segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Minha Lista: Os Dez Melhores Filmes Infantis

Amanhã, dia 12, celebraremos o dia das crianças. Sou daqueles que pensam que cada um carrega uma criança dentro de si. Pensando nisso, fiz uma seleção pessoal de uma lista de dez filmes de temática infantil que considero os melhores que já assisti ao longo da minha vida. Não sei sua preferência ou se ela pode coincidir com a minha, mas na minha modesta opinião são filmes que poderíamos rever sempre, e não somente nesta época de celebração em homenagem as crianças, mas em qualquer época do ano.
Assim, aqui apresento os melhores filmes infantis de todos os tempos, de acordo com minha preferência:

1-O MÁGICO DE OZ (The Wizard of Oz- 1939)
Musical da Metro produzido em 1939, e estrelado por Judy Garland (1922-1969), baseado no livro (publicado em 1900) de L. Frank Baum (1856-1919), cujo os direitos autorais da obra a Metro Goldwyn Mayer havia comprado no ano anterior a produção deste filme. O Mágico de Oz narra a história da garotinha Dorothy (Garland) que sonha em conhecer um mundo além do arco-íris, onde fadas e bruxas convivessem como num livro. No meio de um tornado seu sonho se torna realidade, sua casa é levada para a Terra de Oz, mas a única coisa que a amedrontada Dorothy quer agora é voltar para casa e segue o caminho das pedras amarelas em busca do mágico que possa ajudá-la a regressar. No caminho encontra um espantalho que quer um cerébro, um homem de lata que quer um coração e um Leão covarde que almeja ser corajoso, todos descobrem que não precisam de nada daquilo, pois as virtudes que têm é muito mais do que imaginavam.
A produção, muito tumultuada, teve 5 diretores, sendo por fim creditado a Victor Fleming (1889-1949). Mesmo não sendo o primeiro filme produzido em Technicolor (como muitos acreditam), O Mágico de Oz faz um uso notável da técnica; as seqüências no Kansas possuem um preto-e-branco com tons em marrom, enquanto as cenas em Oz recebem as cores doTechnicolor. Ainda no elenco: Frank Morgan, Ray Bolger, Bert Lahr, Jack Haley, Bilie Burke, e Margaret Hamilton.

2-O PEQUENO POLEGAR (Tom Thumb- 1958)


Uma comédia musical produzida em 1958, e adaptada do clássico conto dos irmãos Grimm, onde certo dia um lenhador, o honesto Jonathan (Bernad Miles,1907-1991) poupa uma árvore especial a pedido da "Rainha da Floresta" ( a bela e prematuramente falecida June Thorburn, morta em um acidente aéreo em 1967 aos 36 anos de idade), que em sinal de agradecimento concede-lhe uma preciosa dádiva, um filho, uma vez que o casal de lenhadores há muito ansiavam ter mas sem resultado. Esse filho, porém, era tão pequenino tão pequenino que tinha o tamanho de um polegar! O “Pequeno Polegar” é desempenhado pelo dançarino da Metro Russ Tamblyn. No elenco ainda, Terry-Thomas (1911-1990) e um jovem e gorducho Peter Sellers (1925-1980), estes dois como os vilões engraçados da história, e deponta também Alan Young (da série de TV “Mister Ed”), que é o interesse amoroso da “Rainha da Floresta”. Vencedor do oscar de efeitos especiais. 3-O PÁSSARO AZUL (The Blue Bird- 1940) O Pássaro Azul, dirigido por Walter Lang (1896-1972), é um clássico em Technicolor para crianças, mas que também emociona os adultos. O típico filme da Sessão da Tarde que costuma reunir a família toda em frente à Tv. O filme narra a história da família Tyl, cujo patriarca (Russell Hicks, 1895-1957) é convocado para combater Napoleão e precisa deixar os filhos em casa sozinhos. A garota Mytyl (Shirley Temple) e seu irmão Tytyl (Johnny Russel) passam a viver algumas aventuras depois que o melhor amigo de Mytyl adoece e a menina empenha-se em capturar o conhecido "pássaro azul da felicidade" para presentear o garoto. Após receber a visita da fada Berylune (Jessie Ralph, 1864-1944), os meninos são enviados, juntamente com o seu gato Tyllete e cachorro Tylo, transformados em humanos, em busca do “pássaro azul” através do passado, do presente e do futuro.

Durante a viagem por muitos reinos com fadas, magias e personagens enigmáticos, as crianças passam pelas mais inusitadas situações, e vão sofrendo transformações — relacionadas às mudanças da infância para a juventude — e transformam os lugares por onde passam, como a emocionante cena em que Mytyl se despede dos avós, já mortos, e que voltam a dormir num banquinho porque só acordavam quando alguém lembrasse deles. A menina ainda consegue ver o irmão caçula que está para nascer em outros dos mundos. Quando voltam para casa, encontram um lugar muito diferente do início da aventura. Ainda no elenco, Nigel Bruce (1895-1953) e a ganhadora do Oscar Gale Sodergaard (1899-1985).
  4- AS SETE CARAS DO DR.LAO (Seven Faces of Dr. Lao- 1963)

Doutor Lao (Tony Randall, 1920-2004) é um velho chinês de 7.322 anos que chega a velha e empoeirada Arizona com o seu circo místico, causando um enorme alvoroço em toda a pequena população da cidade além de uma certa xenofobia. Todos ficam ansiosos por ver as maravilhas que o Dr. Lao promete trazer, sem imaginarem que as atrações anunciadas fazem parte da mente de cada uma das pessoas do Arizona, são criaturas formadas a partir dos problemas e sentimentos que os moradores da pequena cidade levam consigo.

