terça-feira, 12 de janeiro de 2021

O Último Hurrah (1958): Os Bastidores da Política Narrada de forma Lírica, Humorada e Sentimental Pelo Mestre John Ford.

Tudo já foi dito sobre John Ford (1895-1973), um dos diretores mais versáteis da história da Sétima Arte. Um cineasta legítimo que colecionou grande admiração do público e influenciou outros diretores. Suas realizações apresentaram extraordinária dinâmica cinematográfica, possuindo sensibilidade contagiante e comovedora autenticidade humana. Ford conseguiu unir “gregos e troianos”, isto é, conseguiu atrair a públicos diferentes, pois vários personagens de suas obras não devem ser entendidos a luz de inteligência ou razão, mas simplesmente entendidos através do coração. E é sobre um dos seus grandes trabalhos a refletir sobre tamanha temática aqui anunciada no presente artigo: O ÚLTIMO HURRAH (The Last Hurrah), filme realizado pelo diretor em 1958.

O Cineasta John Ford

John Ford produz e dirige O ÚLTIMO HURRAH (1958)

O Último Hurrah pertence a categoria de realizações mais afeiçoadas pelo diretor Ford e com os quais o cineasta presta homenagem a pessoas ou grupos humanos que consegue algum tipo de destaque. Estas obras são ditadas pelo coração, por isso mesmo possuindo deficiências comuns nas obras mais puras do cineasta (O Sol Brilha Na Imensidade, O Delator, Depois do Vendaval, entre diversos), talvez por culpa de uma dose maior de sentimentalismo. Em O Último Hurrah ele homenageia seus patrícios irlandeses que conseguiram subir do nada até influir e comandar a vida pública da Nova Inglaterra, onde se passa toda narrativa. 

O jornalista e escritor Edwin O' Connor, que escreveu o romance O ÚLTIMO HURRAH, publicado em 1956.
O astro Spencer Tracy e o diretor John Ford
Não obstante a intolerância dos descendestes diretos dos primeiros colonizadores, Ford faz um alerta ao preconceito e a hipocrisia dos poderosos que usurpam esperanças e progresso dos menos afortunados. Para a realização do filme, o diretor leu o romance original (publicado em 1956) do jornalista Edwin O'Connor (1918-1968) e se entusiasmou com o livro, chegando a propor para a Columbia Pictures produzir e dirigir mesmo sem receber salário. Ford se identificou logo de cara com a figura do político democrata Frank Skeffington (que O’Connor se inspirou num político real, James Michael Curley, que foi prefeito de Boston, EUA, conhecido tanto por suas benfeitorias quanto pelo modo implacável de lidar com adversários políticos).  Diferentemente do livro, Ford utilizou Frank Skeffington de modo mais sentimental, sugerindo que ele, mesmo com sua benevolência e humanidade, era capaz de praticar métodos menos recomendáveis para atingir seus objetivos, traçado por um roteiro magnífico de Frank S. Nugent (1908–1965), colaborador de Ford em Depois do Vendaval e Rastros de ódio.

Spencer Tracy é Frank Skeffington, prefeito de um território da Nova Inglaterra que tenta mais uma reeleição...

... acompanhado por velhos amigos e fiéis partidários.

Frank Skeffington é interpretado magistralmente por Spencer Tracy (1900-1967), em uma atuação segura e eficiente. Sendo protagonista de astuciosa e refinada crônica nos bastidores eleitorais de um vilarejo da Nova Inglaterra. Skeffington, de truculento sangue irlandês e há doze anos no cargo de prefeito, controla a máquina eleitoral através de suborno e “caridade”. Durante sua quarta e última campanha eleitoral para prefeito, representantes dos meios financeiros, da Igreja Católica e da Imprensa, aliam forças para enfrentar seus métodos que já lhe renderam várias reeleições. 


Os fiéis partidários de Skeffington: John Gorman (Pat O' Brien), Sam Weinberg (Ricardo Cortez), "Ditto" Boland (Edward Brophy) e "Cuke" Gillen (James Gleason)
Cercado por fiéis partidários que estão com ele por mais de 30 anos, Skeffington tenta se reeleger em um mundo que anda em transições. Skeffignton tem um dom surpreendente. O único político que é verdadeiramente capaz de manipular os poderosos para defender os oprimidos. Ele é o líder indiscutível da cidade, ele controla a cidade com punho de ferro, mas ele sabe que seu show está quase no fim. O dia de compromissos em almoços e comícios políticos está dando lugar à televisão, que faz a máquina política de Frank parecer obsoleta. 

Mesmo com todo apoio de partidários, Skeffington conta com ajuda de Adam Caulfied (Jeffrey Hunter), jornalista que trabalha para o jornal de...

