quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O Mitológico Hércules no Cinema e Seus Principais Intérpretes.

Falaremos hoje de um herói que deu inspiração para muitos cineastas (sobretudo os italianos) em produzirem suas aventuras e façanhas no cinema. Falo de Hércules, o mitológico herói dos deuses que deu bastante brecha para estes diretores e, por incrível que pareça, abriu os caminhos para muitos atores “marombados” no fim da década de 1950 e início 1960, quando também se introduziu no cinema o gênero “Sandálias & Espadas”, que eram justamente os épicos que eram gerados de baixo orçamento, que exploravam o máximo do culturismo físico e em um roteiro que exigia exuberante ação física, e estimulantes aspectos aventurescos.

Ao todo, 20 atores já interpretaram o personagem, seja no cinema, na Tv, no teatro, e nos desenhos animados. Entretanto, vamos citar aqui dez deles que foram os mais marcantes no papel, e são eles: Steve Reeves, Gordon Scott, Dan Vadis, Mark Forest, Mickey Hargitay, Alan Steel, Brad Harris, Lou Ferrigno, Reg Park, Kirk Morris.


A HISTÓRIA GREGA

Hércules era o nome em latim dado pelos antigos romanos ao herói da mitologia grega Héracles, filho de Zeus e da mortal Alcmena. As antigas fontes romanas indicam que o herói grego "importado" veio substituir um antigo pastor mitológico chamado pelos povos da Itália de Recaranus ou Garanus, e que era famoso por sua força. Enquanto o mito de Hércules incorporou muito da iconografia e da própria mitologia do personagem grego, ele também tinha um número de características e lendas que eram marcadamente romanas.

A Mitologia Grega esta repleta de ícones e histórias que muito bem podem suprir anos de produções do cinema, entretanto Hércules foi a escolha de muitos cineastas por causa de suas façanhas, que incluem seus magníficos doze trabalhos. Os deuses eram adorados pelos gregos e adotados pelos romanos que, assim, os batizaram com outros nomes. Logo, entraram no panteon romanus conhecidos por dois nomes diferentes, mas exercendo a mesma função. Ao longo de sua existência, os deuses romanos dominavam os humanos, protegendo-os, destruindo suas vidas, ou mesmo, tomando-os como amantes.

A HISTÓRIA DE HÉRCULES teve início, segundo a mitologia grega, com Zeus, o Pai dos Deuses (Zeus para s gregos, Júpiter para os Romanos), que assim foi escolhido por todos após derrotar Cronos, seu pai. Zeus escolheu sua irmã Hera, a deusa que protegia as esposas e a instituição do casamento, como sua rainha ao seduzi-la transformando-se em um pássaro e voando para seus braços. Ironicamente, Zeus é o personagem infiel mais famoso da mitologia. Entre as dezenas de relações que ele teve está Alcnema, descendente de Perseus, que por sua vez, era filho do próprio Zeus com Danae.

Casada com o guerreiro anfitrião, Alcnema tem dois filhos: Heracles (batizado pelos romanos de Hércules) que era seu filho com Zeus, e Ificles, filho de seu marido.

Prevendo o nascimento de Hércules, Zeus determina que o próximo descedente de Perseus deverá se tornar o rei da Grécia. Com isso, ele manteria o controle no Olimpo e na Terra. Tentando evitar a vitória de Zeus, Hera proclama Eristeu, filho de outra mulher também descendente de Perseus como Herdeiro do trono grego, tendo em vista seu nascimento duas horas antes de Hércules. Mesmo assim, devido ao orgulho de Zeus por Hércules, Hera passa a antagoniza-lo e a tentar destruí-lo.

Sendo filho de Zeus, Hércules cresceu temido e odiado, dono de uma força sobre-humana, mas de paciência bem curta a qual demonstrava fisicamente matando pessoas ou animais, ou destruindo lugares.

Hércules se casou com Mégara e com ela teve dois filhos. Um dia, ele foi tomado por uma loucura causada por Hera e acabou matando seus filhos e esposa, assim sentido remorso pelo ato. Hércules foi até Delfos consultar o Oráculo, que ordenou para ele ser escravo de seu meio-irmão Eristeu, e ficar por 12 anos numa penitência que ele encontraria o perdão. Eristeu era simpatizante de Hera e dela recebeu a ordem de impor Hércules a doze trabalhos muito perigosos, com objetivo de dar cabo do herói, mas isso não aconteceu.


Os Doze Trabalhos são:


1.Matar o leão de Neméia – Hércules o estrangulou.
2.Destruir um monstro de sete cabeças que cuspia fogo – o monstro era a hidra de Lerna, que Hércules matou.
3.Capturar a corça de Gerínia – Hércules a capturou viva, sendo que ela tinha chifres de ouro e pés de bronze.
4.Acabar com um javali selvagem gigantesco – Hércules capturou vivo o javali de Erimanto.
5.Limpar em um só dia o curral do rei Augeasos – Hércules limpou o estábulo que já não havia sido limpo nos últimos trinta anos, e no qual havia três mil bois.
6.Acabar com as aves do lago Estinfale – Hércules matou as aves antropófagas dos pântanos com flechas envenenadas.
7.Capturar um touro louco na ilha de Creta – Hércules capturou o touro vivo, apesar do mesmo lançar chamas pelas narinas.
8.Eliminar as éguas do rei Trácia – Hércules capturou as éguas antropófagas de Diomedes, domando-as.
9.Roubar o cinto de ouro da rainha Hipólita – Hércules conseguiu, após longas batalhas, obter o cinturão de Hipólita, rainha das guerreiras amazonas.
10.Capturar os bois selvagens de Gerião, da ilha de Eritéia – Hércules capturou o rebanho de bois vermelhos, após ter matado Gerião, que tinha três corpos.
11.Roubar as maçãs douradas das ninfas no jardim das Espérides – Hércules recuperou as três maçãs de ouro do jardim, por intermédio de Atlas.
12.Capturar o cão de três cabeças Cérbero, guardião dos portões do inferno – Hércules capturou o cão, que além das três cabeças, tinha cauda de dragão e pescoço de serpente.

Depois de Hércules se libertar de Eristeu, ele se apaixona por Iole e recebe de Dejanira, como presente de núpcias, uma túnica toda ensanguentada (do sangue de um centauro que Hércules matou). Assim que ele a veste, começa a sentir fortes dores e a túnica ficou grudada em seu corpo, penetrando cada vez mais em seu corpo. Hércules não aguenta mais a dor e se joga numa fogueira, mas não acontece nada. Então Hércules pede a um jovem amigo chamado Filoctédes seu poderoso arco e flecha, e desesperado, também o pede que o mate. O jovem atende. Após uma vida de sofrimento, privações, dor e traições, Hércules morre. Satisfeito com as obras e a superação de seu filho, Zeus decide acolhê-lo no Olimpo, a morada exclusiva dos deuses e desfrutar a eternidade, onde o poderoso e imortal herói de força dos deuses se casa com Hebe, a deusa da juventude.


HÉRCULES NO CINEMA

A primeira vez que retratada a história de Hércules foi no filme As Façanhas de Hércules, de Pietro Francisci (1906-1977), realizado na Itália em 1957 mas somente lançada nos Estados Unidos dois anos depois. A produção foi estrelada pelo fisiculturista norte americano Steve Reeves (1926-2000), ganhador de vários prêmios da modalidade, inclusive o Mr. América.

Sem retratar a vida trágica do herói e seu drama vivido através da vontade dos deuses, o filme só enaltecia suas vitórias e imperava pura ação, logo tornou um grande sucesso na Europa e em Hollywood (onde foi dublado), a despeito de ser considerada uma produção B, devido aos cenários precários e à interpretação dos atores que deixava a desejar. No início dos anos de 1960, outros filmes sobre Hércules surgiram, a maioria italiana, que em muitos casos, retratava apenas um homem de força descomunal, podendo ser o próprio Hércules ou o filho dele, e as histórias que nada tinham a ver com a mitologia grega.

OS INTÉRPRETES DE HÉRCULES.


Steve Reeves (1926-2000)

Seu nome verdadeiro era Stephen Lester Reeves, e nasceu em 21 de janeiro de 1926, em Escondido, Califórnia. Seu pai morreu em um acidente quando tinha apenas seis meses de vida. Por curiosidade, o primeiro título de aptidão que Reeves recebeu em sua vida foi como o "bebê mais saudável do Condado de Montana". Reeves passou toda sua infância num rancho, em Montana, onde nasceu. Algum tempo depois, sua família mudou-se para a Califórnia. Alistou-se no exército, onde trabalhava em vagões cobertos e caminhões de carga e, nos tempos livres, em uma academia de ginástica, iniciando assim, seu programa de aperfeiçoamento e modelagem física. Não demorou, e seu corpo desenvolveu-se rapidamente, decidindo seguir profissionalmente a carreira de fisiculturista.