O circo chinês oferece uma caravana de atrações mitológicas e semi-mitológicas. O que ninguém sabe é que o Doutor Lao além de dono do circo também atua como todas as atrações dele (Randall interpreta todos eles), mostrando seu talento em seus estranhos números, transformando-se em seis diferentes figuras míticas: o Pan, protetor dos animais e dos bosques; a Medusa, com sua cabeça cheia de serpentes e que só pode ser vista através de um espelho; o mágico Merlin, já um pouco enferrujado mas sempre usando sua mágica para o bem; o Abominável Homem das Neves; uma Serpente Gigante que visa refletir as imperfeições das pessoas e o adivinho Apolônio de Tiania. Dr. Lao acaba usando seus personagens para mudar a vida das pessoas, fazendo com que vejam a verdade e com que enxerguem melhor seus problemas. O Pã e sua flauta mágica hipnotizam Angela Benedict (Barbara Eden, da série de TV Jeannie é um gênio) fazendo com que ela descubra o valor do amor e desperte seus desejos escondidos; a Medusa testa a incredulidade da Senhora Kate Lindquist (Minerva Urecal, 1894-1966) que insiste em não olhá-la pelo espelho e acaba se transformando em pedra; com a Serpente, Doutor Lao toca em verdades salgadas demais para o vilão Clint Stark (Arthur O’ Connel, 1908-1981) que se acha perfeito mas descobre que não é bem assim; o Adivinho toca na parte mais triste da solteirona fútil Howard Cassin (Lee Patrick, 1902-1981) As Sete Faces do Doutor Lao é recheado de citações memoráveis como: "O mundo todo é um circo. Quando olhamos para um punhado de areia e vemos mais do que areia, vemos um mistério, o circo do Dr. Lao estará lá." A preocupação da historia é mostrar que o ser humano às vezes pode ter suas percepções meio distorcidas, pode estar preparados para acreditar em criaturas bizarras, mas não são capazes de ver o valor de uma comunidade, dos seus costumes e cultura, que moeda nenhuma poderá pagar. Um tipo de filme que bem que mereceria um Remake nos nossos dias. Ainda no elenco: John Doucette (1921-1994), Royal Dano (1922-1994), Noah Berry Jr (1913-1994), John Ericson é o jornalista galã interesse amoroso da personagem de Barbara Eden, e Argentina Brunetti (1907-2005).

5-MEU MELHOR COMPANHEIRO (Old Yeller- 1957)

Nenhum filme melhor que este mostra tanta emoção, esperança, coragem e amizade. Um conto clássico Disney que fala do amor de um garoto pelo seu cão. Meu Melhor Companheiro cativou o coração de milhões de pessoas e continua cativando até hoje, pois ainda é o melhor!
Estas são as palavras do renomado crítico de cinema americano Leonard Maltin. A história se passa por volta de 1860, no Texas. Travis (Tommy Kirk) é um garoto não quer nada com o cão que encontrou, mas Old Yeller prova que é um ótimo amigo, protegendo a sua família e salvando sua vida. Eles se tornam inseparáveis, dividindo momentos de alegria, experiências e lições de vida. O Elenco é composto de grandes conhecidos para os cinéfilos, para começar o eterno Daniel Boone da TV, Fess Parker (1924-2010) no papel do pai de Travis, a excelente Dorothy McGuire (1916-2001), no papel da mãe, e ainda Chuck Connors (1922-1991), que fez “O Homem do Rifle” na TV, e Jeff York (1912-1995). O Filme estreou no Brasil em 6 de janeiro de 1958.


6-AS AVENTURAS DE HUCKLEBERRY FINN (The Adventures of Huckleberry Finn- 1960)
As aventuras de um menino travesso que foge de sua casa e viaja pelo rio Mississippi na companhia de um escravo fugitivo. O jovem aventureiro Huckleberry Finn (Eddie Hodges), fugindo na sua jangada, pelo Rio Mississippi, juntamente com o seu companheiro Jim (o pugilista Archie Moore, falecido em 1998, que foi Campeão Mundial dos Pesos Pesados, entre 1952-1960) um escravo em fuga para não ser vendido, vão viver extraordinárias e arrepiantes aventuras, nesta sensacional viagem que nos levará a todos ao mundo da liberdade e da amizade sem limites. Esta versão (existem outras, inclusive uma com Mickey Rooney da década de 30) foi produzida pela Metro para comemorar os 75 anos do lançamento do clássico de Mark Twain (1835-1910) e foi um dos últimos filmes sob a direção do lendário Michael Curtiz (1886-1962), de Casablanca e As Aventuras de Robin Hood, que tem um grande elenco composto por Tony Randall, Neville Brand (1920-1992), Pat McComarck, Andy Devine (1905-1977), Sherry Jackson, John Carradine (1906-1988), Royal Dano, e em especial participação, Buster Keaton (1895-1966).