...Amos Force (John Carradine), inimigo declarado de Skeffington, que apoia o candidato republicano Kevin McClurskey (Charles B. Fitzsimons)

A televisão, sendo um veículo de comunicação emergente, começa desempenhar um papel importante na política. Para assessorá-lo nessa transição a época da TV, surge Adam Caulfield (Jeffrey Hunter, 1926-1969), seu sobrinho e jornalista esportivo de um grande jornal comandado por Amos Force (John Carradine, 1906-1988), inimigo figadal de Skeffington e republicano fanático.  Ao visitar o tio, Adam fica sabendo dos sérios motivos que levam Amos a odiar Skeffignton, quando o pai de Amos, um burguês autoritário, na verdade humilhou publicamente a mãe do político, que era sua empregada doméstica, pelo fato dela pegar sobras de comida, acusando-a de ladra. Caulfield abandona o jornal de Amos e resolve ajudar o tio em sua campanha. 

Adam é casado com Maeve (Dianne Foster), também apoiadora de Skeffington.


Skeffington enfrentando seus opositores.

Os inimigos políticos de Frank Skeffington não param por ai. Seu sobrinho Adam é casado com Maeve (Dianne Foster, 1928-2019), filha de Roger Sugrue (Willis Bouchey, 1907-1977) que também detesta Skeffignton, e começa a ter diversos atritos com o genro, contudo sem abalar a relação em seu casamento, já que Mave também simpatiza com os ideais de Frank. Skeffington é o tipo de político que realmente se preocupa com seus eleitores, mesmo que seus métodos sejam um tanto ilícitos. Muitas vezes ajuda-os pessoalmente (como na cena de um enterro, em que uma de suas eleitoras não tinha dinheiro para enterrar seu marido, e Frank pressiona o dono da funerária, ligado ao Partido Republicano, a fazer o enterro de graça). Mas há alguns problemas com a regra de Skeffington. Primeiro de tudo, ele muitas vezes muda vários negócios, obrigando mesmo aqueles que trabalham para ele a ter salários reduzidos para ajudar os eleitores. Skeffington e seus aliados, muitas vezes, transformam os funerais em reuniões políticas. Skeffington não é nenhum santo, mas em nome de seus ideais vale quase tudo, até mesmo mexer com os alicerces da Igreja Católica. Mesmo sendo um católico devotado, entra em atrito com a ideologia da Igreja, muito embora o Arcebispo da cidade, Cardeal Burke Martin (Donald Crisp, 1882-1974) simpatize com Frank. Na vida particular, Skeffignton tem problemas de relacionamento com o filho único, Júnior (Arthur Walsh, 1923-1995), um jovem imaturo e irresponsável que só pensa em mulheres e badalações, ignorando por completo as idealizações do pai.

Para angariar simpatias e votos, Skeffignton apela para atos de "caridade", como ao ajudar uma viúva (Anna Lee) que não tem dinheiro para enterrar seu marido...

... mas Frank apela para a "boa vontade cristã" do agente funerário para que faça o enterro de graça. 


Frank Skeffignton candidato para mais uma reeleição na prefeitura da Nova Inglaterra, em um de seus comícios. 
Frank surpreende a todos ao anunciar que pretende concorrer para outro mandato para prefeito. O corpo principal do filme dá uma visão detalhada e criteriosa da política urbana, e o controle de Skeffington e de seu sobrinho Adam através de rodadas de aparições nas campanhas e eventos. Kevin McCluskey (Charles B. Fitzsimons,1924-2001), um jovem candidato com um rosto bonito e os “bons costumes norte-americanos”, com excelente ficha e registro da II Guerra Mundial, mas sem experiência política e nenhuma habilidade real para governo, acaba derrotando Skeffington nas eleições. Um dos amigos de Adam, John Gorman (Pat O’ Brian, 1899-1983) explica que a eleição foi "um último hurrah" para a ultrapassada máquina política de Frank Skeffington. As mudanças na face da política norte-americana foram tão exorbitantes que Skeffington já não pode sobreviver. Imediatamente após sua derrota, Skeffington sofre um ataque cardíaco. Quando ele morre, ele deixa para trás uma cidade de luto por uma figura crucial na sua história, mas uma cidade que não tem mais espaço para ele ou o seu tipo.

OS VETERANOS Spencer Tracy e Pat O' Brien, amigos também na vida real.


Adam (Jeffrey Hunter) e Sam Weinberg (Ricardo Cortez) acompanham a apuração da eleição...

...culminando com a derrota de Skeffingnton, que não perde o bom humor e anuncia sua próxima candidatura.

O ÚLTIMO HURRAH está cheio de grandes momentos cinematográficos e de esplendidos tipos fordianos. A sequência do magnifico funeral do marido da eleitora; o passeio do candidato derrotado pelo parque deserto enquanto a passeata do candidato vitorioso serve como pano de fundo; e o gesto silente com que Skeffington se dirige a fotografia da finada esposa da sua incompreensão diante dos acontecimentos. Entre os tipos humanos apresentados por Ford, vale destacar a velha tagarela presente no funeral (Jane Darwell, 1879-1967); O auxiliar ingênuo Ditto (Edward Brophy, 1895-1960), e Hannessey (Wallace Ford, 1898-1966), o eterno candidato. 