Serviu nas Filipinas durante a II Guerra Mundial, onde contraiu malária. Serviu o tempo restante sob as ordens do general Douglas MacArthur, durante a ocupação do Japão.

Após conclusão do serviço militar, inscreveu-se nos principais concursos de fisiculturismo dos Estados Unidos. Venceu o Mr. Pacific Coast (1947), Mr. América (1947) e Mr. Universe (1950).

Steve decidira ser ator, tanto que viajou para Nova York com o intuito de estudar e, depois, seguiu para Hollywood. Chegando na meca do Cinema, a sorte quase lhe sorriu: Reeves já era relativamente famoso como fisiculturista nos EUA, e já ganhava seus primeiros campeonatos. Com isso, o lendário diretor Cecil B. DeMille (1881-1959), que iniciava seu projeto para uma superprodução bíblica, o clássico Sansão e Dalila, de 1949, indicou o jovem Steve para o papel de Sansão, depois da recusa de Burt Lancaster.

De Mille, um diretor de Hollywood muito conhecido por sua moralidade, respeitabilidade, e profissionalismo, gostou do jovem atleta e iniciante ator, e achava perfeito para o papel, mas os chefões da Paramount o acharam jovem demais para personificar o herói bíblico, e então Reeves foi dispensado. O papel de Sansão foi para Victor Mature.

O auge de sua carreira de ator viria em 1958, quando foi escolhido para interpretar o herói mitológico Hércules, na película Le fatiche di Ercole (As façanhas de Hércules), dirigido por Pietro Francisci, e rodado na Itália. Foi o início de muitas películas em que Steve interpretaria personagens poderosos e destemidos. Embora os críticos difamassem o filme como uma "mitologia atrapalhada", o público amou o filme que estava inaugurando um novo conceito de filme épico, conhecido como "sandálias & espadas", apesar da qualidade inferior de seus cenários, e pela horrível dublagem mal sincronizada para o inglês. Logo, Reeves repetiu o papel em Ercole e la regina di Lidia (Hércules e a rainha da Lídia), em 1959.

AS FAÇANHAS DE HÉRCULES, em verdade, é baseado por sua vez no poema “Os Argonautas”, de Apollonious Rhodios, Hércules (Reeves) é chamado a Iolco para ser o tutor do príncipe Iphitus (o Italiano Mimmo Palmara, nascido em 1928, um rosto característico nos épicos “Sandálias & Espadas”. Ainda vivo e ativo hoje como um membro da cultura da Itália), filho do Rei Pélia (Ivo Garrani). Imediatamente a sua chegada Hércules se apaixona pela leveza e delicada Iola (Sylva Koscina, 1933-1994), filha do Rei.

Muitos anos antes Jasão (Fabrizio Mioni) era o verdadeiro herdeiro do trono de Iolco, mas Pélia, que era seu meio irmão, com a ajuda de Euristeu (Arturo Dominici, 1918-1992), mata seus pais, lança o pequeno Jasão nas corredeiras de um rio e assume o trono.

A única evidência do que realmente aconteceu, está escrito em sangue nas costas do velocino de ouro do Rei assassinado.

Hércules decide enfrentar qualquer obstáculo para conquistar a bela Iola, entre eles acompanhar Jasão, criado pelos Deuses, na perigosa busca pelo velocino de ouro perdido.

HÉRCULES E A RAINHA DA LÍDIA - Hércules, o herói grego, parte rumo a Tebas para ajudar o Rei Édipo a encontrar uma saída democrática e decidir qual de seus filhos herdará o trono. Mas o herói bebe da ''Fonte do Esquecimento'' e perde a memória, ficando prisioneiro da perversa Rainha Onfala da Lídia (Sylvia Lopez, bela e atraente atriz austríaca prematuramente falecida. Só faria mais duas películas após a produção deste filme, em 20 de novembro de 1959, aos 27 anos de idade. Leucemia).

Ulisses (Gabriele Antonini), ajudado pelo Rei Laerte e os gêmeos Cástor e Pólux, tenta ajudar Hércules a recuperar a memória e assim possa salvar a jovem esposa Íole, que também corre perigo mortal. Novamente, o diretor e roteirista Pietro Francisci adaptou livremente os personagens da mitologia grega, tendo como base Édipo em Colona, de Sófocles, e Os Sete Contra Tebas, de Ésquilo. O lendário fotógrafo Mario Bava (que se tornaria também diretor) cuida dos efeitos visuais e de iluminação.


Com isto, Steve Reeves já se firmara como astro absoluto dos filmes "sandálias e espadas", e tornara-se não só uma sensação na Europa, onde esses filmes eram produzidos, mas até mesmo nos Estados Unidos, pois apresentavam heróis musculosos e fortes, enfrentando a tirania de imperadores corruptos, e seduzindo belas e fatais mulheres, o que era novidade para os norte-americanos.

Reeves ganhou fama e fortuna na Europa graças aos filmes que fez, e logo outros "colegas de músculos" estavam seguindo-o, apesar do enredo de tais épicos caírem num conteúdo absurdo, como Maciste contro il vampiro (Maciste contra os vampiros- com Gordon Scott) (1961), Maciste e la regina di Samar (Hércules contra os homens da lua- com Alan Steel), entre outras. Mas foram películas que, embora não agradassem a crítica, agradaram certamente ao público de então.
Quando filmava Gli ultimi giorni di Pompei (Os últimos dias de Pompéia), em 1959, na Itália, a biga em que dirigia bateu-se contra uma árvore, provocando a queda de Steve e ocasionando o deslocamento de seu ombro. Isto pôs uma mudança às suas rotinas mais intensas de exercício, e causou problemas nos anos seguintes. Ainda continuou a trabalhar no cinema até 1968, quando realizou seu último filme, que não foi um épico, e sim um western, intitulado A Long Ride from Hell (Vivo para tua morte). Reeves casou duas vezes. Sua primeira esposa foi Sandra Smith, com quem foi casado entre 31 de janeiro de 1955 a 4 de setembro de 1956, quando se divorciou dela. Em 24 de junho de 1963 casou com Aline Czartjarwicz. Foi uma união feliz. Aline faleceu em 24 de julho de 1989.


Steve Reeves morreu em maio de 2000, aos 74 anos, de linfoma, diagnosticado apenas seis semanas antes de seu falecimento. O corpo de Reeves foi cremado e suas cinzas enterradas em Montana, sua terra natal.


Gordon Scott (1926-2007)

TARZAN nos EUA e HÉRCULES na Europa. Assim ficou conhecido Gordon M. Werschkul, nascido a 3 de agosto de 1926, em Portlaind, EUA. A formação e aprimoramento físico de Gordon Scott (musculação e lutas) tiveram sua origem na Universidade de Oregon.
Com a II Guerra Mundial, tornou-se instrutor da infantaria, no Exército norte-americano, ensinando aos soldados o manuseio de rifles, pistolas e baionetas, além de ensinar também judô e outras modalidades de luta e combate corpo a corpo.


Depois do término da guerra, tornou-se policial. E após sua honorável dispensa em 1947, ele fez de tudo um pouco: bombeiro, vaqueiro, pescador, e por pouco tempo também foi lutador profissional de luta livre. Em 1953, ao trabalhar como salva-vidas em um hotel de Las Vegas, foi descoberto por um grupo de agentes de Hollywood, que notaram o seu biceps de 49 centímetros, além do seu desenvolvido tórax.


Por esta época, os agentes já haviam conduzido 200 testes, com vários atores, na busca de um novo Tarzan para as telas, para substituir Lex Barker. Finalmente, Scott foi escolhido como o novo "Rei das Selvas".


O produtor Sol Lesser (que vinha produzindo os filmes de Tarzan desde os tempos de Johnny Weissmuller para a RKO) deu-lhe um contrato de sete anos, e o nome artístico.

Em 1960, Scott se despediu do personagem após seis longas do personagem de Edgar Rice Burroughs, e resolveu tentar a sorte na Europa, seguindo o amigo Steve Reeves, e onde como ele também desempenhou personagens de heróis fortes e destemidos, entre os quais o próprio Hércules.