7-ET- O EXTRATERRESTRE (E. T- The Extra Terrestrial- 1982)
É considerado um dos maiores sucessos de bilheteria da história do cinema, sendo o primeiro filme a ultrapassar a marca 700 milhões de dólares. Um alienígena perdido na Terra faz amizade com um garoto de dez anos (Henry Thomas), que o protege de todas as formas para evitar que ele seja capturado e transformado em cobaia pelo serviço secreto americano. O menino ajuda o ET a regressar ao seu planeta. Um filme que até hoje emociona crianças e adultos e vem atravessando gerações. No elenco: Peter Coyote, C. Thomas Howell, Debra Winger, e Drew Barrymore, então com 7 anos, vindo de uma dinastia de atores consagrados do teatro e da TV, os Barrymore (sobrinha neta do consagrado Lionel Barrymore (1878-1954) e neta do grande astro do cinema antigo (que depois decaiu) John Barrymore (1882-1942), este um grande amigo de peito e de copo de Errol Flynn). 8-A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE (Willy Wonka & the Chocolate Factory- 1971)
Baseado no livro "Charlie e a Fábrica de Chocolate", com adaptação para o cinema do próprio autor Roald Dahl (1916-1990), A Fantástica Fábrica de Chocolate é um conto de fadas para crianças e adultos, recheado de piadas, referências e citações. Quando foi lançado originalmente nos cinemas americanos, a responsável pela sua distribuição foi a Paramount Pictures, porém, todas as exibições posteriores, seja ela na TV, em vídeo ou nos próprios cinemas, foram realizadas pela Warner Bros.
A história tem início quando Willy Wonka (Gene Wilder), recluso por anos em sua fábrica de chocolate, anuncia que cinco sortudos terão a chance de fazer um tour pelo local e ver de perto os segredos de seus doces maravilhosos. Melhor do que isso: um dos visitantes ganhará suprimentos do chocolate Wonka para toda a vida. Para selecionar os candidatos, cinco bilhetes foram aleatoriamente colocados dentro das embalagens dos chocolates, transformando Wonka numa verdadeira febre mundial. Os chocólatras começaram a procurar desesperadamente os sonhados bilhetes.

Ninguém gostaria desse prêmio mais do que o jovem Charlie Bucket (Peter Ostrum, em sua única aparição nos cinemas; depois, se tornaria um veterinário), um entregador de jornais que mora com a mãe e os quatro avós num único cômodo. Sua família é tão pobre que até mesmo comprar uma barra é um sacrifício, quanto mais comprar barras suficientes para encontrar um dos cinco cartões dourados que dão direito à visita.

A fábrica parece um sonho em cores psicodélicas: um rio de chocolate com cachoeira, árvores, flores, cogumelos... enfim, tudo comestível. Os ajudantes de Wonka são anões de rosto laranja e cabelo verde chamados de Oompa Loompas. A grande decepção das crianças é que Willy Wonka, ao invés de ser um homem benevolente, é uma espécie de pan moderno: imprevisível, encrenqueiro, uma figura manipuladora. As crianças, ao mesmo tempo em que mergulham de cabeça nos seus desejos, pagam um preço por isso, deixando a fábrica com aparência do Jardim do Éden: encantador, mas território da serpente. É, na verdade, uma espécie de provação onde a criança só sai vitoriosa se não violar nenhuma das regras impostas por Wonka. Claro que nosso pequeno Charlie sairá vencedor, enquanto as outras crianças amargarão um triste destino sendo "expulsas" da fábrica humilhantemente, enquanto os Oompa Loompas limpam a sujeira.
O filme soa como uma lição de moral com sua mensagem que prega os bons comportamentos. "Se você fizer direitinho a lição, ganha um chocolate". Mas o filme emociona, faz rir e possui um raro senso de limites para seu humor negro. Situações fortes são tratadas com uma leveza incomum. Como bom exemplo disso, temos a cena do resgate, onde uma mulher tem seu marido seqüestrado e deve pagar como resgate sua caixa recém adquirida dos famosos chocolates. Quando confrontada sobre a escolha entre o marido e os chocolates pede tempo para pensar. No elenco, ainda, Peter Ostrum, Roy Kinnear. 9-ESQUECERAM DE MIM 1 (Home Alone- 1990) Foi o filme que revelou Macaulay Culkin. O menino-prodígio que ficou estigmatizado para sempre no papel de Kevin, um garoto de oito anos, esquecido em casa pela família às vésperas de uma viagem para Paris na época do Natal. Kevin passa a administrar a casa do seu jeito. Então, entra em cena uma dupla de meliantes, Harry (Joe Pesci) e Marv (Daniel Stern), que planeja roubar a mansão. Porém, os bandidos não contavam com a esperteza do garoto, que os obriga a cair em várias armadilhas. Ainda no elenco: John Heard, Catharine O’ Hara, e com a participação de John Candy (1950-1994).
10-O JARDIM SECRETO (The Secret Garden- 1993)
No início do século XX, Mary Lennox (Kate Maberly) vivia na Índia com seus pais, que não lhe davam muita atenção. Porém um estouro de elefantes os mata e, seis meses depois, Mary desembarca em Liverpool, na Inglaterra, para viver com Lorde Archibald Craven (John Lynch), seu tio, na mansão Misselthwaite, uma construção feita de pedra, madeira e metal na qual existem segredos e antigas feridas.
Mary estava assustada naquele solar com várias dezenas de quartos e era incrivelmente mimada, pois lhe desagradava a idéia de vestir suas roupas, já que na Índia isto era tarefa de suas aias. A mansão é administrada pela Sra. Medlock (Maggie Smith), uma rigorosa e fria governanta. Lorde Craven perdeu a mulher há dez anos e nunca mais conseguiu superar a tragédia. Para piorar Colin Craven (Heydon Prowse), seu filho, também sobre de extrema apatia, sempre recolhido no seu quarto. Mais uma vez negligenciada, Mary passa a explorar a propriedade e descobre um jardim abandonado. Entusiasmada com a descoberta, Mary decide restaurar o lugar com a ajuda do filho de um dos serviçais da casa, conquistando assim a atenção do primo doente. Juntos eles desafiam as regras da casa e o velho jardim se transforma em um lugar mágico, cheio de flores, surpresas e alegria. O jardim secreto é um lugar fantástico onde não existe tristeza e arrependimento, um lugar onde a força da amizade pode trazer de volta a beleza da vida. Enfim, outro de muitos filmes infantis que leva o espectador a reflexão, pois quem sabe não tenhamos nosso próprio “Jardim Secreto”?
Está aberto uma enquete semanal sobre o tema deste artigo. Caso nenhum destes seja um dos seus preferidos, o espaço de comentários esta a disposição para leitores e seguidores exercerem sua expressão e dar sua indicação. Afinal, já dei a minha, rs. Feliz dia das crianças!!! Saúde e Paz. 

