sábado, 26 de maio de 2012

John Wayne: O Herói das Pradarias da Sétima Arte



Matéria com base no artigo UM TRIBUTO À JOHN WAYNE, de 12 de junho de 2010, agora revista e ampliada, em homenagem à um dos maiores astros da Sétima Arte, que deu muitas e eletrizantes aventuras e alegrias às plateias do mundo todo.

Paulo Telles. 


Cavalgando pelas pradarias do Oeste Cinematográfico, ele se tornou uma lenda imortal. Filho de Clyde e Mary Morrison, Marion Michael Morrison, que o mundo conheceria como JOHN WAYNE, nasceu a 26 de maio de 1907, em Wintenset, Iowa. Mas a vida teve de lá suas ironias. O nome Marion foi motivo de gozação por parte dos garotos de sua idade. Quem diria que o maior astro do cinema mundial, símbolo do machismo e virilidade, tinha em seu nome de batismo um nome de mulher.



SE MEDIRMOS a grandeza dos astros pelo número de pessoas que vai assistir aos seus filmes, Wayne talvez possa ser considerado o maior astro de cinema em todos os tempos. Na verdade, recuando a 1932 e verificando, daí em diante, o produto das bilheterias de todos os filmes produzidos no mundo, vamos perceber logo que ele é a maior atração do Cinema sonoro, tendo alcançado o estrelato e ficado entre os dez maiores sucessos de cada ano, a partir de 1949 até 1974.




Wayne também foi quem mais ganhou dinheiro com Cinema, entre os intérpretes - cerca de 400 milhões de dólares - e, perdendo apenas para Gary Cooper e James Stewart, entre os que trabalharam em maior número de clássicos de Hollywood, a deles, dirigida por John Ford e Howard Hawks.



A Trajetória de Wayne se confunde com a própria história do cinema americano, já que iniciou sua carreira em 1927. Ganhou um apelido tão logo ingressou na Meca do cinema, Hollywood, a alcunha de “Duke”. Isto porque o jovem Marion costumava passear com seu cachorro de estimação, que tinha aquele nome. Desde a tenra idade, Marion começou a lutar pela vida, depois de estudar na Universidade de Southern Califórnia. Daí sucedeu-se uma série de pequenos biscates: Foi motorista de caminhão, consertador de fios eletrônicos, carpinteiro de cenários cinematográficos, e até mesmo dublê. Assim, pagava seus estudos, pois tinha pretensão em se formar em direito.



Nessa época, conheceu John Ford (1895-1973), que acabou sendo um de seus maiores amigos e exerceria uma grande influência em sua vida e carreira. O diretor lhe arranjou trabalho nos estúdios da Fox e, pouco depois, um pequeno papel em Hangmans's House.



No entanto, quanto mais trabalhava nos estúdios de cinema, mas ficava fascinado com o mundo da chamada Sétima Arte. A essa época, seu físico avantajado, de 1m94 de altura, chamou a atenção dos produtores e diretores. Assim, ele foi aproveitado em pequenas pontas de filmes. Mas em 1930, o lendário diretor Raoul Walsh (1889-1980) que sugeriu que o ator tivesse o nome artístico de John Wayne, deu a ele o seu primeiro papel principal, no filme A GRANDE JORNADA (The Big Trail). Entretanto, a produção foi lançada em plena época de depressão americana, o que fez com que sua atuação não fosse notada, pois o filme não teve o retorno esperado nas bilheterias.




Logo, Wayne foi “rebaixado” para produções menores e baratas. Se tornou um astro de filmes de cowboys das matinês, trabalhando para pequenos estúdios, como a Lone Star, e atuando em filmes de pequena duração. Assim, “Duke” Wayne se tornou o ídolo infantil das crianças dos anos de 1930, notabilizando-se como um dos “Reis dos Cowboys” ao lado de Tom Mix, Buck Jones, e Tim McCoy. Graças também a Yakima Canutt (1895-1986), respeitado coordenador de cenas de ação e perito em cenas de perigo (ele seria o diretor de segunda unidade de Ben-Hur em 1959, supervisionando a famosa corrida de quadrigas) que John Wayne começou a aprimorar seu estilo Cowboy.




Sem ter ainda desenvolvido a personalidade que lhe trouxe fama anos depois, Wayne foi relegado a filmes de westerns de orçamento B, sendo que em 1935 foi o protagonista do primeiro filme da Republic (e, em 1945, ajudou o estúdio a celebrar 10 anos de sucessos). Na década de 30, foi um dos mais populares heróis ao estilo do Far-West. Padronizou a maneira de andar, e treinou um sotaque que se encaixava bem num herói do oeste.



Em 1939, acontece a grande chance de sua carreira: NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS (“Stagecoach”, 1939), considerado um dos maiores clássicos do Western. A Princípio, os produtores relutaram em aceitar um principiante saído de faroestinhos baratos e de orçamento duvidoso para o papel célebre de Ringo Kid. Mas John Ford decidiu que já havia dado o papel a Wayne e que jamais voltaria atrás, e que queria fazer um filme que não devia nada de seu sucesso à popularidade dos intérpretes, e sim o oposto, o filme que os tornaria populares. E não deu outra, pois além de Wayne, despontaram em celebridades Claire Trevor, Thomas Mitchell (ganhador do Oscar), e John Carradine.


Assim, John Wayne ingressou no rol dos artistas CLASSE A, e um dos que mais atraíam público aos cinemas, segundo a revista Motion Pictures Herald, se tornando assim uma estrela maior no mundo do entretenimento. Quando os Estados Unidos entraram para a Segunda Guerra, Wayne pediu dispensa do serviço de guerra alegando comprometimento com a carreira, casamento e filhos. No entanto, mesmo não atuando em fronts reais, contribuiu com suas atuações em filmes bélicos que eram praticamente propagandas de guerra americana contra o nazismo. Assim, muitos dos soldados americanos que iam para a guerra se inspiravam nos personagens heróicos, destemidos e dignos interpretados por John Wayne.



Nesta fase, muitos destes filmes vieram a se tornar clássicos de guerra, como Fomos os Sacrificados (They Were Expandable) e Iwo Jima, o Portal da Glória (Sands of Iwo Jima), respectivamente de 1945 a 1949, dirigidos por John Ford e Allan Dwan. Aliás, Wayne era um conservador na política, um republicano convicto, que bateu de frente na vida real com Robert Ryan (1909-1973) e Nicholas Ray (1911-1979) durante as filmagens de Horizonte de Glória (Flyng Leathernecks), outro filme de guerra dirigido por Ray para Howard Hughes (1905-1976) e RKO, já que tanto o cineasta de Juventude Transviada e o ator Ryan eram democratas.


Voltando aos westerns, é importante frisar a trilogia de John Ford sobre a Cavalaria americana (já tópico de artigo neste blog. Ao fim do artigo, vejam os links especiais sobre John Wayne)- são eles: Sangue de Heróis (Fort Apache, 1948), Legião Invencível (She Wore a Yellow Ribbon, 1949) e Rio Bravo (Rio Grande, 1950).

MAUREEN O’ HARA- PAR ROMÃNTICO PERFEITO NO CINEMA, AMIGOS NA VIDA REAL.



Em 1952, Nova parceria entre Ford e Wayne, neste considerado o melhor filme da Repúblic, Depois do Vendaval (The Quiet Man) cuja cena antológica é o beijo que o Duke dá em Maureen O' Hara, lenda viva do cinema. Antológica também é a Luta Livre entre Wayne e Victor McLaglen (1886-1959) neste sensacional clássico da Sétima Arte. 





Com ela, já havia feito Rio Bravo, e ainda faria Asas de águia (The Wings of Eagles), em 1957, sobre a vida do aviador e roteirista de cinema Frank Wead, que era amigo e colaborador de John Ford que resolveu dirigir esta fita em sua homenagem; e Quando um Homem é Homem (McLintock!), dirigido por Andrew V. McLaglen em 1963, filho do ator Victor McLaglen, versão da obra de William Shakespeare A Megera Domada transposta para o Velho Oeste, com muito ritmo e humor. Maureen ainda faria uma pequena participação em 1970, no western Jack Grandão (Big Jack), fazendo a esposa de Wayne. Verdadeiros amigos na vida real, a atriz irlandesa foi uma das que empenhou no Congresso Americano para que o velho astro recebesse a Medalha de Honra do Congresso. pelos feitos cinematográficos e pela sua honrosa contribuição ao país. Wayne recebeu a medalha pouco antes de seu falecimento.


RASTROS DE ÓDIO – FILME DE FORD E ATUAÇÃO DE WAYNE COMO OBRAS PRIMAS


Mas em 1956, veio a obra prima que consagraria de vez a estrela de John Wayne, considerado por muitos críticos (e por este editor também, me perdoem por me meter) como o melhor desempenho de sua carreira. Falo de RASTROS DE ÓDIO (The Searchers), ponto ápice não somente na sociedade John Ford/Wayne (uma das mais bem sucedidas parcerias entre um ator e diretor) como também foi o ponto clímax para o gênero western.

Mal recebido na época de seu lançamento (e muito mal interpretado por muitos críticos), Rastros de Ódio só veio a ser reconhecido como obra prima quase duas décadas depois, após ser incluso numa lista importante entre os dez melhores filmes de todos os tempos,quase no fim na década de 1970. Talvez pela mensagem aparentemente racista do filme, não veio inicialmente ter uma boa impressão, mas o cineasta francês Jean -Luc Godard, conhecido por seus trabalhos polêmicos, anárquicos e vanguardistas, assistiu esta obra de John Ford e reconheceu a esplendorosa atuação de John Wayne, que politicamente, Godard o odiava, mas acabou se emocionando e se derretendo as lágrimas pela atuação do Duke.