Scott interpretou o herói em Hércules, o Conquistador (Ercole contro Molock), produção italiana de 1963 e dirigido por Giorgio Ferroni (1908-1981); e também num piloto para uma série televisiva americana (em parceria com europeus), que infelizmente não decolou, mas que ao ser lançado no mercado de Vídeo Home System (VHS) norte-americano na década de 1980, recebeu o título de Hercules and the Princess of Troy (Hércules e a Rainha de Tróia), de 1965, sob direção de Albert Band (1924-2002), e que tinham de destaque no elenco a bela e prematuramente falecida Diana Hyland (1936-1977), talvez mais conhecida por ter sido namorada do então jovem e estreante John Travolta (que na verdade nunca a esqueceu, sempre foi grato a ela pelo apoio em seu início de carreira, pois Diana foi sua professora de arte dramática) – e também de Gordon Mitchell (1923-2003), outro “fortudo” do cinema que também fez carreira em terras do além-mar.

Gordon Scott foi casado três vezes, sendo que uma de suas esposas foi a atriz Vera Miles, que acabou conhecendo durante as filmagens de Tarzan's Hidden Jungle (Tarzan e a Selva Misteriosa-1955). Casaram em 1954 e se divorciaram em 1959. Tiveram um filho, Michael, nascido em 1957. Dos outros dois matrimônios, Scott ainda teve mais dois filhos.

Scott parou de atuar em 1967, com o faroeste The Tramplers (Cinco Túmulos Banhados à Sangue), contracenando com Joseph Cotten. Depois disso, ganhou dinheiro participando de convenções sobre Tarzan e filmes épicos. Em 1994, foi visto ao lado de Steve Reeves, com quem dividia as atenções de fãs, numa convenção de filmes de Maciste e Hércules, nos Estados Unidos.

Participava também de convenções promovidas por Danton Burroughs, neto de Edgar Rice Burroughs sobre Tarzan. Para Danton, Gordon era o melhor Tarzan do Cinema, muito mais próximo da concepção do personagem que o seu avô criara em seus romances, um "homem sensível, articulado e inteligente".

Nos últimos cinco anos de vida, Scott viveu no bairro do Brooklyn, em Baltimore (estado de Maryland), onde fora acolhido por um casal de fãs, os Thomas, que o admiravam como ator e que tiveram a possibilidade de conhecê-lo durante uma viagem a Hollywood. Tristemente, Scott havia perdido os laços familiares, pois assim divulgou para a imprensa o casal Thomas no momento do seu falecimento, "Não Tinha mais Ninguém", já que havia perdido o contato com o resto de sua família.

Gordon Scott morreu em 30 de abril de 2007, aos 80 anos de idade, devido a complicações pós-operatórias de uma cirurgia cardíaca. Nenhum dos sobreviventes da Família Scott estava ao seu lado quando faleceu. Quem estava lá em seus momentos finais fora o Casal Thomas, que ao longo dos seus últimos cinco anos de vida fora o exemplo mais próximo que tivera de uma família.


Dan Vadis (1938-1987)

Nascido em Shangai a 3 de janeiro de 1938, seu nome verdadeiro era Daniel Constantin Vafiadis.
Antes de iniciar sua carreira de ator em épicos “Espadas & Sandálias”, interpretando Maciste, Hércules, e outros heróis de força suprema, Vadis serviu na Marinha Americana, e posteriormente, foi parte integrante do Revue Muscleman, uma turma de rapazes musculosos que se apresentavam nos shows da escandalosa Mae West (1893-1980), nos anos de 1950.
Incentivado por Gordon Mitchell (1923-2003), outro astro dos épicos europeus a atuar nestes filmes, Vadis, ao contrário de seus colegas, atuou também em Westerns Spaghetti.

Fez sucesso na Europa em uma série de filmes, intitulados: Os dez Gladiadores, O Triunfo dos dez Gladiadores e Spartacus e os dez Gladiadores. Protagonizou em 1962 Ursus, o gladiador rebelde, e em 1964, o herói Hércules em O Triunfo de Hércules/Il trionfo di Ercole, em 1964, sob direção Alberto De Martino (nascido em 1929), e no elenco Marilu Tolo, Moira Orfei, e Pierre Cressoy (1924-1980).

Quando os filmes “Sandálias & Espadas” saíram de moda, Vadis voltou para os Estados Unidos, e passou a atuar em papéis menores, cujas produções de Hollywood eram: Cahill, o Xerife do Oeste, com John Wayne, Doido para brigar, louco para Amar e Bronco Billy, ambos estrelados por Clint Eastwood.

Um de seus últimos trabalhos no gênero que resgatava o antigo estilo foi Os Sete Magníficos Gladiadores/I sette magnifici gladiatori, em 1983, onde interpretava o vilão, com os protagonistas Lou Ferrigno e Brad Harris, entretanto estava mais magro, sem sombra do hercúleo homem que era. Dan Vadis morreu em 1987, vítima de intoxicação aguda provocada por etanol e morfina, através de uma overdose. 


Mark Forest (1933)

O Fisiculturista nova-iorquino Lou Degni adotaria o nome artístico de Mark Forest. Nascido em 16 de janeiro de 1933, iniciou seus treinamentos na idade de 13 anos, começando a se exercitar com pesos. Mais tarde, Forest e seu irmão trabalharam com instrutores de Educação Física, e desenvolveram programas de exercícios para eles.

Forest competiu para o título de "Mr. América" e terminou em 27º lugar, um feito notável para um então jovem de 19 anos. Depois, apareceu em algumas performances em night-clubes dos Estados Unidos, exibindo seus músculos, como "A Força Promissora".

Em 1954, ganhou o título de "Mr. Muscle Beach", ou Mr. Praia dos músculos. Forest foi o segundo ator americano, depois de Steve Reeves, a ser recrutado por produtores italianos para estrelar filmes épicos interpretando Hércules ou Maciste. O próprio Forest é descendente direto de italianos, e algumas de suas películas foram feitas em Nápoles, Itália, justamente a área de onde vieram seus ancestrais.

Com um estilo mais calmo de interpretar do que aqueles heróis feitos por Steve Reeves e Reg Park, Forest pareceu deslizar através de seus papéis. Entre 1960 e 1965, Forest fez inúmeros filmes épicos europeus.

Hércules contra os filhos do Sol/ Ercole contro i figli del sole- de 1964, foi um exemplar estrelado por Forest e das muitas produções que nada tinham a ver com as trajetórias do herói de acordo com a mitologia grega. Hércules e seus amigos estão navegando na costa da América do Sul quando têm seu barco naufragado por causa de uma grande tempestade. Socorrido pelo Príncipe Maytha (Guiliano Gemma) e seus fiéis soldados, Hércules, único sobrevivente do naufrágio, se torna grande amigo de Maytha, que lhe informa sobre o tiranismo de Atahualpa (Franco Fantasia, 1924-2002), Rei dos Incas, e seu exílio. Maytha conta também sobre a prisão de seu pai Juasca, verdadeiro rei de direito, e sua irmã Yamara (Anna-Maria Pace), que o tirano pretende sacrificar em tributo ao Deus Sol. Agora Maytha e seu novo amigo Hércules precisam correr contra o tempo pra salvar Juasca e a bela princesa antes do sacríficio.

Hércules e o Leão de Thebas/ Ercole et Leone di Tebe (1965)- Conhecido apenas como O Leão de Tebas, mas exibido em alguns cinemas por aqui com o título de Hércules de Tebas, conta a fictícia saga de Hércules como guardião de Helena de Tróia (aqui vivida por Yvonne Furneaux, de a Doce Vida, de Fellinni).

Após a invasão da cidade de Tróia pelos gregos, a bela Helena consegue escapar e parte para a cidade de Tebas, no Egito. No caminho, é sequestrada por um ambicioso faraó, que decide mantê-la prisioneira até que aceite tornar-se sua esposa. Sua única esperança é Hércules (aqui conhecido como Aryan), seu fiel guarda costas, que enfrentará o exército egípcio para resgatar a mulher por quem é secretamente apaixonado.

Após a conclusão de Hercules e o Leão de Tebas, Mark Forest largou o cinema para estudar Ópera e aperfeiçoar a sua voz. Atualmente, contando com 78 anos de idade, reside em Arleta, sul da Califórnia, onde canta, ensina sobre ópera, e ainda, auxilia aspirantes a fisiculturistas como personal trainer.


Mickey Hargitay (1926-2006)

Nascido a 6 de janeiro de 1926, na Hungria, com 20 anos ele fugiu de sua terra natal para escapar de serviço militar soviético obrigatório, e não havia começado a treinar musculação até chegar ao Estados Unidos, embora viesse ele de uma família de atletas e acrobatas.

