sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Da Terra Nascem os Homens – Um dos Melhores Westerns de Todos os Tempos, Obra Prima de William Wyler.


Raramente, na década de 1950, época bem recheada de westerns, que Hollywood divulgava o gênero em tons pacifistas, muito embora alguns cineastas mais avançados como Anthony Mann (que dirigiu 5 grandes clássicos com James Stewart, como podem ver no meu artigo datado de 4 de novembro do ano retrasado, Estudo Acurado Sobre os Westerns de Anthony Mann) lançavam uma nova leitura ao estilo cinematográfico genuinamente americano. Contudo, o clássico que abordaremos aqui foi dirigido por outro grande diretor, que ficou muito famoso por ser o portador dos genuínos clássicos do cinema por excelência, e seu nome é sinônimo disso:  O Senhor William Wyler (1902-1981).



Wyler certamente foi um dos maiores cineastas de todos os tempos, mas  nunca se considerou um autor de filmes e nunca foi esta a sua pretensão, e por isso era ignorado pela turma francesa do Cahiers du Cinéma, legião esta que, justamente, inventou o conceito do “cineasta ser o artesão da obra”. Trabalhava por encomenda sim, muitas vezes para produtores independentes (como Samuel Goldwyn). Não é possível se detectar um estilo de narrativa, um tipo de fotografia, ou sequer um ângulo favorito, em que não haja a participação de Wyler. A única identidade comum entre seus filmes era a excelência, nas palavras de Rubens Ewald Filho. Em verdade, nunca fez um filme ruim, muito embora haja películas umas melhores do que as outras, mas certamente, grandes obras cinematograficamente culturais tem seu legado. 


Foi o primeiro Western a ser, de fato, uma superprodução, já que, em 1958, a televisão invadia os lares americanos, lançando muitas séries de faroestes, como As Aventuras de Rin Tin Tin, The Lone Ranger (Zorro & Tonto), Paladino do Oeste, Gunsmoke, o Homem do Rifle, entre outros - e no entanto, seria imperioso um investimento alto para não perder a concorrência com a telinha.  Para isto, nada como reunir um cineasta premiado e de renome internacional, atores consagrados, um compositor que pudesse prender o espectador com a trilha sonora, e um fotógrafo que pudesse dar todo o panorama que nenhum televisor poderia enquadrar.




O resultado deste esforço épico foi uma obra de 165 minutos de duração e que custou cinco milhões de dólares, causando grande impacto e levando o público aos cinemas e definitivamente marcou aqueles que o assistiram por suas cenas de inigualável e impressionante beleza visual.

Baseada no conto Ambush at Blanco Canyon de Donald Hamilton (o mesmo autor de  Pecado em Cada Alma e os livros do espião Matt Helm) e adaptada por Jessamyn West (1902-1984, autora Sublime Tentação, obra de Wyler, com Gary Cooper), Da Terra Nascem os Homens- The Big Country, 1958- é tido pelo editor deste espaço como um dos DEZ MAIORES WESTERNS DE TODOS OS TEMPOS!


DA TERRA NASCEM OS HOMENS
(THE BIG COUNTRY)
Até então, foi bem possível que o público americano não percebesse do tamanho choque cultural que vive o enredo deste grandioso Western, mas o fato é que o filme justamente narra isso.  James “Jim” McKay (Gregory Peck , 1916-2003) está  longe de sua casa no Leste, cujos os costumes são bem mais refinados do que o do pessoal do Velho Oeste, seja pelo jeito de se vestir ou de trato fino. Por isso, os habitantes do Oeste, tão logo quando o veem sair da diligência, o tratam com preconceito.



McKay é um homem do mar, capitão de navio – mais que isso, é também o herdeiro de uma companhia de navegação do Leste, um homem culto e educado. Tal refinamento é absurdamente mal interpretado pelo pessoal do Oeste que, aos poucos, o cerca, contudo ele de inicio não parece ligar, pois esta mais preocupado em ver sua namorada, Patricia “Pat”  Terrill (Carroll Baker), que a havia conhecido em Baltimore.


Pat é a filha única do manda-chuva da região, o major Henry Terrill (Charles Bickford, 1891-1967). Filha única, e o “xodó” da vida do pai viúvo. Pat é, como se vê, o protótipo da garota rica e mimada.



Pat, com seus trajes femininos apropriados para o Velho Oeste e seu noivo Jim enfiado em um terno limpo e chapéu redondinho que choca a visão de todo o pessoal do primitivo Oeste, fazem a longa viagem entre a suntuosa sede da fazenda dela e do pai em uma carroça. Quando estão no meio do caminho, são abordados pelos quatro irmãos Hannassey, chefiados pelo mais velho, Buck (Chuch Connors, 1921-1992, que nesta ocasião fazia sucesso na TV com a série O Homem do Rifle).

Os quatro humilham Mckay. Laçam-no como se fosse um novilho, atiram no seu chapéu e o humilham das piores formas. Mas ele reage? Não.  Apenas sorri, ao conhecer as maneiras do povo da tão Grande Terra, literalmente, The Big Country.



Chegando o casal a fazenda, o major Terrill (Bickford) recebe bem o homem rico do Leste que a filha ama e com quem pretende se casar em breve. Já seu capataz, Steve Leech (Charlton Heston), de imediato se antipatiza com o “almofadinha” que chega para se casar com a bela Pat. Segundo sua ideologia pessoal, Steve acha que Pat mereceria se casar com um macho como ele. Assim ele pensa.