O passeio solitário de Skeffington após a derrota, tendo como fundo a passeata do candidato vitorioso, e...

...o gesto silente de Skeffington ao se dirigir ao retrato da esposa falecida - dois grandes momentos cinematográficos e esplendidos no verdadeiro estilo fordiano.

O ÚLTIMO HURRAH é narrado por John Ford de forma lírica, intimista, bem humorado, sentimental e generoso, apresentando Spencer Tracy em uma de suas mais memoráveis performances do cinema, onde todos se destacam com suas participações, desde o falecido Jeffrey Hunter (em uma atuação segura), aos veteranos Basil Rathbone (1892-1967), Donald Crisp, Edward Brophy,  Pat O'Brien, Willis Bouchey e Wallace Ford, irmão do cineasta.

Divulgação do filme pelos jornais do Rio de Janeiro, em 1959 ou 60.

FICHA TÉCNICA



O ÚLTIMO HURRAH

(The Last Hurrah)

Nacionalidade – Estados Unidos

Ano de Produção – 1958

Gênero - Drama

Direção – John Ford

Produção – John Ford para Columbia Pictures

Roteiro - Frank S. Nugent, baseado no livro de Edwin O' Connor.

Fotografia - Charles Lawton Jr. – em Preto & Branco

Música – George Dunning, Paul Sawtell e Cyril J. Mockridge (não creditados)

Metragem – 122 minutos

     ELENCO
                     Spencer Tracy – Frank Skeffington
                     Jeffrey Hunter – Adam Caulfield

Dianne Foster – Maeve Caulfield

Pat O’ Brien – John Gorman

Donald Crisp – Cardeal Martin Burke

James Gleason – “Cuke” Gillen

Edward Brophy – “Ditto” Boland

John Carradine – Amos Force

Willis Bouchey -  Roger Sugrue

Basil Ruysdael – Bispo Gardner

Ricardo Cortez - Sam Weinberg

Wallace Ford - Charles J. Hennessey

       Frank McHugh – Festus Garvey

Carleton Young – Winslow

Anna Lee - Gert Minihan

Ken Curtis – Monsenhor Killan

Jane Darwell -    Delia Boylan, a velha do funeral

O.Z. Whitehead - Norman Cass, Jr.

Charles B. Fitzsimons - Kevin McCluskey

Arthur Walsh – Frank Skeffington Jr.

PAULO TELLES

Redação


sábado, 3 de outubro de 2020

Os Impiedosos (1968): A Eficiência Cinematográfica da Ação Pelas Câmeras de Don Siegel.

 

Os Impiedosos (Madigan), realizado em 1968 por Don Siegel (1912-1991) é baseado ao estilo da série policial de TV Cidade Nua (1958-1963), bem como do filme homônimo de 1948 dirigido por Jules Dassin. De fato, tanto a série televisiva quanto a obra de Dassin não se diferem substancialmente ao filme de Siegel levando em conta as épocas de produção, as proposições realistas de ambas, e o ângulo dos personagens sobre os quais o roteiro centralizou o desenvolvimento da trama.  A diferença única é que MADIGAN não se compromete a comportamentos de boa conduta dos policiais, focalizando os personagens com elevada dose de crueza, aceitando-os como são e desvinculando-os de heroísmo cotidiano tão evidente nos filmes policiais. A propósito, a obra aqui resenhada é baseada em livro de Richard Dougherty (1921-1987). 

Os Detetives Rocco Bonaro (Harry Guardino) e Dan Madigan (Richard Widmark) tem uma importante tarefa...

levar para delegacia Barney Benesch (Steve Inhat) para uma inquirição de rotina, mas...

o criminoso consegue dominar os dois policiais...

Os detetives Dan Madigan (Richard Widmark, 1914-1998) e Rocco Bonaro (Harry Guardino, 1925-1995), da polícia de Nova York, tentam prender o marginal Barney Benesch (Steve Inhat, 1934-1972) para uma inquirição de rotina, sem saberem que ele é suspeito de assassinato. Ao chegarem à delegacia, os detetives são censurados e o comissário Anthony Russell (Henry Fonda, 1905-1982) dá a eles três dias para capturar o criminoso.

e os leva para o terraço do prédio, desarmando os detetives Bonaro e Madigan.
Henry Fonda como o comissário Anthony Russell...

cujo amigo, inspetor Charles Kane (James Whitmore) se envolve com fora da lei.