Provavelmente baseado na lendária história da jovem Cynthia Ann Parker (mãe do líder comanche Quanah Parker), que em 1836 foi raptada por guerreiros Comanches, Rastros de Ódio foi filmado no cenário favorito de Ford, o Monument Valley, Utah. Algumas cenas adicionais foram feitas em Mexican Hat, no México, Utah, e Bronson Canyon em Griffith Park, Los Angeles.



Wayne nos tributa com o que há de melhor em seu íntimo dramático. Em 1868, o veterano ex-oficial confederado Ethan Edwards (Great Wayne!) retorna da Guerra Civil Americana e vai para o rancho de seu irmão na zona rural do Texas. Pouco tempo depois de sua chegada, os Comanches matam seu irmão e sua cunhada e raptam as duas filhas, uma delas ainda menina. Com a ajuda do filho adotivo de seu irmão, Martin Pawley (Jeffrey Hunter, 1925-1969) mestiço índio com branco, Ethan, que odeia todos os índios, começa a perseguir os Comanches para resgatar as sobrinhas. Para ele e também para os que o cercam (exceto Martin), é melhor "certificar-se" de que elas estão mesmo mortas e não vivas e abusadas pelos selvagens (um dos temas do filme é a discussão do racismo).


Ethan se mostra obcecado e próximo de psicótico em sua perseguição, havendo suspeitas (não confirmadas) de que seu amor pelas sobrinhas se deve ao fato de ter amado a mãe delas, a esposa de seu irmão. Mais tarde, Ethan encontra o corpo assassinado da mais velha, Lucy. Recrudescem os esforços na busca da mais nova, Debbie (Natalie Wood, 1938-1981). A procura tomará mais cinco longos anos, mas ao longo desse tempo, tanto Ethan quanto Martin sabem que ela não faz mais parte da cultura dos brancos.



Ethan odeia os comanches mas, fiel ao mandamento militar de "conheça seu inimigo", se mostra um conhecedor do modo de vida dos nativos. Algumas "lições":

1) Ethan diz que os comanches amarram as montarias a si próprios, quando dormem, evitando que seus inimigos espantem os cavalos.

2) Ethan diz que um comanche em fuga, ao contrário de um homem branco que desmonta quando o cavalo está cansado, continua a cavalgada até escapar ou o cavalo morrer. E depois disso, come o cavalo.

3) Ethan atira nos olhos de cadáveres de índios. Explica que é uma vingança, pois segundo a crendice comanche isso é uma das piores coisas que podem acontecer, pois eles acreditam precisarem dos olhos intactos para se guiarem no "outro mundo".

RIO VERMELHO E A TRILOGIA DE HOWARD HAWKS


Wayne já havia feito um clássico ao estilo western para Howard Hawks (1899-1977), Rio Vermelho (Red River), em 1948, quando o Duke já estava solidado como astro de primeira grandeza. Como viria a ser com Ethan Edwards em Rastros de ódio, 8 anos depois, Wayne aqui atua como um homem igualmente cruel e amargo depois da morte da mulher que tanto amou (também pelos índios comanches).Depois dessa tragédia, Thomas Dunson (Wayne) e seu parceiro Groot (Walter Brennan, 1894-1974) adotaram um jovem órfão chamado Matthew Garth (Montgomery Clift, 1920-1966), também vítima dos índios. Juntos, e com apenas um par de cabeças de gado eles entraram no Texas atravessando o Rio Vermelho. Nesse local, Dunson declara que toda a terra que vê ali é sua. Mais tarde, dois mexicanos aparecem e alegam que a terra é de seu chefe. Dunson não quer saber disso, mata um dos homens e manda o outro voltar e contar ao tal chefe que ele era o novo dono. Ele chama sua propriedade de Red River D, marca de suas duas primeiras cabeças de gado.



Depois de quatorze anos e mais sete mortos que tentaram lhe tirar a terra, Dunson se torna um grande rancheiro (John Wayne, com uma maquiagem que o torna bem envelhecido). Com a ajuda de Matt e seu parceiro Groot, sua propriedade cresce, mas ele começa a ter prejuízos quando termina a Guerra Civil Americana. Com o preço do gado em baixa no Texas, Dunson decide levar uma grande manada até 1.000 kms ao norte, no Missouri, onde os preços são melhores em função de uma construção de ferrovia que precisa de alimentos para os trabalhadores. Ele contrata alguns homens extras e inicia a perigosa jornada. Durante o caminho, ele enfrentará estouro da boiada e ataque dos índios.



O tirânico líder Dunson começa a descontentar seus homens, especialmente Matt, que resolve tomar o controle da manada e levá-la junto com os demais homens para Abilene, Kansas, deixando seu pai adotivo para trás. Ele ainda salva uma mulher e outros viajantes de mais um ataque índio. A mulher é Tess Millay (Joanne Dru, 1923-1966), por quem Matt se apaixona, mas, assim como fez Dunson com sua amada no passado, ele a deixa para trás para conseguir levar o gado antes que fique cercado pelas águas da chuva.


Apesar desses contratempos e da fúria de Dunson, Matt chega ao seu objetivo e consegue da Ferrovia um excelente preço pelo gado, sendo também o primeiro homem a cruzar a trilha Chisholm. Mas Dunson não está satisfeito e chega à cidade junto com outros homens com o intuito de matar Matt. O jovem Matt e o velho e durão Dunson acabam saindo aos socos, no entanto, tudo se acaba por resolver e o afecto de ambos supera o desmando. Dunson trespassa a propriedade do rancho para Matt, que acabará por casar com Millay.

Red River foi filmado em 1946 mas lançado apenas em 1948, porque conta-se que Howard Hughes ameaçou mover uma ação contra Hawks e a United Artists, acusando o filme de se parecer com O Proscrito, e a fita marcou a estréia no cinema de Montgomery Clift, que nunca mais faria um Western.


Com Wayne, o Cineasta Falcão ainda realizou uma importante trilogia de western: Onde Começa o Inferno (Rio Bravo, 1959), El Dorado (Idem. 1967), e Rio Lobo (Rio Lobo, 1970), sendo que o primeiro é considerado por muitos críticos como o melhor western de todos os tempos.

O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA: ÚLTIMO WESTERN DE WAYNE COM JOHN FORD.

Um dos maiores clássicos do Western que registrou o último filme da parceria Wayne/Ford, onde o diretor reuniu seu compadre a James Stewart (1908-1997), outro ícone do cinema e bem identificado também com os Westerns, além da intensa presença de Lee Marvin (1924-1987) como um dos mais desprezíveis vilões do gênero.



A história começa quando as pessoas estão preparando um funeral. Um senador dos Estados Unidos da América e sua esposa estão de volta à pequena cidade de Shinbone, num território do Oeste não identificado (provavelmente o Colorado, com menções ao Rio Picketwire). O senador começa contar a um jornalista a razão de estar ali para o enterro. Na medida em que os fatos são relatados, aparecem as cenas em flashback.



O senador é Ransom Stoddard (Stewart), na sua juventude um advogado que acreditava na lei e na ordem, mas que se recusava a carregar um revólver. Ele era amigo de Tom Doniphon (Wayne), um pistoleiro que via nas armas a melhor forma de fazer justiça.

Doniphon e Stoddard mantiveram um tenso relacionamento, pois ambos se interessavam por Hallie (Vera Miles). Hallie acabou preferindo Stoddard, para desilusão de Doniphon.



Quando o fora-da-lei Liberty Valance retornou faminto à cidade, causou desordem nos saloons e restaurantes. Valance temia apenas um homem: Tom Doniphon. O bandido roubara e espancara Stoddard quando este chegara à cidade, obrigando-o a trabalhar no restaurante para pagar pela comida e estadia. Quando viu Stoddard, Valance o provocou, mas Tom intercedeu.



Valance continuou a aterrorizar a cidade. Stoddard decidiu fazer alguma coisa e acabou desafiando Valance para um duelo. Completamente desajeitado com uma arma, Stoddard era, porém, presa fácil para o bandoleiro.



Depois que deixou o bar para duelar com Ransom Stoddard, curiosamente Liberty Valance vencera uma rodada de pôquer com um par de "ases" e um par de "oitos". Esta é a famosa Dead man's hand (mão do homem morto), chamada assim porque eram essas cartas que estavam na mão de Wild Bill Hickok quando ele foi assassinado por Jack McCall em Deadwood, Dakota do Sul, em 2 de agosto de 1876.

Mas, quando chegou o duelo, coisas misteriosas e surpreendentes aconteceram. Ao final da narrativa para o jornalista Maxwell Scott (Carleton Young, 1905-1994), Stoddard revelou quem realmente matara Valance, e perguntou: “Vai usar essa história, Mr. Scott?”. A resposta foi a famosa frase: "This is the West, sir. When the legend becomes fact, print the legend". (“Este é o Oeste, senhor. Quando a lenda antecede os fatos, publique-se a lenda”).


JOHN WAYNE, O DIRETOR


John Wayne também incursionou na direção e dirigiu os filmes "O Alamo" e "Os Boinas verdes".