O capataz sugere ao forasteiro que dê uma cavalgada em Trovão, o mais belo cavalo da fazenda. McKay olha o animal, percebe a emboscada, e declina do convite. Vendo que seu namorado não reagiu à humilhação dos irmãos Hannassey, e sequer tenta enfrentar o teste de cavalgar Trovão, e mais tarde, que fugiria de uma briga de punhos com Steve. Pat começa a ter dúvidas se escolheu o homem certo para casar.


No dia seguinte à chegada de McKay à fazenda dos Tirrell, Steve Leech sai com uma grande tropa de vaqueiros a mando do patrão, para agredir os Hannassey pela ofensa que fizeram ao futuro genro. No entanto, isto foi apenas um grande pretexto, pois na realidade, existe uma rivalidade de longa data entre o Major Tirrel e o patriarca Rufys Hannasey (Burl Ives, 1909-1995, que arrebatou o Oscar de ator coadjuvante pelo seu brilhante desempenho pelo papel), pai dos quatro irmãos baderneiros. A rivalidade era por conta de uma propriedade, chamada Big Muddy.



Havia um terceiro proprietário de muitas terras na região, um sujeito decente e respeitado por todos, Maragon, que havia morrido alguns meses antes, deixando sua propriedade, Big Muddy, para a neta, Julie Maragon (Jean Simmons, 1929-2010). A questão de fundo, ali, é que o bem mais raro, mais fundamental, de todo o território, é a água, e ela se concentra exatamente em Big Muddy, a propriedade de sua família. O  avô dela havia garantido que tanto os Tirrell quanto os Hannessey poderiam usar a água de sua propriedade para dar de beber ao gado. Julie era grande amiga de Pat Tirrell, mas mantivera a palavra do avô.


Os dois grandes fazendeiros se defrontam pela propriedade da água como duas grandes corporações rivais lutam por matéria prima e espaço no mercado. Mas, no meio de toda esta confusão, esta James Mckay, que acha tremendamente absurdo esta disputa, pois ambos poderiam receber a água, tanto que para isso, ele chega a comprar o Big Muddy de Julia para favorecer a ambos os lados.



Mckay esta agora com as mãos atadas. Não importe o que pensem dele, o que é sabido é que é um homem de fibra à sua maneira, onde não precisa provar nada para ninguém e é bem afirmado em suas convicções. Embora na presença de Pat ele recuse a brigar com Steve Leech, no meio da madrugada Jim vai ao quarto de Leech para se “despedir”, já que estava determinado a ir embora da propriedade do Major. Steve não hesita nem uma só vez, e empolgado, se veste e sai com Jim para fora no meio da noite, onde tem muito espaço para tamanha “despedida” Não passa de um dos mais belos espetáculos de luta livre ao ar livre entre Gregory Peck e Charlton Heston. Façam suas apostas, Senhoras e Senhores!!!



Leech nota que não é mole o “almofadinha” e vê que Jim sabe usar os punhos, e não deveria tê-lo subestimado. Mas Jim também não subestima seu adversário e também apanha. No fim, os dois já muito alquebrados, decidem parar com a briga, e é neste momento que Mckay lança uma pergunta para Steve: “Afinal, o que provamos com isso? Me responda, Sr. Leech?”. Ambos vão embora, sem que Steve responda a pergunta para Mckay, mas mesmo assim, passará a respeitá-lo.



Mckay esta resolvido em acabar com a briga entre o Major Tirrell e Rufus, e já neste meio tempo, ele se desinteressa por Pat e começa a ter uma afinidade maior por Julia Maragon, que é uma professora, mulher esclarecida e humana, tudo a ver com Jim. Tão humana que trata bem ao verme Buck Hannasey (Chuck Connors), que não compreende e interpreta como um interesse amoroso por parte da professora.




Uma noite, quando Julia é prisioneira dos Hannassey, Buck tenta violenta-la, mas ela é salva por Rufus, que começa a humilhar seu filho. Buck é o fruto da ignorância e da falta dos valores em família, graças a um pai omisso cujo o único pensamento estar em combater o Major Tirrell. Quando é Mckay que vai resgatar Julia das mãos dos Hannassey, ele trava uma luta com Buck, que havia agredido a professora.


Buck é tão covarde e desprezível, além de ser um péssimo lutador, já que leva a pior na briga com Jim, e por isso, por um dado momento, o covardão saca de seu revólver para atirar em Mckay, mas Rufus o impede, e propõe que os dois tenham um duelo de “cavaleiros”. O Cavaleiro do Leste carregava em sua bagagem uma caixa luxuosa de pistolas, que ele havia presenteado ao Major Tirrell, mas que com o rompimento do noivado com Pat, fora a ele devolvido. Ao chegar para salvar Julia, Jim havia sido revistado e Buck encontrado esta caixa com o par de pistolas.


Rufus comanda o duelo, e Jim e Buck ficam de costas um para o outro, armados e prontos para o comando do pai de Buck. Contudo, este covarde se vira e atira em Mckay antes que o pai  desse o sinal para ambos atirarem. Jim é ferido de raspão na testa, e Buck não contava que houvesse apenas uma bala na pistola. Quando Rufus diz que é a vez de Jim atirar, seu filho se amedronta e foge, para desapontamento de seu pai, que lhe dá um cuspe de escárnio.  Tão logo o patriarca dos Hannassey libera Mckay e Julia para saírem da propriedade, Buck ainda pega uma arma com um dos irmãos para novamente tentar matar Jim, mas novamente Rufus impede, atirando e matando o próprio filho, numa das cenas mais impressionantes e chocantes talvez nunca vistas antes no cinema americano, ou mesmo no gênero western: pai matar filho (isto só veio a se repetir em Sangue de Pistoleiro/Gunman's walk, de 1958, faroeste dirigido por Phil Karlson, e estrelado por Van Heflin e Tab Hunter)



Rufus se arrepende, e como num ímpeto primitivo, se agarra ao corpo do filho e chora de uma maneira selvagem.  Mas por incrível que pareça, foi neste momento doloroso que fez com que o rústico patriarca pensasse que esta guerra tola com o Major Tirrel não era uma briga entre famílias, mas uma briga pessoal, e que precisava resolver isso de  uma vez por todas. Por isso, o patriarca foi atrás de Mckay  e disse que enfrentaria o Major. Quando chega a asada hora, Rufus e Tirrel ficam frente a frente, e cospem fogo um no outro. É o fim dos dois tiranos.