Paralelamente, Russell rumina alguns problemas. Sua amante, Tricia Bentley (Susan Clark) pensa em deixa-lo e seu amigo, o inspetor Charles Kane (James Whitmore, 1921-2009) envolve-se secretamente com um fora da lei. Enquanto isso, o próprio detetive Madigan enfrenta uma crise com sua esposa, Julia (Inger Stevens, 1935-1970), e o filme vai enfocando questões diversas do cotidiano. 

Susan Clark como a amante do comissário Russell.

O detetive Madigan é casado com Julia (Inger Stevens). O relacionamento anda em crise.

MADIGAN se tornou em realidade um thriller ágil e envolvente graças ao roteiro de Howard Rodman (1920-1985, creditado como Henry Simoun) e Abraham Polonsky (1910–1999), cineasta que foi vítima do macarthismo e dirigira em 1948 o policial A Força do Mal (Force of Evil) com John Garfield, mas que acabou boicotado pela distribuição. O script situa sua trama segundo as reações de dois personagens: o detetive Daniel Madigan, um policial eficiente, mas pouco escrupuloso, uma máquina realmente implacável, e seu superior, o comissário Anthony Russell, um homem confrontado com uma noção rígida do dever e da honestidade, levada ao ponto de torna-lo insensível e paradoxalmente menos vizinho da justiça que procura cativar.

Richard Widmark como o implacável detetive Daniel Madigan. 
Como foi dito, o compromisso que estabelece Os Impiedosos somente com realismo não permite que seus autores pretendessem conferir-lhes conteúdo sintomático de juízo sobre a instituição policial em si e sobre as que exercem. Sem dúvida, a obra de Siegel desejou propositalmente desmistificar a força policial, não os tornando vilões da sociedade, mas anti-heróis que para defender o povo precisa usar muitas vezes da violência e sem esperar méritos em troca (o que leva a reminiscência do amargo policial vivido por Robert Ryan em Cinzas que Queimam, de Nicholas Ray em 1951). As distorções comportamentais de Dan Madigan e de seu parceiro Rocco Bonaro não são apenas através dos hábitos violentos e do oportunismo de ambos, mas também do conceito absoluto do certo e errado que norteia os passos do comissário Russell, além de certa padronização de atitudes e de julgamentos tendente a interpretar a realidade segundo uma ótica discutível. 

O cineasta Donald (Don) Siegel.

Siegel instruindo Widmark e Fonda em uma das rodagens de OS IMPIEDOSOS (1968).

Don Siegel realizou OS IMPIEDOSOS com o mesmo impacto que caracterizou sua versão de Os Assassinos (The Killers), feita para televisão em 1964, considerada até mesmo superior à primeira feita em 1946 dirigida por Robert Siodmak, com Burt Lancaster e Ava Gardner. No mesmo ano de 1968, juntou-se ao ator Clint Eastwood e realizaram Meu Nome é Coogan (Coogan’bluff), com Eastwood como o personagem título, tão violento e paradoxal quanto Madigan de Richard Widmark. Em 1971, Siegel ainda apresentaria para as telas outro inescrupuloso justiceiro das forças policiais, Harry Callaham (Harry, o Sujo) em Perseguidor Implacável (Dirty Harry), novamente estrelado por Eastwood em parceria com o cineasta.

Richard Widmark como Dan Madigan...

que tem que lidar com bookmakers para obter informações, e um deles é o anão Midget Castiglione (Michael Dunn).

Os Impiedosos é um filme dinâmico e com a eficiência cinematográfica que só os grandes filmes de ação possuem, e sem ambições de estabelecer revisões ou mesmo propor caminhos. Um roteiro dos mais eficientes, preciso no retrato psicológico dos personagens, assim como a eficiente direção de Siegel. A qualidade da fotografia de Russell Metty (1906–1978) com inteligente aproveitamento do quadro proporcionado pelo TechiniScope, e a movimentada trilha sonora assinada por Don Costa (1925-1983) faz com que MADIGAN seja um dos filmes criminais mais badalados do cinema. Os intérpretes também merecem seus destaques, em especial Widmark, Fonda, Guardino e Whitmore. 

Dan e Julia tentam salvar a relação.

O último confronto de Madigan

O cineasta Siegel teve cenas impostas ou cortadas pela produção, o que não impediu o sucesso de crítica e público, tanto que o próprio Widmark voltaria a interpretar o personagem numa série homônima para a TV entre 1972/73. Contudo o universo de Madigan na TV era diferente do filme de Siegel, já que na versão cinematográfica o detetive vem a falecer. Os Impiedosos foi rodado com raro esplendor em exteriores da cidade de Nova York.

Divulgação do filme pelos jornais cariocas em 1968

FICHA TÉCNICA

OS IMPIEDOSOS

(Madigan)

País – Estados Unidos

Ano – 1968

Gênero – Criminal/Ação

Direção - Don Siegel

Produção - Frank P. Rosenberg em produção e distribuição para Universal Pictures.

