -Minha Querida Brigitte - Dear Brigitte
1966      -Raça Brava        - The Rare Breed
1966      -Shenandoah - Shenandoah
1968      -OPreço de um covarde – Bandolero!
1968      -O Último Tiro    - Firecreek
1970      -Cheyenne   - Cheyeene Social Club
1971      -O Olho da Justiça     - Fools' Parade
1976      -O Último Pistoleiro - The Shootist
1977      -Aeroporto 1977       - Airport 1977
1978      -A Arte de Matar        - The Big Sleep
1978     - A Magia de Lassie - The Magic of Lassie
1983     - Direito de Morrer - Right of Way (para TV)
1991     - Um Conto Americano 2 - Fievel Vai ao Oeste (voz)     - An American Tail: Fievel Goes West


Valeu Jimmy! Você é Eterno nos nossos corações e em nossas reprises! Parabéns! 


Produção e Pesquisa: PAULO TELLES
Atualizado em 20 de maio de 2016.

32 comentários:

  1. Sem palavras! De longe o melhor ator de Hollywood!

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    1. Difícil isso até de longe, mas com certeza James Stewart é um dos maiores atores de todos os tempos.

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    2. Se você soubesse o quanto eu amo esse cara, Paulo... Fã incondicional!

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    3. De longe meu ator preferido. Cada vez que revejo cada um de seus filmes ( e tenho todos ) noto a genialidade ao atuar. Ser gênio sendo natural é para poucos. GRANDE JIMMY STEWART, o maior de todos. Henrique Dias

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  2. Amo demais James Stewart, desde seus trabalhos até sua vida pessoal, cujo casamento era coisa rara (e até hoje) naquela época. Um grande exemplo.

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  3. NOBRE AMIGO – UM GRANDE TRIBUTO AO GRANDE JAMES STEWART.
    COMO, PRATICAMENTE, VOCÊ ESGOTOU O ASSUNTO, SÓ ME RESTA POSTAR ALGUMAS CURIOSIDADES CONCERNENTE AO JIMMY BOY...VOCÊ SOMENTE NÃO CITOU UM GRANDE WESTERN ESTRELADO POR ELE – A PASSAGEM DA NOITE...
    MAS ANTES QUERO PEDIR PARA NÃO ME LEVAREM POR CURVAS E REQUEBROS, POIS RESPEITO E ADMIRO MUITO, TODOS OS ATORES...
    JAMES STEWART QUERIA O PAPEL PRINCIPAL EM INTRIGA INTERNACIONAL, MAS HITCHCOCK NÃO LHE DEU O PAPEL ALEGANDO QUE DEVIDO AO FRACASSO FINANCEIRO DO FILME UM CORPO QUE CAI, QUE JIMMY ESTAVA VELHO DEMAIS PARA ATRAIR PÚBLICO;O ENGRAÇADO QUE CARY GRANTE É QUATRO ANOS MAIS VELHO.
    APESAR DE TER PARTICIPADO DA GUERRA COMO PILOTO(20 MISSÕES EM COMBATE) TINHA ANTIPATIA POR FILMES DE GUERRA, POIS ESSES FILMES NÃO MOSTRAVAM A REALIDADE DOS FATOS;ELE FEZ DOIS FILMES DE GUERRA –COMANDOS DO AR E O HOMEM QUE DESTRÓI.
    JAMES STEWART E RICHARD WIDMARK TINHAM PROBLEMAS AUDITIVOS. NO SET DE TERRA BRUTA O DIRETOR JOHN FORD FICOU FRUSTRADO COM OS DOIS POR NÃO SEREM CAPAZES DE OUVIR SUAS INTRUÇÕES, VOCIFEROU:”50 ANOS NESSE MALDITO NEGÓCIO, E OLHEM O QUE ACABO FAZENDO? DIRIGINDO DOIS SURDOS”!
    AO CONTRÁRIO DE JOHN WAYNE, GARY COOPER E HENRY FONDA, JIMMY NUNCA FEZ QUALQUER CIRURGIA PLÁSTICA...
    CONCERNENTE AO GRANDE WESTERN A PASSAGEM DA NOITE JAMES STEWART QUERIA ESTRELAR ESTE FILME PORQUE ACREDITOU QUE IRIAM DÁ-LHE CHANCE DE DEMONSTRAR SUA HABILIDADE COM O ACORDEÃO. ENTRETANTO TODO SEU TRABALHO NO FILME FOI REGRAVADO POR UM SANFONEIRO PROFISSIONAL...
    JAMES STEWART USOU O MESMO CHAPÉU EM TODOS OS SEUS WESTERNS. NO SET DE TERRA BRUTA JOHN FORD RECLAMOU: “ÓTIMO AGORA EU TENHO ATORES QUE ESCOLHEM OS CHAPÉUS QUE VÃO USAR...
    OS SEUS FILMES FAVORITOS ERAM OS WESTERNS, DISSE ELE:”PORQUE É FEITO NO CONTEXTO DE UM PERIODO MUITO DRAMÁTICO DA NOSSA HISTÓRIA, E DÃO AS PESSOAS UM SENTIMENTO DE ESPERANÇA – UMA DECLARAÇÃO AFIRMATIVA DE VIDA.
    EM MARÇO DE 2008 O CONGRESSO LHE ATRIBUIU A MEDALHA DE OURO PELOS SERVIÇOS PRESTADOS À NAÇÃO...
    AVANTE, NOBRE AMIGO!