Steve Leech, o capataz do Major, que a esta altura já parecia estar mudado, se encontra novamente com Mckay quando ambos, junto com outros envolvidos, assistem aos corpos de Rufus e Tirrell. Leech olha para Jim de uma maneira meio tímida, possivelmente reconhecendo o quanto valoroso é aquele homem do leste. Quanto a este, revida o olhar para Steve de forma humana e, talvez, de perdão por entender que o capataz era um ser tão ignorante quanto os demais homens que trabalhavam para o finado major.



Mckay por fim, se identifica tanto com Julia Maragon que a obra de Wyler não esclarece com exatidão se os dois se apaixonaram, muito embora houvesse uma troca de olhares, contudo por serem duas almas semelhantes, não é difícil que pudessem encontrar afinidades mútuas, já que ambos eram personagens humanamente altruístas e contrários a qualquer tipo de confronto, verdadeiros amantes da paz num período tão conturbado como foi o Velho Oeste Americano.


E assim Da Terra Nascem os Homens, é um western que, na verdade, retrata o choque cultural, vigente em qualquer época e mesmo agora, com uma mensagem pacifista como nunca houve na história do gênero, em formato grandioso (Big como dizia os anúncios da época), que só um elenco de primeira grandeza e um cineasta ainda maior puderam então conceber.

DESTAQUES & CURIOSIDADES


William Wyler e Gregory Peck eram grandes amigos, inclusive é o próprio astro de “A Princesa e o Plebeu” (outra obra de Wyler) que co-produziu este fascinante superespectáculo Western. Porém, durante as filmagens, Peck e Wyler se desentenderam feio. Tudo porque Wyler, um perfeccionista ao extremo, fazia questão de repetir muitas cenas as quais Gregory Peck, como co-produtor, reprovava e achava que estavam perfeitas. O cineasta disse a jornalistas – e fez questão de dizer que estava falando em on, para publicar – que não voltaria a dirigir o ator nem por um milhão de dólares. Com efeito, ambos jamais voltariam a se falar, até Wyler falecer em 1981.


CAST de DA TERRA NASCEM OS HOMENS. Notem que Jean Simmons não esta nada sorridente!
Jean Simmons acabou por aceitar o papel de Julia Maragon, mesmo não tendo simpatias por William Wyler. Tudo porque Simmons foi a primeira escolha do diretor para ser a princesa em A Princesa e o Plebeu , mas Wyler voltou atrás e preferiu Audrey Hepburn. Simmons considerou a atitude de Wyler deselegante, mesmo não havendo ainda um contrato firmado. Contudo, por razões profissionais, Jean acabou pegando o papel de Julia, mas nunca reatou amizade com o diretor. A relação era estritamente profissional e ao longo de sua vida sempre se recusou a falar do cineasta.

Jerome Moross
Franz Planer e Gregory Peck
Da Terra Nascem os Homens é um western espetacular, valorizado por marcante comentário musical de Jerome Moross (1913-1983), uma das mais belas trilhas do gênero que segura todo o espetáculo. E é um filme valorizado também pela bela fotografia do austro-húngaro Franz Planer (1894-1963), o mesmo que fotografou Bonequinha de Luxo, A Princesa e o Plebeu, e Rei dos Reis.


Charlton Heston, que já era um ator consagrado após o clássico Os Dez Mandamentos, dirigido por Cecil B De Mille, teve que se submeter a um “teste” com Wyler. DeMille sempre gostou de Heston e sugeriu a Wyler que desse ao astro de O Maior Espetáculo da Terra um dos papéis. Até então, Charlton havia feito sempre papéis de heróis, inclusive em westerns, e sem contar que o ator ainda estava estigmatizado pela crítica como canastrão comparado a Victor Mature, no início da carreira.


Wyler deu a Heston o papel do antipático e rude Steve Leech, quase vilão do filme. De início, Charlton queria recusar o papel do capataz, por achar que era pequeno, mas seu agente o convenceu de que valeria a pena pela oportunidade de trabalhar ao lado de Gregory Peck, e sob a direção de William Wyler. Felizmente, Heston aceitou o conselho de seu agente (abençoado agente!), e para sua felicidade, Wyler gostou tanto de seu desempenho, que o pôs no ano seguinte para seu próximo trabalho e talvez um dos mais importantes do cineasta, Ben-Hur, onde Charlton Heston seria o astro principal e outorgaria grande responsabilidade.


Valeu a pena duplamente para o nobre Chuck, pois tanto ele (como melhor ator) quanto Wyler (como melhor diretor) arrebatariam o Oscar por este grandioso épico. Conheçam mais no artigo Um Pouco sobre Ben-Hur, publicado em 2010. Com o Oscar conquistado, Charlton Heston ganhou reconhecimento e prestígio do público e provou que não era “canastrão”, já que sua carreira se estenderia por mais de 50 anos, até partir para o Olimpo em 2008.