Roteiro - Howard Rodman (creditado como Henry Simoun) e Abraham Polonsky, baseado em romance de Richard Dougherty.

Música – Don Costa

Fotografia – Russell Metty, em cores 

Metragem - 101 minutos

ELENCO

Richard Widmark – Detetive Daniel Madigan

Henry Fonda – Comissário Anthony Russell

Inger Stevens – Julia Madigan

Harry Guardino – Detetive Rocco Bonaro

James Whitmore – Inspetor Chefe Charles Kane

Susan Clark – Tina Bentley

Michael Dunn -   Midget Castiglione

Steve Ihnat - Barney Benesch

Don Stroud – Hughie

Sheree North – Jonesy

Warren Stevens – Ben Williams

Raymond St. Jacques – Dr. Taylor

Bert Freed – Chefe dos Detetives Hap Lynch

Harry Bellaver – Mickey Dunn

Frank Marth – Tenente James Price

Virginia Gregg – Esther Newman

Produção e Pesquisa

PAULO TELLES


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sábado, 12 de setembro de 2020

Redator do Blog Em Live Com o Crítico Santista André Azenha, e Novo Livro do Entrevistador


Alô amigos e seguidores do blog FILMES ANTIGOS CLUB – A NOSTALGIA DO CINEMA. É com imensa satisfação que na última quinta feira (10 de setembro de 2020), no horário das 19 horas, eu PAULO TELLES, redator do espaço, foi convidado pelo renomado crítico de cinema santista, jornalista, produtor e diretor do Santos Film FestFestival Internacional de Cinema de Santos, e escritor ANDRÉ AZENHA para uma live descontraída, onde teve como tema A ERA DE OURO DO CINEMA. Em 54 minutos, conversamos sobre a importância destes tempos idos da Sétima Arte, de seus cineastas, atores e atrizes, bem como também sobre meu trabalho na Web Rádio, onde produzo e apresento o CINE VINTAGE – A SALA DE CINEMA DAS NOITES DE DOMINGO, direcionada para as trilhas sonoras dos grandes clássicos da telona e sintonizada pela Web Rádio Vintage (https://webradiovintage.com/), e meu livro PALADINO DO OESTE (Editora Estronho, 2018), escrito com o escritor catarinense Saulo Adami e que pode ser adquirido através do espaço pelo link: http://articlesfilmesantigosclub.blogspot.com/p/livro-paladino-do-oeste-paulo-telles.html.

Live ocorrida no facebook e pelo canal do youtube em 10 de setembro de 2020 - Paulo Telles entrevistado pelo crítico André Azenha.

Ao longo de toda entrevista, abordei minhas reminiscências sobre meu início pela paixão do cinema, através da televisão nos anos de 1980, que servia de Videoteca para muitas emissoras abertas, sendo que cada uma delas tinha várias sessões de cinema pela TV, o que me fez lembrar o querido e saudoso Artur da Távola (1936-2008), que costumava dizer que a telinha fazia para seu público um serviço de videoteca, levando a assistirmos velhos filmes sob novos olhos. Isto porque a televisão era recheada de filmes do período de ouro de Hollywood, num tempo que não tínhamos TV por assinatura ou a cabo, e muito menos internet, com streaming ou canais como Netflix. E as vídeo-locadoras pelo Brasil, ainda no VHS, ainda estavam em expansão. 

Divulgação pelo jornal A TRIBUNA de santos, anunciando a live. Meus agradecimentos ao jornal impresso por esta nota.

A importância autoral dos grandes diretores também foi mencionada, entre os quais Cecil B DeMille (o diretor das massas), Nicholas Ray (o diretor da juventude oprimida, idolatrado pela turma francesa do Cahiers du Cinema), John Ford (um artista que não utilizava a palavra arte, e um poeta que não falava de poesia, segundo François Truffaut), e William Wyler (que não admitia ser rotulado o autor de seus filmes). Falamos também da importância de divulgar os filmes clássicos e dar a eles maior interesse pelos canais e dispositivos modernos, como a Netflix e o Amazon Prime, que podem muito bem conciliar o antigo com o novo, afinal, tem gente que se interessa pelos filmes clássicos das décadas de 1930, 40 e 50. 

Esta live com André Azenha foi um dos melhores momentos em que eu tive com alguém tão inteirado na famosa arte da máquina dos sonhos. Um momento marcante que espero dividir mais vezes tanto com seu entrevistador como para seu público, e só posso agradecer ao crítico santista por esta oportunidade.