PRODUÇÃO E PESQUISA PAULO TELLES

REFERÊNCIAS: SITE INFANT TV WIKIPEDIA ENCICLOPÉDIA SITE ADORO CINEMA GUIA DE VÍDEO ABRIL CULTURAL (livro)- ANO 1990 E 1995

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Os 50 anos de “Spartacus” com Kirk Douglas

No dia 6 de Outubro de 1960, em Nova York, se deu a pré-estréia de “Spartacus”, a superprodução dirigida por Stanley Kubrick (1928-1999) e estrelado por Kirk Douglas, ganhadora de 4 Oscars: melhor ator coadjuvante (Peter Ustinov, 1921-2004), melhor direção de arte colorida, melhor fotografia colorida e melhor figurino colorido. Portanto, há 50 anos, estreava um dos maiores épicos da História do Cinema (No dia 7 de outubro de 1960, pré estréia em Los Angeles. No Brasil, sua estréia foi a 17 de novembro de 1960).
Entretanto, é bem difícil explicar a saga de todo o projeto que levou a materializar, mas reza a lenda em Hollywood que Kirk Douglas, empolgado com o sucesso de Ben-Hur, de William Wyler (1902-1981), realizado no ano anterior, queria também produzir um épico aos moldes do diretor. Bem verdade que Kirk queria o papel principal de Ben-Hur no filme de Wyler, mas este já havia preterido a Charlton Heston, e ofereceu a Douglas o segundo papel principal, do infame vilão Messala (que havia sido recusado por Robert Ryan), mas Kirk não aceitou, sendo este papel aceito depois por Stephen Boyd.




Recusando o papel de coadjuvante no épico de Wyler, Douglas, sob a égide de sua produtora, a Bryna Production Company, quis dar uma resposta ao então campeão absoluto dos Oscars (até 1998, quando Titanic empatou), e resolveu produzir um épico bem diferente dos que vinham sendo produzidos naquela época. Grande parte dos épicos que vinha sendo lançados ao longo dos anos de 1950 era, geralmente, de teor bíblico. Mas Kirk queria realizar algo que não tivesse tom religioso.


Sendo assim, Douglas negociou os direitos da controversa história da obra literária lançada em 1952, escrita por Howard Fast (1914-2003- foto), que tornou-se uma leitura popular nos meios comunistas.


Aliás, a história de Spartacus já havia sido filmada na Europa, em 1953, sob o mesmo título (nos EUA, como “Sins of Rome”), e com a direção de Riccardo Freda (1909-1999), estrelado pelo astro italiano Massimo Girotti (1918-2003) no papel do herói-escravo, e a bela deusa francesa Ludmilla Tchérina (1924-2004) desempenhando Varínia, mulher de Spartacus.


Para adaptar o romance de Fast, Kirk contratou Dalton Trumbo (1905-1976), um dos DEZ DE HOLLYWOOD, que havia sido preso por se recusar a cooperar para o Comitê de Atividades Antiamericanas e teve que escrever roteiros sob pseudônimos por mais de uma década. Logo, Kirk Douglas também entrou para a história por ajudar a destruir a lista negra ao permitir que um dos perseguidos pelo "Caça as Bruxas" usasse seu próprio nome nos créditos de Spartacus.


Em verdade, Trumbo colocou uma sutil referência aos espiões da era McCarthy. Perto ao final do filme, após a revolta ser esmagada, o tirânico general Marcus Licínio Crassus (Laurence Olivier, 1907-1989, foto) anuncia ameaçadoramente: “Em cada cidade e província, lista de desleais foram compiladas”.


A colunista Hedda Hopper e ex-atriz (1885-1966 - foto) denunciou Kirk Douglas por contratar Trumbo e a Legião Americana fez piquete na pré-estréia em Los Angeles, no dia 7 de outubro de 1960. O Bom Douglas não se deixou intimidar, e mandou uma resposta para Hedda e seus aliados, contratando Dalton Trumbo para escrever o roteiro de mais dois filmes para ele.