Carroll Baker chegou a ter também uma carreira longa, e anos depois, confessou que se tornou amante de produtor para subir em Hollywood, mas depois se arrependeu e foi estudar no Actor´s Studio onde encantou Elia Kazan que a usou como Baby Doll (1955), filme polêmico. Teve muitas chances no cinema, foi dirigida por John Ford (Crepúsculo de Uma Raça, 1962) e mesmo pelo nosso Hector Babenco (Ironweed, 1987), Muito estranho porque seu personagem fica ausente da luta final, mas há uma possibilidade que a personagem de Baker, a sentir o peso da solidão após a morte do pai, queria que Steve Leech prosseguisse como capataz e ficasse com ela, mas ele abandonaria a propriedade, e Pat ficaria só. Devido certamente a tanta confusão durante a sua produção, este final foi deletado.


Destaque também para o ator mexicano  Alfonso Bedoya (1904-1957), falecido aos 53 anos por problemas relacionados ao álcool, que sequer chegou a ver o filme ser lançado, ele que foi o melhor de todos os atores mexicanos fazendo tipos característicos no cinema norte-americano, o primeiro deles em O Tesouro de Sierra Madre, em que roubou muitas cenas.

Na obra The Big Country, ele faz o papel do empregado dos Tirrell, Ramón Guiteras, que acaba se tornando uma espécie de “Sancho Pança” para o personagem de Gregory Peck, James McKay. Ramón abandona os Tirrell para servir a Mckay e lhe avisar dos perigos que corre, e na última cena, ocorre que ele segue com Jim e Julia, dando a entender que servirá aos dois doravante. Esta ultima cena, quando os três estão a cavalo e tomam rumo desconhecido, nota-se um dublê no lugar de Bendoya, que morreu certamente antes da conclusão do filme.



Burl Ives era um ator de múltiplos talentos, pois também era radialista, cantor, escritor, e músico. Começou a vida como esportista, sendo jogador de futebol americano, mas foi inserido no mundo da música, tornando-se um cantor de Folk e baladas, gravando mais de 30 álbuns para Decca e 12 para a gravadora Colúmbia. Sua carreira de ator começou na Broadway, onde é mais lembrado pelo público americano no papel de Big Daddy na versão de Gata em Teto de Zinco Quente, em 1938, papel que repetiria na versão cinematográfica de 1959 com Elizabeth Taylor e Paul Newman - mas somente em 1946 foi introduzido em Hollywood com a 1ª versão de Smoky, o Cavalo Selvagem, com Fred MacMurray e Anne Baxter (a 2º versão é com Fess Parker e Diana Hyland).



Ives ficou notável como o rústico patriarca Buck Hannassey, o que lhe valeu o Oscar de ator coadjuvante do ano por este precioso western. Nesta época, ele já se encontrava semi-aposentado do  show business, mas com o Oscar conquistado, muitas outras oportunidades se abriram para este gigante em todos os sentidos, seja na estatura física e no talento. Quando em 1989, aos 80 anos de idade, anunciou definitivamente sua aposentadoria, veio a se estabelecer em Anacortes, Washington, com sua família, muito embora fizesse até quase ao fim da vida shows beneficentes. Um ano antes de seu falecimento, foi introduzido no Hall da Fama DeMolay, pois era um Grão Mestre da Maçonaria, grau 33 (o máximo), e toda sua família era vinda de maçons. Assim ele dizia:

Tive a sorte de nascer em uma família de maçons. Na verdade, minha irmã mais velha, Audrey, era matrona Grande da Ordem da Estrela do Oriente, em Illinois. Minha experiência DeMolay veio muito naturalmente por causa do meu pai e irmãos. Assim foi a minha juventude reforçada.

Burl Ives morreu em 14 de abril de 1995 aos 85 anos.



Sem dúvida, Da Terra Nascem os Homens é um clássico magistral não somente do Western, mas também da Sétima Arte. Big, Grandioso em todos os sentidos.

Paulo Telles

Da Terra Nascem os Homens/The Big Country

De William Wyler, EUA, 1958

Com Gregory Peck (James McKay), Jean Simmons (Julie Maragon), Carroll Baker (Patricia Terrill), Charlton Heston (Steve Leech), Burl Ives (Rufus Hannassey), Charles Bickford (major Henry Terrill), Alfonso Bedoya (Ramon), Chuck Connors (Buck Hannassey), Chuck Hayward (Rafe), Buff Brady (Dude), Jim Burk (Cracker)

Roteiro Robert Wilder, James R. Webb, Sy Bartlett

Baseado em uma adaptação feita por Jessamyn West e William Wyler, do romance Donald Hamilton

Fotografia: Franz Planer

Música: Jerome Moross

Produção: Originalmente, United Artists, William Wyler.

Cor, 165 min

26 comentários:

  1. Parabéns pelo ótimo texto.

    Sem dúvida é o filme é um clássico absoluto do gênero, com ótima trama que mistura drama, ação, história de amor e violência.

    Com um elenco sensacional e Wyler no comando, um dos maiores diretores de todos os tempos.

    Abraço

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    1. Sem sombra de dúvida, Hugo, vc disse bem estas misturas. Obrigado pela participação, abraços!

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  2. Infelizmente fico a dever no que se refere aos faroestes, a maioria deles ainda não consegui ver, como esse grande clássico. Abraços.

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    1. Precisa conhecer este precioso western, Gil. Vc certamente nunca terá visto nada igual em toda sua vida. Um bom final de semana.