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    1. Saudações nobre Major Edivaldo!

      Como sempre sua participação é informativa e precisa britanicamente! Bom, algo eu tenho que deixar vago para que algum participante acrescente ao tópico, e vc já o faz! Bom, mencionastes o ótimo Western A PASSAGEM DA NOITE, com Jimmy e Audie Murphy, fita esta que começou a ser dirigida por Anthony Mann, que se desentendeu com a produção e acabou passando a bola da direção para James Neilson. Seria o 6º western da parceria Mann/Jimmy, caso o filme fosse dirigido pelo primeiro, contudo se percebermos bem, há os ingredientes usados por Mann em seus westerns.

      Quanto a observação de Hitch não aceitar Jimmy para estrelar INTRIGA INTERNACIONAL, achei realmente estranha, mas sabe la Deus o que se passa na mente do diretor, mas em sinceridade, Cary Grant, embora mais moço só 4 anos, era bem mais conservado e atlético do que Jimmy, que ao longo dos anos parecia estar mais velho que a idade tinha. Mas isto não quer dizer que ele não pudesse pegar aquele papel, e é ai que entra o estilo da interpretação – Jimmy e Grant pudessem fazer o mesmo papel, mas fariam em estilos bem diferentes.

      Bom, vou contar uma coisa engraçada que eu acho que o nobre baiano Jurandir vai achar graça(ou ficar mais uma vez fulo com Ford); sorte para Jimmy e Widmark serem “surdos”, ou então, SORTE PARA FORD, pois se ouvissem de Ford que eles eram dois FDPS, com certeza (e não sei Jimmy) Widmark mandaria ele para as raias das favas, já que certa vez ele brigou com Henry Hathaway em O BEIJO DA MORTE. Talvez tenha sido uma benção mesmo Ford ver dois surdos, pois ele não ia gostar de ver James Stewart e Richard Widmark reagirem aos seus abusos, e tão ótimo cineasta ele era que também podia ser o pior dos abusados em tamanha quantidade.

      Vamos em frente amigo, obrigado por suas considerações, e abraço do editor.

      Paulo Telles!

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  4. Bravo meu amigo! É difícil alguém da comunidade cinéfila não ter assistido pelo menos um filme com ele ou evitar alguma simpatia com o eterno e querido "Jimmy" Stewart. De fato, atuou nos maiores clássicos do cinema, são tantos, a lista é realmente longa!

    Meus favoritos são praticamente todos onde fora dirigido por Frank Capra e Alfred Hitchcock. Enfim, uma lenda viva, o homem comum na qual todos se identificam nas telas e representado lindamente neste belo artigo.

    Abraço.

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    1. Saudações nobre Rodrigo! Sem dúvidas não tem como um cinéfilo de verdade negar que nunca tenha assistido um filme de Jimmy em toda sua vida. A lista sem dúvida é imensa.