O Alamo (The Alamo), de 1960. foi um antigo projeto seu, patriótico, que contava a luta entre americanos e mexicanos pela posse do do Texas, em 1836. Um sonho de muitos anos devido a seu extremo interesse pelo episódio. Isso se refletiu numa quase que absoluta idealização, transformando-o numa ode a lealdade e fidelidade ao sonho de liberdade, com pouco respeito pela fidelidade histórica. 




Mas Wayne aprendeu alguma coisa observando os mestres e amigos Ford e Hawks e o filme funciona bem como aventura de guerra, com bom ritmo, sequencias de ação empolgantes e elenco eficiente (com toques de humor vindos dos coadjuvantes, exatamente como Ford fazia e usando alguns dos mesmos atores freqüentemente usados por ele). Durante um dia de filmagem, John Ford apareceu sem avisar no set, e resolveu "dar uma mão" à Wayne na direção, deixando este sem jeito (a amizade entre Ford e Wayne é muito discutida, já que este nutria profundo respeito pelo veterano cineasta). A produção teve uma série de incidentes, inclusive o assassinato de uma atriz pelo namorado ciumento pouco antes de encerrada as filmagens.





Além disso, apesar de suas conhecidas posições direitistas, Wayne fugiu de patriotadas e, a maneira de Ford, se concentrou mais nos aspectos humanos da situação e nas relações entre os personagens, inclusive evitando mostrar como vilões os mexicanos (até criando um inverídico momento onde o líder deles ordena uma trégua para que as mulheres e crianças saiam do local). O filme teve uma campanha publicitária para o Oscar desastrosa (que sugeria que assisti- lo ou não era uma questão de patriotismo) e foi um tremendo fracasso, uma grande decepção para Wayne (custou doze milhões de dólares e rendeu menos de oito).


O Segundo, Os Boinas Verdes (The Green Berets)de 1968, lhe causou grandes problemas. Tinha um roteiro pró-Guerra do Vietnã, o que causou a fúria dos opositores a essa intervenção militar norte-americana, que realizaram vários protestos contra a exibição do filme.

BRAVURA INDÔMITA – O ORIGINAL- E O OSCAR


JOHN WAYNE foi recordista em atuações cinematográficas, mais de 250 filmes (há quem diga que o ator brasileiro Wilson Grey o superou). Também foi dirigido por outros grandes diretores além dos já mencionados: William Wellman, Mark Rydell, John Farrow. Havendo, também, trabalhado ao lado de vários astros de sua época: Henry Fonda, Katharine Hepburn, Susan Hayward, James Stewart, Maureen O´Hara, Sophia Loren, Elsa Martinelli, Dean Martin, Kirk Douglas, Montgomery Clift, Robert Ryan, William Holden, Marlene Dietrich, Rock Hudson, Jeffrey Hunter, Natalie Wood, Lana Turner, Robert Mitchum, Lee Marvin, Richard Widmark, dentre outros, em seus 50 anos de cinema. 




A Academia jamais se lembrou de John Wayne antes para premia-lo com o Oscar  - apesar de seus bons desempenhos, como em Rastros de ódio - e acabou lhe dando por Bravura Indômita (True Grit, 1969), um faroeste outonal, em que o ator aparece como uma ruína de si mesmo, velho e gordo, mas com muita garra e seu habitual carisma.



Nesta época, os westerns americanos vinham sofrendo influencias dos westerns europeus, como os dirigidos por Sergio Leone em sua trilogia  (Um Punhado de Dólares, Por uns dólares a mais, Três Homens em Conflito). Wayne não gostava destas tendências de mudanças, mas seus westerns tradicionais ainda continuava sendo bilheteria. Com o sucesso estrondoso de Meu ódio será sua Herança (The Wild Bunch), em 1969, de Sam Peckimpah, os produtores acharam que era o momento oportuno para o veterano ator de 62 anos voltar ao seu habitat e experimentar o novo estilo. Wayne concordou, mas com uma condição: teria que ser a sua maneira.




O resultado foi Bravura Indômita (True Grit), dirigido por Henry Hathaway (1898-1985).Não era propriamente um western desmistificador e nem muito violento, mas certamente, era diferente dos filmes que o velho Duke vinha fazendo por quase 40 anos. Seja como for, Wayne ficou perfeito no papel do delegado gordo, bêbado e falastrão, usando um tapa-olho, tão perfeito que acabou ganhando o Oscar de melhor ator do ano (que mereceria muito mais por Rastros de ódio, 1956 caso fosse indicado). 


Wayne voltaria interpretar o personagem que lhe rendeu o prêmio de melhor ator pela Academia em 1970, seis anos depois, em Justiceiro Implacável (Rooster Cogburn), atuando com a Diva Katharine Hepburn (1908-2003)

VIDA PESSOAL: O MITO- E O HOMEM

Na vida pessoal , Wayne também tinha suas preferências. Com acentuada atração por mulheres latinas, John Wayne foi casado com duas mexicanas: Josephine Saenz (33/44) de quem teve os filhos Melinda, Michael (que se tornou produtor) e Patrick (ator) e Esperanza Bauer (46/53). Em 1954 casou-se com a peruana Pilar Palette, que lhe deu os filhos Aissa, Marisa e Ethan (nome de seu personagem em Rastros de ódio), e terminou em divórcio em 1973.











Mas o maior inimigo que teve em vida não foi no cinema, e sim, na vida real, e começou a caçá-lo em 1964. Era o Câncer, por ele chamado de Big C. Em 1964, Wayne foi obrigado a tirar um pulmão. Mesmo recuperado, voltou aos filmes e as cenas de ação. Isto pode ser notado em seu primeiro filme depois desta cirurgia, Os Filhos de Katie Elder (The sons of Katie Elder), em 1965, onde o veterano astro dispensou dublês nas cenas de lutas e arriscou um mergulho nas águas geladas de um rio na locação onde a produção foi realizada.


Com a chegada dos anos de 1970, o BIG C voltava a caça-lo, e desta vez parecia iminente uma guerra terrível entre eles, mas mesmo assim, nunca pensou em se aposentar: "A única coisa que sei fazer é trabalhar. A aposentadoria vai me matar", dizia ele, que lutou bravamente contra o câncer que se abateu sobre ele e sempre afirmava quando perguntado sobre seu estado de saúde: "Liquidei-o. Comigo não há câncer que aguente. Para o inferno com o Big C!". No final de sua carreira, já velho e cansado, Wayne deu uma entrevista para a revista de cinema Variety e afirmou: "É possível que não se interessem mais pelos serviços deste cavalo velho e o larguem no pasto, mas trabalharei até isso acontecer" Também brincou com o fato de algumas revistas afirmarem que estava ficando sem cabelos: "Não tenho vergonha da minha careca, mas não vejo por que obrigar as pessoas a vê-la".


JOHN WAYNE trabalhou para todos os estúdios de Hollywood e, apesar de não poder ser considerado um ator da estirpe de Laurence Olivier, com a técnica sofisticada de Marlon Brando, não podemos negar que ele possuía uma garra de interpretação fora do comum, uma personalidade marcante, uma presença envolvente na tela, e uma simpatia que o popularizou no mundo inteiro. É claro que esse alcance é limitado, mas dentro desses limites, ele expressou com muita habilidade, conseguindo excelentes efeitos.



Há uma grande confusão, por parte de muitos críticos, entre as interpretações de Wayne no Cinema, como um grande individualista, bem como as posições políticas e reacionárias do homem, como republicano de direita, onde realmente ele se opunha a qualquer atitude mais liberal.



Em 1976, Wayne daria ao mundo sua maior performance num duelo de vida e morte, onde se despediu das telas e realizou sua derradeira fita, O Último Pistoleiro (The Shootist), dirigido por Don Siegel (1912-1991), com Lauren Bacall e Ron Howard (que se tornaria um grande cineasta como bem o conhecemos), no papel de um velho caubói morrendo de câncer mas ainda lutando para sobreviver. O roteiro, que tinha muito a ver com a própria vida do astro trazia a história de um velho e lendário pistoleiro que sofria de câncer e procurava um local onde pudesse morrer em paz. Mas não conseguia escapar de sua reputação. Este foi o último filme da vida e fascinante carreira de John Wayne.


              TÚMULO DE JOHN WAYNE - CORONA DEL MAR- CALIFÓRNIA

Num último ato, o Velho Guerreiro Cowboy ainda pretendia derrotar o BIG C, mesmo que isso implicasse no sacrifício de sua própria vida: se ofereceu como cobaia para qualquer tipo de pesquisa no centro Médico da Universidade de Los Angeles. O mundo, estupefato, acolheu com lágrimas esta última declaração pública do ator.


Em 11 de junho de 1979, a doença conseguiu o que os bandido dos seus filmes sempre haviam tentado sem êxito - derrubá-lo do cavalo. O homem que melhor se identificou com os heróis do Oeste Americano morreu vítima de câncer nos pulmões, mas que naquele momento, mesmo perdendo a última batalha, entrava para sempre para a imortalidade. E Sempre será eterno nos corações de seus fãs, e nas reprises de seus filmes.
SALVE JOHN WAYNE!!!


Produção e pesquisa de Paulo Telles


Artigo dedicado in memorian  de:
Néry Telles Pereira (1904-1995)
Célia Clara Monteiro (+ 1999)


Produção e Pesquisa de PAULO TELLES.

56 comentários:

  1. Um belo tributo ao "Rei" do Faroeste, Paulo Néry. Se bem que sou da turma de Gary Cooper, Robert Mitchum e Glenn Ford.

    O Falcão Maltês

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    1. Nobre Nahud, na minha concepção, tanto o notável Gary Cooper, como o Bob Mitchum ou Glenn Ford, são da mesma turma. Valeu pelo comentário.