Depois de ver a modelagem física de Steve Reeves na capa de uma revista, começou a frequentar a academia.

O futuro Mr. Universo Hargitay, tinha um poderoso magnetismo sobre as loiras platinadas e volumosas, mesmo antes de deixar seu futuro se deslumbrar no amor com Mae West. A ex-rainha dos excessos, em seguida, estrelou um show no Quartier Latin, em Nova York e não hesitou em incluir entre seus extras Hargitay. Foi uma daquelas performances em que ele percebeu Jane Mansfield (1933-1967), um dos maiores símbolos sexuais dos anos de 1950/60.

Mae veio para a mesa perturbar Jane e Mickey quando estavam jantando num restaurante. Jane, que na época era a maior sensação do CinemaScope, não hesitou em responder, referindo-se Hargitay: "Eu quero um bife que é o homem a minha esquerda".

Seja como for, o casal se casou em 13 de janeiro de 1958 . Sempre sob os auspícios de sua esposa, Mickey iniciou sua carreira no cinema, em Will Success Spoil Rock Hunter? Deliciosa comédia de Frank Tashlin (1913-1972), rolando para a maior glória de Jane Mansfield.

Mickey interpretou Hércules contracenando com Jane em Os Amores de Hércules ou Hércules, o Invencível (Gli Amore di Ercole), em 1960 e dirigido por Carlo Ludovico Bragaglia (1894-1998). Enquanto Hércules viaja, seu povo e sua esposa são mortos pelo rei de Ecalia. Hércules vai então para Ecalia vingar sua morte. Quando lá chega descobre que o rei está morto e que a rainha Dianira (interpretada pela esposa, Mansfield) é quem reina. Ele a salva e se apaixona por ela, mas Dianira está prometida a Acheloo. Agora Hércules tem que enfrentar as conspirações de Licos, as Amazonas, a Hidra e outros monstros. Embora baseado nas façanhas de Hércules segundo a mitologia, é um filme fraco com um enredo bastante cansativo.

Mickey foi o primeiro a receber o prêmio Joe Weider Lifetime Achievement Award. Joe Weider é o co-fundador da Federação Internacional de Bodybuilders (IFBB) e criador do Mr. Olimpia e Mrs. Olimpia. Em maio de 2006, ele recebeu o prêmio Muscle Beach Hall of Fame Award da Muscle Beach Historical Committee. Mickey morreu em Los Angeles em 14 de setembro de 2006, com 80 anos, a partir de mieloma múltiplo. O jornal Los Angeles Times colocou em seu obituário que Hargitay foi um dos grandes responsáveis pela popularização do fisiculturismo e uma influência direta na carreira de Arnold Schwarzenegger.


Alan Steel (1935)

Alan Steel nasceu Sergio Ciani na Itália, em 7 de setembro de 1935. Enquanto muitos atores intérpretes de Hercules foram fisiculturistas americanos, o europeu Alan começou sua carreira atuando como dublê para Steve Reeves, e posteriormente iniciou sua carreira como ator. Em 1964, Alan estrelou Hércules Contra Roma (Ercole contro Roma), e Hercules Contra os Homens da Lua (Ercole e la regina di Samar)

HÉRCULES CONTRA ROMA - Saído da Grécia, Hércules se dirige para Ravenna, Itália, porque um amigo de infância pediu seu socorro: Hercules deve ajudar o imperador romano que está em perigo por causa de uma intriga causado pelo líder dos guardas pretoriano. Dirigido por Piero Pierotti (1912-1970), no elenco despontam a bela Wandisa Guida, e Livio Lorenzon (1923-1971), costumeiro vilão dos “sandálias & espadas”, que faleceu prematuramente em um acidente de carro na Itália.


HÉRCULES CONTRA OS HOMENS DA LUA - Uma nave vinda da lua aterrissa perto da cidade de Samar, na Grécia antiga. Logo, uma raça de aliens cruéis começa a aterrorizar os habitantes e a sacrificar as crianças da cidade. Eles ressuscitam a múmia da rainha Agar (Jany Clair) que, para conquistar o mundo, se tornar a mulher mais poderosa da terra e faz um terrível pacto com os alienígenas. Em meio ao caos, e para ajudar os bons cidadãos de Samar, surge o poderoso Hércules.


Steel atuou no cinema até 1979, depois passou a cuidar de assuntos administrativos. Hoje esta aposentado.


Brad Harris (1933)

Nascido em 16 de julho de 1933, e St. Anthony, Idaho, Harris recebeu uma bolsa de estudos graças ao seu talento no futebol americano, para estudar economia. Entretanto, acabou machucando o joelho durante uma partida, e foi aconselhado a praticar musculação, onde nasceu daí seu interesse pelo fisiculturismo. Participou de campeonatos e conquistou títulos.


Estreou no cinema como dublê e chegou a trabalhar em Spartacus, de Stanley Kubrick em coreografias de lutas. Com o advento dos épicos europeus, Harris começou a atuar como ator e foi para Itália protagonizar Golias contra os Gigantes, em 1961. Interpretou Hércules em A Fúria de Hércules, em 1962, dirigido por Gianfranco Parolini, que havia dirigido Harris em Sansão e o tesouro do Rei no ano anterior. Na Europa ainda realizou outros trabalhos no gênero, mas também atuou em aventuras e westerns spaghetti, e ainda continua muito atuante no cinema, em participações secundárias.


Como atleta, é um dos mais respeitados nos Estados Unidos, inclusive é membro do Hall Bodybuilding da fama, e do Hall Stuntman, e chegou a inventar uma máquina de exercícios, o "AB-OrigOnals", e é dono de uma empresa, o Modern Body Design, além de participar de muitas conferências sobre o esporte. Aos 78 anos, o ator ainda esta em forma e em plena atividade física, sendo um exemplo de vida e saúde.


Reg Park (1928-2007)

Nascido a 7 de junho de 1928, em Yorkshire, Inglaterra, desde muito cedo demonstrou interesses por exercícios físicos, mas ao conhecer um fisiculturista pessoalmente, Park se interessou a título de curiosidade, quando soube que este mesmo atleta havia levantado pesos na casa de um de seus amigos. Quando deu baixa do serviço militar, em 1948, começou a competir na modalidade.

Após um ano de treinamento duro, Park ganhou o título de Mr. Grã-Bretanha em 1949. Posteriormente, passou seis meses nos Estados Unidos (graças a um presente de seus pais). Lá, ele se encontrou com o promotor Joe Weider , que começou a apresentar o inglês com destaque em revistas de músculos. No ano seguinte, Park foi vice-campeão, perdendo para Steve Reeves em 1950 , no NABBA Mr. Universe amador em Londres, que foi uma disputa acirrada.
Depois de um segundo ano de treinamento rígido, Park quebrou o que tinha sido um monopólio americano sobre fisiculturismo ao conquistar o título de 1951 da National Amateur Bodybuilders Association (NABBA) Amadores de Mr. Universo.

Ele consolidou seu status de superstar ao vencer, em 1958 e em 1965 . Com 1m85 de altura e com peso superior de músculos a 250 quilos, Park foi conhecido pela sua massa muscular e foi um precursor de musculação moderna. Foi também conhecido pela sua força, que ele sempre demonstrou em concursos e exposições. Era capaz de levantar mais de 200 quilos só no supino.


Embora nunca tenha apetecido ao atleta ser ator de cinema, em Dezembro de 1960, Park foi convidado por produtores italianos para estrelar Hércules na Conquista da Atlantida, em 1961, dirigido por Vittorio Cottafavi (1914-1998), onde ajuda um velho amigo, Androclo, o Rei de Tebas (Ettore Manni, 1927-1979) a se livrar das garras maléficas da Rainha de Atlantis, Antinea (Fay Spain, 1933-1983) - e seguidamente no mesmo ano, Hércules no Centro da Terra, do veterano e respeitado cineasta italiano e fotógrafo Mario Bava (1914-1980), onde o mitológico herói vai em busca de sua amada esposa Dejanira (Leonora Ruffo, 1935-2007) no centro da terra onde enfrenta criaturas estranhas, e enfrenta a ira de Rei Lico, interpretado por Christopher Lee.


Fez pouquíssimos filmes no gênero “Espadas & Sandálias” até 1965 (onde interpretou também Ursus e Maciste). Reg Park, que já gozava de status de ator e fisiculturista consagrado, exerceu grande influência sobre o então iniciante Arnold Schwarzenegger, com o qual chegou a competir em algumas oportunidades.