Abaixo, divulgo os canais do crítico de cinema André Azenha:

BLOG HISTÓRIAS DO CINEMA POR ANDRÉ AZENHA - https://historiasdocinema.com/

HISTÓRIAS DO CINEMA NO FACEBOOK - https://www.facebook.com/historiasdocinemaporandreazenha

CANAL HISTÓRIAS DO CINEMA NO YOUTUBE

https://www.youtube.com/user/cinezc

LIVE ANDRÉ AZENHA COM PAULO TELLES – A ERA DE OURO DO CINEMA

https://www.youtube.com/watch?v=PZ4KaAFikq4


Batman, a Série Animada: Análise Acurada Sobre Tema em Novo Livro de André Azenha.

André Azenha lançará em outubro seu novo livro, referente ao desenho BATMAN, A SÉRIE ANIMADA. Grande pesquisador e fã figadal do Homem Morcego, Azenha lançará seu mais recente livro, Batman: A Série Animada – Uma Revolução dos Heróis na TV (Editora Amavisse, 2020). Em sua obra, o jornalista faz uma análise acurada do personagem que passa pela história do Batman desde os seus primórdios até a década de 1990, quando foi lançada a série animada apresentada originalmente nos Estados Unidos entre 1992 a 1995 e que fez muito sucesso (exibida no Brasil a partir de 1993 pelo SBT).

O autor apresenta os contextos e as principais características do expressionismo alemão e sua influência, os filmes noir, passa pela obra cinematográfica de Tim Burton (1989) e chega à análise do seriado animado. “Este livro é a minha dissertação de mestrado, mas adaptado, com o intuito de servir de pesquisa para acadêmicos, estudantes, mas também agradar aos fãs do Batman, de histórias em quadrinhos, de heróis em geral e quem deseja conhecer mais sobre o personagem e esse programa televisivo que marcou gerações”- ressalta André Azenha.

O estudo que Azenha realizou em Batman: A Série Animada – Uma Revolução dos Heróis na TV é um daqueles trabalhos em que o pesquisador ou fã dos quadrinhos se pergunta: por que eu não pensei nisso? Nessa obra, ele nos convida a viajarmos no tempo para uma experiência de descoberta do Cavaleiro de Gotham e das revistas em quadrinhos, além das inovações de Batman A Série Animada, com influências do expressionismo alemão e do film noir” - avalia o Professor e Mestre em Comunicação Celso Ronald, autor do texto da quarta capa.

O livro é editado pela Amavisse, o selo de publicações acadêmicas da Editora Patuá, uma pequena editora independente que, apesar disso, já ganhou três vezes o Prêmio Jabuti (com mais de 10 indicações), duas vezes o Prêmio São Paulo de Literatura (com mais oito indicações) e o Prêmio Casa de Las Américas, de Cuba, como melhor romance de 2018, além de alguns outros prêmios que ganhou ou esteve finalista ou semifinalista.

A pré-venda de Batman. A Série Animada – Uma Revolução dos Heróis na TV é realizada pelo link https://www.editoragataria.com.br/produto/542035/batman-a-serie-animada-uma-revolucao-dos-herois-na-tv. A previsão de entrega para quem adquirir o livro na pré-venda será a partir da segunda quinzena de outubro. O preço do exemplar é R$ 40,00. Vale a pena aquisição e leitura, seja pela trajetória e importância do Homem-Morcego na cultura pop, seja pela primorosa pesquisa de grande empenho e dedicação de seu autor. 

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sábado, 22 de agosto de 2020

Nas Garras da Ambição (1955) – Mentalidades e Interesses Opostos num Western de Raoul Walsh.

A trajetória do cineasta Raoul Walsh (1887-1980) confunde-se com a própria origem do cinema americano. Filho de um desenhista de uma famosa casa de moda masculina passou sua infância no centro de Manhattan conhecendo grandes celebridades que eram clientes do seu pai. Adolescente, foi morar no México e em Cuba até se tornar cavaleiro e vaqueiro no Oeste dos Estados Unidos. Em Hollywood, iniciou sua vida como dublê, já que tinha perícia como vaqueiro tornando-se também ator de alguns curtas. Mas foi o lendário ator Douglas Fairbanks (1883-1939) que lhe deu o primeiro impulso, ao convida-lo para dirigir O Ladrão de Bagdá (The Thief of Bagdad) em 1924, ainda na fase silenciosa do cinema. Desde então, a carreira do diretor foi muito bem sucedida, até 1964 quando resolveu se aposentar.

O Cineasta Raoul Walsh

As experiências como vaqueiro muito influenciaram Raoul Walsh a dirigir grandes clássicos do western americano, e o nome do cineasta está marcantemente vinculado ao gênero, indiscutivelmente. Contudo, nem sempre pode se exigir que as histórias do fascinante Velho Oeste sejam diferentes. O cinema apresentou e vem apresentando ao longo de toda sua carreira uma quantidade infinita de produções ao estilo tão explorado e inesgotável.

Clark Gable, Jane Russell e Robert Ryan, astros do Western de Raoul Walsh NAS GARRAS DA AMBIÇÃO (1955) desembarcando no Novo México para as filmagens.