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  2. ESPETACULAR.


    Bela homenagem, disse tudo: Lenda Imortal.
    Adoro: Sangue de Herói, Bravura Indômita e Nos Tempos das Diligências.

    Abraços e parabéns...mais uma vez

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  3. Sensacional postagem.

    A carreira de John Wayne foi além da parceira com John Ford, deixando uma grande sequência de ótimos faroestes, sem dúvida seu gênero principal.

    Abraço

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    1. Com certeza, Hugo. Além de Ford e Hawks, o Duke trabalhou com outros cineastas de renome, como Cecil B.DeMille, William A. Wellman, Michael Curtis, e Edward Dmytryk, onde também se notabilizou em outros gêneros, mas foi no western que certamente se consagrou.

      Abraço do editor.

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  4. Maravilhoso, bbela homenagem. Descobrir por acaso seu blog. que delicia; Parabéns
    Sonia

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    1. Obrigado, Sonia, seja bem vinda. Um abraço do editor.

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  5. Escrevi uma historia, pois escrever é um outro passa tempo meu, e em homenagem a John Wayne utilizei todos os nomes de personagens que ele utilizou em filmes, personagens que consegui me lembrar na época.

    Como me lembrei de poucos, utilizei também Marion , Michael e Morrison, além, de Tom, Doniphan, Ethan, Edwards, Dunson, Thomas, Cogburn, Rooster e outros constantes da lembrança.

    Mas como eram ainda poucos, fiz utilização dos nomes de diretores e atores que trabalharam com ele.
    Era mesmo uma homenagam ao Duke.
    E este livro, que conclui, o perdi junto com mais umas doze historias em razão de meu computador pegar fogo. E era também uma historia de faroeste.

    Esta mensão que faço é para ilustrar de como este grande ídolo do cinema é reverenciado em todo o mundo, inclusive por um ilustre desconhecido como eu.

    Acredito que já foi dito quase tudo deste nosso ídolo Duke. E o muito pouco que ainda se tenha para falar deste monstro da cinematografia mundial, serão pesquisas ou descobertas, como algumas que citarei.

    Desconhecia esta aversão do Goddard por nosso herói.
    Fiz também um pequeno levantamente e constatei que o cineasta Anthonny Mann nunca o dirigiu.
    Da mesma forma descobri que que o Duke fez seu primeiro filme com John Ford aos 32 anos em 1939, No Tempo das Diligencias, e o ultimo aos 56, que foi O Aventureiro do Pacífico/63.
    No entanto, se formos apenas falar de faroestes, esta ocorrencia se deu aos 55 anos, com o filme O Homem que Matou o Facínora/62.
    No entanto, o que mais me deixou perplexo foi que, em 1956, quando Natalie Wood fez aquela garotinha sobrinha do Ethan Edwards em Rastros de Ódio, ela já tinha 18 anos, impressão errada que todos temos, já que ela parece uma garotinha de não mais de 12 ou 13 anos.

    Uma obnservação que gostaria de deixar por aqui é que, muito mais que em Bravira Indomita, onde ele ganha o Oscar por melhor interpretação, ele mereceu ganhar este Oscar muito mais em Rastros de Ódio ou mesmo em O Ultimo Pistoleiro, filme pouco lembrado pela critica, mas onde ele tem um papel muito bom e o desempenha com uma perfeição impresionante.

    Fato que não poderia ser diferente,falo de sua atuação, haja visto ele próprio estar passando por tudo o que se queixava na fita.

    Se a Academia lhe deu aquele presente por Rooster Cogburn como premio por sua obra e não pelo seu trabalho na fita Bravura Indomita, em o Ultimo Pistoleiro tal premio se enquadraria muito melhor, uma vez ninguém iria contestar sobre sua atuação. Apesar de no filme de Hathaway ele estar, como sempre, o mesmo extraordinário Duke.
    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Jurandir, acho uma pena que isso tenha acontecido, pois estou certo que hoje, tanto vc quanto os demais colegas em comum que amam o cinema antigo e John Wayne, certamente gostariam de conhecer seus escritos e eu mesmo teria honra se assim me concedesse de publicá-los aqui no blog com sua menção.

      Bom, vou falar um pouco de Goddard...

      Como é notório, Goddard tem pensamento anarquista, e anti-americanismo para variar. Mas quando Goddard assistiu pela primeira vez The Searchers, ele se encantou com a poesia fordiana do clássico, e se rendeu a atuação de Wayne, separando o artista do convicto republicano e radical. Goddard odiava de morte John Wayne pela sua convicção política, mas reconheceu em Wayne um ótimo ator.

      Sobre os comparativos em idades entre os personagens e seus intérpretes, posso assegurar que nem sempre é literal entre um e outro. Quando Wayne fez BRAVURA INDÔMITA, ele estava com 62 anos e já tinha passado uma etapa do câncer que ele havia vencido. Na história original, Rooster Cogburn esta na faixa de um homem de 40 anos, e não posso deixar de pensar na observação do nosso Rubens Ewald Filho quando ele disse (e muito bem) que era raro um homem do oeste viver por mais de 60 anos, ainda partindo de alguém que levava uma vida de riscos.

      Não foi a toa que o próprio Duke considerava Ethan Edwards como seu melhor desempenho. Sabe-se que o Oscar foi um prêmio de consideração e reconhecimento da Academia pelo seu longo trabalho por mais de 30 anos no cinema e sua vasta filmografia. Na época, Wayne declarou que o vencedor do Oscar de melhor ator deveria ter sido Richard Burton pelo filme ANA DOS MIL DIAS, onde ele interpretou realmente com garbo o Rei Henrique VIII, e ele mesmo sabia que o prêmio foi apenas um reconhecimento da Academia pelo seu trabalho no cinema e por vencer uma etapa do câncer , e ainda declarou que “se ele soubesse que ficar doente lhe daria um Oscar, ele teria ficado há muito tempo”- e o Duke antes de descobrir que tinha a doença em 1964, raramente ficava doente.

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  6. Nahud;

    No meu ver o amigo não levou em conta que todos estes citados como preferencia ao Duke, são da mesma geração, uma vez, por exemplo, Duke nasceu em 1907 e o Cooper em 1901.

    Eu mesmo sempre tive o Cooper como meu grande herói.
    No entanto, jamais poderia po-lo em comparação ao Duke, que foi um astro que fez mais de 200 filmes, todos muito vistos, enquanto a filmografia de Gary Cooper, ainda por exemplo e mesmo sendo um grande astro, não atingiu aos 100 filmes.

    Portanto o Duke é merecedor de todo nosso carinho, louvor, assim como muito digno de todos os méritos que se lhe atiremos sobre.
    O que não invalida sua opinião, fazendo eu aqui apenas uma simples comparação.
    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Também não vejo comparação entre Duke e Cooper, Jurandir. São dois NOTÁVEIS cujo os estilos são bem diferentes.

      Na vida real, eles eram bons amigos, e inclusive, Wayne recebeu por Gary o Oscar de melhor ator por MATAR OU MORRER, já que Cooper filmava no México SANGUE DA TERRA e não pôde estar na cerimônia.

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  7. Certamente o maior astro dos faroestes. Muito bom conhecer mais sobre sua trajetória com esse seu super completo post.

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  8. Nery;

    Tenho pouco conhecimento do cinema frances. O que me deixa indeciso de fazer um comentário como desejaria sobre a pessoa de Jean Luc Goddard.

    Pelo pouquissimo que o conheço, fico me resguardando de falar sobre ele e assim evitar de dizer fiascos.

    Andei vendo dois filmes dele na TV e não apanhei neles nada aproveitável. Num dos filmes ele faz parte do enredo e pude olhar no seu rosto e começar a tirar alguma conclusão de quem era e que já suspeitava.

    Mas, vou ficar sem dar ainda minha opinião concreta. Prefiro cutucar a Internet e tentar baixar mais alguns filmes dele para então falar dele com mais propriedade.

    Porém, apenas para deixar algo no ar, não sou muito simpático ao mesmo e nem à sua obra.
    jurandir_lima@boi.com.br

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    1. Jurandir, eu também não costumo assistir com frequência os filmes europeu, mas achei curioso saber que Goddard, de jeito tão anárquico e esquerdista, um ferrenho anti-Wayne, anti-americanismo, pudesse se render a atuação do Duque em Rastros de ódio. É onde ele soube separar o homem convicto em seus princípios políticos com o artista que o fez emocionar.

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  9. Tendo em vista as inumeras abordagens sobre John Wayne
    nesta postagem e comentários, acrescento apenas que o Duke
    era um ator que ao atuar passava realismo para as
    platéias, fazendo o Velho Oeste de Hollywood parecer verdadeiro.

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    1. Prezado anônimo agradeço por sua participação bem como sua observação sobre Wayne neste tópico,o que venho a concordar. Uma pena que não quis se identificar. Um abraço do editor.

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  10. Nery;

    Não queria me antecipar ao que estou preparando para dizer sobre meu ponto de vista de Goddard.

    Porém, pelo seu conteudo acima, Nery, ele não era dono de muitas coisa positivas não. Além do mais, de um homem na condição dele, o mínimo que ele poderia fazer seria o que fez, ou seja; separar o homem do ator, pois ele, Goddard, não dá para se separar nada. Tanto um como o outro é a mesma coisa ou pior: "muitos zeros à esquerda,nada,zero".