Com seus 12 milhões de dólares, Spartacus foi um dos mais custosos filmes daquele então período. O orçamento começou a subir quando o diretor Anthony Mann (1906-1967), o realizador de El-Cid de 1961, foi despedido depois das filmagens já iniciadas, após longa discussão com Kirk Douglas. Logo, Mann foi substituído por Stanley Kubrick, que havia dirigido Douglas em Glória feita de Sangue dois anos antes. Kubrick foi contratado apenas para dirigir, e não ser o “autor”, mas mostrou seu talento em um grande número de inventivas seqüências. As lutas de Gladiadores, algumas vezes de chocante violência, têm uma vívida proximidade e a climática batalha entre escravos e as legiões romanas- com mais de dez mil extras na cena- tem uma grandeza de tirar o fôlego.


Kubrick trabalhou com um elenco all-star, e, sobretudo, a vitalidade real do filme vem dos atores ingleses- Laurence Olivier, Charles Laughton (1899-1962), e Peter Ustinov- interpretando personagens muito além do nobre Spartacus. A bela e talentosa Jean Simmons (1929-2010), interpretando a mulher do herói, Varínia. Aliás, sobre esta personagem, uma história curiosa: a própria Simmons, além de Ingrid Bergman, Jeanne Moreau, e Elsa Martinelli, haviam recusado o papel, sendo escolhida uma atriz alemã, Sabine Bethmann, mas quando Stanley Kubrick tomou as rédeas da direção, não gostou de sua atuação, e resolveu novamente oferecer o papel a Simmons, que por fim aceitou.

Peter Ustinov recebeu um Oscar de ator coadjuvante por seu retrato refinado do servil, astuto, e covarde negociante de escravos Lentulos Batiatus (no livro de Fast, Batiatus é rude, violento e grosseiro. Ustinov já havia sido indicado ao Oscar da mesma categoria em 1951, pela sua atuação inesquecível do Imperador Nero em Quo Vadis e ganharia mais um prêmio na mesma categoria pelo papel de vigarista na comédia Topkapi, em 1964 ), mas é equiparado por Olivier como o arrogante Crassus, e Charles Laughton dá um show de interpretação como o pragmático senador da república Gracchus.

A TRILHA SONORA ficou a encargo de Alex North, que também era versado em compor músicas para filmes de época (Cleópatra, Crepúsculo de uma Raça, Agonia e Êxtase). North, que morreu em 1991, foi contratado por Kirk Douglas para escrever a trilha sonora de Spartacus. “O que eu tentei fazer no filme foi capturar o sentimento da Roma pré-cristã, usando técnicas musicais contemporâneas. Isso pode parecer estranho, mas há uma boa razão. A Luta pela liberdade e dignidade humana, o tema de Spartacus, é pertinente no mundo de hoje”- declarou North, em uma entrevista pouco depois do lançamento do filme em 1960.


Tudo parecia estar em ordem, mas até chegar ao seu molde definitivo, a produção sofreu sérias alterações. Além da mudança de direção, o roteiro teve que sofrer algumas mudanças. Uma série de cenas tiveram que ser reescritas por Peter Ustinov, pois Charles Laughton (foto) havia rejeitado o script original.


Draba- personagem interpretado por Woody Strode (1914-1994), por sinal um excelente ator negro que além de filmes para o cinema, também fez vários trabalhos competentes na TV- é morto na arena depois de atacar Crassus, que assistia ao combate entre ele e Spartacus. Seu corpo está pendurado de cabeça para baixo para que seja visto pelos demais gladiadores como um aviso para que não ousem enfrentar Roma. Originalmente, seria colocado um boneco que serviria como réplica de Strode, mas quando viram que o efeito não foi satisfatório, ele mesmo ficou pendurado de cabeça para baixo, e cordas amarradas nos tornozelos, tudo sem dublê. Como os gladiadores lentamente desfilam para ver seu corpo balançar, Strode não se mexe ou se contraí. De acordo com o filho do finado ator, Kalai Strode, a réplica não utilizada ficou pendurada na entrada de uma das salas da Universal Studios durante vários anos.


A Versão original da película incluía uma cena em que Crassus (Laurence Olivier) tenta seduzir Antoninus (o já saudoso Tony Curtis) quando este lhe banha. Mas, evidentemente e como se poderia mesmo esperar, o Código de produção (muito embora o Código Hays- vide artigo sobre o assunto em http://articlesfilmesantigosclub.blogspot.com/2010/06/o-codigo-hays.html -já demonstrasse certa fragilidade) e a Liga da Decência se opuseram. Em um ponto os censores sugeriram que seria bom se a referência na cena de uma preferência por "ostras e caracóis" fosse alterado para "trufas e alcachofras". A cena foi cortada para o primeiro lançamento em 1960, sendo recuperada e adicionada na versão restaurada em 1991, com 13 minutos a mais. No entanto, o som tinha sido perdido com o tempo e o diálogo tinha de ser dublado. Tony Curtis foi capaz de refazer o seu papel, mas Olivier tinha morrido em 1989. Logo, Anthony Hopkins foi escolhido para ocupar o papel de Olivier na dublagem.


Dos 167 dias que Stanley Kubrick rodou para filmar este grandioso épico, seis semanas foram gastas para dirigir uma seqüência elaborada da batalha em que 8.500 figurantes recriaram o confronto entre as tropas romanas e o exército de escravos de Spartacus. Várias cenas da batalha provocou a ira da Legião da Decência, e tiveram de ser cortadas (se perderam, não foram encontradas para a restauração de 1991). Estes incluem cenas de homens sendo desmembrados (anões com torsos falso e um ator com apenas um braço)
Enfim, os cinéfilos de todo mundo devem festejar o cinqüentenário de uma das grandes relíquias da Sétima Arte, que apesar de todas as suas dificuldades na produção, se tornou um marco na cinematografia mundial. Parabéns, e vida longa a Spartacus!!!!