NAS GARRAS DA AMBIÇÃO (The Tall Men) realizado em 1955 por Walsh, detém todas as qualidades que renderam ao diretor sua notoriedade na história da Sétima Arte. No entanto, o cineasta preocupou-se mais em estudar as personalidades dos personagens do que propriamente com ação, elementos estes muito caracterizados nos westerns. Mas isto é apenas um detalhe em vista do conflito de mentalidades e pensamentos dos dois personagens centrais da história, vividos por Clark Gable (1901-1960) e Robert Ryan (1909-1973), dois rivais cujo único interesse em comum é pela personagem vivida pela estonteante Jane Russell (1921-2011). 

A TRAMA

Escrito por Borden Chase (1901-1971) e Sydney Boehm (1908-1990), o filme narra a trajetória de dois irmãos, Ben Allyson (Clark Gable) e Clint Allyson (Cameron Mitchell, 1918-1994), que arruinados com a Guerra Civil Americana (1861-1865), tornam-se bandidos e passam vários meses efetuando roubos. Eles viajam para Mineral City, no território de Montana, onde assaltam Nathan Stark (Robert Ryan), comerciante bem sucedido, e o forçam a acompanhá-los até uma cabana distante. Pretendendo liberta-lo no dia seguinte, os dois irmãos são surpreendidos quando Stark lhes oferece uma parceria em seu esquema para conduzir um enorme rebanho de gado para o Texas, onde poderão comprá-lo a um custo baixo.

Ben Allysson (Clark Gable) e seu irmão caçula Clint (Cameron Mitchell), desejosos em recuperar seus prejuízos pela Guerra da Secessão...

...assaltam o rico comerciante Nathan Stark (Robert Ryan).

Os homens começam a longa viagem para o Texas e durante uma nevasca, são forçados a parar em Timpas Grove. Lá, eles encontram um grupo de colonos que estavam indo para a Califórnia, e entre eles, uma bela mulher, Nella Turner (Jane Russell). Ben e Stark se sentem atraídos por ela, mas Nella vem a preferir Ben.

Stark, no entanto, oferece aos dois irmãos uma proposta tentadora e inimaginável...

...conduzir um enorme rebanho de gado para o Texas!

Contudo, as ambições de Ben são pequenas. Homem sem ganâncias, afirma para Nella que tudo o que ele quer é uma vida tranquila em um rancho no Texas. Nella, em contrapartida, relata como a dura vida de um fazendeiro matou sua mãe e diz que seu sonho é bem maior.  Não havendo mais entendimento, Ben e Nella se separam.  Ambos partem para a Califórnia, seguindo destinos diferentes, e lá, Nella reencontra Nathan Stark, por quem se sente atraída, já que ao contrário de Ben, tem ambições muito além dos seus limites.Embora Nella se mostre perplexa pelo fato de Stark tentar transformá-la em uma dama, ela reconhece que ele poderá fazer com que seus grandes sonhos se realizem. Logo em seguida, Stark compra um enorme rebanho de gado e juntamente com Ben começa a levar o gado para Montana, consternado por saber que Nella está acompanhada do rival. 

Ben vem a conhecer Nella Turner (Jane Russell), uma mulher forte com grandes ambições.



Ben e Nella se apaixonam, mas não demora muito e os dois percebem que tem finalidades bem diferentes na vida. 

Nella reencontra Nathan Stark, por quem se sente atraída, por causa de suas elevadas ambições.

A viagem prossegue com muitos incidentes e, muitas vezes, Clint, o irmão mais novo de Ben, rapaz de temperamento impulsivo, não hesita em provocar Stark. Quando Clint provoca Nella enquanto ela se banha em um rio, Stark intervém e, mais tarde, irritado, Clint tenta mata-lo. Ben intervém e, sentindo-se envergonhado por suas ações, Clint foge, sendo encontrado pelo irmão dois dias depois. Mais tarde, Clint é morto pelos índios Sioux.

Ben se alia a Stark na condução do gado, mas ele não contava com a presença de Nella.

Robert Ryan é Nathan Stark, comerciante rico e ambicioso

A viagem é cheia de incidentes, e tanto Stark quanto Ben precisam defender a manada, com a ajuda do irmão de Ben, Clint (Cameron Mitchell).

Clint se apraz em provocar Stark, até que um dia este lhe dá uma lição. Mais tarde, Clint é morto pelos Sioux.

Após sepultar o irmão, Ben descobre que os Siouxs os cercaram, forçando-os a passar por um túnel para chegarem à Montana. Como o Canyon se mostra perfeitamente localizado para uma emboscada, para evitar que os Sioux os abatam, Ben ordena que provoquem o estouro da boiada através da passagem. A estratégia de Ben funciona e o grupo sobrevive sem perder muito gado. Stark e Nella seguem na frente para Mineral City, a fim de venderem o rebanho, enquanto Ben e os demais cuidam para que os animais descansem. 