      Todos os trabalhos de Stewart com Capra e Hitchcock são meus preferidos também, acrescentando os trabalhos com Anthony Mann e sua série de 5 westerns, todos Classe A.

      Abraços do editor amigo

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    2. Todos os de Hitchcock e Capra são ótimos, mas particularmente gosto muito de sua atuação em Harvey, principalmente a cena em que ele está sentado num banco na parte dos fundos de um bar e divagando coisas sem importância. Nada nas telas me soou tão natural e brilhante. Saudações. Henrique Dias

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  5. Paulo,querido,adorei e me emocionei varias vezes.Muito obrigada pela dedicatoria,e uma honra ser do mesmo dia do Jimmy.Ai,um amor,dos atores mais completos realmente,e acredito que na vida pessoal era uma pessoa bastante agradavel.Lindo artigo e vou usa-lo como referencia para os filmes que ainda nao vi!!!Completa referencia a toda sua filmografia e as fotos ficaram demais tb.
    Abracos,e parabens!!!

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    1. Ethel, vc foi agraciada com isso ao lado de Jimmy. Até que enfim vc apareceu, aniversariante, rsrsrsrs. Os parabéns são seus minha amiga.

      Um beijo e um forte abraço do editor.

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  6. Neste comentário/presente aos fãs deste maravilhoso ator, nosso redator cita que Jimmy era pura virtude e simplicidade.

    Era. Ele era isso também, porque este mito era muito e muito mais que apenas virtude e simplicidade. Stewart era cavalheirismo, decência, qualidade, amizade, hombridade, caráter e ainda muito mais.

    James Stewart era uma criatura que bastava se olhar para ele e rapidamente se descobriria que ele era dotado de uma benção superior, algo como se uma luz divina envolvesse toda sua aura.

    O conheci lá pelos iniciais anos 50 na pelicula de Mann, Musica e Lágrimas, o diretor que mais trabalhou com ele, e lamento não ter dirigido A Passagem da Noite, fita que nunca assisti.

    A simpatia foi imediata e seu nome logo se memorizou. E a partir daí uma série de peliculas das mais variadas espécies e gêneros, onde em cada uma delas ele nos emprestava mais um pouco de sua simpatia, talento e mais e mais adoração.

    Quando eu vi Minha Querida Brigite/65, mesmo depois de já ter visto mais de vinte filmes com ele, seu desempenho ali me impressionou tanto que eu gravei o filme e mandei uma copia para meu irmão o obrigando a ver mais uma espetacular interpretação do nosso querido astro, que se atropelava nas suas falas, nos proporcionando com isso momentos gratíssimos e muito hilários.

    Eu tenho tanta coisa para falar deste homem/ator que teria que repartir meu comentário em duas ou tres partes.
    Mas não vou fazer isso, porque tudo o que eu dissesse sobre este monstro do cinema não iria passar de repetições de citações de outros comentaristas e fãs seu.

    Outro dia um amigo meu comentou que gostava dos seus faroestes dirigidos por Mann, mas que os epilogos, os finais, ou seja, os acertos de contas sempre lhe deixavam a desejar.

    Não concordei com ele, apesar de cada um ter direito exclusivo a expor suas opiniões. E o mandei atentar para o desfeiche de Winchester 73, que era um tiroteio entre Jimmy e Nally (irmãos na fita) numa pedreira. Só que era um tiroteio totalmente diferente de tudo o que já vira no cinema.

    Como um não podia um atingir o outro, por estarem ambos em posições muito protegidas, os dois ficavam atirando estrategicamente nas pedras, para que as balas nelas resvalassem e atingissem o outro.

    Uma cena perfeita, muito bem coreografada e digna de elogios à parte, pela seriedade do momento e pela beleza plástica do espetáculo.

    Muitos momentos de diversas fitas deste ator pode ser recordada e por todos imediatamente lembrada, como em O Preço de um Covarde, no momento em que ele intercepta o homem que vem enforcar seu irmão e como ele o aborda.

    A conversa e trejeitos que ele injeta nas cenas neste momento é algo acima de cômico, de profissional, de perfeito e digno de de bater palmas.
    Sem falar no momento em que ele chega na cadeia para reconhecer os presos que iria enforcar no dia seguinte.
    Explendido, inigualável, cenas que somente ele as faria com tamanha beleza.