    Ontem revi Rastros de Ódio. E é de fato um filme belissimo e com todas as qualidade que lhe imputam como um magistral e completo faroeste. É ótimo de verdade.

    Mas...não encuque com o que falei do Goddard não. Isso é apenas um aperitivo, já que aqui no Brasil tivemos um alienado igualzinho a ele, que foi o Glauber Rocha.

    Se fossem parentes não seriam tão iguais em termos de idéias para o cinema e aquelas loucuras descabidas.
    Como pode um homem como aquele ser um critico de cinema e, por cima, com muito crédito no que diz!!! Cristo!
    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Jurandir, eu confesso a vc que não sou admirador de Goddard e nem de seus trabalhos. Só achei importante fazer esta menção tendo em vista as posições políticas de um e de outro, logo, eu não me encucarei de modo algum com sua opinião a respeito deste cineasta, muito embora saibamos que ele tem vários admiradores pelo mundo todo. E outra coisa: estes mesmos cultuadores nos consideram também alienados do mesmo modo como podemos também considera-los, logo nem reduz e nem acrescenta nada este tipo de pensamento quando na realidade o público de cinema e os amantes da Sétima Arte são diversificados.

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  11. O cinema deve muito a John Wayne. Essa história de que não era bom ator é bem relativa. Para westerns, sobretudo, era perfeito. Pena Montgomery Clift ter desistido do gênero. Red River funcionou bem demais, e ele perdeu a chance de fazer filmes maravilhosos,pelos quais seria eternamente lembrado. Parece-me, foi precipitado e preconceituoso e perdeu uma grande oportunidade. Poderia ter sido ainda maior.

    Abraço!

    Lemarc

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    1. Oi Lemarc, naturalmente Wayne no seu setor tinha um estilo próprio, que nem um brilhante ator de seu tempo (ou mesmo no atual) teria garbo de possuir. O jeito de falar (com sua característica voz anasalada)e de andar são marcas registradas de sua persona nas telas.

      Quanto a Monty, sabemos que foi um sacrifício trabalhar em RED RIVER, e muito embora possa ter sido a sua estréia, ele não gostou do ambiente rude dentro e fora das filmagens, já que se tratava de um filme de machos, e Clift não gostou nem um pouco de Duke Wayne. Monty era de uma família refinadíssima nascido em berço de ouro, com uma nobre educação esmerada, e de opção gay.

      Ele ainda foi chamado para fazer um outro western de Hawks, ONDE COMEÇA O INFERNO, para o papel que acabou sendo de Dean Martin, mas não aceitou porque além de não querer novamente trabalhar com Wayne, também não queria estar de novo num clima rústico de homens do oeste. Monty era muito sensível.

      Abraço do editor, Lemarc.

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  12. PAULO, UM GRANDE TRIBUTO AO MAIOR ASTRO DO GÊNERO WESTERN.UMA HOMENAGEM MUITO BEM ELABORADA POR VOCÊ. PARABÉNS, MEU NOBILÍSSIMO AMIGO.POSTAGEM COM ESTA PROVAM QUE REALMENTE O WESTERN JAMAIS MORRERÁ;JAMAIS CAIRÁ DO CAVALO...
    COM SUA PERMISSÃO, É CLARO, GOSTARIA DE LHE OFERECER ALGUMAS INFORMAÇÕES E ALGUMAS CURIOSIDADES COM RESPEITO AO GRANDE JOHN WAYNE.
    CONCERNENTE A JOHN WAYNE, EU DIRIA QUE ELE É UM CARA DE SORTE, POIS MESMO NÃO PARTICIPANDO DA GUERRA, NÃO FOI MALHADO PELA CRÍTICA. FOSSE OUTRO ATOR A COISA SERIA BEM DIFERENTE. PORÉM PARA COMPENSAR ELE PARTICIPOU DE VÁRIOS FILMES SOBRE A II GUERRA MUNDIAL, FILMES ESTES QUE ENALTECIAM O ESPÍRITO ESTADUNIDENSE. TALVEZ POR ISSO, OS CRÍTICOS E O PUBLICO ESQUECERAM A SUA NÃO PARTICIPAÇÃO NA II GUERRA MUNDIAL. SEM BEM QUE O SEU MELHOR FILME GUERRA, FOI FEITO, EM 1952, IWO JIMA, O PORTAL DA GLÓRIA. QUANDO FOI NOMEADO PELA PRIMEIRA VEZ , PARA CONCORRER AO PREMIO OSCAR.
    AO CONTRÁRIO DO QUE MUITOS PENSAM, NÃO FOI JOHN FORD QUE LHE DEU A PRIMEIRA OPORTUDIDADE NO CINEMA E SIM O GRANDE ASTRO DE ENTÃO TOM MIX: WAYNE DIZIA QUE FOI TOM MIX QUEM REALMENTE LHE DEU A PRIMEIRA OPORTUNIDADE NO CINEMA, ISTO ACONTECEU QUANDO AINDA JOGAVA FUTEBOL NA EQUIPE DA UNIVERSIDADE: O TECNICO DA EQUIPE SOUBE DAS DIFICULDADES QUE WAYNE PASSAVA E QUE ELE PRECISAVA DE UM EMPREGO. JONES,ÀS VEZES, ARRANJAVA PARA MIX,UM ENTUSIASTA DO FUTEBOL AMERICANO, LUGARES PRIVILEGIADOS NO ESTÁDIO, E O ATOR EM RETRIBUIÇÃO, HAVIA PROMETIDO A JONES ARRANJAR EMPREGO PARA ALGUNS DE SEUS JOGADORES NAQUELA TEMPORADA.
    ASSIM JOHN WAYNE FOI MUM DOS AQUINHOADOS. SUAS FUNÇÕES ERA ARRASTAR MÓVEIS E ADEREÇOS E ARRANJÁ-LOS NOS SETS DE FILMAGENS. SEU SÁLÁRIO ERA 35 DOLARES SEMANAIS.
    O PRIMEIRO FILME QUE APARECEU FOI MINHA MÃE QUE FORD ESTAVA DIRIGINDO EM 1928.ELE ESTAVA VARRENDO NEVE FALSA DEPOIS DE UMA EMOCIONANTE CENA DO FILME.PENSANDO QUE A CENA HAVIA TERMINADO, WAYNE ENTROU NO SET E COMEÇOU A VARRER OS FLOCOS DE MILHO, SENDO ENTÃO INTERROMPIDO PELOS GRITOS IRADOS DE FORD, QUE APONTOU PARA CÂMERA E O XINGOU USANDO DIVERSAS PALAVRAS QUE SIGNIFICAVA IDIOTA. FORD ACHOU ENGRAÇADA A EXPRESSÃO NO ROSTO DE JOHN E, COM PENA DELE, CONVIDOU-O PARA ALMOÇAR COM ELE NAQUELA TARDE. ESTE FOI O ÍNICIO DA CARREIRA DE ATOR WAYNE...
    JOHN WAYNE E SUA PRIMEIRA CENA DE UM WESTERN, ONDE ELE SE TORNOU A FIGURA MAIS EXPOENTE DO GÊNERO – THE NUMBER ONE!
    SUA PRIMEIRA CENA NUM WESTERN FOI TERRÍVEL: ELE ESTAVA CAVALGANDO AO LADO DE UMA DAS CARROÇAS DA CARAVANA, QUANDO TULLY MARSHALL, UM ATOR CARACTERISTICO, SE APROXIMAVA E LHE OFERECIA UM DRINK. MAS MARSHALL LEVAVA SEUS PAPEIS A SÉRIO E QUANDO SE APROXIMOU, WAYNE NOTOU QUE ELE ESTAVA REALMENTE BÊBADO. MARSHALL, PORÉM NÃO VACILOU. ESTENDEU A WAYNE O GARRAFÃO, COMO DEVIA,E WAYNE TOMOU UM GRANDE GOLE. EM VEZ DE ÁGUA OU CHÁ, A GARRAFA ESTAVA CHEIA DE UÍSQUE DA PIOR QUALIDADE.PARA NÃO ESTRAGAR A CENA, WAYNE ENGOLIU TUDO DE UMA SÓ VEZ...