Produção e pesquisa de Paulo Telles

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Tributo a Tony Curtis (1925-2010)

Alguém conhece Bernard Schwartz? Talvez não por este nome, mas decerto que você conhece Tony Curtis, um dos grandes ícones do cinema, que chamou a atenção de muitas mulheres graças a sua beleza e porte físico, e mais do que isto, também ao seu carisma e bom humor, e mesmo ao longo dos anos que se seguiriam ele nunca perdeu seu charme, muito obstante ele enfrentou problemas sérios de álcool e drogas, mas tudo isto ele superou.

Filho de um ex-ator amador que se tornou mais tarde um alfaiate no Bronx, em Nova York, que Tony (ou melhor, Bernard) nasceu a 3 de junho de 1925. Após problemas com a lei aos 12 anos, serviu em submarinos durante a II Guerra.


Curtis serviu na marinha durante a Segunda Guerra Mundial e foi um espectador privilegiado da rendição japonesa na Baía de Tóquio em 1945. De volta aos Estados Unidos, passou a estudar teatro, e em 1948, devido a sua bela aparência e aos olhos marcantes que o tornariam ídolo do público feminino nos anos seguintes, foi contratado pelo estúdio Universal de Hollywood, que lhe colocou em aulas de esgrima, boxe, e montaria.
A sua estréia no cinema dá-se em 1949 num pequeníssimo papel no «film noir» Baixeza/Criss Cross, ao lado de Burt Lancaster (1913-1994). Nos anos seguintes foi ganhando tarimba em papéis de vilão e comprovando o talento em filmes como Serras Sangrentas/Sierra (com Audie Murphy, de quem era amigo e não aceitou a retratá-lo em um filme sobre suas experiências na II Guerra, Terrível como o Inferno/To Hell and Back, em 1955, com Audie retratando ele mesmo seu próprio papel) e, principalmente, Winchester 73, faroeste Classe A dirigido pelo excelente Anthony Mann (1906-1967) e estrelado por James Stewart.



O próprio Bernard assumia que foi a sua visível beleza que lhe valeu o primeiro contrato com a Universal Pictures, onde adotaria o nome artístico de Tony Curtis. O olhar azul e o rosto de feições perfeitas foram uma vantagem que o intérprete sempre soube usar a seu favor, tanto em papéis de galã como, muitas vezes, em comédias que parodiavam o próprio estereótipo.
A vida toda ele nunca perdeu um sotaque muito forte do bairro onde nascera, mesmo quando fazia filmes de época, como Spartacus. Quando foi para Hollywood, para a Universal, lhe mudaram o nome, primeiro Anthony, depois Tony Curtis, dando-lhe pontinhas que serviram como treinamento. O curioso é que foi o público, as fãs que os descobriram, enviaram cartazes para o estúdio e assim o transformaram em astro. Por uns tempos, foi o pretty boy por excelência, de olhos claros, cílios marcantes, e bom físico.





Fez fama como astro fanfarrão e musculoso em películas como O Príncipe Ladrão/The Prince Who was a Thief , em 1951, após ter recebido uma avalanche de cartas de inúmeras fãs, o que levou a Universal a reconhecer seu potencial. Mas com isto, o ego de Tony começava também a florescer. Mulherengo, ele transava com todas as mulheres possíveis, o que se tornou um problema quando se casou com a estrela da Metro, Janet Leigh (1927-2004) - entre 1951 a 1962, era o casamento perfeito para as revistas de cinema.

Mas nem tanto. Ele a deixaria por uma atriz alemã, Christine Kaufman, que conheceu no set na Argentina de Taras Bulba, e do primeiro casamento (com Janet) resultaria a filha Jamie Lee Curtis (de Halloween e outros filmes) que também virou estrela de cinema, mas que sempre teve com o pai uma relação tumultuada.O ator teve mais dois filhos com Leslie Allen, sendo que um deles, Nicholas, morreu de overdose de heroína em 1994. Ele se casou seis vezes e a última, com Jill Vanderberg, em 1998.

O primeiro filme em que Curtis teve realmente impacto enquanto protagonista surgiu em 1953 com Houdini, no papel do mítico ilusionista, na que foi a primeira das cinco películas em que contracenou com a sua então esposa Janet Leigh.




Mas foi trabalhando com atores de peso como Burt Lancaster (1913-1994) em A Embriaguez do Sucesso/Sweet Smell of Success, em 1957, que ele finalmente teve o devido reconhecimento de uma grande parte da crítica, o que o levou no ano seguinte a ser indicado ao Oscar por seu papel como um racista preso junto com Sidney Poitier em Acorrentados/The Defiant Ones, em 1958.