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  3. Sempre que visito o Filme Antigos Club descubro novas curiosidades, é realmente um tour nos bastidores dos maiores clássicos do cinema. Parabéns mais uma vez pelo artigo meu caro!

    Também considero Wyler um dos maiores cineastas, certamente entra fácil na minha lista e foi sem dúvida o número 1 dos artesãos do cinema. Ben-Hur é meu predileto, mas ele fez tanta coisa diferente como "Infâmia" e "A Princesa e o Plebeu" dirigiu tantas estrelas como Bette Davis, enfim, que é difícil mesmo escolher um filme em especial. Este faroeste é top tb! Elenco maravilhoso (Peck em grande estilo) e como a Jean Simmons era linda, não? Gosto dele também em "Spartacus". Ela tinha um jeito misterioso no olhar, sedutor.

    Adorei!

    Abs.

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    1. Wyler muito embora não gostasse de se sentir um artesão, é difícil não vê-lo assim. A Crítica francesa que criou a ideia do cineasta ser o próprio autor do filme foi ignorado pelo diretor, que por sua vez, também foi ignorado pelos franceses, como uma espécie de retaliação.

      Ao longo de sua carreira, Wyler dirigiu obras umas bem diferentes que as outras. INFAMIA, por exemplo, ele dirigiu duas versões: a primeira de 1936, que ele dirigiu sob o título original de THESE THREE, com Miriam Hopkins, Merle Oberon e Joel McCrea, e a segunda, de 1961, sob o título The Children's Hour, com Shirley Maclaine, Audrey Hepburn e James Garner.

      INFÂMIA é uma obra polêmica de Wyler porque fala sobre o lesbianismo, e ele teve que pegar leve no assunto em 1936 por conta do Código Hays, que por esta época andava com a corda toda. Quando terminou seus trabalhos em BEN-HUR, resolveu fazer um remake, desafiando o código que já estava perdendo sua força no início da década de 1960 (o código "morreu" em 1968, dando lugar a uma CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA para os filmes). Isto é: William Wyler era um cineasta que não apenas se concentrava num único gênero, realizou filmaços inesquecíveis em praticamente em todos eles, inclusive musicais. Dirigiu astros e estrelas como Gary Cooper, Bette Davis, Bogart.

      DA TERRA NASCEM OS HOMENS foi uma dessas novas etapas. Infelizmente, houve muita confusão durante sua realização, principalmente entre Gregory Peck e o diretor. Jean Simmons assistia a estas confusões enojada, e é bem possível que tenha depois se arrependido por ter pego o papel. Se já não nutria um "grande amor" pelo diretor desde que perdeu o papel em A PRINCESA E O PLEBEU, com DA TERRA NASCEM OS HOMENS ela ficou com ódio dele. Sem dúvida, Jean era linda, excelente atriz, e um tanto geniosa e sensível as vezes.

      Abraços Ro!

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  4. Excelente,magnífico e grandioso post sobre este grande western, porém, nem sempre reconhecido pelos cinéfilos do gênero.
    Um dos fatos que mais me intrigaram no Cineclube dos Amigos do Western-CAW , anteriormente chamado de Clube Amigos do Western, foi que, mesmo os maiores conhecedores do gênero, não davam muito crédito a este grandioso western;nem mesmo a trilha sonora era reconhecida, como tal. Com o passar do tempo, pelo menos, eu fiz o pessoal reconhecer que a trilha sonora é uma das maiores trilhas sonoras, do gênero, quiçá a maior...
    Uma das cenas mais memorável e inesquecível é quando McKay se encontra só na fazenda, e chama o empregado Ramon e pede para que ele pegue o cavalo que, antes na frente de todos , recusara a subir nele e o consegue domar. Nesta cena foi usado o dublê Chuck Roberson!
    Eu, ao contrário, sempre o reputei como dos maiores westerns de todos os tempos!
    Como de costume você, praticamente, esgotou o tema, vou apenas e tão-somente citar alguns fatos e algumas curiosidades concernente a este magnífico western, e algumas citações westernianas. Lembrando, porém, que a única coisa que você esqueceu, foi o de não enaltecer as presenças dos stunts(dublês), mormente Chuck Hayward( Good Chuck) e Chuck Roberson(Bad Chuck), que dão um show em cima dos cavalos, etc., além da stunt Martha Crawford que dublou Carroll Baker e Jean Simmons!
    Gostaria também de enaltecer a lembrança do ator mexicano Alfonso Bedoya, que participou de inúmeros westerns. Um pequeno e singelo tributo feito por você...
    Numa das cenas o vigia dos Hanassey é Roddy MacDowall.

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    1. Amigo Edivaldo, em um certo blog de cinema fui convidado a despontar sobre meus dez favoritos filmes do gênero Western, onde o coloquei em terceira posição. Melhor dizendo, já assimilo aqui minha lista de TOP TEN WESTERNS MOVIE:

      1.º) RASTROS DE ÓDIO (The Searchers), 1956 – John Ford

      2.º) OS BRUTOS TAMBÉM AMAM (Shane), 1953 – George Stevens

      3.º) DA TERRA NASCEM OS HOMENS (The Big Country), 1958 – William Wyler

      4.º) A FACE OCULTA (One-Eyed Jacks), 1961 – Marlon Brando

      5.º) MATAR OU MORRER (High Noon), 1952 – Fred Zinnemann

      6.º) A LEI DO BRAVO (White Feather), 1955 – Robert D. Webb

      7.º) DUELO DE TITÃS (Last Train from Gun Hill), 1959 – John Sturges

      8.º) SETE HOMENS E UM DESTINO (The Magnificent Seven), 1960 – John Sturges

      9.º) O PREÇO DE UM HOMEM (The Naked Spurs), 1953 – Anthony Mann

      10.º) A ÁRVORE DOS ENFORCADOS (The Hanging Tree), 1959 – Delmer Daves

      CÁ ENTRE NÓS, Major...acho bem estranho que mesmo os aficcionados no gênero não se rendem a este BIG espetáculo pois é muito mais que um estilo pode oferecer, ainda mais assinado por um dos maiores cineastas de todos os tempos. Mesmo o tema da fita é até bastante atual.