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  13. CONTINUANDO.... DEPOIS DE PASSAR POR VÁRIOS ESTÚDIOS E PARTICIPAR DE MUITOS FILMES RUINS, JOHN WAYNE CHEGOU À REPUBLIC PICTURES ONDE AS COISAS COMEÇARAM A MELHORAR. FOI NESSE ESTÚDIO QUE WAYNE CONHECEU O MAIOR DUBLÊ DO CINEMA, YAKIMA CANUTT,UM PEÃO DE RODEIOS. CANUTT ENSINOU A WAYNE TODOS OS TRUQUES, INCLUSIVE COMO CAIR DO CAVALO EM DISPARADA SEM SE MACHUCAR . JUNTOS ELES ENSAIAVAM E PRATICAVAM LUTAS COM TROCAS DE SOCOS EM AMBIENTES COMO SALOONS. CANUTT ENSINOU A WAYNE A MANEIRA CORRETA DE SACAR E DISPARAR UMA ARMA DE FOGO.
    WAYNE COSTUMAVA DIZER QUE ATÉ COPIOU O JEITO MACIO E FIRME DE CANUTT CAMINHAR E ATÉ A SUA MANEIRA DE FALAR COM VOZ BIAXA MAS FORTE.
    O RITMO ADEQUADO E O REALISMO NA TROCA DE SOCOS DAS CENAS DE BRIGA DE WAYNE NA TELA SE DEVEM SE CREDITADOS A YAKIMA. QUANDO HAVIA UMA CENA DE TROCA DE TIROS , CANUTT APARECIA E ASSUMIA O COMANDO. ERA LE QUEM PLANEJAVA OS MOVIMENTOS, ALINHAVA A CÂMERA E DIRIGIA A CENA.
    WAYNE E CANUTT CRIARAM E APERFEIÇOARAM AS TECNICAS DE LUTA NA TELA QUE DEPOIS PASSARAM A SER USADAS POR TODOS OS QUE SE DEDICAVAM AO GÊNERO. ELES DESCOBRIRAM QUE OS SOCOS SIMULADOS DADOS EM MOVIMENTOS GIRATÓRIOS DOS BRAÇOS E DO CORPO, COM O ESTALO DO IMPACTO DE CADA SOCO DUBLADO NA TRILHA SONORA , PARECIAM REAIS QUANDO FOTOGRAFADOS NUM DETERMINADO ÂNGULO. A ILUSÃO DO ESTALO SURDO PROVOCADO PELO IMPACTO DE OSSO CONTRA OSSO QUE DEPOIS PASSOU A SER COMUM NAS BRIGAS EM SALOONS, SE COMPARADA COM AS INCONVENIENTES BRIGAS A SOCOS DOS PRIMEIROS FILMES , NÃO É A MENOR DAS CONTRIBUIÇÕES DE WAYNE PARA A ARTE. TAMBÉM É CREDITADA A ELE A QUEBRA DO TABÚ CONTRA USO POR PARTE DO HERÓI DE QUALQUER OUTRA COISA QUE NÃO OS SEUS PUNHOS NUMA LUTA CONTRA BANDIDOS. OS HERÓIS QUE VIERAM DEPOIS PASSARAM A QUEBRAR CADEIRAS E MESAS NAS CABEÇAS DOS BANDIDOS SEM O MENOR CONSTRANGIMENTO.

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  14. ...FORD VS WAYNE:
    WAYNE DIZIA QUE TRABALHOU PARA FORD FAZENDO SERVIÇOS PEQUENOS COMO ADERECISTA, DUBLÊ, E ATÉ ATUANDO COMO EXTRA. QUE O IDOLATRAVA COMO SE A UM HERÓI.MAS QUANDO FICOU ENCALHADO NOS WESTERNS DE “TRES DIAS E MEIO”, FORD PASSAVA POR ELE SEM LHE FALAR. ESTA SITUAÇÃO PERDUROU POR TRES ANOS;FORD SIMPLESMENTE O IGNORAVA.ENTÃO UM DIA , ELE ESTAVA NUM BAR DEFRONTE AO MAR QUANDO A FILHA DE FORD APARECEU E DISSE QUE SEU PAI QUERIA VÊ-LO, EM SEU IATE. WAYNE NÃO SABIA O QUE FAZER. MAIS TARDE FOI A MULHER DE FORD, MARY, QUE VEIO E REPETIU O RECADO. WAYNE A COMPANHOU . FORD MANDOU-O SENTAR-SE NUM CANTO E O IGNOROU POR ALGUNS MINUTOS. ENTÃO FINALMENTE, DISSE A WAYNE QUE ELE SERIA O ASTRO PRINCIPAL DE NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS. FILME ESTE QUE TRANSFORMOU WAYNE EM ASTRO E ESTE DIZIA QUE ESTAVA GRATO A FORD PARA SEMPRE. MAS WAYNE ACHAVA QUE FORD NÃO TINHA POR ELE QUALQUER RESPEITO COMO ATOR, ATÉ A SUA ATUAÇÃO EM RIO VERMELHO, PARA HOWARD HAWKS, DEZ ANOS MAIS TARDE. MESMO ASSIM, ELE NÃO TINHA MUITA CERTEZA.
    NESTE WESTERN WAYNE SOFREU NAS MÃOS DE FORD. NO SET DO FILME FORD MALTRATAVA WAYNE, POR DUAS RAZÕES: A PRIMEIRA , ELE SABIA QUE SE CONSEGUISSE DESPERTAR A RAIVA EM WAYNE,ESTE MOBILIZARIA TODAS AS SUAS EMOÇÕES E APRESENTARIA UMA MELHOR INTERPRETAÇÃO. ELE QUERIA AJUDAR WAYNE A SE LIVRAR DOS MAUS HÁBITOS ADQUIRIDOS EM DEZ ANOS DE INTERPRETAÇÃO MECÂNICA EM WESTERNS BARATOS. A SEGUNDA RAZÃO ERA QUE ELE TEMIA QUE OS OUTROS ATORES, QUE ERAM GRANDES ESTRELAS, SE RESSENTISSEM DO FATO DE FORD TER COLOCADO UM DE SEUS PROTEGIDOS NUM PAPEL IMPORTANTE. AO MALTRATAR E BRIGAR COM ELE, FORD SABIA O QUE PODERIA FAZER COM O RESTO DO ELENCO PASSASSE PARA O LADO DE WAYNE. SUA TÁTICA DEU RESULTADO TOTALMENTE POSITIVO: NO TEMPO DAS DILIGENCIAS CATAPULTOU A CARREIRA DE WAYNE E DO GÊNERO WESTERN. A PARTIR DAÍ O GÊNERO WESTERN COMEÇOU A SER RESPEITADO, SENDO CONSIDERADO A QUINTESSÊNCIA DOS FILMES DO GÊNERO.
    CURIOSIDES DE NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS;
    A)- RINGO VESTE JEANS, A BOCA DAS CALÇAS ENROLADA, POR FORA DAS BOTAS. ELE USA SUSPENSÓRIOS DO TIPO MILITAR, UM LENÇO EM TORNO DO PESCOÇO E CAMISA DE PALA ABOTOADA. WAYNE FARIA DESSE MODELO DE CAMISA A SUA MARCA REGISTRADA;B)- FORD RECEBEU 50.000 PELA DIREÇÃO E DUDLEY NICHOLS 20.000 DOLARES PELO ROTEIRO. A ATRIZ PRICIPAL, CLAIRE TREVOR RECEBEU 15.000 DOLARES. JOHN WAYNE EMBORA FOSSE O ASTRO PRINCIPAL NÃO GANHOU MAIS DE 3.700 DOLARES, POUCO MAIS QUE RECEBIA NA MANOGRAN. OS HONORÁRIOS DOS OUTROS ATORES FORAM OS SEGUINTES: ANDY DEVINE 10.624 DOLARES;THOMAS MITCHEL 12.OOO DÓLARES;GEORGE BANCROFT 8.250 DÓLARES;DONALD MEEK 5.416 DÓLARES; TIM HOLT 5.000 DÓLARES;LOUISE PLATT 8.541 DÓLARES; JOHN CARRADINE 3.666 DÓLARES;BERTON CHURCHIL 4.500 DÓLARES.C)- A FONTE(LETRA) USADA É O PLAYBILL. FORD TINHA PREFERÊNCIA POR ESTE TIPO DE LETRA;D)-O INDIO CHEYENNE QUE APARECE NO COMEÇO DO FILME É INTERPRETADO PELO ÍNDIO BIG TREE, UM VETERANO CUJA CARREIRA TIVERA INICIO EM 1915. BIG TREE APARECERIA NO FILME AO RUFAR DOS TAMBORES ASSUSTANDO CLAUDETTE COLBERT. SEU ULTIMO TRABALHO FOI EM LEGIÃO INVENCÍVEL, ENTÃO COM A IDADE DE 84 ANOS;E)-DOS 47 DIAS DE FILMAGENS, APENAS 7 DIAS FORAM FILMADOS NO MONUMENT VALLEY.

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    1. EDIVALDO MARTINS, BEM VINDO, do CLUBE DOS AMIGOS DO WESTERN, em São Paulo. Não somente é uma satisfação tê-lo nos comentários como também seu conhecimento no assunto é de uma imensa colaboração e valor para com o artigo.

      Para começar, vamos falar um pouco de Wayne não ter entrado na luta na II Guerra. Vc muito bem observou que a crítica e a mídia de sua época não fez objeção e nem tratou com hostilidade o nobre Duke, porque ele deu sua contribuição pelo esforço de guerra em seus filmes. Muitos soldados americanos se espelhavam nas performances de Wayne, e isto serviu de incentivo. Um exemplo disso é o personagem de Wayne em IWO JIMA, que era um sargento durão, mas não era nenhum super-homem, tinha uma índole humana e se preocupava com seus soldados, e acabou morrendo gloriosamente.

      Quanto aos dias iniciais de Duke, em verdade, tem muitas versões de como Wayne chegou a meca do cinema e que deu a ajuda inicial, mas sem dúvida a versão que vc apresenta é a mais falada. Wayne não teria esta chance se não tivessem visto nele um grande potêncial. Não sabia, sinceramente, que Tom Mix deu a primeira oportunidade.

      A relação de Ford e Wayne teve altos e baixos, mas acredito que os dois eram grandes amigos, e Ford, tinha seu jeito de ser, e não era realmente fácil de lidar, portanto, para trabalhar com ele, TINHA QUE SER BOM MESMO! Sabemos o quanto Ford podia ser grosseirão, mas era dentro das filmagens que ele poderia tirar um bom desempenho num ator, e com Wayne não poderia ser diferente. Wayne e Ford só voltaram a se falar pouco tempo depois, quando o cineasta viu RED RIVER de Hawks, e Ford comentou a atuação de Wayne com a seguinte frase: “Este Filho da Puta sabe interpretar”. Quando Ford estava em seu leito de morte, viu na TV uma participação de Wayne no programa (se não me engano) de Dean Martin, onde o veterano Duke participava de quadros humorísticos (uma vez, Wayne vestido de coelhão).