    Muitos consideram O Preço de um Homem seu melhor faroeste. Mas todos os faroestes que Jimmy fez se equiparam em qualidade e em nos saciar do prazer de ver um bom filme.

    jurandir_lima@bol.com.br

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  7. Lancaster,

    Não, não vou por qualquer replica em cima do comentário do amigo, ainda que tudo o que fazemos como comentários, respostas, réplicas, p. ex. todos ganham o selo democrático. Nada, nada mesmo além disso.

    Além do mais o espaço é justamente para isso, não é verdade? Se não falarmos, debatermos, dialogarmos, contestarmos, etc, tudo isso aqui iria ficar em branco. E o Telles não iria amar nada disso. Como o cara iria reclamar! Rsrsrsrsrs

    Olha; seus comentários podem ter duas mil palavras. Mas são comentários que jamais deixo passar sem que meus olhos passeiem neles como se captando uma aula sobre a setima arte.
    E este aqui é mais um deles, onde completa, com toda sua naturalidade possivel, a boa escrita do nosso bom redator.

    Veja isso aqui, amigo: o Telles não falou de A Passagem da Noite, verdade, mas o bahiano aqui falou. Viste no meu comentário, onde até cito que não o vi.

    Tentei ve-lo na Internet. Porém, ele estava sem qualquer legenda e falado em ingles. Não dava condições para assistir.
    No entanto, eu percebi pela apresentação, que me pareceu ter sido filmado em Cinerama ou com alguma camara ou lente especial,já que a abertura dele é deslumbrante, com uma musica linda e fotografado num cenário daqueles. Me pareceu um filme muito caro e acima de bem feito. O que o grande Lancaster diz sobre isso? O viste? Conta.

    Imagino o Ford, agitado e intransigente como sempre o foi, ter dois surdos sob sua direção. Acredito que ele chegou a ser hilário em suas falas e comentários. Mas o homem era bom, o Ford, e temos de absorve-lo como era, pois nos deu muito.

    Grande abraço do amigo da Bahia

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. A RFCÍPROCA É VERDADEIRA, GRANDE JURA.TENHO MUITO RESPEITO POR VOCÊ...
      ASSISTA A ESTE GRANDE WESTERN, E VERÁ QUE TENHO RAZÃO A RESPEITO...

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  8. Telles,

    Olha; veja como são as coisas e como estes espaços clareiam ou esclarecem muitos assuntos que conheciamos de um outro angulo.

    Veja o amigo; como já és sabedor, nunca faço um comentário depois de ler qualquer escrita de outro comentarista. Sempre o faço primeiro, depois vou lendo o que dizem e vou respondendo, ou comentando, em cima de cada fala dos companheiros.

    Neste caso seu eu não havia lido seu comentário ao responder ao nosso Lancaster. Assim, para que fique constatada nossa sinceridade ao dizer tudo o que dizemos, terminei falando coisas que leria em seguida no vosso comentário/resposta ao Eddie.

    Duas coisas;
    1 - eu conhecia o afastamento do Mann de A Passagem da Noite (gostaria que lesse o que falei ao Eddie sobre o filme e me desse seu passo) como se houvesse tido sério desentendimento entre o Jimmy e o diretor. E que Jimmy dilemizou; ou ele no filme ou eu. Palavras que vejo dificeis de sairem dos láabios de um homem como o Stewart.
    E agora leio do amigo que foi um problema na produção. Assim fica melhor entendido e fim.

    2- sobre o Ford com a surdez do Widmarck e do Jimmy, eu toquei no assunto já imaginando a ira que deveria dominar o complicado diretor ao lidar com dois astros que não ouviam bem.
    E o amigo completou, muito hilaricamente, que o velho Ford foi um afortunado em serem meio surdos os rapazes, principalmente o Widmarck que tinha o pavio mais aceso.

    Olha? Quer saber o que acho na verdade? Acho que o Ford somente soltou das suas para os dois porque sabia que eles não teriam condições para reação em virtude de seus problemas. Boi deve saber onde arromba a cerca, não é isso?