      Sobre os dublês, agradeço de imenso seu acréscimo, mas eu já deixo reservas para que comentaristas possam dar um adendo, se não, não tem graça, rsrs.

      Chuck Roberson também foi ator, e foi da trupe de John Wayne, além de ter participado de inúmeras séries de TV.

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    2. CHUCK ROBERSON,ALÉM DE STUNT, PARTICIPOU DE VÁRIOS WESTERNS. NA DÉCADA DE 50, ELE FOI DUBLÊ DO GRANDE JOHN WAYNE. AS CENAS MAIS PERIGOSAS ERA O BAD CHUKS QUEM AS FAZIA, EXEMPLO:NO GRANDE WESTERN CAMINHOS ÁSPEROS, ELE, QUEBROU O TORNOZELO, APÓS FAZER UMA CENA MUITO PERIGOSA. ELE CAI DO CAVALO EM ALTA VELOCIDADE E QUEM LEVANTA ATIRANDO É O JOHN WAYNE...

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    3. DA SUA LISTA - TOP TEN WESTERNS - APENAS RASTROS DE ÓDIO E O PREÇO DE UM HOMEM FAZEM PARTE DA MINHA LISTA!
      EXCELENTE LISTA!

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  5. COMPLETANDO:
    Com relação ao pai matar o filho, pergunto:Qual foi o primeiro western a mostrar o pai matando o filho.Foi Da Terra Nascem os Homens ou foi Sangue de Pistoleiros, já que ambos são de 1958?
    Se bem que recapitulando mentalmente, acho que já teve outro western em que o pai mata o filho. Salvo erro foi no western, EMBRUTECIDOS PELA VIOLÊNCIA, quando o pai interpretado por Morris Ankrum, mata o filho assassino do irmão, protagonizado por James Anderson!
    William Wyler, dirigiu mais dois importantes westerns:GALANTE AVENTUREIRO E SUBLIME TENTAÇÃO.AMBOS COM GARY COOPER.
    Quanto a Gregory Peck tenho a salientar o seguinte: No western Duelo ao Sol ela mata Charles Bickford;Ele foi escolhido para fazer o western À BORDA DA MORTE, mas o papel acabou ficando com Robert Ryan;Quando filmava CÉU AMARELO, caiu do cavalo e quebrou o tornozelo;seu western preferido é RISISTÊNCIA HERÓICA;Seu maior herói de infância é Abraham Lincoln. Por isso aceitou, já em fim de carreira, a ser Abraham Lincoln, na série feita para TV SAGA DE VALENTE(BLUE AND GREY);durante as filmagens de ESTIGMA DA CRUELDADE, ele decidiu ser cowboy na vida real. Comprou uma fazenda em Santa Barbara, na Califórnia.
    Charlton Heston foi mais um dos astros que recusou o papel de Will Kane, em MATAR OU MORRER. O papel acabou ficando com Gary Cooper; foi cogitado por Sam Peckinpah, para ser Pike Bishop, no grande western MEU ÓDIO SERÁ A SUA HERANÇA,porém o pael ficou com William Holden; John Wayne ofereceu o papel de Jim Bowie no western O ALAMO, mas ele recusou, por implicações políticas do filme.
    IN FINIS, EU DIRIA QUE AS GRANDES FUGURAS DO DESTE GRANDE WESTERN SÃO BURL YVES E CHARLES BICKFORD, QUE ECLIPSARAM AS FIGURAS DE GREGORY PECK E CHARLTON HESTON.
    PARABÉNS, MEU GRANDE AMIGO, POR MAIS ESTE EXCELENTE POST.

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    1. Major, preciso rever EMBRUTECIDOS PELA VIOLÊNCIA, e assisti uma única vez que já não me lembro. Contudo, é difícil dizer qual seria o western daquele ano de 1958 que abordou a cena de pai matar filho primeiro. SANGUE DE PISTOLEIRO já parte para um estilo mais psicológico.

      Agradeço sua ilustre participação Edivaldo. Abraços

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  6. Nossa,nem sei o que dizer depois de ler tanta informação cultural para os cinéfilos principalmente de westerns.Apenas deixarei meu maior abraço,parabenizando-te pela elaboração e magnitude desta brilhante postagem.SU.

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    1. Obrigado amiga, sua presença só vivifica mais meu espaço. Uma ótima semana.

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  7. Shane é classificado pela maioria dos cinéfilos como o western mais completo que existe.
    De fato Shane é formidável, com uma fotografia muito bela, uma abertura de tocar fundo, um desenrolar muito atraente e outras qualidades mais a adicionar à fita.