Clark Gable é Ben Allysson, ex-confederado. Um homem com ambições, mas sem ganâncias de Poder.

EM ANALISE

Sem dúvida Raoul Walsh nos trouxe um bom western, mas de longe chega a ser um dos mais excelentes do diretor de Embrutecidos pela Violência (1950) e O Intrépido General Custer (1941). Walsh preocupou-se mais em mostrar a faceta dos personagens do que propor uma história de ação dentro de um conteúdo psicológico ou moral. E mesmo sendo um dos grandes artesões do cinema, Walsh não conseguiu o suficiente apresentar sensibilidade para retirar calor humano nos personagens, ou mesmo fixar o conteúdo poético da paisagem.

Jane Russell como Nella Turner, objeto de paixão de dois homens com mentalidades e interesses opostos.

A trama gira em torno de um transporte de gado ao longo de seus 125 minutos de projeção. O ponto de partida é a aliança entre dois homens para tal empresa, mesmo sabendo que são diferentes entre si. De um lado está Ben Allyson, um ex-confederado da Guerra Civil Americana que se alia a um negociante ambicioso ao extremo, que antes o procurara roubar. De outro, Nathan Stark, este mesmo negociante que lhe propõe uma sociedade inimaginável. Ben quer apenas viver tranquilo seus dias, enquanto Stark deseja Poder e ser o dono de todo território de Montana. E para não faltar um toque feminino, surge Nella Turner, uma mulher que vai com um e volta com o outro, cavando ainda mais a atmosfera entre os dois homens, de mentalidades e interesses opostos.

Robert Ryan, Clark Gable, Jane Russel e Ben Nye (chefe de maquiagem) durante intervalo de descanso no set.

Mas Ben e Stark não são inimigos tenazes, pois a rivalidade que os dois se dispõem por Nella chega a ser de modo desportivo. Na cena final, quando finalmente Stark tem a chance de desforrar Ben, ele se dirige para alguns homens da lei com estas palavras, sobre o rival:

- Ali vai um homem que sempre respeitei. Ele é aquilo que um menino gostaria de ser quando crescer, e gostaria de ter sido quando já está velho. 

Cameron Mitchell revisa o script, na presença de Clark Gable, em intervalo do set de NAS GARRAS DA AMBIÇÃO (1955)

NAS GARRAS DA AMBIÇÃO é baseado em livro de Heck Allen (1912-1991). É um western que sugere mais uma reflexão sobre a ambição do ser humano e como este a encara (ou como ele define o que seja ambição), ao invés de ação (que está implantada em algumas cenas de tiroteios e no estouro da boiada). Embora não se trate de uma obra das mais fascinantes de Walsh, sua direção é de primeira linha, assim como a fotografia, assinada por Leo Tover (1902-1964), onde são destacadas as belezas das paisagens nevadas e montanhosas de Montana, assim como aquelas que se passam no Texas, com suas belas pradarias e seus rios, valorizado ainda mais pelo CinemaScope. Na área técnica, merece ainda ser citada a trilha sonora do mestre Victor Young (1900-1956), perfeitamente adaptada às imagens e situações.

NAS GARRAS DA AMBIÇÃO em divulgação pelos jornais do Rio de Janeiro em 1956

FICHA TECNICA


NAS GARRAS DA AMBICAO

(The Tall Men)

ANO DE PRODUÇÃO – 1955

PAÍS – ESTADOS UNIDOS

DIREÇÃO - RAOUL WALSH

PRODUÇÃO - WILLIAM A. BACHER E WILLIAM B. HAWKS, EM PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DA 20TH CENTURY FOX.

ROTEIRO – BORDEN CHASE E SYDNEY BOEHM, COM BASE EM LIVRO DE HECK ALLEN

MÚSICA – VICTOR YOUNG

FOTOGRAFIA -  LEO TOVER (Em Cores)

METRAGEM – 125 MINUTOS

ELENCO

                              CLARK GABLE – BEN ALLYSON

JANE RUSSELL – NELLA TURNER

ROBERT RYAN – NATHAN STARK

CAMERON MITCHELL – CLINT ALLYSON

JUAN GARCIA – LUIZ

ARGENTINA BRUNETTI - MARIA

HARRY SHANNON – SAM

EMILE MAYER – CHIKASAW CHARLIE

STEVE DARRELL – CORONEL NORRIS

ROBERT ADLER – WRANGLER

FRANK BAKER – BARTENDER SALOON

MAE MARSH – IMIGRANTE

RUSSELL SIMPSON – IMIGRANTE

WILL WRIGHT- GUS BARTENDER

CHUCK ROBERSON – ALVA JOHNSON

Produção e Pesquisa

PAULO TELLES


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