    E sobre Intriga Internacional, duvido que o Grant tenha feito metade do que o Stewart faria. E isso apesar de eu achar este o melhor filme dos dois (Hitch e Grant, diretor e astro que não caminham no topo do meu rol preferencial). E tem mais: o Jimmy era ator de outra estirpe.

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Nobre baiano

      Realmente foi um lapso esquecer de despontar NA PASSAGEM DA NOITE, Visto que muitos conhecem esta fita na filmografia do Jimmy, e sem dúvida, é um ótimo western, que começou a ser dirigido por Mann. Mas para que vc entenda um pouco mais, Anthony Mann parecia ter um gênio irascível e não sei se houve, de fato, desentendimento entre ele e Stewart, mas não podemos também imaginar que este pudesse como dizemos aqui “sangue de barata”. No entanto, em minhas fontes, soube que foi apenas devido a discussões quanto a produção do filme, o que não quer dizer que isente uma possibilidade entre ele e Jimmy também discutirem entre si e depois Mann cair fora. No entanto, não poos alegar de fato que foi isso, o certo é que esta obra foi iniciada por Mann e terminada por James Neilson.

      Bom quanto a Ford, e eu sabedor que vc tem um “pé atrás” com o diretor, mas consciente que nos legou obras eternas, propositadamente hilariei o fato quanto a surdez de Jimmy e de Richard Widmark, pois fiquei imaginando o quanto Ford poderia ficar P com eles, mas aí vejo a fragilidade do cineasta não podendo exercer total controle com estes dois astros, como fazia com o Duke e os demais atores de sua trupe. Widmark era um cara de índole super humana (era advogado e chegou a advogar mesmo antes de ser ator) mas não suportava pressões (como ocorreu em sua estreia, O BEIJO DA MORTE, 1947, quando chegou a abandonar as filmagens devido a uma discussão com Henry Hathaway). Durante as filmagens de O ALAMO, Widmark não nutria de paixões pelo Duke, diretor da fita. Quando Wayne o chamou de “Dick” (Apelido para quem chama de Richard nos EUA), Widmark lhe respondeu da seguinte forma: “meu nome é RICHARD, não DICK, Ok!” logo, Ford foi muito sábio em não comprar briga com Richard e ainda convoca-lo para seu último western, CREPÚSCULO DE UMA RAÇA.

      Quanto a INTRIGA INTERNACIONAL, veja bem JU...

      Stewart e Cary Grant eram atores de estirpes bem diferentes, isto tu dissestes bem. Mas com certeza, se tivesse feito INTRIGA INTERNACIONAL, a forma de atuar e outras nuances mais seriam bem diferentes, e certamente teriam um “toque de midas” ainda mais valorizada na presença de James Stewart.

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  9. Telles,

    Conforme falei, dar citações sobre o Stewart é sobrar assunto para muitas e muitas postagens e/ou comentarios.

    Felei tanto dele, de seus filmes, e deixei de citar o que considero sua obra prima, seu filme mais visto e mais comentado; A Felicidade Não se Compra/46.

    Esta fita é algo obrigatório no lar de qualquer cinéfilo que se veja cinéfilo.
    Este filme é a seiva de tudo o que de mais belo o cinema produziu.

    O Jimmy está soberbo, o Bond bom como sempre, a Donna Reed mais bela que nunca (que rosto tinha aquela mulher!), o tema é leve, belo, emocionante e, enfim, o Capra parecia estar com a mão mais que abençoada ao confeccionar esta obra imortal.

    Até a falta de cor (o P&B) favoreceu o espetáculo. Não sei explicar como exatamente, mas não consigo ver aquele filme em cores. É o mesmo caso de Casablanca, A Lista de Schindler, O Falcao Maltez e mais muitos outros.

    Olha; recebi de presente de um irmão meu este filme. O vi e depois o coloquei no DVD e reuni minhas filhas e sua mãe para assistirem num domingo à tarde.

    Depois de algum tempo vim ao local e captava os olhos de todas, TODAS mesmo, reluzindo. Suas feições conotavam sentimento, amor, prazer, paz.
    Podem achar que exagero, mas isto ocorreu. Até perguntei ao final da fita à minha esposa se ela havia gostado do filme. Respondeu simplesmente; o melhor filme que vi.