    No entanto, na minha concepção, não fizeram ainda um faroeste que se comparasse a The Big Country.
    Existe ali um conjunto de particularidades que raramente encontramos num filme, como;
    - a qualidade do elenco, cada qual com sua composição bem definida e todos desempenhando com perfeição máxima seus papéis
    - uma direção muito competente, qualificada, segura e indiscutivelmente profissional, mesmo com todos os problemas naturais de uma produção daquele porte e com muitos egos diferentes e ávidos por sucessos a flutuarem lado a lado
    - uma fotografia em ângulos muito abertos
    que quase descortina completamente o grande Texas para nos de tão bela e perfeita.
    - uma qualidade de produção que não deixa sobrar espaços para erros e onde não detectamos nada de anormal senão algo feito para ficar e encantar.
    - um tema musical que nos põe em alerta já ao ser descortinado os primeiros instantes da fita. A musica de Moross nos atinge em cheio no âmago e nos prepara para o que está para vir, e que vem.

    Enfim, Da Terra Nascem os Homens não é para mim um dos dez melhores faroestes já feitos, conforme cita nosso editor. Da Terra Nascem os Homens é o melhor filme do genero que já se produziu.

    E eu não citei os carismas das interpretações individuais e nem nenhum dos grandes momentos que esta fita nos proporciona.
    Isto porque em momentos sutis e somente apercebidos por olhos atentos, de percepções privilegiadas e sensiveis, são capazes de capatar, como o abraço que Peck e Simmons se dão, depois de se entreolharem por poucos segundos, e mudos, entrelaçarem seus braços no corpo do outro sem beijos, sem nada dizerem e apenas pela força de seus sentimentos.
    Aquele é um momento raro no cinema. Aquela cena na fazenda de Ives é algo que, mesmo rápida a cena e sem estardalhaços, fica marcado no western de Wyler como se uma marca registrada. É um momento mágico dentro da sétima arte, esta á a palavra.

    A frase de Peck para Heston depois de horas e horas de lutas, numa demonstração de que a força não é tudo e que o que acabaram de fazer não levou ninguém a nada, é uma outra pancada forte neste magnifico faroeste.

    O respeito que o capataz passa a ter pelo seu anterior algoz, de um modo introspectivo e somente dito pelo seu olhar, ora alternativo depois que se engalfinham por horas, fica translúcido que pode se demonstrar o dizer muito sem nada se pronunciar.

    A demonstração de insatisfação daquele vaqueiro que, sentado e recostado a uma árvore cita para Heston que não é a favor de impedir que animais sanem suas sede, ficou marcado como outra cena de rara percepção em um filme do gênero western.
    E a reação do capataz é visivel,momentaneamente muda e, logo depois responde algo somente para não deixar cair a força de sua posição.

    Não posso ficar aqui citando minuncias como estas que, juntas compuseram esta Obra que é vista e revista há mais de 54 anos e que ainda se mostra viva e cada vez mais completa.

    Ficaria aqui horas e horas a falar deste filme. Da postura do Peck, da leveza de Simmmons, da filhinha do papai da Baker, da lealdade profissional do capatas e do seu ciume pela filha do seu patrão, da firmeza com que Bickford administra seu papel, da rusticidade que Yves imprime ao seu desempenho.

    E não citei aqui que Connors tem o seu melhor momento no cinema, da simplicidade e qualidade do Bedoya e de muito mais.

    Acho que posso parar por aqui e por esta fita no dvd para voltar a desfrutar do melhor que o cinema western já me deu.

    jurandir_lima@bol.com.br


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    1. Nobre Ju

      Seria falso da minha parte também dizer que THE BIG COUNTRY é o MAIOR western do Cinema, apesar de toda sua grandiosidade. Como disse ao Eddie, fico pasmado como que uma obra como esta pode ficar de fora para quem diz admirar o gênero - NO ENTANTO se eu fosse falar da maior importância desta fita de Wyler, eu estaria ignorando obras como RASTROS DE ÓDIO, MEU ÓDIO SERÁ SUA HERANÇA, MATAR OU MORRER, mesmo SHANE, entre tantos outros, já que os demais são westerns cada qual com sua grandeza e estilo. Mas isto é opinião minha, naturalmente.

      Mas sem dúvida, THE BIG COUNTRY foi o primeiro western em forma de superprodução, algo inovador no final da década de 1950, inovação esta que você mesmo em seu parecer despontou muito bem, Jurandir.

      Um grandioso abraço do editor.

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  8. Nery,

    Perfeitamente ponderável que não podemos depreciar obras como as que citaste. Entretanto, o filme de Wyler é uma obra completa, com todas as nuances de um grande espetáculo cinematográfico e que, por descobrir nele mais a cada nova vez que o assisto, é que o ponho no topo da piramide dos faroeste.

    Lembrando ao companheiro também que, em 1946, a produção de Duelo ao Sol, outro faroeste que não pode de forma alguma deixar de ser lembrado como uma das grandes obras do cinema e dentro do tema western, foi criado em clima de super produção,e também com muitos conflitos internos, com muitas disputas de egos e percalços naturais onde multidão de cabeças diferentes trabalham em prol de uma obra.

    Fiz, há cerca de pouco mais de um ano atrás, um comentário para outro blog onde indiquei meus dez westerns favoritos. Fator que hoje eu alteraria completamente, uma vez dar minha informação sem ter revisto mais recentemente outras obras.

    E como soma desta alteração, The Big Country seria a primeira alteração, que sairia de fora do lugar numero UM para este posto.

    É como eu digo sempre para um amigo; a melhor coisa a se fazer para se comentar uma fita é reve-la antes do trabalho de comentarista. Ali a mente está mais vivaz, mais fresca, mais atualizada.

    Aceita um abraço deste comentarista insistente e teimoso que, possivelmente, vê mais em Da Terra Nascem Os Homena que outros demais companheiros.
    Mas, foi como ressalvou o amigo; nada passa de uma preferencia pessoal ou gosto por determinada fita.