Mesmo em seus setenta anos de idade, Park continuou a treinar clientes no Ginásio Virgin Morningside, sua academia em Sandton, África do Sul. Ele tinha sido destaque em revistas de fitness e musculação, e também apareceu na capa da revista Muscle & Fitness. Ele foi empossado na Federação Internacional de Bodybuilders (IFBB) no Hall da Fama em 1999.

Com sua esposa Mareon com quem estava casado há mais de 50 anos. e seu filho Jon ao seu lado, Reg Park morreu em 22 de Novembro de 2007 em sua casa na África do Sul, depois de uma batalha de oito meses com metástase de melanoma (um tipo de câncer de pele).

Kirk Morris (1938)

Italiano genuíno nascido em 1938, seu nome verdadeiro é Adriano Belini, e trabalhava como gondoleiro nos canais de Veneza quando foi descoberto por um produtor de cinema italiano, que o achou perfeito para desempenhar os heróis mitológicos ao estilo Hércules. Aparentemente, ele era muito parecido com Elvis Presley, fator este ainda mais a chamar a atenção dos produtores.

Morris se distinguia dos outros atores fisiculturistas, que eram americanos e haviam participado de competições da modalidade. Além de italiano (como Alan Steel), Morris não era um atleta de competição profissional, e a sua boa forma física se deveu a trabalhos braçais que andou desempenhando em sua juventude.

Uma cena com Morris suado no seu primeiro filme, O Triunfo de Maciste, em 1961, foi usado em comercial de desodorante na Itália.


Durante dez anos (entre 1961 a 1971), Morris atuou em diversos filmes europeus, sejam épicos ou faroestes italianos. No papel de Hércules, participou da aventura Hércules, Sansão e Ulisses, em 1963, aventura meia tola onde o herói mitológico encontra o herói bíblico Sansão (Richard Lloyd, outro “fortudo”, nascido no Irã) quando o navio em que Hércules e seus amigos acabam naufragando na Palestina, e para salvar a vida de seus amigos presos pelo Rei de Gaza, Hércules é obrigado a capturar Sansão. Destaque para a petitosa Liana Orfei, como Dalila. Escrito e dirigido por Pietro Francisci (1906–1977), que conduziu os dois clássicos estrelados por Steve Reeves (As Façanhas de Hércules e Hércules e a Rainha da Lídia), não surtiu um bom resultado, e não conseguindo o mesmo carisma e sucesso das duas produções iniciais.

Tudo que se sabe a respeito de Kirk Morris hoje é que, após a fase cinematográfica, se mudou para os Estados Unidos onde resolveu entrar na área publicitária, mas que ainda atua na área de cinema como produtor de curtas.


Lou Ferrigno (1951)

Lou Ferrigno nasceu em Nova York, a 9 de novembro de 1951. Ficou mundialmente famoso por participar da série de TV O Incrível Hulk. LOUIS FERRIGNO teve uma grave infecção auditiva na infância causando a perda de 85% da audição, tal problema foi descoberto apenas aos 3 anos de idade, quando seus pais notaram que o menino não se interessava por televisão, rádio e etc.

Quando menino, Ferrigno era muito alto e magro, chegando na idade adulta a altura de 1,95m. Quando ainda era jovem seu pai o levou a uma apresentação de fisiculturistas e ficou impressionado.

O jovem Lou comprou revistas de musculação antigas e se debruçava sobre elas por horas a fio, de dia ou de noite, que parecia determinar seu caminho. Na idade de 19 anos, Ferrigno treinou muito, contando com o apoio do pai que se aposentou da força policial de NEW YORK para supervisionar o treinamento dele.



Ferrigno treinou arduamente para o MR. OLYMPIA de 1975 com o objetivo de derrotar Arnold Schwarzenegger, e em seu treinamento a cada levantamento de peso, Ferrigno gritava o nome "Arnold" demonstrando sua intenção de vencer o atual campeão. Ferrigno era o Atleta mais pesado até a data da competição, com 1.95m e 124 kilos.

Infelizmente Ferrigno terminou a competição em terceiro lugar, com a derrota, ficou profundamente abalado, mas continuou os treinamentos se tornando, futuramente Mr. Universo. Quando os produtores saíram à caça de um ator com a estatura certa para encarnar Hulk (o personagem dos gibis criado por Stan Lee em 1962 para Marvel Comics) na série televisiva que o afamou, ele foi a melhor opção.

A série rendeu três longas metragens e 79 episódios no decorrer de cinco temporadas (1977-1982), bem como mais três novos longas posteriores (1988-1990), onde Lou Ferrigno dividia as honras com Bill Bixby (1934-1993), o astro titular da série, que interpretava, o Dr. David Bruce Banner, cujo o alter ego era o Incrível Hulk de Ferrigno.

Em 1983 Ferrigno foi chamado para interpretar Hércules no cinema, cuja produção parecia resgatar as saudosas aventuras “Sandálias & Espadas” de duas décadas antes: Hércules, do diretor italiano Luigi Cozzi, coloca o herói grego num ambiente de ficção científica para resgatar uma princesa raptada. O filme rendeu uma sequencia dois anos depois, do mesmo diretor, Le avventure dell'incredibile Ercole (1985). No primeiro filme, conta com a participação de Brad Harris (ainda em boa forma), como o Rei Augias.

Ferrigno ainda participou de outra aventura ao bom estilo de Hércules, interpretandoum gladiador tentando proteger uma cidade romana da destruição em Os Sete Magníficos Gladiadores, em 1983, onde participam a maravilhosa Sybil Danning, e os veteranos astros do estilo épico do gênero Brad Harris (que interpreta um gladiador companheiro de Ferrigno) e Dan Vadis (aqui magro e abatido, interpretando um vilão. Morreu quatro anos depois).

Ferrigno também emprestou sua voz para uma série de desenhos Marvel com o personagem Hulk. Quando a idade impossibilitou o retorno as competições de fisiculturismo e os papéis ficaram escassos na tevê e cinema, Lou precisou partir para outra profissão e tornou-se Xerife-Assistente do Condado de Los Angeles, em 2006. Está atualmente com 59 anos e continua na profissão de xerife.

Seu novo trabalho rendeu uma participação na série cômica Reno 911 (exibida atualmente pelo canal FX) interpretando ele mesmo. Nas duas produções do Incrível Hulk para o cinema, Ferrigno fez aparições especiais, além de emprestar sua voz ao gigante esmeraldo. Lou é casado com Carla Green desde 1980 (segundas núpcias) e tem três filhos: Shanna, Louis, e Brent.

PRODUÇÃO E PESQUISA

Paulo Telles

50 comentários:

  1. Dos Hércules citados o mais conhecido é Lou Ferrigno. Lembro-me também de uns telefilmes exibidos no Cinema em casa do Sbt e que eram estrelados por Kevin Sorbo que também tinha estrelado a série que durou de 95 a 99, claro que sem o impacto dos filmes feitos para o cinema. Bom final de semana.

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    1. Olá Gil!
      Os filmes estrelados por Lou Ferrigo nos anos de 1980 foram resgates passageiros de uma fase no cinema internacional.

      Na minha opinião, a série de TV com Kevin Sorbo nada tinha a ver não somente com os filmes de antigamente como também com o estilo e o vestuário da Grécia Antiga. Cheguei a ver os episódios iniciais e não gostei. Prefiro os velhos e bons filmes "Espadas & Sandálias".

      Bom fim de semana pra vc, amigão!

      Paulo Néry

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  2. Olá, Paulo. Uma postagem completa sobre esse gênero que inundou os cinemas nos anos 60. Ria-se muito com a turma das 'sandálias e espadas'. Assistir aos Macistes, Hércules e cia. era diversão na certa. O gênero acabou justamente para dar lugar ao western-spaghetti para o qual muitos migraram tranquilamente. Lendo os nomes que você recordou lembrei que o Ward Bond estava louco pela Vera Miles em "Rastros de Ódio" e o maridão dela já era o Gordon Scott... Você lembrou do Dan Vadis que merece uma atenção especial por ter feito parte da Clint Eastwood Stock Company.
    Nessa sua aula de História aprendemos também que Hércules ganhou como esposa Hebe, a Deusa da Juventude...
    Você dissecou esplendidamente o tema numa tarefa de fato hercúlea. Parabéns!

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    1. Olá Darci!

      Eu sabia não somente que Ward Bond estava louco pela Vera Miles como também fazia de tudo para chamar a atenção dela, inclusive que durante as filmagens, todo o elenco estava hospedado em casas vizinhas, tendo acesso fácil à janela do seu vizinho.

      E o Mr. Ward Bond circulava nu dentro de casa, com a janela aberta, para que Vera Miles, que era sua vizinha, o notasse.