Seus melhores desempenhos incluem Quanto mais quente melhor/Some Like It Hot, de Billy Wilder (1906-2002), uma sublime comédia em que Curtis e Jack Lemmon (1925-2001) para fugir de gangsters se vestem de mulher e acabam se encontrando com Marilyn Monroe (1926-1962).
Ele era amigo íntimo de Frank Sinatra, Dean Martin e Sammy Davies Jr, de John Kennedy, de Kirk Douglas e Burt Lancaster, também produtores que o ajudaram quando preciso. Kirk em fitas como Spartacus, Burt dando-lhe o salto para o estrelato sério que foi Trapézio.
Como ator dramático, ele foi sempre subestimado e certamente isso o magoou. Fez ótimos trabalhos que a Academia desprezou ou ignorou, como em O Sexto Homem, onde fez um herói índio, como assassino em O Homem que Odiava as Mulheres, tendo apenas uma indicação como melhor ator por Acorrentados, aliás, merecida. Mas hoje todos concordam que seu melhor momento foi no filme A Embriaguês do Sucesso, onde era um agente sem escrúpulos que trabalhava para um colunista corrupto (Lancaster).
Ele também fez diversos trabalhos na televisão, o mais bem sucedido deles na série The Persuaders, com Roger Moore, bastante popular no início dos anos 70, que terminou porque Moore foi escolhido para fazer James Bond no cinema.
Tony tornou-se pintor nos anos 80 e conseguiu grande sucesso nesta segunda atividade, que segundo ele era o seu principal interesse há anos, com seus quadros sendo vendidos por até U$50.000 e um deles exposto no Metropolitan Museum of Art de Nova York.

Curtis lamentava nunca ter ganho um Oscar e considera que o mundo do cinema jamais reconheceu verdadeiramente seu trabalho, mas conquistou diversas honrarias e tem uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, o que é uma recompensa para seus admiradores.
A popularidade pública de Curtis, porém, nunca diminuiu, quer pela relevante carreira como pintor que iniciou a sério no início dos anos 80, quer pelas várias relações amorosas que sempre foi tendo, dentro e fora dos seus seis casamentos. A sua última esposa, Jill Vandenberg Curtis, com quem casara em 1998, era 42 anos mais nova que ele.

Tony Curtis se despediu das telas em 2005, após fazer uma participação especial na série de TV CSI. Nos últimos anos de vida, cultivou uma de suas grandes paixões, a pintura. Em 2008, expôs uma coleção de 35 quadros nas lojas de departamento londrinas Harrods.


Tony Curtis, o eterno galã de todas as reprises de sessão da tarde (pelo menos a “sessão da tarde" ou matinê particular de cada um, graças ao DVD), herói, vilão, conquistador, engraçado, audacioso – tantos e tantos- morreu em sua casa em Las Vegas na noite de quarta feira, ao lado de sua esposa, Jill Vandebenger, de parada cardio-respiratória, depois de uma batalha longa contra uma doença pulmonar (em 2006, teve pneumonia muito grave que quase o matou) e em julho deste ano já havia sido hospitalizado. Tinha 85 anos. Mais uma lenda do cinema que morre, mas que se imortaliza para sempre na memória e no coração de seus fãs.


FILMOGRAFIA


Como Anthony Curtis: 1949 - How to Smuggle a Hernia Across the Border de Jerry Lewis (filme desconhecido sem confirmação). Almas Abandonadas (City Across the River, de Maxwell Shane). A Viciada (The Lady Gambles, de Michael Gordon). Baixeza (Criss Cross, de Robert Siodmak), Traficantes da Morte (Johnny Stool Pigeon de William Castle).

1950 - Entre o Amor e a Morte (Woman in Hiding, de M. Gordon. Só voz). E o Mulo Falou (Francis de Arthur Lubin). I Was a Shoplifter de Charles Lamont. Serras Sangrentas Sierra de Alfred E. Green. Winchester 73 (Idem) de Anthony Mann.

Como Tony Curtis em diante: Os Cavaleiros da Bandeira Negra(Kansas Raiders, de Ray Enright).

1951 - O Príncipe Ladrão (The Prince Who Was a Thief, de Rudolf Maté).

1952 - Tormento da Carne. Flesh and Fury de Joseph Pevney). E o Noivo Voltou (No Room for the Groom de Douglas Sirk). O Filho de Ali Baba(Son of Ali Baba de Kurt Neumann).

1953 - Houdini, o Homem Miraculoso (Houdini, de Rudolph Maté). Alma Invencível. (The All American de Jesse Hibbs). Lábios que Mentem(Forbidden, de Rudolph Maté). Cabeça de Praia (Beachhead de Stuart Heisler ).


1954 - A Um Passo da Derrota (Johnny Dark, de George Sherman). O Escudo Negro de Falworth (The Black Shield of Farworth, de Douglas Sirk).
1955 - Dominado Pelo Crime (Six Bridges to Cross, de Joseph Pevney).Três Marujos em Paris (So This is Paris de Richard Quine). No Reinado da Guilhotina (The Purple Mask de Bruce Humberstone). O Vício Singra o Mississipi (The Rawhide Years de Rudolph Maté). Brutos em Fúria (The Square Jungle, de Jerry Hopper).

1956 - Trapézio (Trapeze de Carol Reed).


1957- Hienas do Pano Verde (Mister Cory, de Blake Edwards). A Embriaguês do Sucesso (Sweet Smell of Sucess, de Alexander McKendrick). Os Olhos do Padre Tomasino (The Midnight Story, de Joseph Pevney).


1958 - Vikings, Os Conquistadores (The Vikings, de Richard Fleischer). Só Ficou a Saudade (Kings Go Forth, de Delmer Daves. Acorrentados (The Defiant Ones, de Stanley Kramer). De Folga Para Amar (The Perfect Furlough, de Blake Edwards)


1959 - Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot, de Billy Wilder).Anáguas a Bordo (Operation Pettitcoat, de Blake Edwards).