      Quando Wayne o visitou, Ford disse: “vc não deveria fazer isto, isto não é bom para sua carreira” – isto é, Ford ao longo dos anos, sempre palpitava na vida e na carreira do Duke, e não seria diferente quando o Duke, mesmo agradecido a seu compadre, não poderia deixar de ficar com certo constrangimento quando Ford tomou repentinamente as rédeas da direção de O ALAMO na presença de toda a equipe. Claro que não deixou de ter discussão, mas entendo a reação de Wayne, que nutria um profundo respeito pelo cineasta que o levou ao estrelato.

      Eddie, obrigado pelos acréscimos, grande abraço do editor.

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  15. Que belíssimo artigo heim Paulo?! Completo e de perder o fôlego!!! John Wayne é realmente um mito, não apenas do faroeste americano, mas do cinema. Um herói? Concordo. Sem dúvida. Seu posto ninguém tira, embora também goste do Clint Eastwood, geralmente a minha geração dos mais novinhos pop, rs! Amamos (tenho muitos colegas da minha idade) que tem predileção mais pelas fitas de Leone do que John Ford, só que Ford é o pioneiro, sem dúvida, pelo menos no western que conhecemos.

    Wayne esteve maravilhoso em "Rastros do Ódio", meu favorito. Aliás, ele revela-se neste filme.

    Forte abraço.

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    1. Falou Rodrigo. Wayne dá o melhor de si em RASTROS DE ÓDIO sem dúvidas. Sei que vc não quis fazer nenhuma comparação, mas Clint Eastwood, apesar de ser um outro "herói" cinematográfico, tem um estilo bem diferente, assim como na direção Leone difere de Ford, que foi um pioneiro.

      Grande Abraço!

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  16. Lemarc;

    Pura verdade sua fala sobre o Cliff.
    Com toda certeza que houve precipitação sua em deixar de fazer westerns. Isso porque, ele em Rio Vermelho não deixa qualquer pista para o preconceituoso Duke e demais, embirrarem tanto com ele. Afinal o vi com muita naturalidade e muito talento no filme de Hawks de 1948, principalmente em se tratando de seu primeiro trabalho no cinema.

    Por outro lado, amigo, tarbalhar novamente com Duke e Brennan dentro do mesmo clima de Rio Vermelho, eu também desistiria de passar novamente pelos tormentos que deve ter passado naquele set.
    Um grande ator que poderia ter mostrado melhor seu talento se não deixasse de fazer os filmes que deixou.
    Grande abraço.
    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Lemarc e Jurandir...
      Sinceramente, não vejo muito bem o Clift em westerns.

      É um gênero que, sendo ou não um bom ator, vc tem que ter um espírito de virilidade, o que Monty estava longe de ter. O próprio personagem dele (que sim, ele compôs muito bem) é calmo, equilibrado, e pacífico, a antí-síntese dos abrutalhados e rudes como o bem vemos nos westerns de Hawks e Ford. Acho que ele estava muito mais gabaritado para dramas e romances, como UM LUGAR AO SOL e A UM PASSO DA ETERNIDADE.

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  17. Eta, amigo Lancaster;

    Como demoraste de dar sua nota sobre o Duke!
    Vou aqui dar uma palhinha sobre seu primeiro comentário.

    Pensava que sabia tudo do Duke, mas fico acabando de saber que eu não sabia era de NADA.

    Belissima sua participação, nos mostrando pontos ocultos, ao menos para mim, da vida do grande Wayne.

    E o John Ford, com sua natural brutalidade, foi tão bruto e grosseiro mais uma vez, que deve ter se arrependido de seu natural momento, fazendo com Duke o que fez.

    É por estas razões e outras deste diretor tirano, que minha simpatia por ele desce montanha abaixo na velocidade de um Formula Um. Não acho que se precise ser bruto para se fazer ser respeitado. Mas aquilo ali era seu natural, embora eu saiba reconhecer seu trabalho.

    Ótimos toques, fazendo uma distribuição honesta de seu conhecimento sobre a vida cinematográfica do John Wayne, aos que também amam esta arte maravilhosa.
    Forte abraço do bahiano.
    jurandir_lima@bol.com.br

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  18. Lancaster;

    Referente ao seu comentário 2, quer dizer que não apenas o Duke deve todos os seus trejeitos nas telas ao Canutt, como o cinema deve muito ao que o Duke implantou nos momentos de ação.

    Puxa! É lendo e aprendendo! Quem poderia imaginar que o cinema, claro que além de todos seus filmes, deve muito ao grande Duke! O homem então foi muito mais para a setima arte do que imaginavamos? Maravilha, Lancaster.Maravilha.

    Quanto ao comentário 3, o sádico, o doente, o suposto Todo Poderoso, fez um massacre com o rapaz, para depois de perfura-lo com suas presas de lobo, lhe dizer que seria ele o astro de No Tempo das Diligencias.
    Jesus! Quanta maldade, quanta resina ruim existe na alma humana quando o poder está em suas mãos!

    Para completar aquela suntuosa falta de respeito ao profissional, num tom explicito de que ele estava dando a maior chance da vida do pobre rapaz, mas que por isso tinha o direito de menospreza-lo como o fez, de po-lo no piso e de pisoteá-lo sem qualquer piedade.

    Tenho de repetir. E agora mais claramente e também de lá de dentro de minha alma; EU DETESTO, ODEIO ESTE HOMEM.
    Mas, isto apenas pela sua falta de humildade, de humanismo, pela sua suposta imaginação de que era o Senhor da Terra. Que carniceiro dos infernos, tratar um homem como ele tratava.

    E não aceito qualquer desculpa por este comportamento hostil. Não há lei nem desculpas que beneficiem quem quer que seja por tratar uma pessoa sem respeito.

    Observo que não falo somente de seu tratamento ao Duke. O infeliz era assim com quem ele queria, pois era ele quem mandava, quem ditava as ordens.

    No demais, Lancaster, uma aula de cinema, de conhecimento e de mostragem àqueles que, como você, é doente por cinema.
    jurandir_lima@bol.com.br



    Que miserável desalmado e
    Pena que o Duke não

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  19. Amigo Nery;

    Peço suas desculpas, mas não apoio sua visão quanto às desculpas dadas pelas histéricas grosserias e brutalidades deste despota.

    Não há justificativas de compensações para destratos ou massificação ao ser humano.Todos são dignos e merecedores de respeito, quer sejam em que situações venham a ser.

    O homem era o que era e é somente isso. A gente dá o que tem. E ele dava somente o que tinha.
    Com todo respeito ao seu ponto de vista.
    Mas, pisar propositalmetne para depois beijar,não entra nas caracteristicas de meus critérios. jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Amigo Jurandir

      Não tiro nem sua razão quanto ao "ser humano" John Ford. Nos dias de hoje, graças a Deus, não existem mais diretores deste tipo, pois se tornaram bem obsoletos. Não admiro também o comportamento, as atitudes do homem sentado na sua cadeira de direção, entretanto, há de convir que até mesmo que foi pisoteado por ele veio a reconhecer que teve uma boa atuação graças aos gritos de Ford. Um exemplo disso é a nossa diva, Ava Gardner, que trabalhou com ele em MOGAMBO. Ava, embora o "Mais belo animal do mundo", tinha sua limitação como atriz, e Ford arrancou dela uma de suas melhores atuações. Ela mesma sem sua auto-biografia reconheceu nele um grosseirão, mas no fim, se não fosse por ele, seu rendimento na tela não seria reconhecido.

      Vou contar uma coisa para vc, talvez vc fique mais raivoso agora com Ford....

      Sabemos que John Ford tratava o querido Ward Bond como um perfeito idiota, e ainda o sacaneava devido aos glúteos (até o chamava de bundão). Pois bem, além de Bond, o segundo da "lista de idiotas" dele era o ator Andy Devine, que era obeso e Ford o chamava de baleia. Quando Bond morreu, durante os funerais deste, Ford se dirigiu a Devine e disse: "agora, vc é cara mais idiota que conheço".

      É, em humanidade, era zero, mas reconheçamos sim suas obras imortais, e separar o homem do diretor.

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  20. Nery;

    Não da mais nem para ir adiante, referente ao "monstro", neste quesito.

    Não deixo, no entanto, de reconhecer sua qualidade profissional, nem a herança que nos deixou e os fracos atores que ele conseguiu fazer com que interpretassem.

    E concordo que com a Ava foi exatamentee assim.
    E, talvez, somente a partir de 1953, após Mogambo, ela travestiu-se de uma mais apurada atriz. É possivel. Já se pode captar nela, em A Condessa Descalça, 1954, um melhor aparato no seu compotamento interpretativo.

    Agora: o Bond se submetru a muito para ganhar aqueles papéis porque, se fosse um "eu", tinha muita certeza onde o mandaria por seus papéis e ainda lhe dava uma porrada, derrubando-o, ao menos, se não de seu pedestal, mas da cadeirinha de onde dava suas brutais ordens aos atores.

    Não é de se admirar uma reação dessa, hava visto que o Ben Johnson andou perto de fazer isso, depois que o vilão tentou menospreza-lo.
    Grande abraço
    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Bem lembrado, Jurandir, Ben Johnson é outro caso. Trabalhar com Ford era mesmo difícil e digo mais: no caso de Johnson, Ford ainda queria boicotá-lo de Hollywood, mas felizmente John Wayne convenceu Ford a não fazê-lo, tendo em vista que o Duke era muito amigo de Johnson.