      Não sei mais detalhes desta história e até teria curiosidade de saber, uma vez por se tratar de GORDON SCOTT ser o então marido de Vera.

      Sei que quando jovem, Bond era um homem forte e tinha grandes biceps (como pôde se ver em O ÍDOLO DO PÚBLICO, com Errol Flynn), mas não seria páreo para o "Tarzan" Scott, mais jovem e atlético, isto se Vera chegou a contar o caso a ele.

      Dan Vadis se sabe infelizmente ainda tampouco, e acabou fazendo parte da Trupe de Eastwood perto do fim da vida.

      Obrigado amigo, forte abraço!

      Paulo Néry

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  3. Caro amigo, pouco entendo desses filmes italianos "sandália e espada", mas dos poucos que vi percebi que STEVE REEVES se destaca. Gosto também do KIRK MORRIS. Muito bom saber sobre a vida deles. Ótimo post. Parabéns.

    O Falcão Maltês

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    1. AM
      Obrigado, nobre Nahud. Conhecendo Steve Reeves já é conhecer bastante o gênero, pois foi com ele o início de tudo. Saudações!

      Paulo Néry

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  4. Ótimo post Paulo e adorei as curiosidades! Não sabia dos tantos atores que viveram Hércules. Na verdade não sou fã do personagem e estilo de premissa, sou da geração que assistia no SBT o Kevin Sorbo, mas particularmente achava um tédio, como a 'Xena' com aquele mulherão: Lucy Lawless!
    Vou te dizer que achei bacana somente o desenho da Disney, até mesmo Tarzan nunca fui fã (Cartoon da Disney que também achei bacana). Até mesmo do HULK (só fui gostar mais do recente com Edward Norton) e juro que nem sabia do passado Hércules do ator Louis 'Lou'Ferrigno. Você cita Schwarzenegger, vou abrir um parêntese e dizer que também nunca curti a fase 'Conan' do ator, só mesmo quando ele "atuou" em O Exterminador do Futuro (1984), fez mais filmes e no clássico T2 (1991) que se consagra.
    Fortões do cinema que pegaram carona no Hércules: Stalonne , Van Damme, Dolph Lundgren... seus filmes nunca foram minha diversão quando menino. Embora tenha gostado apenas do primeiro Rocky com Sylvester e uma ficção-científica/ação com Van Damme (Timecop, 1994).

    Abraço.

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    1. Agradeço de imenso seus comentários, Rodrigo. Não sou fã de nenhum destes (Schwarzenegger,Stalonne, Van Damme, Lundgren)- e Lundgren até que atua um pouco acima da média -mas com certeza cada um deles fez seus nomes deixando seus marcos no cinema de ação nas décadas de 1980/90.

      Grande abraço

      Paulo Néry

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  5. Ola meu querido Paulo,vir á teu blog para dar uma espiada é impossivel;temos que chegar com tempoe tranquilidade para achar lugar na primeira fila e esperar o início da matinée.É muita coisa boa para se lêr e tornar a lêr pois não dá para se deixar uma vírgula de fora.As fotografias são escolhidas a dedo e as laterais do teu espaço são cheias de matéria que também da vontade de conferir tudo na hora.Meu amigo tu deixas a gente sem fôlego.Obrigado por tantas excelentes informações que nos tem presenteado.Grande abraço.

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    1. Olá Su! Suas palavras ainda encantam mais meu incentivo de divulgar e continuar sempre.Eu que agradeço a vc e aos demais amigos e colegas por estarem sempre aqui a participar comigo nos comentários. Grande abraço Su e sucesso sempre! Seu blog esta D +.

      Paulo Néry

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  6. Paulo, o Ward Bond tinha de fato bíceps de fazer inveja aos fisicultores, mas o que o Bond tinha de maior era a região glútea, tanto que John Ford sempre que podia colocava a câmara na altura da cintura do ator para melhor mostrar a bunda do Bond. Mas em 1955, quando da filmagem de Rastros e Ódio, a saúde de Ward Bond não estava boa, além de ele ser epiléptico. Trocando em miúdos se o Gordon Scott pegasse ele se mostrando nu para a Vera Miles ele ia apanhar muito. Afinal o que ela tinha de especial pois foi uma das paixões platônicas do Hitch também. Kim Novak só fez Vertigo poque a Vera engravidou, não é mesmo?

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    1. Sim, verdade, Darci! Vera estava cotada para o papel que acabou sendo de Kim Novak. Vera era boa atriz sem dúvida e ainda esta viva.

      Engraçado vc falar dos glúteos de Ward Bond, pois exatamente em RASTROS DE ÓDIO, há um momento em que depois da briga ridícula entre Martin Pawley (Jeffrey Hunter) e Charles McCory (Ken Curtis), o reverendo Clanton (Ward Bond) diz a Olive Carey (a viúva de Harry Carey) de modo irônico que não teve o casamento da filha (a Vera Miles) com McCory. A Olive estava sentada e com um leque na mão, e enquanto o "reverendo" Bond passava, ela aproveitou a oportunidade para dar uma palmada nos glúteos de Bond com o leque, e Bond fez um "Ui" ainda mais irônico.

      Me deu de parecer que esta cena não estava no roteiro original, mas se estiver, foi um justo pretexto para que Ford desse enfase ao traseiro do veterano Bond, rs.

      Não sabia que Bond era epilético, mas ainda em vista seus problemas de saúde (morreu em 1960 de um infarto), sem dúvida estaria fora de forma para enfrentar, se fosse o caso, alguém mais sarado como Gordon Scott. De qualquer forma, a união entre Scott e Miles durou ainda menos de três anos.

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  7. Muito legal este trabalho de resgatar a lembrança destes atores que deixaram os americanos preocupados com estes filmes que assim como os Espahetti Westerns os seus orçamentos eram baixos e filmados em cinecittà em Roma sem a estrutura de Hollywood. A arma secreta dos Europeus era a criatividade.
    Atores as vezes sem nenhuma expressão, mas a ação compensava a fita.
    Os cinemas ficavam abarrotadas quando se ouvia anunciar um Hércules, Sansão, Maciste e tantos outros. Assim como nos Westerns, o "mocinho" não precisava ser bonito e sim Machão, corajoso e honrado, ao inverso de hoje; O mocinho só precisa ser bonito, o computador faz o resto.
    Consegui fazer uma viagem legal navegando neste post.
    Parabéns Paulão

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    1. Valeu, Edezio! Estes filmes fizeram história, apesar dos recursos parcos nas produções. Para estes filmes fazerem sucesso, bastava apenas criatividade, e foi isso que lotou os cinemas da época quando eram exibidos estas fitas.

      O Giuliano Gemma mesmo participou de muitas destas produções antes de se consagrar como cowboy nos westerns spaghetti. Atuou ao lado de Mark Forest numa produção de Hércules, HÉRCULES CONTRA OS FILHOS DO SOL, e também em MACISTE E OS PECADORES DA BABILÔNIA.

      Por falar em Giuliano, parabéns pelos dois últimos posts. Jamais imaginei que ele tivesse se encontrado com o nosso rei, Roberto Carlos.

      Grande Abraço!

      Paulo Néry

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  8. Caro Nery,

    Puxa vida, amigo! Como eram instáveis sexualmente estes deuses!!! Que farra!
    Pelo menos passei a saber de muitas coisas sobre estes heróis e seus interpretes, que desconhecia totalmente. Uma leitura confeccionada com intenso carinho e dedicação, tal a fartura de minuncias e novidades que nela achamos e passamos a conhecer.
    Bem; se o Lancaster houvesse aceitado o papel de Sansão (até hoje não sabia disso nem o pq de sua negativa), certamente o filme seria muito melhor.
    Quanto a estes interpretes de Hercules eu apenas conhecia o Reeves, o Scott, o Forest e o Ferrigno. Porém, filmes mesmo com estes atores, somente vi os dois primeiros de Reeves. E confesso que até gostei do primeiro, As Façanhas de Hercules. Era algo diferente que, aos meus olhos infantis, soava como aventura, novidade, beleza e ineditismo. Mas logo jogaram sobre nós A Rainha da Lidia. Foi então que vi que era um filão que haviam descoberto, já que este não tem muito do primeiro, As Façanhas...
    E, daí em diante então, passou a cair sobre nós uma enxurrada de Hercules, Maciste, Ursos, Golias e mais e mais. Então encerrei meu ciclo de fitas italianas. Descobri que eram fitas mal feitas, mal interpretadas, mal dirigidas, com efeitos especiais que, em casa, nós faríamos iguais ou melhor e, para concluir, um perfeito artífice para arrecadar dinheido dos que nada entendiam de cinema. E como eu já passava a ter outros olhos para a sétima arte, os isolei em definitivo. Tanto que, até os faroestes italianos eu vi muitos poucos e, principalmente, os de Leone.
    Mas gostava dos de Tarzan do Scott, já que os mais antigos eu não alcancei e muitos pouco eu consegui assistir na TV.
    É isso aí, caro editor. Fico à espera de novos posts para me engrandecer e deliciar com tantos pormenores e novidades.
    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Salve amigo Jurandir!