1960 - Quem Era Aquela Pequena? (Who Was That Lady? de George Sidney). A Taberna das Ilusões Perdidas (The Rat Race, de Robert Mulligan). Spartacus (Idem de Stanley Kubrick).


1961 - O Grande Impostor (The Great Impostor, de Robert Mulligan). O Sexto Homem(The Outsider, de Delbert Mann).

1962 - Taras Bulba (Idem, de J. Lee Thompson). Vinte Quilos de Confusão (40 Pounds of Trouble, de Norman Jewison).


1963 - A Lista de Adrian Messenger (The List of Adrian Messenger, de John Huston). Pavilhão 7 (Captain Newman M.D. de David Miller).

1964 - Quando Paris Alucina (Paris When it Sizzles de Richard Quine, sem crédito). Monsieur Cognac (Wild and Wonderful, de Michael Anderson).Um Amor do Outro Mundo (Goodbye, Charlie, de Vincente Minnelli).Médica, Rica e Solteira (Sex and the Single Girl, de Richard Quine).


1965 - A Corrida do Século (The Great Race, de Blake Edwards). Boeing Boeing (Idem de John Rich).


1966 - A Câmara dos Horrores (Chamber of Horrors, de Hy Averback , sem crédito). Com Minha Mulher, não Senhor (Not With My Wife, You Don’t , de Norman Panama). Um Marido de Morte (Arriverdeci , Baby! ouDrop Dead Darling, de Ken Hughes).




1967 - Não Faça Ondas (Don’t Make Waves, de Alexander MacKendrick)


1968 - O Cinturão da Castidade (La Cintura di Castitá, de Pasquale Festa Campanile). O Bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby, de Polanski, só voz). O Homem que Odiava as Mulheres (The Boston Strangler, deRichard Fleischer).


1969 - Os Intrépidos Homens e seus Calhambeques Maravilhosos (Monte Carlo or Bust, de Ken Annakin).


1970 - Corruptos e Sanguinários (You Can’t Win’em All, de Peter Collinson). Vamos Fazer a Guerra (Suppose they Gave a War and Nobody Came, de Hy Averback).


1971/72 - The Persuaders (série de TV).


1973 - A Terceira Garota da Esquerda (The Third Girl on the Left, TV, de Peter Medak).


1975 - O Conde de Monte Cristo (The Count of Monte Cristo, de David Greene, TV). Lepke, o Assassino (Lepke, de Monahem Golan).


1976 - O Último Magnata (The Last Tycoon, de Elia Kazan).


1977 - Casanova & Cia (Idem, de Franz Antel).


1978 - Sextette a Grande Estrela (Sextette, de Ken Hughes). Manitou - O Espírito do Mal (The Manitou, de William Girdler). A Garotada vai ao Japão(The Bad News Bears Go to Japan, de John Berry).


1979 - Erro Fatal (Title Shot, de Les Rose). 1980 - Tremenda Enrascada(It Rained All Night the Night I Left, de Nicolas Gessner). A Maldição do Espelho (The Mirror Crack’d, de Guy Hamilton).

1978/81 - Vegas (série de TV).


1982 - Othello, El Comando Negro, de Max Boulolis.


1983 - Where is Parsifal?, de Henri Belman. Brainwaves, de Ulli Lommel.


1985 - Malicia Atômica (Insignificance, de Nicolas Roeg).


1986 - Balboa (Idem), de James Polakof. A Princesa da Máfia (The Mafia Princess, TV, de Robert E. Collins). O Rei da Cidade (Club Life, de Norman Vane). Banter, de Hervé Achuel. Tragédia em Três Atos (Murder in Three Acts, de Gary Nelson, TV).


1987 - O Piano Mágico, de Sparky (Sparky’s Magic Piano, só voz).


1988 - Der Passagier - Welcome to Germany de Thomas Brasch.


1989 - Charlie (TV, de Jack Bender). O Fim do Planeta Marte (Lobsterman from Outer Space, de Stanley Sheff). As Aventuras de Tarzan em Nova York (Tarzan in Manhattan, TV, de Michael Schultz). Midnight, de Norman Vane. Walter & Carlo I Amerika, de Stephensen e Mikkelsen.


1990 - Thanksgiving Day (TV), de Gino Tanascecu.


1991 - Alvo Mortal (Prime Target, de Heavener e Phillip J. Roth).


1992 - Um Natal Diferente (Christmas in Connecticut, de Arnold Schwarzenegger, TV). Trama da Lei (Center of the Web, de David A. Prior).


1993 - Vingança Eterna (The Mummy Lives, de Gerry O’Hara). Nu em Nova York (Naked in New York, de Daniel Algrant).


1994 - Bandit contra o Crime Organizado (Bandit: Beauty and the Bandit, TV, de Hal Needham),


1995 - Os Imortais (The Immortals, de Brian Grant).


1997 - Brittle Glory, de Stewart Schill. Caçadores de Perigo (Hardball, de George Eschbamer).


1998 - Stargames, de Greydon Clark. Lois & Frank, de Alexander Rockwell.


1999 - Por uma Boa Briga (Play it to the Bone, de Ron Shelton).


2002 - Reflections of Evil, de Damon Packard. 2007 - The Blacksmith and the Carpenter (so voz).


2008 - David and Fatima, de Alain Zaloum.


2011 - Morella


Produção e pesquisa de Paulo Telles