    Não preciso dizer mais nada. Aliás, sobre esta fita, já não precisava nem falar.

    jurandir_lima@bol.com.br

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. A FELICIDADE NÃO SE COMPRA, é sem dúvida um MARCO MÁGICO na carreira do grande Jimmy. Não precisava dizer mais nada mesmo, nobre baiano. MARCO MÁGICO na carreira do grande Jimmy.

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  10. Telles,

    É, amigo. De qualquer forma nada sobre o citado pelo amigo, quer como acrescimo ou satisfação, a respeito do Mann/Jimmy, Ford/Jimmy/Widmarck, ou mesmo Intriga Internacional, altera muita coisa ao contexto geral, não é verdade?

    O certo é que o Mann largou A Passagem da Noite seja porque tenha sido, (preciso ver esta fita), o irrascivel Ford percebeu que deveria se conter, pois nem todos eram os Duke's da vida, e sobre Intriga eu carimbo também suas palavras; o toque do Jimmy ali daria um colorido alternado ao bom filme do Hitch.

    O resto é resto e não soma.
    O melhor de tudo é que desabafamos falando do querido magricela, criatura simplória que encantou o mundo com suas interpretações e suas gaguejadas nos diálogos, (soube que ele fazia aquilo quando esquecia as falas. Era um tempo que ganhava para por as palavras em ponto de falação) e sobre as suas belas atuações.

    Vi Cheyenne/70, do Gene Kelly, com ele e o Fonda. Se o amigo não viu procura ver, porque ali existe aulas de interpretação, além de um delicioso faroeste/comédia. Eu o acho imperdível, e me fale se tens A PASSAGEM DA NOITE.

    Forte abraço

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Cheyenne esta mais para uma comédia do que um western, mas não deixa de ser ao estilo, com um trabalho impecável de Gene Kelly na direção e a simpatia de Jimmy e Fonda nos papéis centrais.

      A PASSAGEM DA NOITE eu tenho e enviei um email para vc.

      Abração do editor

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  11. Olá Paulo querido, acho que nunca na vida lí uma matéria sobre Jimmy tão completa e tão emocionante. Adorei as imagens, muitas nunca tinha visto. Seu trabalho de pesquisa é enobrecedor. Hoje postei este link no meu grupo para que os fãs de Jimmy possam acessar e saber mais sobre ele.
    Obrigada! Amei :)

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    1. Muito obrigado minha amiga Siby. Agradeço sua divulgação e sua participação. Esta matéria foi redigida há quase um ano, aliás depois de amanhã o nobre Jimmy completa 106 anos, rs.

      Valeu minha amiga, beijos.

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  12. lindíssimo um dos melhores mais talentosos e carismáticos atores americanos! se grace Kelly sua parceira em janela indiscreta tornou se princesa Jimmy foi um verdadeiro príncipe com sua classe e doçura naturais!

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    1. Com certeza, Claudia! Obrigado pelo seu comentário. Saudações do editor!

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  13. Realmente uma linda homenagem. Jimmy é o meu ator preferido e me senti muito feliz ao ler seu texto sobre ele. Parabéns <3

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    1. Obrigado pelo comentário "Legends"! cumprimentos do editor e boa semana!

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  14. Nossa,como amo o James Stewart.Pra mim não tem mito maior do que ele. Adoro aqueles olhos!Os meus filmes favoritos dele são O homem que matou o facínora, A felicidade não se compra e Winchester 73,apesar da filmografia dele ser imensa e de gostar de quase todos que assisti. Muito obrigada pelo artigo!

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    1. Saudações Yara!!!

      Tive uns problemas técnicos, por isso demorei a liberar e a responder seu comentário.

      A partir de fevereiro de 2017, novos artigos!!!

      Abraços do editor!!!

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  15. Que beleza de matéria! Uma merecida homenagem ao querido e inesquecível James Stewart, um mito que nos brindou com tantos filmes maravilhosos! Obrigada!

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    1. Eu que agradeço minha amiga, pela participação! Um abraço do editor.

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