      Sem dúvida! O clássico SANSÃO E DALILA seria bem melhor se o personagem bíblico fosse interpretado por Burt Lancaster. Ele também recusou ser BEN-HUR. Lancaster não aceitou om papel que acabou nas mãos de Charlton Heston porque, sendo ateu, não queria promover o cristianismo.

      Vamos a uma análise, Jurandir...

      Bem certo que estes filmes fossem produzidos de maneiras parcas e com pouquíssimos recursos. Mas como explicar, então, o estrondoso sucesso que eles faziam durante o início dos anos 60?

      Bom, também tem a seguinte explicação: a introdução do físico no cinema. Forest, Reeves, Scott, Park...foram os primeiros a introduzir o culto ao corpo, e olha que os homens que iam aos cinemas para assisti-los, tratavam de procurar uma academia de ginástica.

      MAS ALÉM DISTO, havia uma certa criatividade nas histórias. Hércules no continente americano? Hércules na Judéia se encontrando com Sansão? Hércules contra seres marcianos?? sim, são infantis, mas como entretenimento de graça bem que vale a pena.

      Considero Gordon Scott um ótimo Tarzan!

      Obrigado pelo incentivo

      Grande abraço

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  9. Darci?

    Já pensou se o Gordon Scott descobre a "façanha" do Bond e entra em cisma com ele por causa de sua mulher? Coitado do excelente ator. Tanto o Ford quanto nós, por certo, iríamos perde-lo mais cedo do que ocorreu na vida real.
    Abraços, amigo. Boa pitada de novidade acrescentaste à excelente narrativa do Nery. Confesso que não sabia deste pormenor.
    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Verdade Jurandir! Sem contar que Bond não tinha mais condições físicas de enfrentar alguém tão poderoso como Gordon Scott.

      Mas cá entre nós, eu, vc, e o Darci:

      Bond era um ótimo ator, mas também pervertido, hein? rsrs.

      Paulo Néry

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  10. Amigo Rodrigo Mendes;

    Peço desculpas ao Nery por dar alguns palpites nos comentários dos seguidores de seu blog. Mas é algo rápido;
    Rodrigo; nós somos uns privilegiados pois, por amar a sétima arte, não curtimos quase nada daquelas imitações (faroestes) e filmes de Sandálias e Espada. Mas te digo, caro amigo; os cinemas viviam com lotações esgotadas quando estes tipos de filmes passavam. Era gente como formiga!
    Portanto, não era àtoa que os diretores italianos insistiam em criar a cada dia novos herois (Maciste, Ursus, Golias,etc). Era porque o retorno era gordo, amigo, muito gordo!
    Abraço
    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Outra explicação de tão estrondoso sucesso destes filmes em seus tempos áureos, Jurandir! Dava dinheiro! mas o sucesso veio a acabar, dando depois lugar aos faroestes italianos.

      Paulo

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  11. Salve amigo Jurandir!

    Sem dúvida! O clássico SANSÃO E DALILA seria bem melhor se o personagem bíblico fosse interpretado por Burt Lancaster. Ele também recusou ser BEN-HUR. Lancaster não aceitou om papel que acabou nas mãos de Charlton Heston porque, sendo ateu, não queria promover o cristianismo.

    Vamos a uma análise, Jurandir...

    Bem certo que estes filmes fossem produzidos de maneiras parcas e com pouquíssimos recursos. Mas como explicar, então, o estrondoso sucesso que eles faziam durante o início dos anos 60?

    Bom, também tem a seguinte explicação: a introdução do físico no cinema. Forest, Reeves, Scott, Park...foram os primeiros a introduzir o culto ao corpo, e olha que os homens que iam aos cinemas para assisti-los, tratavam de procurar uma academia de ginástica.

    MAS ALÉM DISTO, havia uma certa criatividade nas histórias. Hércules no continente americano? Hércules na Judéia se encontrando com Sansão? Hércules contra seres marcianos?? sim, são infantis, mas como entretenimento de graça bem que vale a pena.

    Considero Gordon Scott um ótimo Tarzan!

    Obrigado pelo incentivo

    Grande abraço

    Paulo Néry

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  12. Santos músculos, Batman!

    Meu caro, este seu post gigantesco ficou "Spartacus" demais pra mim, ré, ré: o blog "acabou" e Hércules continuou!

    Sempre adorei a mitologia em torno do personagem (cheguei a ler um original de Bulfinch sobre o tema), mas jamais gostei de qualquer adaptação do personagem fisiculturista nos cinemas!

    Só faltou a lesma do Kevin Sorbo na tua lista!

    Meu abraço!

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    1. rsrrsrs...salve Dil!

      Verdade que ultrapassei o limite, creio. Mas fez uma época tais produções. Kevin Sorbo, como já falei para o nobre Rodrigo lá em cima, nunca o considerei como o personagem. Mas o pessoal mais novo de 20 anos pra cá parece curti-lo.

      Forte abraço e bom domingo, meu prezado.

      Paulo Néry

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  13. Grande Paulo, Como vai?
    Parabéns pelo ótimo Post, uma verdadeira aula de mitologia grega e de cinema, dobradinha caprichada. Eu estudo Historia aqui na universidade estadual do Paraná, ano passado encerrei a disciplina de Historia Antiga, estudamos a Grécia, a mitologia em si não é estudada pois como já diz o nome, é Mito, Sei que existem milhões de apaixonados por ela, mas no meu caso, isso não acontece. Não sou fã das Mitologias assim como dos filmes. Mas quanto a post, Perfeito, como sempre, rico em detalhes.

    Abração

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    1. Salve, Jefferson. Vou bem, obrigado! Mitologia é Mitologia. História é História, que também já cursei, e ambas as ciências são bem diferentes, já que a mitologia é estudo de mitos. Tem pessoas que até curtem a mitologia sem contudo se aprofundar na Grécia Antiga.

      Parabéns pelo seu último post em seu blog sobre o CAPITÃO BLOOD, um ótimo filme.
      Grande Abraço!

      Paulo Néry

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  14. Cara, quantos músculos!!!

    Belíssimo trabalho de pequisa e garimpagem de imagens.

    Meus sinceros parabéns!

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    1. Muito obrigado Adecio, seja muito bem vindo. Forte Abraço.

      Paulo Néry

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  15. Paulo, que coincidência. Ontem me presentearam com um western spaghetti estrelado pelo Gordon Scott. O Edelzio deve ter esse filme: "Gli Uomini dal Passo Pesante", lançado aqui, creio como "As Pistolas do Norte do Texas". O Gordon já havia interpretado também Buffalo Bill. Como se vê ele era eclético, mas daí até o herdeiro Burroughs dizer que ele foi o melhor Tarzan, peralá... Johnny Weissmuller não pode ser assim esquecido, ainda mais por quem deveria saber da história do personagem no cinema.
    Houve inúmeras brincadeiras improvisadas em filmes de Ford com o Ward Bond que era uma das vítimas preferidas do Pappy. Quase sempre com referência à enorme poupança de Bond. Em Rastros de Ódio mesmo, Bond teve um furúnculo lá e no final do filme ele é operado naquela posição esquisita...

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    1. Darci, eu tenho este mesmo filme sob o título de “Cinco Túmulos banhados de Sangue” onde Gordon atua ao lado de Joseph Cotten, que faz seu pai, mas uma pena que minha qualidade não esta boa e tem até ruído. Creio ser este, mas vou me certificar se é o mesmo filme.

      Quanto à declaração do neto de Edgar Rice Burroughs, é muito complicado, vista que o próprio criador de Tarzan não gostava dos filmes interpretados por Johnny Weissmuller, ou podemos ainda melhor dizer, da interpretação do ex-nadador, tanto que o próprio Burroughs resolveu produzir um seriado na Guatemala com Herman Brix (futuramente Bruce Bennett), que segundo a visão do seu autor, tinha o Physique du Rôle do seu personagem. Mas claro que o público gostava mesmo era de ver Weissmuller nas telas.