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  21. Preliminarmente quero agradecer ao grande Jura, os elogios à minha pessoa. Como disse anteriormente, estamos aqui para trocar chumbos...na sua melhor interpretação...
    Gostei do Gun-play, entre vocês dois a respeito do John Ford!Grande duelo! Duelo daqueles que sabem muito!
    Concernente ao John Ford, devo dizer que o homem, apesar de ser um grande diretor, era osso duro de roer, e apara piorar, era vingativo, senão vejamos: Ford começou a sua carreira no cinema fazendo pequenos papeis, e o diretor desses filmes era o seu irmão Francis Ford,pelo que dizem,Francis era muito duro com ele. O tempo passou e as coisas se inverteram:John Ford virou diretor conceituado e Francis Ford apenas um pequeno ator. Com essa mudança as coisas ficaram ruins para Francis, e Ford, então, resolveu trazer à tona a sua vingança terrível:ele conseguia trabalho para o irmão, que estava na pior, e lhe dava pequenos papeis nos seus filmes, na maioria das vezes, em papeis de bêbados, ou mendigos, pode? Essa foi terrível vingança do John Ford,com seu irmão Francis Ford...

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  22. CONTINUANDO...O PRIMEIRO FILME A CORES DE WAYNE FOI O WESTERN O MORRO DOS MAUS ESPÍRITOS.
    COM A GUERRA AINDA EM ANDAMENTO, WAYNE FEZ O PRIMEIRO DE SEUS FILMES, SOBRE OS QUAIS ANOS DEPOIS OS PIADISTAS DIRIAM:”COMO PODERÍAMOS VENCER A GUERRA SEM O JOHN WAYNE”. EM ASSIM SENDO WAYNE É O "HERÓI DE GUERRA" QUE MAIS NOS LEMBRAMOS.COMO VEMOS WAYNE É UM CARA DE SORTE.
    EM 1947 WAYNE SE TORNOU PRODUTOR DE SEUS PRÓPRIOS FILMES. SUA PRIMEIRA PRODUÇÃO FOI O WESTERN O ANJO E O MALVADO.
    O ÚLTIMO FILME DE JOHN WAYNE PARA REPUBLIC FOI DEPOIS DO VENDAVAL, EM 1952. TENDO SE JUNTADO A REPUBLIC PRATICAMENTE QUANDO DO SEU SURGIMENTO. WAYNE TRABALHOU LÁ DURANTE 15 ANOS. A PROPÓSITO, ELE DIRIA MAIS TARDE, QUE ELE E O ESTÚDIO CRESCERAM JUNTOS.
    DESDE SUA CENA EM NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS PASSANDO PELA CENA FINAL DO CLOSE-UP CONGELADO DE ROOSTER COGBURN, ATÉ A SUA ÚLTIMA CENA EM O ÚLTIMO PISTOLEIRO, JOHN WAYNE SE TRANSFORMOU-SE EM LENDA.
    CONCERNENTE AO FILME BOINAS VERDES, UM FILME PRÓ GUERRA DO VIETNÃ, QUE FOI MASSACRADO PELA CRÍTICA, TENHO A DIZER O SEGUINTE: OS CRÍTICOS ANALISARAM A GUERRA E NÃO O FILME... OS BOINAS VERDES FOI UM DOS CAMPEÕES DE BILHETERIA DA WARNER, DURANTE DIVERSOS ANOS. AQUI EM SÃO PAULO, DURANTE À EXIBIÇÃO DESTE FILME, NO CINE PAISSANDÚ, COLOCARAM UM BOMBA NUMAS DE SUAS SESSÕES...

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  23. Este artigo é o melhor que encontrei sobre John Wayne em blogs cinematográficos. Dando a nós fãs de cinema uma
    uma excelente dimensão da carreira e da vida do maior
    cawboy de todos os tempos. Pouco podemos acrescentar além
    do que já foi exposto no artigo do editor e nos comentários. Entretanto há um ponto importante que acho
    necessário frisar, John Wayne sempre teve um grande aliado
    em sua carreira de sucesso inigualável, esse aliado sempre
    foi o grande público. Seus fãs sempre foram presentes, tanto que depos de quinze anos de sua morte, ele ainda aparecia entre os atores mais populares do mundo.

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  24. Caro Paulo Nery, estou degustando seu blog aos poucos. Seu trabalho é simplesmente fantástico. Sou fã de cinema e principalmente do Western, gênero americano por excelência, representado de forma magistral por John Wayne e John Ford.
    Parabéns por ter o cuidado de realizar um trabalho com tanto carinho e dedicação à história do melhores momentos do cinema. São poucos os que se dispõe a manter um blog com essa
    qualidade. Novamente Parabéns.

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    1. Muito obrigado pelo cumprimento, Aldenir. Sempre as ordens.

      PAULO TELLES.

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  25. Caro Paulo Nery, estou degustando seu blog aos poucos. Seu trabalho é simplesmente fantástico. Sou fã de cinema e principalmente do Western, gênero americano por excelência, representado de forma magistral por John Wayne e John Ford.
    Parabéns por ter o cuidado de realizar um trabalho com tanto carinho e dedicação à história do melhores momentos do cinema. São poucos os que se dispõe a manter um blog com essa
    qualidade. Novamente Parabéns.

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    1. Muito obrigado pelo cumprimento, Aldenir. Sempre as ordens.

      PAULO TELLES.

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  26. Saudades destas postagens incríveis, nas uais tanto aprendemos!!!!! Cade voce?

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  27. John Wayne ficou famoso e conhecido merecidamente como o cowboy mais famoso de todos os tempos, mas alem disso ele era bom em tudo o que fazia.
    Assisti a tudo dele e sem dúvida nenhuma tem que ter sua estrela na calçada da fama polida diariamente pelos fãs.
    Belo Post Forasteiro!
    VocÊ merece.
    www.bangbangitaliana.blogspot.com

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    1. Ailson José da Costa22 de novembro de 2012 20:59

      Falar de John Wayne é ter sempre o Quer falar. eternamente um MITO!!!

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    2. Obrigado Sanches, a disposição!

      Paulo Telles.

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  28. PESSOAS COMO JOHN WAINE : DEVERIAM TER UM DOUBLÊ PARA MORRER POR ELES...

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  29. OLHE PARA A MINHA FOTO E VEJA DE QUEM É O CHAPÉU O LENÇO E A CAMISA??? SO PODIA SER DÊLE...

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  30. Seria bom estar trabalhando com um homem como JOHN WAYNE; trabalhado, engraçado; vejo os filmes dele e penso que poderia estar ali,contracenando com ele e seus colegas de cinema.Como eles conseguiam insistir numa trajetória que era dificial para a epoca. Ele ,por mim sera sempre lembrado por seus filmes,gostaria de ter a amizade del no passado,obrigado.

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    1. Bruno, muito obrigado pelo seu comnetário. Muitos de nós que gostamos de filmes antigos e clássicos dos anos de 1930 a 1960/70, amamos John Wayne, que foi o ícone do herói americano. Entretanto, cabe separar o Wayne astro e simbolo do machismo hollywoodiano, o cowboy e herói em inúmeros filmes do homem, do ser humano.

      Lidar com o DUKE não era fácil, já que não se dava bem com quem pensasse diferente dele, principalmente se o assunto fosse sobre politica, já que era um autêntico reacionário republicano. mas evidentemente, isto não o isenta do valor e carisma que exercia nas telas.

      Quando o vemos em ação, em clássicos como NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS, DEPOIS DO VENDAVAL de John Ford, ou mesmo HATARI e RIO BRAVO, de Hawks, ele é amigo de todos, mas ambos os diretores propagavam o espírito de coleguismo e amizade entre os grupos, e claro, tudo saía perfeito, graças também a grande colaboração de Wayne através de suas atuações. Sem dúvida, muitos o amavam, mas nem todos (como o cineasta Jean Luc Godard).

      Abraços do editor

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  31. Um dos melhores astro de filmes de faroeste, deixou muitas saudades.Tenho vários cds dos melhores filmes de John Wayne como rel´[iquias.

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  32. Lí sobre a doença de Waine, dizem que ele contraiu câncer, durante a filmagem do Alamo, que foi a região onde foi detonada a primeira bomba atomica do EUA, em 1945, antes do lançamento no Japão em Hiroshima.

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    1. Não foi bem assim, Luiz. Há rumores que Wayne tenha contraído o câncer durante as filmagens de, SANGUE DE BÁRBAROS, outra fita de Wayne, realizada em 1955, em produção da RKO e ainda tendo Susan Hayward no elenco. Quando o filme foi rodado, estavam fazendo testes nucleares próximos ao local das filmagens, no deserto do Arizona, e fortes ventos predominantes do local teriam espalhado partículas cancerosas em grande parte do elenco e da equipe técnica, e quase todos vieram a morrer por conta da doença. Mas sobre o caso, eu exponho em outra matéria que posso colocar aqui para sua apreciação:

      “Sangue de Bárbaros” (1956) – O fiasco de John Wayne como Genghis Khan, e as especulações que se rodeiam nesta Megaprodução.

      http://articlesfilmesantigosclub.blogspot.com.br/2016/03/sangue-de-barbaros-1956-o-fiasco-de.html

      Abraços do editor.

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  33. Parabéns pelo seu post, sou um grande fã de John Wayne, adoro o filme Rio Bravo.

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