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Sem dúvida Ju. Vc lembrou bem de DUELO AO SOL, que não deixou de ser uma superprodução PRE-TV.

      Mas saiba que as superproduções, muito embora já houvessem antes da introdução da TV nos Estados Unidos, não podem ser comparadas com as superproduções PÓS-TV, pois estas já foram feitas para competir com a televisão, e por isso foram criadas uma série de recursos e formatos de tela (Cinemascope, Vistavision, Cinerama, etc)para não perder a concorrência.

      DUELO AO SOL, para curiosidade, foi um western ao estilo erótico, pois foi o filme que introduziu o chamado "beijo francês" no cinema americano. Não passa o enredo de uma verdadeira tragédia grega. Considero um dos melhores 15 westerns de todos os tempos.

      QUANTO DA TERRA NASCEM OS HOMENS, que esta entre meus top-ten, eu o considero como um verdadeiro clássico do gênero, mas não o coloco no patamar das outras produções, contudo respeitando o ponto de vista do amigo, o que de fato concordamos é que THE BIG COUNTRY é um clássico do estilo, não é mesmo? mas se assim o coloca como o 1º em sua listagem, considero esta preferência sua, verdadeiramente, feliz.

      Um forte abraço meu nobre de igual.

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  9. Nery?

    O que o bom amigo acharia de fazer uma enquete sobre faroestes?

    Claro que deve por em "plano um" que ninguém tem direito exclusivo para falar de westerns, e que fazer um trabalho que mexa com seus seguidores é uma obrigação de quem está na área.

    Portanto, uma enquete para se eleger os 12 melhores, ou 10, faroestes, seria uma jogada bem vinda e de teor agradabilissimo para nós, comentaristas e visitantes deste bom blog.

    Levar também em consideração que este Blog se chama "Cinema Antigo", e que westerns É SIM, cinema antigo, uma vez ser um segmento quase que morto no mundo de criação de filmes.

    Senão observemos: quantos faroestes, mesmo que mais ou menos, foram feitos de 90 para cá?
    Tenho certeza de que irás encontrar uma soma muito semelhante à produção desta linha de filmes em apenas um ano, ou menos, num ano qualquer da década de 1950.

    Portanto, amigo...cinema antigo sim.
    Pense nisso e no quanto iriamos trocar de falas, idéias, observações, momentos e etc. O quanto irias fazer estremecer as bases deste já muito bem aceito blog.

    Todos amam faroestes, amigo Nery. E irias dar um presentão a todos nós. Acredito nisso.

    Seu amigo que te abraça e respeita

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Meu nobre Ju

      Serão feitas enquetes deste porte. Se o amigo se lembra, já fiz uma, sobre o melhor western dirigido por Anthony Mann da série com Jimmy Stewart, lembra? Sua sugestão é sempre bem vinda.

      O nome do espaço aqui, meu amigo, É FILMES ANTIGOS CLUB ARTIGOS. CINEMA ANTIGO é do amigo Jefferson Vendrame, e por sinal, um dos melhores blogs sobre cinema no Brasil.

      Western é CINEMA ANTIGO E FILME ANTIGO, rs.

      Um forte abraço do fundo do alma

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  10. Nery,

    É.O amigo tem razão. Nada de alterar nomes do espaço criado pelo competente companheiro. Assim, peço uma leve desculpa pelo trocado feito, já que, conforme citou o companheiro, Cinema Antigo é outro grande blog.

    Sim. Vi sua enquete e sinto falta de outra do genero, já que faroestes está em nosso sangue.
    Assim como uma intensificação de materias dentro do tema western seria muito bem vinda, além de enquetes, biografias, comentários de outras grandes fitas,etc.

    Minha visão a médio prazo seria dar uma boa sacudida em nossos seguidores que, conforme observei nos comentários desta postagem, mostram amar demais este genero.

    A partir então das novas postagens, uma sucessão de trocas de idéias, falas, comentários, etc, voltariam a inundar nossos conhecimentos sobre o que ainda nos falta conhecer, já que (observemos as falas do Eddie Lancaster), sempre adicionam fatos que desconhecemos nos seus perfeitos comentários, gerando assim novos comentários e novos fatos inéditos sobre a mesma ou outro filme.

    Esperando que o bom amigo não se chateie com o que aqui ponho, pois são somente sugestões que adoraria ver ilustradas neste delicioso blog, deixo aqui mais um sincero abraço, assim como anseios em conhecer o parecer deste editor.

    jurandir_lima@bo9l.com.br







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    1. Imagine Ju, por que me chatearia??? vamos lá, quero que todos apresentem suas sugestões sempre e vc não é exceção.

      Vc já me deu ideia para a próxima enquete.

      Grande abraço nobre baiano

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  11. Olá, Paulo. Que postagem fantástica, meu caro. Que riqueza de detalhes. Infelizmente naõ vi, ainda. Meu pai é fã deste gênero. Tem muito se falado da trilha deste filme. Dizesm os críticos que ficou a desejar. E atuação de DiCpario. O que dizer? Fantástico. No mais um abraço...

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    1. Olá Max, quanto tempo! ainda não assisti ao Django Livre, verei amanhã, mas sei que DiCaprio anda sendo elogiado pela crítica e publico pelo seu papel. Abraços!

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  12. belo artigo meu amigo, é muito bom conhecer mais sobre esses grandes clássicos, do Gênero western.

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    1. DA TERRA NASCEM OS HOMENS, na opinião deste editor, é um dos dez maiores westerns de todos os tempos. Vale a pena conhecer mesmo este grande espetáculo. Grato pela sua participação!

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