      Isto porque o Tarzan de seus livros segue uma característica bem diferente das produções de cinema e isto é comprovado se vc já teve oportunidade de ler alguns dos romances de Edgar Rice Burroughs sobre Tarzan, como eu já li. Esta foto do artigo em que Gordon Scott esta perto do neto de Edgar e este com um tesourão cortando uma fita de inauguração foi de um evento de 1996, na criação de um museu sobre Tarzan, em Tarzana, EUA. Estavam presentes, além de Scott, Eva Brent (que foi Jane, que também já é falecida) e Denny Miller, que também foi Tarzan. Creio que foi uma questão de opinião por parte de Danton Burroughs e nada pessoal contra o Johnny, rs.

      Falando em Ward Bond ainda, fico até com “pena” dele por ser vítima de tantas brincadeiras referentes sobre seu traseiro, apesar de acha-lo meio pervertido por causa do caso Vera Miles, rs rs. Então agora se explica perfeitamente a penúltima cena deste clássico absoluto da Sétima Arte quando ele “toma uma injeção”. Foi para estourar o furúnculo.

      Tantas e tantas histórias...

      Paulo Néry

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  16. Entendo, caro Paulo: paixões marcam mesmo época! E, quando marcam a nossa, realmente fugimos um pouquinho da marca para reviver e reavivar aquela magia de outrora... Fique à vontade para reacender uma das suas!

    Quanto ao Sorbo, cheguei a chamá-lo, grosseiramente, de "lesma", porque jamais fui dele fã: o seriado para TV dele é que fez relativo sucesso no Brasil (e, se não me falha amemória, ele viveu o personagem no cinema... Ou não?!)!

    Abração e apareça!

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    1. Caro Dilberto, agradeço de imenso seus comentários, bem como sua compreensão. Digo ainda que não estou somente a vontade de reavivar, a minha maneira, estas reminiscências, como também convido o leitor a fazer uma viagem, porque sei que de algum modo tem um admirador além de mim. A proposta do meu espaço é esta.

      Quanto ao Sorbo, achei graça do adjetivo que deste a ele, porque também não sou fã, rs. Nada contra a pessoa dele evidentemente, mas nunca consegui vê-lo como Hércules. Ele fez o papel em uns telefilmes mas não foi nenhum trabalho pra cinema. Tudo produzido para a TV e que tinha a participação de Anthony Quinn como Zeus (o papel do deus do Olimpo estava destinado a Charlton Heston, que recusou).

      Abraços e uma ótima semana

      Paulo Néry

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  17. O seu blog para mim é o melhor do Brasil!
    Parabéns!

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    1. Prezado Braun, agradeço suas palavras, mas tem blogs também muito bons que vem servindo como referência para muitos cinéfilos, inclusive para este editor que lhe fala. Muito obrigado mesmo e uma ótima semana.

      Paulo Néry

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  18. Muito bom o post. Gosto de mitologia. Sou fã desse gênero de filmes. Vi "A fúria de Titãs" e gostei. Um abraço e parabéns pela informação. Muito bem construido.

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    1. Fico muito honrado com seus comentários, Maxwell. Um forte Abraço e tudo de bom.

      Paulo Néry

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  19. Estou maravilhada com o seu belo trabalho Paulo!
    Um texto impecável, completíssimo, um verdadeiro tratado sobre a história dos intérpretes do Hércules adicionado de fotos lindas!!
    Sinto muita paixão e amor pelo seu trabalho, o que nos faz automaticamente nos sentir muito bem em seu espaço, ainda mais sendo amantes do cinema antigo como eu!
    Lamento por não possuir o tempo necessário para destrinchar com detalhes todo o conteúdo do seu blog que é impecável!! PARABÉNS!!
    Um abraço e muito sucesso amigo, você merece muito!!!

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    1. Saudações Adriana Helena.

      Agradeço no imo d’alma seu profundo comentário, e sinto-me lisonjeado por tão belas palavras, que incentiva ainda mais a prosseguir. Obrigado, amiga, desejo sucesso de igual e felicidades.

      Abraços.

      Paulo Néry

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  20. Fantástico, Paulo! Adorei! A mitologia,seja versão grega, seja romana,me fascina. Já li muitas coisas sobre e adoro os filmes épicos.Os atores, intérpretes do vigoroso Hércules, eram lindos.

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    1. Minha amiga Elisabete, tenho certeza que este post tem seu estilo único, ainda mais que vc é uma professora, e divulga seus conhecimentos aos seus alunos. Mitologia também é um estudo que certamente merece muito destaque.

      Abraços, minha querida, e uma ótima semana

      Paulo Néry

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  21. Sou fã do ator steve reeves e tenho coleção de filmes dele, mas alguns estão faltados aqui no Brasil que eu quero obter para ficar completo. Além disso, também gosto dos outros atores que interpretou os herói mitológicos nos filmes de sandália e espada. Finalmente a sua matéria aqui foi excelente.

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    1. Walter, agradeço os comentários e seja bem vindo ao espaço. É muito importante saber a opinião dos leitores e visitantes. Saudações Cinéfilas!

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  22. Como apreciador da mitologia grega e romana e de filmes baseados nesses conceitos, fiquei satisfeito de ler o seu blog e ver que mais pessoas tem o mesmo gosto. Gosto dos filmes interpretados por Steve Reeves(tenho quase todos os filmes estrelados por ele), em que ele encarna Hércules, sendo o melhor, na minha modesta opinião a viver o papel, seguido pela ordem: Reg Park(o cara era uma montanha de músculos), Mark Forest, Gordon Scott(o melhor Tarzan, novamente na minha modesta opinião), Kirk Morris, Brad Harris, Alan Steel e outros como Ed Fury, Peter Lupus, Dan Vadis, Gordon Mitchel, etc.. Imagine a minha alegria quando, ainda um menino ia às matiné de domingo para ver esses filmes épicos e ver o herói com sua força prodigiosa vencer todos aqueles desafios, monstros, exércitos e reis malvados que tudo faziam para derrotá-los. Destaque ainda para a beleza das mocinhas: Wandisa Guida, Sylva Koscina, Eleonora Ruffo e até a belissíma Mylene Demongeot. Ainda a ressaltar a maldade dos vilões: Serge Gainsbourg, Broderick Crawford e outros. Ainda hoje gosto de rever esses filmes. Meus cumprimentos, Jadir.

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    1. Obrigado pelas considerações, Jadir Garcia. É muito bom tê-lo conosco. Saudações do Editor.

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  23. Oi Boa noite, tenho uma curiosidade: os primeiros atores americanos mortos até 1950....alguma dica? parabens pelo blog, muito bom....att. Silverio

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  24. Muito bom seu blog, Paulo. Uma curiosidade, quais atores americanos morreram antes de 1950? grande abraço. Silverio

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  25. manuelektron@Gmail.com12 de setembro de 2014 21:32

    Texto de inestimável valor e excelente fotografia,mas não podemos esquecer Gordon mitchell(a fúria de Aquiles,que põe Brad Pitt no chinelo),mimo palmada,Roger Brown,Tony Russell(o ladrão de damasco)e quanto as mulheres:a belíssima mylene demongeot,a lindíssima Luciana Gill,a misteriosa cubana cheio alongo e a loiríssima ombreira colei.ufa!!!são tantas e bonitas!!!valeu!!!valeu muito!!!

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  26. Material maravilhoso relembrado pelo nobre Paulo Telles! Parabéns pela primorosa produção e pesquisa! Um forte abraço!

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  27. Paulo Telles. em se tratando de Tarzan.....faltou falar sobre Ron Ely...que se eu não me engano..fez também Doc Savage..o Homem de Bronze....no mais parabéns....cheguei a assistir alguns filmes do Tarzan com Wheismuller.., Gordon Scott e Lex Barker.....sei que Ron e Lex..não atuaram em filmes tipo Hércules..só queria deixar registrado.....Você deve ter assistido Jason e o Velo de Ouro..Os Legendários Vikings ( Richard Widmar e Sidney Potier)..desculpe fugir do tema Hércules, Macistes..etc..abraço. ALMIR

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    1. Olá Caro Almir!

      Existem duas matérias no blog referentes a Tarzan, sendo que a mais recente delas é A RETROSPECTIVA TARZAN NO CINEMA, que foi publicada em ocasião do lançamento do último filme com Alexander Skansgardo, onde é falado de todos os Tarzans, inclusive Ron Ely. De todos os intérpretes do personagem criado por Edgar Rice Burroughs somente Gordon Scott atuou em épicos italianos.

      Saudações do editor.

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